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O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma licença geral que amplia a capacidade de empresas de petróleo operarem na Venezuela, marcando um passo significativo para flexibilizar as sanções americanas contra empresas que atuem no país com a nova liderança em Caracas.
A medida ocorre depois que parlamentares venezuelanos aprovaram uma reforma histórica da política de hidrocarbonetos do país, que alguns executivos do setor de petróleo nos EUA haviam descrito como essencial para o início das operações no país.
A licença do Departamento do Tesouro dos EUA, anunciada em seguida, cobre uma série de atividades necessárias para exportar, vender, armazenar e comercializar o petróleo bruto venezuelano, incluindo a organização de serviços de transporte marítimo e logística.
Segundo uma fonte da agência Bloomberg familiarizada com o assunto, a iniciativa reflete o desejo do governo Trump de colocar a economia venezuelana em movimento e normalizá-la rapidamente, ajudando a criar impulso após a retirada de Maduro de cena. Preso por forças especiais americanas em Caracas no início do mês, o ex-líder venezuelano está preso em Nova York, onde é processado por facilitar o tráfico de drogas para os EUA.
O governo Trump mantinha até agora pesadas sanções ao petróleo venezuelano. Entre as empresas com vínculo com os Estados Unidos, apenas a Chevron possuía até agora uma licença do Departamento do Tesouro americano para produzir petróleo no país. Muitas outras companhias aguardam autorização para retomar ou iniciar operações de exploração e produção no país.
O que os venezuelanos mudaram?
Parlamentares venezuelanos aprovaram hoje uma reforma histórica da política nacionalista do petróleo, em vigor há décadas, que deve aliviar de forma significativa o peso fiscal do país e dar às autoridades ampla discricionariedade para ajustar impostos e royalties. É uma tentativa de atrair novamente capital privado para uma indústria devastada, na esteira dos planos dos EUA para reformular a economia venezuelana.
A revisão da política, criada pelo falecido Hugo Chávez, passou em segundo e último turno de votação de forma unânime na Assembleia Nacional controlada pelo governo.
‘Com 27 anos de atraso’
As mudanças se aplicam a 34 novos artigos que reduzem impostos sobre empresas privadas, ao mesmo tempo em que permitem a venda de petróleo e a resolução de disputas em tribunais internacionais.
— Finalmente entramos na competitividade internacional, com 27 anos de atraso. Este é um ponto de partida — disse o deputado Antonio Ecarri. — Também esperamos que outros setores da economia se beneficiem desses critérios.
A reforma substitui o imposto de extração da Venezuela por um novo imposto “integral” sobre hidrocarbonetos de até 15%, aplicado sobre a produção bruta, sem deduções, de acordo com uma versão do projeto de lei vista pela Bloomberg.
Ao mesmo tempo, as alíquotas de royalties passam a ter um teto de 30%, mas deixam de ser fixadas em lei, dando ao Ministério do Petróleo flexibilidade para modificar as cobranças conforme a fase do projeto, a intensidade de capital e a economia geral da operação.
O ministério também poderá reduzir a alíquota do imposto de renda sobre hidrocarbonetos do país para preservar a rentabilidade, embora alguns especialistas em direito tenham questionado se essa disposição entra em conflito com limites constitucionais sobre a autoridade tributária.
Acusação de traição
O Ministério do Petróleo da Venezuela não respondeu a questionamentos anteriores sobre os detalhes da minuta do projeto.
Outras mudanças incluem o afrouxamento de restrições legais que haviam inquietado investidores em versões anteriores. O texto revisado também remove a linguagem que limitava a resolução de disputas à arbitragem “independente”, ampliando as possibilidades de mecanismos privados de solução de conflitos empresariais fora da Venezuela. Uma primeira versão foi aprovada em 22 de janeiro.
Sob pressão de Washington, a presidente interina Delcy Rodríguez tem buscado abrir o setor de energia do país a mais empresas estrangeiras de petróleo. Os planos provocaram reação negativa em todo o espectro político, com alguns aliados venezuelanos de Rodríguez vendo a iniciativa como uma traição aos ideais nacionalistas, enquanto advogados internacionais argumentam que ela não oferece salvaguardas suficientes aos investidores.

