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Nove pessoas foram mortas nessa terça-feira, em uma área remota do oeste do Canadá, incluindo sete que foram baleadas em uma escola de ensino médio, e outras duas encontradas mortas em uma residência, informou a polícia federal.
A Polícia Montada Real Canadense disse que o incidente envolveu um “atirador ativo na Escola de Ensino Médio Tumbler Ridge”, na Colúmbia Britânica, e que “um indivíduo que se acredita ser o atirador também foi encontrado morto, com o que parece ser um ferimento autoinfligido”.
* Em atualização
A retirada da bandeira arco-íris do monumento mais importante nos Estados Unidos para a comunidade LGBTQIA+, devido a normas do governo de Donald Trump, causou indignação e gerou um protesto nesta terça-feira (10).
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A bandeira associada a essa comunidade foi retirada do Monumento Nacional de Stonewall, na cidade de Nova York, devido a um memorando de 21 de janeiro do Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pelo monumento.
O documento proíbe no local emblemas que não sejam a bandeira americana ou referentes ao Departamento do Interior, com poucas exceções.
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SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Uma centena de manifestantes se reuniu em um parque localizado em frente ao monumento, no centro de Manhattan, e denunciaram a medida como “um tapa na cara” da comunidade.
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O democrata Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, disse que ficou indignado com a decisão. “Nova York é o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+, e nenhum ato de apagamento poderá mudar ou silenciar essa história”, publicou no X.
O monumento lembra os distúrbios que ocorreram em 1969, após uma operação policial no Stonewall Inn, um bar que reunia público gay, localizado no bairro de Greenwich Village. Os confrontos, que duraram seis dias, deram origem ao movimento moderno pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, que se estendeu mais tarde às pessoas transgênero e não-binárias.
Trump costuma criticar as pessoas trans e o que chamou de “extremismo ideológico de gênero” durante sua campanha eleitoral.
Dias após retornar ao cargo, ele assinou um decreto que declarava apenas dois gêneros oficiais nos Estados Unidos: masculino e feminino.
Um mês depois, o Serviço Nacional de Parques apagou as referências às pessoas trans e queer do site do monumento. Mas o entorno do local ainda estava enfeitado com bandeiras LGBTQIA+.
Nos últimos dias, um grupo de turistas na Ilha Barú, em Cartagena, Colômbia, teve que ser evacuado de suas acomodações devido às fortes chuvas na região e aos alertas sobre condições climáticas adversas. Entre os visitantes estava Fede Salas, um criador de conteúdo estrangeiro que documentou toda a mobilização das pessoas e posteriormente a compartilhou em suas redes sociais.
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“Fomos apanhados por uma tempestade numa ilha e tivemos de evacuar pelos esgotos”, revelou o influenciador na sua conta do TikTok. Na publicação, o jovem também mencionou que a evacuação se deu devido ao aumento da força das ondas.
Salas destacou em sua conta no TikTok que as autoridades locais alertaram para ondas altas e solicitaram a evacuação de turistas e trabalhadores antes da meia-noite.
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Segundo o criador de conteúdo, os moradores de Barú estavam nervosos com as grandes ondas que apareceram, porque, minutos antes, uma delas atingiu a recepção do hotel e levou tudo em seu caminho.
No entanto, o que mais chamou a atenção do turista e de sua acompanhante foi o caminho que tiveram que percorrer para sair do local, conforme indicado pelas autoridades locais.
“Agora estamos andando pelos esgotos porque o prédio começou a desabar. Uma onda veio e destruiu tudo”, disse Salas em um vídeo compartilhado em sua conta no TikTok.
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Segundo o jovem, a jornada foi um grande desafio para o grupo, pois as águas estavam contaminadas com fezes humanas e vermes, o que os impedia de respirar normalmente enquanto caminhavam.
“Todos os banheiros da acomodação ficam aqui. Andar na água com cocô: zero de dez. Não recomendo”, concluiu o criador de conteúdo para redes sociais, enquanto tentava cobrir o rosto com um pedaço de roupa para evitar o mau cheiro.
Após concluir a jornada, o grupo conseguiu chegar em segurança; no entanto, as imagens publicadas pela ‘influenciadora’ geraram uma onda de comentários sobre a falta de protocolos de higiene mais adequados para visitantes em meio à atual crise climática que afeta o Caribe colombiano.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que escapou de uma tentativa de assassinato quando voava em um helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano de narcotraficantes para atentar contra ele.
