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Um tribunal da Nigéria determinou que o governo britânico pague 420 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 2,9 bilhões) às famílias de 21 mineiros mortos por autoridades coloniais há quase 80 anos, informou nesta sexta-feira à AFP o advogado das vítimas.
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O episódio ocorreu em 18 de novembro de 1949, quando a polícia abriu fogo contra trabalhadores que realizavam uma sentada em protesto contra as condições de trabalho e salários atrasados na mina do vale de Iva, no estado de Enugu, no sudeste do país. Outras 51 pessoas ficaram feridas no ataque, que intensificou os crescentes apelos pela independência da Nigéria, alcançada em 1960.
O caso foi apresentado ao tribunal de Enugu pelo ativista nigeriano de direitos humanos Mazi Greg Ono. Na sentença proferida na quinta-feira, o juiz Anthony Onovo determinou que o governo britânico pague 20 milhões de libras esterlinas a cada uma das famílias das vítimas.
O advogado das famílias, Yemi Akinseye-George, afirmou à AFP que, assim que tiverem uma cópia da decisão, solicitarão ao procurador-geral e ao Ministério das Relações Exteriores da Nigéria que notifiquem Londres e iniciem “os trâmites diplomáticos para seu cumprimento”.
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Segundo o letrado, as autoridades britânicas se recusaram a comparecer ao julgamento, “apesar da devida notificação”.
Em precedente citado no processo, o Reino Unido concordou, em 2013, em indenizar mais de 5.000 quenianos que foram vítimas de tortura e maus-tratos durante a revolta Mau Mau, na década de 1950.
A coroa da Imperatriz Eugênia, cujo marido, Napoleão III, governou a França no século XIX, foi um dos nove valiosos ornamentos reais roubados por ladrões durante o audacioso assalto ao Louvre em outubro do ano passado. Foi, porém, o único destes que acabou deixado para trás. Os ladrões largaram a peça real, adornada com oito águias douradas esculpidas e ricamente decorada com esmeraldas e diamantes, na calçada em frente ao museu antes de fugirem.
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Mais de três meses depois, o Louvre publicou fotografias que mostram a extensão dos danos. Os arcos da coroa, cravejados de diamantes e semelhantes a palmas de palmeira, foram arrancados ou dobrados, a cruz adornada com joias está tombada para um lado e uma das águias douradas desapareceu.
O Louvre anunciou que em breve convidará restauradores a apresentarem propostas para o reparo da coroa, um processo que será supervisionado por um comitê de especialistas recém-formado. O diretor de artes decorativas do museu, Olivier Gabet, afirmou que a equipe do museu não sabia quanto custaria a restauração, mas começou com uma estimativa de 40.000 euros (cerca de R$ 246 mil). Como quase todas as peças foram encontradas, o custo real estará nas horas de trabalho delicado de restauração, disse ele.
O Louvre, o maior e mais visitado museu do mundo, ainda se recupera do arrombamento ocorrido 30 minutos após a abertura, que revelou falhas no sistema de segurança obsoleto e na infraestrutura precária do museu. O ministro da Cultura da França nomeou um especialista externo para investigar as deficiências do museu, e greves dos sindicatos do Louvre forçaram o fechamento total ou parcial do prédio cerca de uma dúzia de vezes. A Galeria Apollo, onde as joias da coroa eram guardadas, permanece fechada ao público.
Mais de três meses depois, o Louvre publicou fotografias que mostram a extensão dos danos na coroa da Imperatriz Eugênia
Thomas Clot/Musée du Louvre
Uma investigação criminal que envolveu mais de 100 policiais resultou na acusação de cinco pessoas por envolvimento no roubo. Mas, além da coroa da imperatriz, nenhuma das joias foi encontrada. A coroa de Eugénie é uma das poucas joias da coroa francesa que ainda permanecem em posse do Estado. Muitas foram roubadas após o início da Revolução Francesa em 1789, e a maior parte do restante foi leiloada pelo Estado francês em um fervor republicano em 1887. A coroa de Eugénie foi adquirida pelo museu em 1988.