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O físico e engenheiro elétrico Dr. Hal Puthoff, ex-cientista que trabalhou com a NSA e a CIA, afirmou neste mês de maio, durante participação no podcast The Diary of a CEO, que o governo americano teria conhecimento sobre pelo menos quatro supostas espécies extraterrestres diferentes.
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Puthoff trabalhou em programas de espionagem psíquica e pesquisas sobre OVNIs nas décadas de 1970 e 1980. Na entrevista, publicada na semana passada e conduzida pelo empresário Steve Bartlett, ele disse acreditar em relatos de pessoas que teriam participado de operações de recuperação de objetos voadores não identificados acidentados.
— Existem pelo menos quatro tipos distintos de vida. Eu não tive acesso direto a esses dados, mas acredito nas pessoas com quem conversei ao longo dos anos — afirmou.
Confira:
Relatos sobre supostas espécies extraterrestres
As declarações de Puthoff reforçam alegações já feitas pelo físico Eric Davis, pesquisador associado a projetos considerados ultrassecretos do Pentágono. Em depoimentos anteriores ao Congresso americano, Davis citou quatro grupos supostamente ligados à operação de aeronaves não identificadas: “cinzentos”, “nórdicos”, “reptilianos” e “insetoides”. Segundo ele, os seres teriam aparência humanoide e poderiam estar relacionados a programas secretos de engenharia reversa conduzidos por governos ao redor do mundo.
Os chamados “Grays” se popularizaram na cultura ufológica após o famoso caso de abdução de Betty e Barney Hill, nos anos 1960, nos Estados Unidos. Já os “nórdicos” costumam ser retratados como seres altos, de cabelos loiros e olhos claros, frequentemente associados ao aglomerado estelar das Plêiades. Os “insetoides” são descritos como criaturas semelhantes a louva-a-deus gigantes, enquanto os “reptilianos” aparecem em teorias conspiratórias que alegam a infiltração desses seres na sociedade humana.
Puthoff participou do episódio ao lado do cineasta Dan Farah, diretor do documentário The Age of Disclosure (“A Era da Revelação”), lançado recentemente. O filme reúne depoimentos de militares, agentes de inteligência e ex-integrantes do governo americano sobre um suposto acobertamento de operações de recuperação de OVNIs desde a década de 1940.
— As pessoas com quem conversei afirmaram que houve dezenas de recuperações de aeronaves não humanas apenas nos Estados Unidos — disse Farah durante a entrevista.
As declarações vieram uma semana após a divulgação inicial de arquivos sobre fenômenos aéreos não identificados nos EUA. Apesar da pressão de parlamentares e da promessa de maior transparência feita pelo presidente Donald Trump, o Pentágono sustenta oficialmente que não há “evidências verificáveis” da existência de vida extraterrestre ou de tecnologia alienígena em posse do governo americano.
Plutão pode ser pequeno quando comparado a outros planetas, mas os impactos causados por seu movimento “retrógrado” (em posição aparente perante a Terra) podem ser grandes em alguns signos. Entre 6 de maio e 15 de outubro de 2026, Plutão estará em movimento retrógrado no signo de Aquário, fenômeno que, segundo astrólogos, marca um período de revisão profunda, transformações internas e questionamentos sobre estruturas pessoais e coletivas.
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O trânsito é apontado por especialistas em astrologia como um dos mais intensos do ano, sobretudo para pessoas com Sol, Lua ou Ascendente nos signos fixos: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
De acordo com o site Personare, Plutão retrógrado “é o ciclo do ano em que a astrologia sugere olhar para dentro, revisar pactos profundos e enxergar com mais clareza o que precisa ruir antes de renascer”.
