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A Suprema Corte do Panamá anulou nessa quinta-feira a concessão sob a qual uma empresa de Hong Kong operava dois portos no Canal do Panamá, anunciou o tribunal, após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de retomar o controle da hidrovia, alegando que ela é controlada pela China.
O tribunal declarou “inconstitucionais” as leis sob as quais a Hutchison Holdings operava dois portos no Canal do Panamá, de acordo com um comunicado da Suprema Corte.
* Matéria em construção
O comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmou nesta quinta-feira que regimentos de combate do país receberam mil novos drones para reforçar suas capacidades operacionais, prometendo uma “resposta esmagadora” a qualquer ataque, em meio à ameaça americana sobre uma nova ação militar contra o país. Enfraquecido pelos duros ataques lançados por EUA e Israel contra seu território no ano passado, o regime iraniano preserva capacidades ofensivas relevantes, que poderiam provocar danos a Washington e seus aliados no Oriente Médio — muitos deles que já advogam por uma desescalada de tensões. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Nova Zelândia rejeitou nesta sexta-feira (data local) o convite para integrar o Conselho da Paz criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, juntando-se a uma pequena lista de países que rejeitaram abertamente a proposta.
Trump apresentou a iniciativa na semana passada, no Fórum Econômico Mundial em Davos.
Embora seu objetivo inicial fosse supervisionar a reconstrução de Gaza, sua carta constitutiva não parece limitar seu trabalho ao território palestino, o que gerou preocupações sobre sua capacidade de rivalizar com a ONU.
Embora muitos Estados tenham expressado reservas sobre a oferta do magnata republicano, apenas um pequeno número de países, incluindo França, Noruega e Croácia, rejeitaram explicitamente os convites.
“A Nova Zelândia não integrará o Conselho em sua forma atual, mas continuará monitorando os desdobramentos”, disse o ministro das Relações Exteriores, Winston Peters, em um comunicado.
“Vários Estados, particularmente na região, prometeram contribuir para o trabalho do Conselho em Gaza, e a Nova Zelândia não agregaria valor significativo”, disse ele.
Wellington não rejeitou completamente a ideia do conselho, mas reiterou seu compromisso com as Nações Unidas.
“Acreditamos que o Conselho de Paz de Gaza tem um papel a desempenhar, que deve ser exercido conforme previsto na Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU”, disse Peters.
“Este é um órgão novo, e precisamos de clareza sobre isso, bem como sobre outras questões relacionadas ao seu escopo de atuação, agora e no futuro”, afirmou.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma licença geral que amplia a capacidade de empresas de petróleo operarem na Venezuela, marcando um passo significativo para flexibilizar as sanções americanas contra empresas que atuem no país com a nova liderança em Caracas.
A medida ocorre depois que parlamentares venezuelanos aprovaram uma reforma histórica da política de hidrocarbonetos do país, que alguns executivos do setor de petróleo nos EUA haviam descrito como essencial para o início das operações no país.
A licença do Departamento do Tesouro dos EUA, anunciada em seguida, cobre uma série de atividades necessárias para exportar, vender, armazenar e comercializar o petróleo bruto venezuelano, incluindo a organização de serviços de transporte marítimo e logística.
Segundo uma fonte da agência Bloomberg familiarizada com o assunto, a iniciativa reflete o desejo do governo Trump de colocar a economia venezuelana em movimento e normalizá-la rapidamente, ajudando a criar impulso após a retirada de Maduro de cena. Preso por forças especiais americanas em Caracas no início do mês, o ex-líder venezuelano está preso em Nova York, onde é processado por facilitar o tráfico de drogas para os EUA.
O governo Trump mantinha até agora pesadas sanções ao petróleo venezuelano. Entre as empresas com vínculo com os Estados Unidos, apenas a Chevron possuía até agora uma licença do Departamento do Tesouro americano para produzir petróleo no país. Muitas outras companhias aguardam autorização para retomar ou iniciar operações de exploração e produção no país.
O que os venezuelanos mudaram?
Parlamentares venezuelanos aprovaram hoje uma reforma histórica da política nacionalista do petróleo, em vigor há décadas, que deve aliviar de forma significativa o peso fiscal do país e dar às autoridades ampla discricionariedade para ajustar impostos e royalties. É uma tentativa de atrair novamente capital privado para uma indústria devastada, na esteira dos planos dos EUA para reformular a economia venezuelana.
