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Um adolescente ferido no incêndio que consumiu um bar suíço durante as comemorações de Ano Novo morreu no hospital neste sábado (31), elevando o número de mortos para 41, conforme anunciado neste domingo. A tragédia durante a festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, também culminou em 115 feridos, a maioria das quais permanece internada em diversos hospitais.
“Um cidadão suíço de 18 anos morreu em um hospital em Zurique no dia 31 de janeiro”, disse a procuradora pública do cantão de Valais, Beatrice Pilloud, em um breve comunicado.
“O número de mortos no incêndio no bar Le Constellation em 1º de janeiro de 2026 subiu para 41.”
Pilloud afirmou que nenhuma informação adicional será divulgada neste momento por seu gabinete, que está investigando a tragédia.
As vítimas fatais do desastre tinham entre 14 e 39 anos, mas a maioria era adolescente. Apenas quatro tinham mais de 24 anos.
Entre os mortos encontram-se 23 cidadãos suíços, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, e 18 estrangeiros.
Entre eles, estão oito cidadãos franceses, incluindo uma jovem franco-britânica-israelense; seis adolescentes italianos, incluindo um com dupla nacionalidade ítalo-emiradense; e um belga, um português, um romeno e um turco.
Os promotores acreditam que o incêndio começou quando os frequentadores da festa ergueram garrafas de champanhe com velas de faísca muito perto da espuma de isolamento acústico no teto do porão do bar.
Quatro pessoas estão atualmente sob investigação criminal: os coproprietários do bar, o atual chefe de segurança pública do município de Crans-Montana e um ex-oficial de segurança contra incêndio de Crans-Montana.
Após o incêndio, pacientes gravemente feridos foram transportados de helicóptero para diversos hospitais e unidades especializadas em queimaduras na Suíça e em outros quatro países europeus.
O Gabinete Federal de Proteção Civil da Suíça informou à AFP nesta sexta-feira que, segundo o último levantamento, realizado na segunda-feira, 44 pacientes estavam sendo tratados no exterior. Destes, 18 estavam na França, 12 na Itália, oito na Alemanha e seis na Bélgica.
O Ministério da Saúde do Valais informou à AFP que, na segunda-feira, 37 pacientes permaneciam internados em hospitais suíços.
O cenário está em constante mudança, com pacientes sendo transferidos entre hospitais para diferentes etapas do tratamento, e alguns pacientes sendo readmitidos. Alguns permanecem em terapia intensiva.
Donos culpam garçonete
Cyane Panine, de 24 anos, apontada como responsável pelo incêndio que matou 40 pessoas; ao lado, o momento em que ela estava no bar, antes do início da tragédia
Reprodução
Em depoimentos, os proprietários do bar Jacques Moretti, de 49 anos, e sua esposa, Jessica Moretti, de 40, apontam a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, como a responsável por iniciar o incêndio.
Segundo registros de interrogatório vazados e vistos pelo jornal francês Le Parisien, o casal disse mais de uma vez aos promotores: “Não somos nós, são os outros”. Um dos interrogatórios durou cerca de 20 horas. Nos depoimentos, eles atribuíram, mais uma vez, a responsabilidade pelo incêndio à funcionária.
No curso das investigações, uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que Cyane usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas de faíscas, que estavam presas a garrafas de champagne que ela segurava, tocavam o teto.
Essa testemunha afirmou que Cyane usou o capacete a pedido da gerente do bar, Jessica. Esse é um item promocional da Dom Perignon, marca do champagne das garrafas que ela segurava e tinham as velas de faísca presas. A jovem está entre as vítimas que morreram no incêndio.
No novo interrogatório, Jacques disse que esse era “o show da Cyane”. Segundo relatou, ele não a proibia de fazer essa apresentação.
“Eu não a obriguei a prestar atenção às instruções de segurança. Nós não percebemos o perigo. Cyane gostava de fazer aquilo – era um espetáculo, ela gostava de participar do espetáculo”, divulgou o jornal Le Parisien.