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O mandatário sustentou que, na noite de segunda-feira, não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, no Caribe colombiano, porque “temia” que “fossem atirar” na aeronave em que estava. A denúncia ocorre em meio a um pico de violência que abala a campanha eleitoral a três meses das eleições presidenciais, nas quais, por lei, ele não pode buscar a reeleição.
— Ontem à noite não pude pousar porque fui informado de que o helicóptero em que eu viajava com minhas filhas seria alvejado. Eles nem sequer acenderam as luzes do local onde eu deveria pousar — disse Petro.
A informação também foi divulgada nesta pelo gerente do Sistema de Meios Públicos, Hollman Morris, nas redes sociais. No X, Morris afirmou que o próprio mandatário revelou a existência do plano: “O presidente Gustavo Petro informa ao país que, nos últimos dias, estava sendo planejado um plano para matá-lo”, escreveu.
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De acordo com o dirigente, o presidente também teria descoberto “uma armação para colocar alucinógenos em um automóvel”. Ainda segundo Morris, os planos para atentar contra Petro também incluiriam um ataque contra a família presidencial.
Petro diz que uma “nova junta do narcotráfico” quer assassiná-lo desde sua chegada ao poder, em 2022. Nesse suposto complô participariam narcotraficantes que vivem no exterior e guerrilheiros como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país e líder da maior dissidência da guerrilha das FARC que assinou o acordo de paz de 2016.
Embora as autoridades colombianas ainda não tenham dado mais detalhes sobre o ocorrido, a notícia surge apenas dias depois de o Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, anunciar que suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump.
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A organização, responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia, protestou depois que os chefes de Estado priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na última terça-feira na Casa Branca. À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os EUA lhe impuseram sanções. O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante no X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
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A Colômbia tem uma longa lista de líderes assassinados, incluindo candidatos presidenciais, em alianças entre narcotraficantes, grupos paramilitares e agentes do Estado. Petro, o primeiro presidente de esquerda na história do país, já havia denunciado em 2024 outra suposta tentativa de assassinato contra ele, que o impediu de comparecer a um desfile militar em 20 de julho daquele ano.
Em 2022, uma comitiva de segurança de Petro — ex-guerrilheiro que tornou-se o primeiro líder de esquerda do país — foi alvo de uma emboscada com tiros de fuzis em uma estrada no norte da Colômbia. Na ocasião, o governo disse que o comboio foi atacado ao fugir de uma falsa blitz quando se aproximavam de San Pablo, em El Tarra, para integrar a segurança de Petro em um evento próximo.
Já em 2025, Miguel Uribe, então senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, foi baleado durante um evento de campanha em Bogotá, capital do país. O político, morto em agosto após ter passado semanas em estado crítico, era um dos principais nomes da oposição ao governo de Petro e havia conquistado espaço entre os líderes da direita colombiana.
(Com AFP)
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, informou que a senadora indígena Aida Quilcué foi sequestrada nesta terça-feira em uma área controlada por guerrilheiros no sudoeste da Colômbia, em meio a uma onda de violência que tem abalado a campanha eleitoral a três meses das eleições presidenciais. Petro disse ainda que escapou de uma tentativa de assassinato, dias após o pré-candidato à Presidência Miguel Uribe ter sido baleado durante um evento de campanha.
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A política de 53 anos foi sequestrada em seu departamento natal, Cauca, uma região produtora de coca assolada por conflitos e controlada por dissidentes das FARC que romperam o acordo de paz de 2016.
— Se não a libertarem, será um grito de guerra contra todos os povos indígenas de Cauca e do país. Espero que isso seja resolvido rapidamente — disse o presidente, “porque, caso contrário, terão cruzado uma linha vermelha”.
Petro contou que a senadora foi “interceptada à 1h da manhã no horário local (3h em Brasília). Quilcué pertence ao movimento governista Pacto Histórico, que levou um presidente de esquerda ao poder pela primeira vez em 2022 com Petro.
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O presidente afirmou ainda que escapou de uma tentativa de assassinato enquanto viajava de helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano de narcotraficantes para matá-lo.
