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O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente a apresentação de Bad Bunny, no intervalo do Super Bowl, nesse domingo, na Califórnia. Diante do sucesso da apresentação e da repercussão sobre a abordagem política do porto-riquenho, o magnata atirou nas redes sociais: “Uma afronta à grandeza americana” nas redes sociais.
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Trump, que optou por não comparecer à popular final do Super Bowl, escreveu em sua conta na rede social Truth Social, imediatamente após a apresentação do artista de reggaeton, que “ninguém entendeu o que esse cara estava dizendo”. Em outras redes sociais, no entanto, parece que o público não só entendeu como aderiu em peso ao assunto. No X (antigo Twitter), por exemplo, Bad Bunny estava entre os primeiro tópicos mais comentados.
Na semana passada, as cidades ucranianas sofreram um dos maiores ataques dos últimos meses, com cerca de 500 drones e mísseis russos atingindo prédios e infraestrutura básica, incluindo usinas termelétricas e redes de transmissão de energia. Mas além da quantidade de projéteis, os recentes bombardeios russos empregam armas cada vez mais modernas, destinadas a causar estragos, mortes e a intimidar populações.
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Com a guerra prestes a entrar em seu quinto ano, e ganhos terrestres tímidos a um custo humano elevado — em algumas batalhas em 2025, como em Chasiv Yar e Pokrovsk, o avanço foi de menos de 30 metros por dia — a Rússia de Vladimir Putin escolheu os bombardeios de grande escala como forma de pressionar Kiev a aceitar seus termos e talvez forçar uma capitulação. Ataques contra a infraestrutura deixaram milhões sem luz, água e aquecimento, em meio a um dos piores invernos dos últimos anos.
Há um mês, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, sugeriu que alguns moradores deixassem temporariamente a cidade.
— A Rússia quer quebrar o moral da população ucraniana que resiste há quatro anos, principalmente em bombardeios durante o inverno, mas ainda não conseguiu minar o apoio interno — disse ao GLOBO Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM. — Putin ainda tenta fazer com que os ucranianos pressionem suas lideranças a aceitar seus termos, mas não acredito que conseguirá.
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Nas ondas de ataques, os drones são protagonistas. Em cada uma das ações, centenas cortam os céus e, embora sejam abatidos em massa (a taxa de sucesso é de cerca de 5%, segundo levantamento do Instituto pela Ciência e Segurança Internacional), causaram estragos em praticamente todas as regiões ucranianas. Ao contrário dos primeiros meses de conflito, quando os Shahed-136, de fabricação iraniana, eram soberanos, eles têm hoje a companhia de outros modelos igualmente letais.
Drone iraniano Shahed-136 da Rússia interceptado pelo exército ucraniano
Reprodução: Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia
Os drones da família Geran — inspirados nos Shahed — têm versões a jato que atingem 600 km/h, e os Garpiya começaram a ser empregados em combate em 2024. A reforma das linhas de produção, de onde podem sair até 180 unidades por dia, abriu caminho para a implementação da tática conhecida como “matilha”, quando centenas de aeronaves são lançadas de uma só vez.
— A Rússia só consegue produzir nessa escala porque se tornou uma economia de guerra. E isso não diz respeito apenas à produção de armamentos em si, mas a todos os elos da cadeia armamentista, que analistas estimam representar hoje cerca de 40% do PIB russo — explica Rudzit. — Eles transformaram sua economia em uma economia de guerra de grande porte, produzindo praticamente tudo, mas isso tem um custo, e me pergunto se é sustentável.
Veículo passa por rua deserta e sem energia em Kiev
Roman PILIPEY / AFP
Nem só de drones se fazem os ataques. Na semana passada, os militares ucranianos mencionaram o uso do míssil Zircon 3M22, originalmente projetado para uso contra navios, mas que ganhou funções de ataque. Segundo Moscou, trata-se de um míssil hipersônico — que permite manobras a altas velocidades — com autonomia de mil quilômetros e que pode ser lançado de navios (principal plataforma) e submarinos e por terra.
