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Mais de meio século após a primeira missão tripulada à Lua, a Nasa anunciou o retorno de astronautas à órbita lunar, com lançamento previsto para fevereiro. A missão marca um novo capítulo da exploração espacial e terá uma única espaçonave: a Orion, veículo desenvolvido para transportar humanos de volta às imediações do satélite natural.
Apesar de histórico de falha em nave, Nasa se prepara para missão que levará astronautas mais longe da Terra do que nunca; entenda
A cápsula será lançada pelo Space Launch System (SLS), o foguete mais potente já construído. Segundo a agência americana, a Orion também deverá desempenhar papel central em missões futuras mais ambiciosas, incluindo viagens tripuladas a Marte.
Projetada para missões de exploração profunda, a Orion oferece espaço habitável para até quatro astronautas por até 21 dias, de forma autônoma, sem necessidade de acoplamento a outra nave durante o voo.
O módulo de tripulação da Orion foi desenvolvido para suportar condições extremas do espaço e do retorno à Terra. A estrutura conta com um vaso de pressão formado por sete peças de liga de alumínio, soldadas para criar uma cápsula leve, resistente e hermética.
Cápsula pode levar quatro astronautas por até 21 dias em missão autônoma
Reprodução/Nasa
A parte inferior da nave, que enfrenta as maiores temperaturas na reentrada, é protegida por um escudo térmico de cinco metros de diâmetro, capaz de suportar cerca de 2.760 °C — aproximadamente metade da temperatura da superfície do Sol. O escudo é feito de blocos do material Avcoat, que se desgasta de forma controlada, dissipando o calor para longe da cabine.
As laterais cônicas da cápsula, conhecidas como backshell, são revestidas por 1.300 placas de proteção térmica de fibra de sílica, responsáveis por isolar a nave tanto do frio do espaço quanto do calor intenso da reentrada atmosférica.
Interior pensado para longas missões
Por dentro, a Orion foi projetada para garantir funcionalidade e segurança à tripulação:
Alojamento: inclui tanques de água potável, sistema para aquecer alimentos e um compartimento de higiene com vaso sanitário compacto. Em caso de tempestades de radiação, os astronautas podem se proteger em compartimentos reforçados no piso da cápsula.
Capacidade: quatro assentos ajustáveis, projetados para acomodar cerca de 99% da população humana.
Estrutura interna: o piso é sustentado por uma estrutura de alumínio conhecida como “espinha dorsal”, onde ficam fixados os assentos e os compartimentos de armazenamento.
Cápsula pode levar quatro astronautas por até 21 dias em missão autônoma
Reprodução/Nasa
Módulo de serviço europeu
A Orion conta ainda com o módulo de serviço fornecido pela Agência Espacial Europeia (ESA), considerado o “centro de força” da espaçonave. Instalado abaixo do módulo de tripulação, ele é responsável por:
Propulsão: 33 motores de diferentes tamanhos, incluindo o motor principal, que permite manobras em órbita lunar e o retorno à Terra;
Energia: quatro painéis solares com cerca de 15 mil células, responsáveis por converter luz solar em eletricidade;
Controle térmico: radiadores e trocadores de calor que mantêm astronautas e equipamentos em temperaturas seguras;
Consumíveis: armazenamento de água, oxigênio e nitrogênio para a tripulação.
Pouco antes da reentrada na atmosfera terrestre, o módulo de serviço se separa da nave. Apenas o módulo de tripulação retorna à Terra ao final de cada missão.
Cápsula pode levar quatro astronautas por até 21 dias em missão autônoma
Reprodução/Nasa
Paraquedas e controle ambiental
A Orion pode ser comandada pela tripulação por meio de três telas digitais, cerca de 60 interruptores físicos e controles manuais de rotação e translação. A nave também conta com sistemas essenciais:
Controle ambiental: remove dióxido de carbono e umidade, mantendo o ar limpo, além de regular temperatura e pressão;
Paraquedas: após a atmosfera reduzir a velocidade da nave de cerca de 40 mil km/h para 523 km/h, um conjunto de 11 paraquedas desacelera a cápsula até aproximadamente 32 km/h, garantindo um pouso seguro.
