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A União Europeia (UE) vai apresentar ao Estados Unidos (EUA) uma proposta de parceria em minerais críticos para conter a influência da China, buscando moldar o impulso do governo Trump para fechar acordos globais nesta semana.
Segundo fontes próximas, a UE está preparada para assinar um memorando de entendimento com os EUA para desenvolver um “Roteiro de Parceria Estratégica” dentro de três meses.
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A parceria tem como objetivo encontrar em conjunto formas de obter minerais críticos, necessários para a maioria das tecnologias modernas, sem depender da China. Tanto os EUA quanto a UE tornaram-se dependentes de minerais chineses abundantes e baratos, o que dá a Pequim poder de barganha sobre suas cadeias de suprimento.
As fontes, que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações privadas, revelaram que a proposta oferece várias maneiras de reduzir essa dependência.
O memorando sugere que UE e EUA explorem projetos conjuntos de minerais críticos e mecanismos de apoio a preços. Também recomenda formas de proteger ambos os mercados de uma oferta excessiva de minerais externos e de outras formas de manipulação de mercado. Além disso, a proposta afirma que os dois lados devem construir cadeias de suprimento seguras entre si.
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Ainda de acordo com as fontes, a proposta da UE também insiste que ambos os lados respeitem a integridade territorial um do outro. A relação EUA-UE quase se rompeu nas últimas semanas depois que o presidente Donald Trump sinalizou planos de comprar a Groenlândia, território do país-membro da UE Dinamarca.
A proposta da UE surge enquanto os EUA se preparam para reunir dezenas de ministros das Relações Exteriores e altos funcionários de países aliados nesta quarta-feira, para buscar acordos semelhantes que reduzam a dependência de minerais críticos chineses.
A Comissão Europeia, braço executivo da UE, classificou as negociações como “vitais para diversificar nossos suprimentos para longe de qualquer país único”, sem comentar a proposta do bloco.
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O tema é prioridade máxima para Washington depois que Pequim impôs restrições à exportação, no ano passado, sobre as chamadas terras raras. As restrições foram adiadas em outubro como parte de um acordo entre Trump e o líder chinês Xi Jinping, mas autoridades americanas agora estão determinadas a avançar rapidamente na questão.
Em particular, os EUA estão pressionando países a concordar com um mecanismo de preços para ajudar a isolar refinadores e extratores de minerais de terras raras de exportações chinesas mais baratas, que poderiam minar suprimentos extraídos e refinados no Ocidente.
Como parte desse esforço, os EUA pressionaram alguns Estados-membros da UE a assinar acordos bilaterais. Em resposta, a Comissão pediu que os países do bloco permanecessem unidos, e as capitais europeias deram à Comissão um mandato para negociar um acordo. Autoridades, no entanto, expressaram ceticismo de que um acordo substancial possa ser finalizado com rapidez suficiente.
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Ainda assim, a oferta da UE mostra que as negociações continuam no caminho certo. E revela que os dois lados podem encontrar pontos em comum.
As fontes afirmaram que o memorando da UE menciona a possibilidade de formar estoques de minerais críticos, algo que também é foco de Trump. Na segunda-feira, o presidente dos EUA lançou um estoque de minerais críticos de US$ 12 bilhões para ajudar a proteger fabricantes contra escassez súbita de suprimentos.
Os principais pilares da proposta que a UE elaborou e está preparada para assinar, segundo as fontes próximas, são:
Cooperar para garantir cadeias de suprimento e reduzir dependências, inclusive por meio do desenvolvimento de mercados premium internacionalmente e do trabalho conjunto para resistir a quaisquer interrupções;
Aprofundar a integração industrial e econômica, inclusive por meio de projetos conjuntos;
Isentar um ao outro de restrições à exportação relacionadas a matérias-primas minerais críticas;
Colaborar em pesquisa e inovação ao longo de toda a cadeia de valor;
Trocar informações, inclusive sobre cadeias de suprimento e identificação de riscos, além de trabalhar juntos para trazer mais transparência ao mercado. Medidas para prevenir interrupções podem incluir a formação de estoques ou a criação de um grupo de resposta UE-EUA;
Cooperação em restrições à exportação aplicadas a terceiros países.