Na astrologia, o movimento retrógrado acontece quando um planeta aparenta estar se deslocando para trás no céu visto da Terra. Astronomicamente, trata-se de um efeito visual causado pela diferença de velocidade orbital entre os planetas. Ainda assim, o fenômeno possui forte significado simbólico dentro da astrologia.
Segundo as previsões publicadas pelo portal Astrolink, 2026 será marcado por diferentes ciclos retrógrados, mas Plutão tende a se destacar por sua associação com temas ligados a poder, controle, rupturas, regeneração e mudanças estruturais. O planeta permanecerá integralmente em Aquário durante o período, signo relacionado a tecnologia, inteligência artificial, inovação e transformações sociais.
Os próximos meses tendem a ser de renovação pessoal, com questionamentos sobre antigos padrões e hábitos, bem como de revisão e reflexão, com indagações internas. Esse período será propício para pensar em mudanças em curso e no que é válido coletivamente. Tópicos tabus e sentimentos profundos virão à tona, destaca a Cosmopolitan.
Pontos positivos
Quem quiser tirar o máximo preveito dessa fase, deve se preparar para enfrentar desconfortos, que podem ser difíceis, mas que prometem transformação pessoal e autoconhecimento. O processo pode ser longo, ou mais demorado do que o esperado e desejado, mas promete trazer mudanças significativas, destaca o site. A Cosmopolitan ainda resume o que cada signo pode esperar.
A influência de Aquário tende a se destacar pelos próximos cinco meses. Com Plutão em movimento retrógrado no signo, pessoas que possuem Aquário em posições relevantes do mapa astral — como Sol, Ascendente, Lua, Descendente ou planetas como Mercúrio, Vênus e Marte — podem sentir os efeitos de forma mais intensa. A tendência também se estende aos signos fixos associados a Aquário, sendo eles Touro, Leão e Escorpião. Estes três, por sua própria natureza, estariam mais propensos a vivenciar mudanças significativas inclusive em áreas importantes da vida, como relacionamentos e carreira.
Entre os signos de terra (Virgem, Capricórnio e Touro), a resistência às mudanças pode tornar o processo mais desafiador. Já os signos de fogo (Áries, Leão e Sagitário) tendem a encarar esse momento como uma oportunidade, demonstrando maior abertura às transformações e confiança em novos caminhos.
Por fim, signos como Áries, Gêmeos, Câncer, Libra e Peixes também podem perceber impactos desse movimento, especialmente em termos de reestruturação e mudanças de rumo. Ainda que enfrentem dificuldades compatíveis com suas características individuais, a tendência é de que mantenham o foco em evolução e melhoria pessoal.
A família do casal britânico Lindsay e Craig Foreman afirmou que os dois iniciaram uma nova greve de fome em uma prisão no Irã para pressionar pela libertação. Presos desde janeiro do ano passado, eles foram condenados a dez anos de prisão por espionagem, acusação que negam.
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Naturais de East Sussex, Lindsay e Craig foram detidos enquanto atravessavam o Irã durante uma viagem de motocicleta ao redor do mundo.
Segundo familiares, Craig Foreman está há 12 dias em greve de fome. O protesto teria começado após o casal perder o acesso telefônico no início de maio.
Outras fontes relataram à família que Lindsay Foreman, de 53 anos, chegou a interromper temporariamente a greve depois de receber a informação de que poderia voltar a se comunicar com parentes. Posteriormente, ela retomou o protesto.
Joe Bennett, filho de Lindsay, descreveu a situação como “uma emergência médica em formação”.
— Entendo que a política britânica esteja vivendo um momento extraordinário. Mas minha mãe e Craig não podem esperar que Westminster resolva sua própria crise — afirmou.
Ele também fez um apelo direto à ministra das Relações Exteriores do Reino Unido.
— A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, precisa agir pessoal e imediatamente. Isso não pode ser adiado. Isso não pode ser tratado como menos importante. Duas vidas estão em jogo — declarou.
O Ministério das Relações Exteriores britânico informou que continuará trabalhando para garantir o retorno seguro do casal ao Reino Unido e classificou a prisão dos dois como horrível e injustificada.
