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António José Seguro, um socialista de centro, é o grande favorito para o segundo turno das eleições presidenciais deste domingo em Portugal, nas quais enfrenta André Ventura, líder de um partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política do país. Desde a vitória de Seguro no primeiro turno, a campanha foi profundamente impactada pelas fortes tempestades que atingiram Portugal nas últimas duas semanas, obrigando ao adiamento da votação por uma semana em pelo menos 14 círculos eleitorais entre os mais afetados.
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Contra a posição de Ventura, que defendia um adiamento em nível nacional, não previsto em lei, a eleição decisiva, que convoca 11 milhões de portugueses no país e no exterior, será realizada neste domingo. Os resultados serão divulgados à noite, com projeções de boca de urna a partir das 20h (horário local e GMT).
— Estou certo de que será feito tudo o que for necessário para garantir a segurança e a normalidade do processo eleitoral — declarou no sábado o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Embora o papel do chefe de Estado português seja principalmente simbólico, ele atua como árbitro em momentos de crise e tem o poder de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas antecipadas.
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Seguro, político experiente de 63 anos que passou a última década afastado da vida pública, liderava com 67% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa divulgada na quarta-feira.
Ventura, deputado de 43 anos, aparecia com 33% das intenções de voto, de acordo com o mesmo levantamento.
A abstenção como “grande rival”
Enquanto a vitória anunciada já levantava temores de desmobilização do eleitorado no segundo turno, as condições climáticas adversas dos últimos dias levaram o candidato socialista a apontar a abstenção como seu “grande rival”.
— É preciso ir votar no domingo — insistiu na sexta-feira à noite, durante seu último comício de campanha, após repetir diversas vezes que o país acordaria na segunda-feira “em um pesadelo” caso o candidato de extrema direita saísse vencedor.
— Há quem faça de tudo para que os portugueses não vão votar — disse, em referência ao pedido de adiamento apresentado por Ventura.
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O presidente do partido antissistema Chega (“Basta”, em português), que promete uma “ruptura” com as forças políticas que governam Portugal há 50 anos, queixou-se de ter feito campanha em um cenário de “todos contra um”, o que teria tornado sua eleição “muito mais difícil”.
Seguro venceu o primeiro turno há três semanas, com 31,1% dos votos, e desde então garantiu o apoio de diversas personalidades políticas da extrema esquerda, do centro e até da direita, mas não do primeiro-ministro Luís Montenegro.
“O verdadeiro líder da direita”
O chefe do governo minoritário de direita, que no Parlamento por vezes conta com o apoio dos socialistas e em outras ocasiões da extrema direita, recusou-se a indicar voto no segundo turno após a eliminação do candidato apoiado por seu partido.
Ventura, por sua vez, avançou mais uma etapa ao chegar ao segundo turno com 23,5% dos votos, confirmando o crescimento eleitoral do Chega, partido que se tornou a principal força de oposição após as eleições legislativas de maio de 2025.
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A liderança da extrema direita busca “consolidar sua base eleitoral”, mas também “se afirmar como o verdadeiro líder da direita portuguesa”, explicou à AFP o cientista político José Santana Pereira, professor do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).
O próximo presidente tomará posse no início de março, sucedendo o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo há dez anos.
Os japoneses foram às urnas neste domingo em eleições legislativas antecipadas, realizadas em meio a fortes nevascas, nas quais a primeira-ministra ultraconservadora Sanae Takaichi busca reforçar seu mandato. Segundo as pesquisas de opinião, o Partido Liberal Democrático (PLD), que governa o Japão há décadas de forma quase ininterrupta, deve conquistar mais dos 233 assentos necessários, de um total de 465, para retomar a maioria na Câmara Baixa.
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— Acho importante vir votar para que possamos participar adequadamente da política — disse à AFP uma mulher de 50 anos, de sobrenome Kondo, perto de um local de votação em Tóquio.
Fortes nevascas atingiram neste domingo grande parte do país, incluindo Tóquio e outras regiões que raramente veem neve no inverno.
— Tive dificuldade para encontrar o caminho até a urna porque a neve se acumulou ao redor e foi difícil chegar devido às más condições das estradas — relatou à emissora pública NHK um homem de cerca de 70 anos, na cidade de Aomori, no norte do Japão.
