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Astrônomos acompanham com atenção o asteroide 2024 YR4, descoberto no fim de 2024. Com cerca de 60 metros de diâmetro — o equivalente à altura de um prédio de 20 andares —, o objeto integra o grupo de asteroides que passam relativamente perto da Terra.
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Cálculos mais recentes, divulgados na terça-feira (27) pela revista científica Universe Today, indicam que o asteroide não oferece risco ao nosso planeta, mas apontam uma pequena possibilidade, estimada em cerca de 4%, de colisão com a Lua em dezembro de 2032.
A órbita do 2024 YR4 cruza a região por onde transitam a Terra e a Lua. Em algumas simulações, o trajeto do asteroide fica alinhado com o do satélite natural, o que abre a chance — ainda que remota — de impacto. Por esse motivo, o corpo celeste segue sendo monitorado por agências espaciais e observatórios ao redor do mundo.
Pesquisadores ligados à Agência Espacial Europeia afirmam que a probabilidade é baixa, mas suficiente para manter o alerta científico. Observações mais precisas estão previstas a partir de 2028, quando o asteroide voltará a ficar visível com maior clareza para telescópios instalados na Terra.
Caso a colisão com a Lua venha a ocorrer, os efeitos seriam significativos apenas no satélite. Os cientistas estimam que o impacto poderia abrir uma cratera de até um quilômetro de largura, liberando uma energia comparável à de milhões de toneladas de explosivos. Não haveria qualquer consequência direta para a Terra, embora um clarão breve pudesse ser observado por telescópios — e possivelmente até por astrônomos amadores.
Parte do material lançado pelo choque se transformaria em poeira espacial. Uma fração mínima poderia alcançar o entorno da Terra na forma de meteoritos microscópicos, sem oferecer risco à população.
Apesar de não representar ameaça, a hipótese de impacto é vista como uma oportunidade rara para a ciência. Hoje, crateras lunares são analisadas apenas como registros do passado. A observação de uma colisão desse porte em tempo real permitiria compreender melhor como essas estruturas se formam e ajudaria a refinar modelos usados para prever impactos em outros corpos do Sistema Solar — inclusive na Terra.
O Uruguai está localizado abaixo da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, “uma espécie de sumidouro que aprisiona partículas do vento solar”, como explicou Ramón Caraballo, mestre em Geociências pela Universidade da República (Udelar) e doutor em Ciências da Terra pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), ao jornal El País há algum tempo.
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Nos últimos dias, o registro de uma tempestade geomagnética gerou alerta entre especialistas. “Precisamos ficar atentos”, afirmou Leda Sánchez, geóloga e professora da Faculdade de Ciências (FCien), em entrevista ao El País.
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), essa anomalia é de “particular interesse para a segurança espacial, uma vez que os satélites que sobrevoam a região estão sujeitos a doses mais elevadas de radiação incidente. Isso pode causar falhas ou danos em equipamentos críticos e até mesmo blecautes”.
O que aconteceu após a tempestade de 19 de janeiro
Ao ser questionada sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, Leda Sánchez disse ao El País que, na segunda-feira passada, 19 de janeiro, o Observatório Geofísico do Uruguai (OGU) recebeu uma solicitação da equipe da Antel responsável pelo monitoramento de cabos de telecomunicações.
“Quando há tempestades geomagnéticas, os disjuntores são acionados com mais frequência porque se trata de uma área mais vulnerável”, explicou. Segundo ela, a equipe alertou sobre “uma tempestade geomagnética de grau 4 (severa) e detectou problemas nos cabos”.
Após a consulta, o Observatório iniciou uma investigação e identificou “interrupções em cabos em várias partes do mundo”. “É algo que precisamos ter em mente”, enfatizou Sánchez.
Impactos detectados e riscos associados
“É muito provável que a rápida variação do campo geomagnético (dB/dt), um fenômeno externo e transitório, tenha gerado correntes induzidas que alteraram o funcionamento normal dos repetidores”, aponta o relatório preparado pelo Observatório para a Antel, ao qual o El País teve acesso.