A coroa era metade de um conjunto encomendado por Napoleão III, o último imperador da França e sobrinho de Napoleão, para que ele e sua mulher usassem na abertura da “Exposição Universal” de 1855 em Paris. Supervisionada pelo joalheiro oficial do imperador, ela foi confeccionada com 1.354 diamantes, 1.136 diamantes lapidados em rosa e 56 esmeraldas, de acordo com o Louvre.
Após Napoleão III ser capturado pela Prússia e perder o controle da França, a Imperatriz Eugênia fugiu para a Inglaterra, abandonando a coroa. Mas ela processou com sucesso a República Francesa para recuperá-la e, posteriormente, a legou à sua afilhada, a Princesa Maria Clotilde Napoleão, que vivia na Bélgica.
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Um relatório de especialistas do Louvre afirmou que a coroa provavelmente foi esmagada quando os ladrões a puxaram por uma pequena fenda aberta em sua caixa de vidro reforçado durante o roubo, e ainda mais danificada pelo impacto da queda durante a fuga. No processo, quatro de suas palmas, decoradas com diamantes e esmeraldas, se desprenderam, e uma caiu no chão. Cerca de 10 dos 1.354 diamantes estão desaparecidos, segundo o relatório do Louvre, juntamente com a águia dourada, que “provavelmente está em algum lugar com as outras peças roubadas, e talvez a encontremos um dia”, acrescentou Gabet.
Gabet disse que espera que a coroa, que se tornou um símbolo de esperança desde seu roubo e recuperação “milagrosa”, seja restaurada até o final do ano e apresentada ao público, “no Louvre, obviamente”.
Após episódios de brutalidade ocorridos durantes ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os protestos contra a atuação dos agentes têm se espalhado, inclusive além do país. No último domingo, críticas negativas sobre as operações, que já deixaram duas pessoas mortas e dezenas de presos durante protestos, foram feitas durante o Grammy. E a mobilização contra essa força chegou também aos esportes, mais precisamente nos Jogos Olímpicos de Inverno, em duas cidades da Itália, que começaram nesta sexta-feira.
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O esquiador da equipe britânica Gus Kenworthy usou ser perfil no Instagram para criticar as ações dessa força. No gelo, o atleta escreveu, com urina, “fuck ice”. Tal reação e publicação ocorreram na última quarta-feira, pouco antes do evento mundial. Este ano as competições são realizadas nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, até o dia 22.
O atleta, de 34 anos, vai competir na modalidade de esqui estilo livre, na especialidade de halfpipe. O britânico-americano defende a equipe britânica, embora ainda resida nos Estados Unidos. Ele competiu pela equipe norte-americana entre 2014 e 2018.
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Em sua publicação, Gus Kenworthy incentiva que as pessoas entrem em contatos com senadores, por meio de ligações telefônicas, para falar contra o ICE. Nesta semana foi a reta final da discussão sobre o financiamento, com garantias de recursos, para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), em que tem o serviço de imigração sob seu guarda-chuva.
O esquiador da equipe britânica Gus Kenworthy faz postagem contra o ICE dias antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, na Itália
Reprodução / Instagram / @guskenworthy
Para este contato com senadores, o atleta sugere um script, e num trecho diz:
“Pessoas inocentes foram assassinadas, e já chega. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto o ICE continua a operar com poder irrestrito em nossas comunidades. Os senadores ainda têm influência neste momento, e (…) devem usá-la para exigir salvaguardas reais e responsabilização — incluindo a retirada do ICE e da CBP [Alfândega e Proteção de Fronteiras] de nossas comunidades, o fim do financiamento irrestrito para a brutalidade e o estabelecimento de limites claros para prisões sem mandado, perfilamento racial e aplicação da lei em locais sensíveis, como escolas e hospitais”.
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No dia seguinte à postagem, o atleta seguiu com uma série de fotos com a legenda “Meu último post foi sobre xixi, então achei apropriado dar sequência com um pequeno despejo (dump)… de fotos de janeiro. Sim, eu sou uma criança”, num trocadilho com a situação e com o ritmo de postagem.