Diante da ampla comoção provocada pela morte de um manifestante no sábado, em Minneapolis, a Casa Branca recuou na segunda-feira, retirando da cidade um alto funcionário da área de fronteiras e tentando distanciar o presidente Donald Trump da resposta inicial de seus principais assessores. Nos primeiros momentos após o episódio, integrantes do governo haviam classificado o homem morto por agentes federais como um “terrorista doméstico” que estaria “exibindo” uma arma — versão posteriormente desmentida por imagens em vídeo.
Contexto: Sob pressão das ruas e de aliados, Trump recalibra tom sobre operação em Minnesota
Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou defender a retórica adotada por autoridades como Stephen Miller, vice-chefe de gabinete, e Kristi Noem, secretária de Segurança Interna. Ambos foram os mais vocais na disseminação de acusações falsas contra a vítima, Alex Pretti, que foi baleado cerca de dez vezes por agentes de imigração após, aparentemente, filmá-los com seu celular. Pretti tinha autorização legal para portar arma em Minnesota. Ainda assim, vídeos mostram que ele nunca sacou o armamento e que suas mãos estavam visíveis no momento em que foi atingido pelas costas.
Integrantes da Casa Branca reconheceram que a morte — a segunda de um cidadão americano que protestava contra a presença do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis — representava uma das ameaças políticas mais graves enfrentadas por Trump desde a posse, há pouco mais de um ano. Mesmo assim, a administração pareceu paralisada, sem disposição para recuar formalmente das declarações de Miller e Noem, amplamente reproduzidas dentro do governo, enquanto enviava Leavitt para sustentar que os fatos ainda estavam em apuração.
Nenhuma evidência foi apresentada para sustentar as acusações feitas pelos dois auxiliares, que se tornaram o rosto da ofensiva do presidente republicano para deportar imigrantes em situação irregular nos EUA. Embora Leavitt tenha evitado contradizê-los diretamente, insistiu que o presidente não endossava a violência. Ela também se recusou a defender os ataques dirigidos a Pretti nos primeiros momentos após o episódio.
— Ninguém na Casa Branca, inclusive o presidente Trump, quer ver pessoas feridas ou mortas nas ruas dos Estados Unidos da América — disse ela a repórteres. — Obviamente, foi uma situação muito dinâmica e de rápida evolução ao longo do fim de semana. Quanto ao presidente Trump, por quem eu falo, ele disse que quer deixar a investigação prosseguir e permitir que os fatos conduzam este caso.
Cronologia mostra abordagem de agentes federais que levou à morte de Alex Pretti
Mudança de tom
Há dois dias, a Casa Branca tenta conter as repercussões da morte. Democratas intensificaram as críticas às ações do governo, enquanto republicanos começaram a se somar aos pedidos por uma investigação justa. Até a Associação Nacional do Rifle (NRA), tradicional aliada de republicanos, saiu em defesa de Pretti, que possuía permissão para porte oculto de arma. A reação bipartidária no Congresso elevou o risco de uma nova paralisação do governo. Parlamentares passaram a ameaçar bloquear recursos destinados ao ICE após a morte.
Foi nesse contexto, segundo dois funcionários com conhecimento do assunto que falaram ao New York Times sob condição de anonimato, que a administração planejava retirar de Minneapolis Gregory Bovino, um oficial da Patrulha de Fronteiras conhecido por táticas duras e alvo frequente de críticas. Outros agentes deveriam sair da cidade com ele — o sinal mais recente de que o governo estava recuando em sua ação de fiscalização agressiva dentro da cidade.
Diante da instabilidade: Trump envia ‘czar’ anti-imigração para Minnesota após morte de americano por agentes federais
Horas antes de circular a informação sobre a saída de Bovino, Trump enviou seu principal responsável pela área de fronteiras, Tom Homan, para supervisionar a operação de imigração em Minneapolis. Ao mesmo tempo, o presidente suavizou o tom contra o governador de Minnesota, Tim Walz, após uma ligação telefônica entre os dois.
