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Dez anos após a morte do menino Lane Thomas Graves, de 2 anos, atacado por um jacaré em um resort da Disney na Flórida, registros estaduais mostram que ao menos 414 jacarés considerados “problemáticos” foram capturados e removidos das propriedades da empresa desde a tragédia ocorrida em 2016. Os documentos foram obtidos pela emissora americana News 6.
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Lane morreu em 14 de junho daquele ano enquanto passava férias com a família vinda de Elkhorn, no estado de Nebraska. O menino brincava de construir castelos de areia na praia em frente ao Disney’s Grand Floridian Resort quando foi atacado por um jacaré que saiu da Lagoa Seven Seas. Segundo os registros, a criança estava em uma área com água na altura dos tornozelos.
Após o caso, a Disney instalou cercas, placas de advertência e barreiras de pedras nas margens de seus lagos para dificultar o acesso dos visitantes à água, segundo o jornal britânico The Independent. A família de Lane informou na época que não processaria a empresa pela morte do filho.
De acordo com os registros mais recentes, os jacarés retirados das propriedades da Walt Disney World têm sido encaminhados para fazendas licenciadas e reservas privadas de caça.
Documentos da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida obtidos pela emissora News 6 revelam que, nos oito anos anteriores à morte de Lane, uma média de 23 jacarés por ano era removida das propriedades da Disney por caçadores contratados pelo estado. Em 2016, ano do ataque, o número saltou para 83 animais. Em 2017, outros 57 jacarés foram capturados.
O castelo da Cinderella, visto a partir da Main Street, no Magic Kingdom, um dos parques temáticos do Walt Disney World, em Orlando
Todd Anderson/The New York Times
Os registros indicam ainda que, entre 2018 e 2025, a média anual de remoções foi de 36 jacarés. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, pelo menos 12 animais já haviam sido retirados das áreas da Disney World.
Em 2021, um porta-voz da Disney afirmou que a companhia mantinha compromisso com a segurança dos visitantes e trabalhava em conjunto com as autoridades da Flórida para remover e realocar animais selvagens encontrados na propriedade.
A captura dos répteis faz parte do Programa Estadual de Controle de Jacarés Problemáticos, administrado pela Comissão de Vida Selvagem da Flórida. Segundo a agência, a iniciativa busca reduzir riscos em áreas urbanizadas sem comprometer a conservação da espécie em habitats naturais.
Em todo o estado, mais de 8.700 jacarés considerados ameaças para pessoas, animais domésticos ou propriedades foram capturados em 2024. Os caçadores credenciados recebem US$ 50 por animal removido e, em muitos casos, podem comercializar a carne e o couro dos répteis.
Relembro o caso
Lane foi morto enquanto visitava o resort vindo de Elkhorn, Nebraska, com seus pais, Matt e Melissa. Ele foi atacado enquanto brincava na areia.
Durante o ataque, o pai de Lane, Matt Graves, tentou salvar o filho e ficou ferido. O menino e o jacaré desapareceram na água e o corpo da criança foi encontrado no dia seguinte. O médico legista apontou traumatismo cranioencefálico e afogamento como causas da morte. Em uma declaração dada à KETV em 2016, a família do menino de 2 anos confirmou que não processaria a Disney após a morte do filho.
Os pais da criança também criaram posteriormente a Fundação Lane Thomas, organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de famílias de crianças que necessitam de transplantes de órgãos.
A Justiça francesa condenou, nesta quinta-feira (11), Christophe Ellul, de 51 anos, por homicídio culposo após o pitbull dele atacar e matar sua namorada grávida a mordidas durante um passeio. O tribunal de Soissons, no norte da França, o condenou a quatro anos de prisão com suspensão da pena e ordenou que o cão, chamado Curtis, fosse sacrificado.
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Em novembro de 2019, Ellul encontrou o corpo de sua noiva, Elisa Pilarski, em uma floresta nos arredores da cidade, lacerado por 50 mordidas. A mulher, de 29 anos e grávida de seis meses, estava passeando com o cachorro.
De acordo com a investigação, Ellul havia importado ilegalmente o cão, a partir dos Países Bascos, e o treinado para atacar. Na França, é ilegal importar pitbulls, classificados como perigosos. Durante muito tempo, ele afirmou que o cachorro não era agressivo e que os responsáveis deviam ter sido cães de caça, mas os testes de DNA demonstraram que se tratava de Curtis.