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A crítica à foto e ao texto contra o ICE tiveram reações tanto de apoio por parte dos fãs do esporte, em que muitos agradeceram por ele se posicionar politicamente, e de forma negativa, alguns afirmando deixarem de o seguir no perfil da rede social, onde Gus Kenworthy tem mais de 1,2 milhão de seguidores.
O posicionamento do esquiador não será punido, uma vez que, ao ver do Comitê Olímpico Internacional (COI), não houve violação da Regra 50.2 da Carta Olímpica em que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer local, instalação ou outra área olímpica”. O órgão explicou ao jornal inglês The Guardian que não regulamenta publicações pessoais em redes sociais”.
A França detectou uma campanha de desinformação ligada à Rússia que alega o envolvimento do presidente Emmanuel Macron com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, informou uma autoridade governamental nesta sexta-feira. Políticos, celebridades e membros da realeza foram envolvidos na turbulência após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter publicado, na semana passada, um novo conjunto de quase três milhões de documentos relacionados à investigação de Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
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A agência francesa Viginum, que monitora campanhas de desinformação estrangeiras, afirmou ter detectado na quarta-feira uma operação nas redes sociais envolvendo uma reportagem em vídeo falsa, alegando que “jornalistas haviam descoberto uma conversa comprometedora envolvendo Emmanuel Macron”.
As publicações citam uma suposta troca de e-mails entre Epstein e o falecido agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, que foi encontrado morto em sua cela em uma prisão de Paris em 2022, após ser acusado de estuprar menores. Segundo as publicações, Brunel teria dito a Epstein em maio de 2017 que levaria “alguns rapazes” a uma festa organizada por Macron, alegações que Viginum classificou como falsas.
Os arquivos do Departamento de Justiça sobre Epstein não contêm o suposto e-mail. A reportagem, supostamente do jornalista Victor Cousin, do Le Parisien, foi publicada inicialmente em um site que utilizava fraudulentamente a identidade de um veículo de comunicação francês, o France-Soir, afirmou Viginum. Em artigo para o jornal Le Parisien, Cousin, de 26 anos, disse que havia ido a uma delegacia para registrar uma queixa.
“Tive que explicar como indivíduos pró-Rússia roubaram minha identidade para atacar o presidente francês”, escreveu ele. “O policial à minha frente olhou para mim com os olhos arregalados, sem conseguir entender o que eu estava dizendo.”
‘Roubo de marca’
Na quarta-feira, o France-Soir também procurou se distanciar da reportagem fabricada.
“Aviso: roubo de marca e conteúdo”, dizia o comunicado. “O site http://france-soir.net não tem nenhuma ligação com o France-Soir.”
Segundo a agência governamental, a campanha de desinformação foi provavelmente conduzida por uma operação de informação chamada Storm-1516, ligada à inteligência militar russa. O site falso do France-Soir foi vinculado “com um alto grau de certeza à operação de informação CopyCop”, afirmou a empresa.
CopyCop, por sua vez, está ligado a John Mark Dougan, um fugitivo americano que vive na Rússia. Este último “mantém parte da infraestrutura digital da operação de informação Storm-1516”, disse Viginum. Na conta do X, a primeira a compartilhar o vídeo falso foi “@LoetitiaH, uma frequente fonte de informações para as operações da Storm-1516”, acrescentou a agência.
O conteúdo do vídeo foi então “captado e amplificado por diversas outras contas monitoradas pela Viginum”, afirmou a empresa. As postagens direcionadas a Macron começaram a aparecer online na quarta-feira, compartilhadas simultaneamente por diversas contas de redes sociais identificadas como fontes regulares de desinformação pró-Rússia. Essas contas contam com milhares de seguidores na internet.
Tal como em operações de desinformação anteriores nas redes sociais, estas utilizam um vídeo com áudio dublado por inteligência artificial, capturas de ecrã de documentos alterados e links para um website que imita outro meio de comunicação social para dar credibilidade à sua narrativa. As postagens compartilham um link para o clone do site de mídia France-Soir, lançado no domingo, cujo nome de domínio está registrado como “.net”, em vez do “.fr” do site autêntico.
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O governo francês tem alertado repetidamente o público sobre as campanhas de desinformação russas na Europa, que se intensificaram desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 2022.