Rússia testa novo míssil hipersônico de cruzeiro, o Zircon, no Mar de Barents
Ministério da Defesa da Rússia/Reuters
Embora Moscou classifique o Zircon como “superarma sem análogos”, os ucranianos dizem ter derrubado alguns deles no ano passado. Eles citam similaridades com outro míssil antinavios, o Kh-22, desenvolvido ainda nos tempos soviéticos, mas reconhecem que se defender do Zircon não é uma tarefa simples: em entrevista ao portal RBC Ucrânia, Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, disse que “para interceptá-lo, o sistema Patriot precisa estar no lugar certo na hora certa”. Hoje, estima-se que haja 14 unidades de lançamento do Patriot na Ucrânia, e o presidente Volodymyr Zelensky faz apelos recorrentes aos aliados ocidentais por equipamentos.
— Contra ameaças balísticas, os sistemas mais eficazes, você sabe disso, são os Patriot. E isso significa que mísseis são necessários, mais mísseis para os Patriot — disse Zelensky na semana passada.
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Outra arma a preocupar os ucranianos é o míssil Kh-32, que sofreu uma série de atrasos desde o início de seu desenvolvimento, nos anos 1980, e que entrou em serviço em 2016. Com alcance de até mil quilômetros, é apresentado como “virtualmente impossível de ser interceptado” — tal como o Zircon, foi desenvolvido como arma contra navios.
Os militares afirmam que ele é empregado principalmente contra o sul, danificando plataformas de petróleo e a infraestrutura portuária, mas alegam que o fortalecimento das defesas aéreas locais reduziu sua eficácia.
— Recentemente, foram lançados contra Kiev nada menos que 12 mísseis desse tipo. Cada um carrega uma ogiva com cerca de uma tonelada. Nove foram interceptados. Este é um caso sem precedentes que merece toda a atenção e gratidão aos nossos militares que interceptaram esses mísseis — disse Ihnat ao RBC Ucrânia. — Antes disso, mais de 400 mísseis desse tipo foram lançados, e apenas três foram interceptados.
Bálticos na mira
Mais do que tentar forçar a Ucrânia a capitular ou aceitar condições mais duras em negociações que ainda parecem longe de uma conclusão, a ofensiva de inverno manda uma mensagem ao Ocidente: os arsenais russos estão cheios, com armas potentes e capazes de atingir o território europeu.
Rússia exibe implantação de mísseis Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia
Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia
No começo do ano, um míssil balístico do modelo Oreshnik atingiu Lviv, localizada a cerca de 60km da fronteira com a Polônia, um país que integra a União Europeia e a Otan. Na ocasião, o chanceler ucraniano, Andrii Sybha, disse tratar-se de “uma grave ameaça à segurança do continente europeu e um teste à comunidade transatlântica”. A arma tem um alcance potencial de 5,5 mil km, é capaz de carregar ogivas nucleares — em Lviv e em Dniéper, onde foi usada pela primeira vez, em 2024, as cargas eram convencionais — e foi apresentada como “praticamente impossível de ser interceptada”.
— Putin já convenceu os europeus de que ele é uma ameaça e que ele não vai parar na Ucrânia. Tanto é que Finlândia e Suécia entraram na Otan. Os europeus estimam que, cinco anos após o fim da guerra na Ucrânia, ele terá se rearmado e testará a unidade do continente com uma ação militar, provavelmente contra uma das repúblicas bálticas — aponta Rudzit. — Para o público externo, Putin faz isso para que seu país seja visto como uma grande potência, para que ele seja temido. Isso também é fundamental para manter o apoio do público interno.
Dirigentes políticos próximos da Nobel da Paz e líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, foram soltos neste domingo, um mês após o governo interino do país começar a libertar presos políticos, após a queda de Nicolás Maduro. Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, e Perkins Rocha, de 63, foram soltos dois dias antes de o Parlamento venezuelano votar uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
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María Corina, que deixou a Venezuela em sigilo em dezembro para receber o Nobel, e cujo paradeiro é desconhecido desde então, comemorou as libertações.
“Meu querido Juan Pablo, contando os minutos para poder te abraçar! Você é um herói, e a história SEMPRE o reconhecerá. Liberdade para TODOS os presos políticos!!”, publicou a opositora em sua conta na rede social X.
