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Era um dia comum para o professor brasileiro Jarbas Noronha. Morando no Canadá desde 2022, ele dava uma aula de mecânica automotiva na escola secundária de Tumble Ridge na tarde terça-feira quando um aluno resolveu buscar o próprio carro no estacionamento — alunos com boa frequência às vezes recebem permissão para trabalhar em seus próprios veículos durante as aulas. Em pouco tempo, o estudante voltou dizendo ter ouvido tiros. Minutos depois a diretora da escola apareceu à porta da oficina gritando: “Lockdown”. O local estava sendo alvo do que já é considerado um dos piores ataques a tiros da História do Canadá.
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Em entrevista ao New York Times, Noronha, que dá aulas de mecânica e marcenaria na escola há dois anos, afirmou que trancou a porta do corredor e as duas portas da garagem da oficina com a ajuda de seus cerca de 15 alunos. Dois bancos de metal foram usados como barricada.
— Estávamos na parte mais segura da escola — disse o brasileiro. — Se alguém tentasse invadir pela porta do corredor, fugiríamos para o pátio pelas portas da garagem.
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O professor e os alunos permaneceram na garagem por mais de duas horas, até policiais baterem à porta e escoltarem todos até o centro recreativo da escola. Noronha disse ter ficado todo o tempo com os olhos em um grande relógio na parede da oficina. Ele disse que só soube da magnitude da violência quando chegou em casa.
Um estudante da escola ouvido pela rede estatal canadense CBC, identificado como Darian Quist, afirmou que ele e os colegas não entenderam inicialmente a dimensão do que se passava, quando receberam a ordem de lockdown, até que começaram a receber “fotos terríveis” do massacre.
— Trancamos as portas com mesas por mais de duas horas — disse.
Nove pessoas foram mortas e 27 ficaram feridas, duas em estado grave, indicou a Real Polícia Montada do Canadá. Sete pessoas foram encontradas sem vida na escola, incluindo o suposto atirador, e duas pessoas foram encontradas mortas em uma residência local. Uma outra pessoa morreu enquanto era transportada para um hospital. É o terceiro incidente mais letal do gênero na História do país.
A polícia não forneceu as identidades do suposto atirador e das vítimas, e também não comentou sobre a motivação do crime. Os oficiais ainda estavam notificando as famílias das vítimas, disse o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, em uma coletiva de imprensa na noite de terça-feira.
O premier do Canadá, Mark Carney, cancelou sua viagem para a Conferência de Segurança de Munique, e se declarou devastado com os acontecimentos. Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu: “Minhas orações e mais profundas condolências a todas as famílias e amigos que perderam seus entes queridos por estes atos horríveis de violência”.
Alunos e funcionários foram mantidos no centro recreativo da escola enquanto as autoridades realizavam uma contagem de pessoas, disse Noronha. Uma ordem de confinamento foi suspensa às 18h47 e os pais foram autorizados a buscar seus filhos.
O distrito escolar fechou tanto a Tumbler Ridge Secondary School quanto a Tumbler Ridge Elementary School pelo restante da semana. As autoridades provinciais afirmaram que conselheiros especializados em trauma seriam enviados à cidade para apoiar a comunidade. (Com NYT e AFP)
As fitas com a transmissão original de alta qualidade do pouso da Apollo 11 na Lua foram apagadas após serem arquivadas de forma discreta em uma área de armazenamento não identificada da Nasa. Embora outras gravações da missão histórica de 1969 tenham sido preservadas, a perda desse material específico alimentou, ao longo de décadas, teorias da conspiração que questionam desde o que os astronautas teriam visto até a própria veracidade da alunissagem.
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Segundo Tim Dodd, divulgador científico conhecido como Everyday Astronaut no YouTube, as fitas apagadas eram apenas gravações magnéticas de backup que continham o sinal bruto enviado do espaço. Em entrevista, nesta segunda-feira (9), ao podcast de Danny Jones, ele afirmou que a NASA não considerava esse material essencial, já que todos os dados críticos, áudio, vídeo e telemetria, foram transmitidos com sucesso para Houston e exibidos ao vivo na televisão.