O líder de esquerda declarou que, na noite de segunda-feira, não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, na costa caribenha da Colômbia, porque “temia” que “fossem atirar” na aeronave em que viajava.
— Voamos sobre mar aberto por quatro horas e acabei onde não deveríamos estar — disse Petro, “escapando por pouco de ser morto”.
Ele fez essas declarações durante uma reunião com ministros transmitida ao vivo, em meio a uma
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Pré-candidato atacado
No sábado, o senador Miguel Uribe, pré-candidato à Presidência da Colômbia, foi baleado durante um evento de campanha, em Bogotá, capital do país. Ele passou por uma cirurgia após chegar em “estado crítico” a uma clínica, informou neste domingo o prefeito da cidade.
Uribe, que é dirigente do principal movimento de direita do país e opositor de Petro, foi atingido com dois tiros na cabeça e outro no joelho. Vídeos mostram que ele discursava no momento em que são ouvidos os disparos. As autoridades afirmaram ter apreendido um menino de 14 anos, que seria o responsável pelos disparos, mas disseram estar em busca do mandante do crime.
Um novo boletim médico, divulgado nesta segunda-feira, sobre o estado de saúde do pré-candidato aponta que o senador permanece em “estado crítico” e que tem apresentado “pouca resposta” ao tratamento até o momento. Em uma publicação nas redes sociais, a esposa de Uribe, María Claudia Tarazona, pediu orações pelo marido e afirmou que o marido “precisa de um milagre”.
Na segunda-feira, Petro revelou que o aparato de segurança de Uribe foi “estranhamente reduzido” pouco antes do político de oposição ser baleado e pediu que o Conselho de Segurança investigasse o incidente “o mais detalhadamente possível”. Segundo o presidente, dos sete agentes que deveriam estar em ação, apenas três participavam do aparato se segurança — ao mesmo tempo, ele criticou o que chamou de “uso eleitoral” do ataque.
Pouco antes dos comentários de Petro, o advogado de Miguel Uribe apresentou uma queixa criminal contra o diretor da Unidade Nacional de Proteção (UNP), responsável pela segurança de políticos e candidatos a cargos eletivos, afirmando ter feito mais de 20 pedidos neste ano para reforçar as medidas de segurança de seu cliente, mas que teriam sido ignorados. Na solicitação, o advogado pediu a abertura de um inquérito para “apurar se o Estado, por omissão, deixou Uribe indefeso”.
Quando o cantor porto-riquenho Bad Bunny levou a bandeira de sua terra natal ao show de intervalo do Super Bowl, um dos palcos mais vistos do mundo, voltou a chamar atenção para uma questão histórica que atravessa mais de um século: por que Porto Rico, culturalmente latino-caribenho e majoritariamente hispanofalante, pertence aos Estados Unidos?
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A resposta começa no fim do século XIX. Porto Rico foi colonizado pela Espanha a partir de 1493 e permaneceu sob domínio espanhol por mais de 400 anos. O território, no entanto, foi cedido aos Estados Unidos em 1898, após a invasão americana durante a Guerra Hispano-Americana e a assinatura do Tratado de Paris.
Desde o início, a relação entre os territórios foi de discriminação. Apenas três anos após conquistar a ilha, decisões da Suprema Corte americana em 1901 deixaram claro que os porto-riquenhos estavam vinculados a uma relação colonial desigual, na qual os residentes da ilha eram vistos como inferiores: as medidas afirmavam que a ilha era “habitada por raças alienígenas” que não poderiam compreender os “princípios anglo-saxões” e que era “pertencente aos EUA, mas não parte dos EUA”.
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX, no Levi’s Stadium, na Califórnia. Ele exibiu a bandeira de Porto Rico em azul-claro, símbolo do independentismo.
Loren Elliott/The New York Times
Inicialmente administrado por militares, o território passou depois a ter governo civil organizado por leis aprovadas pelo Congresso americano. Em 1917, os porto-riquenhos receberam cidadania dos Estados Unidos por meio da Lei Jones-Shafroth — tornando-os elegíveis para o recrutamento militar obrigatório durante a Primeira Guerra Mundial.
Ainda assim, foi preciso esperar até 1947 para que os habitantes da ilha tivessem o direito de eleger seu próprio governador. Em 1952, Porto Rico adotou sua própria Constituição e passou a ser oficialmente classificado como “Estado Livre Associado”. Na prática, trata-se de um território não incorporado dos Estados Unidos.