O cão é da raça pitbull terrier americano. Durante o passeio, Elisa ligou para o namorado, que estava trabalhando em um aeroporto nos arredores de Paris, a cerca de 50 quilômetros de distância, para pedir ajuda, segundo a investigação. O contato foi para pedir ajuda. O corpo da mulher foi localizado na floresta pelo companheiro.
O DNA de Elisa foi encontrado no lábio superior do cão, enfatizou o juiz responsável pelo caso, destacou o site France Antilles em matéria sobre o julgamento. A associação de caçadores local foi representada no tribunal por um advogado.
O cão, que agora tem oito anos e meio, está preso em um canil desde o incidente, há mais de seis anos. Segundo o tribunal, o animal estaria “fora de controle”, tendo mordido seu próprio dono, Ellul, e um voluntário, salientou o France Antilles.
Em março, quando o caso foi levado a julgamento, a promotoria solicitou a eutanásia de Curtis. Ativistas pelos direitos dos animais têm pedido seu indulto desde então. Um dos abaixo-assinados, com mais de 80 mil assinaturas, pede que este american pitbull terrier seja levado para um abrigo de animais.
Desde o ataque, o animal vive isolado em um canil em Haute-Garonne devido à sua periculosidade. Ao menos duas associações ofereceram-se para acolhê-lo, evitando que fosse sacrificado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que estava cancelando os ataques planejados contra o Irã naquele mesmo dia e levantou a possibilidade de um acordo com “os mais altos escalões” em Teerã.
“Considerando que as conversas com a República Islâmica do Irã foram vistas e aprovadas pelas mais altas autoridades iranianas, eu (…) cancelei os ataques e bombardeios planejados contra o Irã esta noite”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. “As negociações e os pontos mais recentes foram, em princípio e em detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas”, continuou ele, mencionando os países do Golfo, a Turquia e Israel, entre outros.
Em atualização.
Com cerca de um terço do tamanho de Manhattan, a Ilha de Kharg, no norte do Golfo Pérsico, voltou ao centro da disputa entre Irã e Estados Unidos nesta quinta-feira, após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar tomar o controle da instalação estratégica, bem como outras infraestruturas do setor petrolífero iraniano. O republicano prometeu ataques “fortes” contra o regime iraniano nesta quinta, e falou em controlar os “mercados de petróleo e gás do país, citando o que foi feito com a Venezuela.
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Desde a década de 1960, Teerã depende de Kharg para escoar sua produção de por via marítima. Por causa da profundidade das águas ao redor da ilha, grandes navios-petroleiros conseguem atracar em suas proximidades — algo raro no restante da costa iraniana no Golfo Pérsico, onde as águas são mais rasas. Nos últimos anos, o terminal passou a ter capacidade para carregar até dez superpetroleiros simultaneamente.
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A infraestrutura desenvolvida no local também acentua o papel estratégico. Kharg abriga grandes áreas de armazenamento e uma rede de oleodutos conectada aos principais campos de petróleo e gás iranianos. Antes do começo da guerra, as instalações eram responsáveis por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do país.
O principal destino do petróleo escoado pela ilha era a China, que comprava o combustível antes da guerra por meio da chamada “frota fantasma” de petroleiros, usada para contornar sanções ocidentais. As exportações para a China equivaliam a aproximadamente metade de todos os gastos do governo iraniano, enquanto o país respondia por cerca de 13% das importações de petróleo chinesas.
Uma interrupção nessas estruturas poderia atingir diretamente a economia do Irã e provocar efeitos ainda mais profundos no já abalado mercado de energia global. Três grandes complexos energéticos operam na ilha, incluindo a Falat Iran Oil Company, considerada a maior do país.
EUA bombardeiam 3º petroleiro no Golfo em meio a troca de ataques com Irã
O regime dos aiatolás estabeleceu as instalações da ilha como uma linha vermelha em meio à guerra com EUA e Israel. A última vez que a Ilha de Kharg sofreu bombardeios significativos foi durante a Guerra Irã‑Iraque, nos anos 1980, quando forças iraquianas sob o comando de Saddam Hussein realizaram ataques intensos contra a infraestrutura petrolífera da ilha, causando grandes danos.
Apesar disso, ataques aéreos foram direcionados ao local. As forças americanas disseram ter mirado, até aqui, somente depósitos de mísseis e minas navais, evitando o aparato do setor econômico. Em contrapartida, fontes iranianas mencionaram impactos a instalações petrolíferas, e ao menos em uma ocasião foi detectado um vazamento de óleo perto da ilha, levantando a suspeita de que o local pode ter sofrido dano.