A revisão da política, criada pelo falecido Hugo Chávez, passou em segundo e último turno de votação de forma unânime na Assembleia Nacional controlada pelo governo.
‘Com 27 anos de atraso’
As mudanças se aplicam a 34 novos artigos que reduzem impostos sobre empresas privadas, ao mesmo tempo em que permitem a venda de petróleo e a resolução de disputas em tribunais internacionais.
— Finalmente entramos na competitividade internacional, com 27 anos de atraso. Este é um ponto de partida — disse o deputado Antonio Ecarri. — Também esperamos que outros setores da economia se beneficiem desses critérios.
A reforma substitui o imposto de extração da Venezuela por um novo imposto “integral” sobre hidrocarbonetos de até 15%, aplicado sobre a produção bruta, sem deduções, de acordo com uma versão do projeto de lei vista pela Bloomberg.
Ao mesmo tempo, as alíquotas de royalties passam a ter um teto de 30%, mas deixam de ser fixadas em lei, dando ao Ministério do Petróleo flexibilidade para modificar as cobranças conforme a fase do projeto, a intensidade de capital e a economia geral da operação.
O ministério também poderá reduzir a alíquota do imposto de renda sobre hidrocarbonetos do país para preservar a rentabilidade, embora alguns especialistas em direito tenham questionado se essa disposição entra em conflito com limites constitucionais sobre a autoridade tributária.
Acusação de traição
O Ministério do Petróleo da Venezuela não respondeu a questionamentos anteriores sobre os detalhes da minuta do projeto.
Outras mudanças incluem o afrouxamento de restrições legais que haviam inquietado investidores em versões anteriores. O texto revisado também remove a linguagem que limitava a resolução de disputas à arbitragem “independente”, ampliando as possibilidades de mecanismos privados de solução de conflitos empresariais fora da Venezuela. Uma primeira versão foi aprovada em 22 de janeiro.
Sob pressão de Washington, a presidente interina Delcy Rodríguez tem buscado abrir o setor de energia do país a mais empresas estrangeiras de petróleo. Os planos provocaram reação negativa em todo o espectro político, com alguns aliados venezuelanos de Rodríguez vendo a iniciativa como uma traição aos ideais nacionalistas, enquanto advogados internacionais argumentam que ela não oferece salvaguardas suficientes aos investidores.
Um homem de 36 anos foi preso em Nova York nesta quinta-feira ao tentar, sem credenciais legítimas, se passar por agente do FBI para libertar o americano Luigi Mangione, 27 anos, suspeito de matar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024.
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O suspeito, identificado como Mark Anderson, natural de Minnesota, apresentou-se no setor de recepção do Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, afirmando que tinha uma ordem judicial “assinada por um juiz” para libertar Mangione — que está detido sem direito a fiança.
Quando agentes solicitaram credenciais oficiais, Anderson exibiu apenas uma carteira de motorista de Minnesota e afirmou ter armas em sua bolsa. Durante a busca no material, os guardas encontraram um garfo de churrasco e uma lâmina circular semelhante a um cortador de pizza, além de papéis que o homem arremessou contra os funcionários antes de ser detido por fingir ser um agente federal.
Anderson havia se mudado recentemente para Nova York para um emprego que, segundo fontes, não se concretizou, o que o levou a trabalhar em uma pizzaria no período anterior à ação.
Caso Mangione e repercussão
Luigi Mangione, formado pela University of Pennsylvania, está sob os olhos da justiça americana desde que foi identificado como suspeito do assassinato a tiros de Brian Thompson em 4 de dezembro de 2024, em Manhattan. A vítima era chefe executivo de uma das maiores operadoras de planos de saúde dos Estados Unidos, e sua morte provocou indignação pública e intenso debate sobre violência e críticas ao sistema de saúde.
O jovem se declarou inocente às acusações federais de homicídio, perseguição e porte ilegal de arma e sua defesa tenta barrar a utilização de provas colhidas durante a prisão na Pensilvânia, alegando violação de direitos constitucionais.