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A ilha tem governo próprio, governador eleito, Assembleia Legislativa e autonomia administrativa em diversas áreas. No entanto, continua sob soberania americana, e o Congresso dos EUA mantém autoridade final sobre o território. Os moradores de Porto Rico são cidadãos americanos, mas não votam nas eleições presidenciais enquanto residem na ilha. Também não elegem senadores nem deputados com voto pleno.
Em vez disso, Porto Rico escolhe um comissário residente, que pode participar de debates e comissões na Câmara dos Representantes, mas não vota nas decisões finais do plenário. Se fosse admitido como Estado, Porto Rico teria direito a senadores e representantes com direito a voto, como ocorre com as demais unidades da federação. A admissão de um novo Estado, porém, depende de aprovação do Congresso americano.
Ainda hoje, quando os nascidos da ilha têm passaporte americano e podem viver e trabalhar em qualquer parte dos Estados Unidos, apenas cerca de metade dos adultos americanos sabe que os porto-riquenhos são cidadãos dos EUA.
Debate recorrente
O debate sobre o status político da ilha é recorrente. Desde 1967, Porto Rico realizou diversos plebiscitos para consultar a população sobre possíveis mudanças. Em votações realizadas nos últimos anos, a opção pela transformação em Estado obteve maioria entre os participantes. No entanto, as consultas não tiveram efeito automático, porque qualquer alteração depende de decisão do Congresso dos Estados Unidos.
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Em 2022, a Câmara dos Representantes aprovou um projeto prevendo um referendo federal vinculante com três alternativas: tornar Porto Rico o 51º Estado, torná-lo independente ou estabelecer uma livre associação soberana com os EUA. O texto, porém, não foi aprovado pelo Senado antes do fim da legislatura e perdeu a validade.
Com cerca de 3 milhões de habitantes, Porto Rico tem tamanho semelhante ao do Distrito Federal. Na região, o espanhol é o idioma predominante, e a identidade cultural é principalmente latino-caribenha. Mas, ao finalizar sua apresentação na noite de domingo, Bad Bunny optou pelo inglês para enviar sua mensagem final: “God bless America” (“Deus abençoe a América”), disse ele, antes de citar todos os países das Américas e exibir uma bola de futebol americano com as palavras em inglês: “Together, we are America” (“Juntos, nós somos a América”):
— Ainda estamos em aqui — concluiu ele em espanhol.
(Com New York Times)
Um grupo de investidores internacionais que detém títulos venezuelanos escolheu Houlihan Lokey como seu consultor financeiro, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, trata-se de um passo fundamental em sua preparação para uma reestruturação maciça da dívida do país após a queda de Nicolás Maduro.
O Comitê de Credores da Venezuela escolheu o banco de investimentos americano após um processo seletivo que durou semanas, disseram as pessoas, acrescentando que as partes ainda não assinaram um contrato. A informação foi divulgada inicialmente pela Reuters.
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Os representantes da Houlihan Lokey e do comitê não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Bloomberg.
A decisão sinaliza que credores estão se preparando para iniciar negociações com autoridades venezuelanas sobre cerca de US$ 60 bilhões em títulos do governo e da estatal petrolífera PDVSA que estão em calote desde o fim de 2017. Esse valor sobe para uma estimativa de US$ 100 bilhões quando se incluem os juros em atraso.
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Os investidores viram uma oportunidade após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA. A presidente interina Delcy Rodriguez, que tem trabalhado em estreita colaboração com o governo Trump, afirmou estar aberta ao capital estrangeiro, particularmente no setor petrolífero.
O comitê detentor de títulos , um grupo que inclui a Fidelity Management & Research Company LLC, a Morgan Stanley Investment Management e a Greylock Capital Management, afirmou no mês passado que está pronto para iniciar negociações de reestruturação da dívida, assim que receber autorização.
Sanções dificultam
As sanções dos EUA para bloquear negócios da Venezuela, no entanto, proíbem os investidores de se envolverem com autoridades venezuelanas, o que significa que o comitê precisará de uma licença antes que as negociações possam começar. Outros obstáculos incluem possíveis contestações judiciais decorrentes da falta de reconhecimento da autoridade de Rodriguez por parte de Washington.