Na audiência realizada em 20 de janeiro, Jessica afirmou que “Cyane gostava de entregar essas garrafas – ela fazia isso por iniciativa própria”, destacou a publicação.
A versão do casal contradiz o que a família da garçonete já veio a público se posicionar logo após o caso. A advogada Sophie Haenni, que representa a família de Cyane, disse que a jovem “não deveria estar servindo mesas” na noite do incêndio, mas que foi pedido para descer para ajudar no atendimento e na alta demanda de garrafas. O pedido teria vindo de Jessica. A declaração foi dada em entrevista à BBC, cerca de duas semanas após o incêndio.
— Não foi a própria Cyane que decidiu usar esse capacete, foi a pedido de seus empregadores. Ela estava apenas fazendo seu trabalho — disse Sophie Haenni à rede britânica. A advogada ainda destacou que Cyane nunca foi informada “do perigo do teto e não recebeu nenhum treinamento de segurança”.
O teto do bar, estabelecimento que funcionava num porão, era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
Porta de emergência trancada
Um funcionário, que não teve a identidade divulgada, disse em depoimento que não fazia ideia onde era guardados os extintores. Jacques disse que talvez tenha esquecido de passar essa informação para o funcionário.
Outro homem que trabalhava no bar é apontado pelo casal como o responsável pela porta de saída de emergência estar trancada, o que impediu que pessoas conseguissem se salvar. Uma das que tentou sair do estabelecimento por este caminho e não conseguiu foi Cyane.
“A porta estava sempre aberta”, disse Jessica à investigação. “Não passa um dia sem que eu me pergunte por que aquela porta estava fechada naquela noite. Sempre dizíamos que a porta estava sempre aberta, e isso era dado como certo”, afirmou.
Segundo Jacques, o funcionário a teria trancado após receber uma encomenda de gelo e fechar a trava na parte superior da porta. Em entrevista ao Le Parisien, o funcionário em questão negou qualquer irregularidade e disse: “Eu não fechei uma porta que já estava trancada”.
Casal em liberdade
Jacques e Jessica Moretti podem responder pelos crimes de “homicídio culposo, lesão corporal por negligência e incêndio criminoso por negligência” após a tragédia no bar deixar 40 mortos e 116 pessoas feridas.
No momento, eles aguardam os próximos passos em liberdade, com uso de tornozeleiras eletrônicas. Ambos são considerados com risco de fuga pelas autoridades suíças, assim, tiveram seus passaportes apreendidos e precisam se apresentar a uma delegacia de polícia a cada três dias. Eles foram autorizados a permanecer em casa para cuidar de seus dois filhos.
As investigações continuam.
Durante sua tradicional oração do Ângelus, no Vaticano, o Papa Leão XIV expressou neste domingo sua “grande preocupação” com “o aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos, dois países vizinhos”. Alinhando-se à mensagem dos bispos cubanos, o primeiro Papa americano da História convidou “todos os responsáveis a promover um diálogo sincero e eficaz, a fim de evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar o sofrimento do querido povo cubano”.
‘Uma nação em colapso’: Cuba prepara população para a guerra enquanto EUA apertam cerco e fecham a válvula do petróleo
Contexto: Trump ameaça impor tarifas a países que vendam petróleo para Cuba
Encorajado pela operação bem-sucedida que capturou o então líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças contra Cuba desde então. Mais de 100 venezuelanos e cubanos morreram na ação, que levou Maduro a um tribunal federal nos Estados Unidos para responder a acusações de tráfico de drogas, negadas por ele.
Com uma grande mobilização naval no Caribe — que pressionou o regime de Maduro, aliado de Havana, até a deposição do chavista —, Trump instou Cuba a aceitar, “antes que seja tarde demais”, um “acordo” cuja natureza não especificou.