Dois dias antes de se matar em uma prisão federal dos EUA, o magnata Jeffrey Epstein assinou um documento que destinava grande parte de sua então vasta fortuna — um total de US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) — à sua namorada na época.
No documento, o agressor sexual afirmou que havia cogitado se casar com a namorada, Karyna Shuliak, e que queria lhe dar seu anel de diamante de 33 quilates.
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Uma cópia do documento de 32 páginas — chamado Truste 1953 — foi incluída nas cerca de 3 milhões de páginas de arquivos investigativos sobre Epstein divulgadas pelo Departamento de Justiça na sexta-feira.
Não está claro quanto exatamente Shuliak e as outras 40 pessoas citadas como potenciais beneficiárias receberão do espólio, que encolheu consideravelmente nos últimos sete anos após o pagamento de impostos, indenizações às vítimas e elevados honorários advocatícios.
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O truste, batizado com o ano de nascimento de Epstein, nunca havia sido tornado público antes.
O documento previa que Shuliak, hoje com 36 anos, receberia um total de US$ 100 milhões, incluindo uma anuidade de US$ 50 milhões a ser criada em seu benefício. Também estabelecia que ela ficaria com grande parte das propriedades de Epstein, embora o espólio tenha vendido a maioria de suas residências.
Os outros dois principais beneficiários listados no truste são o advogado pessoal de longa data de Epstein, Darren Indyke, e seu contador interno, Richard Kahn. O truste previa que Indyke receberia US$ 50 milhões e que Kahn ficaria com US$ 25 milhões. Ambos são coexecutores do espólio de Epstein.
Indenizações na frente
Shuliak, natural de Belarus (ou Bielorrússia), aparece com frequência pelo nome nos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça. Os autos mostram que ela conhecia Epstein pelo menos desde 2012. Epstein ajudou a pagar seus estudos em uma faculdade de odontologia. Acredita-se que ela esteja morando em Nova York.
Procurado pelo NYT, um advogado de Shuliak — que foi a última pessoa para quem Epstein ligou quando estava preso, antes de as autoridades afirmarem que ele se matou — não estava imediatamente disponível para comentar.
Daniel Weiner, advogado do espólio, afirmou que nem Indyke nem Kahn, nem quaisquer dos beneficiários “receberão qualquer dinheiro desse espólio a menos e até que todos os credores e reivindicações contra o espólio tenham sido plenamente satisfeitos, incluindo pedidos de indenização feitos por mulheres que sofreram abusos pelas mãos do sr. Epstein”.
Fortuna foi muito maior
No momento de sua morte, o espólio de Epstein era avaliado em cerca de US$ 600 milhões. Um recente documento judicial avaliou o espólio em US$ 120 milhões. Mas o patrimônio pode valer mais, pois vários investimentos de capital de risco ainda estão avaliados com base no valor que tinham na época de sua morte, em 2019.
Alguns dos 40 nomes citados no truste estão tarjados nos arquivos do Departamento de Justiça. Mas entre outros beneficiários pretendidos cujos nomes não foram ocultados estão seu irmão, Mark Epstein, e Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por acusações federais de conspiração com Epstein para abusar sexualmente de adolescentes.
O documento dizia que cada um deles deveria receber US$ 10 milhões. Epstein também pretendia deixar US$ 5 milhões para Martin Nowak, professor de matemática da Universidade Harvard com quem manteve amizade por anos.
Nowak, cujo nome foi grafado incorretamente no documento, não respondeu a um pedido de comentário enviado por e-mail.
Mark Epstein disse que não sabia que havia sido nomeado beneficiário. Maxwell cumpre atualmente uma pena de 20 anos de prisão.
A maioria das pessoas nomeadas como beneficiárias eram indivíduos que haviam trabalhado para Jeffrey Epstein. Notavelmente, o documento não previa qualquer destinação para as mais de 200 adolescentes e jovens mulheres que se acredita terem sido abusadas por Epstein.
Após a morte de Epstein, porém, Indyke e Kahn criaram um fundo de indenização que pagou US$ 121 milhões às vítimas. O espólio também desembolsou US$ 49 milhões em acordos com vítimas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira que os americanos deixem para trás o escândalo do criminoso sexual Jeffrey Epstein, e reiterou que foi inocentado pela recente divulgação de milhões de documentos.