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Em 8 de janeiro, o governo interino da Venezuela anunciou um processo para libertar um “número significativo” de presos políticos, em meio à pressão exercida pelo governo de Donald Trump nos EUA. Desde então, familiares e ONGs têm denunciado que as solturas estão ocorrendo a conta-gotas.
Ainda há outros colaboradores de Corina Machado presos, entre eles Freddy Superlano, detido durante a contestada reeleição de Maduro em 2024 para um terceiro mandato consecutivo. O ex-embaixador e ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que reivindica sua vitória no pleito de 2024, exigiu neste domingo “a liberdade plena e imediata de todas as pessoas presas por razões políticas”.
“Estas solturas não equivalem à liberdade plena. Enquanto os casos seguirem abertos, e persistirem medidas restritivas, ameaças e vigilância, a perseguição continua. A justiça não se satisfaz com saídas parciais nem condicionadas”, declarou no X González Urrutia, que vive exilado na Espanha.
A ONG Foro Penal, que defende presos políticos, informou ter verificado hoje 30 novas libertações. Segundo seus dados, cerca de 400 pessoas presas por motivos políticos foram soltas desde 8 de janeiro.
Juan Pablo Guanipa, ex-vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, ao lado da líder da oposição no país, María Corina Machado
Pedro MATTEY / AFP
Juan Pablo Guanipa, que chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Parlamento, foi preso em 23 de maio de 2025, vinculado a uma suposta conspiração contra a eleição de governadores e deputados para o Parlamento. Sua libertação foi anunciada por seu filho Ramón Guanipa e, pouco depois, o próprio dirigente postou um vídeo no X, no qual mostra o que parece ser seu alvará de soltura.
— Aqui estamos, saindo em liberdade depois de um ano e meio — diz o opositor. — Dez meses escondidos, quase nove meses aqui detido. Hoje estamos livres. Muito o que falar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro lugar.
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Guanipa passou meses foragido, e sua última aparição pública tinha ocorrido em 9 de janeiro de 2025, quando acompanhou Corina Machado em um ato contra a posse de Maduro após as eleições de 28 de julho de 2024, que a oposição denunciou como fraudulentas. Foi acusado de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio.
Em 2017, o opositor foi eleito governador do estado petroleiro de Zulia, mas se negou a tomar posse perante a Assembleia Nacional Constituinte, alinhada a Maduro, por considerá-la ilegítima. Guanipa foi destituído, e novas eleições foram convocadas.
A prisão El Helicoide, em Caracas, na Venezuela
Yuri Cortez / AFP
Perkins Rocha, assessor jurídico de Corina Machado e delegado da maior coalizão opositora do país, também se juntou ao grupo de presos políticos libertados neste domingo, confirmaram sua família e a Foro Penal. A imprensa local divulgou fotografias de uma viatura policial estacionada em frente ao edifício onde Rocha reside em Caracas.
O opositor, que é advogado e professor universitário, foi liberado com medidas cautelares “muito rígidas”, publicou sua esposa, María Constanza Cipriani, em seu perfil na rede X, @MaCostanzaCR, sem detalhar as restrições.
“Agora vamos buscar a liberdade plena”, acrescentou, junto com uma fotografia de ambos.
Rocha estava preso há um ano e meio. Ele foi detido em 27 de agosto de 2024, em meio à onda de prisões realizadas após a questionada reeleição de Maduro em 28 de julho de 2024.
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A oposição denunciou fraude após o órgão eleitoral venezuelano proclamar a vitória de Maduro sem divulgar os resultados detalhados, como exige a lei, alegando um ataque cibernético aos seus sistemas. Após a reeleição, protestos irromperam, deixando 28 mortos e mais de 2,4 mil detidos, classificados pelas autoridades chavistas como “terroristas”
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que receberá o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca no final deste ano, enquanto as duas maiores economias do mundo buscam redefinir as relações abaladas por uma tensa guerra comercial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou neste domingo (8) António José Seguro pela vitória nas eleições presidenciais em Portugal. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a eleição representa “a vitória da democracia” e que o resultado consolida a posição portuguesa de apoio ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
“Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente brasileiro.