Ainda assim, a captura de Maduro e os indícios de uma reaproximação diplomática com os EUA impulsionaram o mercado da dívida venezuelana. Os títulos soberanos estão sendo negociados perto de seus níveis mais altos desde 2017, com os títulos com vencimento em 2027 sendo negociados a cerca de 44 centavos de dólar. Os preços atuais são “justos”, segundo a UBS Global Wealth Management, e estão em linha com os valores estimados de recuperação.
O piloto que realizou um pouso de emergência na Geórgia nesta segunda-feira chegou a enviar uma mensagem para a família, acreditando que não sobreviveria à aterrisagem forçada realizada no meio de uma avenida movimentada.
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Ainda no ar, o piloto declarou emergência e gritou Mayday no rádio, afirmando que voltaria para um pouso direto. Porém, logo em seguida, ele emite outra mensagem, afirmando que não conseguiria chegar à pista:
— Eu não vou conseguir. Por favor, diga à minha esposa Molly que eu a amo, e meus pais, eu os amo tanto — declarou no rádio em sua última transmissão antes de chegar à rodovia e atingir alguns carros que estavam parados no semáforo.
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Departamento de Polícia de Gainesville
Apesar de o impacto com o solo ter sido forte, o trem de pouso do Bonanza não colapsa e apenas parte do motor e da carenagem da aeronave são danificados, além de alguns veículos em solo. Duas pessoas que estavam nos carros foram hospitalizadas com ferimentos leves, e o piloto conseguiu sair andando do acidente, sem ferimentos.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o avião consegue pousar em segurança.
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Parlamentares dos Estados Unidos acusaram o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) de ter editado indevidamente informações em documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo informações divulgadas pela BBC, os congressistas afirmam que os arquivos teriam sido censurados antes da divulgação, em desacordo com a legislação aprovada no ano passado para garantir transparência sobre o caso.
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Desde segunda-feira, membros do Congresso passaram a ter acesso às versões sem cortes de cerca de três milhões de páginas de documentos divulgados com base na Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (EFTA, na sigla em inglês), em vigor desde dezembro. A norma determina a liberação dos registros, com preservação da identidade das vítimas.
O deputado democrata Ro Khanna, um dos autores da lei, afirmou que os documentos analisados ainda apresentam ocultações indevidas. Segundo ele, os cortes teriam sido feitos pelo FBI em março, antes de os arquivos serem enviados ao Departamento de Justiça.
A controvérsia ganhou força após advogados que representam vítimas de Epstein alertarem que um novo lote de documentos continha endereços de e-mail e imagens de nudez que poderiam permitir a identificação de sobreviventes. Em nota, as vítimas classificaram a divulgação como “ultrajante” e disseram que não deveriam ser expostas ou retraumatizadas.
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De acordo com a BBC, o Departamento de Justiça informou que retirou do ar os arquivos apontados e atribuiu os erros a “falhas técnicas ou humanas”. Após as críticas, o vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou, na rede social X, que ao menos um documento teve as tarjas revertidas e que o órgão está “comprometido com a transparência”.
Khanna e o deputado republicano Thomas Massie, também coautor da EFTA, disseram que, ao analisar os documentos sem cortes, encontraram uma lista com cerca de 20 nomes em que apenas Jeffrey Epstein e sua associada condenada por tráfico sexual, Ghislaine Maxwell, apareciam sem censura. Segundo Massie, ao menos seis dos nomes ocultados poderiam pertencer a pessoas potencialmente implicadas nos crimes.
Após as reclamações, Blanche afirmou que o Departamento de Justiça retirou as tarjas de todos os nomes que não pertencem a vítimas em um dos documentos citados, mantendo apenas duas ocultações. Ele também negou que outros arquivos apontados pelos parlamentares escondam informações relevantes.
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Khanna, no entanto, afirmou que as medidas adotadas após a divulgação não atendem plenamente às exigências da lei, aprovada quase por unanimidade no Congresso e sancionada pelo presidente Donald Trump em novembro. Segundo o deputado, os documentos recebidos pelo DOJ já estavam censurados pelo FBI, o que violaria o texto legal.
“O FBI de Trump ‘limpou’ esses arquivos em março”, escreveu Khanna nas redes sociais.
