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A China informou neste sábado a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua poderosa Comissão Militar Central (CMC) e outro alto funcionário do comando militar, ambos suspeitos de “graves violações da disciplina”, expressão usada pelo regime como eufemismo para corrupção.
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A medida se insere na ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping, que está no poder há mais de uma década e que tem atingido sucessivamente quadros de alto escalão do Partido Comunista e das Forças Armadas.
“Após uma avaliação (…), decidiu-se iniciar uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, informou o Ministério da Defesa chinês em comunicado oficial.
Segundo a pasta, ambos são suspeitos de “graves violações da disciplina e da lei”.
A Comissão Militar Central é o órgão máximo de comando das Forças Armadas chinesas, responsável por assegurar o controle do Partido Comunista sobre o Exército e coordenar a política de defesa nacional.
Quem são os militares?
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o posto com Zhang Shengmin, general da força de foguetes, que assumiu o cargo em outubro, após a destituição de seu antecessor em outra investigação anticorrupção.
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da Comissão Militar Central da China (CMC)
AFP
Já Liu Zhenli, de 61 anos, ocupa o cargo de chefe do Estado-Maior Conjunto da CMC, posição estratégica na hierarquia militar chinesa.
Os dois generais são subordinados diretos de Xi Jinping, que preside a Comissão Militar Central desde 2012.
Uma explosão em um laboratório de cocaína deixou nove mortos e oito feridos no Pacífico colombiano, em uma área próxima à fronteira com o Equador, informou o governo regional nesta sexta-feira. O acidente ocorreu no departamento de Nariño, no sudoeste do país, região estratégica para a produção e o tráfico da droga.
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Segundo as primeiras investigações, um cilindro de gás explodiu enquanto a cocaína era preparada em território indígena awá, a cerca de 60 quilômetros do município de Tumaco. A área é conhecida pela forte presença de grupos armados ilegais e pela atuação do narcotráfico.
O laboratório artesanal “não é legal”, “mas os direitos humanos e o direito à vida sempre devem ser respeitados”, afirmou Fredy Andrés Gámez, secretário do governo regional de Nariño. De acordo com as autoridades, os sobreviventes sofreram queimaduras graves.
As vítimas trabalhavam para uma dissidência da extinta guerrilha das FARC, a Coordenadora Nacional Exército Bolivariano, grupo que não aderiu ao Acordo de Paz de 2016 e mantém diálogo com o governo do presidente Gustavo Petro.
Em comunicado, a organização ilegal atribuiu o acidente a erro humano. “Por falhas humanas e ao manipular alguns cilindros de gás (…) o local pegou fogo em questão de segundos”, afirmou o grupo.
O departamento de Nariño, que faz fronteira com o Equador, tem sido crucial por décadas na produção de coca e no escoamento da cocaína com destino aos Estados Unidos. Na região, grupos dedicados ao narcotráfico exercem forte controle territorial, frequentemente com o apoio de cartéis mexicanos.
Durante visita a Tumaco nesta sexta-feira, o presidente colombiano questionou a presença do laboratório na área. “O que fazia um laboratório de cocaína em uma zona de paz?”, disse Petro, em discurso contra os cultivos ilícitos.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões diplomáticas entre Colômbia e Equador. Na quarta-feira, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, acusando o governo de Petro de não combater de forma eficaz o narcotráfico na fronteira comum. A Colômbia respondeu com a aplicação da mesma tarifa e reiterou seu compromisso no enfrentamento aos grupos ilegais.
Após um ano de críticas semelhantes por parte dos Estados Unidos, Petro viajará a Washington no início de fevereiro. O presidente colombiano tem encontro previsto com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no dia 3, para discutir estratégias conjuntas de combate ao narcotráfico.
A instalação de radiotelescópios na superfície da Lua pode inaugurar uma nova etapa na astronomia observacional, ao ampliar de forma significativa a capacidade de registrar as sombras de buracos negros supermassivos. A conclusão é de uma análise publicada, no início do mês de janeiro, na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS), que avalia o impacto científico da integração de antenas lunares a redes de observação já existentes.