Elo perdido
Segundo o Antibot4Navalny, um coletivo que monitora redes de bots pró-Kremlin, o Storm-1516 e uma campanha de desinformação conhecida como Matryoshka lançaram operações simultâneas contra Macron no início de fevereiro. No entanto, o grupo afirmou que não havia nenhuma “ligação direta comprovada além do momento e dos temas” entre as duas operações.
“Não há fortes ligações entre os sites ou as contas de distribuição que nos permitam fazer essa afirmação”, disse Antibot4Navalny à AFP.
Segundo a Viginum, o grupo Storm-1516 foi responsável por pelo menos 77 operações de desinformação direcionadas a países ocidentais entre o final de 2023 e março de 2025. Após a publicação dos arquivos de Epstein, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também foi alvo de postagens falsas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse esta semana que os arquivos de Epstein demonstram “como a elite ocidental trata as crianças” e que tais autoridades “apoiam o regime de Kiev”.
Cerca de 4,5 milhões de meninas em todo o mundo, muitas delas com menos de cinco anos de idade, correm o risco de sofrer mutilação genital feminina ao longo deste ano, alertaram nesta sexta-feira diversas agências da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com a entidade, aproximadamente 230 milhões de mulheres já foram submetidas à prática globalmente.
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A mutilação genital feminina, que costuma ocorrer antes da puberdade, pode causar infecções, hemorragias, infertilidade e complicações durante o parto. Em nota conjunta, dirigentes de várias agências da ONU — entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) — ressaltaram o caráter ilegal e danoso do procedimento. “A mutilação genital feminina é uma violação dos direitos humanos e não pode ter nenhuma justificativa”, escreveram.
Os responsáveis também destacaram os impactos duradouros sobre a saúde das vítimas. A prática coloca em risco “a saúde física e mental das mulheres e pode provocar complicações graves e duradouras”, acrescentaram.
Segundo o comunicado, esforços realizados nas últimas três décadas permitiram avanços significativos: quase dois terços da população dos países onde a mutilação genital feminina ainda ocorre se declaram favoráveis à sua suspensão.
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Para as agências, estratégias como educação em saúde, diálogo com líderes religiosos e comunitários, envolvimento de pais e cuidadores e o uso de meios de comunicação tradicionais e redes sociais têm se mostrado eficazes para combater o problema.
As organizações, no entanto, alertam para o risco de retrocessos diante de possíveis cortes no financiamento de programas internacionais voltados à erradicação da prática, considerados essenciais para proteger meninas e mulheres e garantir o respeito aos direitos humanos.
Um ataque com drone russo atingiu um abrigo de animais no sul da Ucrânia na manhã desta sexta-feira, matando ao menos dez cães e deixando outros feridos, segundo funcionários do local. O episódio ocorreu por volta das 9h (4h no horário de Brasília), a cerca de 30 quilômetros da linha de frente, na cidade ucraniana de Zaporíjia.
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No local, um jornalista da AFP presenciou voluntários em choque, chorando, abraçando-se e varrendo os escombros deixados pela explosão. Em meio à destruição, um voluntário retirava o corpo de um cão morto em uma carriola.
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“É terrível. Os cães foram destroçados pela metralla, pedaços de seus corpos ficaram pendurados nas cercas, é muito duro para mim falar disso”, disse a voluntária Alina Fober, de 18 anos. “Sinto muito pelos cães. Eu conhecia todos eles. Eram muito bons e belos”, acrescentou.
Irina, integrante da equipe do abrigo, relatou à AFP os momentos que antecederam o impacto. “Ouvimos aquele terrível zumbido e depois uma explosão”, afirmou. “A cena do lado de fora era horrível. Todos os cães que estavam ali naquele momento morreram. Cercas, árvores, escombros, fumaça, fogo. Foi aterrador.”
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Além de provocar a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, a invasão da Ucrânia iniciada há quatro anos pela Rússia também tem causado sofrimento a animais. Em outubro passado, um ataque com drones a uma granja na região de Kharkiv, no nordeste do país, matou cerca de 13 mil porcos, segundo equipes de resgate. No mês anterior, um bombardeio russo contra um clube equestre próximo a Kiev deixou sete cavalos mortos.