O documento detalha que a tempestade G4 “provocou auroras visíveis até 40° de latitude sul (como no sul da Europa e nos Estados Unidos), interrupções de rádio HF (R3), uma tempestade de radiação S4 (com risco para satélites e voos polares) e possíveis flutuações no GPS e nas redes elétricas”. O evento durou cerca de 42 horas, “sem relatos de grandes danos, embora isso não exclua outros impactos não noticiados pela imprensa”.
“A correlação temporal demonstra a vulnerabilidade da infraestrutura crítica de telecomunicações subaquáticas a eventos severos de clima espacial”, acrescenta o relatório.
“O fato de o comportamento ter sido ‘leve’ sugere que a magnitude da indução geomagnética durante esse evento G4 permaneceu dentro das margens de tolerância do cabo”, afirma o documento, ressaltando que variações do campo geomagnético da ordem de 100 nanoteslas por minuto “são suficientes para causar distorções significativas em linhas de transmissão de alta tensão, comprometer sistemas de proteção anticorrosiva em oleodutos e provocar interrupções na comunicação de dados em cabos submarinos”.
A notícia da morte do artista plástico argentino Fernando Fazzolari, divulgada ontem, ganhou novos contornos nas últimas horas. Inicialmente tratada apenas como um falecimento, sem maiores detalhes, a ocorrência passou a ser investigada pela Justiça como um possível homicídio. O corpo do artista foi encontrado em seu apartamento, no bairro portenho de Montserrat, amarrado a uma cadeira, e apresentava sinais de que a morte havia ocorrido havia vários dias.
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As informações foram confirmadas ao jornal La Nacion por fontes judiciais e policiais. Fazzolari vivia em um edifício localizado na avenida de Mayo, na altura do número 1100. Segundo dados preliminares, o corpo foi encontrado por um dos filhos do artista, e a cena era incompatível com uma morte natural.
— Fazzolari estava amarrado a uma cadeira, por isso consideramos que se tratou de um homicídio. Não está claro se o mataram ou se ele morreu — disse um investigador.
De acordo com fontes policiais consultadas pelo jornal argentino La Nacion, “anteontem [na segunda-feira passada], agentes da Comisaría Vecinal 1B da Polícia da Cidade foram acionados para um edifício da avenida de Mayo, na altura do número 1100, por um homem que denunciou que, ao não receber resposta do pai às mensagens e ligações, decidiu ir até seu domicílio e o encontrou morto”.
“A vítima tinha 76 anos e apresentava um avançado estado de decomposição. Não foram observados objetos faltantes nem sinais de arrombamento. A Justiça determinou a intervenção da Divisão de Homicídios”, acrescentaram as fontes, que informaram ainda que os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e outros elementos para reconstruir os últimos movimentos da vítima.
Paralelamente, um familiar de Fazzolari relatou o clima de incerteza vivido pela família e classificou o caso como “um crime horrendo e sem que nenhuma porta tenha sido arrombada”.
A investigação está a cargo do promotor Pablo Turano, que, em conjunto com detetives da Polícia da Cidade de Buenos Aires, tenta reconstituir as últimas horas de vida do artista. Segundo fontes judiciais, o exame preliminar da autópsia não chegou a uma conclusão definitiva sobre a causa da morte, mas indicou que o óbito ocorreu entre 48 e 72 horas antes de o corpo ser encontrado.
— O motivo do crime não está claro. Em princípio, o roubo estaria descartado, porque no apartamento do artista não faltaria nada — disse ao La Nacion um detetive envolvido no caso.
Fontes do processo explicaram que a principal linha de investigação neste momento é a análise de gravações de câmeras públicas e privadas, com o objetivo de identificar pessoas que entraram e saíram do edifício e mapear os últimos deslocamentos do artista.