“Não haverá mais petróleo nem dinheiro com destino a Cuba: zero!”, ameaçou o presidente americano, que na última quinta-feira assinou um decreto pelo qual os EUA poderão impor tarifas, de valor não especificado, a países que vendam petróleo a Havana. Trump afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
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O Pontífice também expressou a esperança de que os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, que começam na próxima sexta-feira, sejam uma oportunidade para “gestos concretos de distensão e diálogo”.
Multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano, acompanhando a oração do Ângelus
FILIPPO MONTEFORTE / AFP
— Esses grandes eventos esportivos constituem uma forte mensagem de fraternidade e reacendem a esperança de um mundo em paz — acrescentou Leão XIV, lembrando que esse é o objetivo da chamada “trégua olímpica”. — Desejo que todos os que têm no coração a paz entre os povos e ocupam funções de autoridade saibam aproveitar esta ocasião para realizar gestos concretos de distensão e de diálogo.
O Papa também rezou pelas “numerosas vítimas do deslizamento de terra em uma mina no Kivu do Norte, na República Democrática do Congo”, por aqueles que “sofrem com as tempestades que atingiram nos últimos dias Portugal e o sul da Itália”, bem como pelas “populações de Moçambique, duramente atingidas pelas inundações”.
Cuba prepara população para a guerra
Nos últimos dias, o governo cubano intensificou a retórica de mobilização nacional e os preparativos internos diante do agravamento das tensões com os Estados Unidos, que atingem o nível mais alto desde a Crise dos Mísseis de 1962. Em Havana, exercícios militares passaram a ocupar espaço nos noticiários estatais, enquanto autoridades falam abertamente em uma eventual “guerra em todo o território”, com participação da população civil.
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O clima foi reforçado após declarações feitas em uma reunião na Embaixada dos EUA em Havana. Segundo testemunhas disseram à rede americana CNN, o encarregado de negócios americano, Mike Hammer, disse a diplomatas e funcionários locais que deveriam arrumar as malas. Em seguida, afirmou que, embora Cuba reclame há décadas do embargo econômico de Washington, “agora haverá bloqueio de verdade”, com corte total do fornecimento de petróleo à ilha.
— Nada vai entrar. Não vai chegar mais petróleo — disse.
As negociações diretas entre Kiev, Moscou e Washington em busca do fim da guerra na Ucrânia serão retomadas na próxima quarta-feira em Abu Dhabi, anunciou neste domingo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os esforços para encontrar uma saída diplomática para o conflito são árduos. Os debates esbarram, em particular, na questão territorial, com a Rússia exigindo que as forças ucranianas se retirem da região de Donetsk que ainda controlam.
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“As datas das próximas reuniões trilaterais foram estabelecidas: 4 e 5 de fevereiro em Abu Dhabi”, informou Zelensky no X. “A Ucrânia está preparada para uma discussão substancial e queremos que o resultado nos aproxime de um fim da guerra real e digno”, acrescentou.
No sábado, o presidente afirmou que Kiev se preparava para reuniões “na próxima semana” com o objetivo de avançar nas negociações. Inicialmente, estava previsto um encontro neste domingo em Abu Dhabi, que já recebeu nos dias 23 e 24 de janeiro um primeiro ciclo da negociação trilateral.
Paralelamente, o emissário do Kremlin para assuntos econômicos, Kirill Dmitriev, teve uma reunião na Flórida com o enviado especial americano, Steve Witkoff, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.
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No dia 22 de janeiro, Zelensky, que se reuniu com Trump às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, afirmou que os documentos destinados a encerrar a guerra com a Rússia estavam “quase, quase prontos”. No mesmo dia, Witkoff se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.
— Os documentos destinados a encerrar esta guerra estão quase prontos. A Ucrânia está trabalhando com total honestidade para acabar com este conflito — disse o presidente na ocasião, acrescentando que parte dos textos trata de garantias de segurança, enquanto outras abordam um pacote econômico para o futuro do país. — Os russos precisam estar prontos para fazer concessões, porque todos precisam estar prontos, não apenas a Ucrânia. Isso é importante para nós.