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“Nada veio à tona sobre mim além da conclusão de que houve uma conspiração contra mim, literalmente, por parte de Epstein e outras pessoas. Mas acho que agora é hora de o país talvez se concentrar em outra coisa, como saúde ou algo que seja importante para as pessoas”, disse ele a repórteres na Casa Branca.
*Em atualização
Cuba registrou uma temperatura mínima recorde de 0°C na madrugada desta terça-feira (3) na província de Matanzas, perto de Havana, segundo seu Instituto de Meteorologia (Insmet).
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A estação meteorológica de Indio Hatuey, em Matanzas, “registrou uma temperatura de 0 grau Celsius, atingindo o ponto de congelamento pela primeira vez no território cubano e estabelecendo um novo recorde nacional” para temperatura mínima, afirmou o Insmet em sua página no Facebook.
A entidade destacou que o recorde anterior, datado de 1996, era de 0,6°C e foi registrado na estação de Bainoa, na província de Mayabeque, que faz fronteira com Matanzas.
Matanzas está localizada 100 km a leste de Havana e abriga Varadero, o principal balneário do país.
O Centro Meteorológico Provincial de Matanzas confirmou a presença de geada nas plantações da região de Indio Hatuey, um fenômeno incomum no clima tropical da ilha.
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— Realmente tivemos uma madrugada bem fria — declarou à TV local Fidel Ruz, observador meteorológico que registrou recorde de temperatura mínima em Indio Hatuey.
O Instituto informou que 32 estações meteorológicas do país registraram “valores inferiores e iguais a 10 graus Celsius” durante a madrugada desta terça-feira.
— É um frio muito intenso, com madrugadas realmente geladas — explicou por telefone à AFP Gisel Hidalgo-Gato, uma analista de sistemas residente em Matanzas.
— Levamos três ou quatro madrugadas com temperaturas abaixo dos 13°C — acrescentou.
Karen Páez, professora de artes e mãe de três filhos, descreveu “um frio insuportável mesmo dentro de casa”, no oeste de Havana. “Ainda agasalhei as crianças com várias camadas de roupa”, acrescentou.
Segundo o Insmet, a queda incomum de temperatura em Cuba se deve à chegada de uma frente fria muito intensa vinda da América do Norte, que arrastou uma massa de ar polar em direção ao Caribe. A combinação de céu limpo, ar seco e ventos fracos durante a madrugada favoreceu um resfriamento acelerado, que levou as temperaturas a níveis incomuns em uma ilha acostumada ao calor tropical durante quase todo o ano.
Cuba possui registros meteorológicos desde meados do século XIX, embora os mais confiáveis sejam da segunda metade do século XX.
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta terça-feira um pacote de gastos para encerrar a paralisação parcial do governo e manter o Departamento de Segurança Interna em funcionamento enquanto democratas e o presidente Donald Trump negociam restrições à política de imigração. A votação terminou com 217 votos a favor e 214 contra o envio da medida para a mesa de Trump, e espera-se que ele assine rapidamente o acordo para reabrir partes importantes do governo, já que o financiamento expirou no sábado. Segundo o acordo, o dinheiro para o Departamento de Segurança Interna dura apenas até o final da próxima semana.
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A medida culminou em uma extraordinária disputa orçamentária que eclodiu há 11 dias, quando o assassinato a tiros de um cidadão americano por agentes federais de imigração em Minneapolis inviabilizou um acordo bipartidário para manter o fluxo de verbas federais e desencadeou uma acirrada rodada de negociações. Os senadores democratas exigiram que qualquer novo financiamento para segurança interna fosse condicionado a limites na campanha de deportação de Trump.
Mas, embora o presidente tenha endossado o acordo, que ele fechou com o senador Chuck Schumer, de Nova York, o líder democrata, os republicanos conservadores insatisfeitos com as concessões incluídas quase o impediram na Câmara.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, lutou até o último momento para conseguir os votos necessários para levar a proposta à votação nesta terça-feira, negociando com um grupo animado de dissidentes radicais no Plenário por quase uma hora antes de conseguir formar uma maioria apertada. Essas cenas confusas e prolongadas se tornaram rotina na Casa, onde Johnson trabalha com uma maioria mínima.