Casal disse acreditar que ficará preso ‘por muito tempo’
Antes de perderem o acesso telefônico, Lindsay e Craig concederam entrevista à BBC diretamente da prisão de Evin, conhecida internacionalmente pela notoriedade dentro do sistema penitenciário iraniano.
Durante a conversa, os dois afirmaram acreditar que permanecerão presos “por muito tempo”.
— Só sinto que estamos desperdiçando nossas vidas aqui dentro e apodrecendo. Somos pessoas inocentes. Não cometemos nenhum crime — disse Craig.
Apoiadores do casal planejam uma mobilização nesta quarta-feira para marcar os 500 dias desde a detenção inicial.
Segundo a rede BBC, integrantes da comunidade de motociclistas aventureiros devem percorrer o trajeto entre o Palácio de Kensington e a Parliament Square, em Londres.
Parlamentares, amigos e familiares também pretendem entregar uma petição em Downing Street pedindo “ação urgente” para garantir o retorno de Lindsay e Craig Foreman ao Reino Unido.
Em abril, o ministro do Exterior britânico, Hamish Falconer, descreveu o casal no Parlamento como “turistas inocentes” e classificou o caso como “uma injustiça”.
Duas pessoas morreram na quinta-feira em um ataque com drone ucraniano na região de Samara, no sudoeste da Rússia, informou o governador local. “As forças armadas ucranianas estão atacando a cidade de Sirzan com drones”, anunciou Vyacheslav Fedorishchev na plataforma de mensagens Telegram, especificando que o bombardeio deixou dois mortos.
O ataque em Sirzan, que abriga uma importante refinaria de petróleo, também deixou feridos, segundo a mesma fonte.
Os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito estão paralisados, especialmente desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro, que capturou a atenção de Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que conversaria com o presidente taiwanês, Lai Ching-te, enquanto a Casa Branca avalia a venda de armas para a ilha democrática. “Conversarei com ele. Eu converso com todos”, disse Trump a repórteres, acrescentando que teve uma excelente reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, durante sua visita de Estado a Pequim na semana passada.
“Vamos trabalhar nisso, na questão de Taiwan”, disse Trump. Taiwan depende muito do apoio de Washington para deter qualquer possível ataque chinês e tem sofrido intensa pressão para aumentar seus gastos por meio de investimentos em empresas americanas.
Yevgeny Vitishko, que mora na cidade russa de Tuapse, sempre usa camisas brancas. Mas no dia em que uma refinaria de petróleo local pegou fogo após um ataque de drone ucraniano, ele pensou que não seria uma boa ideia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dois dias depois de ser anunciado, um fundo bilionário para indenizar aliados que se consideram perseguidos por administrações passadas, com dinheiro público, foi questionado pela primeira vez nos tribunais, no prelúdio do que promete ser uma longa e complexa batalha legal e política. A proposta veio a público no mesmo dia em que o presidente, Donald Trump, encerrou uma ação contra a Receita Federal dos EUA, com a promessa de que não será investigado por questões fiscais no futuro.
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O primeiro desafio ao fundo, que totaliza US$ 1,776 bilhão (uma referência numérica ao ano de fundação dos EUA, 1.776), veio nesta quarta-feira, com uma ação apresentada por dois policiais que tentaram proteger o Capitólio dos apoiadores do presidente na invasão de 6 de janeiro de 2021, insuflada por falsas acusações de fraude. Ali, afirmam que a iniciativa, chamada de Fundo Anti-instrumentalização, não passa de um “fundo secreto para financiar os insurgentes e grupos paramilitares que cometem violência” em nome de Donald Trump.
“Milícias como os Proud Boys (que participaram da invasão) usarão o dinheiro do fundo para se armarem e se equiparem”, aponta a ação. “O Fundo sinaliza aos perpetradores passados ​​e potenciais futuros de violência contra Dunn e Hodges (autores da ação) que não precisam temer processos judiciais; pelo contrário, devem esperar ser recompensados.”