Ele permanece detido na prisão federal do Brooklyn, onde aguardam os trâmites de sua extradição para Nova York e os desdobramentos dos pedidos de exclusão de provas. Ele será julgado no dia 8 de setembro e as alegações iniciais do julgamento começarão em 13 de outubro, caso o juiz exclua a pena de morte como possível sentença para Mangione. Caso contrário, o início poderá ser adiado para 11 de janeiro de 2027, segundo relataram a ABC News e a CBS.
O caso de Anderson será tratado separadamente pelas cortes federais, e ele deverá responder por falsificação de identidade de agente federal e outras acusações relacionadas à tentativa de resgate.
O governo interino da Venezuela concordou em submeter um “orçamento” mensal ao governo do presidente Donald Trump, que ficará responsável por liberar recursos provenientes das vendas de petróleo do país. Segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, os valores sairão de uma conta inicialmente administrada pelo Catar. O plano, no entanto, despertou fortes questionamentos entre democratas no Congresso, e Rubio reconheceu que a iniciativa é “inovadora” e foi elaborada às pressas.
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O papel do Catar, país do Oriente Médio a milhares de quilômetros da Venezuela e cujo governante conquistou o apoio do presidente Donald Trump, foi alvo de críticas particulares por parte de democratas, que questionaram a legalidade e a transparência do arranjo.
Rubio detalhou o plano durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado. Foi seu primeiro depoimento público ao Congresso desde que forças americanas capturaram o líder venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e uma oportunidade para esclarecer a política dos Estados Unidos em relação ao país.
Ainda assim, muitas dúvidas devem persistir.
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Rubio garantiu aos senadores, por exemplo, que o governo Trump estabeleceu uma “linha de comunicação muito respeitosa e produtiva” com o governo de Delcy Rodríguez, aliada próxima de Maduro que assumiu o poder após sua remoção. Como resultado, afirmou, o governo Trump não “pretende nem espera” usar força militar contra a Venezuela “em momento algum”.
No entanto, Rubio adotou um tom mais ameaçador em uma declaração escrita apresentada ao comitê, mas que não foi lida oralmente, já que ele optou por fazer breves comentários improvisados. No texto, o secretário advertiu que os Estados Unidos estavam “preparados para usar a força para garantir a máxima cooperação” do governo de Rodríguez “caso outros métodos falhem”.
Essa cooperação está amplamente concentrada na lucrativa indústria petrolífera venezuelana. Trump já havia dito anteriormente que os Estados Unidos controlariam o petróleo da Venezuela e “administrariam o país”, mas Rubio apresentou mais detalhes.
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Segundo ele, os Estados Unidos ajudarão o governo venezuelano a financiar serviços públicos básicos, liberando receitas provenientes da venda de petróleo venezuelano que está sob sanções americanas. Rubio afirmou que a abordagem é necessária devido a um “aperto fiscal” no país e que se trata de um “mecanismo de curto prazo”, sem intenção de se tornar permanente.
— Eles precisavam de dinheiro de forma imediata para pagar policiais, trabalhadores da limpeza urbana e as operações diárias do governo — acrescentou Rubio. — Eles se comprometeram a usar uma parte substancial desses recursos para comprar medicamentos e equipamentos diretamente dos Estados Unidos.
Em um arranjo que ele próprio reconheceu como incomum, Rubio disse que os recursos seriam inicialmente mantidos em uma conta offshore controlada pelo Catar, antes de serem transferidos posteriormente para uma conta do Tesouro dos Estados Unidos.
— Eu entendo que isso é algo novo, mas foi a melhor solução que conseguimos encontrar no curto prazo — afirmou.
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Segundo Rubio, a utilização de uma conta de terceiros foi necessária devido às sanções financeiras dos EUA contra a Venezuela.
Além disso, ele explica que credores americanos, aos quais o país deve dinheiro, principalmente em razão da expropriação de ativos de empresas de energia dos EUA há cerca de 20 anos, poderiam, de outra forma, fazer reivindicações legais sobre os recursos, o que dificultaria sua liberação.
O governo venezuelano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o plano.
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No Congresso, alguns democratas demonstraram desconfiança.
— Acho que isso é algo novo. Acho estranho. Acho que talvez nem seja permitido — disse o senador Brian Schatz, democrata do Havaí, a Rubio.