— Compartilho da frustração de muitos com a alteração do nosso acordo pelo Senado no último minuto — disse o deputado Tom Cole, de Oklahoma, presidente da Comissão de Orçamento. — Mas nossa obrigação não é com esses sentimentos, é com o povo americano.
Embora a aprovação final do pacote ponha fim à atual paralisação parcial do governo, ela criou outro grande obstáculo financeiro para Trump e os líderes do Congresso, que têm cerca de 10 dias para chegar a um acordo que imponha novas restrições aos agentes de imigração. Se não conseguirem, o financiamento regular do Departamento de Segurança Interna será suspenso.
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Democratas e republicanos ainda estão muito distantes em relação às mudanças que estão dispostos a aceitar, e democratas importantes afirmaram que não votariam a favor de outra medida provisória se um acordo não for alcançado até o final da próxima semana.
A maioria dos democratas, 193 deles, votou contra o acordo de gastos, o que reflete o quão tóxico o financiamento do Departamento de Segurança Interna e do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) se tornou dentro do partido. Vinte e um votaram a favor.
— Não vou ficar de braços cruzados enquanto doo mais dinheiro para Stephen Miller e Kristi Noem financiarem uma operação fora de controle que está aterrorizando comunidades e desrespeitando a Constituição — disse o deputado Jim McGovern, democrata de Massachusetts, citando o principal assessor do presidente e arquiteto de suas políticas de imigração linha-dura, além da secretário de Segurança Interna. — Não estou interessado em que tudo continue como antes. Nem por mais duas semanas, nem por mais dois segundos.
Vinte e um republicanos se opuseram à medida.
País em choque. Homem passa por cartazes com rostos de Renee Good e Alex Pretti, mortos por disparos da polícia anti-imigração de Trump em Minneapolis
Octavio Jones / AFP
Trump, que pouco fez para resolver a última paralisação do governo, deixou claro desde o início que desta vez queria fechar um acordo com os democratas e esperava que os republicanos o apoiassem. Ele se reuniu pessoalmente na Casa Branca na segunda-feira com conservadores que ameaçavam impedir sua aprovação e enviou emissários ao Capitólio para convencer os republicanos cautelosos a apoiarem o acordo.
Em uma entrevista anterior, Schumer disse que Trump lhe havia dito que estava determinado a evitar outra paralisação do governo após o país ter sofrido o período mais longo de confinamento no outono (Hemisfério Norte).
Além da medida provisória para financiar o Departamento de Segurança Interna por mais 10 dias, a fim de permitir tempo para negociações bipartidárias sobre novas restrições à imigração, a legislação também financiaria partes importantes do governo até 30 de setembro, o fim do ano fiscal. Isso inclui os Departamentos do Tesouro, Educação, Trabalho e Estado, além do Pentágono.
O pacote rejeita os profundos cortes de gastos solicitados pelo governo Trump, mas, no geral, prevê pequenos cortes generalizados em muitas agências federais.
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Segurança Interna na mira
Superada a crise orçamentária imediata, os legisladores agora devem voltar sua atenção para o que promete ser uma negociação extremamente difícil para desbloquear o financiamento de longo prazo para o Departamento de Segurança Interna.
Na semana passada, os senadores democratas apresentaram uma série de exigências que precisariam acompanhar qualquer aumento de verbas para o departamento, incluindo a proibição do uso de máscaras por agentes federais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais e porte de identificação por esses agentes. A proposta também prevê o fim das patrulhas itinerantes e a exigência de mandados judiciais para prisões e buscas.
Os democratas também exigiram que os agentes federais estejam sujeitos às mesmas políticas de uso da força aplicadas às agências policiais locais e estaduais, que exigem que os envolvidos em incidentes violentos sejam submetidos a investigações independentes caso sejam acusados ​​de irregularidades.