Não está claro se a nova estratégia antecipada por Trump envolveria qualquer tipo de ataque direto a infraestruturas. (Com AFP)
Cinco passageiros de cidadania norte-americana foram presos em um navio de cruzeiro nas Bahamas após se envolverem em mais de um episódio de brigas. Três mulheres e dois homens foram detidos na última segunda-feira (8) “por várias infrações após um incidente no Porto de Cruzeiros de Nassau”, informou a Força Policial Real das Bahamas em comunicado emitido no dia seguinte.
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O navio seguiu viagem dos Estados Unidos para as Bahamas no início desta semana. A bordo, os cinco acusados se envolveram em uma briga com vários passageiros. Ao atracar no porto de Nassau, capital das Bahamas, a polícia foi acionada na noite de segunda-feira.
Levados para a delegacia, os cinco americanos se envolveram em uma “luta violenta” após os policiais se prepararem para revistá-los, relataram as autoridades locais em comunicado. Ainda segundo a nota divulgada, uma das mulheres foi acusada de atirar uma cadeira contra uma porta de vidro. Um homem teria chutado os cacos de vidro e tentado fugir.
Na briga, quatro policiais ficaram feridos, um deles com ferimentos graves no ombro esquerdo, tendo sido levado para o hospital, segundo as autoridades. Dois foram atingidos no corpo, e outro sofreu um corte na boca.
“Unidades policiais adicionais foram solicitadas para ajudar a restaurar a ordem”, diz um trecho da nota.
Os cinco americanos permanecem sob custódia e estão sendo investigados por briga em local público, resistência à prisão, agressão a policial, danos maliciosos e comportamento desordeiro em delegacia, destacou o site People.
Não foram divulgadas informações como as identidades dos envolvidos, em qual navio de cruzeiro estavam e qual a companhia responsável pela viagem.
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O Papa Leão XIV denunciou, nesta quinta-feira, a “indiferença” com os imigrantes que são explorados ou morrem no mar tentando chegar à Europa, em uma comovente homenagem no porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, um símbolo da crise migratória. Na etapa final e politicamente significativa de sua visita à Espanha, o Pontífice lançou um buquê de flores ao mar em memória dos milhares que morreram na perigosa rota atlântica para as Canárias, um arquipélago espanhol localizado na costa noroeste da África.
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O Papa Leão XIV, acompanhado por dois migrantes, lança uma coroa de flores ao mar em homenagem a todos os migrantes que morreram durante suas jornadas, no porto de Arguineguín, na ilha de Gran Canaria, no arquipélago das Canárias, local acostumado à chegada de migrantes, em 11 de junho de 2026
STEFANO RELLANDINI / AFP
— Hoje existem monstros que espreitam esses mares: máfias que traficam o desespero, traficantes que escravizam mulheres e crianças, e a indiferença de muitos que permitem que os pobres sejam engolidos pela exploração ou pelo esquecimento — disse o Papa, de 70 anos, em seu discurso.
Defensor do acolhimento dos imigrantes, Leão XIV enviou uma mensagem à Europa.
— Não pode proclamar a dignidade humana e se acostumar com o Mediterrâneo e o Atlântico sendo cemitérios sem lápides.
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Mas ele também pediu “reflexão por parte dos países de origem, que devem criar condições de paz, justiça e desenvolvimento”, e por parte dos “países de trânsito, que são chamados a proteger e não abandonar os vulneráveis às redes criminosas”.
No ano passado, quase 1.200 migrantes morreram ou desapareceram na rota para as Ilhas Canárias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
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Desejo de Francisco
Em Arguineguín, porto de entrada para migrantes que chegam em suas embarcações precárias à ilha de Gran Canaria, Leão XIV realizou o desejo de seu antecessor, o Papa Francisco, o Pontífice argentino que morreu sem conseguir fazer a travessia até o arquipélago, um dos principais pontos de entrada para a Europa.
— Eu tinha que escolher. Viver sofrendo ou atravessar e arriscar tudo. Morrer tentando ou ficar e não ter nada. Escolhi atravessar (…) Durante a travessia, engravidei de um mafioso. Quando cheguei à Espanha, tiraram meu bebê de mim para me obrigar à prostituição — foi um dos testemunhos que o Papa ouviu, neste caso de uma nigeriana vítima de tráfico humano.