Atualmente, apenas dois buracos negros — o M87, no centro de uma galáxia distante, e Sagitário A* (Sgr A*), no núcleo da Via Láctea — tiveram suas sombras observadas diretamente, por meio do Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT), uma rede global baseada na Terra. Segundo o novo estudo, a adição de radiotelescópios na Lua permitiria observar até 31 objetos desse tipo, mais de dez vezes o número atual.
Limites da Terra e o salto proporcionado pela Lua
As restrições atuais decorrem principalmente do tamanho máximo que um conjunto de radiotelescópios pode atingir no planeta e das propriedades das ondas de rádio. Conforme destaca o site Universe Today, para alcançar a resolução de um grande telescópio óptico, seria necessário um radiotelescópio com quase dez quilômetros de diâmetro. Para contornar esse obstáculo, a comunidade científica utiliza a interferometria de linha de base muito longa (VLBI), técnica que combina sinais de observatórios espalhados pelo globo, simulando um telescópio do tamanho da Terra.
Ainda assim, o diâmetro do planeta impõe um teto físico à resolução. Com o EHT, esse limite é hoje de cerca de 20 microssegundos de arco, com perspectivas de chegar a 10 microssegundos em versões futuras. A Lua, porém, muda essa escala. Ao integrar antenas lunares à rede terrestre, a distância média entre a Terra e o satélite — cerca de 384.400 quilômetros — passaria a definir a base do sistema, reduzindo a resolução para a faixa de submicrossegundos.
Pesquisadores do Observatório Astronômico de Xangai e colaboradores internacionais afirmam que esse avanço tornaria possível “detectar as sombras de buracos negros que antes eram consideradas inacessíveis”, segundo artigo em pré-publicação no arXiv citado pelo MNRAS.
O estudo analisou cinco locais potenciais para a instalação dos radiotelescópios: dois no lado oculto da Lua, dois no lado visível e um no polo sul lunar. O lado oculto é apontado como ideal por oferecer proteção natural contra o ruído de rádio emitido pela Terra. Já o polo sul surge como alternativa estratégica de longo prazo, alinhada aos planos da futura Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
As simulações indicam que a instalação de um radiotelescópio no antípoda lunar, na longitude leste de 180° e latitude 0°, proporcionaria janelas de observação acessíveis a todos os candidatos selecionados. As antenas necessárias teriam entre cinco e 100 metros de diâmetro, dependendo da sensibilidade exigida por cada objeto.
A análise publicada no MNRAS aponta que apenas seis buracos negros — entre eles M104, NGC 524 e NGC 1052 — poderiam ser observados diretamente com antenas de 100 metros. No cenário mais favorável, o M104, no centro da Galáxia do Sombrero, teria sua sombra detectável com uma antena lunar de apenas cinco metros, graças ao grande tamanho angular previsto e ao forte fluxo em 230 GHz.
Apesar do potencial científico, os desafios de engenharia são expressivos. Será necessário coordenar observações entre a Lua e a Terra, instalar e alimentar equipamentos de grande porte em ambiente hostil e lidar com limitações de sensibilidade. Especialistas avaliam que o desenvolvimento desses observatórios pode levar décadas e dependerá da articulação com programas internacionais, como a missão chinesa LOVEX e o próprio ILRS.
Do ponto de vista científico, porém, o ganho é considerado decisivo. Uma amostra mais ampla de sombras permitiria testar a relatividade geral de Einstein em condições extremas ainda pouco exploradas. Segundo o estudo, imagens na escala de submicrossegundos “expandirão profundamente os testes da relatividade geral em campos gravitacionais intensos”, oferecendo dados inéditos sobre anéis de fótons e a estrutura do espaço-tempo ao redor dos buracos negros.