Trajetória
Nascido em Buenos Aires, em 1949, Fernando Fazzolari construiu uma trajetória que conciliou arte e atuação empresarial. Iniciou sua formação artística em 1969, ao estudar pintura com Jorge Demirjián, e, dois anos depois, passou a se dedicar ao desenho sob orientação de Julio Pagano. Sua obra foi exibida em inúmeras exposições individuais e coletivas, na Argentina e no exterior, em cidades como São Paulo, Santiago do Chile, Montevidéu, Bogotá, Cidade do México, Nova York, Berlim e Paris.
Além da produção artística, Fazzolari desenvolveu projetos de renovação urbana e criou cenografias para peças de teatro e óperas. Em 2002, o Museu Nacional de Belas Artes apresentou uma retrospectiva dedicada a duas décadas de seu trabalho, exposição que consolidou sua relevância no cenário da arte contemporânea argentina.
Interessado pela cultura chinesa, aprofundou-se no estudo da caligrafia do país asiático sob a orientação de Zhong Chuanmin, também conhecido como Pablo Zhong. Ao longo da carreira, recebeu prêmios como o Primeiro Prêmio da Bienal Internacional de Valparaíso, em 1985, o Prêmio da Bienal Latino-Americana de Arte sobre Papel, em 1986, e o Prêmio Günther, em 1989.
No meio empresarial, presidiu a IATASA por mais de cinquenta anos. Em nota, a empresa o descreveu como um líder próximo, criativo e respeitado, destacando sua capacidade de ouvir, gerar confiança e manter vínculos duradouros.
O Museu Nacional de Belas Artes também manifestou pesar pela morte de Fazzolari e solidariedade à família e aos amigos, ressaltando sua contribuição ao longo de mais de meio século e a importância de sua obra para a arte argentina.
A União Europeia deve incluir a Guarda Revolucionária do Irã — braço armado e ideológico do regime teocrático de Teerã — em sua lista de organizações terroristas nesta quinta-feira, após o anúncio da França de que apoiaria o projeto. A medida repercute na prática como um reconhecimento de que o órgão oficial do aparelho repressor iraniano está no mesmo patamar de organizações como a al-Qaeda e o Estado Islâmico, o que chancelaria ações mais truculentas contra sua infraestrutura e seus integrantes, em um momento em que o país é alvo de ameaças militares dos EUA. Em contrapartida, Rússia e Turquia fizeram acenos à diplomacia, em uma tentativa de desescalar as tensões.
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— Espero que também concordemos em adicionar a Guarda Revolucionária Iraniana à lista de organizações terroristas da UE — disse a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, pouco antes de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco. — Quem age como terrorista deve ser tratado como tal.
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O reconhecimento europeu avançou após a França anunciar apoio a uma iniciativa da Itália para a inclusão da Guarda Revolucionária no classificação terrorista, na quarta-feira. Em uma publicação on-line, o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que a posição de Paris — antes relutante em acatar a medida — mudou diante da “repressão insuportável ao levante pacífico do povo iraniano”, em referência aos protestos iniciados no ano passado. “Não pode ficar impune”, disse Barrot.
A Guarda Revolucionária é acusada por organizações de direitos humanos de orquestrar a repressão ao vasto movimento de protesto que abalou o país nas últimas semanas e deixou milhares de mortos. A organização já é considerada um grupo terrorista pela Austrália, Canadá e Estados Unidos. Na Europa, o grupo já enfrenta sanções, e cerca de 21 novos embargos direcionados a indivíduos e entidades, incluindo membros de alto escalão da Guarda, incluindo a proibição de entrada na Europa e o congelamento de seus bens na UE, serão votados na quinta.
Teerã alertou sobre “consequências destrutivas” caso grupo, diretamente subordinado ao aiatolá Ali Khamenei, fosse incluída na lista europeia, e convocou o embaixador italiano devido aos esforços de Roma. A liderança do regime está em alerta máximo devido as pressões do presidente americano, Donald Trump, por um novo acordo nuclear — com uso de uma retórica militarizada.
