Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio envolvendo o Irã, forças de Israel interceptaram, em águas internacionais, uma flotilha de ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza, segundo a rede CNN. A Global Sumud Flotilla afirmou, em publicações na rede X, que embarcações militares israelenses se aproximaram do comboio e cercaram os navios. De acordo com o grupo, agentes apontaram armas de assalto para os tripulantes e ordenaram que se deslocassem para a parte dianteira das embarcações.
Entenda: Reconstrução do sistema de saúde de Gaza vai custar 10 bilhões de dólares pelos próximos 5 anos, indica OMS
‘Preciso vigiar constantemente meus filhos’: ratos, pulgas e parasitas proliferam em campos de deslocados em Gaza
“Barcos militares israelenses cercaram ilegalmente a flotilha em águas internacionais e ameaçaram sequestro e violência”, disse a organização.
Initial plugin text
Na publicação, a Global Sumud Flotilla afirmou ainda que perdeu contato com 11 embarcações e que, segundo a imprensa israelense, ao menos sete teriam sido interceptadas. O grupo pediu que governos “ajam para proteger a flotilha” e responsabilizou Israel por violações do direito internacional.
Initial plugin text
O porta-voz da flotilha, Gur Tsabar, afirmou à CNN que, até o momento, não há confirmação de detenções. Ele informou que o primeiro contato com as forças israelenses ocorreu às 20h47 no horário da Grécia (14h47 no horário de Brasília), quando a flotilha estava a cerca de 671 milhas (aproximadamente 1.080 km) de Israel.
Já o Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que abordou o que chamou de uma “flotilha de propaganda” e alegou ter encontrado “preservativos e drogas” a bordo. A declaração foi contestada pelo porta-voz do grupo, que classificou a informação como “desinformação” e disse que o material divulgado não corresponde às embarcações da flotilha.
Baixa participação: palestinos vão às urnas pela primeira vez desde o início da guerra em Gaza
Vídeos compartilhados pelos organizadores mostram o momento em que uma mensagem de rádio, atribuída à Marinha israelense, ordena que os navios mudem de rota e retornem ao porto de origem.
A Greenpeace informou que o navio Arctic Sunrise, da organização, recebeu o aviso e que o contato com parte das embarcações foi perdido após interferência nos sistemas de comunicação.
Relatório: Guerra em Gaza matou média de 47 mulheres e meninas por dia, aponta ONU
A flotilha partiu de Barcelona em 12 de abril e, segundo os organizadores, tinha como objetivo realizar uma “intervenção civil cuidadosamente planejada” diante da escalada da crise humanitária na região.
Não é a primeira vez que a iniciativa tenta levar ajuda ao território palestino. Em outubro do ano passado, embarcações do grupo também foram interceptadas por forças israelenses. Na ocasião, a marinha abordou os navios e deteve centenas de pessoas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, acusou nesta quarta-feira seu par colombiano, Gustavo Petro, de promover uma “incursão” guerrilheira pela fronteira, o que aumenta a tensão em meio a uma crise comercial e diplomática entre os dois países. O presidente equatoriano não apresentou provas, nem especificou a data ou o local onde a suposta incursão foi detectada.
Narcotráfico: Plantações de coca na Colômbia aumentaram 18% durante governo Petro
Campanha eleitoral violenta: Candidata à presidência da Colômbia denuncia plano de dissidentes das Farc para matá-la
Quito e Bogotá estão em conflito desde fevereiro devido às críticas do direitista Noboa sobre a suposta falta de ajuda de Petro no combate ao narcotráfico na fronteira comum.
“Várias fontes nos informaram sobre uma incursão pela fronteira norte de guerrilheiros colombianos, impulsionada pelo governo de Petro. Vamos proteger nossa fronteira e nossa população”, escreveu Noboa na rede social X.