O abrigo atingido nesta sexta-feira funcionava como ponto de acolhimento para cães resgatados da região, frequentemente exposta a bombardeios desde o início do conflito.
Documentos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Jeffrey Epstein manteve relações com autoridades e empresários russos e buscou, por anos, organizar um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O material amplia o alcance internacional dos contatos do financista, morto em 2019, e detalha trocas de mensagens, convites para eventos oficiais e pedidos de intermediação política e pessoal.
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Segundo os arquivos, Epstein manteve correspondências diretas com russos de alto escalão e recorreu a intermediários para tentar viabilizar uma reunião com Putin ao longo da década de 2010. Não há, porém, evidência de que esse encontro tenha ocorrido. O nome do presidente russo aparece mais de mil vezes nos documentos, em sua maioria em recortes de imprensa e boletins informativos recebidos por Epstein.
Em e-mails privados, Epstein tentou repetidamente obter uma audiência com Putin, muitas vezes por meio do ex-primeiro-ministro da Noruega Thorbjørn Jagland (1996-1997). Em uma mensagem de 2013 ao ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak (1999-2001), Epstein afirmou ter sido convidado para o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, evento anual que conta com a presença de Putin, mas disse ter recusado. Sobre o presidente russo, escreveu: “Se ele quiser se encontrar, terá de reservar tempo real e privacidade”.
Correspondências com Jagland mostram Epstein pedindo que a possibilidade de um encontro fosse mencionada em visitas a Moscou: “Sei que você vai se encontrar com Putin no dia 20. Ele está desesperado para atrair investimento ocidental para o país… eu tenho a solução dele”, escreveu Epstein. E-mails posteriores indicam que não houve avanço. Mais tarde, Epstein reclamou que não recebeu resposta.
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Em janeiro de 2014, Jagland informou que se encontraria com Putin em Sochi e perguntou se Epstein gostaria de ir. Os arquivos não indicam se o convite foi adiante. Meses depois, Epstein ainda buscava apresentações e comentou, após a queda do voo 17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia: “Má ideia agora depois do acidente aéreo”.
As tentativas continuaram nos anos seguintes. Em julho de 2015, Epstein voltou a pedir ajuda para marcar um encontro “para falar de economia”. Pedidos semelhantes aparecem em 2016 e 2017 e, ainda em junho de 2018, ele escreveu que “adoraria se encontrar com Putin”. As revelações levaram a Polônia a abrir uma investigação sobre possíveis vínculos entre Epstein e serviços de inteligência russos. Na terça-feira, o primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o país analisaria o conteúdo dos arquivos. O Kremlin reagiu minimizando o caso.
— As alegações de laços entre Epstein e a inteligência russa não merecem nada além de piadas — disse um porta-voz, acrescentando que o tema não justificava comentários sérios.
Sergey Belyakov
Entre os contatos mais frequentes de Epstein está Sergey Belyakov, graduado da Academia do Serviço Federal de Segurança (FSB) e então vice-ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia. De acordo com os documentos, a relação começou em 2014 e se estendeu até 2018. Em maio de 2014, Belyakov escreveu: “Nosso encontro foi realmente interessante para mim! Não conheço muitas pessoas como você, que conseguem abrir novos horizontes e perspectivas”.
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Pouco depois, Epstein convidou Belyakov para jantar em sua casa, em Nova York, e Belyakov agradeceu por um presente. A partir daí, a correspondência passou a indicar trocas regulares, convites para o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo e apresentações a figuras influentes. Epstein apresentou Belyakov a Ehud Barak e organizou, em 2015, um encontro entre o russo e o bilionário americano Peter Thiel. Mais tarde, Epstein recorreu a Belyakov para tratar de um problema pessoal, alegando que uma mulher de Moscou tentava chantagear “empresários poderosos” em Nova York.
“Preciso de um favor. Há uma garota russa de Moscou. Ela está tentando chantagear um grupo de empresários poderosos em Nova York. É ruim para os negócios de todos os envolvidos… sugestões?”, escreveu Epstein em julho de 2015. Belyakov respondeu oferecendo ajuda e afirmando que se encontraria com alguém que conhecia a mulher. Em 2016, informou a Epstein que havia assumido um cargo no Fundo Russo de Investimento Direto, ligado ao Kremlin, e mencionou oportunidades para atrair investimentos estrangeiros para a Rússia.