Na quarta-feira, Trump afirmou que o tempo para um acordo estava acabando, e sugeriu que poderia atacar o território iraniano se não houvesse uma negociação imediata. Autoridades iranianas reagiram prometendo uma forte retaliação, embora tenham sinalizado estar dispostos à diplomacia, desde que livre de ameaças e coações. Nesta quinta, o Exército iraniano anunciou a entrega de mil drones aos seus regimentos de combate — com o comandante Amir Hatami, citado pela televisão estatal, falando em uma “resposta esmagadora a qualquer invasão”.
Mesmo países aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, mostraram contrariedade com uma possível ação americana no Irã. Lideranças das duas nações árabes disseram que não liberariam seus espaços aéreos para uso tático americano. O maior temor é pela instabilidade que uma queda do regime poderia provocar — algo que o próprio secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, admitiu publicamente. Apesar disso, o Pentágono teria uma série de opções de ataque, caso a decisão seja tomada.
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Arte/O GLOBO
Em meio à escalada ocidental, alguns países tentam intervir. A Turquia se ofereceu nesta quinta-feira para mediar o diálogo entre Washington e Teerã, a fim de desescalar as tensões. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, aceitou participar de uma rodada de conversa com o chanceler turco, Hakan Fidan, na sexta-feira. A parte turca deve reiterar a oposição a qualquer intervenção militar.
O Kremlin também se posicionou nesta quinta-feira, afirmando que ainda há espaço para negociações no impasse entre Teerã e Washington. Em uma coletiva de imprensa diária, o principal porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, afirmou ser “evidente que o potencial para negociações não se esgotou”.
— Qualquer uso da força só pode criar caos na região e levar a consequências muito perigosas — disse.
Em Ancara, apesar da oferta de mediação, a preparação é para para qualquer cenário. Turquia e Irã tem uma fronteira compartilhada de 550 km de extensão. Um alto funcionário ouvido pela AFP na quinta-feira disse que o país estuda maneiras de reforçar sua fronteira em caso de queda do regime iraniano.
— Se os Estados Unidos atacarem o Irã e o regime cair, a Turquia planeja medidas adicionais para fortalecer a segurança de sua fronteira — disse o funcionário, que pediu anonimato (Com AFP)
O turista britânico encontrado morto após cair de um penhasco na Austrália foi identificado como Fergus Cooper, de 23 anos, montador de andaimes e conhecido entre amigos por buscar atividades de aventura. Ele estava desaparecido desde 18 de janeiro depois de sofrer o acidente em uma área de beleza natural na costa de Nova Gales do Sul.
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Segundo a polícia australiana, Fergus caiu da borda de um penhasco íngreme na praia de Mystery Bay, a cerca de sete quilômetros de Corunna, onde seu corpo foi localizado na quarta-feira, na praia de Billies. O inspetor-chefe Shane Jessep, do distrito policial da Costa Sul, afirmou que o jovem “aparentemente sofreu um acidente e escorregou nas pedras”. Ele estava acompanhado de um amigo no momento da queda.
Desde a confirmação da identidade, homenagens ao britânico se multiplicaram nas redes sociais. Amigos o descreveram como alguém “sempre pronto para um desafio”, apaixonado por viagens, atividades ao ar livre e por se testar fisicamente. Fergus costumava compartilhar online experiências ligadas a esportes de aventura, como esqui, trilhas, escaladas e passeios off-road.
Apesar da pouca idade, ele já havia visitado quatro continentes. Entre as viagens mais recentes, estavam destinos como Marrocos, Vietnã e as Terras Altas da Escócia. Fergus também havia conquistado o Ben Nevis, a montanha mais alta do Reino Unido, em trilha com amigos.
A morte ocorre meses após outro caso envolvendo uma turista britânica em Nova Gales do Sul. Eleanor Thompson, conhecida como Ellie, morreu após ser atingida por sua própria van durante a passagem do ciclone tropical Alfred. O corpo foi encontrado sob o veículo, e a polícia informou que a van pode ter deslizado ou capotado devido às condições climáticas adversas.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um carro colidindo repetidamente contra uma sinagoga histórica no Brooklyn, em Nova York, enquanto pessoas que estavam próximas ao local reagiam com gritos de alerta. O episódio ocorreu por volta das 20h45 desta quarta-feira (28), na sede mundial do movimento Chabad Lubavitch.