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De acordo com Dodd, o sinal de vídeo da Lua era recebido por estações em solo, como uma no deserto de Mojave, na Califórnia, e dividido em duas transmissões. Uma delas seguia para o Centro de Controle da Missão, em Houston, onde os dados eram monitorados e gravados. Esse vídeo, no formato de “varredura lenta”, foi convertido para o padrão de TV NTSC por meio de um cinescópio, técnica que consistia em filmar um monitor, e resultou nas imagens de qualidade inferior vistas pelo público em 1969.
A outra transmissão correspondia ao backup bruto, gravado diretamente em grandes fitas magnéticas, com cerca de 30 centímetros de largura. Essas gravações funcionavam como uma rede de segurança, caso houvesse falhas na comunicação com a espaçonave, o que não ocorreu durante a missão.
As fitas de backup acabaram sendo sobrescritas nas décadas de 1970 e 1980, quando a NASA reutilizou rolos magnéticos antigos devido à escassez desse material. “Ninguém imaginava um futuro em que seria possível digitalizar novamente essas imagens e aumentar sua resolução”, explicou Dodd, destacando que hoje a tecnologia permitiria extrair muito mais qualidade do sinal bruto.
Apesar disso, a agência espacial ainda mantém milhares de horas de dados que comprovam o pouso na Lua, incluindo registros de telemetria, áudio e vídeo de Houston. Além disso, há filmes de 70 milímetros gravados pelas câmeras usadas pelos astronautas na superfície lunar — um formato de altíssima definição que segue em uso em produções IMAX.
Dodd classificou como “mal interpretadas” as alegações de que a NASA teria apagado deliberadamente as gravações da alunissagem. Ele reconheceu, no entanto, que o encerramento das missões lunares em 1972 ainda gera questionamentos. Segundo o divulgador, o motivo foi essencialmente econômico: o programa Apollo teria custado o equivalente a cerca de US$ 300 bilhões em valores atuais, sobretudo devido à construção e aos lançamentos dos foguetes Saturno V. “Havia outros foguetes e equipamentos prontos, mas decidiu-se que não valia mais a pena”, afirmou.
Uma bebê de 17 dias continua desaparecida após um incêndio atingir uma residência no bairro do Queens, em Nova York, na noite desta segunda-feira (9). O fogo matou uma mulher de 34 anos, deixou ao menos nove feridos, entre eles duas crianças, e provocou o desabamento parcial do imóvel, segundo informações do Corpo de Bombeiros da cidade de Nova York (FDNY).
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O FDNY foi acionado pouco antes das 19h para combater o incêndio em uma casa de dois andares e meio. De acordo com a corporação, as chamas começaram no primeiro andar e se espalharam rapidamente, alcançando inclusive imóveis vizinhos. Durante o auge do incêndio, os bombeiros receberam relatos de que dois moradores estariam desaparecidos. “Tínhamos informações confiáveis de que ambos estavam morando no porão”, afirmou o chefe assistente David Simms ao Daily Mail.
Buscas interrompidas após desabamento
Com os canos de água danificados, equipes especializadas precisaram atravessar mais de um metro de água acumulada no porão para localizar uma das vítimas. No local, os socorristas encontraram o corpo de uma mulher de 34 anos. As buscas pela segunda pessoa, uma recém-nascida de 17 dias, tiveram de ser interrompidas devido a um desabamento localizado, segundo o FDNY. Até a tarde de terça-feira, a bebê ainda não havia sido encontrada, e as autoridades acreditam que ela esteja presa sob a água e os escombros.
Ao todo, sete civis ficaram feridos, além de dois bombeiros com lesões leves. Quatro pessoas pularam pelas janelas para escapar das chamas, enquanto outras duas foram resgatadas do segundo andar. Duas das vítimas eram crianças, de 10 e 13 anos, informou a CBS News.