Segundo Lula, o Brasil seguirá trabalhando em parceria com o novo chefe de Estado português e com o primeiro-ministro para o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.
“O Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito e o primeiro-ministro Luís Montenegro pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável”, acrescentou Lula.
O candidato socialista moderado venceu o segundo turno da eleição presidencial em Portugal, realizado neste domingo, de maneira contundente, com 95% das urnas apuradas. Segundo os números, Seguro recebeu entre 66% votos válidos, contra 34% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, hoje a segunda força política do país.
— O povo português é excelente, que demonstrou um apego enorme à nossa democracia — afirmou Seguro a jornalistas na saída de sua casa, e dizendo que seu objetivo “é servir ao país”.
O Gabinete de segurança de Israel aprovou uma série de medidas que ampliam o controle e a presença jurídica israelense na Cisjordânia, território palestino ocupado e que enfrenta a expansão de assentamentos judaicos — ilegais pelas leis internacionais — e da repressão contra a população local pelas forças de segurança e colonos. Ao comentar as ações, um dos ministros disse que “continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino”.
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A principal ação foi a derrubada de uma lei cunhada nos tempos de controle jordaniano do território — a ocupação israelense teve início após a Guerra dos Seis Dias, em 1967 —, que proibia a compra de terras por pessoas que não fossem muçulmanas. Até agora, judeus que quisessem comprar terras na Cisjordânia precisavam de licenças e intermediários, mas agora, a nova interpretação quer “permitir que os judeus comprem terras na Judeia e Samaria (termo bíblico usado por Israel para se referir à Cisjordânia) da mesma forma que compram [terras] em Tel Aviv ou Jerusalém”.
O pacote ordena a publicação de todos os registros de propriedades na Cisjordânia, que até agora eram sigilosos, permitindo que os donos das terras sejam identificados e que possam ser pressionados a vender seus terrenos. Outra medida é a transferência da autoridade sobre novas construções no assentamento judaico de Hebron para Israel — até agora, essa era responsabilidade do município de Hebron, que responde à Autoridade Nacional Palestina (ANP), em conjunto com representantes de Israel.
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Pelo plano, Israel quer ampliar seus poderes administrativos nas áreas A e B, o que pode ser uma violação dos Acordos de Oslo II, assinados em 1995 e que estabeleceram as bases para um governo palestino da Cisjordânia. Segundo os acordos, a área A está sob controle civil palestino e militar de Israel, e a área B é controlada totalmente pela ANP.
Ao comentar as medidas, Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e um dos defensores do plano, disse que ele e seus colegas de governo “continuarão a matar a ideia de um Estado palestino”.
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Apesar da oposição de boa parte da comunidade internacional e dos Estados Unidos, o Gabinete do premier Benjamin Netanyahu não esconde as intenções de ocupar, de maneira total, a Cisjordânia, um desejo antigo dos colonos judeus. Em outubro, o Parlamento aprovou, em primeira votação, um projeto neste sentido, mas Netanyahu tentou se afastar da iniciativa, temendo represálias da Casa Branca — na quarta-feira, ele se reúne com o presidente americano, Donald Trump, em Washington, para discutir a situação em Gaza.
“Netanyahu prometeu acabar com o Hamas em Gaza, mas na prática optou por derrubar a Autoridade Palestina”, afirmou, em comunicado, a ONG israelense Peace Now, se referindo ao pacote anunciado neste domingo. “[O primeiro-ministro] cancela acordos assinados por Israel e impõe a anexação de facto [da Cisjordânia], em completa oposição à vontade do povo, aos interesses israelenses e à posição clara do presidente Trump.”
O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse que o plano israelense é ilegal e inválido, e configura “uma tentativa aberta de Israel de legalizar a expansão dos assentamentos, o confisco de terras e a demolição de propriedades palestinas, inclusive em áreas de soberania palestina”. O grupo Hamas, presente na Faixa de Gaza, exigiu “que as nações árabes e muçulmanas cumpram sua responsabilidade histórica de desafiar a ocupação e seu grande plano de anexar a Cisjordânia”.
