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O Irã prometeu, nesta quarta-feira, que não reabrirá o Estreito de Ormuz, apesar da trégua e enquanto os Estados Unidos mantêm seu bloqueio naval, ao mesmo tempo que anunciou a apreensão de dois navios, um deles de bandeira panamenha, que tentavam atravessar essa via estratégica. A tensão permanece alta em Ormuz, uma passagem crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos e um dos temas centrais desta guerra desencadeada em 28 de fevereiro pelos ataques israelenses e americanos contra a República Islâmica.
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“Um cessar-fogo completo só tem sentido se não for infringido mediante um bloqueio naval”, disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã em uma primeira rodada de conversas no Paquistão. “A reabertura do Estreito de Ormuz não é possível em meio a uma violação flagrante do cessar-fogo”, ressaltou.
Por parte dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump não descartou uma retomada das conversas entre as partes beligerantes nos próximos dias. “É possível!”, escreveu em resposta à mensagem de uma jornalista do New York Post, que lhe perguntava sobre a probabilidade de realizar negociações nas próximas “36 a 72 horas”, ou seja, até sexta-feira.
Enquanto isso, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o exército ideológico do Irã, anunciou que havia “apreendido” dois “barcos infratores” que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e os conduziu para sua costa. A Casa Branca não considerou a apreensão como uma infração do cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril, pois não eram navios americanos nem israelenses.
“Eram duas embarcações internacionais”, explicou sua porta-voz, Karoline Leavitt, à emissora Fox News.
O Panamá confirmou a apreensão de um navio de bandeira panamenha e “de proprietários italianos”, o MSC Francesca, e seu Ministério das Relações Exteriores acusou Teerã de causar um “grave atentado” contra a segurança marítima com uma “escalada desnecessária” das tensões.
Uma terceira embarcação foi alvo de disparos quando se encontrava a oito milhas náuticas a oeste do Irã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, mas pôde sair do estreito e seguir rumo ao porto saudita de Jidá, de acordo com o site Marinetraffic. Segundo Teerã, os navios devem obter uma autorização para sair ou entrar no Golfo através dessa via sob seu controle, enquanto os Estados Unidos bloqueiam o acesso aos portos iranianos desde 13 de abril.
Os preços do petróleo subiram mais de 4% nesta quinta-feira, nas primeiras operações nos mercados asiáticos, antes de se moderarem nos minutos seguintes, pela incerteza sobre as negociações entre ambas as partes.
Sem data limite
As conversas entre Washington e Teerã, que se supunha que aconteceriam no início desta semana após uma primeira sessão em 11 de abril, têm como objetivo encontrar um final duradouro para uma guerra que já causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e virou a economia global de cabeça para baixo.
Trump anunciou na terça-feira uma extensão indefinida da trégua a poucas horas de seu vencimento, com o objetivo, segundo ele, de dar mais tempo aos iranianos para se juntarem às negociações de paz sob os auspícios dos mediadores paquistaneses. Mas “o presidente não estabeleceu uma data limite para receber uma proposta do Irã”, assinalou Leavitt aos jornalistas, ao detalhar que, “em última instância, o calendário será imposto” por Trump.
Até agora, nenhuma delegação partiu para Islamabad. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que espera que ambas as partes consigam “concluir um ‘acordo de paz'”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou nesta quarta-feira que “apreciava” os esforços do Paquistão para pôr fim à guerra, mas sem se pronunciar sobre o prolongamento da trégua.
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Por outro lado, o máximo responsável civil da Marinha americana, John Phelan, deixou o cargo, informou o Pentágono, sem dar explicações sobre esta saída repentina.
Mortos no Líbano
Na outra frente principal da guerra, quatro pessoas morreram nesta quarta em ataques israelenses no Líbano, apesar de outro cessar-fogo vigente que expira no domingo, e cuja prorrogação será solicitada por Beirute durante as conversas previstas para esta quinta-feira entre ambos os países em Washington.
“O Líbano pedirá o prolongamento da trégua por um mês, o respeito estrito do cessar-fogo e o fim, por parte de Israel, das operações de dinamitação e destruição nas áreas em que está presente”, indicou uma fonte oficial libanesa à AFP.
Antes dessas conversas, Israel afirmou que não tem “desacordos graves” com o país vizinho e o convidou a “trabalhar juntos” contra o movimento Hezbollah, que tem o apoio de Teerã. Segundo o último balanço oficial, pelo menos 2.454 pessoas morreram no Líbano em seis semanas de guerra. Além disso, um ataque aéreo israelense matou uma jornalista libanesa e feriu outra nesta quarta-feira perto da fronteira entre Líbano e Israel, segundo o jornal Al Akhbar, o veículo para o qual trabalhava.