Schatz questionou se o governo Trump teria autoridade legal para criar e administrar esse tipo de conta. Ele também reclamou que a administração não divulgou o texto do que Rubio descreveu como um acordo escrito com o governo de Rodríguez.
Em resposta, Rubio afirmou que o Departamento do Tesouro poderia fornecer o documento.
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O deputado Lloyd Doggett, democrata do Texas, disse em nota que o depoimento de Rubio “levantou mais perguntas do que respostas” e exigiu saber por que, em vez do Catar, o governo não escolheu “um país com leis bancárias muito mais rigorosas e um histórico de gestão robusta de receitas do petróleo”.
— Atualmente, não há salvaguardas para garantir que a família Rodríguez não use essa receita para pagar aliados de Maduro, incluindo grupos paramilitares e cartéis de drogas, a fim de manter o controle do país — afIrmou Doggett.
As observações escritas de Rubio, que não foram lidas, sugerem que Rodríguez ganhou algum tempo.
— É nossa convicção que o próprio interesse dela está alinhado com o avanço de nossos principais objetivos — escreveu. — Ela se comprometeu a abrir o setor energético da Venezuela para empresas americanas, oferecer acesso preferencial à produção e usar as receitas para comprar produtos americanos.
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Embora muitos republicanos tenham elogiado Rubio e Trump pelo que chamaram de ações decisivas contra Maduro, a política não agradou a muitos democratas.
— Vocês estão tomando o petróleo deles sob a mira de uma arma — disse o senador Christopher Murphy, democrata de Connecticut.
— Vocês estão decidindo como e para que fins esse dinheiro será usado em um país de 30 milhões de pessoas. Acho que muitos de nós acreditam que isso está fadado ao fracasso — completou.
O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira que ordenou a reabertura do espaço aéreo venezuelano para voos comerciais, após uma conversa com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
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— Acabei de falar com a presidente da Venezuela e informei que vamos abrir todo o espaço aéreo comercial — disse a jornalistas, no início de uma reunião de seu gabinete ministerial na Casa Branca.
— Cidadãos americanos poderão ir muito em breve à Venezuela e estarão seguros lá — afirmou.
As companhias aéreas comerciais haviam praticamente interrompido todos os voos para Caracas após um alerta emitido em 21 de novembro pela Administração Federal de Aviação (FAA), que antecedeu o ataque aéreo realizado na madrugada de 3 de janeiro, que derrubou o presidente Nicolás Maduro.
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Esse fechamento foi renovado diversas vezes.
— As relações têm sido muito sólidas, muito boas — afirmou Trump, em referência ao novo governo em exercício.
— Temos grandes companhias petrolíferas a caminho da Venezuela, inspecionando e escolhendo suas áreas de atuação, e elas vão trazer de volta uma enorme riqueza para a Venezuela e para os Estados Unidos — explicou.
— A Venezuela, na verdade, vai ganhar mais dinheiro do que jamais ganhou, e isso é algo positivo — acrescentou.
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Após a queda de Maduro, agora preso em Nova York, à espera de julgamento por acusações de narcotráfico, os Estados Unidos improvisaram um esquema de controle dos lucros do petróleo venezuelano. Segundo esse modelo, os recursos são depositados no Catar e depois transferidos ao governo de Rodríguez, supostamente sob monitoramento mensal dos gastos.
— Quero agradecer a todo o povo da Venezuela pelo que passou, vocês sabem, e também quero agradecer à liderança, porque, de fato, estão fazendo um bom trabalho — disse Trump.
Sete chefes de Estado de países da América Latina e Caribe e um presidente eleito que se reuniram ontem na Cidade do Panamá, no Fórum Econômico Internacional de América Latina e Caribe, defenderam a urgência de uma integração regional, diante do esvaziamento das instituições multilaterais, como as Nações Unidas, e da mudança de postura dos Estados Unidos em relação ao bloco. União comercial, minerais críticos e seu beneficiamento, a situação da Venezuela e o combate ao narcotráfico foram os temas que dominaram as falas dos chefes de Estado. 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a necessidade de integração maior na região, em um contexto de “recrudescimento de tentações hegemônicas” no mundo:
—A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém. Seguir divididos nos torna todos mais frágeis. 
