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A China anunciou o envio de uma equipe à Austrália para colaborar na investigação do ataque contra um bebê de nove meses, vítima de queimaduras graves após um homem despejar café fervente sobre ele durante um piquenique em um parque nos subúrbios ao sul de Brisbane, em 2024.
O suspeito conseguiu deixar a Austrália antes de ser formalmente identificado pela polícia. Posteriormente, segundo a rede BBC, as autoridades australianas confirmaram que se trata de um homem de 33 anos, atualmente na China. A permanência do agressor fora do território australiano é apontada como o principal obstáculo à condução do caso, já que não há acordo de extradição entre os dois países.
O anúncio da cooperação foi feito pelo embaixador da China na Austrália, Xiao Qian, que informou que um “grupo de trabalho” será enviado a Brisbane para apoiar as investigações.
— Estamos levando essa questão a sério e estamos determinados a tomar as medidas necessárias — afirmou Qian.
Segundo ele, a equipe vai cooperar com as autoridades locais para “ver exatamente o que aconteceu, como aconteceu e como ambos os lados podem trabalhar juntos no acompanhamento do caso”.
Em comunicado conjunto, a Polícia de Queensland e a Polícia Federal Australiana informaram que estão “apoiando uma delegação de autoridades chinesas” e agradeceram a “cooperação contínua”. O texto reconhece que a permanência do suspeito fora da Austrália dificulta sua responsabilização direta, mas destaca que “a China tem jurisdição extraterritorial para processar seus cidadãos por condutas que ocorram fora do território chinês”, o que abre a possibilidade de julgamento no país asiático.
Mandado de prisão
Paralelamente, a polícia australiana emitiu um mandado de prisão contra o homem, acusado de atos cometidos com intenção de causar lesão corporal grave — crime que, segundo a legislação australiana, pode resultar em prisão perpétua.
As investigações indicam que o suspeito era um trabalhador “itinerante”, que entrou e saiu do país diversas vezes entre 2019 e 2024, mantendo endereços nos estados de Victoria e Nova Gales do Sul.
O ataque ocorreu em agosto de 2024, quando o homem despejou uma garrafa térmica de café quente sobre o bebê. Nas semanas seguintes, a criança passou por várias cirurgias de enxerto de pele. Três meses depois, os pais informaram que, embora o menino ainda apresente cicatrizes no queixo e no ombro, o quadro geral estava “evoluindo bem”.
Para custear o tratamento médico, a família chegou a criar uma campanha de arrecadação online que levantou mais de 230 mil dólares.
Uma estação de pesquisa usada por cientistas para simular possíveis futuras missões de astronautas a Marte é agora o lar da bióloga brasileira Rebeca Gonçalves, que está ali isolada com mais quatro pessoas.
A cientista, ligada à Universidade de Wageningen (Holanda), estuda a possibilidade de plantar vegetais terrestres em outros planetas e faz parte da nova tripulação do projeto.
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A Mars Desert Research Station (MDRS), instalação que há mais de 20 anos abriga pesquisas para ajudar possíveis futuras missões marcianas, possui equipes rotativas. Durante esta semana e a próxima, Rebeca é a cientista-chefe na equipe “astronautas análogos” ali.
A pesquisadora já publicou alguns estudos sobre agricultura interplanetária, mas desta vez ela diz que é diferente.
— Aqui eu também sou parte do experimento, porque eu sou parte da tripulação. O experimento como um todo está calculando o gerenciamento do tempo da tripulação em todas as tarefas da base, incluindo a que eu faço na estufa — conta.
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A ideia da MDRS é abrigar diferentes pesquisas sobre como estabelecer uma base habitada em Marte. A instalação é ligada à fundação Mars Society, que por sua vez é bancada por um clube de celebridades que inclui o bilionário Elon Musk e o ex-astronauta Buzz Aldrin.
O projeto é independente da Nasa, mas já abrigou pesquisas da agência espacial dos EUA. Os monitoramento da missão atual, que inclui Rebeca, são parte de uma pesquisa comportamental da Nasa.
A brasileira vai fazer ali o que sempre fez como pesquisadora, mas desta vez dentro de um simulacro de colônia marciana. A paisagem local, o deserto do Domo de San Rafael, é um conjunto de morros de sedimento rico em óxido de ferro, geologicamente similar ao planeta vermelho.