Se concretizada, a proposta colocaria a Lua no centro de uma nova fronteira da astronomia, abrindo caminho para observar alguns dos objetos mais enigmáticos e tênues do universo com um nível de detalhe sem precedentes.
Como recuperar uma ilha inteira após séculos de danos ambientais? Na Ilha Floreana, no arquipélago de Galápagos, cientistas e ambientalistas conduzem um dos mais ambiciosos projetos de restauração ecológica já realizados para tentar devolver à região espécies emblemáticas e conter a perda de biodiversidade provocada por ações humanas ao longo de quase dois séculos.
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Com 173 quilômetros quadrados e cerca de 150 moradores, Floreana foi uma das primeiras ilhas do arquipélago a receber ocupação humana. A passagem de piratas, baleeiros e colonizadores deixou um legado ambiental profundo, marcado pela introdução de ratos, gatos, cabras e gado, além de plantas invasoras que alteraram o habitat natural e levaram ao desaparecimento ou à drástica redução de espécies nativas.
Entre os casos mais críticos está o do pássaro-bruxa-pequeno (Pyrocephalus nanus), ave de plumagem vermelha vibrante que antes era comum na região e hoje sobrevive com dificuldade. A perda de vegetação nativa e a ação de predadores introduzidos comprometeram sua reprodução, agravada pela presença da mosca-vampiro, cujas larvas atacam os filhotes. Segundo a revista Science, ninhos infestados chegam a registrar mortalidade de 100%.
Um “projeto de restauração turbinado”
Para enfrentar esse cenário, a Fundação Charles Darwin e a Direção do Parque Nacional de Galápagos lideram um programa de restauração avaliado em US$ 15 milhões. O diretor da fundação define a iniciativa como um “projeto de restauração turbinado”, em referência à escala inédita da operação em uma ilha extensa e com população humana estável. O plano envolve a erradicação de espécies invasoras, a recuperação da vegetação original e a reintrodução de animais extintos localmente.
Após mais de uma década de planejamento, cientistas iniciaram a eliminação de ratos e gatos com iscas lançadas por helicópteros, adotando protocolos rigorosos para proteger moradores e animais domésticos. Viveiros foram criados para replantar scalesia, árvore fundamental para a fauna local, enquanto a amora-preta, planta invasora que sufoca espécies nativas, passou a ser removida manualmente e por meio de fungos específicos, testados para não afetar o restante do ecossistema.
No combate à mosca-vampiro, pesquisadores instalaram estações de autofumigação nos ninhos, com materiais tratados com pesticidas considerados seguros para as aves, mas letais para o inseto. Também estão em estudo métodos complementares, como a introdução controlada de vespas que atacam as larvas, ainda em fase de avaliação para evitar impactos colaterais.
Os primeiros resultados começaram a aparecer. Em 2024, 19 tartarugas-de-floreana foram transferidas para um recinto protegido, marcando o retorno de uma espécie considerada extinta localmente desde o século XIX. Já a temporada reprodutiva de 2025 registrou um recorde de 39 filhotes nascidos de dez casais, segundo dados divulgados pela fundação.
Apesar dos avanços, novos obstáculos surgiram. Formigas vermelhas invasoras consumiram parte do veneno destinado aos ratos, dificultando a erradicação completa. Especialistas defendem monitoramento contínuo e ajustes nas estratégias para garantir o sucesso a longo prazo e permitir que a experiência de Floreana sirva de modelo para outras ilhas de Galápagos. As lições aprendidas ali podem ser decisivas para preservar um dos conjuntos de ecossistemas mais singulares do planeta.
Quem eram os gigantes que moldavam a paisagem terrestre antes mesmo de existirem árvores? Há cerca de 400 milhões de anos, quando a vida fora da água ainda dava seus primeiros passos, estruturas com até oito metros de altura se erguiam em vastas regiões do planeta. Conhecidos como prototaxitos, esses organismos dominaram ecossistemas primitivos e, por mais de um século, desafiaram as tentativas de classificação da ciência.