Pessoas fazem fila numa secção eleitoral para votar durante as eleições para a Câmara dos Representantes em Kawasaki, província de Kanagawa, em 8 de fevereiro de 2026
YUICHI YAMAZAKI / AFP
Após seis horas de votação, a participação era de 16,05%, uma queda de 3,07 pontos percentuais em relação às últimas eleições para a Câmara Baixa, em 2024.
Os locais de votação fecharam às 20h (11h GMT). De acordo com projeções da emissora pública NHK baseadas em pesquisas de boca de urna realizadas ao longo do dia, o PLD no poder e seu parceiro de coalizão devem conquistar entre 274 e 328 cadeiras, ante 198 anteriormente, podendo obter uma maioria de dois terços na Assembleia de 465 assentos.
Este seria o melhor resultado do PLD desde 2017, quando o mentor de Takaichi, o falecido ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, obteve um desempenho semelhante.
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Takaichi, que conta com o apoio de Donald Trump, integra a ala ultraconservadora do PLD e é admiradora de Margaret Thatcher. Ela também defende uma linha dura em relação à imigração.
Em 19 de janeiro, anunciou a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento, o que deu início a uma histórica campanha relâmpago de 16 dias.
“Falcão” diante da China
Takaichi assumiu o cargo em outubro, após a renúncia de seu antecessor, e desde então conseguiu atrair eleitores, inclusive jovens.
No entanto, precisou lidar com os problemas da segunda maior economia da Ásia.
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Após um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões para mitigar os efeitos da inflação, principal motivo do descontentamento dos eleitores, ela prometeu durante a campanha suspender o imposto sobre o consumo de alimentos.
A dívida do Japão é o dobro do tamanho de sua economia e, nas últimas semanas, os juros dos títulos de longo prazo atingiram níveis recordes.
Na política externa, Takaichi é considerada um “falcão” em relação à China. Apenas duas semanas após assumir o cargo, sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente caso Pequim tentasse tomar Taiwan à força.
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A China considera a ilha de regime democrático como parte de seu território e não descarta o uso da força para retomá-la.
A reação de Pequim às declarações foi convocar o embaixador japonês e alertar seus cidadãos para não visitarem o Japão. Também realizou exercícios aéreos conjuntos com a Rússia.
Trump não se pronunciou publicamente sobre a disputa, mas na semana passada classificou Takaichi como uma “líder forte, poderosa e sábia, que ama verdadeiramente seu país”.
Um russo suspeito de ter atirado e ferido o general russo foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, informou o Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo) da Rússia, segundo a AFP. O alto oficial de inteligência militar russo Vladimir Alekseyev foi baleado várias vezes na última sexta-feira (6) quando estava em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, em Moscou.
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O general de alta patente precisou ser hospitalizado imediatamente após o ataque, segundo autoridades. O caso está sendo investigado como “tentativa de homicídio”. O Comitê de Investigação da Rússia informou que “um desconhecido disparou várias vezes” contra o general de alto escalão e fugiu do local.
O suspeito, um homem na casa dos 60 anos, foi “preso e entregue à Rússia” após fugir para Dubai. Segundo investigações da Rússia, ao menos outros dois homens estão envolvidos no ataque. Um desses suspeitos foi preso ainda em Moscou e outro fugiu para a Ucrânia, segundo a mídia russa citou o FSB.
No sábado, foram divulgadas informações atualizadas sobre a saúde do militar, que foi levado às pressas em estado grave após ser baleado. Alexeyev recuperou a consciência após passar por uma cirurgia bem-sucedida, segundo reportagens da mídia russa.
“Depois, Alexeyev foi colocado em coma induzido medicamente. Agora ele recuperou a consciência. Neste momento, pode-se afirmar cautelosamente que a ameaça à sua vida passou”, disseram fontes médicas, segundo a agência estatal de notícias russa Tass.
Segundo uma fonte disse ao jornal econômico Kommersant, o militar foi ferido três vezes, na região do peito ou do abdômen, após sofrer uma emboscada.
Ainda de acordo com o jornal Kommersant, o agressor fingiu ser um entregador e atirou duas vezes contra o general na escadaria do prédio onde ele morava, ferindo-o no pé e no braço. Segundo a reportagem, publicada na sexta-feira, Alexeyev tentou tomar a arma dele e acabou sendo baleado novamente no peito, antes de o agressor fugir.