Massie afirmou que o episódio indica falhas no manuseio dos arquivos pelo Departamento de Justiça. De acordo com ele, formulários do FBI chegaram ao órgão já com cortes, apesar de a lei determinar que as informações não protegidas sejam liberadas antes do envio.
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O debate também envolve o acesso dos parlamentares aos documentos. O deputado democrata Jamie Raskin criticou as condições impostas pelo DOJ, afirmando que os congressistas têm à disposição apenas quatro computadores, em um escritório separado, para consultar mais de três milhões de páginas sem cortes. Segundo ele, nesse ritmo, a análise completa levaria anos.
Quem aparece nos arquivos?
Segundo a BBC, entre os cortes apontados por Massie, estava um documento que aparenta mostrar uma troca de e-mails entre Epstein e uma pessoa não identificada, discutindo um “vídeo de tortura” e viagens entre a China e os Estados Unidos. O deputado republicano afirmou que a mensagem parecia ter sido enviada por um sultão e exigiu que a identidade oculta fosse revelada.
Blanche respondeu a Massie no X, dizendo que o trecho coberto se trata de um endereço de e-mail.
“A lei exige a ocultação de informações pessoais identificáveis, inclusive quando se trata de um endereço de e-mail. E você sabe que o nome do sultão aparece sem cortes em outros documentos”, afirmou.
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Massie também reclamou que o nome de um “CEO aposentado bastante conhecido” estava ausente da versão pública de um documento do FBI que lista possíveis cúmplices de Epstein.
Poucas horas depois, Blanche disse que esse nome já aparece em outras partes dos arquivos e também foi revelado, reafirmando que o “Departamento de Justiça não está escondendo nada”.
A deputada republicana Lauren Boebert, que também teve acesso aos arquivos, afirmou acreditar que há pessoas “claramente implicadas” nos documentos.
O Departamento de Justiça sustenta que está cumprindo a lei e nega qualquer tentativa de acobertamento. A discussão agora deve se concentrar na extensão das tarjas aplicadas e na interpretação do que pode ou não ser divulgado sem violar a proteção às vítimas.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, admitiu nesta terça-feira ter visitado a ilha do financista Jeffrey Epstein, que mesmo morto há quase sete anos provoca um furacão político, mas negou manter vínculos com o homem acusado de comandar uma rede de tráfico humano e abuso de menores. Ao mesmo tempo em que nomes da elite política e econômica tentam se desvencilhar dos laços passados com Epstein, a oposição democrata questiona os critérios do Departamento de Justiça para omitir (ou manter) nomes dos documentos divulgados.
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Em audiência no Senado, Lutnick afirmou que “desses milhões e milhões de documentos, talvez haja 10 e-mails que me liguem a ele ao longo de um período de 14 anos”, completando que “não tinha nenhum relacionamento” com Epstein, e que “mal teve contato” com ele. Contudo, reconheceu ter visitado a ilha do financista no Caribe — onde, de acordo com relatos das vítimas, ocorreram abusos em série — acompanhado de sua família e amigos, por volta de 2012.
— E nós almoçamos na ilha, isso é verdade, por uma hora. E saímos de lá com todos os meus filhos, minhas babás e minha esposa, todos juntos. Estávamos de férias em família — disse Lutnick. — Não me lembro a razão pela qual fizemos isso.
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Embora uma parcela da elite política, econômica e cultural dos EUA apareça nos arquivos de Epstein, disponibilizados pelo Departamento de Justiça, e que isso não configure necessariamente uma ligação com os crimes do financista, as contradições de Lutnick saltam aos olhos.
No ano passado, em entrevista ao New York Post, Lutnick disse que ele e Epstein foram vizinhos no começo do século, e que por volta de 2005, ouviu comentários inapropriados do financista durante uma visita, e que decidiu cortar laços imediatamente.
— Minha esposa e eu decidimos que eu nunca mais estaria no mesmo ambiente que aquela pessoa repugnante. Então, nunca mais estive no mesmo ambiente que ele, seja socialmente, a negócios ou mesmo em eventos filantrópicos. Aquele cara estava lá, e eu não ia porque ele é nojento — disse Lutnick ao Post, em outubro passado.
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Durante a sessão na Subcomissão de Apropriações do Senado, as inconsistências foram expostas. O democrata Jeff Merkley apontou, citando os documentos do Departamento de Justiça, ao menos oito contatos entre Lutnick e Epstein depois de 2005. Entre eles, um convite para um evento de arrecadação de fundos para a campanha de Hillary Clinton à Presidência e um pedido de coordenadas navais para a ilha de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas.