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Segundo o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), um sedã Honda escuro atingiu diversas vezes a entrada do edifício. As autoridades foram acionadas e prenderam o motorista no local, mas, até o momento, ele não foi formalmente acusado. A polícia investiga se a ação foi deliberada. Não há registro de feridos.
Confira:
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Registro em vídeo e reação de testemunhas
Um dos vídeos foi publicado no X pelo rabino Yaacov Behram e mostra o veículo, com placas de Nova Jersey, avançando e recuando contra a porta da sinagoga ao menos três vezes. As imagens indicam que o carro tinha dificuldade para ganhar tração devido ao gelo acumulado na rua após a tempestade de inverno dos últimos dias. Um grupo de homens aparece sobre a neve, gritando para que as pessoas se afastem do caminho. No final da gravação, ouvem-se gritos de “polícia”, enquanto o reflexo das luzes de emergência se projeta na neve.
Montagem com o momento da colisão
Reprodução/Redes sociais/X
Após o incidente, a Liga Antidifamação de Nova York/Nova Jersey (ADL) divulgou um comunicado afirmando estar “profundamente perturbada” com o ocorrido. A entidade ressaltou que o prédio atingido “não é apenas uma sinagoga, mas também a sede mundial do Chabad e um símbolo querido do judaísmo em todo o mundo”, e informou que mantém contato com o NYPD e parceiros locais, elogiando a rápida prisão do motorista. O Daily Mail informou ter procurado a polícia nova-iorquina para obter um posicionamento oficial.
Nova York abriga a maior população hassídica fora de Israel, e a sinagoga conhecida como “770” é um dos locais religiosos mais importantes da cidade. O edifício foi, por décadas, a base do rabino Menachem Mendel Schneerson, um dos líderes judeus mais influentes do século XX, responsável por expandir globalmente a rede de escolas e centros comunitários do movimento Chabad após fugir da Alemanha nazista. O local também esteve no centro das atenções em janeiro de 2024, quando o NYPD descobriu túneis clandestinos sob o prédio, levando à prisão de nove jovens por vandalismo e conduta imprudente.
Moradores do município de San Fernando, em Buenos Aires, na Argentina, relataram um grande incêndio na madrugada de quinta-feira em uma fábrica da Otowil, causado por uma explosão, que também afetou residências próximas. A causa ainda é desconhecida, enquanto a polícia e equipes de emergência trabalham no local. As autoridades cortaram o fornecimento de energia por precaução.
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O incidente ocorreu por volta de 1h30 da manhã na Rua Brandsen, número 800; no entanto, só foi divulgado minutos depois, após vizinhos compartilharem imagens chocantes da explosão nas redes sociais. Mais tarde, o portal de notícias TN confirmou o incêndio e informou que ele afetou a fábrica e causou alguns danos menores a uma unidade vizinha da Sabores y Fragancias SA.
Vídeo das chamas:
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Pouco depois da meia-noite, um estrondo alto quebrou a tranquilidade dos moradores de San Fernando, que foram surpreendidos por uma forte explosão. Usuários de redes sociais em Tigre relataram ter ouvido o estrondo em sua região .
“Eu estava deitado com minha esposa, prestes a dormir, quando ouvimos o que parecia ser uma chuva forte. Saímos para ver, mas não vimos água nem nada. Então ouvimos o som de um incêndio atrás de nós, fomos até a frente da casa e vimos o fogo nos fundos da fábrica. O telhado desabou. Ninguém sabia o que estava acontecendo”, disse Sebastián, um vizinho da região.