Primeira baixa: Principal advogado do Tesouro dos EUA deixa cargo após criação de fundo que pode beneficiar aliados de Trump
Na segunda-feira, após o fim de uma ação de US$ 10 bilhões movida por Trump contra a Receita americana, que também o blinda de investigações futuras, o Departamento de Justiça anunciou a criação do fundo, para “proporcionar um processo sistemático para ouvir e reparar as queixas de outras pessoas que sofreram instrumentalização e abuso jurídico”.
— A máquina governamental jamais deve ser usada como arma contra qualquer cidadão americano, e é intenção deste departamento corrigir os erros cometidos anteriormente, garantindo que isso nunca mais aconteça —disse o secretário interino de Justiça, Todd Blanche.
Apoiadores de Donald Trump escalam as paredes do Capitólio dos EUA, em Washington
JIM URQUHART / REUTERS
Na prática, qualquer um que tenha se sentido prejudicado pelo governo dos EUA por razões “políticas, pessoais ou ideológicas” pode pedir compensação. Desde os envolvidos na contagem de votos na eleição de 2020 que alegam terem sido ameaçados até os mais de 1,5 mil processados ou condenados pela invasão ao Capitólio. Na terça, o vice-presidente, JD Vance, não afastou a possibilidade dos agressores, já perdoados por Trump, receberem dinheiro e um pedido de desculpas.
— Não descarto hipóteses categoricamente quando não sei nada sobre as circunstâncias individuais de uma pessoa — declarou Vance. — Temos pessoas acusadas de atacar agentes da lei. Isso não significa que vamos ignorar completamente as suas alegações.
Os desembolsos serão decididos por uma comissão de cinco membros, sendo que quatro indicados pelo Departamento de Justiça, e que podem ser demitidos a qualquer momento por Trump.
— Tenho certeza de que os comissários estabelecerão as regras — disse Blanche, em audiência no Congresso nesta quarta-feira. — Não cabe a mim defini-las. Isso é responsabilidade dos comissários, e se um indivíduo, um Oath Keeper (milícia de extrema direita que estava na invasão do Capitólio), como você acabou de mencionar, solicitar indenização…qualquer pessoa neste país pode solicitá-la.
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No Congresso, a ideia não foi recebida com entusiasmo. Ao portal Politico, Don Bacon, deputado republicano, vê sinais de conflito de interesses. Outros prometeram derrubá-la.
— Vamos tentar acabar com ele (fundo) — disse o deputado republicano Brian Fitzpatrick ao portal The Hill. — Vamos escrever uma carta ao [secretário de Justiça], mas estamos considerando uma opção legislativa. Estamos tentando entender exatamente quais são as manobras legais.
Os democratas afirmam que essa é uma forma de Trump compensar aqueles que estiveram ao seu lado na promoção das falsas acusações de fraude nas eleições de 2020.
— Isso é puro roubo de fundos públicos, e recompensar indivíduos que cometeram crimes é obsceno — opinou o senador democrata Chris Van Hollen. — Todo americano consegue enxergar o que é esse esquema ilegal, corrupto e de favorecimento próprio.
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Mesmo com críticas dos dois lados do espectro político, juristas dizem que vetar o fundo não será tarefa simples. Em boa medida, por culpa do próprio Congresso.
Em 1956, os legisladores criaram o chamado Fundo de Indenizações, administrado pelo Departamento do Tesouro, que dá ao governo federal meios para realizar o pagamento de decisões judiciais e acordos sem o aval do Legislativo. Até 1978, havia um valor máximo de US$ 100 mil, mas ele foi derrubado. É daí que vai sair o dinheiro para a iniciativa de Trump.
Desde sempre, juristas apontam que a ferramenta depende da boa fé dos governantes. Paul Figley, que administrou o fundo entre 1978 e 2006, disse ao Axios que o atual cenário “não é o que Congresso previa quando criou o sistema”, e que a culpa, ao fim das contas, é dos legisladores. Samuel Bagenstos, professor de Direito na Universidade de Michigan, escreveu em janeiro que, com uma boa argumentação, a Casa Branca pode “gastar dinheiro em projetos ou beneficiários não autorizados pelo Congresso”. Devido às minúcias da legislação, judicializar o caso pode ser um caminho longo e com chances questionáveis de sucesso.