Autoridades do governo Trump, ansiosas para conter pelo menos parte da indignação pública que surgiu após agentes federais terem atirado e matado dois cidadãos americanos em menos de um mês, já concordaram com algumas mudanças. Noem afirmou na segunda-feira que todos os agentes de imigração em Minneapolis seriam equipados com câmeras corporais e que o uso dessas câmeras seria expandido para todo o país “conforme a disponibilidade de recursos”.
Mas o acordo sobre outras mudanças parece mais difícil de alcançar. Em uma coletiva de imprensa na terça-feira, Johnson descartou a exigência de mandados para prisões e buscas, e já havia declarado anteriormente ser contrário à obrigatoriedade de os policiais retirarem suas máscaras.
— Temos que aplicar a Constituição. Temos que respeitá-la, e esses parâmetros precisam ser definidos — disse. — Mas posso afirmar que jamais concordaremos com a adição de uma camada inteiramente nova de mandados judiciais, porque é inviável. Não pode ser feito, não deve ser feito e não é necessário.
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Pouco depois, Schumer respondeu do outro lado do Capitólio, chamando de “absurdo” que “o presidente da Câmara e outros como ele argumentassem que agentes mascarados do ICE deveriam receber tratamento especial e ser submetidos a um padrão diferente de todas as outras agências de policiamento”.
— O uso de máscaras por agentes do ICE e o tratamento diferenciado que recebem contrariam a opinião da maioria dos americanos que desejam prestação de contas básica — disse Schumer. — Qualquer pessoa que defenda que os agentes do ICE mantenham suas máscaras não está realmente tentando resolver este enorme problema de caos que vimos em Minneapolis e em tantas outras cidades do país.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado dos EUA, Steve Witkoff, em Jerusalém, nesta terça-feira, que a Autoridade Palestina (AP), sediada em Ramallah, na Cisjordânia, não fará parte da governança de Gaza no pós-guerra “de forma alguma”.
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“O primeiro-ministro esclareceu que a Autoridade Palestina não estará envolvida na administração da Faixa de Gaza de forma alguma”, afirmou o gabinete de Netanyahu em um comunicado após o término da reunião.
Sob o plano de cessar-fogo de Gaza do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o papel da AP no pós-guerra em Gaza permaneceu incerto. O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), de caráter tecnocrático, foi formado para lidar com os assuntos cotidianos até que a AP conclua um programa de reformas.
Desde 10 de outubro vigora no enclave palestino um frágil cessar-fogo na região sob pressão de Washington. Neste mês, o acordo entrou em sua segunda fase, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das forças israelenses de mais áreas de Gaza e o envio de uma força internacional de estabilização.
Quanto ao avanço das tratativas diplomáticas, o Hamas se mostrou disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino, mas segue resistente a um desarmamento completo do grupo. Em uma entrevista à rede catari Al-Jazeera, o alto funcionário do Hamas Moussa Abu Marzouk afirmou na última quarta-feira que o movimento palestino nunca concordou em se desarmar.
— Ainda não discutimos sobre armas. Ninguém falou diretamente conosco sobre isso. Não conversamos com o lado americano nem com os mediadores sobre essa questão, então não podemos falar sobre o que isso significa ou qual é o objetivo — disse Marzouk, sugerindo também que o grupo teria poder de veto de fato sobre qualquer nomeação para o novo comitê tecnocrático criado para administrar a Faixa de Gaza.
Marzouk indicou, porém, que algum desarmamento poderia ser discutido, a partir do momento em que o tema fosse levado à mesa de negociações.
— Discutiremos quais armas serão removidas, o que será removido e como serão removidas — afirmou.
*Em atualização
Até 800 embarcações da chamada “frota fantasma” russa, alvo de sanções, operam ao redor do mundo e só um pequeno percentual foi interceptado, informou, nesta terça-feira, um alto oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, ordenou, em dezembro, um “bloqueio” de petroleiros sancionados tendo a Venezuela como origem ou destino, ao lançar uma campanha na qual as forças americanas tomaram o controle de sete navios até agora.
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“Estimamos que haja provavelmente cerca de 600 ou 800 barcos da frota fantasma sancionados entre o Irã, a Venezuela, a China e a Rússia”, disse o contra-almirante David Barata em uma audiência no Congresso. “É um percentual muito pequeno” de navios apreendidos, acrescentou.