Ela continuou: “Na minha casa, as janelas foram danificadas e o teto desabou. Pedaços da estrutura do telhado caíram sobre ele. Então, uma menina que mora atrás da nossa casa nos disse que parte do meu telhado estava pegando fogo, e eu fui apagar o fogo.”
Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos ou danos materiais, nem sobre a causa da explosão. Equipes de emergência combatiam o incêndio, que ainda não estava controlado após as 3h da manhã, e prestavam auxílio aos moradores das casas próximas. Nem fontes oficiais nem o prefeito, Juan Andreotti, se pronunciaram sobre o assunto.
Após a explosão, equipes de bombeiros de Don Torcuato e Escobar chegaram ao local para auxiliar os bombeiros de San Fernando no combate ao incêndio. Relatos indicam que alguns membros da equipe de emergência tiveram que intervir na Rua Madero, a dois quarteirões do local do incêndio, porque latas de lixo em chamas foram arremessadas ao ar e incendiaram uma casa.
Após as 3h30, os bombeiros conseguiram controlar o incêndio que se alastrou pela área do armazém da Sabores y Fragancias SA e outros pontos próximos, enquanto continuavam a tentar extinguir as chamas na zona de Otowil.
Há três semanas, San Fernando também sofreu outro incêndio violento, em uma fábrica de móveis localizada perto da estação ferroviária de Carupá.
Anos atrás, uma mulher em situação de vulnerabilidade, com sinais evidentes de transtorno mental, apareceu em uma aldeia no norte da China. Um homem decidiu levá-la para casa e, ao longo dos 13 anos seguintes, teve vários filhos com ela. Mais tarde, ele foi detido sob suspeita de estupro. Recentemente, promotores chegaram a uma conclusão que chocou grande parte da opinião pública chinesa: eles reconheceram que o transtorno mental da mulher a deixava incapaz de se defender de uma agressão sexual, mas concluíram que o homem não havia cometido crime.
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Os promotores sustentaram que, como o homem viveu com a mulher por um longo período e teve filhos com ela, sua conduta era “fundamentalmente diferente do estupro”, segundo uma cópia da decisão obtida pelo The New York Times.
A decisão, tomada no condado de Heshun, uma área rural da província de Shanxi, gerou ampla indignação. Nas redes sociais, críticos afirmaram que o entendimento sugere que, quando uma relação sexual resulta em filhos, as autoridades estariam dispostas a ignorar a possível ausência de consentimento da mulher.
A revolta aumentou diante do fato de que os mesmos promotores denunciaram outros dois homens da aldeia por estupro, citando explicitamente a avaliação médica de que a mulher, identificada pelo sobrenome Bu, não possuía “capacidade de autodefesa sexual”.
O termo consta em diretrizes oficiais chinesas para a avaliação de mulheres com transtornos mentais que podem ser vítimas de estupro e significa que a mulher “perdeu a capacidade de reconhecer e proteger seu próprio direito à inviolabilidade sexual”. A legislação penal chinesa não define explicitamente o consentimento sexual, mas estabelece que o estupro envolve “violência, coerção ou outros meios”.
Para muitas mulheres, a decisão confirmou temores sobre até onde o Estado estaria disposto a ir para incentivar a procriação. Com a taxa de natalidade em queda acentuada, o governo chinês tem afirmado que a formação de uma família deve ser vista como um dever patriótico. O estupro conjugal não é tipificado como crime no país. (Os promotores afirmaram que o homem, identificado pelo sobrenome Zhang, realizou uma celebração de casamento com Bu, mas não esclareceram se o casal chegou a se casar legalmente.)
Internada por esquizofrenia
O caso veio a público em 2024, quando uma moradora de Heshun procurou um blogueiro conhecido por ajudar chineses a localizar parentes desaparecidos. Ela contou que seu tio vivia havia mais de uma década com uma mulher — conhecida apenas como Hua Hua — cuja origem era desconhecida pela família.