Um homem de 22 anos foi levado ao hospital em estado gravíssimo, com queimaduras em 99% do corpo, segundo a emissora Fox 5. Uma testemunha relatou ao New York Post que a pele do jovem “estava se desprendendo do rosto e do corpo”. Durante o combate ao fogo, um bombeiro caiu através do primeiro andar deteriorado e precisou ser resgatado pelos colegas.
O segundo andar do imóvel desabou completamente, e o telhado foi destruído. Outras duas propriedades foram gravemente danificadas, levando as autoridades a determinarem a evacuação dos moradores dos prédios vizinhos. A rápida propagação das chamas chegou a atingir um carro estacionado em frente à casa.
Imagens feitas por moradores e divulgadas nas redes sociais mostravam uma densa fumaça preta, fios elétricos crepitando e grandes labaredas saindo do imóvel. “Tudo estava subindo muito rápido. Foi terrível”, disse uma testemunha à CBS. Mais de 200 socorristas atuaram na ocorrência, de acordo com a ABC7. O incêndio foi controlado por volta da 1h da madrugada de terça-feira. As causas do fogo seguem sob investigação, e as vítimas ainda não foram identificadas oficialmente.
Uma remota cidade montanhosa do Canadá foi abalada pelo mais mortífero tiroteio em escola no país em décadas. Ao menos nove pessoas morreram após um ataque na escola secundária de Tumbler Ridge Secondary School, em Tumbler Ridge, no nordeste da Colúmbia Britânica.
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Segundo a rede CNN, a polícia encontrou seis mortos e dezenas de feridos quando chegou ao colégio, no início da tarde desta terça-feira. Uma sétima vítima morreu a caminho do hospital. Posteriormente, outras duas pessoas foram encontradas mortas em uma casa no município, supostamente também atingidas pelo atirador.
O suspeito, que estaria usando vestido e teria cabelos castanhos, segundo os tabloides britânicos, foi localizado sem vida dentro da escola. As autoridades confirmaram que já sabem sua identidade, mas não divulgaram o nome nem informaram se se tratava de um estudante. Imagens aéreas e panorâmicas do local mostram que o local tinha muros de tijolos marrons e era cercado por grades.
Tumbler Ridge Secondary School, no Canadá
Reprodução
Duas vítimas foram transportadas por via aérea para hospitais da região em estado grave ou potencialmente fatal. Outras cerca de 25 pessoas receberam atendimento em um centro médico local.
Em alerta de emergência enviado aos celulares dos moradores, a polícia descreveu a suspeita como uma mulher de cabelo castanho que vestia um vestido, segundo a rede pública CBC News. À noite, as autoridades ainda não haviam divulgado a identidade das vítimas nem confirmado quantas eram crianças.
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— Não estamos agora em condições de compreender a razão ou o que poderá ter motivado esta tragédia — afirmou o superintendente Ken Floyd, comandante do Distrito Norte da Real Polícia Montada do Canadá na Colúmbia Britânica. — Faremos o nosso melhor para determinar o que aconteceu.
Tumbler Ridge Secondary School, no Canadá
Reprodução
Comunidade pequena, impacto devastador
Com apenas 2.400 habitantes, Tumbler Ridge fica a cerca de 680 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos, no sopé das Montanhas Rochosas. A escola secundária tem aproximadamente 175 alunos do 7º ao 12º ano, segundo dados oficiais da província.
Onde fica a Tumbler Ridge Secondary School, no Canadá
Reprodução
O prefeito Darryl Krakowka disse que o ataque abalou profundamente a comunidade.
— Vou conhecer todas as vítimas. Estou aqui há 19 anos e somos uma comunidade pequena. Não lhes chamo residentes. Chamo-lhes família — declarou à CBC.
Escola em Tumbler Ridge, Canadá, foi cercada após tiroteio fatal
Reprodução / Redes Sociais
Darian Quist, estudante do último ano, contou que permaneceu por duas horas barricada na sala de aula com colegas até a chegada da polícia.