Os navios da “frota fantasma” utilizam vários recursos para ocultar sua identificação e localização. “Usam documentos falsos, títulos de propriedade falsos. Apropriam-se de números de embarcações que já foram destruídas”, explicou Barata.
Washington mobilizou uma importante força naval no Caribe, com a qual lançou ataques contra supostas lanchas usadas pelo narcotráfico, apreendeu navios sancionados e realizou uma operação militar com a qual depôs o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Entre as embarcações apreendidas pelos Estados Unidos nas últimas semanas estava um navio vinculado à Rússia, capturado no Atlântico Norte depois de uma perseguição iniciada no litoral venezuelano.
A Marinha francesa, por sua vez, interceptou um navio-tanque vinculado à Rússia no Mediterrâneo no mês passado, escoltando-o para o porto, depois de ter detido outro navio vinculado a Moscou em setembro.
Um avião de combate dos Estados Unidos derrubou, nesta terça-feira, um drone iraniano que se aproximou “agressivamente” do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln no mar Arábico, disse um porta-voz militar dos EUA.
Diálogo diplomático: Irã indica avanço em formato para negociação com os EUA e nega ultimato de Trump para acordo nuclear
Veja infográficos: Mobilização militar dos EUA contra Irã mimetiza campanha de pressão feita contra Venezuela
“Um caça F-35C do USS Abraham Lincoln derrubou um drone iraniano em legítima defesa e para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo”, afirmou em um comunicado o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, que supervisiona as forças americanas no Oriente Médio.
O porta-aviões americano faz parte de uma força naval — deslocada para o Oriente Médio pelos EUA desde o início do ano — maior do que a enviada para o Caribe antes da ação militar que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela.
Pouco tempo após o anúncio, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as conversas planejadas entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e autoridades iranianas “permanecem agendadas por enquanto”.
— Steve Witkoff tem conversas agendadas com os iranianos ainda esta semana. Elas permanecem agendadas por enquanto, mas o presidente [Donald Trump] obviamente tem várias opções em cima da mesa, e o uso da força militar é uma delas — disse Leavitt à Fox News.
Na segunda-feira, a República Islâmica do Irã anunciou que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas com os Estados Unidos, sinalizando que o diálogo entre Teerã e Washington poderia começar “nos próximos dias”.
O anúncio ocorreu em meio a ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque ao país se conversas sobre um novo acordo nuclear com a nação persa não avançarem — o que as autoridades iranianas disseram não configurar um ultimato. Fontes do governo iraniano afirmam que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, solicitou a abertura de negociações com os americanos.
Trump aumentou a pressão sobre o regime dos aiatolás na semana passada, ao afirmar que o tempo estava “se esgotando” para a abertura de um processo de diálogo sobre as pretensões nucleares do Irã. No domingo, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, fez referência às ameaças do republicano ao discursar para uma multidão de apoiadores.
— Agora, esse senhor [Trump] afirma constantemente que eles trouxeram navios de guerra. Os americanos devem saber que, se eles iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional — afirmou.
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Reforço da defesa aérea
Numa reportagem publicada no último domingo, o Wall Street Journal revelou que o Departamento de Defesa dos EUA tem reforçado as defesas aéreas de Israel, aliados árabes e forças americanas na região em preparação para uma possível retaliação iraniana em caso de ataque americano ao país persa.
As forças americanas já possuem defesas aéreas na região, incluindo contratorpedeiros capazes de abater ameaças aéreas. Mas o Pentágono está implantando diversos sistemas antimísseis adicionais do tipo THAAD (Defesa Terminal de Área de Alta Altitude) e Patriot em bases onde tropas americanas estão estacionadas no Oriente Médio, como na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Catar, de acordo com autoridades de defesa, dados de rastreamento de voos e imagens de satélite.
Os sistemas THAAD podem interceptar mísseis balísticos acima da atmosfera terrestre, enquanto os Patriots defendem territórios contra ameaças de menor altitude e alcance. A importância das defesas aéreas ficou evidente em junho do ano passado, quando os EUA ajudaram a defender Israel contra uma saraivada de mísseis iranianos durante a guerra de 12 dias.