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Em um mundo sem florestas ou animais terrestres complexos, musgos e pequenos insetos cobriam o solo enquanto os prototaxitos se destacavam como verdadeiras torres vivas. Seu tamanho e abundância fizeram deles as maiores estruturas do período Devoniano, funcionando como uma espécie de antecessor das florestas modernas — embora sua natureza biológica permanecesse incerta.
O enigma começou no século XIX, quando o geólogo John William Dawson descreveu os primeiros fósseis encontrados no Canadá, na década de 1850, como restos de árvores primitivas, chegando a chamá-los de “primeira conífera”. A interpretação parecia plausível, mas esbarrava em um problema central: naquela época, árvores ainda não existiam. Desde então, os prototaxitos já foram classificados como plantas, algas, líquens e, mais recentemente, fungos gigantes.
Um fóssil que não se encaixa
Agora, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo reacende o debate ao analisar fósseis excepcionalmente preservados de Prototaxites taiti, encontrados no sílex de Rhynie, na Escócia. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (21) na revista Science Advances e se baseia em um depósito formado próximo ao equador há cerca de 400 milhões de anos, famoso por conservar organismos com detalhes microscópicos.
A análise revelou uma estrutura interna inesperada: redes complexas de tubos de diferentes tamanhos e formatos, alguns ramificados, outros curvos, com paredes que exibiam padrões de crescimento. Segundo Alexander “Sandy” Hetherington, um dos autores, essas características não correspondem às de fungos ou plantas primitivas conhecidas. “Em todos os livros de anatomia sobre fungos vivos, nunca encontramos estruturas como essas”, afirmou.
A equipe também realizou análises químicas em busca de quitina, componente típico das paredes celulares dos fungos, mas não encontrou vestígios nos prototaxitos. O contraste foi claro: outros fungos preservados no mesmo depósito apresentaram sinais químicos dessa substância. Técnicas de aprendizado de máquina reforçaram o resultado, identificando os fósseis como pertencentes a um grupo distinto de plantas, fungos e outros eucariotos conhecidos.
A conclusão, destacada no próprio artigo, é direta: nenhum grupo existente reúne todas as características observadas nos prototaxitos. Para os autores, a hipótese mais consistente é a de que esses organismos representem uma linhagem completamente nova e hoje extinta da árvore da vida.
Especialistas independentes acolheram as evidências com cautela e curiosidade. A paleobióloga Vivi Vajda, do Museu Sueco de História Natural, concordou que os dados não sustentam a hipótese fúngica e sugeriu que a busca por fósseis com assinaturas químicas semelhantes pode ajudar a rastrear essa linhagem perdida. Já Matthew Nelsen, do Museu Field, destacou que o caso reforça a ideia de que a diversidade da vida terrestre primitiva era muito maior do que se supunha.
Durante milhões de anos, os prototaxitos alteraram a dinâmica da luz, da umidade e dos nutrientes em paisagens sem árvores. Seu desaparecimento completo, sem descendentes identificáveis, lembra que a evolução não seguiu um caminho linear até as formas atuais, mas foi marcada por experimentos que prosperaram e se extinguiram. Hoje, esses colossos silenciosos deixam de ser apenas uma curiosidade fóssil e passam a questionar os limites das categorias com que a ciência tenta organizar a história da vida na Terra.
Um novo estudo da Universidade de Cambridge coloca os seres humanos entre os mamíferos com maiores níveis de monogamia, mais próximos de espécies como suricatos e castores do que da maioria dos outros primatas. A pesquisa apresenta um ranking comparativo de monogamia baseado na proporção de irmãos completos e meio-irmãos em diferentes espécies animais e em populações humanas ao longo de milhares de anos.