Quando Trump foi eleito presidente pela primeira vez, em novembro de 2016, Belyakov enviou uma mensagem a Epstein com o título “Parabéns pelo seu presidente”. Epstein respondeu com uma palavra: “divertido”.
Oleg Deripaska e Vitaly Churkin
Os arquivos também apontam contatos de Epstein com o bilionário russo Oleg Deripaska, próximo ao Kremlin, e com Lord Peter Mandelson, figura de destaque do Partido Trabalhista britânico. Quando Mandelson era comissário de Comércio da União Europeia, em 2008, passou férias no iate de Deripaska em Corfu, junto com Nat Rothschild, financista nascido no Reino Unido, levantando questionamentos sobre esforços de oligarcas russos para se aproximar de políticos britânicos. E-mails indicam tentativas de usar contatos de Deripaska para obter um visto de última hora para Epstein viajar à Rússia, em 2010.
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Outro nome citado é o do diplomata Vitaly Churkin, embaixador da Rússia na ONU entre 2006 e 2017. Mensagens mostram Epstein ajudando o filho de Churkin a buscar emprego nos Estados Unidos, com a condição de confidencialidade. Em documento divulgado anteriormente, Epstein afirmou ter dado conselhos políticos ao diplomata e sugeriu, por meio de Jagland, que o Kremlin o consultasse para entender melhor como lidar com Donald Trump.
Maria Drokova
Os documentos também detalham a relação de Epstein com Maria Drokova, ex-ativista do movimento juvenil pró-Kremlin Nashi, que se tornou conhecida após receber uma medalha de Putin em uma cerimônia pública. Drokova manteve contato com Epstein entre 2017 e 2019 e, segundo os e-mails, o ajudou em iniciativas de relações públicas para melhorar sua imagem, além de receber conselhos para lançar sua empresa, a Day One Ventures. Segundo o material divulgado, Epstein buscava se apresentar como apoiador de startups e da ciência, ao mesmo tempo em que ampliava sua rede de contatos internacionais.
A polícia britânica anunciou nesta sexta-feira buscas em duas propriedades como parte da investigação sobre o ex-ministro Peter Mandelson, suspeito de repassar informações financeiras confidenciais ao criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. As buscas foram realizadas em uma propriedade em Wiltshire (sudoeste da Inglaterra) e outra no bairro londrino de Camden, informou a Polícia Metropolitana em um comunicado.
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A polícia acrescentou que as buscas estão relacionadas à “investigação em andamento envolvendo um homem de 72 anos por crimes relacionados à má conduta no exercício de funções oficiais”.
O homem, cuja idade coincide com a de Peter Mandelson, “não foi preso e as investigações continuam”, acrescentou a polícia.
As autoridades abriram uma investigação na terça-feira, após documentos dos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, sugerirem que Mandelson repassou informações ao financista americano que poderiam influenciar os mercados, principalmente enquanto era ministro no governo trabalhista de Gordon Brown, entre 2008 e 2010.
No mesmo dia, o próprio Gordon Brown afirmou ter entregado à polícia “informações relevantes” sobre a transmissão, por Peter Mandelson, de “informações capazes de influenciar os mercados financeiros” e também de “material confidencial do governo” a Jeffrey Epstein. Brown descreveu esse comportamento como “um ato indesculpável e antipatriótico”.
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As novas revelações sobre a extensão dos vínculos entre Peter Mandelson e Jeffrey Epstein mergulharam o governo trabalhista de Keir Starmer em uma crise. O primeiro-ministro trabalhista foi questionado sobre o que sabia desses vínculos quando, em dezembro de 2024, nomeou Mandelson embaixador em Washington.
Starmer o demitiu em setembro de 2025, após revelações anteriores contidas nos arquivos de Epstein.
Na quinta-feira, Starmer pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein por ter nomeado Mandelson, mas descartou renunciar ao cargo de primeiro-ministro.