— A realidade de tudo isto está a começar a instalar-se. Acredito que conhecia alguém, mas ainda está tudo muito fresco — afirmou.
Uma britânica de 25 anos foi presa na região da Costa del Sol, no sul da Espanha, depois que seu bebê de oito meses testou positivo para cocaína. O caso ocorreu na praia de Cabopino, próxima a Marbella, e mobilizou autoridades locais na última semana.
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Segundo o jornal inglês Daily Mail, a polícia foi acionada após denúncias de que um casal havia acendido uma fogueira sob uma grande árvore na faixa de areia. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a mulher e seu companheiro, um espanhol de 43 anos, acampados em uma barraca montada nas dunas. Nas proximidades, havia um carro sem seguro e com a inspeção técnica vencida.
Diante das condições em que a família vivia, os policiais decidiram encaminhar o bebê para avaliação médica, com suspeita de possível desnutrição. A criança foi inicialmente atendida no Centro de Saúde de Las Albarizas e, posteriormente, transferida para o Hospital Costa del Sol.
Exames médicos apontaram que o menino estava abaixo do peso recomendado para a idade. Um teste de urina detectou presença de cocaína no organismo do bebê. Ele permanece internado em uma unidade pediátrica enquanto aguarda novos resultados laboratoriais.
De acordo com informações locais, a mãe já teria faltado a diversas consultas anteriores na mesma unidade de saúde onde o filho está sendo tratado.
A mulher passou a noite detida em uma delegacia de Marbella e deve comparecer ao tribunal acompanhada do companheiro. A audiência ocorrerá a portas fechadas, como prevê o sistema judicial espanhol para esse tipo de caso na fase de instrução. A expectativa é que o casal seja liberado sob fiança enquanto as investigações seguem.
Um tribunal de Hong Kong condenou nesta quarta-feira o pai de uma ativista pró-democracia procurada pela Justiça, após ele ser julgado por administrar dinheiro pertencente à filha no exterior.
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Este é o primeiro veredicto desse tipo emitido sob a rigorosa lei de segurança nacional que vigora na cidade semiautônoma, uma antiga colônia britânica devolvida à China em 1997.
As autoridades desse centro financeiro se comprometeram a perseguir os “foragidos” no exterior acusados de colocar em risco a segurança nacional e, até agora, ofereceram recompensas por 34 pessoas, medidas que alguns países ocidentais condenaram como repressão transnacional.
Hong Kong ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares de Hong Kong (128 mil dólares americanos) pela ativista pró-democracia Anna Kwok em 2023. Posteriormente, passou a considerar crime que qualquer pessoa administrasse os fundos ou outros ativos financeiros de um foragido.
Seu pai, Kwok Yin-sang, de 69 anos, foi considerado culpado nesta quarta-feira de tentar sacar um saldo de cerca de 11 mil dólares ao encerrar uma apólice de seguro que havia contratado para a filha quando ela era bebê.
Anna Kwok afirmou nas redes sociais que as autoridades de Hong Kong estavam retaliando contra seu ativismo e qualificou a condenação como um “sequestro”.
“Hoje, meu pai foi condenado simplesmente por ser meu pai”, escreveu, acrescentando que as acusações se baseavam em uma “ficção incoerente”, já que ela não recebeu fundos dele nem de qualquer outra pessoa em Hong Kong.
A Human Rights Watch classificou o veredicto como “cruel e vingativo”.
Joey Siu, porta-voz da Anistia Internacional Hong Kong Overseas, disse que a condenação é uma “escalada preocupante” no uso, pela cidade, de sua lei de segurança nacional, aprovada em 2024 depois que a China impôs ali uma legislação semelhante a partir de 2020, após protestos massivos pró-democracia, alguns violentos.
Kwok permaneceu em prisão preventiva aguardando a sentença em 26 de fevereiro.