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Sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, considerados ilegais, segundo o direito internacional. Neste território vivem cerca de três milhões de palestinos. A ONU informou que a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia alcançou, em 2025, seu nível mais alto desde 2017, quando a organização internacional começou a coletar esses dados.
(Com AFP)
O memorial dedicado às vítimas do incêndio em Crans-Montana, na Suíça, que vitimou mais de 40 pessoas na véspera de Ano Novo nesta estação de esqui suíça, pegou fogo neste domingo, anunciou a polícia local. Localizado próximo ao local da tragédia, o memorial improvisado, coberto de flores, velas e mensagens de condolências, foi consumido pelas chamas às 6h (horário local), informou a polícia regional em um comunicado.
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“Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio rapidamente”, acrescentou a polícia cantonal de Valais na plataforma de mídia social X.
As autoridades anunciaram uma investigação para determinar a causa do incêndio. O memorial estava inicialmente localizado em frente ao bar incendiado, mas foi posteriormente transferido para um local próximo.
Imagens transmitidas no domingo pela emissora pública suíça RTS mostraram o topo da lona branca em formato de iglu, que protege o memorial das intempéries, escurecido.
O incêndio no Ano Novo, que começou nas primeiras horas do dia 1º de janeiro no bar Le Constellation, em Crans-Montana, deixou 41 mortos e 115 feridos, a maioria adolescentes e jovens adultos. A promotoria responsável pelo caso indicou que o incêndio foi causado por sinalizadores que incendiaram o teto do porão do estabelecimento.
O candidato socialista moderado António José Seguro venceu o segundo turno da eleição presidencial em Portugal, realizada neste domingo, de maneira contundente, apontam projeções divulgadas pela imprensa local. Segundo os números, ele recebeu entre 67% e 71% dos votos válidos, contra até 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, hoje a segunda força política do país.
— O povo português é excelente, que demonstrou um apego enorme à nossa democracia — afirmou Seguro a jornalistas na saída de sua casa, e dizendo que seu objetivo “é servir ao país”
Os números confirmam o favoritismo de Seguro, que no primeiro turno terminou com 31,1% dos votos e que teve sucesso ao angariar apoios desde a esquerda até partes da direita moderada — o primeiro-ministro, Luis Montenegro, que no mês passado afirmou que seu governo é de centro, e que não apoiaria candidatos que “representam o espaço político da direita e o espaço da esquerda”. Na pesquisa mais recente, ele aparecia com 67% das intenções de voto, número similar ao que as urnas devem confirmar.
— Esta vitória é de todos os democratas, dos direitos constitucionais. Dois terços do país quiseram que não fosse alguém que não prezasse a constituição a ser presidente — afirmou o secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, destacando que “a vitória vai da esquerda do PS, ao centro e à direita democrática”.
Líder da Juventude Socialista nos anos 1990, quando se aproximou do ex-premier e hoje secretário-geral da ONU, António Guterres, Seguro se elegeu deputado nacional e posteriormente eurodeputado na lista encabeçada por Mário Soares, no final do século passado. No Partido Socialista, chegou a disputar a liderança da sigla, na década de 2010, mas foi derrotado por António Costa (que se tornaria premier) nas primárias e abandonou temporariamente a vida pública.
Em 2024, começou a ventilar uma candidatura à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa, confirmada meses depois, e agora consagrada com a vitória no segundo turno. Caso se confirmem as projeções, será o melhor resultado de um candidato à Presidência desde 1991, quando Mário Soares foi eleito para seu segundo mandato com 70,35%.
Embora o papel do chefe de Estado português seja principalmente simbólico, ele atua como árbitro em momentos de crise e tem o poder de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas antecipadas.
— A intensidade com que as funções e os seus poderes vão ser utilizados pode ser calibrada em função, por um lado, das circunstâncias concretas, designadamente do contexto político, e, por outro, em função da própria personalidade e do entendimento que o titular do cargo faz relativamente aos seus poderes — afirmou a constitucionalista Teresa Violante, em entrevista à CNN Portugal.
Do outro lado estava André Ventura, líder do Chega, que confirmou a força da extrema direita em Portugal, também presente nas últimas eleições legislativas. Pelas projeções, ele pode chegar a até 33% dos votos válidos.