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Durante décadas, a compreensão sobre o comportamento reprodutivo humano se apoiou sobretudo em fósseis e em estudos antropológicos de campo, enquanto, nos animais, observações prolongadas e testes genéticos de paternidade ajudaram a revelar padrões de acasalamento. O novo trabalho, liderado por Mark Dyble, do Departamento de Arqueologia de Cambridge, e publicado na revista Proceedings of the Royal Society: Biological Sciences, segue outro caminho: usa a relação entre irmãos completos — que compartilham pai e mãe — e meio-irmãos como um indicador do grau de exclusividade reprodutiva.
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Segundo Dyble, sociedades e espécies mais monogâmicas tendem a produzir uma proporção maior de irmãos completos, enquanto sistemas poligâmicos ou promíscuos resultam em mais meio-irmãos. Com base nisso, o pesquisador desenvolveu um modelo computacional que associa dados genéticos recentes a estratégias reprodutivas conhecidas, permitindo comparar humanos e outros mamíferos.
“Existe uma primeira divisão da monogamia, na qual os humanos se encaixam confortavelmente, enquanto a vasta maioria dos outros mamíferos adota uma abordagem muito mais promíscua do acasalamento”, afirmou Dyble. “A constatação de que as taxas humanas de irmãos completos se sobrepõem às observadas em mamíferos socialmente monogâmicos reforça a visão de que a monogamia é o padrão dominante da nossa espécie”.
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O debate sobre se os humanos são naturalmente monogâmicos atravessa séculos. Muitos estudiosos defendem que vínculos duradouros entre pares favoreceram a cooperação e o sucesso evolutivo da espécie. Ao mesmo tempo, antropólogos registraram grande diversidade nos sistemas de casamento: pesquisas anteriores indicam que 85% das sociedades pré-industriais permitiam a poliginia, em que um homem se casa simultaneamente com várias mulheres.
Para estimar os níveis humanos de monogamia, Dyble analisou dados genéticos de sítios arqueológicos — como sepultamentos da Idade do Bronze na Europa e assentamentos neolíticos na Anatólia — e os combinou com informações etnográficas de 94 sociedades atuais, de caçadores-coletores Hadza, na Tanzânia, a agricultores de arroz Toraja, na Indonésia.
“Há uma enorme diversidade intercultural nas práticas humanas de acasalamento e casamento, mas mesmo os extremos do espectro ainda ficam acima do que vemos na maioria das espécies não monogâmicas”, disse o pesquisador.
O estudo aponta que os humanos apresentam uma taxa média de 66% de irmãos completos. Isso coloca a espécie na sétima posição entre 11 analisadas e firmemente no grupo considerado socialmente monogâmico, com preferência por vínculos de longo prazo.
Entre os animais, os suricatos têm 60% de irmãos completos, enquanto os castores superam ligeiramente os humanos, com 73%. O primata mais próximo é o gibão-de-mãos-brancas, com 63,5%. Já o tamarim-bigodudo, da Amazônia, alcança quase 78%, sendo o único outro primata no grupo superior. Em contraste, gorilas-das-montanhas apresentam apenas 6%, chimpanzés 4% — nível semelhante ao dos golfinhos — e macacos do gênero macaque ficam abaixo de 3%.
Dyble destaca que a monogamia humana representa uma mudança evolutiva incomum: “Com base nos padrões de acasalamento dos nossos parentes vivos mais próximos, como chimpanzés e gorilas, a monogamia humana provavelmente evoluiu a partir de uma vida em grupo não monogâmica, uma transição altamente incomum entre os mamíferos”.
No topo do ranking está o rato-cervo da Califórnia, com 100% de irmãos completos, enquanto, no extremo oposto, a ovelha Soay, da Escócia, registra apenas 0,6%. Para Dyble, o diferencial humano está no fato de viver em grandes grupos sociais com múltiplos casais exclusivos e várias fêmeas reproduzindo simultaneamente.
“Este estudo mede a monogamia reprodutiva, não o comportamento sexual”, ressaltou. “Nos humanos, métodos contraceptivos e práticas culturais quebram o vínculo direto entre sexo e reprodução. Temos uma gama de arranjos — da monogamia serial à poligamia estável — que gera uma mistura de irmãos completos e meio-irmãos com forte investimento parental”.