“A vítima foi hospitalizada em um dos hospitais da cidade”, disse o Comitê, sem detalhar informações sobre o agressor. A porta-voz Svetlana Petrenko afirmou que “estão sendo realizadas ações investigativas e medidas operacionais de registro para identificar a pessoa ou pessoas envolvidas”.
Segundo a BBC, estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança em busca de pistas e testemunhas também estão sendo ouvidas pelos investigadores.
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, responsabilizou a Ucrânia pelo ataque a tiros contra o general, acusando Kiev de tentar sabotar as negociações sobre a guerra entre os dois países.
Em declarações transmitidas pela televisão, Lavrov afirmou que a Ucrânia está por trás do “ato terrorista” e disse que Kiev teria como objetivo “interromper o processo de negociação”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, estava sendo informado sobre o ataque.
— Desejamos, antes de tudo, que o general sobreviva e se recupere. Esperamos que esse seja o caso — disse ele a jornalistas.
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De acordo com relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, Alexeyev ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), órgão responsável por operações de inteligência militar.
Oficial de carreira, ele foi condecorado com a medalha de Herói da Rússia por comandar operações de inteligência durante a intervenção russa na Síria, em apoio ao então líder Bashar al-Assad. Alexeyev também foi enviado para negociar com o chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigojin, durante a tentativa de motim contra a cúpula militar russa em 2023.
O general foi incluído em sanções da União Europeia e do Reino Unido depois que o GRU foi acusado de estar por trás do ataque com agente neurotóxico ocorrido em 2018 em Salisbury, no Reino Unido.
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Alexeyev também teve um papel significativo durante a guerra na Ucrânia, participando de negociações com autoridades ucranianas durante o cerco russo a Mariupol, em 2022.
O superior de Alexeyev no GRU, Igor Kostyukov, lidera a equipe russa que participa de negociações sobre questões de segurança com os Estados Unidos e a Ucrânia em Abu Dhabi.
Vários comandantes militares russos morreram desde que a Rússia lançou sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e a Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns desses ataques.
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Recentemente, um tribunal russo condenou à prisão perpétua um homem uzbeque pelo assassinato, em 2024, do general Igor Kirilov, chefe das forças de defesa radiológica, química e biológica do exército russo, morto em Moscou em um ataque com um patinete armado, que a Ucrânia reconheceu ter organizado.
Em dezembro de 2025, outro oficial de alto escalão do GRU, o tenente-general Fanil Sarvarov, foi morto quando um artefato explosivo detonou sob um carro em Moscou. Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, ele chefiava o departamento de treinamento operacional das Forças Armadas.
O Washington Post anunciou neste sábado (7) a saída de seu CEO e publisher, Will Lewis, poucos dias após o famoso jornal de propriedade do bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos, realizar cortes drásticos de pessoal que provocaram indignação nos leitores.
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A gestão de Lewis à frente do veículo foi duramente criticada tanto por assinantes quanto pelos funcionários durante seus dois anos de mandato, nos quais tentou reverter as perdas financeiras do diário.
Lewis, que é britânico, foi substituído por Jeff D’Onofrio, ex-diretor-executivo da plataforma de redes sociais Tumblr, que foi para o Post no ano passado como diretor financeiro, informou a publicação.
Em um e-mail enviado ao pessoal e divulgado nas redes sociais por um dos jornalistas do Post, Lewis afirma que é “o momento adequado” para dar “um passo atrás”.
Em comunicado, o jornal limitou-se a informar que D’Onofrio substituiria Lewis “com efeito imediato”.
Centenas de jornalistas do Post, incluindo a maior parte de seu pessoal no exterior, de notícias locais e esportes, foram despedidos nos cortes generalizados do jornal anunciados esta semana.
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O Post não revelou o número de postos eliminados, mas o New York Times informou que aproximadamente 300 de seus 800 jornalistas foram dispensados.
A publicação abriu mão de toda a sua equipe de Oriente Médio, e também de seu correspondente na Ucrânia baseado em Kiev, apesar da continuidade da guerra com a Rússia.