Vista aérea da Mars Desert Research Station (MDRS) no deserto de Utah, nos EUA
MDRS/Mars Society
— A gente está num deserto no meio do nada, e é muito, muito parecido com Marte. O centro de controle da missão fica aqui perto, mas a gente não vê eles. Eles ficam atrás daquele morro ali — diz, apontando a câmera. — Eles só conversam com a gente com um delay de 20 minutos, e durante uma janela de comunicação que abre entre as sete e as nove da noite.
Rebeca concedeu entrevista por vídeo ao GLOBO durante um período de exceção concedido pela comandante da missão, a espanhola Mariló Torres, no segundo dia de trabalhos. Durante a maior parte da missão, a ideia é submeter os pesquisadores à sensação de isolamento com o máximo de realismo possível.
Mariló é uma “astronauta análoga” já experiente, e Rebeca ainda é acompanhada de uma cientista indiana, um engenheiro americano e um jornalista canadense. Cada um tem seu projeto próprio dentro da missão, mas precisa se reportar à comandante e ao centro de controle.
Tomates e rabanetes
Rebeca vai realizar dois experimentos em sua temporada na MDRS. Em um deles vai testar o cultivo de brotos de rabanete dentro de uma estufa usando terra que é uma imitação de solo marciano. A ideia é compará-lo com o plantio por sistema hidropônico, por circulação de água.
Seu outro experimento consiste em plantar nessas mesmas condições sementes de tomate que já viajaram ao espaço. Para isso recebeu da Agência Espacial do Canadá dois pacotes de semente que serão usados ali. A ideia é ver se os tomateiros brotam com saúde mesmo após afetados pela falta de gravidade e pela radiação cósmica.
Todo o processo será documentado com dados comparativos, que devem ser depois analisados com seu colega Wieger Wamelink, na Holanda.
A ideia de realizar a pesquisa numa base simulada é entender como esse tipo de atividade pode ser feita num lugar onde vários recursos são limitados, incluindo a água, a energia e o tempo.
— A gente está imerso aqui, como se fosse mesmo uma tripulação que tem que cuidar de tudo na base — conta. — A gente tem que cuidar ali do sistema de aquecimento, das bombas de água, das roupas EVA que usamos para atividade externa, tudo.
Um dos experimentos que a cientista está conduzindo envolve sair da base para coletar amostras de solo do deserto usando um traje simulado de astronauta, com circulação de oxigênio e outros dispositivos.
A cientista Rebeca Gonçalves em traje simulado de astronauta, no deserto de Utah
Tom Bickmore/divulgação
Alguns equipamentos no MDRS são simulações mais realistas que outros. Os módulos de pesquisa e habitação são bastante parecidos com os vistos em filmes de ficção científica. Os túneis que interconectam essas estruturas, porém, são apenas tubos cobertos de lona branca.
Os túneis e módulos não são pressurizados, com teriam de ser em Marte, mas cada vez que os tripulantes deixam a base para atividade externa, são obrigados a esperar cinco minutos dentro de uma câmara de transição simulada.
Trabalho com diversão
O MDRS é um dos poucos projetos de base análoga em Marte que existem hoje no mundo. Há dois na Polônia, um na Alemanha e até um mais modesto no Brasil, o Mars Habitat, o sertão potiguar. Um outro, que ficava no Havaí, fechou.
— Mas de todas as bases análogas do mundo, a MDRS é a mais fidedigna, e a mais moderna — conta Rebeca. — Por isso ela é agora a mais procurada pela Nasa, pela Agência Espacial Europeia (ESA) e por outros pesquisadores que querem simular mais fielmente e mais profissionalmente os seus experimentos.
A perspectiva de uma viagem real a Marte ainda é distante, e por enquanto a Nasa não sabe dizer quando, e se, poderá ser realizada. Rebeca, porém, se diz entusiasmada em produzir parte da ciência que será, eventualmente, necessária para embasar tal missão.
Na simulação, ela diz, não há muita oportunidade para deslumbramento com a situação, porque as atividades consomem o dia todo.