— Do ponto de vista legal, não há nada de errado. Mas o problema é que ele está criando um novo programa federal e, se está fazendo isso com dinheiro do Fundo de Indenizações, não é assim que o Congresso previu que o Fundo de Indenizações seria usado — afirmou ao New York Times. — É uma política horrível.
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Por isso, a tarefa de barrar (ou liberar) o fundo deve recair sobre o próprio Congresso. Na terça-feira, John Thune, líder da maioria republicana no Senado, revelou ao site Punchbowl News que “não era um grande fã” da ideia, e declarou a repórteres que ela passaria por uma análise extensa.
— Minha suposição é que, com base em algumas das reações negativas que surgiram desde o anúncio, o assunto receberá muita atenção — completou.
(Com The New York Times)
O USS Nimitz (CVN-68), porta-aviões dos Estados Unidos que esteve no Rio de Janeiro recentemente, chegou ao Caribe nesta quarta-feira em meio ao aumento das tensões com Cuba, segundo anúncio feito pelos militares americanos. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o governo de Donald Trump divulgou a acusação formal contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, aumentando os temores de uma possível intervenção militar na ilha comunista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

A Controladoria-Geral da União (CGU) lançou nesta quarta-feira (20) a Rede Nacional de Integridade Pública, uma iniciativa que pretende fortalecer a cooperação entre instituições do setor público brasileiro.

Sob coordenação da Secretaria de Integridade Pública (SIP) da CGU, a rede foi instituída pela Portaria Normativa CGU 262, de maio de 2026, e vai reunir órgãos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, da União, dos estados e dos municípios, além de Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas, que não fazem parte dos Três Poderes.

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Como membros associados, unidades setoriais de integridade de autarquias e fundações federais, órgãos responsáveis pela gestão da integridade no âmbito municipal e conselhos de fiscalização profissional também poderão integrar o grupo.

O objetivo da Rede, diz a CGU, é promover a transparência e a prevenção de irregularidades no setor público. Além disso, a iniciativa pretende impulsionar o desenvolvimento de soluções conjuntas no setor público.

A atuação da Rede deverá ocorrer por meio da produção e disseminação de conhecimento, troca de experiências, capacitação, compartilhamento de boas práticas e no desenvolvimento de estratégias integradas de integridade pública.

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“A expectativa é que o intercâmbio contínuo de experiências contribua para ampliar a efetividade das políticas de integridade e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições públicas brasileiras”, disse Simone Gama de Andrade, diretora de Integridade Pública da SIP.

Segundo a CGU, na fase inicial de implementação da Rede será criada uma comissão responsável pela elaboração da proposta do primeiro regimento interno, pela convocação de Assembleia Geral e também pela condução das eleições do Conselho Diretivo. As instituições interessadas em compor a comissão poderão manifestar interesse até o dia 30 de junho.

Já para participar da Rede será preciso preencher um formulário eletrônico que consta no sistema e-CGU. Os órgãos interessados deverão apresentar documentação que comprove a existência de atribuições relacionadas à gestão da integridade e indicar o representante que atuará na Rede.

A Rede faz parte do Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC) do governo federal, que reúne ações para promover a integridade e o combate à corrupção na administração pública federal.

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, anunciou nesta quarta-feira que fará mudanças em seu gabinete para incluir setores sociais que exigem participação em seu governo, em um esforço para conter os fortes protestos sociais que pedem sua renúncia. Paz, com apenas seis meses no poder, enfrenta pressão social, principalmente de povos indígenas, agricultores e mineiros, que mantêm bloqueios de estradas em La Paz e arredores há três semanas, em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.