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Mohamed Amjahdi, que chegou há 20 anos procedente do Marrocos e atualmente é membro da Comissão Islâmica Espanhola, disse à AFP que o trabalho da Igreja Católica com os imigrantes é “sem distinção, sejam cristãos, brancos, todos recebem o mesmo”.
— Aqui estão pessoas resgatadas do mar e corpos sem vida retirados das águas — continuou Leão XIV, acompanhado pelo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, entre outros 1.800 convidados, em sua maioria imigrantes e socorristas.
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Os imigrantes podem ser “despojados de quase tudo, mas nunca de sua dignidade”, e possuem “sonhos que ninguém tem o direito de desprezar”, prosseguiu o líder espiritual de 1,4 bilhão de católicos em todo o mundo.
“Doca da esperança”
Em 2024, um ano recorde, mais de 46 mil pessoas enfrentaram o mar em barcaças precárias e chegaram a estas ilhas.
Desde então, as chegadas diminuíram (17.788 em 2025), em grande parte devido à cooperação de Espanha e da União Europeia com os países de onde partem os migrantes.
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Arguineguín era conhecido como o “porto da vergonha” devido à superlotação de milhares de imigrantes no auge de suas chegadas. O evento com o Papa procurou rebatizá-lo de “doca da esperança”, segundo os organizadores.
O Papa Leão XIV (2º à direita) ouve o discurso de um capitão do serviço espanhol de Salvamento Marítimo durante um encontro com organizações que trabalham com migrantes no porto de Arguineguín, na ilha de Gran Canaria, no arquipélago das Canárias, local acostumado à chegada de embarcações de migrantes, em 11 de junho de 2026
STEFANO RELLANDINI / AFP
Em um momento de endurecimento das políticas de acolhimento de imigrantes em muitos países, com poucas exceções como Espanha, Leão XIV já se referiu a esta questão na segunda-feira no seu discurso perante o Parlamento em Madri.
— É essencial uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração (aos imigrantes) — afirmou.
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A quinta-feira é o penúltimo dia da viagem do Papa à Espanha, uma visita que desde sábado o levou a Madri, Barcelona e Gran Canaria. Termina na sexta-feira em outra ilha do arquipélago, Tenerife, onde também visitará um centro de imigrantes.
Um possível incidente envolvendo material perigoso levou o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a isolar vários andares e corredores do edifício nesta quinta-feira. Algumas áreas também passaram por evacuação parcial enquanto equipes especializadas atuavam para identificar a natureza do problema.
As primeiras informações sobre o caso foram divulgadas por três fontes com conhecimento da ocorrência e pelo Corpo de Bombeiros local. Até o momento, não há registro de vítimas.
Segundo Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, sistemas internos do complexo detectaram uma alteração relacionada à qualidade do ar, o que motivou a adoção de protocolos preventivos.
“Os sistemas do Pentágono detectaram um problema na qualidade do ar que exige medidas preventivas até que possamos determinar sua relevância” confirmou à CNN.
De acordo com Parnell, o Departamento de Defesa ativou medidas padrão de proteção para preservar a segurança dos ocupantes do edifício.
“O Departamento está executando protocolos padrão de proteção, incluindo uma ordem para que as pessoas permaneçam nos locais onde estão na área afetada. Equipes de resposta estão posicionadas e prontas para apoiar os ocupantes do edifício”, disse.
Andares e corredores foram isolados
Segundo duas das fontes ouvidas pela imprensa americana, as restrições atingiram do segundo ao quinto pavimento do Pentágono, além dos corredores quatro a sete do complexo. Uma terceira fonte relatou à CNN que agentes de segurança que atuavam dentro do edifício utilizavam máscaras de gás e equipamentos completos de proteção química durante a resposta à ocorrência.
A equipe especializada em materiais perigosos da Agência de Proteção do Pentágono assumiu a condução dos trabalhos, com apoio do Corpo de Bombeiros do Condado de Arlington. Jamie Jill, capitão e porta-voz da corporação, confirmou que os bombeiros estavam auxiliando as equipes do Departamento de Defesa.
Em publicação nas redes sociais, o serviço de bombeiros e emergência de Arlington informou que sua unidade especializada em materiais perigosos atuava no Pentágono “durante um incidente com materiais perigosos”.
Testes adicionais devem durar horas
Em comunicado, a equipe de segurança do Pentágono informou que novos exames seriam necessários para determinar a extensão do problema identificado.