Esta semana, Petro também fez acusações contra Noboa, acusando-o de interferir nas campanhas presidenciais colombianas para favorecer a direita na preparação para as eleições de 31 de maio. Ele também sugeriu que os explosivos usados ​​no atentado de sábado, que deixou 21 civis mortos, vieram do Equador. Guerrilheiros dissidentes das extintas FARC reivindicaram a autoria do ataque, afirmando que ocorreu durante confrontos com o Exército e foi resultado de um “erro tático”.
“Presidente Petro, concentre-se em melhorar a vida do seu povo em vez de tentar exportar problemas para os países vizinhos”, escreveu Noboa diante da acusação.
Anteriormente, o presidente colombiano havia publicado imagens de Noboa na companhia de líderes da direita colombiana: “Noboa é responsável pela violência contra a Colômbia”, escreveu ele no X.
Segundo o presidente equatoriano, Petro não fez o suficiente para conter o narcotráfico ao longo dos 600 quilômetros de fronteira compartilhados pelos dois países. Gangues envolvidas com narcotráfico, tráfico de pessoas, mineração ilegal e contrabando operam ao longo da região que separa os dois países. Desde abril, Quito aumentou para 100% o imposto sobre as importações colombianas, e Bogotá respondeu com uma medida semelhante. Além disso, ambos os governos convocaram seus embaixadores para consultas.
Initial plugin text
Em fevereiro, o presidente equatoriano havia imposto uma tarifa de 30% sobre os produtos colombianos, medida que foi replicada na mesma proporção por Bogotá, que também suspendeu a venda de energia elétrica para o Equador. Posteriormente, o governo Noboa aumentou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo seu principal oleoduto.
Noboa defende as tarifas como “compensação” pelo dinheiro que seu país investe na segurança da fronteira compartilhada. O Equador tem a maior taxa de homicídios da América Latina, com um recorde de 52 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.
Enquanto isso, a Colômbia é a maior produtora mundial de cocaína. A grande maioria da droga passa pelo Equador antes de ser transportada para os Estados Unidos e a Europa. Petro afirma que apreensões recordes dessa droga foram realizadas durante seu governo.
Noboa também é muito próximo dos Estados Unidos, que adotou uma política continental de combate ao narcotráfico sob o governo do presidente Donald Trump. O Equador faz parte do chamado “Escudo das Américas”, uma aliança recente de 17 países das Américas para enfrentar ameaças à segurança, criada sob a influência da política trumpista. A Colômbia não faz parte desse acordo anunciado por Trump, que superou o status de inimigo de Petro após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro.
Enquanto representantes de mais de 50 países, ONGs e ambientalistas se reuniam nos últimos dois dias em Santa Marta, na Colômbia, para discutir caminhos de abandono dos combustíveis fósseis, a crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio escancarava a dependência global dessas mesmas fontes. Com efeitos que atingem até mesmo setores não ligados diretamente à energia, o cenário em que ocorreu a TAFF (sigla em inglês para “Transitioning away from fossil fuels”, ou “Transição para longe dos combustíveis fósseis”) evidenciou a necessidade de uma reformulação dos sistemas globais energéticos, marcando uma possível mudança de paradigma nos diálogos climáticos daqui em diante. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Guerrilheiros dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assumiram a responsabilidade pelo atentado que matou 21 civis e deixou 56 feridos no último fim de semana, no sudoeste da Colômbia. O ataque ocorreu em uma estrada do departamento de Cauca e, segundo o grupo, foi um “erro tático” durante um confronto com o Exército, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
Tensão: em período eleitoral, ataque a bomba na Colômbia deixa pelo menos 21 mortos e dezenas de feridos
Leia também: candidata à presidência da Colômbia denuncia plano de dissidentes das Farc para matá-la
O Estado-Maior Central (EMC), principal grupo formado por ex-integrantes das FARC que não aceitaram o acordo de paz de 2016, disse em comunicado que a explosão aconteceu por falhas durante uma ação militar. “Com profunda dor, assumimos a responsabilidade política por este erro tático, que não tem justificativa”, afirmou o grupo.