— É divertido, mas ao mesmo tempo a gente tem que levar muito a sério — conta. — Aqui todo mundo trabalha bem concentrado durante o dia. Não é tipo uma festa.
As autoridades colombianas iniciaram uma operação militar em fases para retirar os corpos das 15 vítimas do avião da Satena que caiu em uma área rural do município de La Playa de Belén, na região do Catatumbo, na Colômbia, nesta quarta-feira. O local do impacto foi encontrado após horas de buscas aéreas e terrestres, coordenadas por autoridades nacionais, sem sobreviventes.
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Desde a perda de contato com a aeronave, o governo ativou protocolos de emergência por meio do Ministério do Transporte da Colômbia e da Aeronáutica Civil da Colômbia, com comando centralizado em um Posto de Mando Unificado montado em Cúcuta. Participaram das buscas aeronaves da Força Aérea Colombiana e do Exército Nacional da Colômbia, além de meios civis.
Confirmada a localização dos destroços, o foco passou a ser a retirada dos corpos. O acesso ao ponto do acidente exigirá garantia prévia de segurança, em razão da presença do ELN na região. Segundo fontes com conhecimento do plano, o ingresso ocorrerá sob esquema militar, com verificação de ameaças, identificação de pontos críticos e emprego de tropas, helicópteros e sistemas de vigilância.
A operação será executada por etapas. Na primeira fase, unidades da Força Pública farão o isolamento e a custódia do perímetro. Em seguida, equipes especializadas iniciarão a extração dos corpos e a abertura formal da investigação técnica do acidente. O planejamento prevê dois cordões de segurança e o uso de drones para monitoramento contínuo da área durante os trabalhos.
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Reprodução
A ministra dos Transportes, Mafe Rojas, afirmou que o país vive um momento de luto e destacou a mobilização integral do Estado desde as primeiras horas. O comando da operação está a cargo de mandos militares responsáveis pela zona, que coordenam recursos humanos e logísticos para permitir a atuação de peritos e investigadores sem comprometer a segurança do efetivo em campo.
Clima surge como hipótese da queda
De acordo com informações conhecidas até o momento, a variável climática surge como a linha de análise mais consistente. Fontes da região afirmam que, há mais de uma semana, chuvas constantes atingem diferentes pontos do corredor montanhoso entre Cúcuta e a região de Catatumbo. As precipitações, acompanhadas de nebulosidade persistente, teriam reduzido significativamente as condições de visibilidade em áreas próximas ao local onde o avião foi encontrado. As autoridades indicam que não há sobreviventes.
Essa versão é compatível com imagens que começaram a circular após o achado da aeronave. Em um dos vídeos, observa-se a área coberta por nuvens baixas, situação também confirmada por moradores. Foram justamente habitantes da zona rural que repassaram às autoridades as primeiras informações que permitiram indicar a possível localização do acidente.
A Satena informou ainda que o avião decolou do aeroporto de Cúcuta às 11h42 do dia 28 de janeiro, com pouso previsto em Ocaña por volta das 12h05. O último contato com o controle de tráfego aéreo ocorreu às 11h54, poucos minutos antes do término do trajeto programado.
A aeronave envolvida no acidente é um Beechcraft 1900, de matrícula HK4709, operado pela empresa SEARCA. Após a perda de comunicação, a Satena acionou os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência. As operações estão sendo conduzidas em coordenação com o Centro de Comando e Controle da Força Aeroespacial Colombiana e com a Direção Técnica e de Investigação de Acidentes da Aeronáutica Civil, responsáveis pelas buscas, pela verificação em campo e pela análise técnica do sinistro.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou temporariamente, na quarta-feira, a medida do governo do presidente Donald Trump que previa a detenção de refugiados em Minnesota enquanto aguardam a concessão do status de residentes permanentes. A decisão também determinou a libertação imediata daqueles que já haviam sido presos.
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A ordem judicial ocorre após o envio de milhares de agentes federais de imigração ao estado, como parte de uma ampla operação do governo. A ação gerou indignação depois da morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis, a maior cidade de Minnesota, atingidos por disparos da polícia migratória (ICE) e da Patrulha de Fronteira (CBP), em um estado governado por democratas.