— A questão não é que você tenha cometido qualquer delito em relação a Jeffrey Epstein, mas sim que você tenha deturpado completamente a extensão do seu relacionamento com ele perante o Congresso, o povo americano e as vítimas de seus atos criminosos e predatórios desprezíveis — afirmou o senador democrata Chris Van Hollen.
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Pressionado, Lutnick disse que “nos 14 anos seguintes, encontrei-o mais duas vezes” em períodos espaçados, incluindo depois de 2008, quando Epstein já havia se declarado culpado em processo por prostituição de uma menor de idade. O financista morreu em 2019, em uma prisão de Nova York, antes de ser julgado pelas acusações de comandar uma rede de tráfico humano e abuso de menores.
Apesar de alguma resistência dos republicanos, o líder da maioria governista no Senado, John Thune, não soou disposto a proteger Lutnick.
— A transparência é algo a que todos devemos aspirar aqui, e se houver pessoas que forem citadas ou mencionadas de alguma forma, elas terão que responder por isso — disse a repórteres, citado pelo portal Politico.
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A admissão de que ele esteve com Epstein em 2012 no Caribe, aliada a episódios como um suposto jantar com o financista e o cineasta Woody Allen em 2011, tornaram a situação de Lutnick ainda mais complicada (Lutnick nega ter se sentado com Allen e Epstein). O secretário de Comércio é um dos membros mais leais do Gabinete de Donald Trump, e está à frente do tarifaço global do republicano. Para os democratas, o tempo dele chegou ao fim.
“Durante meses, ele alegou não ter passado ‘nenhum tempo’ com Epstein. Agora, nos Arquivos Epstein, descobrimos que os dois eram sócios em negócios anos depois da primeira condenação de Epstein, com Lutnick inclusive planejando visitar a ilha particular de Epstein”, afirmou, em comunicado, o senador Adam Schiff. “Lutnick não tem o direito de ser nosso secretário de Comércio e deveria renunciar imediatamente.”
Na semana passada, o Departamento de Comércio afirmou, em declarações à rede CNN, que “Lutnick teve interações limitadas com o sr. Epstein na presença de sua esposa e nunca foi acusado de qualquer irregularidade”. A Casa Branca não se pronunciou sobre a continuidade dele no cargo.
Promessa de campanha de Donald Trump, a divulgação dos milhões de documentos do processo contra o financista se tornaram uma das maiores dores de cabeça para o republicano. Sem a suposta lista de clientes recheada de rivais democratas, os e-mails, fotos e mensagens jogaram luz sobre as relações de Epstein com a elite global, incluindo o próprio Trump, cujo nome aparece algumas milhares de vezes.
No Reino Unido, as baixas já começaram, e incluíram o chefe de Gabinete do premier Keir Starmer, que enfrenta pedidos de renúncia. As menções ao ex-príncipe Andrew preocupam a família real britânica, e a realeza da Noruega tenta conter os estragos causados pela revelação dos laços entre Epstein e a princesa herdeira Mette-Marit . Nos EUA, o temor é de que o caso seja mais um golpe nas pretensões de Trump para manter a maioria no Congresso nas eleições de novembro.
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O Departamento de Justiça, responsável pela divulgação dos documentos, também está sob ataque pela falta de clareza nos critérios para omitir (ou não) nomes citados no processo. Advogados das vítimas apontam que os nomes de ao menos 47 delas não foram apagados — ao contrário do que determina a lei aprovada pelo Congresso para derrubar o sigilo — e parlamentares dizem que pessoas “provavelmente incriminadas por sua inclusão nesses arquivos” tiveram a identidade preservada.
“O FBI de Trump apagou esses arquivos em março. Os documentos que o Departamento de Justiça recebeu continham as partes ocultadas que o FBI havia feito na época. Eles precisam revelar as partes omitidas nos arquivos do FBI para que saibamos quem são os homens ricos e poderosos que estupraram meninas menores de idade”, escreveu, em suas redes sociais, o deputado democrata Ro Khanna.
Todd Blanche, número dois no departamento, disse que “está comprometido com a transparência”, e que as autoridades “não têm nada a esconder”.

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