“Esses testes adicionais podem levar de uma a duas horas. As equipes de resposta estão posicionadas e prontas para apoiar os ocupantes do edifício, se necessário. Vocês poderão observar profissionais de resposta de diversas agências e medidas preventivas sendo adotadas no pátio central. Pedimos que não interpretem erroneamente essas atividades”, informou a mensagem.
Segundo o comunicado, a presença ampliada de equipes de emergência no complexo faz parte dos protocolos de segurança adotados em situações dessa natureza.
Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram qual substância ou material pode estar relacionado ao incidente.
As geleiras da Groenlândia liberam quatro vezes mais icebergs do que há 25 anos devido à mudança climática, um fenômeno que afeta o tráfego marítimo e os ecossistemas marinhos, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pela Universidade Técnica da Dinamarca (DTU).
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Os icebergs tranportam grandes quantidades de rochas e sedimentos ao longo de várias centenas de quilômetros mar adentro, antes de afundarem e transformarem a vida no fundo do mar.
Além disso, à medida que a diminuição do gelo marinho abre novas rotas marítimas, aumenta o risco de navios se depararem com icebergs com mais frequência em suas travessias.
“Nossos resultados indicam uma relação direta, provocada pelo clima, entre as mudanças na superfície das geleiras, a intensificação do deslocamento de icebergs e o aumento da disponibilidade de substratos duros no fundo das águas profundas”, aponta o estudo publicado pela revista científica Nature.
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O desprendimento acelerado das geleiras afeta os ambientes costeiros, mas tem repercussões em todo o sistema, para além do Ártico.
“Sabemos, graças às medições e observações por satélite, que as grandes geleiras do nordeste da Groenlândia perderam estabilidade nas últimas décadas”, explicou Shfaqat Abbas Khan, um dos autores do relatório, citado em um comunicado da DTU.
No Estreito de Fram, entre o nordeste da Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, “a presença de icebergs quadruplicou desde o ano 2000”, detalha a nota.
Enquanto isso, a proporção de grupos de blocos de gelo – originários da Groenlândia, mas também do Ártico russo, e que compreendem mais de cinco icebergs individuais – aumentou 4,5% por década desde o início do século.
“As consequências não se limitam ao aumento do nível do mar, mas afetam diretamente os ecossistemas das águas profundas, longe das geleiras”, ressalta Khan.
Ataques realizados na madrugada de quarta-feira destruíram o que parece ser uma instalação de abastecimento de água potável na costa sul do Irã, próxima ao Estreito de Ormuz, segundo uma análise do New York Times. Por volta do horário dos bombardeios, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou em uma publicação na rede social X que havia conduzido ataques perto do estreito “com munições de precisão lançadas por caças da Força Aérea e da Marinha dos EUA”.
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A mídia estatal iraniana informou que os EUA atingiram estruturas de armazenamento de água, e uma autoridade local afirmou que o fornecimento foi interrompido para mais de 20 mil pessoas que vivem em uma cidade e em vilarejos próximos. As temperaturas na região ultrapassaram os 38°C nesta semana.
Uma imagem de satélite comercial registrada na manhã de 9 de junho mostra duas pequenas estruturas de abastecimento de água no vilarejo de Bemani. Ambas possuem tubulações azul-claro, típicas de sistemas de distribuição de água, assim como sua localização — em uma colina fora da área habitada. As construções correspondem à descrição dos dois reservatórios que, de acordo com Abdolhamid Hamzehpour, chefe da autoridade provincial de água, foram destruídos.
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Segundo Hamzehpour, os dois reservatórios de concreto tinham capacidade para armazenar 500 e 2.000 metros cúbicos de água, respectivamente, e abasteciam a cidade de Kuhestak e dez vilarejos do distrito de Bemani. Além dos tanques, equipamentos mecânicos do sistema de distribuição também ficaram completamente fora de operação após serem atingidos.
Vídeos divulgados na quarta-feira por veículos de imprensa iranianos, incluindo a mídia estatal e a autoridade provincial de água, mostram que o telhado da menor das construções desabou.
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A instalação maior ao lado continua de pé, mas imagens mostram um pequeno buraco de impacto no centro do telhado. O New York Times confirmou a autenticidade das imagens comparando os elementos visíveis ao redor com imagens de referência do local.
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Uma foto de fragmentos que, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, foram recuperados no local mostrou restos identificados por pesquisadores do Open Source Munitions Portal — um banco de dados de fragmentos de armamentos documentados em zonas de conflito — como pertencentes a uma bomba GBU-39.