As autoridades francesas e britânicas firmaram um novo acordo para tentar impedir as travessias irregulares pelo Canal da Mancha, embora Londres tenha condicionado parte de seu financiamento à eficácia das medidas adotadas para reter os imigrantes. Após meses de difíceis negociações, ambos os países chegaram a um pacto para prorrogar o tratado de Sandhurst durante os próximos três anos. O acordo bilateral firmado em 2018, que já havia sido estendido em 2023, expirava em 2026.
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Pela primeira vez, o financiamento das autoridades britânicas, que poderá chegar a 766 milhões de euros (R$ 4,45 bilhões) em três anos, inclui “uma parte flexível” de 186 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão) que estará condicionada à eficácia das medidas para impedir que os migrantes cheguem de maneira irregular a seu território.
Portanto, só estarão assegurados 580 milhões de euros (R$ 3,37 bilhões) por parte de Londres. Contudo, apenas essa quantidade já representa um aumento, pois o Reino Unido havia aportado 540 milhões de euros no âmbito do plano anterior.
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Se as novas medidas não fornecerem “resultados suficientes, sobre a base de uma avaliação anual conjunta, o financiamento será reorientado para novas ações”, detalha o roteiro do pacto ao qual a AFP teve acesso. Segundo os dados oficiais das autoridades britânicas, 41.472 pessoas chegaram de forma irregular ao Reino Unido em pequenas embarcações em 2025.
Este número é o segundo mais alto desde o início dessas travessias em 2018. Pelo menos 29 migrantes morreram nessas águas em 2025, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais francesas e britânicas.
Este novo acordo, cujos detalhes serão divulgados nesta quinta-feira durante uma visita à costa francesa dos ministros de Interior de ambos os países, prevê duplicar os efetivos de segurança. Assim, o pessoal será elevado para cerca de 1.400 agentes até 2029. A colaboração entre Reino Unido e França “já permitiu impedir dezenas de milhares de travessias”, destacou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em comunicado.
“Este acordo histórico nos permite ir além: reforçando a inteligência, a vigilância e a presença sobre o terreno para proteger as fronteiras britânicas”, acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu fechar um acordo “muito melhor” com Teerã do que aquele firmado pelo presidente Barack Obama há mais de uma década. O pacto, conhecido como acordo nuclear com o Irã de 2015, foi concebido para impedir que o país adquirisse uma arma nuclear. Em troca do alívio de sanções econômicas, a República Islâmica se comprometia a limitar seu programa nuclear. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Irã intensificou a repressão durante a guerra e a trégua posterior com os Estados Unidos, com uma onda de execuções e prisões, denunciaram ativistas, que pedem que os direitos humanos sejam incluídos nas negociações. O cessar-fogo de duas semanas, que o presidente americano, Donald Trump, prolongou indefinidamente para beneficiar o diálogo, não aliviou a repressão. Para analistas e ONGs, a escalada nas execuções é um sinal de que o regime teme uma nova onda de protestos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No começo da semana, a empresa grega de risco marítimo MARISKS emitiu um alerta para um possível golpe voltado às centenas de embarcações que aguardam uma autorização para cruzar o Estreito de Ormuz: “pessoas desconhecidas” estão exigindo o pagamento de uma “taxa de liberação” para a travessia, a ser paga em criptomoedas. O aviso, revelado pela agência Reuters, teria chegado tarde para um navio indiano atingido por disparos iranianos no fim de semana — posteriormente, a dona da embarcação negou ter sido vítima de golpe.
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Não está claro se os golpistas conseguiram enganar alguém, mas eles fizeram sua lição de casa: nos últimos anos, as autoridades iranianas ampliaram o uso de criptomoedas para transações às margens dos sistemas regulatórios internacionais, não apenas em Ormuz, onde alguns navios pagam pedágio para passar, e nutrem um ecosssistema bilionário que vai bem além da guerra no Golfo.
Segundo a empresa de análise de blockchain Chainanalysis, ao final do ano passado havia US$ 7,78 bilhões em criptomoedas no sistema iraniano, valor que vinha aumentando de ano a ano. Como boa parte da economia, a operação é centralizada e tem uma forte participação da Guarda Revolucionária.
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Um pilar é a mineração de Bitcoin, legalizada em 2019. Os operadores contam com incentivos, como eletricidade barata (mesmo com parte da população enfrentando blecautes) e subsídios em equipamentos e instalações, mas precisam enviar os Bitcoins obtidos para o Banco Central. Dessa forma, o Estado consegue dinheiro para pagar por importações, inclusive de bens sujeitos a sanções, acumular fundos e amenizar a crise inflacionária sem se aproximar do sistema bancário internacional.