— Temos de continuar a trabalhar para convencer o país de que é preciso esta mudança — disse Ventura, nas primeiras declarações após a derrota.
Apesar do resultado, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, disse que seu partido foi o “grande vencedor da direita”, criticando os “50 anos de sistema que se uniu e se juntou contra nós”.
— Esta noite não vai ter grande história — afirmou o parlamentar, citado pelo Diário de Notícias logo após a divulgação das pesquisas. — Achamos que a candidatura de André Ventura merecia mais, mas os resultados são o que são. Cabe-nos aceitá-los e dizer apenas que se perdeu uma oportunidade de mudança.
A votação foi impactada pelas fortes tempestades que atingiram o país nas últimas duas semanas, e que levaram ao adiamento do primeiro turno em várias localidades. Ventura defendia que a eleição fosse adiada nacionalmente, embra a lei não preveja essa possibilidade. Na campanha, Seguro pedia a seus eleitores que fossem às urnas apesar das dificuldades, apontando a abstenção como um rival tão poderoso quanto Ventura. Com 87% das urnas apuradas, a abstenção era de 41,81%.
Enquanto intensificava os treinos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, a equipe israelense de bobsled enfrentou um contratempo fora das pistas. Um apartamento utilizado pelos atletas foi alvo de um assalto, com a perda de documentos e equipamentos em meio à fase final de preparação.
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O caso veio a público no sábado (7), quando o piloto AJ Edelman revelou o ocorrido em uma postagem no X (antigo Twitter). Segundo ele, “milhares de dólares em pertences e passaportes foram roubados” da residência usada pela equipe.
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De acordo com Edelman, além dos passaportes, foram levados malas, sapatos e equipamentos esportivos. Ao comentar o episódio, ele escreveu: “Que temporada…”. O atleta também afirmou que a equipe retomou as atividades logo depois e declarou: “Tenho que dizer que a equipe @israelbobsled é um excelente exemplo de como seguimos em frente em circunstâncias difíceis”.
O grupo estava treinando na República Tcheca antes da competição na Itália, e o caso é investigado pelas autoridades locais. À Associated Press (AP), AJ Edelman afirmou que estava na Itália no momento do roubo e relatou os detalhes do ocorrido.
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A participação em Milão-Cortina marca a primeira vez que Israel competirá no bobsled, segundo a Associated Press. A equipe garantiu a vaga após a Grã-Bretanha abrir mão de uma das posições disponíveis, o que permitiu a convocação do país seguinte na lista de classificação.
Israel deve disputar as provas de duplas e de quatro homens, com Edelman pilotando os trenós ao lado de Menachem Chen, Ward Fawarseh e Omer Katz.
Ainda de acordo com a AP, a presença israelense em competições esportivas internacionais tem ocorrido em meio a reações e boicotes relacionados à guerra em Gaza, que, segundo a agência, já deixou mais de 71.800 palestinos mortos.
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina tiveram cerimônia de abertura realizada em 6 de fevereiro, no Estádio San Siro, com apresentações musicais e a participação de artistas e personalidades internacionais. Durante o evento, a atriz Charlize Theron, embaixadora da paz das Nações Unidas, fez um discurso dirigido aos participantes e ao público: “Atletas, espectadores de todos os cantos do mundo, esta é uma mensagem de paz do meu amado compatriota Nelson Mandela.”
Ela acrescentou: “…Que estes Jogos sejam mais do que apenas esporte. Que sejam uma lembrança da nossa humanidade comum, do nosso respeito mútuo e um apelo retumbante pela paz em todos os lugares.”
O Partido Liberal Democrata (PLD), da premier japonesa, Sanae Takachi, conquistou uma vitória histórica nas eleições para a Câmara Baixa do Parlamento Japonês neste domingo. De acordo com as projeções, a sigla terá supermaioria na Casa, o que garante ao governo a aprovação de projetos sem a necessidade de negociar com outras forças políticas.