A imagem, divulgada pela agência iraniana Mehr, mostra o telhado do reservatório de água potável desabado após ter sido fortemente danificado
Reprodução / X
Uma análise da CNN também apontou que os fragmentos divulgados pela agência semioficial iraniana Mehr parecem ser de uma bomba da série GBU-39, segundo especialistas em armamentos ouvidos pela emissora.
A GBU-39, uma pequena bomba planadora guiada de precisão da classe de 250 libras (cerca de 113 quilos), é compatível com os danos observados nas imagens do edifício atingido: um buraco limpo perfurando o telhado e danos limitados da explosão ao redor.
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As duas construções ficam fora do vilarejo, e não há outras infraestruturas nas proximidades imediatas. Atingir edifícios isolados e acertar o centro de um telhado são considerados fortes indícios de um ataque de precisão. Em mensagem de texto, um porta-voz do Comando Central afirmou estar ciente dos relatos de danos à instalação, mas não forneceu mais informações.
À CNN, o especialista em armamentos Trevor Ball afirmou que a localização isolada da instalação torna improvável uma falha de guiagem da munição.
— É possível que tenha havido um erro na escolha deste edifício como alvo específico, mas uma falha da munição é muito improvável — afirma.
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Não está claro se os EUA atingiram deliberadamente as instalações de água ou se sabiam o que havia nos edifícios.
Atacar intencionalmente infraestrutura civil pode constituir crime de guerra sob o direito internacional. As Convenções de Genebra também protegem instalações de abastecimento de água e outras estruturas indispensáveis à sobrevivência da população civil.
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Embora os EUA tenham afirmado que os ataques tiveram como alvo instalações militares, incluindo sistemas de defesa aérea e radares próximos ao Estreito de Ormuz, autoridades iranianas sustentam que estruturas civis de abastecimento de água foram atingidas diretamente.
Hamzehpour disse que caminhões-pipa móveis foram enviados para abastecer os moradores enquanto equipes construíam uma linha emergencial de distribuição que contornasse os reservatórios danificados. Segundo ele, essa alternativa provisória foi concluída em menos de 12 horas.
(Com New York Times)
Um pescador norte-americano viralizou nas redes sociais após capturar acidentalmente um tubarão-branco em uma praia da ilha de Nantucket, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. As imagens mostram o momento em que ele monta sobre o animal para retirar o anzol e, em seguida, o arrasta de volta ao mar.
O responsável pela captura é Elliot Sudal, pescador experiente que atua há 13 anos na região. Segundo ele, o tubarão-branco, estimado entre 2,1 e 2,4 metros de comprimento e cerca de 136 quilos, mordeu a isca enquanto ele pescava na costa sul de Nantucket no último domingo.
As gravações mostram Sudal puxando o animal para a faixa de areia, removendo rapidamente o anzol e devolvendo-o ao oceano. De acordo com o pescador, todo o procedimento levou aproximadamente 15 segundos. Veja o vídeo do momento:
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Pescador monta em tubarão-branco para tirar anzol e devolvê-lo ao mar após tê-lo pescado
Reprodução | Instagram
Sudal afirmou que já capturou mais de mil tubarões-das-areias e centenas de tubarões-escuros ao longo dos anos, mas nunca havia fisgado um tubarão-branco.
— De forma alguma eu estava tentando capturar esse tubarão-branco. Você não controla o que pega sua isca — declarou ao site local Nantucket Current.
Ao perceber a nadadeira peitoral do animal durante o recolhimento da linha, o pescador identificou que se tratava de um tubarão-branco e disse ter compreendido imediatamente a gravidade da situação.
— Precisava soltá-la de forma rápida e segura. É uma criatura incrível. Fiquei honrado por ter a oportunidade de interagir com ela — afirmou.
Segundo autoridades e veículos locais, a pesca de tubarões a partir da praia ainda é permitida em Nantucket, uma das poucas localidades da região onde a prática continua autorizada. No entanto, a captura intencional de tubarões-brancos é ilegal em Massachusetts, já que a espécie é protegida. Quando ocorre uma captura acidental, o animal deve ser libertado imediatamente.
O caso chamou atenção também porque, segundo Sudal, foi a primeira vez que ele fisgou um tubarão-branco após enfrentar cerca de 2 mil tubarões durante sua trajetória como pescador de costa. O animal foi visto nadando normalmente em direção a águas mais profundas após a soltura.

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