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— Precisamos reorganizar um gabinete que tenha capacidade para ouvir — declarou o presidente em coletiva de imprensa no Palácio do Governo, acrescentando que também criaria um órgão separado para permitir que os grupos indígenas, agricultores, mineiros e outros trabalhadores que estão nas ruas “façam parte do processo de tomada de decisões”.
Paz disse, porém, que não dialogaria com “vândalos”, mas que “as portas estarão abertas” para “aqueles que respeitam a democracia”.
Mais cedo, centenas de agricultores indígenas e trabalhadores do setor de transportes marcharam pelas ruas da capital política da Bolívia. Agitando bandeiras indígenas, agricultores aimarás e trabalhadores do transporte avançaram esta tarde pelas ruas de La Paz, sem entrar em confronto com a polícia que guardava as entradas da Plaza de Armas, onde se localiza o palácio do governo.
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— Este governo tem que sair. Se não quer derramamento de sangue, deve sair pacificamente — disse à AFP Romer Cahuaza, um trabalhador do setor de transportes do sul de La Paz que protestava para exigir melhores condições de abastecimento de combustível.
Em discurso virtual na quarta-feira, em La Paz, durante uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo, denunciou os grupos que participam dos protestos por buscarem enfraquecer o governo e alterar a “ordem democrática e constitucional”.
— Não vamos negociar nem dialogar com aqueles que pedem a renúncia do presidente, isso é uma afronta à democracia — disse Aramayo posteriormente em uma coletiva de imprensa.
O governo alega que os protestos são orquestrados pelo ex-presidente socialista Evo Morales, um foragido da justiça por um caso de suposto tráfico de crianças.
Novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, toma posse na Assembleia Nacional, em La Paz
Luis Gandarillas/AFP
‘Não comemos mais carne’
Pelo menos 44 bloqueios de estradas foram relatados em todo o país, de acordo com a administração rodoviária estadual, provocando escassez de alimentos, combustível e medicamentos na cidade de La Paz, onde as principais vias de acesso foram tomadas.
Os bloqueios “afetam não só os mercados, mas todos, exceto os ricos (…) Nós, todas essas pessoas que não têm dinheiro, já não comemos carne”, lamentou Julio Pérez, um ex-motorista desempregado de 82 anos.
O governo foi obrigado a implantar uma ponte aérea, com voos de Santa Cruz (leste) e Cochabamba (centro), para abastecer a cidade serrana com carne e vegetais. Também anunciou um futuro “corredor humanitário” nas estradas bloqueadas, que envolve uma operação policial para dispersar os protestos e permitir a passagem de cargas.
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— Estamos muito preocupados com essa questão e estamos fazendo o pouco que podemos para comprar, mas tudo subiu — disse à AFP Fernando Carvajal, um bancário de 67 anos.
A Bolívia atravessa sua pior crise econômica desde a década de 1980. O país esgotou suas reservas em dólares para sustentar uma política de subsídios aos combustíveis, que o presidente Paz eliminou em dezembro, e sua inflação anual atingiu 14% em abril.
‘Interferência’
Em meio à tensão, o Ministério das Relações Exteriores anunciou nesta quarta-feira a expulsão da embaixadora colombiana, Elizabeth García, por considerar que o presidente Gustavo Petro se envolveu em “interferência direta” nos assuntos da Bolívia.
Petro descreveu os protestos como uma “insurreição popular” e, na quarta-feira, em declarações à rede colombiana Caracol Radio, reagindo à expulsão da embaixadora, afirmou que a Bolívia está “caminhando rumo ao extremismo”.
— A Bolívia, como está neste momento, merece se abrir para um grande diálogo nacional (…), ou a consequência poderá ser um massacre da população — acrescentou o presidente colombiano.
Na terça-feira, o governo Paz, um novo aliado do presidente Donald Trump, recebeu apoio público dos Estados Unidos. O subsecretário de Estado Christopher Landau expressou sua solidariedade, afirmando que a Bolívia está enfrentando um “golpe de Estado”.
A ascensão de Paz ao poder pôs fim a 20 anos de administrações socialistas lideradas por Morales e Luis Arce (2020-2025).

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