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Os números da rede NHK apontam que o PLD e o Partido da Inovação do Japão, seu parceiro de coalizão, podem chegar a 366 cadeiras. Segundo o portal Asahi Shimbun, ao menos 352 assentos já estão garantidos de um total de 465 cadeiras na Câmara Baixa. Essa é a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial que um partido conquista a supermaioria — antes da eleição, a coalizão governista tinha apenas 232 cadeiras, e dependia de acordos para aprovar matérias de governo..
A votação antecipada foi uma aposta da popular premier Sanae Takaichi, a primeira mulher a comandar o governo japonês na História moderna, e que buscava traduzir em apoio parlamentar seus elevados índices de aprovação, e virar uma página complicada para o PLD, marcada por derrotas nas urnas e uma sequência de crises internas.
Com a supermaioria, poderá avançar em planos por vezes contestados para reduzir a inflação, cortar impostos, impulsionar o crescimento econômico e enfrentar um contexto de segurança regional cada vez mais complexo. Nas primeiras declarações, agradeceu o empenho dos eleitores que enfrentaram uma onda de frio e nevascas para ir às urnas, e delimitou seus próximos passos.
— Defendemos políticas que enfrentam forte oposição, incluindo uma grande mudança na política econômica e fiscal, o fortalecimento de nossa política de segurança e o aprimoramento das capacidades de inteligência — disse Takaichi na sede do PLD, quando os resultados estavam sendo divulgados, citada pelo Asahi Shimbun. — Se conquistarmos a confiança do povo, devemos trabalhar diligentemente nessas questões.
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Tal como seu guru político, o ex-premier Shinzo Abe (morto em 2022), Takaichi defende ampliar os gastos do Estado para estimular a economia, ao mesmo tempo em que mantém a responsabilidade fiscal. Contudo, existe a preocupação de que o Banco do Japão seja cada vez mais pressionado para agir caso a inflação dispare novamente — antes de sua chegada ao cargo, o PLD era alvo de críticas pela alta recorde de itens como arroz, essencial na culinária do país.
— As pessoas querem que suas vidas sejam melhores e mais confortáveis ​​porque estamos tão acostumados a não ter inflação. Então as pessoas estão muito preocupadas. Acho que precisamos de uma solução a longo prazo, em vez de soluções paliativas — disse Ritsuko Ninomiya, uma eleitora de Tóquio, à rede BBC.
O tom nacionalista de Takaichi (que tem toques anti-imigração) agrada um eleitorado que deu uma guinada considerável à direita nos últimos anos, algo refletido no avanço de siglas como o Sanseito, cujo lema é “Façam o Japão Grande Novamente”, versão local do movimento Maga de Donald Trump nos EUA. A sigla não atingiu sua meta de conquistar 30 cadeiras — deve conquistar metade disso — mas deu um salto em relação aos dois assentos que tinha antes das eleições deste domingo.
Falando em Trump, a premier tem uma relação próxima com o republicano, que antes da votação expressou seu apoio e a convidou para uma visita a Washington, em março, Na rede social X, em meio à divulgação dos resultados, Takaichi disse que a “aliança e amizade com os Estados Unidos da América são construídas sobre profunda confiança e estreita e sólida cooperação”, e que “o potencial da nossa aliança é ILIMITADO”.
Contudo, nem tudo são flores no futuro da premier que compartilha detalhes de sua vida nas redes sociais com frequência e que gosta se se comparar à ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher. No final do ano passado, ela sugeriu que poderia intervir militarmente caso a China, maior parceiro comercial do Japão, invadisse Taiwan, arquipélago considerado uma província rebelde por Pequim.
Diplomacia: Por que o Japão devolve pandas à China após mais de 50 anos?
Empresas japonesas foram boicotadas, pandas devolvidos, artistas tiveram eventos cancelados, voos foram adiados e os turistas chineses riscaram o país de sua lista de destinos, por recomendação das autoridades em Pequim.
— Agora ela não precisa se preocupar com eleições até 2028, quando ocorrerão as próximas eleições para a Câmara Alta — afirmou Margarita Estévez-Abe, professora da Universidade Syracuse, ao jornal britânico Guardian. — Portanto, o melhor cenário para o Japão é que Takaichi respire fundo e se concentre em melhorar o relacionamento com a China.

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