— Em qualquer jurisdição com sanções abrangentes, as criptomoedas são úteis — disse Kaitlin Martin, analista sênior de inteligência da Chainalysis, ao Wall Street Journal. — É muito fácil liquidar transações e pagamentos internacionais. É rápido. E é relativamente fácil obtê-las, dada a atmosfera vibrante em torno das criptomoedas no Irã.
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No começo de março, a página Crypto Breaking, voltada ao mercado de criptomoedas, afirmou que a Guarda Revolucionária responde por mais da metade da criptoeconomia iraniana. A organização, responsável por proteger a República Islâmica, tem hoje mais de US$ 3 bilhões em carteiras identificadas, mas o valor real, escondido de órgãos fiscalizadores, seria muito maior. Em outra frente, a agência de exportações do setor de Defesa, a Mindex, já aceita criptomoedas para compras de itens como mísseis, sistemas de radar e drones.
“Deve-se notar que, dadas as políticas gerais da República Islâmica do Irã em relação à burla das sanções, não há problema na execução do contrato”, diz a Mindex em uma seção de perguntas e respostas em seu portal de vendas. “Seu produto adquirido chegará até você o mais breve possível.”
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Pouco antes de um cessar-fogo firmado com os EUA, surgiram relatos de que a Guarda Revolucionária havia estabelecido um novo mecanismo de passagem pelo Estreito de Ormuz, com rotas atravessando suas águas territoriais, aberto apenas a navios autorizados e mediante pedágio. A tarifa, prestes a ser transformada em lei, é de até US$ 2 milhões, pagos em iuanes chineses, riais iranianos ou criptomoedas. Nos golpes alertados pela MARISKS, os criminosos usam esse expediente para tornar suas argumentações mais plausíveis.
“A decisão do Irã de aceitar criptomoedas para a cobrança do pedágio de Ormuz não representa um desvio da estratégia financeira já estabelecida pela Guarda Revolucionária Islâmica — pelo contrário, é uma extensão dela”, escreveu, em análise, a empresa de pesquisa de criptomoedas TRM, que trabalha com as autoridades americanas na aplicação de sanções no meio digital. “As transações com criptomoedas podem ser liquidadas rapidamente e sem passar pelo sistema bancário correspondente dos EUA, dificultando o congelamento ou a interceptação em tempo real.”
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Arte/ O GLOBO
Como aponta a TRM, o pedágio poderia render cerca de US$ 20 milhões diários apenas com os petroleiros, e atingiria US$ 800 milhões mensais se as tarifas forem cobradas de embarcações de transporte de gás natural. Não está há detalhes sobre o mecanismo intermediário para receber os pagamentos e evadir as sanções financeiras. Nas negociações sobre um acordo de paz para o conflito, os iranianos exigem direitos sobre o trânsito por Ormuz, incluindo o pedágio.
“A forma como o Irã apresenta o sistema de pedágio como uma afirmação permanente de soberania — codificada em legislação, administrada por meio de uma estrutura de comando permanente da Guarda Revolucionária Islâmica e respaldada por uma infraestrutura dedicada à conversão de criptomoedas na Ilha de Qeshm — torna improvável uma reversão completa após o conflito”, explica a TRM
A empresa ainda menciona a dificuldade de fiscalizar movimentações suspeitas em meios digitais. Em janeiro, duas corretoras registradas no Reino Unido, Zedcex e Zedxion, foram sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, acusadas de facilitar cerca de US$ 1 bilhão em transações da Guarda Revolucionária. A emissora da stablecoin Tether (cujo valor é ligado ao dólar) também bloqueou dezenas de contas ligadas à Guarda Revolucionária nos últimos meses. Mas as ações soam como gotas no oceano diante dos volumes negociados e das novas fontes de dividendos.
— É preciso um recurso considerável para fazer o tipo de rastreamento de blockchain e outras tarefas semelhantes, para emitir as sanções — acrescentou Tom Keatinge, diretor do Centro de Finanças e Segurança do centro de estudos britânico Royal United Services Institute, à agência Reuters.— É o jogo definitivo de “acertar a toupeira” em alta velocidade.
Portal da corretora de criptomoedas iraniana Nobitex
Reprodução
Seria incorreto creditar a explosão das criptomoedas apenas à Guarda Revolucionária ou ao Estado iraniano. A principal operadora local, a Nobitex, tem cerca de 15 milhões de clientes, 11 milhões ativos, em sua maioria pequenos investidores, que viram nas moedas digitais um campo seguro contra o derretimento do rial e a escassez de moeda estrangeira. No portal da corretora, consultado pelo GLOBO na tarde de quarta-feira, um Bitcoin era negociado a 120 bilhões de riais (R$ 453 mil).