(Com AFP e New York Times)
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou na segunda-feira seu aliado de longa data, Félix Plasencia, como seu representante do país sul-americano nos Estados Unidos. Plasencia se tornará o primeiro representante venezuelano nos EUA desde o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2019. A nomeação foi anunciada após Delcy se reunir com a recém-nomeada Encarregada de Negócios dos EUA para a Venezuela, Laura Dogu, no palácio presidencial. Plasencia viajará aos EUA com sua equipe nos próximos dias, segundo um comunicado do governo.
Um mês depois: Veja o que mudou na Venezuela após a queda de Nicolás Maduro
‘Modo de sobrevivência’: Sociedade está em compasso de espera e oposição, perdida, na Venezuela pós Maduro
A medida sinaliza um degelo cauteloso nos contatos entre Caracas e Washington, após anos de relações congeladas, e ocorre em um momento em que Delcy reformula seu gabinete após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA em 3 de janeiro. A nomeação também sucede uma reunião, no início deste mês, entre Plasencia e autoridades americanas em Washington, para onde ele viajou como representante da presidente interina.
Plasencia, de 53 anos, é um diplomata venezuelano veterano com mais de 30 anos de serviço no exterior e trabalha em estreita colaboração com Delcy há anos. Os dois atuaram simultaneamente no Ministério das Relações Exteriores, onde a líder interina foi ministra de 2014 a 2017.
Ele ingressou no corpo diplomático no início da década de 1990, antes da ascensão de Hugo Chávez ao poder, e desde então ocupou uma série de cargos de alto escalão, incluindo o de ministro das Relações Exteriores, embaixador na China e na Colômbia e, mais recentemente, o de embaixador e representante permanente junto à Organização Marítima Internacional.
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Pela ‘Venezuela democrática’
Um mês após Maduro ter sido deposto em uma incursão militar, a chefe da missão diplomática americana em Caracas afirmou nesta terça-feira que seu governo aposta em uma Venezuela “democrática”. A missão diplomática publicou um vídeo nas redes sociais mostrando a chegada da embaixadora Laura Dogu à sede da embaixada em Caracas, que estava fechada desde 2019 após o rompimento das relações. “O trabalho já começou”, diz a legenda que acompanha o vídeo.
Dogu — que assume a missão diplomática como encarregada de negócios — chegou à Venezuela no sábado e, na segunda-feira, se reuniu com Delcy Rodríguez.
Avanço sobre a América Latina: Trump recebe Petro na Casa Branca semanas depois de ameaçar atacar a Colômbia e em meio a desconfiança mútua
— É um momento histórico para os dois países. Como disse o secretário [de Estado, Marco] Rubio, queremos uma Venezuela amigável, estável, próspera e democrática. Mãos à obra. — destacou Dogu no vídeo.
Dogu reiterou as fases apresentadas por Rubio no plano que o governo americano elaborou para a Venezuela, que culmina em uma transição. A oposição venezuelana tem insistido na exigência de uma mudança de governo por meio de eleições.
(Com AFP e Bloomberg)
Após meses de tensão diplomática, que envolveu acusações, sanções e ameaças, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Colômbia, Gustavo Petro, se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Casa Branca nesta terça-feira. No começo do mês, logo depois de atacar a Venezuela e capturar o presidente Nicolás Maduro, Trump sugeriu que a Colômbia poderia ser o próximo alvo, mas um telefonema costurado por representantes dos dois governos abriu caminho para a reunião. Mas a bandeira branca temporária não significa que a desconfiança mútua tenha desaparecido.
“Hoje (terça-feira) inicio minha agenda em Washington como chefe de Estado, pronto para continuar fortalecendo a relação entre duas nações que compartilham um objetivo comum: a luta contra o narcotráfico, com uma abordagem que prioriza a vida e a paz em nossos territórios”, escreveu Petro na rede social X, pouco antes do início da reunião. “Minha família está comigo, me oferecendo seu carinho, antes do meu encontro com o presidente Trump.”