Neste mês, autoridades federais lançaram um programa para reexaminar a situação legal de cerca de 5.600 refugiados em Minnesota que ainda não receberam o “green card”, documento que autoriza residência e trabalho permanentes nos Estados Unidos.
Na decisão, o juiz distrital John Tunheim afirmou que a administração Trump pode continuar aplicando as leis de imigração e revisando a situação dos refugiados, mas ressaltou que isso deve ser feito “sem prender nem deter os refugiados”.
“Os refugiados têm o direito legal de estar nos Estados Unidos, o direito de trabalhar, o direito de viver em paz — e, o que é importante, o direito de não serem submetidos ao terror de serem presos e detidos sem mandados judiciais nem causa em suas casas ou a caminho de serviços religiosos ou de compras de alimentos”, escreveu Tunheim.
“No melhor dos casos, os Estados Unidos servem como refúgio das liberdades individuais em um mundo que com demasiada frequência está repleto de tirania e crueldade. Abandonamos esse ideal quando submetemos nossos vizinhos ao medo e ao caos”, acrescentou.
A decisão provocou reação imediata da Casa Branca. O vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, principal articulador da política migratória de linha dura do governo Trump, criticou a medida nas redes sociais.
“O sabotagem judicial da democracia não tem fim”, escreveu Miller no X.
A ordem de Tunheim determina que qualquer refugiado detido no âmbito da revisão de status em Minnesota — conhecida como Operação PARRIS — seja “libertado imediatamente”.
Segundo o juiz, os refugiados que aguardam a residência permanente “passaram por rigorosas verificações de antecedentes e processos de triagem, foram aprovados por múltiplas agências federais para ingresso, receberam autorização para trabalhar, receberam apoio do governo e foram reassentados nos Estados Unidos”.
“Essas pessoas foram admitidas no país, seguiram as regras e estão aguardando que seu status seja ajustado para o de residentes permanentes legais dos Estados Unidos.”
Um julgamento em curso no Reino Unido nesta semana trouxe à tona uma rotina de gastos milionários em lojas de luxo atribuída à ex-ministra do petróleo da Nigéria Diezani Alison-Madueke, acusada de ter recebido subornos de empresários interessados em contratos com o governo nigeriano. Segundo promotores britânicos, ela teria desfrutado de uma “vida de luxo no Reino Unido”, bancada por figuras influentes do setor de energia.
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De acordo com a rede BBC, depoimentos apresentados no Tribunal da Coroa de Southwark detalharam visitas frequentes da ex-ministra à loja de departamentos Harrods, em Knightsbridge. Em uma ida ao local, em novembro de 2013, Alison-Madueke teria encomendado tapetes avaliados em milhares de libras, incluindo peças assinadas por grifes de luxo. As compras, segundo o tribunal, não eram pagas por ela, mas por empresários nigerianos ligados ao setor petrolífero.
Um executivo de vendas relatou que a então ministra estava “extremamente elegante”, usando roupas caras e acompanhada do empresário Kolawole Aluko e de um segurança. A acusação sustenta que, entre 2012 e 2013, Aluko adquiriu luminárias, mesas e outros itens de decoração que somam mais de £ 370 mil para Alison-Madueke.
O tribunal também ouviu relatos sobre compras em outras lojas especializadas em mobiliário, porcelana e prataria em Londres, onde a ex-ministra passava horas escolhendo produtos — muitos deles comprados, mas nunca retirados pessoalmente. De acordo com a acusação, os pagamentos eram feitos por empresários que mantinham contratos lucrativos com a estatal Nigerian National Petroleum Corporation durante o período em que ela chefiava o ministério.
Além das compras em Londres, promotores mencionaram remessas de móveis adquiridos em uma loja de luxo em Houston, nos Estados Unidos, enviados para imóveis na capital britânica supostamente usados por Alison-Madueke. Fotografias exibidas ao júri mostram o interior de uma dessas propriedades.
O caso inclui ainda despesas como o fretamento de um jato particular entre Luton e Lagos, ao custo de £ 89.410, e a entrega de £ 100 mil em dinheiro vivo a um apartamento em Londres. Um motorista afirmou ter buscado Alison-Madueke e o então presidente nigeriano Goodluck Jonathan no mesmo endereço.