Os departamentos de esportes, gráficos e notícias locais foram drasticamente reduzidos, e o podcast diário da publicação, Post Reports, foi suspenso, segundo a imprensa americana.
Centenas de pessoas se reuniram na quinta-feira em um protesto em frente à sede da publicação no centro de Washington.
O Washington Post é famoso pela investigação que causou a queda do presidente Richard Nixon no escândalo de Watergate e foi laureado com numerosos prêmios Pulitzer.
O Wall Street Journal informou no mês passado que 250 mil assinantes digitais cancelaram o Washington Post quando sua direção se negou a tomar posição antes das eleições presidenciais de 2024, vencidas por Donald Trump.
Além disso, o jornal perdeu cerca de 100 milhões de dólares em 2024 (R$ 523 milhões, na cotação atual) devido à queda de receitas com publicidade e assinaturas.
Uma pequena espécie de caracol das Ilhas Bermudas não irá à extinção graças a anos de trabalho de conservação, anunciou o Zoológico de Chester, na Inglaterra, em 31 de janeiro. O rastro desse pequeno gastrópode, cujo nome científico é Poecilozonites bermudensis, estava perdido até que vários espécimes apareceram em 2014 em um beco em Hamilton, capital desse território ultramarino britânico.
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As Bermudas são um arquipélago com mais de 100 ilhas, localizado no Atlântico Norte, a cerca de 1.000 quilômetros da costa leste dos Estados Unidos.
Alguns espécimes foram enviados para o Zoológico de Chester, no noroeste da Inglaterra, onde especialistas passaram anos desenvolvendo a população antes de soltar milhares deles na natureza em 2019.
O caracol “foi oficialmente salvo da extinção por especialistas dos zoológicos de Chester e Londres e do Zoológico das Bermudas”, afirmou o centro de animais do noroeste da Inglaterra em um comunicado.
A tratadora de invertebrados Katie Kelton com um caracol de espécie de Bermudas, que faz parte de um programa de reprodução no Zoológico de Chester, em Chester, noroeste da Inglaterra
Darren Staples / AFP
Um estudo publicado na revista Oryx mostrou que seis colônias de caracóis das Bermudas reintroduzidos se estabeleceram com sucesso nas Bermudas.
— O fato de estarem firmemente estabelecidos em seis áreas é uma grande conquista — disse Gerardo García, diretor de animais e plantas do Zoológico de Chester.
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Os caracóis estavam alojados em cápsulas no noroeste da Inglaterra e agora circulam livremente em Bermuda.
— Poder dizer que estão a salvo da extinção é incrível. É algo que os conservacionistas podem dizer uma, talvez duas vezes, em toda a sua carreira — acrescentou García.
Espécie de caracol de Bermudas faz parte de um programa de reprodução no Zoológico de Chester, em Chester, noroeste da Inglaterra
Darren Staples / AFP
O zoológico já abrigou cerca de 60 mil exemplares dessa espécie de caracol de Bermuda ameaçada de extinção, segundo a tratadora Katie Kelton.
— Havia muitos para cuidar — disse ela à AFP.
Exclusivos de Bermuda, esses caracóis existem há mais de um milhão de anos, mas enfrentam inúmeras ameaças, incluindo a destruição do habitat, o uso de pesticidas e o caracol-lobo, um predador.
Embora seja impossível garantir a sobrevivência permanente da espécie, o zoológico observa que agora sabe como reconstruir a população de forma rápida e eficaz. No entanto, acrescentou, a recuperação será consolidada com projetos de regeneração da natureza liderados pelo governo das Bermudas.
Com o sucesso do projeto, o Zoológico de Chester agora está se concentrando no caracol terrestre das Bermudas, menor e mais difícil de reproduzir, que pode estar extinto na natureza.
Mathis Vérité é um estudante francês de 18 anos que recentemente se tornou popular nas redes sociais por sua iniciativa de caminhar 32 quilômetros todos os dias da semana para cumprir seu dia acadêmico e uma causa beneficente.
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Sua história foi divulgada por alguns meios de comunicação locais, depois que o jovem anunciou em sua conta no Instagram que, no final de janeiro, iniciaria um desafio que visa arrecadar fundos para facilitar o acesso à educação para crianças que vivem em áreas desérticas em outras partes do mundo.