De acordo com uma fonte do Exército ouvida pela AFP, os guerrilheiros tinham montado um bloqueio na estrada para atacar militares, mas civis acabaram sendo atingidos quando os explosivos foram detonados.
Initial plugin text
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse que o ataque foi uma resposta à pressão das forças de segurança, após o fracasso das negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, líder do EMC e um dos guerrilheiros mais procurados do país.
A Organização das Nações Unidas pediu que o governo aumente a proteção da população e evite novos ataques. O órgão também cobrou que os grupos armados parem com ações violentas contra civis.
Enterro coletivo das vítimas de um atentado com bomba à beira da estrada no cemitério local de Cajibio, departamento de Cauca, Colômbia, em 28 de abril de 2026
AFP
As autoridades informaram que o principal suspeito de organizar o atentado, conhecido como “Mi Pez”, foi preso na terça-feira.
O presidente Gustavo Petro afirmou que o objetivo do ataque era “atrapalhar as eleições”. A votação acontece em um momento importante, já que a esquerda tenta continuar no poder após vencer pela primeira vez em 2022.
Entre os candidatos, Iván Cepeda, aliado de Petro, aparece à frente nas pesquisas. Ele disputa contra o advogado Abelardo de la Espriella e a senadora Paloma Valencia, que recentemente sugeriu o ex-presidente Álvaro Uribe como possível ministro da Defesa.
O caso aumenta a tensão no país e traz de volta o debate sobre segurança pública durante o período eleitoral.
Mais de 70 pessoas de 15 países participaram, neste fim de semana, do Campeonato Europeu de Imitação de Gaivota, realizado na cidade costeira de De Panne, na Bélgica. Em sua sexta edição, o evento reuniu competidores dispostos a reproduzir os sons característicos da ave em uma tentativa de combater a fama negativa associada aos animais, frequentemente vistos como incômodos em áreas litorâneas.
Spa para pelúcias? Serviço de limpeza no Japão para bichinhos de tecido viraliza e atrai turistas; veja fotos
Vídeo: Avião de pequeno porte cai em hangar durante pouso na Austrália e deixa dois mortos e 11 feridos
A competição ocorreu neste domingo, em um bar e restaurante local. Os participantes foram avaliados por um júri que atribuiu até 15 pontos pela qualidade da imitação e mais cinco pela originalidade da apresentação.
— Nos primeiros anos, era basicamente gente gritando. Agora há participantes que primeiro imitam o chamado de contato entre parceiros antes de passar ao canto mais longo. Às vezes, é impressionante o quanto se aproxima do som original — afirmou Claude Velter, integrante do júri, à emissora local WTV.
Pela primeira vez, o número de competidores estrangeiros superou o de belgas. Segundo a organização, houve representantes de países como Reino Unido, Estônia, Noruega e Espanha.
Vencedores
A vencedora da categoria principal foi Carine Gronholz, de 41 anos, moradora de Oslo, na Noruega, com 90 pontos de um total de 100.
— Pensei: não vou ser entediante nem fazer só coisas de adulto agora. Vou participar dessa competição — disse ela à BBC.
A espanhola Olga Méndez Reus ficou em segundo lugar, com 88 pontos, seguida pelo belga Tom Dupont, com 87.
O torneio também teve categoria infantil, aberta a crianças a partir de 6 anos. O campeão foi o belga Arne Nayaert, com 94 pontos. Cooper Wallace, do Reino Unido, e Astrid Andersen, da Dinamarca, terminaram empatados com 92 pontos.
Cooper já havia vencido as edições de 2024 e 2025. Segundo a BBC, o menino passou a se interessar por imitar gaivotas após ser bicado por uma delas quando era mais novo.
Organizador do evento, Claude Willaert defendeu uma mudança na percepção pública sobre as aves.
— Quando você está de férias, sempre se lembra das ondas do mar e do canto das gaivotas. Então, seja positivo em relação a elas — afirmou à Reuters.
Entre os participantes, Sam, professor de geografia de Rochester, na Inglaterra, terminou em sexto lugar e elogiou os animais.