No X, Zelensky classificou o encontro com Trump como “produtivo e substantivo” e afirmou que os dois discutiram a defesa aérea da Ucrânia. O ucraniano teria agradecido pelo pacote anterior de mísseis de defesa aérea fornecido por Washington e solicitado um novo envio: “Nossa reunião anterior com o presidente Trump ajudou a fortalecer a proteção do nosso espaço aéreo, e espero que desta vez possamos reforçá-la ainda mais”, escreveu Zelensky.
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Em discurso no Fórum, o presidente voltou a criticar a postura da Europa em relação à segurança do continente. Ele afirmou que, um ano após ter alertado em Davos sobre a necessidade de o bloco saber se defender, a situação permanece inalterada. Zelensky também alertou para o que chamou de confiança excessiva da Europa no apoio dos EUA, indicando que o continente precisa saber como se defender adequadamente.
Na ocasião, em conversa com jornalistas, ele afirmou esperar o fim da guerra com “garantias de segurança realmente fortes”, mas disse não ter certeza de que a Rússia esteja disposta a negociar. Ele afirmou ainda que, se todas as partes negociarem de boa-fé, será possível encerrar o conflito, mas alertou contra tentativas de dificultar o processo.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou neste domingo que um ataque dos Estados Unidos ao país desencadearia uma “guerra regional” no Oriente Médio, em resposta à forte mobilização militar americana no Golfo, que acumula 12 navios de guerra, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln. Durante os intensos protestos que sacudiram as maiores cidades iranianas no início do ano, o presidente americano, Donald Trump, fez reiteradas ameaças de ataque caso o regime não parasse de matar manifestantes. Agora, ele condiciona uma ofensiva à um acordo nuclear.
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— Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional — declarou Khamenei, de 86 anos, segundo a agência de notícias Tasnim. — [Trump] diz regularmente que trouxe navios (…) A nação iraniana não deve se assustar com essas coisas nem se deixar perturbar por essas ameaças.
A declaração, que figura uma intensa escalada de retórica entre os países, ocorre um dia depois do comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmar que as Forças Armadas do país estão em alerta máximo e “plenamente preparadas”, frente à mobilização militar americana no Golfo. O militar enfatizou que a tecnologia nuclear da República Islâmica “não pode ser eliminada”, em resposta às pressões de Trump.
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Também neste domingo, Teerã realizará um exercício militar com munição real no estratégico Estreito de Ormuz, a passagem que liga o Golfo Pérsico ao Irã por onde passa um quinto de todo o petróleo comercializado no país. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) alertou o regime contra ameaças a navios ou aeronaves durante o exercício. Atualmente, segundo a agência Reuters, a Marinha dos EUA possui seis destróieres, um porta-aviões e três navios de combate litorâneo na região.
Uma solução diplomática continua sendo uma possibilidade, com Teerã afirmando estar pronta para negociações “justas” que não busquem restringir suas capacidades defensivas. Na noite de sábado, Trump se recusou a dizer se já havia tomado uma decisão sobre o Irã, mas afirmou que Teerã deveria negociar um acordo “satisfatório” para impedir que o país obtenha armas nucleares. No mesmo dia, o principal responsável pela segurança da República Islâmica confirmou avanços nas negociações.
Este é um dos momentos mais delicados na região desde a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, no ano passado, que terminou após inéditos ataques dos EUA a instalações nucleares do país. Diante da repressão aos protestos, que deixaram milhares de mortos nas últimas semanas, Trump sinalizou que poderia “ajudar” os manifestantes, algo lido como uma possível ação militar.
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A mobilização militar no Golfo provocou o receio global de um confronto direto dos EUA com o Irã, que tem alertado reiteradamente que, neste caso, responderá com disparos de mísseis contra bases americanas no Oriente Médio e ataques contra os aliados de Washington, em particular Israel.