Com o início da guerra, em fevereiro, a empresa de análise de blockchain Elliptic identificou uma alta de 700% nas movimentações de contas, sugerindo que esses fundos estavam sendo enviados para outras contas e corretoras de fora do Irã. No ano passado, a Nobitex foi alvo de um grupo de hackers israelenses, que roubaram US$ 90 milhões dos clientes.
— Quanto mais se pressiona a economia iraniana, mais se deve estar preparado para lidar com as consequências, uma das quais é o uso crescente de criptomoedas — concluiu Keatinge à Reuters.
Entusiastas da aviação foram os primeiros a soar o alarme: um jato do Departamento de Justiça estava em uma rota rara e direta da Virgínia para Cuba na segunda-feira, alimentando instantaneamente rumores na internet sobre sua missão. Curiosos se questionavam se o Boeing 757 transportava um enviado diplomático secreto, se representava um sinal de mudança nas relações entre Cuba e os Estados Unidos ou se era parte de uma investida mais agressiva do governo de Donald Trump contra Havana. A resposta estava em uma denúncia federal apresentada dias antes em um tribunal de Utah: o avião fazia parte de uma missão incomum do FBI (a polícia federal dos EUA) para resgatar uma criança americana de 10 anos que teria sido sequestrada por uma mãe transgênero e sua parceira para possivelmente submetê-la a uma cirurgia de transição de gênero, de acordo com documentos judiciais federais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) iniciou uma investigação contra uma repórter do New York Times no mês passado, após ela escrever sobre o diretor do órgão, Kash Patel, usando funcionários da agência para fornecer segurança e transporte governamentais à sua namorada, segundo uma pessoa revelou ao NYT. Agentes entrevistaram a namorada, consultaram bancos de dados em busca de informações sobre a repórter, Elizabeth Williamson, e recomendaram prosseguir com a investigação para determinar se Williamson violou leis federais contra perseguição, disse a fonte. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O sítio arqueológico mexicano de Teotihuacan, onde um ataque armado na segunda-feira deixou uma canadense morta e 13 turistas estrangeiros feridos (incluindo uma brasileira), reabriu nesta quarta-feira com diversas medidas de segurança em vigor. As populares pirâmides, localizadas a cerca de 50 quilômetros da Cidade do México, foram palco de um tiroteio realizado por Julio César Jasso Ramírez, um mexicano de 27 anos influenciado pelo massacre de Columbine e pelos sacrifícios pré-hispânicos.
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Após o incidente, um fechamento por tempo indeterminado foi anunciado, mas o sítio arqueológico reabriu para visitantes. A segurança foi reforçada com forças federais.
“Íamos vir na segunda-feira, mas felizmente não conseguimos encontrar um guia”, disse à AFP Edouard Barbier, um turista belga de 35 anos que viajava com sua família, incluindo duas crianças. “Vimos que foi um incidente isolado, então decidimos que valia a pena voltar […] não nos sentimos inseguros”, acrescentou.
O ataque de segunda-feira ocorreu por volta do meio-dia, quando Jasso Ramírez sacou uma pistola de fabricação americana, abriu fogo contra a Pirâmide da Lua e fez várias pessoas reféns. Segundo testemunhas, ele atirou diretamente em uma canadense, que morreu em decorrência dos ferimentos. Os 13 feridos são de Canadá, Colômbia, Estados Unidos e Brasil.
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Nesta quarta-feira, agentes de segurança revistaram pessoas e veículos, chegando a usar espelhos para inspecionar a parte inferior dos motores, conforme observou uma equipe da AFP. Os comerciantes locais também comemoraram a reabertura.
“É o nosso sustento para as nossas famílias […] sem medo, sem apreensão, porque temos muita segurança”, comentou Agustín Sánchez, um artesão de 54 anos.
De acordo com as autoridades, o agressor, que morreu no local, agiu sozinho e sofria de psicopatia, o que o levou a imitar crimes cometidos em outras regiões. Entre os pertences de Jasso Ramírez, havia imagens e anotações manuscritas fazendo referência a eventos violentos, como o massacre na Columbine High School em 20 de abril de 1999.
Um turista americano que foi mantido em cativeiro pelo agressor relatou que ele mencionou especificamente Columbine. Ele também os alertou de que as pirâmides eram “um local de sacrifícios” e não para tirar “fotos”. Teotihuacan é o segundo sítio pré-hispânico mais visitado do país, e esse incidente ocorreu menos de dois meses antes da abertura da Copa do Mundo de 2026, co-organizada por México, Estados Unidos e Canadá.