Bovino havia sido um dos primeiros a divulgar informações falsas sobre Pretti. Ainda assim, a Casa Branca se recusou a reconhecer que suas declarações — assim como as de outros altos funcionários na administração — foram refutadas pelos vídeos. Leavitt descreveu Bovino como “um grande profissional” que “vai continuar a liderar, com muita força, a Alfândega e a Patrulha de Fronteiras em todo o país”.
Nova abordagem
Em sua mais recente mudança de postura, Trump deixou de responsabilizar Walz pela violência em Minneapolis e afirmou que, durante a conversa telefônica, os dois “pareceram estar na mesma sintonia”. Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que Walz estava “feliz” com o envio de Tom Homan a Minnesota. Mais cedo, o presidente havia anunciado que Homan atuaria como seu representante pessoal na supervisão das operações do ICE no estado.
A nova abordagem contrastou fortemente com as declarações do fim de semana, quando Trump culpou Walz e outros democratas de Minnesota pela morte de Pretti. Os comentários repetiram o tom adotado após o assassinato, neste mês, de Renee Good, morta por agentes federais. Ao elogiar operações em Washington e em outras cidades como um “tremendo sucesso”, Trump afirmou que os índices de criminalidade em Minnesota estavam “bem mais baixos”, acrescentando: “Tanto o governador Walz quanto eu queremos melhorar ainda mais!”.
Após morte de americano: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas
Em comunicado, o gabinete do governador descreveu a conversa como “produtiva” e informou que os dois discutiram questões mais amplas que estão no centro das queixas do estado em relação à ofensiva migratória. Segundo o governo estadual, Walz disse a Trump que eram necessárias investigações imparciais sobre as duas mortes e pediu a redução do número de agentes federais em Minnesota. Trump concordou em garantir uma apuração justa e em avaliar a diminuição do contingente.
Mas, mesmo enquanto Trump tentava recompor a relação com Walz, Leavitt manteve a estratégia anterior da administração de argumentar que o governador e os democratas de Minnesota eram os responsáveis pelo caos. Em declarações à imprensa, ela afirmou que “essa tragédia ocorreu como resultado de uma resistência deliberada e hostil, por semanas, por parte de líderes democratas em Minnesota”.
Reação padrão
A reação da administração à morte de Pretti seguiu um padrão semelhante ao adotado inicialmente após a morte de Renee Good. Nos dois casos, autoridades do governo se apressaram em atacar as vítimas e defender os agentes do ICE antes da conclusão de qualquer investigação. Com a divulgação de vídeos que levantaram dúvidas sobre as circunstâncias das mortes, a Casa Branca passou a ajustar o discurso.
Alex Jeffrey Pretti e Renee Nicole Good: Quem são os mortos a tiros por agentes federais nos EUA
Na semana passada, Trump descreveu a morte de Good como uma “tragédia” e disse ter se sentido “terrivelmente mal”, acrescentando que os agentes de imigração enviados às ruas às vezes “vão cometer um erro”. A mudança de tom foi significativa para o presidente, que afirmou ter sido informado de que o pai de Good era seu apoiador fiel. O governo abandonou, então, a sugestão de que ela fosse uma terrorista doméstica.
— Quando a mulher foi baleada, eu me senti terrivelmente mal com isso — disse Trump, classificando o episódio como “uma coisa horrível”. — E eu entendo os dois lados.
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou nesta terça-feira que os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos “não são bem-vindos” à cidade, que sediará os Jogos de Inverno a partir de 6 de fevereiro.
Acompanhe o caso: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas após morte de americano por agentes federais
Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo Trump
— Esta é uma milícia que mata… Está claro que não são bem-vindos em Milão, não há dúvida disso. Simplesmente, podemos dizer não a (o presidente estadunidense Donald) Trump por uma vez? — declarou Sala em entrevista à emissora RTL 102.5 Radio.