O blogueiro anunciou pouco depois ter identificado a família biológica de Hua Hua. Seu sobrenome era Bu e, 13 anos antes, ela havia saído de casa na cidade de Jinzhong, a cerca de 145 quilômetros de distância. Quando desapareceu, era uma universitária de 32 anos que havia sido internada várias vezes por esquizofrenia, segundo relato de seu irmão à imprensa chinesa. A família registrou oficialmente o desaparecimento.
De acordo com uma investigação governamental, Bu acabou chegando ao condado de Heshun, onde encontrou Zhang. Ele “a acolheu”, afirmaram inicialmente os policiais.
Nas redes sociais, usuários acusaram a polícia de usar um eufemismo para tráfico humano ou detenção ilegal. Após a pressão pública, Zhang foi detido sob suspeita de estupro, com as autoridades afirmando que ele sabia do transtorno mental da mulher.
Na semana passada, porém, veículos da imprensa chinesa noticiaram que os promotores decidiram não denunciá-lo.
“Sua intenção subjetiva era formar uma família”, escreveram os promotores na decisão.
Eles também afirmaram que Zhang entregou um dos filhos de Bu em troca de cerca de US$ 5.700, mas classificaram a transação como uma adoção privada, não como tráfico de crianças.
“As ações acima mencionadas são manifestamente de menor gravidade e causaram danos mínimos”, diz o documento.
Nas redes sociais chinesas, comentaristas disseram que as autoridades priorizam a proteção dos homens e do modelo tradicional de família.
Procurado por telefone, um funcionário do Ministério Público de Heshun se recusou a comentar. Dois parentes de Bu também não quiseram falar; um deles afirmou que seu telefone estava sob restrição.
Especialistas afirmam que o governo chinês há décadas fecha os olhos para o tráfico de mulheres, em parte devido ao excedente de dezenas de milhões de homens no país, muitos dos quais têm dificuldade para encontrar esposas.
“Para mulheres com deficiências mentais, a ocorrência ou não de estupro já não depende de sua capacidade de consentimento, mas sim de saber se a outra parte conseguiu enquadrar a relação sexual dentro de um relacionamento aparentemente normal, estável e socialmente aceitável”, escreveu o advogado Yan Senlin em uma publicação que posteriormente foi censurada.
Apesar da absolvição de Zhang, os promotores denunciaram os outros dois moradores da aldeia, que, segundo a acusação, teriam ido repetidas vezes à casa de Bu para estuprá-la.
“O réu sabia que a vítima tinha um transtorno mental e manteve relações sexuais com ela diversas vezes”, afirma a denúncia contra um deles. “As circunstâncias são graves. Ele deve ser responsabilizado criminalmente por estupro.”
Uma hashtag relacionada a Bu foi censurada após ultrapassar 160 milhões de visualizações na plataforma Weibo. Ainda assim, vídeos publicados por sua cunhada mostram que Bu está com a família e recebendo atendimento médico. Nas imagens, ela sorri e responde a perguntas.
“Após um ano de tratamento, Hua Hua está claramente melhorando”, diz uma das legendas.
Três lobos-cinzentos foram mortos a tiros em Utah, no oeste dos Estados Unidos, após circularem por uma pequena área do estado onde as proteções federais à espécie, ameaçada de extinção, não se aplicam. A Divisão de Recursos da Vida Selvagem de Utah (DWR, na sigla em inglês) confirmou ao Daily Mail que os animais foram abatidos pelo Departamento de Agricultura estadual em 9 de janeiro.
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A repercussão ganhou força depois que uma foto dos lobos mortos passou a circular nas redes sociais e foi publicada por veículos locais, provocando críticas de defensores da conservação animal. Embora a maior parte de Utah esteja submetida às leis federais que proíbem caçar, ferir ou capturar lobos-cinzentos sem autorização, os três animais estavam em uma área específica do norte do estado onde essas regras foram suspensas.
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Segundo um porta-voz do DWR, a legislação estadual determina que as autoridades impeçam a formação de casais reprodutores de lobos na chamada “zona retirada da lista”, localizada ao norte da rodovia I-80 e a leste da I-84, no condado de Cache. “Os lobos foram removidos dessa área, onde estavam em regiões com presença de gado”, afirmou o representante do órgão, acrescentando que a remoção letal é prevista para evitar o estabelecimento de populações reprodutoras no estado.