— São criaturas fantásticas. Elas sabem quando termina o recreio e o horário de almoço na minha escola, mergulham e limpam todas as migalhas que ficaram para trás. São muito mais inteligentes do que costumamos reconhecer — disse.
A Promotoria federal de Nova York acusou, nesta quarta-feira, o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Medida ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países por conta da pressão crescente que o presidente americano, Donald Trump, tem aplicado sobre o governo mexicano por um combate mais ostensivo às organizações criminosas, sob ameaças de realizar ações militares unilaterais em território mexicano contra os cartéis. Diante deste cenário, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem trabalhado exaustivamente para conter as investidas de Trump, que entraram em nova fase com o anúncio de hoje.
Governo busca equilíbrio: Concessões de presidente do México ao governo Trump alimentam tensão com sua base política
Combate ao narcotráfico: Captura de chefe de organização criminosa no México desencadeia bloqueios e atos de vandalismo na fronteira com os EUA
Rocha Moya, membro do partido governista Morena, comanda este violento estado desde 2021. Durante sua gestão, Sinaloa tem sido sacudido por disputas entre duas facções do cartel de mesmo nome. Segundo um comunicado, a Promotoria disse que Rocha Moya e outros “antigos ou altos funcionários do governo e das forças de ordem” se associaram ao Cartel de Sinaloa “para distribuir quantidades massivas de narcóticos nos Estados Unidos”.
Entre os indiciados estão um senador do Morena, Enrique Inzunza, o prefeito de Culiacán (capital do estado), Juan de Dios Gámez, o vice-procurador-geral do estado, Dámaso Castro, e o secretário de Administração e Finanças do estado, Enrique Díaz Vega. A promotoria afirmou que a facção dos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán dentro do Cartel de Sinaloa, conhecida como “Los Chapitos”, ajudou Rocha Moya a se eleger governador.
“Em troca, tanto antes quanto depois de se tornar governador, Rocha Moya se encontrou com os ‘Chapitos’, prometendo-lhes proteção enquanto distribuíam grandes quantidades de drogas para os Estados Unidos”, afirma o documento.
Antes de se tornar governador, Rubén Rocha Moya, de 76 anos, foi deputado estadual e senador por Sinaloa. Seu governo foi marcado pela violência entre duas facções do Cartel de Sinaloa: os “Chapitos” e os herdeiros de Ismael “Mayo” Zambada, que foi preso em julho de 2024. O conflito entre os dois grupos deixou centenas de mortos e desaparecidos. Seus supostos vínculos com o crime organizado vieram à tona com uma carta de “Mayo” Zambada, na qual ele alegava ter sido sequestrado e levado para os Estados Unidos enquanto se dirigia a um encontro com Rocha Moya.
O Cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente dos EUA. O ciclo de contenção das investidas de Trump é alimentado por exigências cada vez maiores, seguidas por conversas telefônicas em que Sheinbaum acalma os interesses do presidente americano, toma medidas para agradar, recebe elogios públicos e é confrontada com mais reivindicações.
Em várias ocasiões, Trump ofereceu apoio militar a Sheinbaum para combater os cartéis de droga, proposta rejeitada pela presidente. Diante de ameaças diretas e indiretas, a presidente mexicana chegou a ordenar ações que pudessem aliviar os interesses do republicano de realizar ações militares unilaterais em solo mexicano. Ultimamente, no entanto, Trump, que parece realmente respeitar a mandatária, tem pressionado Sheinbaum a fazer movimentos com potencial de abalar as relações da presidente com sua base política de esquerda.
Initial plugin text
Em reportagem publicada no domingo, o Los Angeles Times já havia revelado que, além da ofensiva americana contra o narcotráfico, o governo Trump havia lançado também uma campanha contra políticos mexicanos com ligações ao crime organizado.