Na mesma terça-feira, um porta-voz do ICE confirmou à AFP que agentes de um organismo que atua sob a alçada da agência participarão das operações de segurança durante os Jogos Olímpicos de Inverno, programados para ocorrer entre 6 e 22 de fevereiro.
O ICE está no centro de críticas após a morte de dois cidadãos norte-americanos em Minneapolis, durante operações contra a imigração irregular.
“Nos Jogos Olímpicos, a divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE está apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos e o país anfitrião para avaliar e mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais”, informou a agência em um comunicado.
“Todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana”, acrescentou, especificando que “obviamente o ICE não realiza operações de controle migratório em países estrangeiros”.
O serviço de segurança interna (HSI, na sigla em inglês) é uma agência federal que, sob a égide do ICE, investiga um grande número de crimes — cibercrime, tráfico sexual de crianças, tráfico de armas e drogas, entre outros — e que, segundo seu portal na internet, também é responsável por proteger os cidadãos dos Estados Unidos “em casa, no exterior e online”.
A possível presença de agentes do ICE nos Jogos, que serão realizados em Milão-Cortina de 6 a 22 de fevereiro, provoca um grande debate na Itália após a indignação relacionada à morte de dois civis norte-americanos em operações contra imigrantes em Mineápolis.
As autoridades italianas inicialmente negaram a presença do ICE e depois tentaram minimizar seu papel, indicando que só ajudariam na segurança da delegação americana.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, assistirão à cerimônia de abertura em Milão no dia 6 de fevereiro.
‘Czar’ anti-imigração em Minnesota
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que enviaria seu “czar” anti-imigração, Tom Homan, ao estado de Minnesota, em meio à crescente tensão após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais de imigração na cidade de Minneapolis, no último sábado. A decisão surge em um momento em que alguns assessores do presidente americano expressaram, em conversas privadas, preocupação com o fato de a situação cada vez mais instável em Minneapolis estar se tornando um problema político para a Casa Branca.
“Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump em sua rede Truth Social nesta manhã. “Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é firme, mas justo, e se reportará diretamente a mim”.
Homan possui extensos laços com o o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Ele liderou a ala de deportação da agência durante o governo do ex-presidente Barack Obama, afirmando na época que apoiava os esforços para deter criminosos perigosos que se encontravam ilegalmente no país. Anos depois, foi escolhido para ser o diretor interino da agência durante o primeiro mandato de Trump. Juntamente com outros dois líderes seniores, Homan recomendou uma política que levou à separação de famílias na fronteira em 2018.
Como czar da fronteira, ele assumiu um papel de comunicação e frequentemente aparece na televisão ou concede entrevistas coletivas a repórteres em frente à Casa Branca, divulgando a mensagem da repressão à imigração promovida pelo governo Trump e defendendo publicamente suas táticas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu nas redes sociais que Homan administraria as operações do ICE no estado e coordenaria a investigação do governo sobre fraudes no estado, acrescentando que ele “continuaria prendendo os piores imigrantes ilegais criminosos”.
‘Constituição protege’: Morte de manifestante em Minneapolis leva grupos pró-armas a confrontar o governo Trump sobre direito ao porte
A gestão das operações em campo tem sido, em grande parte, responsabilidade de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, juntamente com outros líderes da agência, incluindo Gregory Bovino, que tem supervisionado as operações da Patrulha da Fronteira em todo o país. Noem elogiou publicamente a decisão de enviar Homan para Minnesota em uma publicação nas redes sociais.
“Esta é uma boa notícia para a paz, a segurança e a responsabilização em Minneapolis”, escreveu ela.
O Wall Street Journal avalia que a decisão de enviar Homan para liderar as operações em Minneapolis provavelmente sinaliza um desejo por uma mudança significativa de táticas na região. Segundo o jornal americano, Homan e Kristi Noem, que lidera o Departamento de Segurança Interna (DHS) — agência à qual o ICE e a Patrulha de Fronteira são subordinados — têm tido uma relação conflituosa praticamente desde o início do governo.