O presidente-executivo do CAF, banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe, Sérgio Diaz-Granados, lembrou que o bloco ainda sofre com infomalidade alta, persistência da pobreza e desemprego, que dependem de uma “ação coletiva” na região.
O presidente do Panamá, José Raúl Molino, defendeu a complementaridade entre os países do bloco, destacando o “trabalho conjunto do Estado e do setor privado”. Ele ressaltou que a realidade atual é de dificuldade dos organismos multilaterais e que  somente um bloco único terá poder de negociação concreto contra “as ameaças externas”. Nesse contexto, ele lembrou que o Panamá se associou ao Mercosul no fim do ano passado. O presidente americano, Donald Trump, logo no início do seu governo, ameaçou tomar o controle do Canal do Panamá. 
—  Isso não nos apavorou, mas nos mostrou quão importante somos como uma via estratégica a nível mundial, seja para América do Norte, América do Sul, Ásia ou Europa. Temos convivido com muita tensão nos últimos anos. O comércio mundial, as importações e exportações ficam mais eficientes quando usam nosso canal, que está à disposição de todos os países. 
Segundo Mulino, somente com um bloco será possível requerer o lugar que nos corresponde como membros permanentes, e não rotativos do Conselho de Segurança da ONU, para garantir a paz do mundo.  
—O mundo está há tempos em uma tensa antessala de uma grande tormenta.  
O presidente do Panamá também defendeu a formação de um bloco único da América Latina para fortalecer o poder de negociação da região para se proteger de “possíveis ameaças”.  
 Petro: ONU não reconhece genocídio em Gaza 
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou a paralisia das Nações Unidos, exemplificando o esvaziamento dos organismos multilaterais com a postura da ONU diante da guerra em Gaza:
— Vemos com exatidão a crise das Nações Unidas, que ainda não reconheceu o genocídio de Gaza.  A ONU foi criada para impedir genocídio, para impedir a guerra no mundo, para construir uma paz entre as nações. 
Segundo Lula, os últimos anos foram de retrocesso na relação regional, mas não há “possibilidade” de algum país sozinho “achar que vai resolver os problemas”. 
— Nós já temos 525 anos de História, não são 525 dias, são 525 anos de História. Já fomos colonizados, recolonizados. Já tivemos independência e continuamos colonizados. Porque muitas vezes a colonização não está na intervenção de outro, está na formação cultural que o nosso povo teve. Temos que mudar de comportamento. 
Segundo Lula, houve retrocessos na integração regional:
—A breve experiência da Unasul (união criada para promover o comércio formado por 12 países da América do Sul entre 2003 e 2014) sucumbiu ao peso da intolerância que impediu a convivência de visões diferentes. Voltamos a ser uma região dividida, mais voltada para fora do que para si própria. Permitimos que conflitos e disputas ideológicas alheios se imponham. As ameaças do extremismo político e da manipulação da informação se incorporam ao nosso cotidiano. 
Em uma referência indireta à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, o presidente brasileiro afirmou que a “história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem” o hemisfério. 
— A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos e retrocessos históricos. Entre tantos corolários e doutrinas que nos foram dedicadas ao longo da história, também houve momentos em que os Estados Unidos souberam ser um parceiro em prol dos nossos interesses de desenvolvimento — afirmou Lula, citando Franklin Roosevelt, que, segundo ele, substituiu a intervenção militar pela diplomacia. 
Petro afirmou que não está defendendo, “como diz a imprensa”, o agora ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos e que vai ser julgado no país, mas afirmou que ele “deve ser julgado por um tribunal na Venezuela ou por um “tribunal que reúna as três Américas”.  
O presidente da Colômbia defendeu uma integração policial na América Latina e Caribe para combater o narcotráfico:
— É uma coisa que está crescendo, crescendo. A cocaína vendida na fronteira da Venezuela não é da Colômbia, é multinacional, tem colombianos, venezuelanos, franceses, libaneses, norte-americanos. Sem essa integração policial, inclusive com os Estados Unidos, não conseguiremos vencer o narcotráfico. 