Em Teerã, durante seu discurso para uma multidão que celebrava o início de uma série de comemorações da Revolução Islâmica de 1979, Khamenei comparou os protestos a um “golpe de Estado”, afirmando que o objetivo da “sedição” era atacar os centros que governam o país. Os números oficiais apontam para 3.117 mortos, enquanto o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, confirma a morte de 6.713 pessoas nas manifestações.
Em determinado momento, o líder supremo afirmou que os EUA estão interessados ​​no petróleo, gás natural e outros recursos minerais, dizendo que eles queriam “tomar posse deste país.
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— Não somos os iniciadores e não queremos atacar nenhum país, mas a nação iraniana desferirá um forte golpe contra qualquer um que a ataque e a assedie.
Em resposta à União Europeia
Na última quinta-feira, a União Europeia concordou em incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de “organizações terroristas” devido à sua resposta aos protestos. A medida correspondeu a classificações semelhantes adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Já neste domingo, em uma demonstração de solidariedade durante a sessão legislativa em Teerã, os parlamentares vestiram o uniforme verde da Guarda Revolucionária Islâmica e entoaram cânticos como “Morte à América”, “Morte a Israel” e “Vergonha para você, Europa”.
Criticando duramente a “ação irresponsável” do bloco europeu, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, de acordo com o “Artigo 7 da Lei sobre Contramedidas contra a Declaração da Guarda Revolucionária Islâmica como Organização Terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas”.
(Com AFP)
Um advogado americano disse à BBC, no final da noite deste sábado (31), que o suposto encontro da sua cliente com o ex-príncipe Andrew ocorreu na residência do ex-membro da família real, na propriedade de Windsor, a oeste de Londres, em 2010, quando ela tinha vinte e poucos anos. O relato mais recente surgiu depois que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou um grande lote de documentos sobre o caso Epstein, incluindo fotografias de Andrew ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o príncipe, agora em desgraça, deveria aceitar os pedidos para depor perante o Congresso americano sobre os crimes de Epstein.
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O advogado acrescentou que, após passar a noite com Andrew, a mulher afirmou ter recebido uma visita guiada ao Palácio de Buckingham.
— Estamos falando de pelo menos uma mulher que foi enviada por Jeffrey Epstein ao Príncipe Andrew — disse Edwards à BBC.
Ele afirmou que houve comunicação entre sua cliente e o ex-príncipe antes do suposto encontro e que agora está considerando entrar com uma ação civil em nome dela.
O advogado, que, segundo informações, representa mais de 200 sobreviventes dos abusos de Epstein, não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da AFP. Não foi possível contatar Andrew para comentar, mas ele negou repetidamente qualquer irregularidade relacionada a Epstein.
A alegação surge mais de uma década depois das acusações de agressão sexual contra o ex-Duque de York, feitas por outra acusadora de Epstein, Virginia Giuffre, terem vindo a público pela primeira vez.
Giuffre, cidadã americana e australiana que tirou a própria vida no ano passado, alegou ter sido vítima de tráfico humano para ter relações sexuais com Andrew três vezes, incluindo duas vezes quando tinha 17 anos. Após ela ter entrado com um processo contra ele, ele pagou-lhe uma indenização multimilionária em 2022 sem admitir qualquer culpa.
No final do ano passado, o rei Charles III retirou os títulos e honras reais de seu irmão, depois que Giuffre relatou as alegações em detalhes chocantes em um livro de memórias póstumo. Andrew, de 65 anos, já havia se afastado de suas funções reais em 2019 devido às acusações e seus laços com Epstein.
O ex-príncipe manteve a amizade mesmo depois de o financista americano, agora em desgraça, ter se declarado culpado na Flórida em 2008 por aliciar uma menor para prostituição. Epstein morreu em 2019 por suicídio na prisão enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais contra menores.
Mesmo antes das últimas alegações, Andrew já estava sob pressão renovada devido à divulgação, na sexta-feira, de milhões de novos documentos sobre Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA. Isso incluía as constrangedoras fotografias sem data de Andrew ajoelhado sobre uma mulher, e e-mails entre ele e Epstein de 2010 propondo que o então príncipe jantasse com uma mulher russa de 26 anos “bonita e confiável”.