A polícia australiana informou nesta quarta-feira que acusou dois cidadãos chineses de ingerência estrangeira, apontando-os como responsáveis por espionar um grupo budista seguindo ordens da polícia chinesa.
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O casal, um homem de 25 anos e uma mulher de 31, foi acusado de um crime de “ingerência estrangeira imprudente”, que prevê pena máxima de 15 anos de prisão.
Quando comparecerem ao tribunal na quarta-feira, a polícia alegará que colaboraram com um cidadão chinês acusado, em agosto, de coletar informações de forma encoberta sobre o grupo budista Guan Yin Citta na capital australiana, Canberra.
Eles são acusados de ter trabalhado sob as ordens do Escritório de Segurança Pública da China, o principal órgão responsável pela aplicação da lei no país.
Por sua vez, o governo chinês instou a Austrália a tratar o caso de maneira “prudente”.
“A China insta a Austrália a lidar com o caso de forma prudente e apropriada, e a salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses”, declarou em coletiva de imprensa o porta-voz diplomático chinês Lin Jian.
A polícia federal australiana começou a investigar o caso no ano passado a partir de uma pista fornecida pela agência de inteligência de Canberra.
“A Austrália não é imune à ingerência estrangeira, e não devemos esperar que essa detenção impeça novas tentativas de atacar nossas comunidades da diáspora”, afirmou Stephen Nutt, comissário-adjunto da polícia antiterrorismo e de investigações especiais.
“Os membros de nossas comunidades cultural e linguisticamente diversas têm maior probabilidade de ser vítimas de ingerência estrangeira ou repressão transnacional do que de serem criminosos”, acrescentou.
O vasto aparato de segurança da China vem sendo acusado há anos de se infiltrar em organizações comunitárias como forma de controlar expatriados e dissidentes.
Como uma peça fora do lugar em um quebra-cabeça geológico, um fóssil de tartaruga descoberto no sudoeste de Montana obrigou cientistas a reverem a cronologia das migrações animais durante o período Cretáceo. Datado de 89 milhões de anos, o achado antecipa em cerca de cinco milhões de anos a presença mais antiga conhecida do gênero Basilemys na América do Norte, segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Montana (MSU).
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Apelidado de Donatello, o fóssil foi encontrado em 2021 durante uma expedição liderada pelo então graduando Jack Prall e pelo pós-graduando Brendan Clark. O espécime, um juvenil com cerca de um metro de comprimento, tornou-se o mais antigo do gênero já diretamente datado, superando o recorde anterior de 84 milhões de anos, conforme relatado por Clark. Os resultados foram publicados na revista Historical Biology.
Datação e contexto geológico
A idade precisa do fóssil foi estabelecida a partir da análise do sedimento da Formação Frontier, sob supervisão do professor Devon Orme, com participação do estudante Zak Hannebaum. A datação confirmou que a camada geológica onde Donatello foi encontrado tem cerca de 89 milhões de anos. “Quando obtivemos esses números, foi realmente emocionante”, afirmou Prall, ao destacar o impacto imediato da descoberta.
Além de reposicionar o gênero Basilemys na linha do tempo, o fóssil reforça hipóteses sobre migrações de animais da Ásia para a América do Norte durante o Cretáceo. Pertencente à família extinta Nanhsiungchelyidae, o gênero tem ancestrais asiáticos, embora seus fósseis sejam conhecidos apenas nas Américas. Segundo os pesquisadores, a presença precoce da tartaruga sugere uma rápida colonização da porção ocidental do continente, em um período marcado por temperaturas polares médias de cerca de 13 °C.
Os cientistas associam essa dispersão a um episódio de aquecimento polar ocorrido entre 100 e 113 milhões de anos atrás. A ocorrência do fóssil em latitudes mais baixas indica que o grupo se espalhou pouco depois da chegada de seus ancestrais ao continente, embora ainda não esteja claro como essas tartarugas sobreviveram aos invernos polares. A equipe levanta a hipótese de comportamentos semelhantes aos de espécies atuais, como hibernação ou escavação.