Homan, que é veterano do ICE, sempre enfatizou a importância de concentrar os esforços do órgão na caça a criminosos perigosos que vivem ilegalmente nos EUA. Mas Noem, que exerce um controle muito mais direto sobre as agências de imigração, tem favorecido a abordagem mais ostensiva, que envolve agentes realizando prisões indiscriminadas e empregando táticas militares contra manifestantes.
Nos últimos seis meses, altos funcionários do governo têm preferido a estratégia da secretária de Segurança Interna, analisa o WSJ. Eles têm demonstrando satisfação em perseguir cidades-santuário — como são conhecidos os municípios que não cooperam com o escritório de imigração— e seus manifestantes liberais. Com isso, a influência de Homan diminuiu, mas o anúncio desta segunda-feira pode indicar uma reversão nessa abordagem.
As últimas baleias mantidas em cativeiro no Canadá receberam um alívio após o governo federal conceder aprovação condicional para a transferência dos animais aos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira pela ministra das Pescas, Joanne Thompson, depois de reunião com representantes do Marineland, parque temático fechado em Niagara Falls, na província de Ontário.
Barco turístico vira na costa de Omã e deixa três mortos
O plano prevê a exportação de 30 baleias-beluga e quatro golfinhos, atualmente sob responsabilidade do Marineland, para instituições americanas. Segundo Thompson, as licenças definitivas serão emitidas assim que o parque apresentar as informações finais exigidas. “Foi uma reunião construtiva e concedi aprovação condicional”, afirmou a ministra em comunicado.
De acordo com documentos obtidos pela agência The Canadian Press, o Marineland alertou que enfrenta grave crise financeira e que os animais poderiam ser sacrificados caso as autorizações não fossem liberadas até 30 de janeiro. Em nota, o parque afirmou ter o apoio do governo federal para a transferência e agradeceu pela “priorização da vida desses mamíferos marinhos”.
Destino das baleias
O Marineland negocia a recepção dos animais com quatro instituições dos EUA: Shedd Aquarium, em Chicago; Georgia Aquarium, em Atlanta; Mystic Aquarium; e o SeaWorld, que possui unidades em diferentes estados americanos.
A decisão também recebeu apoio do primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford. “Eles terão um lar melhor do que o atual, que é terrível e pequeno demais”, declarou. Desde 2019, 20 baleias — uma orca e 19 belugas — morreram no Marineland, segundo levantamento da The Canadian Press com base em registros internos e comunicados oficiais.
Pelo menos três turistas morreram e outros dois ficaram feridos após o naufrágio de um barco turístico na costa de Omã, informaram as autoridades locais nesta semana. A embarcação transportava 25 turistas franceses, além de um guia e do capitão, quando virou nas proximidades de Muttrah, área costeira da província de Mascate.
EUA confirmam apoio do ICE à segurança dos Jogos de Inverno na Itália
Equipes da Defesa Civil e do Serviço de Ambulâncias foram acionadas imediatamente após o acidente. Três passageiros foram declarados mortos no local. Outros dois sofreram ferimentos leves e receberam atendimento médico ainda na região. Os demais ocupantes do barco foram resgatados com vida.
Segundo a Polícia Real de Omã, uma investigação foi aberta para apurar as causas do naufrágio. Entre as hipóteses analisadas estão as condições meteorológicas no momento do passeio e a possível sobrecarga da embarcação. As autoridades não divulgaram, até o momento, detalhes adicionais sobre a dinâmica do acidente.
Além da apuração técnica, o governo local informou que está prestando apoio aos sobreviventes e às famílias das vítimas.
Agentes do controverso Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) vão apoiar as operações de segurança dos Estados Unidos durante os Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, no próximo mês, confirmou um porta-voz à AFP.
Acompanhe o caso: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas após morte de americano por agentes federais
Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo Trump
“Nos Jogos Olímpicos, a divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE está apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos e o país anfitrião para avaliar e mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais”, informou a agência em um comunicado.
“Todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana”, acrescentou, especificando que “obviamente o ICE não realiza operações de controle migratório em países estrangeiros”.