Em uma demonstração de solidariedade durante a sessão legislativa em Teerã, neste domingo (1), os parlamentares vestiram o uniforme verde da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e entoaram cânticos como “Morte à América”, “Morte a Israel” e “Vergonha para você, Europa”, conforme mostraram imagens da televisão estatal. Criticando duramente a “ação irresponsável” do bloco europeu, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, de acordo com o “Artigo 7 da Lei sobre Contramedidas contra a Declaração da Guarda Revolucionária Islâmica como Organização Terrorista, os exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas”.
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Permanecia incerto qual seria o impacto imediato da decisão.
A lei foi aprovada pela primeira vez em 2019, quando os Estados Unidos classificaram a Guarda Nacional como uma organização terrorista.
A sessão de domingo ocorreu no 47º aniversário do retorno do exílio do falecido Aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da república islâmica em 1979.
A Guarda Revolucionária é o braço ideológico das forças armadas iranianas, encarregada de proteger a revolução islâmica de ameaças externas e internas. Eles foram acusados ​​por governos ocidentais de orquestrar uma repressão a um movimento de protesto recente que deixou milhares de mortos.
Teerã atribuiu a violência a “atos terroristas” fomentados pelos Estados Unidos e por Israel.
A União Europeia concordou na quinta-feira em incluir a entidade na lista de “organizações terroristas” devido à sua resposta aos protestos. A medida correspondeu a classificações semelhantes adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Ghalibaf afirmou que a decisão, “que foi tomada em conformidade com as ordens do presidente americano e dos líderes do regime sionista, acelerou o caminho da Europa para se tornar irrelevante na futura ordem mundial”. Ele acrescentou que a medida apenas aumentou o apoio interno à Guarda.
Ameaças e diálogo
A sessão legislativa ocorreu em um momento em que o Irã e os Estados Unidos trocaram advertências e ameaças de uma possível ação militar. A resposta de Teerã aos protestos levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar intervir, enviando um grupo de porta-aviões para a região. Nos últimos dias, porém, ambos os lados têm insistido que continuam dispostos a conversar.
— Ao contrário do alarde criado pela guerra midiática fabricada, os arranjos estruturais para as negociações estão progredindo — disse Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, no sábado.
Mais tarde, Trump confirmou que o diálogo estava em andamento, mas sem retirar suas ameaças anteriores. Ele disse à Fox News que o Irã estava “conversando conosco e veremos se podemos fazer algo, caso contrário, veremos o que acontece… temos uma grande frota a caminho de lá”.
Trump já afirmou acreditar que o Irã fará um acordo sobre seus programas nuclear e de mísseis em vez de enfrentar uma ação militar dos EUA.
Enquanto isso, Teerã afirmou estar pronta para negociações nucleares caso suas capacidades de mísseis e defesa não estejam na pauta.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou no sábado que “uma guerra não seria do interesse nem do Irã, nem dos Estados Unidos, nem da região”, durante uma conversa telefônica com seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, segundo o gabinete de Pezeshkian.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al, que também atua como ministro das Relações Exteriores, realizou conversas no Irã no sábado para tentar “reduzir as tensões”, disse o Ministério das Relações Exteriores do reino.
Firouzeh, uma dona de casa de 43 anos que preferiu não revelar seu nome completo, disse que as tensões recentes a deixaram “muito preocupada e assustada”:
—Ultimamente, tudo o que faço é assistir ao noticiário até pegar no sono. Às vezes, acordo no meio da noite para conferir as atualizações.
O tubarão-branco é uma obra-prima da engenharia evolutiva. Esses belos predadores deslizam sem esforço pela água, cada movimento lento e deliberado da poderosa cauda impulsionando um corpo especializado em furtividade, velocidade e eficiência. Visto de cima, o dorso escuro se confunde com o azul profundo do oceano; visto de baixo, o ventre claro desaparece na superfície iluminada pelo sol.