A chuva de meteoros Líridas, um fenômeno anual provocado pelos detritos do Cometa Thatcher, poderá ser vista a olho nu mais nitidamente na madrugada de quarta (22) para quinta (23), quando atinge seu pico. As condições de visibilidade deste ano são consideradas favoráveis pelos especialistas, especialmente para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. O fenômeno, registrado há cerca de 2.500 anos, ocorre quando fragmentos deixados por cometas entram na atmosfera da Terra e se incendeiam, formando rastros luminosos no céu.
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O melhor horário para acompanhar o evento neste ano será durante a madrugada, especialmente a partir das 2h da manhã, quando a atividade tende a ser mais intensa e o ponto de origem dos meteoros está mais alto no céu. A chuva pode produzir entre 10 e 20 meteoros por hora, com registros de objetos rápidos e brilhantes cruzando o céu.
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Para observar o fenômeno, a recomendação é procurar locais com pouca poluição luminosa, longe das luzes urbanas, e direcionar o olhar para o norte. A presença de um céu limpo também é determinante para uma boa visualização. Isso se dará por conta da baixa interferência da luz da Lua nesta noite. Também é recomendado estar em um lugar com baixa incidência das luzes artificiais.
A intensidade da observação pode variar de acordo com a região do país, mas, de modo geral, a madrugada oferece as melhores condições. No Norte e Nordeste, a observação deve começar após as 23h30. Já no Sudeste e Centro-Oeste, o melhor período ocorre a partir de 1h30. No Sul, o fenômeno tende a ganhar força por volta das 3h. Em média, são esperados cerca de 18 meteoros por hora, mas, em condições excepcionais, esse número pode chegar a até 90, segundo projeções baseadas no software Stellarium.
As Líridas são uma das chuvas de meteoros mais antigas já registradas e ocorrem quando a Terra atravessa uma trilha de partículas deixadas pelo cometa, que leva cerca de 415 anos para completar sua órbita ao redor do Sol.
Os meteoros têm origem na passagem de detritos deixados pelo cometa C/1861 G1 Thatcher e entram na atmosfera terrestre a cerca de 46 quilômetros por segundo, formando rastros luminosos rápidos. O ponto de origem aparente, conhecido como radiante, fica próximo à estrela Vega, na região entre as constelações de Hércules e Lira.
O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, deixará o cargo “imediatamente”, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, sem explicar a repentina saída. No início do mês, o Pentágono já havia anunciado a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em meio à guerra contra o Irã, bem como de outros dois oficiais de alta patente.
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Phelan “está deixando o governo, com efeito imediato”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado divulgado na internet, acrescentando que ele será substituído interinamente pelo subsecretário Hung Cao.
Assim como no caso de Phelan, a decisão sobre a saída de George não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo.
À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth horas antes da confirmação, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”. Oficiais das Forças Armadas ainda declararam à CBS que a decisão de afastar o militar está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
Em sua função à frente da Marinha, Phelan defendeu a “Frota Dourada”, um grande investimento em novos navios, incluindo um novo encouraçado da classe “Trump”. Mas a liderança do secretário foi marcada por desavenças com altos funcionários do Pentágono, incluindo Hegseth e o secretário adjunto de Defesa Stephen Feinberg, disseram autoridades do Pentágono e do Congresso ao New York Times.
As tensões vinham se acumulando há meses entre o Phelan e seus dois chefes sobre estilo de gestão, questões de pessoal e outros assuntos. Feinberg, em particular, estava cada vez mais insatisfeito com a forma como o Phelan conduzia a grande iniciativa de construção naval da Marinha e vinha lhe retirando a responsabilidade pelo projeto, disse a autoridade do Congresso, que falou sob condição de anonimato.
Phelan, nomeado pela Casa Branca, também tinha uma relação conflituosa com seu vice, o subsecretário Hung Cao, que era mais alinhado com Hegseth, disseram as autoridades. Contatada pelo NYT na noite desta quarta-feira, uma porta-voz de Phelan encaminhou todas as perguntas ao Departamento de Defesa.
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Reforma das forças
Hegseth afirmou repetidamente que Trump escolhe os oficiais que deseja. Os democratas, no entanto, veem isso como uma politização das Forças Armadas, uma instituição geralmente neutra em questões políticas. O chefe do Pentágono ordenou, no ano passado, uma redução de pelo menos 20% no número de generais e almirantes de quatro estrelas em serviço.
Em 2025, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”.
Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
(Com AFP e New York Times)

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