Mensagens recuperadas do celular da ex-ministra, apreendido em 2015, foram apresentadas como prova. Em conversas gravadas, ela teria confrontado Aluko após suspeitar que ele comentava os presentes recebidos. Em outro episódio, mensagens mostram empresários prometendo “lealdade” e se dispondo a recolher compras de marcas de luxo.
Alison-Madueke, que ocupou o cargo entre 2010 e 2015, nega cinco acusações de recebimento de suborno e uma de conspiração. Também são réus o irmão dela, Doye Agama, e executivos do setor industrial e petrolífero, todos negando irregularidades. O julgamento segue em andamento.
Dez trabalhadores de um projeto da mineradora canadense Vizsla Silver foram sequestrados por homens armados no estado mexicano de Sinaloa, no noroeste do país. O caso foi denunciado nesta quarta-feira pela empresa e por uma associação de engenheiros e está sob investigação das autoridades locais.
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O sequestro ocorreu na última sexta-feira, no sul do estado, região que desde 2024 vive uma onda de violência provocada por disputas internas do cartel de Sinaloa.
Em comunicado divulgado em seu site, a Vizsla Silver informou que “As autoridades locais já foram informadas” e que as equipes de gestão de crise “já foram ativadas”.
Como medida de precaução, “algumas atividades no complexo e em seus arredores foram temporariamente suspensas”, acrescentou a empresa.
As vítimas trabalhavam no complexo de Pánuco, localizado em uma comunidade de cerca de 350 habitantes no município de La Concordia.
A Associação de Engenheiros de Minas, Metalurgistas e Geólogos do México (AIMMGM) manifestou preocupação com o sequestro e pediu às autoridades que “realizem as ações necessárias que permitam seu retorno em segurança”.
De acordo com relatos da imprensa local, que cita familiares, os trabalhadores estavam na casa onde se hospedavam quando foram retirados à força, durante a madrugada de sexta-feira, por homens armados.
As autoridades não divulgaram a nacionalidade das vítimas. A mídia mexicana afirma, no entanto, que a maioria dos sequestrados é oriunda do estado vizinho de Sonora, também no noroeste do país.
Sinaloa enfrenta uma rotina de assassinatos e sequestros em meio às disputas internas do cartel que leva o nome do estado, conflito que já deixou mais de 1.700 mortos e quase 2.000 desaparecidos.
Você já imaginou passar quase três décadas acreditando que a guerra ainda estava em curso? Foi o que aconteceu com Shoichi Yokoi, sargento do Exército Imperial Japonês, encontrado em 24 de janeiro de 1972, quase irreconhecível, na densa selva de Guam, ilha do Pacífico que havia sido palco de combates sangrentos durante a Segunda Guerra Mundial.
Descoberto por acaso por dois pescadores, Yokoi vivia sozinho, magro, vestido apenas com trapos de fibras vegetais, sobrevivendo de caça e coleta de frutos. Inicialmente temeroso, ele chegou a implorar para ser morto, convencido de que sua única alternativa à rendição seria o suicídio. Aos poucos, os pescadores o persuadiram de que a guerra havia terminado há quase trinta anos e que o Japão não apenas havia se rendido, mas reconstruído uma relação amistosa com os antigos inimigos.
De volta ao Japão, Yokoi se confrontou com seu próprio túmulo, ainda marcado com o nome do filho que sua mãe jamais acreditou ter morrido em Guam. A frase que pronunciou ao retornar a Nagoya, “É um pouco constrangedor, mas eu voltei”, virou símbolo de uma história de sobrevivência e lealdade extrema — um eco do código samurai que guiou suas decisões por quase três décadas.
A vida após a selva
Durante os anos na selva, Yokoi perdeu contato com quase todos os camaradas. Dois deles morreram enquanto dormiam, sem violência aparente, e ele sobreviveu sozinho em cavernas, vivendo em condições extremas. Ele contraiu tifo e malária, esteve à beira da mort e comia de tudo: sapos venenosos, enguias de rio, todos os tipos de pássaros e os ratos que ali abundavam.
Apenas após ser trazido à civilização conseguiu reconstruir sua vida: casou-se, tornou-se figura pública, escreveu memórias — registradas pelo sobrinho — e visitou Guam diversas vezes, mantendo viva a memória de sua jornada.