Em um instante, o deslizar calmo se transforma em ataque, com aceleração para mais de 60 quilômetros por hora, a forma elegante, semelhante a um torpedo, cortando a água com pouca resistência. Então surge sua característica mais icônica: fileiras de dentes afiados como lâminas, perfeitamente moldados para a vida no topo da cadeia alimentar.
Há muito tempo os cientistas são fascinados pelos dentes do tubarão-branco. Exemplares fossilizados são coletados há séculos, e a estrutura larga e serrilhada dos dentes é facilmente reconhecida em mandíbulas e marcas de mordida de tubarões contemporâneos.
Mas, até agora, surpreendentemente pouco se sabia sobre um dos aspectos mais fascinantes dessas estruturas tão bem moldadas: como elas mudam ao longo da mandíbula e para atender às diferentes exigências ao longo da vida do animal. Nossa nova pesquisa, publicada na revista Ecology and Evolution, buscou responder a isso.
De dentes em forma de agulha a lâminas serrilhadas
Diferentes espécies de tubarões evoluíram dentes adequados às suas necessidades alimentares, como dentes em forma de agulha para segurar lulas escorregadias; molares largos e achatados para esmagar moluscos; e lâminas serrilhadas para fatiar carne e gordura de mamíferos marinhos.
Os dentes de tubarão também são descartáveis — eles são constantemente substituídos ao longo da vida, como uma esteira rolante que empurra um novo dente para a frente a cada poucas semanas.
Os tubarões-brancos são mais conhecidos por seus grandes dentes triangulares e serrilhados, ideais para capturar e comer mamíferos marinhos como focas, golfinhos e baleias. Mas a maioria dos juvenis não começa a vida caçando focas. Na verdade, eles se alimentam principalmente de peixes e lulas, e geralmente só passam a incorporar mamíferos à dieta quando atingem cerca de 3 metros de comprimento.
Isso levanta uma questão fascinante: os dentes que surgem nessa “esteira rolante” mudam para enfrentar desafios específicos das dietas em diferentes estágios de desenvolvimento, assim como a evolução produz dentes adaptados às dietas de diferentes espécies?
Estudos anteriores tendiam a se concentrar em um pequeno número de dentes ou em um único estágio da vida. O que faltava era uma visão completa, ao longo de toda a mandíbula, de como o formato dos dentes muda — não apenas entre a mandíbula superior e a inferior, mas da frente da boca até o fundo, e da fase juvenil à adulta.
Os dentes mudam ao longo da vida
Quando examinamos dentes de quase 100 tubarões-brancos, padrões claros emergiram.
Primeiro, o formato dos dentes muda drasticamente ao longo da mandíbula. Os seis primeiros dentes de cada lado são relativamente simétricos e triangulares, bem adequados para agarrar, perfurar ou cortar a presa.
Depois do sexto dente, porém, o formato muda. Os dentes tornam-se mais parecidos com lâminas, mais adaptados para rasgar e cisalhar a carne. Essa transição marca uma divisão funcional dentro da mandíbula, em que diferentes dentes desempenham papéis distintos durante a alimentação, de forma semelhante ao que ocorre com os incisivos na frente e os molares no fundo da boca humana.
Ainda mais marcantes são as mudanças que ocorrem à medida que os tubarões crescem. Com cerca de 3 metros de comprimento corporal, os tubarões-brancos passam por uma grande transformação dentária. Os dentes juvenis são mais finos e frequentemente apresentam pequenas projeções laterais na base, chamadas cúspides acessórias (cusplets), que ajudam a segurar presas pequenas e escorregadias, como peixes e lulas.
À medida que os tubarões se aproximam dos 3 metros, essas cúspides desaparecem e os dentes se tornam mais largos, mais espessos e serrilhados.
De muitas formas, essa mudança reflete um ponto de virada ecológico. Tubarões jovens dependem de peixes e presas pequenas, que exigem precisão e capacidade de agarrar corpos menores. Tubarões maiores passam a mirar cada vez mais mamíferos marinhos: animais grandes e rápidos, que exigem poder de corte, e não apenas aderência.