As investigações americanas envolveriam não apenas o cancelamento dos vistos americanos de suspeitos, afetando pelo menos cinquenta políticos e funcionários mexicanos, mas também a preparação de “denúncias criminais em tribunais americanos”, dizia a publicação. Desde então, o governo mexicano vinha tentando minimizar o impacto, alegando não ter registro de quem foi afetado e acusando Washington de não compartilhar essas informações com seu governo.
Na última sexta-feira, o embaixador dos EUA, Robert Johnson, exigiu “certeza, segurança e um ambiente livre de corrupção” para os investimentos americanos. Ele concluiu seu discurso dizendo: “Provavelmente veremos ações significativas sobre este assunto em breve. Fiquem atentos”.
“É isso que estamos fazendo”, respondeu a presidente mexicana. Nesta segunda-feira, a mandatária reforçou o tom pelo combate à corrupção e em defesa da soberania mexicana.
— Se houver uma investigação por parte de qualquer procuradoria contra qualquer servidor público no México, deve haver provas e evidências claras. Não vamos acobertar ninguém que tenha provas de corrupção — afirmou durante sua coletiva de imprensa matinal, concluindo com uma mensagem que soou como um contra-ataque: — E também, nos Estados Unidos, eles têm que revisar os casos nos Estados Unidos. (…) Não queremos ter um relacionamento ruim com o governo dos EUA, mas eles têm que nos respeitar.
Vídeo: Turistas brasileiros vivem momentos de terror como reféns em ataque a tiros que deixou um morto no México
Agentes americanos
Após a revelação de que dois agentes americanos mortos em um acidente em território mexicano estavam no país sem autorização, Sheinbaum enviou uma nota diplomática à embaixada americana exigindo explicações sobre o caso. Na terça-feira, ela revelou que os Estados Unidos, em resposta, se comprometeram “a respeitar as leis do México”.
Os dois agentes americanos que, segundo a imprensa dos EUA, pertenciam à Agência Central de Inteligência (CIA) e não tinham autorização do governo federal mexicano para atuar, morreram em 19 de abril em um acidente de carro no estado fronteiriço de Chihuahua, no norte do país, quando voltavam de uma operação antidrogas. Sem engajar num debate público com Washington, Sheinbaum atribuiu a responsabilidade do caso publicamente à governadora de Chihuahua — a oposicionista María Eugenia Campos Galván —, cujos oficiais estavam trabalhando com os agentes americanos.
Mesmo apesar da postura da líder, o caso aumentou a tensão com Washington e levou, na segunda-feira, à renúncia do procurador estadual de Chihuahua, César Jáuregui, que reconheceu “omissões” em relação à presença dos dois americanos. Após a nota enviada pelo México às autoridades americanas, “eles nos disseram claramente que querem respeitar a lei e a Constituição do México”, afirmou Sheinbaum em sua entrevista coletiva matinal.
Segundo autoridades de Chihuahua, os agentes estrangeiros estavam desarmados, à paisana e com o rosto coberto, e não participaram diretamente da operação para desmontar um laboratório clandestino de drogas em uma área montanhosa. O acidente ocorreu na volta da região e também matou dois comandantes mexicanos.
Artigo: Morte de ‘El Mencho’ testa relação de Trump e Sheinbaum à custa de frágil situação de segurança do México
A presidente reiterou, no entanto, que os americanos estiveram “em uma operação que cabe somente às autoridades mexicanas”. No sábado, o México disse que um dos funcionários da CIA tinha um passaporte diplomático e o outro havia entrado no país como visitante. Nenhum dos dois foi credenciado para participar de operações no México, disseram os altos funcionários de segurança mexicanos em um comunicado por escrito, e o governo federal não foi informado sobre suas atividades. De acordo com a lei mexicana, agentes estrangeiros estão proibidos de participar de operações em território mexicano.
Na segunda-feira, a Procuradoria de Chihuahua confirmou que havia quatro pessoas sem vínculo com a instituição no local, incluídos os dois agentes mortos, mas sem detalhar se todas eram estrangeiras. Após o incidente e a nota diplomática enviada pelo México, a Casa Branca criticou a postura de Sheinbaum, dizendo esperar “um pouco de solidariedade” diante da morte dos agentes.