— Lamento ter acreditado nas mentiras de Mandelson e tê-lo nomeado — declarou Starmer. — Já se sabia há algum tempo que Mandelson conhecia Epstein, mas nenhum de nós tinha noção da extensão e da obscuridade dessa relação.
Liam Conejo Ramos, o menino de cinco anos detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em 20 de janeiro, retornou para casa em 1º de fevereiro, mas ainda enfrenta sequelas do período que passou detido. Em entrevista ao portal de notícias Telemundo, o pai de Liam, Adrián Conejo Arias, contou que sua família está com muito medo e que seu filho tem sofrido com pesadelos à noite.
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— Toda essa provação tem sido muito difícil para nós. Meu filho Liam ainda está assustado, apavorado com tudo o que aconteceu. Todos na família estão muito assustados com tudo o que ainda estamos passando — relatou Conejo.
O pai afirmou que a família está “escondida” e tem medo de sair à rua e “isso acontecer de novo”, se referindo à detenção. Segundo ele, Liam “não é o mesmo” desde o dia em que foram detidos pelos agentes federais e “não está nada bem”. Conejo relatou que o menino tem tido febre, tosse e está com os olhos vermelhos.
— À noite, ele acorda várias vezes chorando e implorando… Ele tem pesadelos. Ele acorda e me chama: “Papai, papai”, e eu tenho que ir.
Para Adrián, os sintomas do menino refletem um “trauma psicológico” já que, segundo ele, Liam tem medo que os agentes apareçam na nova casa onde estão escondidos e os detenham novamente. Conejo disse ainda que seu filho mais velho e sua esposa, Erika Ramos, que está grávida, também enfrentam a mesma preocupação.
— [Ela] precisou ir ao hospital porque teve um sangramento. Este confinamento não tem sido nada fácil — ressaltou.
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‘Usado como isca’
Durante a entrevista ao Telemundo, a mãe de Liam reforçou a versão de que seu filho teria sido usado como “isca” pelos agentes federais. Segundo vizinhos e autoridades escolares relataram na época da detenção, os oficiais de imigração teriam pedido que o menino batesse à porta de casa para que a mãe atendesse. O Departamento de Segurança Interna rejeitou essa versão, classificando-a como uma “mentira absurda”. De acordo com o órgão, o pai teria fugido a pé, deixando o menino dentro de um veículo ligado na entrada da residência.
— Às 14h20, meu marido, Adrián, voltava da escola depois de buscar nosso filho. Quando estacionaram o carro em frente de casa, agentes do ICE se aproximaram e detiveram meu marido. Eles o prenderam e o algemaram — contou Erika. — Os agentes me viram. Tiraram o Liam do carro. Levaram-no até a porta da frente para que eu abrisse.
Ela relatou ter ouvido as batidas e a voz de seu filho pedindo para que ela abrisse a porta, enquanto seu marido gritava para que ela não abrisse. Na entrevista, Erika disse que decidiu não abrir porque “tinha medo de que me prendessem também e deixassem meu outro filho sozinho”.
Segundo a mãe do menino, a família entrou legalmente nos Estados Unidos em 2024 “pelo programa de agendamento CBP One”, um aplicativo da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) usado por migrantes para agendar entrevistas de asilo.
Mais de 900 mil pessoas conseguiram entrar no país por este meio desde janeiro de 2023. Geralmente, elas tinham permissão para permanecer nos Estados Unidos por dois anos, com autorização para trabalhar. Mas, em abril de 2025, o governo Trump revogou o status legal dos imigrantes que entraram no país pelo CBP One.
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Comoção mundial
Detidos durante uma uma operação de imigração em Minneapolis, pai e filho foram libertados no começo do mês por uma ordem judicial. Adrián e Liam passaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1,8 mil quilômetros de Minneapolis.
Desde a reabertura da unidade no ano passado, famílias detidas relatam condições precárias, como presença de vermes na comida, disputa por água potável e atendimento médico deficiente. Em dezembro, um relatório apresentado pelo ICE reconheceu que cerca de 400 crianças foram mantidas sob custódia por período superior ao limite recomendado de 20 dias.