Quando os tubarões-brancos atingem esse tamanho, eles desenvolvem um estilo completamente novo de dente, capaz de fatiar carne densa e até mesmo ossos.
Alguns dentes se destacam ainda mais. Os dois primeiros dentes de cada lado da mandíbula — os quatro dentes centrais — são significativamente mais espessos na base. Eles parecem ser os principais dentes de “impacto”, que absorvem a força da mordida inicial.
Enquanto isso, o terceiro e o quarto dentes superiores são um pouco mais curtos e inclinados, sugerindo um papel especializado em segurar presas que se debatem. Seu tamanho e posição também podem ser influenciados pela estrutura do crânio subjacente e pela localização de tecidos sensoriais importantes envolvidos no olfato.
Também encontramos diferenças consistentes entre as mandíbulas superior e inferior. Os dentes inferiores são moldados para agarrar e segurar a presa, enquanto os superiores são projetados para cortar e desmembrar — um sistema coordenado que transforma a mordida do tubarão-branco em uma ferramenta de alimentação altamente eficiente.
Uma história de vida escrita nos dentes
Em conjunto, essas descobertas contam uma história convincente.
Os dentes dos tubarões-brancos não são armas estáticas, mas registros vivos do estilo de vida em mudança do animal. A substituição contínua compensa dentes perdidos e danificados, mas, tão importante quanto isso, permite atualizações de design que acompanham as mudanças na dieta ao longo do desenvolvimento.
Essa pesquisa nos ajuda a entender melhor como os tubarões-brancos têm sucesso como predadores de topo e como seu sistema de alimentação é finamente ajustado ao longo da vida.
Ela também destaca a importância de estudar os animais como organismos dinâmicos, moldados tanto pela biologia quanto pelo comportamento. No fim, os dentes de um tubarão-branco não revelam apenas como ele se alimenta — eles revelam quem ele é, em cada fase da vida.
* Emily Hunt é doutoranda, Escola de Ciências da Vida e Ambientais, Universidade de Sydney. David Raubenheimer é cátedra Leonard P. Ullman em Ecologia Nutricional, líder do eixo de Nutrição do Charles Perkins Centre, presidente da Sydney Food and Nutrition Network, Universidade de Sydney. Ezequiel M. Marzinelli é professor associado, Faculdade de Ciências, Universidade de Sydney.
* Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o original.
A cena, conta o governador, não saiu mais de sua cabeça. Tim Walz passava por uma área comercial na cidade mais populosa do estado que comanda, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, quando, ao baixar o vidro do carro, identificou expressões de pânico. Pessoas fugiam às pressas, deixando para trás o que carregavam. Minutos tensos se passaram até todos entenderem que os SUVs pretos não eram veículos do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), mas parte da segurança estadual de Minnesota. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A cena, conta o governador, não saiu mais de sua cabeça. Tim Walz passava por uma área comercial na cidade mais populosa do estado que comanda, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, quando, ao baixar o vidro do carro, identificou expressões de pânico. Pessoas fugiam às pressas, deixando para trás o que carregavam. Minutos tensos se passaram até todos entenderem que os SUVs pretos não eram veículos do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), mas parte da segurança estadual de Minnesota. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de avançar numa ofensiva para ocupar a Groenlândia, no mesmo mês em que militares americanos atacaram a Venezuela e capturaram o líder do país, Nicolás Maduro, uma voz inesperada chamou a atenção do mundo. Foi a do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, no Fórum Econômico Mundial de Davos. Num discurso firme e contundente, Carney afirmou que o mundo não vive uma transição, mas, sim, uma “ruptura”. E lançou um debate que envolve diversos países no mundo, entre eles o Brasil: o que podem fazer as chamadas potências medianas diante dessa ruptura da ordem que estava vigente desde o fim da Segunda Guerra Mundial? Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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