Para José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, a América Latina e o Caribe não estão condenados ao fracasso econômico e à violência. E como Petro, ressaltou o caráter global do crime organizado, defendendo uma ação coordenada: 
—Sem segurança, a democracia é uma ficção. Sem segurança, a liberdade é um privilégio para poucos. Sem segurança, não temos investimento, emprego ou futuro. Não é problema local, é ameaça regional. Frente a isso precisamos de cooperação duradoura e efetiva, com inteligência compartilhada. 
Modelo próprio 
Segundo Lula, é necessário pensar em um regionalismo “possível” para América Latina e para o Caribe, sem importar modelos que não refletem a realidade local. 
— Devemos olhar para a União Europeia como uma referência positiva, mas sem ignorar todas as diferenças históricas, econômicas e culturais. O peso das identidades nacionais torna inviável a curto prazo qualquer projeto de envergadura parecida com o europeu. 
Lula afirmou que ainda falta às líderes regionais uma convicção de um projeto mais autônomo “de inserção internacional”. Ele citou o potencial energético, as condições climáticas para produção de alimentos e a abundância de recursos minerais, inclusive minerais críticos e terras-raras.
—Por que falamos tanto de terras raras e minerais críticos? Para exportarmos o material bruto, para ser transformado nos outros países, e a gente comprar a peso de ouro. Só tem sentido para enriquecer nos nossos países, se construir parcerias para serem empresas nos nossos países, gerar empregos e desenvolvimento nos nossos países. 
Mulino ressaltou as vantagens da região, como a produção de alimentos, as reservas hídricas, a biodiversidade, a abundância de minerais e de recursos temporários. 
Ao discursar, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, afirmou que encontrou no Fórum no Panamá o diálogo que não se fez presente em Davos, na Suíça (onde acontece o Forum Econômico Mundial que reúne participantes de todos os países, principalmente os desenvolvidos). E se dirigiu aos líderes dos outros países presentes:
—A Bolívia só será viável se vocês forem viáveis. Se nós estivermos bem, todos vão estar bem. Temos a capacidade das nossas culturas e democracias. A América Latina tem que fazer parte do comando das forças geopolíticas.  
Os presidentes do Equador, Daniel Nóboa, da Guatemala, Bernardo Arévalo, e o primeiro ministro da Jamaica, Andrew Holness, reforçaram a necessidade de integração e citaram exemplos de avanços sociais com redução da pobreza.
Matheus Silveira, de cerca de 30 anos e natural do Rio de Janeiro, está detido pela agência de imigração dos Estados Unidos (ICE) há aproximadamente dois meses, após ser preso durante uma etapa presencial para obtenção de residência permanente (green card), informou sua família.
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A detenção ocorreu em 24 de novembro de 2025, em San Diego, na Califórnia, quando Matheus compareceu a uma entrevista migratória para concluir o processo de regularização após ter se casado com a americana Hannah Silveira. De acordo com a mulher de Matheus, quatro agentes do ICE entraram na sala ao fim da entrevista e o algemaram, apesar de ele cooperar com o procedimento.
Segundo relatos da família nas redes e entrevistas à imprensa, Matheus tinha visto de estudante válido até 2023 e havia casado em 2024, iniciando o pedido de green card com base nessa união. As autoridades americanas, entretanto, alegaram que ele passou do prazo do visto e mencionaram antecedentes criminais do brasileiro, incluindo uma condenação por dirigir alcoolizado em Nevada em 2022.
Após a prisão inicial, a comunicação entre Matheus e seus familiares ficou interrompida por dias, porque seu nome desapareceu no sistema de detidos usado por familiares e defensores. A mulher dele só conseguiu contato telefônico novamente no fim de janeiro, após cerca de três dias sem notícias, quando ele relatou que as condições no centro de detenção na Louisiana eram “deploráveis” — queixas compartilhadas em mensagens e imagens publicadas por Hannah.
Matheus Silveira e a esposa, Hannah Silveira
Reprodução | Redes Sociais
Matheus foi transferido de San Diego para instalações em El Paso, no Texas e, depois, para um centro correcional em Richwood, Louisiana, sem que a família fosse oficialmente avisada das mudanças de local. Nesse período, ela relatou dificuldade em obter dados oficiais do ICE e afirmou que a assistência consular brasileira encontrou obstáculos para acessar informações claras sobre o caso.