Antes de encontro com Trump: Colombianos temem que animosidade de Petro nas redes contamine visita à Casa Branca
Onça e águia: Petro comenta conversa com Trump em publicação com imagem gerada por IA
A relação entre Petro e Trump começou da pior forma possível. Na mensagem em que parabenizou o republicano pela vitória eleitoral, Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, criticou as ideias de Trump para o clima, atacou sua promessa de deportar milhões de imigrantes e o apoio dos EUA a Israel na guerra em Gaza. Depois da posse e do início das deportações, ele barrou duas aeronaves que levavam imigrantes à Colômbia, mas recuou após a ameaça de tarifas.
Mas o grande campo de batalha entre Trump e Petro estava em um antigo terreno de cooperação entre EUA e Colômbia: o combate ao narcotráfico. No ano passado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que Petro era “amigo” da organização criminosa Tren de Aragua, baseada na Venezuela. Meses depois, em setembro, a Casa Branca retirou a certificação da Colômbia como parceiro no combate ao narcotráfico, apesar de prometer manter o financiamento.
Petro criticou a decisão, afirmando que o governo colombiano aumentou a pressão sobre os cartéis em seu território, com um volume crescente de apreensões de drogas e prisões de criminosos, e afirmou que o consumo de drogas era um problema da sociedade dos EUA, e não da Colômbia.
Fator Trump: Eleições latino-americanas deste ano devem estar na mira de líder dos EUA
O presidente foi além, e defendeu que soldados americanos descumprissem as ordens de Trump, durante um discurso no qual acusou os EUA de apoiarem “o genocídio em Gaza”. Em resposta, perdeu seu visto — a viagem aos EUA nesta terça só foi possível graças a uma autorização especial — e foi incluído na lista de sanções do Departamento do Tesouro. Washington alegou que ele era cúmplice do narcotráfico.
O ápice da crise veio em dezembro, em meio ao maior deslocamento militar dos EUA no Caribe em décadas, e que tinha na Venezuela de Maduro seu grande alvo. Em reunião de Gabinete, Trump disse que poderia atacar qualquer país que enviasse drogas aos Estados Unidos, citando a Colômbia e Petro. Ali, afirmou que “era melhor ele (Petro) se ligar, ou será o próximo”. Petro respondeu que Trump estava “desinformado”.
Após o ataque a Caracas e a captura de Maduro, o risco de uma ação na Colômbia ficou evidente. Trump chamou Petro de “doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, recomendando mais uma vez que ficasse atento.
Inicialmente, Petro e suas Forças Armadas disseram que estavam prontos para “pegar em armas”, mas houve um esforço nos bastidores para baixar a temperatura entre Bogotá e Washington. Os altos escalões da diplomacia colombiana acionaram contatos na capital americana — entre eles, o senador republicano Rand Paul, que se opôs ao ataque contra a Venezuela — e abriram caminho para o telefonema do dia 7 de janeiro e para a reunião desta terça. Mas as divergências entre os dois líderes, que ocupam campos políticos distintos, ainda são numerosas.
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Petro amenizou, mas não eliminou, as críticas às políticas do republicano, e vê com receio a reedição da Doutrina Monroe — América para os americanos — pelo governo atual. Além de exercerem uma presença mais intensa na região, Trump quer reduzir a presença de influências consideradas hostis, especialmente a China. A Colômbia é um dos poucos países da América Latina que têm nos EUA os principais parceiros comerciais, mas Pequim tem aumentado o volume de trocas comerciais. Por outro lado, Washington entende que a estabilidade da Venezuela pós-Maduro depende em boa parte da cooperação da Colômbia em matéria de controle de fronteiras e de grupos armados.
O líder colombiano também quer aparar arestas antes da eleição presidencial de maio. Aliados de Petro temem que o agravamento da crise com Washington seja usado pelos adversários para minar a candidatura de seu aliado, Iván Cepeda. Há o risco de uma interferência de Trump na votação, como a declaração de apoio a um rival, como fez em processos recentes na América Latina. Se retornar para casa com bons resultados na bagagem, Petro eliminaria um dos principais argumentos de seus rivais na votação: o de que está destruindo as relações com os EUA.
Como gesto simbólico, o mandatário colombiano levou a Washington uma cesta tradicional de itens colombianos, incluindo café e chocolate, produzidos por famílias que trocaram o plantio da coca por cultivos de alimentos através de programas do governo.

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