Uma nova regulamentação na cidade de The Dalles, cidade americana localizada no estado de Oregon, limita quantos cães adultos cada domicílio pode ter e obriga que todos estejam licenciados, vacinados contra a raiva e com coleira em espaços públicos.
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A medida, que busca reduzir conflitos entre vizinhos e melhorar o controle animal, acendeu o debate entre famílias que veem seus cães como parte da família e temem que esses limites mudem para sempre a forma de convivência com seus animais de estimação.
A nova lei estabelece um teto claro para o número de cães adultos por residência: até quatro em casas unifamiliares e apenas dois em apartamentos ou edifícios multifamiliares, além de permitir somente uma fêmea destinada à reprodução por domicílio. Essa regulamentação, que pode soar exagerada para muitas famílias latinas nos Estados Unidos, abre um debate que envolve tanto o afeto pelos animais quanto o peso das normas locais no cotidiano.
Em um país onde milhões de hispânicos transformaram seus cães em parte central da dinâmica familiar, qualquer tentativa de regular quantos podem viver sob o mesmo teto é percebida quase como uma interferência na intimidade do lar.
As autoridades insistem que a medida busca prevenir superlotação, conflitos com vizinhos e situações de negligência, em um contexto de convivência urbana cada vez mais tensa, no qual governos locais tentam impor ordem sem romper completamente o vínculo emocional entre a comunidade e seus animais.
Como é a nova lei no Oregon?
A nova lei atualiza o código municipal de controle de cães, e vigora desde 7 de janeiro de 2026. Na prática, estabelece uma distinção clara entre tipos de moradia: em casas unifamiliares, são permitidos até quatro cães adultos; já em duplex, prédios e outras residências multifamiliares, o limite cai para dois cães adultos por unidade, com apenas uma cadela destinada à reprodução em cada endereço.
O que acontece com quem já ultrapassa o limite?
Um dos pontos mais delicados diz respeito aos donos que, antes da vigência da norma, já conviviam com mais cães do que o permitido atualmente. A cidade criou uma regulamentação especial para esses casos, semelhante ao que nos Estados Unidos é conhecido como “grandfathering”, que permite manter os animais existentes sem sanções imediatas, desde que sejam cumpridos prazos e condições específicas.
Os proprietários devem informar formalmente sua situação ao serviço de controle animal dentro de 60 dias após o início da ordenança, com prazo final em 8 de março de 2026, e depois obter uma licença para cada cão até, no máximo, 1º de julho de 2026. Há um detalhe central: os cães registrados nesse regime não podem ser substituídos; à medida que morram, sejam doados ou deixem o domicílio por qualquer motivo, o número total deverá diminuir até se adequar ao limite legal. Para famílias que costumam resgatar cães de rua ou de abrigos, essa cláusula funciona como um freio, mesmo que, por ora, possam manter toda a “matilha”.
Licenças, vacinas e obrigações
A norma também reforça o sistema de licenciamento obrigatório de cães dentro da cidade. Para obter a licença, os donos precisam apresentar comprovante de vacinação antirrábica válida e pagar uma taxa definida na tabela municipal, em linha com o que já ocorre em outros condados do Oregon. Concluído o processo, cada cão recebe uma placa de identificação, que deve estar presa à coleira sempre que o animal não estiver sob supervisão direta do tutor, servindo como prova de registro e vacinação.
A lei não se limita ao ambiente doméstico e endurece as regras para cães nas ruas e em outros espaços públicos. A partir de agora, os animais devem estar sempre com coleira quando estiverem fora da propriedade do dono, exceto em áreas específicas destinadas a cães soltos. Aqueles que estiverem sem controle podem ser considerados “em circulação”, o que permite sua apreensão pelas autoridades.