Para Prall e Clark, achados como Donatello ajudam a reconstruir a formação dos ecossistemas norte-americanos na Era dos Dinossauros, encerrada há 66 milhões de anos. A região de Montana, palco de descobertas relevantes nas últimas décadas, segue como um laboratório natural para entender como vertebrados terrestres responderam a mudanças climáticas profundas, consolidando seu papel central na história evolutiva global.
Desde 2019, a equipe de Detecção Canina de Culturas (CCD), em coordenação com a Associação Fitossanitária do Noroeste Argentino (AFINOA) e com o apoio da COPROSAVE Salta-Jujuy, vem trabalhando para fortalecer as barreiras fitossanitárias como atividade complementar para prevenir a entrada do Huanglongbing (HLB) no Noroeste da Argentina. Mundialmente, a doença causou prejuízos de milhões de dólares e quedas drásticas na produção, por exemplo, de laranjas nos Estados Unidos.
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Segundo eles, neste caso, adicionaram o olfato canino aplicado nos controles fitossanitários, o que lhes permite “detectar material vegetal cítrico e o inseto vetor antes que a doença entre em uma região estratégica para a produção de limão, laranja e toranja”.
Eles relataram que a doença chamada HLB é causada por variantes da bactéria Candidatus Liberibacter sp. , que na Argentina foi identificada em sua variante asiática.
Detectada pela primeira vez em 2012 na cidade de Andresito, Misiones, a doença está se espalhando pelo Nordeste da Argentina e afetando plantações comerciais, árvores urbanas e plantas de quintal. Os especialistas indicaram que o principal desafio reside no fato de que a doença não tem cura e pode levar até quatro anos para apresentar sintomas visíveis, e que, até o momento, a única estratégia de manejo eficaz é a erradicação das plantas infectadas, o que exige a intensificação da vigilância preventiva.
“Os sintomas tardios tornam a prevenção a única via viável. Cada planta infectada que não é detectada a tempo multiplica o problema”, explicou Ceferino Flores, chefe do Laboratório de Fitopatologia e Coordenador de Pesquisa do INTA Yuto, que enfatizou que a detecção precoce — antes do aparecimento de quaisquer sintomas — define a sustentabilidade do sistema de produção regional.
Nesse contexto, destacaram que, desde 2019, o INTA incorporou a tecnologia canina como resposta à necessidade de métodos rápidos, precisos e de baixo custo para detectar o vetor e o material vegetal ilegal em rotas agrícolas no noroeste da Argentina. “Os primeiros testes, inspirados por experiências na Flórida e na Califórnia, demonstraram que os cães conseguiram identificar a Diaphorina citri em veículos de carga e transporte de passageiros com maior precisão do que os métodos visuais em campo”, afirmaram.
Após os resultados positivos, uma demonstração em campo foi realizada em 2024 em conjunto com a Senasa, a Afinoa e os citricultores. “A ferramenta não substitui as inspeções técnicas, mas as aprimora: reduz drasticamente o tempo de inspeção e aumenta a probabilidade de interceptação em cenários onde o contraste da vegetação é mínimo”, explicou Flores.
Atualmente, observaram, os cães trabalham nos postos de controle de Afinoa, onde rastreiam a entrada de material de propagação de citros — plantas, restos de plantas, brotos ou galhos — que representam um risco fitossanitário.
“A colaboração envolve as províncias da região NOA, o sistema nacional de inspeção e o setor privado de exportação, que vê essa tecnologia como uma camada adicional de biossegurança territorial”, argumentaram.
“Estamos progredindo no treinamento de cães para detectar diretamente plantas infectadas, mesmo antes que elas apresentem sintomas visíveis. O objetivo é proteger o noroeste da Argentina da entrada do HLB”, afirmou Flores.