O juiz federal Fred Biery, nomeado pelo ex-presidente Bill Clinton, que determinou a libertação de Adrián e Liam afirmou, em sua decisão, que “o caso tem sua gênese na perseguição mal concebida e implementada de forma incompetente, pelo governo, de cotas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”.
O órgão federal de imigração está no centro de polêmicas pela ampla margem de atuação em suas operações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes por agentes federais em janeiro, também em Minneapolis.
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A foto do menino de cinco anos no momento de sua detenção, na qual aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, enquanto é segurado por um agente vestido de preto, comoveu o mundo. As imagens provocaram reações de organizações e apoiadores de direitos civis, além de um protesto em frente ao centro de detenção familiar e a visita de dois deputados democratas do Texas.
A abordagem ocorreu no momento em que Liam e Adrián chegavam à própria residência após a saída escolar. Na época, o advogado da família, Marc Prokosch, declarou que tanto o pai quanto o filho entraram legalmente nos Estados Unidos e possuem um processo de asilo em andamento. Segundo ele, não existe qualquer ordem de deportação contra os dois.
— A família fez tudo o que era exigido pelas regras. Não vieram ilegalmente. Não são criminosos — afirmou o advogado.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou na quinta-feira a criação do Escritório de Resposta Oficial da República Argentina, um perfil na rede social X com o objetivo de “desmentir os meios de comunicação” contra sua gestão. A medida soma mais um capítulo ao histórico de confronto que Milei tem com boa parte da imprensa, e que manifesta através de insultos, denúncias judiciais e, inclusive, um lema: “Não odiamos os jornalistas o suficiente”, resumido na sigla NOLSALP.
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“Para desmascarar mentiras e operações da mídia. Fim”, escreveu Milei, na quinta-feira, em sua conta no X, na qual compartilhou a primeira publicação do escritório.
Em sua primeira postagem, a conta explica que “foi criada para desmentir ativamente a mentira, sinalizar falsidades concretas e deixar em evidência as operações da mídia e da casta política”. “Vamos combater a desinformação dando mais informação, tudo o contrário do que os setores políticos vinculados à esquerda fazem quando governam, em que buscam censurar os opositores tanto na mídia tradicional quanto nas redes sociais”.
O comunicado não deu detalhes de como vai funcionar, nem quem vai administrar a conta, ou se implicará a criação de uma nova subestrutura dentro do governo. Sobre sua missão, o escritório assegurou que não busca “impor um olhar”, mas “que os cidadãos possam distinguir fatos de operações e dados de relatos”.
Apesar dessas alegações, o novo escritório esclareceu que “o direito à liberdade de expressão é sagrado”.
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‘Mecanismos de vigilância’
A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa, na sigla em espanhol) expressou, em um comunicado nesta quinta, sua “preocupação” com a nova conta oficial no X. “O Estado, em todo o caso, é mais uma fonte de informação, não o árbitro da verdade pública”, disse a Adepa, que advertiu sobre o risco de que ferramentas como estas se transformem em “mecanismos de vigilância”.
O primeiro caso de acusação sobre coberturas identificadas como “falsas” foi de um artigo publicado no portal do jornal argentino Clarín sobre um programa social do Ministério de Capital Humano.
Um relatório da ONG Human Rights Watch publicado na quarta-feira alertou para a “retórica hostil” de Milei e seus funcionários para “estigmatizar os jornalistas”.
Desde que chegou à Presidência, em dezembro de 2023, o discurso de Milei tem entre seus alvos preferidos os meios de comunicação e os “jornalistas lixo”, que em sua opinião são “90%” dos trabalhadores da imprensa. Entre suas primeiras decisões presidenciais, Milei suspendeu a publicação de ações do governo em veículos de comunicação e fechou a agência pública de notícias Télam.
Nos últimos dois anos, ele denunciou vários jornalistas por “calúnias e injúrias” e apontou pelo nome outras dezenas de comunicadores.
Com um objetivo similar ao do Escritório de Resposta Oficial, o governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump, de quem Milei é admirador e aliado fiel, lançou, em dezembro passado, o portal Media Bias para “expor fake news”.
Com AFP e La Nación.

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