Embora nunca tenha sido recebido pelo imperador Hirohito, Yokoi encontrou reconhecimento junto ao sucessor, o imperador Akihito, em 1991, considerando esse encontro uma das maiores honras de sua vida. Ele morreu em 22 de setembro de 1997, aos 82 anos, e está sepultado em Nagoya, finalmente reunido com a família que nunca deixou de acreditar em seu retorno.
A história de Shoichi Yokoi é um retrato extremo do fanatismo, da lealdade e da sobrevivência humana. Mais do que um soldado, ele foi um homem que lutou contra o tempo, a solidão e o próprio desconhecimento da realidade, vivendo décadas em um mundo que havia deixado de existir.
Quem diria que uma visita ao passado poderia começar com um pedaço de âmbar? Pesquisadores descobriram recentemente uma formiga extinta, aprisionada em resina há quase 40 milhões de anos, que estava tão bem preservada que seus pelos ainda são visíveis. O achado é parte de uma coleção histórica do poeta e cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe.
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A formiga, da espécie Ctenobethylus goepperti, é o espécime mais bem conservado encontrado até hoje, permitindo aos cientistas examinar não apenas o corpo externo, mas também estruturas internas que normalmente se perdem durante a fossilização. A resina fossilizada, ou âmbar, também continha um mosquito-fungo e uma mosca-negra, formando um trio de criaturas pré-históricas “viajantes do tempo”.
Goethe, que viveu entre 1749 e 1832, reuniu cerca de 40 peças de âmbar, a maioria do Mar Báltico. Embora ele provavelmente desconhecesse as pequenas criaturas presas dentro do material, sua coleção agora oferece aos cientistas novas perspectivas graças à tecnologia moderna, incluindo imagens em 3D de alta resolução. “O âmbar pode preservar a estrutura biológica com uma fidelidade sem precedentes”, afirmou Brendon E. Boudinot, da Universidade Friedrich Schiller de Jena, na Alemanha.
A formiga e o mosquito podem ser vistos com mais clareza nesta renderização 3D da peça de âmbar
Divulgação
Um vislumbre da vida antiga
Estudos indicam que essa formiga operária habitava florestas de coníferas em clima temperado quente e poderia formar colônias extensas, passando de árvore em árvore. Suas mandíbulas robustas sugerem funções como escavar ou perfurar madeira. Semelhante à formiga Liometopum, ainda existente, a espécie oferece pistas sobre a evolução e comportamento de insetos durante a era Cenozoica, período que vai de 66 milhões de anos atrás até os dias atuais.
O estudo, publicado na Scientific Reports, mostra como fragmentos do passado podem se transformar em janelas para compreender a história da vida na Terra, desde os primeiros artrópodes até o surgimento do Homo sapiens, fornecendo detalhes raros que só fósseis extraordinariamente preservados como este podem revelar.
Como uma tumba pode atravessar 14 séculos e reaparecer quase intacta? Nos Vales Centrais de Oaxaca, no sul do México, arqueólogos anunciaram, neste mês de janeiro, a descoberta de uma sepultura zapoteca de cerca de 1.400 anos, descrita como “a descoberta arqueológica mais significativa da última década”. A estrutura de pedra havia se perdido na história e agora reaparece com esculturas, murais e símbolos de forte caráter ritual.
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Construída pela cultura zapoteca — que se autodenominava Be’ena’a, ou “O Povo das Nuvens” —, a tumba reflete a crença de que os ancestrais desceram das nuvens e, após a morte, retornavam aos céus como espíritos. Na entrada, uma enorme coruja esculpida, com o bico aberto revelando o rosto de um senhor zapoteca, simboliza morte e poder, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). O acesso é marcado por verga e limiar de pedra, acima dos quais um friso com placas gravadas exibe antigos nomes calendáricos.
Rituais, símbolos e preservação
Flanqueando a entrada, figuras de um homem e uma mulher com cocares e objetos rituais — possivelmente guardiões do túmulo — conduzem à câmara funerária, onde trechos de um mural vibrante permanecem preservados. A pintura mostra uma procissão de personagens carregando feixes de copal, resina usada em cerimônias, avançando em direção à entrada da tumba. Para a presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, “esta é a descoberta arqueológica mais importante da última década no México, devido ao seu nível de preservação e às informações que fornece”.
A secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, atribuiu o caráter “excepcional” da descoberta ao estado de conservação, destacando que o achado revela a organização social e os rituais funerários zapotecas. “É um exemplo fascinante da antiga grandeza do México, que agora está sendo pesquisada, protegida e compartilhada com a sociedade”, afirmou. Uma equipe interdisciplinar do Centro INAH de Oaxaca atua na conservação do sítio, com atenção à pintura mural, considerada frágil devido a raízes, insetos e variações de temperatura e umidade. Paralelamente, estudos cerâmicos, iconográficos e epigráficos, além de análises de antropologia física, buscam ampliar a compreensão das práticas funerárias.
Com mais de 2.500 anos de história, os zapotecas ergueram uma das grandes civilizações pré-colombianas, centrada em Monte Albán, com agricultura e escrita avançadas. A civilização entrou em declínio por volta de 900 d.C., mas não desapareceu: hoje, ao menos 400 mil pessoas se identificam como zapotecas.
A descoberta se soma a outra revelação recente na região. Em 2024, arqueólogos anunciaram a identificação de câmaras e túneis subterrâneos em Mitla — cujo nome significa “lugar dos mortos” — sob uma igreja construída pelos espanhóis no século XVI sobre um antigo templo. Segundo Marco Vigato, fundador do Projeto ARX, alguns túneis “se estendem a uma profundidade considerável, superior a 15 metros”. As estruturas foram detectadas por métodos não invasivos, como radar de penetração no solo e tomografias elétrica e sísmica, mas a idade exata ainda é desconhecida. “Podem ter sido criadas pelos zapotecas, ou podem ser muito mais antigas”, disse Vigato, ressaltando que os resultados precisam ser confirmados por escavações arqueológicas.
Uma investigação que se estendeu por quase uma década teve um avanço decisivo na Flórida com a identificação dos restos mortais de Jacob Lyon, jovem desaparecido desde 2015. Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Walton (WCSO), na Flórida, fragmentos de esqueleto encontrados em 20 de outubro de 2022, na praia de Miramar, foram confirmados como sendo de Lyon nesta segunda-feira (26).
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Jacob Lyon tinha 19 anos quando foi dado como desaparecido pela mãe, em fevereiro de 2016, após cerca de três meses sem contato. Os restos mortais foram localizados por um homem que fazia a limpeza de uma área arborizada próxima a um antigo hotel. Durante dois anos, o médico-legista do Distrito 1 tentou identificar a quem pertenciam os ossos, sem sucesso.
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No fim de 2024, o médico-legista solicitou o envio de amostras ao Departamento de Polícia da Flórida (FDLE) para análise genética. O WCSO explicou que exames de DNA em restos mortais antigos são especialmente complexos, devido à degradação do material genético e à exposição ambiental, o que torna o processo longo e tecnicamente desafiador. No início deste ano, a FDLE informou que a ossada pertencia a Jacob Lyon.
“Este não é o desfecho que nossa comunidade esperava”, escreveu o gabinete do xerife, em nota. “Para a família, esperamos que haja algum conforto em saber que Jacob foi encontrado.” As autoridades informaram que a investigação continuará em conjunto com o Departamento de Polícia de Niceville.
A causa da morte permanece desconhecida. De acordo com o major Dustin Cosson, do WCSO, o local onde os restos mortais foram encontrados mudou completamente ao longo dos anos, o que dificulta a reconstituição dos fatos. A área ficava atrás de um hotel que já não existe mais, e os investigadores agora revisitam relatórios antigos em busca de pistas e possíveis conexões.
Em uma publicação nas redes sociais, Judith, mãe de Jacob, pediu orações e falou sobre o impacto da confirmação para a família. “Sempre amado e jamais esquecido. Eu te amo e sinto sua falta, filho”, escreveu. Segundo o Charley Project, Lyon vivia entre Niceville e Mossy Head com parentes e havia sido internado involuntariamente em um hospital psiquiátrico em outubro de 2015, informação citada pela revista People. Cartazes divulgados por familiares também mencionavam histórico de doença mental.

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