Por fim, afirmaram que, para os produtores, o impacto é direto: “Manter o status sanitário da NOA significa preservar as colheitas, garantir mercados externos e evitar perdas de milhões em um setor que lidera o ranking nacional de frutas em volume e que coloca a Argentina como uma potência mundial na exportação de limão”.
As cicatrizes no antebraço lembram Victor do dia em que foi atingido por um drone ucraniano depois de ter sido recrutado à força, como centenas de outros quenianos, pelo Exército russo. Ele se considera um dos sortudos: muitos compatriotas não sobreviveram a uma guerra que nada tinha a ver com eles. Quatro quenianos — Victor, Mark, Erik e Moses — relataram à AFP a rede de enganos que os levou aos campos de batalha na Ucrânia. Os nomes foram alterados por medo de represálias.
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Tudo começou com promessas de empregos bem remunerados na Rússia feitas por uma agência de recrutamento em Nairóbi, capital do Quênia. Victor, de 28 anos, seria vendedor. Mark, de 32, e Moses, de 27, foram informados de que trabalhariam como seguranças. Erik, de 37, acreditava que participaria de esportes de alto rendimento.
A todos foram prometidos salários entre US$ 1.000 e 3.000 (entre R$ 5.200 e R$ 15.700) por mês, uma fortuna no Quênia, onde o desemprego é elevado e o governo incentiva a emigração para impulsionar as remessas. Os quatro foram incluídos em grupos de WhatsApp nos quais outros quenianos garantiam, em suaíli, que teriam bons salários e uma vida nova e empolgante.
No primeiro dia na Rússia, Victor passou a noite em uma casa abandonada a três horas de São Petersburgo. No dia seguinte, foi levado a uma base militar, onde soldados lhe apresentaram um contrato em russo, idioma que ele não compreendia.
“Disseram: se você não assinar, morre”, contou à AFP, mostrando seu registro de serviço militar russo e medalhas de combate. Mais tarde, reencontrou alguns quenianos do grupo de WhatsApp em um hospital militar. “Alguns haviam perdido membros. Eles disseram que eram ameaçados de morte se enviassem qualquer mensagem negativa no grupo”, relatou.
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Segundo Mark, os novos recrutas recebiam a oferta de pagar cerca de US$ 4.000 (cerca de R$ 21 mil) para voltar para casa, valor impossível de ser levantado.
“Não tivemos outra opção a não ser assinar o contrato”, afirmou.
Erik contou que, no primeiro dia, treinou com uma equipe de basquete e assinou um contrato que acreditava ser com um clube profissional. Na prática, era um contrato militar. No dia seguinte, foi levado a um acampamento do Exército. Mark e Moses disseram ter recebido muito pouco pagamento por um ano de serviço. Victor e Erik afirmam não ter recebido nada.
“Oportunidades empolgantes”
Os quatro viajaram para a Rússia por meio da agência queniana Global Face Human Resources, que promete em seu site “oportunidades empolgantes”. A AFP não conseguiu contato com a empresa, que mudou várias vezes de endereço em Nairóbi nos últimos meses. Um de seus funcionários, Edward Gituku, responde a acusações de “tráfico de pessoas”. Em setembro, a polícia realizou uma operação em um apartamento alugado por ele nos arredores da capital e resgatou 21 jovens prestes a partir para a Rússia.
Gituku, libertado sob fiança, nega as acusações, segundo seu advogado, Alex Kubu. Os quatro entrevistados afirmam tê-lo conhecido e o apontam como peça central do esquema. Erik e Moses dizem que ele os levou ao aeroporto de Nairóbi.
Um ex-advogado de Gituku, Dunston Omari, declarou em setembro que havia enviado “mais de 1.000 pessoas” à Rússia, afirmando que todos eram ex-soldados quenianos que teriam ido “voluntariamente”. Também estaria envolvido um cidadão russo, Mikhail Liapin, expulso do Quênia “para enfrentar julgamento” em seu país, segundo o secretário queniano de Relações Exteriores, Abraham Korir Sing’Oei.