Desde 2022, o lobo-cinzento é classificado como espécie ameaçada de extinção nos Estados Unidos, após décadas de declínio populacional provocado pela caça e pela perda de habitat. Utah, no entanto, contestou esse status e solicitou ao governo federal permissão para gerir a espécie, alegando impactos sobre a agricultura. Como resultado, o estado recebeu autorização para administrar a população apenas nessa faixa territorial. “No restante de Utah, os lobos continuam sob proteção e controle federais”, disse o porta-voz do DWR.
Moradores da região também reagiram. Launie Evans, que vive na área onde os lobos foram abatidos, disse à emissora KSL que preferia alternativas não letais. “Gostaria que tivessem encontrado uma forma de realocá-los em vez de matá-los. Mas também não quero ver bezerros mortos. A natureza é cruel”, afirmou.
De acordo com o DWR, não há registro de alcateias estabelecidas em Utah. O órgão reconhece avistamentos esporádicos e raros casos de predação de gado, mas sustenta que não existe atualmente nenhuma população reprodutora conhecida no estado.
Nas redes sociais, as reações foram divididas. Alguns usuários questionaram se havia provas de ataques ao gado que justificassem o abate, enquanto outros cobraram mais transparência sobre a decisão. Houve também manifestações de apoio à ação do Departamento de Agricultura, em comentários que defendiam o controle rigoroso da espécie.
Um júri do Tribunal Superior do Condado de Essex condenou, nesta quarta-feira, o Conselho de Educação de Newark e a prefeitura da cidade a pagar uma indenização de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) a um homem que foi abusado sexualmente por um professor quando tinha cerca de 9 anos. Os crimes ocorreram ao longo de quatro anos, na década de 1990, durante um programa extracurricular em uma escola pública da cidade.
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Segundo os advogados da vítima, hoje com 44 anos, os abusos aconteciam repetidamente em um pequeno escritório sem janelas, localizado atrás do ginásio da escola, enquanto outras crianças brincavam a poucos metros de distância. O espaço tinha um sofá, um arquivo e uma escrivaninha. Em algumas ocasiões, o professor oferecia biscoitos e leite ou figurinhas esportivas; em outras, pagava US$ 3 por abuso.
De acordo com o relato apresentado ao júri, beijos e carícias evoluíram para estupros frequentes, cometidos tanto dentro da escola quanto no carro do professor, estacionado próximo ao local. O agressor era John Cantalupo, responsável pelo programa extracurricular da Ann Street School, no bairro de Ironbound, em Newark. Ele se suicidou em 1995, após denúncias virem à tona.
O veredicto responsabilizou 70% dos danos ao Conselho de Educação de Newark, 20% à prefeitura e 10% ao espólio do professor. Para o júri, houve negligência institucional, sobretudo após o menino relatar os abusos a outra professora, que não comunicou o caso às autoridades. Embora esse docente não tenha sido condenado individualmente, o conselho escolar foi considerado omisso.
Os advogados destacaram que se trata da maior indenização desse tipo já concedida em Nova Jersey desde a aprovação de uma lei, em 2019, que ampliou o prazo de prescrição e permitiu que sobreviventes de abuso sexual com menos de 55 anos ingressassem com ações judiciais.
Em nota, o Conselho de Educação afirmou estar comprometido com a segurança dos alunos e disse não tolerar qualquer conduta inadequada contra crianças, mas não informou se recorrerá da decisão. Já o procurador da cidade de Newark declarou que a prefeitura condena o abuso sexual, mas pretende recorrer do veredicto.
Segundo um dos advogados da vítima, Vincent Nappo, os réus rejeitaram uma proposta inicial de acordo de US$ 3,9 milhões (cerca de R$ 20,3 milhões). O júri levou apenas duas horas para chegar à decisão final.

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