Além disso, a lei prevê a apreensão de cães sem licença ou que fiquem sem supervisão. Esse ponto gerou críticas de defensores dos direitos dos animais, que temem que alguns acabem em abrigos superlotados ou até sejam sacrificados caso não encontrem adotantes a tempo.
Tendência em outras cidades e debate cultural
A atualização do código em The Dalles faz parte de uma tendência mais ampla nos Estados Unidos: um número crescente de cidades vem regulamentando de forma mais rigorosa a posse responsável de animais, com limites de quantidade, exigências de licenças e regras estritas sobre uso de coleira e circulação em espaços públicos. Entre moradores e organizações, as opiniões se dividem. Há quem comemore o combate à superlotação, aos maus-tratos e aos cães soltos que colocam pedestres e outros animais em risco; outros veem a medida como uma interferência na vida privada de famílias que cuidam bem de vários cães, mas não se enquadram no novo modelo.
A Rússia lançou ataques aéreos contra as duas maiores cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv, na madrugada deste sábado (24), deixando ao menos um morto e 23 feridos, segundo autoridades ucranianas. Um hospital, uma maternidade e um centro de alojamento para pessoas também foram atingidos.
Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko informou que uma pessoa morreu vítima do bombardeio. Os ataques provocaram incêndios em distritos localizados em ambos os lados do rio Dnipro, que corta a capital. De acordo com Klitschko, o fornecimento de água e de energia elétrica foi interrompido em áreas da cidade situadas a leste do rio.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a ofensiva contra a capital envolveu o uso de drones e mísseis. Já o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, relatou que ao menos quatro distritos foram atingidos, incluindo uma unidade de saúde entre os prédios danificados.
Desde o início do ano, Kiev foi alvo de dois ataques noturnos de grande escala que deixaram milhares de edifícios residenciais sem energia elétrica e aquecimento em meio a um inverno rigoroso, com temperaturas chegando a -15 ºC. Equipes de emergência ainda trabalhavam na restauração dos serviços neste sábado, quando o ataque provocou novos incêndios.
Em Kharkiv, cidade que fica a cerca de 30 quilômetros da fronteira com a Rússia e também é alvo frequente de bombardeios, o prefeito Ihor Terekhov informou que 25 drones atingiram diferentes distritos ao longo de duas horas e meia. De acordo com os relatos iniciais, pelo menos 11 pessoas ficaram feridas. Uum hospital, uma maternidade e um centro de acolhimento para pessoas desabrigadas estão entre os prédios danificados.
O ataque começou horas depois do primeiro encontro trilateral entre representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos desde o início da guerra, em 2022. Na tarde desta sexta-feira, delegações dos três países se reuniram sob a mediação dos Emirados Árabes Unidos para tentar uma negociação de cessar-fogo. Inicialmente, as conversas estão previstas para continuar ao longo do fim de semana.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, contou a influenciadores digitais venezuelanos que ela e outros líderes chavistas foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia da captura de Nicolás Maduro, e que tiveram 15 minutos para escolher entre a colaboração ou a morte. As declarações de Delcy vieram à tona após o vazamento de uma gravação em vídeo de uma reunião presidida pelo então ministro das Comunicações e Informação venezuelano, Freddy Ñáñez, com influenciadores simpáticos ao regime — em um indicativo de que o governo tenta manter a narrativa interna, enquanto estabiliza a situação com os EUA. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma forte tempestade de inverno, com “temperaturas congelantes”, começa a se formar nesta sexta-feira e deve afetar cerca de dois terços dos Estados Unidos continentais nos próximos dias. O fenômeno deve levar uma combinação de neve, granizo e chuva congelante desde o Texas e as Grandes Planícies, no centro do país, até os estados do Meio-Atlântico e do nordeste. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS, na sigla em inglês), mais de 180 milhões de pessoas podem ser impactadas, com riscos como estradas cobertas de gelo, interrupções no fornecimento de energia, cancelamento de milhares de voos, dificuldades no transporte e risco de hipotermia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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