Exames médicos
Em dezembro, autoridades do Quênia informaram que cerca de 200 cidadãos haviam sido enviados para lutar na Ucrânia. Apenas 23 tinham sido repatriados. Victor, Mark, Erik e Moses acreditam que o número real é maior. Antes da viagem, os recrutados passavam por exames médicos. Apenas uma clínica credenciada em Nairóbi atendeu 157 pessoas em pouco mais de um mês no ano passado.
“A maioria eram ex-soldados quenianos”, afirmou um funcionário da clínica, dizendo que eles sabiam o que os aguardava na Rússia.
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Mark e Erik, que foram examinados nesse local, afirmam que nunca foram informados de que prestariam serviço militar. Victor e Moses passaram por outra clínica, que se recusou a informar quantas pessoas foram encaminhadas pela Global Face Human Resources. A AFP identificou outras duas empresas de recrutamento que enviam quenianos à Rússia, mas não obteve retorno.
“Bucha de canhão”
No início da invasão da Ucrânia, a Rússia foi acusada de usar suas próprias minorias étnicas como tropas descartáveis. A estratégia consistia em lançar grandes contingentes contra as defesas ucranianas. Serviços de inteligência ocidentais estimam que a Rússia sofreu mais de 1,2 milhão de baixas, o dobro da Ucrânia. Isso levou Moscou a buscar recrutas mais longe.
O embaixador da Ucrânia no Quênia, Yuri Tokar, afirmou que, antes de recorrer à África, a Rússia recrutou pessoas nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, além da Índia e do Nepal. Os quatro repatriados disseram ter encontrado dezenas de africanos em campos de treinamento e no front. A Rússia explora o “desespero econômico” de jovens africanos, afirmou Tokar. “Eles procuram pessoas em todo lugar para usar como bucha de canhão”, disse.
Terror no front
Victor relatou cenas de violência extrema perto de Vovchansk, no leste da Ucrânia.
“Tivemos que cruzar dois rios, com muitos cadáveres boiando. Depois havia um grande campo, coberto por centenas de corpos. Tivemos que correr para atravessá-lo, com drones por todos os lados”, contou. “O comandante dizia: ‘Não tente fugir ou nós atiramos'”, acrescentou.
De 27 homens de sua unidade, apenas dois conseguiram avançar. Victor sobreviveu escondendo-se e foi ferido no antebraço por um drone. Após mais duas semanas no front, período em que não conseguia carregar a arma e tinha larvas se movendo dentro do ferimento, recebeu autorização para ser tratado longe da linha de combate.
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Algumas semanas depois, o Exército russo enviou Erik para o mesmo local, sem mudar a estratégia. De 24 homens de sua operação, apenas três sobreviveram. Erik foi ferido no braço e na perna por drones. Mark, por sua vez, tem o ombro coberto de cicatrizes causadas por uma granada lançada por um drone ucraniano quando se deslocava para o front em setembro.
Ele disse não saber exatamente onde estava quando foi atingido. Os três se encontraram em um hospital em Moscou e conseguiram chegar à embaixada do Quênia, que os ajudou a retornar. Moses fugiu de sua unidade em dezembro e entrou em contato com autoridades quenianas. Embora sem ferimentos físicos, diz estar profundamente traumatizado e sofrer de crises de ansiedade.
“Destruíram minha vida”
Outras famílias vivem situações ainda piores. Grace Gathoni soube em novembro que o marido, Martin, morreu em combate na Rússia.
“Destruíram minha vida”, disse à AFP a viúva, mãe de quatro filhos.
Charles Ojiambo Mutoka, de 72 anos, soube em janeiro da morte do filho Oscar, ocorrida em agosto. Os restos mortais estão em Rostov do Don. As autoridades russas “deveriam sentir vergonha”, disse.
“Nós lutamos apenas nossas próprias guerras e nunca levamos russos para lutar por nós. Por que levar nossa gente?”

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