O serviço de segurança interna (HSI, na sigla em inglês) é uma agência federal que, sob a égide do ICE, investiga um grande número de crimes — cibercrime, tráfico sexual de crianças, tráfico de armas e drogas, entre outros — e que, segundo seu portal na internet, também é responsável por proteger os cidadãos dos Estados Unidos “em casa, no exterior e online”.
A possível presença de agentes do ICE nos Jogos, que serão realizados em Milão-Cortina de 6 a 22 de fevereiro, provoca um grande debate na Itália após a indignação relacionada à morte de dois civis norte-americanos em operações contra imigrantes em Mineápolis.
As autoridades italianas inicialmente negaram a presença do ICE e depois tentaram minimizar seu papel, indicando que só ajudariam na segurança da delegação americana.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, assistirão à cerimônia de abertura em Milão no dia 6 de fevereiro.
‘Czar’ anti-imigração em Minnesota
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que enviaria seu “czar” anti-imigração, Tom Homan, ao estado de Minnesota, em meio à crescente tensão após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais de imigração na cidade de Minneapolis, no último sábado. A decisão surge em um momento em que alguns assessores do presidente americano expressaram, em conversas privadas, preocupação com o fato de a situação cada vez mais instável em Minneapolis estar se tornando um problema político para a Casa Branca.
“Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump em sua rede Truth Social nesta manhã. “Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é firme, mas justo, e se reportará diretamente a mim”.
Homan possui extensos laços com o o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Ele liderou a ala de deportação da agência durante o governo do ex-presidente Barack Obama, afirmando na época que apoiava os esforços para deter criminosos perigosos que se encontravam ilegalmente no país. Anos depois, foi escolhido para ser o diretor interino da agência durante o primeiro mandato de Trump. Juntamente com outros dois líderes seniores, Homan recomendou uma política que levou à separação de famílias na fronteira em 2018.
Como czar da fronteira, ele assumiu um papel de comunicação e frequentemente aparece na televisão ou concede entrevistas coletivas a repórteres em frente à Casa Branca, divulgando a mensagem da repressão à imigração promovida pelo governo Trump e defendendo publicamente suas táticas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu nas redes sociais que Homan administraria as operações do ICE no estado e coordenaria a investigação do governo sobre fraudes no estado, acrescentando que ele “continuaria prendendo os piores imigrantes ilegais criminosos”.
‘Constituição protege’: Morte de manifestante em Minneapolis leva grupos pró-armas a confrontar o governo Trump sobre direito ao porte
A gestão das operações em campo tem sido, em grande parte, responsabilidade de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, juntamente com outros líderes da agência, incluindo Gregory Bovino, que tem supervisionado as operações da Patrulha da Fronteira em todo o país. Noem elogiou publicamente a decisão de enviar Homan para Minnesota em uma publicação nas redes sociais.
“Esta é uma boa notícia para a paz, a segurança e a responsabilização em Minneapolis”, escreveu ela.
O Wall Street Journal avalia que a decisão de enviar Homan para liderar as operações em Minneapolis provavelmente sinaliza um desejo por uma mudança significativa de táticas na região. Segundo o jornal americano, Homan e Kristi Noem, que lidera o Departamento de Segurança Interna (DHS) — agência à qual o ICE e a Patrulha de Fronteira são subordinados — têm tido uma relação conflituosa praticamente desde o início do governo.
Homan, que é veterano do ICE, sempre enfatizou a importância de concentrar os esforços do órgão na caça a criminosos perigosos que vivem ilegalmente nos EUA. Mas Noem, que exerce um controle muito mais direto sobre as agências de imigração, tem favorecido a abordagem mais ostensiva, que envolve agentes realizando prisões indiscriminadas e empregando táticas militares contra manifestantes.
Nos últimos seis meses, altos funcionários do governo têm preferido a estratégia da secretária de Segurança Interna, analisa o WSJ. Eles têm demonstrando satisfação em perseguir cidades-santuário — como são conhecidos os municípios que não cooperam com o escritório de imigração— e seus manifestantes liberais. Com isso, a influência de Homan diminuiu, mas o anúncio desta segunda-feira pode indicar uma reversão nessa abordagem.