Em uma audiência realizada em janeiro, Matheus optou por pedir saída voluntária dos Estados Unidos, o que o autoriza a organizar sua própria saída em voo comercial, com proibição de retorno ao país por dez anos. Porém, até o momento, não há previsão de quando ele poderá embarcar de volta ao Brasil, e a família segue sem data definida para o retorno.
Hannah Silveira mostrou, em seu perfil no TikTok, as instalações na Loiusiana onde estaria o marido Matheus Silveira: “condições deploráveis”
Reprodução | TikTok
Quem é Matheus Silveira
Matheus, de 31 anos, atua como entregador e vive nos Estados Unidos desde 2019. Antes de se estabelecer no país, ele já havia passado por lá anteriormente, como mostram publicações feitas em janeiro de 2015 em seu perfil nas redes sociais.
Matheus Silveira
Reprodução | Redes Sociais
No Brasil, Matheus chegou a iniciar um curso de piloto de avião. Segundo a mãe, Luciana Santos de Paula, ele se mudou para os Estados Unidos com o objetivo de aprimorar o inglês e, posteriormente, dar continuidade aos estudos na área de aviação.
Em meio a uma frágil trégua após mais de dois anos de guerra, as Forças Armadas de Israel (FDI) admitiram pela primeira vez nesta quinta-feira que o número estimado de mortos na Faixa de Gaza corresponde à contagem feita pelo Ministério da Saúde de Gaza, ligado à administração do Hamas, que atualmente contabiliza mais de 71 mil palestinos falecidos. A admissão ocorre em um momento em que a implementação do plano de paz para o enclave está travado, com o grupo palestino afirmando que não pretende entregar todos os seus armamentos.
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A contagem dos mortos em Gaza foi motivo de desavença ao longo da guerra, com autoridades de Israel frequentemente acusando veículos de imprensa e organizações internacionais, incluindo a ONU, de fomentarem a narrativa do Hamas por repercutir números que apontavam como pouco confiáveis e propositalmente inflados para construir uma propaganda política. Agora, os militares dizem que os números são confiáveis, embora ainda estejam analisando quantos dos mortos participavam de movimentos armados e quantos eram civis — informação que as autoridades palestinas também não detalham.
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O Exército israelense, porém, manteve questionamentos sobre outros dados divulgados pelo ministério palestino. As agências de saúde afirmaram que 440 palestinos morreram de desnutrição e inanição na Faixa de Gaza durante a guerra — enquanto os israelenses afirmam que os dados são manipulados, e incluem informações de indivíduos com problemas de saúde preexistentes.
Os fatos sobre o conflito permanecem imprecisos em meio a uma limitação a atuação da imprensa e de órgãos internacionais no enclave, mesmo durante a atual trégua para implementação do plano de paz negociado sob pressão dos EUA. Na quarta-feira, a Associação de Imprensa Estrangeira em Israel criticou a Suprema Corte de Israel pelo adiamento da votação sobre um pedido de acesso livre e independente ao enclave.
Quanto ao avanço das tratativas diplomáticas, o Hamas se mostrou disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino, mas segue resistente a um desarmamento completo do grupo. Em uma entrevista à rede catari Al-Jazeera, o alto funcionário do Hamas, Moussa Abu Marzouk, afirmou na quarta-feira que o movimento palestino nunca concordou em se desarmar.
— Ainda não discutimos sobre armas. Ninguém falou diretamente conosco sobre isso. Não conversamos com o lado americano nem com os mediadores sobre essa questão, então não podemos falar sobre o que isso significa ou qual é o objetivo — disse Marzouk, sugerindo também que o grupo teria poder de veto de fato sobre qualquer nomeação para o novo comitê tecnocrático criado para administrar a Faixa de Gaza.
Marzouk indicou, porém, que algum desarmamento poderia ser discutido, a partir do momento em que o tema fosse levado à mesa de negociações.
— Discutiremos quais armas serão removidas, o que será removido e como serão removidas — afirmou.
Em um pronunciamento após uma breve reunião com o enviado Steve Witkoff, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que havia uma tendência de que o Hamas depusesse as armas.
— Muita gente disse que eles nunca se desarmariam. Parece que vão se desarmar — disse Trump em uma reunião de gabinete. (Com AFP)

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