— Dizemos que acordamos cedo demais, que viagens de ônibus são longas demais… Reclamamos, mas no mundo há crianças que não têm nossa oportunidade de ir para a escola facilmente — disse o estudante durante uma entrevista.
Após sua reflexão, Mathis também enfatizou que, para ele, “a educação deveria ser um direito e não um privilégio reservado a poucos”, criticando não apenas sua própria situação, mas também a de centenas de pessoas.
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Para completar esse desafio e garantir a compra de várias bicicletas, o jovem conta com o apoio da Enfants du Désert, uma organização sem fins lucrativos dedicada a melhorar as condições de vida, a saúde e a educação das crianças.
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Rotina exigente
Segundo o que o estudante revelou a alguns meios de comunicação, seu dia começa por volta das 3h30 da manhã, logo após o despertador tocar. Trinta minutos depois, ele sai de casa com tênis de corrida, uma mala de 10 quilos, roupas refletivas e uma lanterna para iluminar o caminho durante a manhã cedo.
Embora a distância entre sua casa e o instituto Notre-Dame-de-la-Fidélité seja bastante curta, o jovem atravessa várias cidades antes de chegar ao destino para cumprir a iniciativa “480 km para aprender”.
— Levo entre três e três horas e meia, dependendo do clima e do meu humor — explicou o aluno. No entanto, o desafio não é só pela manhã, pois, após terminar o dia escolar, Mathis repete o mesmo caminho de volta.
Embora seu esforço tenha sido motivo de orgulho tanto para sua família quanto para a comunidade, o jovem reconheceu que “o desafio é muito mais difícil do que imaginava”, pois demonstrou o desgaste físico e mental de fazer a mesma jornada todos os dias.
Apesar do cansaço acumulado, Mathis continua a aumentar quilômetros com a convicção de que cada passo conta para diminuir a lacuna educacional.
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Um grande júri federal acusou um homem de 33 anos de ameaçar matar o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, durante sua visita a Ohio em janeiro, informou o Departamento de Justiça nesta sexta-feira. Shannon Mathre, residente de Toledo, no estado americano de Ohio, foi acusado de “emitir uma ameaça de matar e causar danos físicos” ao vice-presidente, informou o departamento em um comunicado.
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Segundo a nota, Mathre supostamente disse que “ia descobrir onde [o vice-presidente] estaria e usar [sua] arma automática M14 para matá-lo”. As autoridades não especificaram onde este comentário foi feito. Agentes do Serviço Secreto dos EUA prenderam Mathre na sexta-feira.
Esta ameaça é a mais recente relatada contra Vance. O vice-presidente disse no início de janeiro que “uma pessoa louca” tentou entrar à força em sua casa em Ohio, batendo nas janelas. Naquele momento, ele e sua família não estavam em casa e um homem de 26 anos foi detido, informaram meios de comunicação americanos.
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O Departamento de Justiça declarou nesta sexta-feira que, enquanto investigavam a suposta ameaça contra Vance, encontraram “múltiplos arquivos digitais com material de abuso sexual infantil” em posse de Mathre. O acusado compareceu inicialmente perante um juiz federal do Distrito Norte de Ohio nesta sexta-feira.
Ele permanece sob custódia, aguardando uma audiência de detenção marcada para 11 de fevereiro, afirmou o Departamento de Justiça.
Dorthe Olsen observa fotos da primeira viagem de caça de seu neto. Em Sarfannguit, uma aldeia com pouco mais de 100 habitantes, aninhada nos fiordes da Groenlândia, a professora se recusa a deixar que a turbulência geopolítica com os Estados Unidos interrompa seu cotidiano. Fundada em 1843 e localizada a 36 km a leste de Sisimiut, a segunda maior cidade da Groenlândia, que vive principalmente da pesca e da caça, pode ser alcançada de barco no verão e de moto de neve ou trenó puxado por cães no inverno.
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No início de fevereiro, o único som quebrando o silêncio é o vento uivando entre as pequenas e coloridas casas espalhadas pelas colinas da aldeia. As casas parecem, em sua maioria, vazias. No final da estrada, algumas crianças, usando gorros do Homem-Aranha e com as bochechas avermelhadas pelo frio, brincam de pega-pega.
“Tudo é muito tranquilo aqui”, diz a mulher de 49 anos à AFP enquanto os recebe em sua casa com bolos e doces caseiros, “kaffemik” em groenlandês.