A Coreia do Norte disparou nesta terça-feira o que parecia ser um míssil balístico em direção ao mar do Japão, informou o Ministério da Defesa japonês.
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O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul também declarou ter detectado um “projétil” lançado em direção ao que Seul chama de mar do Leste.
Este foi o segundo teste de armamentos realizado pelo regime norte-coreano neste mês, após uma salva de mísseis disparada antes da visita do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China, para uma cúpula.
Nos últimos anos, a Coreia do Norte tem intensificado seus testes de mísseis. Analistas avaliam que Pyongyang busca aprimorar a precisão de seus ataques, em desafio aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, ao mesmo tempo em que testa armamentos antes de uma eventual exportação para a Rússia.
Nas próximas semanas, Pyongyang realizará um congresso do partido governista, o primeiro em cinco anos. Antes da reunião, o líder Kim Jong Un ordenou a “expansão” e a modernização da produção de mísseis do país.
Durante décadas, cientistas tentaram compreender como a Terra deixou de ser um planeta quente, com florestas tropicais avançando sobre altas latitudes, para assumir o clima mais frio e estável atual, marcado por calotas polares. Essa transição, iniciada após a extinção dos dinossauros, ocorreu de forma gradual ao longo dos últimos 66 milhões de anos. Um novo estudo internacional sugere agora que a resposta para esse enigma passa pela química dos oceanos, um fator até então subestimado nas explicações climáticas de longo prazo.
Pesquisadores liderados pela Universidade de Southampton indicam que a queda contínua dos níveis de cálcio dissolvido na água do mar teve papel decisivo nesse processo. Segundo o trabalho, publicado, no início do mês de janeiro, nos Anais da Academia Nacional de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences), a concentração de cálcio nos oceanos diminuiu mais de 50% ao longo da Era Cenozoica, alterando profundamente a forma como os mares trocavam carbono com a atmosfera.
O papel ativo dos oceanos no clima
De acordo com os autores, logo após a extinção dos dinossauros, os níveis de cálcio eram cerca do dobro dos atuais. Essa condição favorecia a liberação de dióxido de carbono para a atmosfera, reforçando o efeito estufa. Com o passar de milhões de anos, a redução do cálcio modificou processos biogeoquímicos marinhos e ampliou a capacidade dos oceanos de reter carbono, contribuindo para uma queda sustentada do CO₂ e para o resfriamento global.
O autor principal do estudo, David Evans, afirma que os resultados redefinem o papel dos oceanos na história climática do planeta. Segundo ele, quando o cálcio era mais abundante, os mares armazenavam menos carbono e liberavam mais CO₂. À medida que essa concentração diminuiu, o processo se inverteu, permitindo uma redução da temperatura média global estimada entre 15 °C e 20 °C ao longo do Cenozoico.
Para chegar a essas conclusões, a equipe analisou foraminíferos — micro-organismos marinhos cujas conchas fossilizadas preservam a composição química da água do mar. Esses registros, combinados a modelos computacionais do ciclo do carbono, permitiram reconstruir com alta precisão a evolução química dos oceanos e sua influência sobre a atmosfera.
O estudo também relaciona a queda do cálcio oceânico a processos geológicos profundos, como a desaceleração da expansão do fundo do mar, que reduziu o aporte desse elemento à água oceânica. Para os pesquisadores, essa dinâmica mostra que os oceanos não apenas reagiram às mudanças climáticas, mas atuaram como reguladores centrais do clima ao longo de eras geológicas. A descoberta amplia a compreensão sobre o passado climático da Terra e oferece novos subsídios para aprimorar modelos que projetam o futuro do sistema climático em um cenário de aumento acelerado do dióxido de carbono.
Um adolescente de 15 anos segue desaparecido em Nova York desde 9 de janeiro, após viajar sozinho de Long Island para Manhattan. Segundo a polícia e relatos da família, ele teria feito o deslocamento para encontrar alguém conhecido por meio da plataforma de jogos Roblox. O jovem não faz contato desde a tarde daquele dia, o que mobilizou uma ampla operação de buscas em diferentes pontos da cidade, de acordo com informações divulgadas pela mídia americana e autoridades locais.
