Era um dia comum para o professor brasileiro Jarbas Noronha. Morando no Canadá desde 2022, ele dava uma aula de mecânica automotiva na escola secundária de Tumble Ridge na tarde terça-feira quando um aluno resolveu buscar o próprio carro no estacionamento — alunos com boa frequência às vezes recebem permissão para trabalhar em seus próprios veículos durante as aulas. Em pouco tempo, o estudante voltou dizendo ter ouvido tiros. Minutos depois a diretora da escola apareceu à porta da oficina gritando: “Lockdown”. O local estava sendo alvo do que já é considerado um dos piores ataques a tiros da História do Canadá.
Entenda o caso: Ataque a tiros em escola de ensino médio no Canadá termina com 9 mortos
Ataque a tiros: Imagens mostram como é a escola que foi alvo de atirador
Em entrevista ao New York Times, Noronha, que dá aulas de mecânica e marcenaria na escola há dois anos, afirmou que trancou a porta do corredor e as duas portas da garagem da oficina com a ajuda de seus cerca de 15 alunos. Dois bancos de metal foram usados como barricada.
— Estávamos na parte mais segura da escola — disse o brasileiro. — Se alguém tentasse invadir pela porta do corredor, fugiríamos para o pátio pelas portas da garagem.
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O professor e os alunos permaneceram na garagem por mais de duas horas, até policiais baterem à porta e escoltarem todos até o centro recreativo da escola. Noronha disse ter ficado todo o tempo com os olhos em um grande relógio na parede da oficina. Ele disse que só soube da magnitude da violência quando chegou em casa.
Um estudante da escola ouvido pela rede estatal canadense CBC, identificado como Darian Quist, afirmou que ele e os colegas não entenderam inicialmente a dimensão do que se passava, quando receberam a ordem de lockdown, até que começaram a receber “fotos terríveis” do massacre.
— Trancamos as portas com mesas por mais de duas horas — disse.
Nove pessoas foram mortas e 27 ficaram feridas, duas em estado grave, indicou a Real Polícia Montada do Canadá. Sete pessoas foram encontradas sem vida na escola, incluindo o suposto atirador, e duas pessoas foram encontradas mortas em uma residência local. Uma outra pessoa morreu enquanto era transportada para um hospital. É o terceiro incidente mais letal do gênero na História do país.
A polícia não forneceu as identidades do suposto atirador e das vítimas, e também não comentou sobre a motivação do crime. Os oficiais ainda estavam notificando as famílias das vítimas, disse o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, em uma coletiva de imprensa na noite de terça-feira.
O premier do Canadá, Mark Carney, cancelou sua viagem para a Conferência de Segurança de Munique, e se declarou devastado com os acontecimentos. Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu: “Minhas orações e mais profundas condolências a todas as famílias e amigos que perderam seus entes queridos por estes atos horríveis de violência”.
Alunos e funcionários foram mantidos no centro recreativo da escola enquanto as autoridades realizavam uma contagem de pessoas, disse Noronha. Uma ordem de confinamento foi suspensa às 18h47 e os pais foram autorizados a buscar seus filhos.
O distrito escolar fechou tanto a Tumbler Ridge Secondary School quanto a Tumbler Ridge Elementary School pelo restante da semana. As autoridades provinciais afirmaram que conselheiros especializados em trauma seriam enviados à cidade para apoiar a comunidade. (Com NYT e AFP)
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Em entrevista ao New York Times, Noronha, que dá aulas de mecânica e marcenaria na escola há dois anos, afirmou que trancou a porta do corredor e as duas portas da garagem da oficina com a ajuda de seus cerca de 15 alunos. Dois bancos de metal foram usados como barricada.
— Estávamos na parte mais segura da escola — disse o brasileiro. — Se alguém tentasse invadir pela porta do corredor, fugiríamos para o pátio pelas portas da garagem.
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O professor e os alunos permaneceram na garagem por mais de duas horas, até policiais baterem à porta e escoltarem todos até o centro recreativo da escola. Noronha disse ter ficado todo o tempo com os olhos em um grande relógio na parede da oficina. Ele disse que só soube da magnitude da violência quando chegou em casa.
Um estudante da escola ouvido pela rede estatal canadense CBC, identificado como Darian Quist, afirmou que ele e os colegas não entenderam inicialmente a dimensão do que se passava, quando receberam a ordem de lockdown, até que começaram a receber “fotos terríveis” do massacre.
— Trancamos as portas com mesas por mais de duas horas — disse.
Nove pessoas foram mortas e 27 ficaram feridas, duas em estado grave, indicou a Real Polícia Montada do Canadá. Sete pessoas foram encontradas sem vida na escola, incluindo o suposto atirador, e duas pessoas foram encontradas mortas em uma residência local. Uma outra pessoa morreu enquanto era transportada para um hospital. É o terceiro incidente mais letal do gênero na História do país.
A polícia não forneceu as identidades do suposto atirador e das vítimas, e também não comentou sobre a motivação do crime. Os oficiais ainda estavam notificando as famílias das vítimas, disse o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, em uma coletiva de imprensa na noite de terça-feira.
O premier do Canadá, Mark Carney, cancelou sua viagem para a Conferência de Segurança de Munique, e se declarou devastado com os acontecimentos. Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu: “Minhas orações e mais profundas condolências a todas as famílias e amigos que perderam seus entes queridos por estes atos horríveis de violência”.
Alunos e funcionários foram mantidos no centro recreativo da escola enquanto as autoridades realizavam uma contagem de pessoas, disse Noronha. Uma ordem de confinamento foi suspensa às 18h47 e os pais foram autorizados a buscar seus filhos.
O distrito escolar fechou tanto a Tumbler Ridge Secondary School quanto a Tumbler Ridge Elementary School pelo restante da semana. As autoridades provinciais afirmaram que conselheiros especializados em trauma seriam enviados à cidade para apoiar a comunidade. (Com NYT e AFP)