Ela conta como chorou de orgulho quando seu neto matou seu primeiro caribu aos 11 anos e prefere falar sobre sua família do que sobre o presidente dos Estados Unidos. Atrás dela, uma grande televisão de tela plana exibe uma partida da Premier League (liga de futebol da Inglaterra).
Uma semana antes, em Nuuk, a capital, a Ministra da Saúde e Deficiência, Anna Wangenheim, aconselhou os groenlandeses a permanecerem com suas famílias e se reconectarem com suas tradições para superarem a pressão psicológica causada pelas ameaças de Donald Trump, que repetidamente declarou seu desejo de tomar posse da vasta ilha ártica.
Antes de recuar, a retórica de Trump “teve um impacto significativo nas emoções de muitas pessoas nas últimas semanas”, observa Wangenheim.
Impotentes
Olsen diz que esta crise geopolítica “não a preocupa muito e que os habitantes da Groenlândia podem superá-la”. Ela não se preocupa com a localização remota de sua aldeia caso o pior aconteça.
“Claro que me preocupo com aqueles que vivem em aldeias isoladas. Se algo acontecesse, se houvesse uma guerra, inevitavelmente nos sentiríamos impotentes”, admite. A única coisa a fazer é “viver normalmente”, insiste. Esta é a mensagem que ela tenta transmitir aos seus alunos, que acompanham os acontecimentos principalmente pelo TikTok. “Explico a eles que o importante é continuar vivendo como estamos acostumados”, enfatiza.
Seu marido voltou da caça com um grande saco plástico na mão. Dentro, havia uma foca esfolada. Dorthe corta o fígado cru em pequenos pedaços e oferece à família e aos amigos reunidos em sua casa.
“É a parte favorita da minha neta”, exclama, com os dedos manchados de sangue. A caça e a pesca representam mais de 90% das exportações do território.
Sem propriedade privada
Retornando a Sisimiut após uma caçada de focas, que a AFP acompanhou a bordo de seu barco, Karl Jørgen Enoksen enfatiza a importância da natureza e de sua profissão na Groenlândia. Ele ainda não consegue acreditar que um aliado como os Estados Unidos seja tão hostil ao seu país.
“É perturbador. Não consigo acreditar que isso esteja acontecendo. Estamos apenas tentando viver como sempre vivemos”, suspira o homem de 47 anos. A noção de propriedade também é estranha à cultura inuíte, caracterizada pelo compartilhamento e por uma profunda conexão com a terra. “De acordo com as tradições groenlandesas, nossos territórios de caça não são privados. Quando outros caçadores estão na terra onde caçamos, eles podem simplesmente se juntar a nós”, explica.
“Se os Estados Unidos nos comprassem, imagino que nossos territórios de caça também seriam comprados”, especula. É simplesmente impensável, diz ele, observando que seus negócios já estão sendo afetados pelas mudanças climáticas. Ele não quer que seus filhos herdem um “meio ambiente degradado”. “Cabe a nós cuidar da nossa terra”, afirma.
Eu não queria mais ter nada a ver com o mundo de Jeffrey Epstein. Minha decisão de quebrar o silêncio sobre os abusos que vivi nasceu no memorial de Virginia Giuffre [advogada, que denunciou a rede de tráfico sexual de Epstein em 2015]. Nesse dia, ao lado de outras sobreviventes, entendi que ela lutou por nós durante anos. Meus advogados então me disseram que, se eu contasse a minha história, poderia ajudar na liberação dos arquivos pela Justiça americana. Mas a minha motivação maior foi minha filha. Ela tem 12 anos e está a um ou dois anos da idade que eu tinha quando fui abusada por Epstein. Não quero que ela nem nenhuma outra menina passe pelo que passei. Quando falei pela primeira vez sobre os abusos, em setembro do ano passado, eu precisava dizer que não importam a vergonha e o medo. Não importa o que as pessoas vão dizer ou no que vão acreditar. O que importa é você e a sua história. Essa é a minha história. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Sentada em uma cadeira de plástico na calçada, uma senhora de cabelos brancos e olhar sereno chorava discretamente enquanto comia um macarrão à bolonhesa servido em uma embalagem de isopor. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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