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O Departamento de Polícia do Condado de Suffolk informou, em comunicado citado pela revista People, que o adolescente foi visto pela última vez por volta das 17h30 na Estação Grand Central, em Manhattan, após deixar a escola em St. James, Long Island, pouco depois das 15h30. Imagens de câmeras de segurança mostram o rapaz com uma mochila preta e um objeto volumoso, vestindo jaqueta escura com detalhes em vermelho, calça esportiva e óculos.
Rastro do deslocamento e buscas em dois distritos
De acordo com informações reunidas pela Live 5 News, o adolescente embarcou em um trem da Long Island Rail Road com destino a Manhattan logo após sair da escola. Desde então, a família afirma não ter recebido ligações ou mensagens. A polícia conseguiu rastrear a última localização conhecida para a região das ruas Cherry e Rutgers, no sul de Manhattan, e, mais tarde, para a área das ruas Sands e Jay, no Brooklyn, conforme dados repassados pela família ao canal News 12.
A mãe do jovem disse à revista People que o comportamento era incomum e que ele nunca havia saído de casa sem avisar. A principal hipótese considerada pela família é a de que a viagem tenha sido motivada por um encontro com alguém conhecido apenas virtualmente, por meio do Roblox. O pai, em declaração reproduzida pelo News 12, afirmou não conseguir entender o motivo do desaparecimento.
As autoridades do Condado de Suffolk seguem investigando o caso e pedem a colaboração do público. Paralelamente, familiares têm feito buscas em abrigos e espaços públicos de Manhattan, Brooklyn e Long Island, sem sucesso até o momento, conforme relatou a People. A preocupação aumentou diante da previsão de queda acentuada das temperaturas e de condições climáticas adversas na cidade.
Em nota à People, um porta-voz da Roblox afirmou que a empresa está cooperando com as autoridades e destacou que a segurança dos usuários é prioridade, com filtros para impedir o compartilhamento de dados pessoais e a troca de imagens ou vídeos entre jogadores. Especialistas e organizações de proteção à infância alertam que casos semelhantes reacendem o debate sobre os riscos da interação online entre menores e desconhecidos, reforçando a importância da supervisão e do diálogo familiar.
Uma cena de despedida tomou o Zoológico de Ueno, em Tóquio, neste domingo (25). Visitantes se aglomeraram diante do recinto dos pandas gigantes Xiao Xiao e Lei Lei, que deixarão o Japão rumo à China, país que detém a propriedade dos animais. A repatriação ocorre em um momento de escalada das tensões diplomáticas entre os dois países asiáticos.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, os pandas partirão nesta terça-feira (27). Em dezembro, o governo japonês anunciou a antecipação do retorno, inicialmente previsto para fevereiro. Nascidos no zoológico de Ueno em 2021, Xiao Xiao e Lei Lei são filhos de Ri Ri e Shin Shin, que voltaram à China em setembro de 2024. A irmã mais velha do casal, Xiang Xiang, já havia sido enviada de volta em 2023.
Diplomacia dos pandas e contexto político
A devolução encerra um ciclo histórico: será a primeira vez, em mais de meio século, que o Japão ficará sem pandas. Os primeiros exemplares chegaram ao país em 1972, como parte do processo de normalização das relações entre Tóquio e Pequim. Desde então, o envio temporário dos animais integrou a chamada “diplomacia dos pandas”, estratégia adotada pela China para sinalizar boa vontade e estreitar laços com parceiros internacionais.
Não há, até o momento, perspectiva de envio de novos pandas ao Japão. Em declaração recente, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou reconhecer o carinho do público japonês pelos animais. O porta-voz da pasta, Guo Jiakun, disse que Pequim dá boas-vindas aos “amigos japoneses” que queiram visitar os pandas em sua nova casa, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. A mensagem, embora cordial, reforça que a permanência dos pandas no exterior segue condicionada ao ambiente diplomático entre os países.

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