(Com AFP)
Em uma decisão que deve ter ramificações complexas antes das eleições de novembro, a Suprema Corte dos EUA declarou que o mapa eleitoral do estado da Louisiana é inconstitucional, e praticamente derrubou um dos pontos mais importantes da Lei dos Direitos de Voto, criada nos anos 1960 para evitar a discriminação nas urnas. A determinação, por 6 votos a 3, veio em meio a disputas sobre a composição dos distritos eleitorais nos EUA, e foi mais uma vitória do presidente Donald Trump em sua batalha para mudar as regras do voto no país.
Pauta presidencial: Suprema Corte levanta dúvidas sobre constitucionalidade de decreto de Trump que prevê vetar cidadania por nascimento
Agenda conservadora: Suprema Corte dos EUA derruba proibição da ‘terapia de conversão’ para menores LGBTQIAPN+
O caso tem suas origens no começo da década, quando a Assembleia Legislativa da Louisiana, dominada pelos republicanos, aprovou um mapa distrital com apenas um distrito de população majoritariamente negra (de um total de seis), sendo que os negros constituem um terço da população do estado. O governador à época, o democrata John Bel Edwards, tentou barrar o plano, mas seu veto foi derrubado.
Em 2024, após batalha judicial — durante a qual a Suprema Corte permitiu que o mapa fosse usado temporariamente —, um segundo distrito majoritariamente negro foi criado.
Initial plugin text
Nesta quarta-feira, o tribunal declarou a mudança inconstitucional e atacou um dos pilares da Lei do Direito de Voto, de 1965, criada para proibir a discriminação nas urnas: a Seção 2, que veta aos estados qualquer ação que “resulte na negação ou restrição do direito de voto de qualquer cidadão em razão de raça ou cor”.
“A Seção 2 da Lei dos Direitos de Voto foi concebida para fazer cumprir a Constituição — não para entrar em conflito com ela”, escreveu o juiz Samuel Alito, de viés conservador, no voto que representou a opinião da maioria. “Infelizmente, tribunais inferiores às vezes aplicaram os precedentes desta Corte [da Seção] 2 de uma forma que força os Estados a se envolverem na própria discriminação racial que a Constituição proíbe.”
Seções 122 e 301: As leis que Trump planeja usar para driblar decisão da Suprema Corte que suspende tarifas. Entenda o que elas permitem
Para o magistrado, “como a Lei dos Direitos de Voto não exigia que a Louisiana criasse um distrito adicional com maioria de minorias, nenhum interesse legítimo justificava o uso da raça pelo Estado” na hora de estabelecer um novo distrito eleitoral.
“A lei só impõe responsabilidade quando as evidências sustentam uma forte inferência de que o Estado intencionalmente desenhou seus distritos para oferecer menos oportunidades aos eleitores minoritários por causa de sua raça”, afirmou Alito, antes de concluir. “Esse mapa é um exemplo inconstitucional de manipulação de distritos eleitorais, e seu uso violaria os direitos constitucionais dos demandantes.”
No voto da dissidência, representando as três magistradas de viés progressista, a juíza Elena Kagan disse que a decisão desta quarta-feira é uma “demolição completa” da Lei do Direito de Voto, segundo ela nascida “do sangue literal de soldados da União e manifestantes pelos direitos civis”.
“[A lei] inaugurou uma mudança inspiradora, aproximando esta Nação da realização dos ideais de democracia e igualdade racial”, continuou Kagan. “E foi repetida e esmagadoramente reautorizada pelos representantes do povo no Congresso. Somente eles têm o direito de dizer que não é mais necessária — não os membros desta Corte.”
Em 2025: Em revés para Trump, Suprema Corte dos EUA bloqueia o envio da Guarda Nacional para Chicago
Ao contrário do Brasil, onde os deputados são eleitos pela população de um estado ou do Distrito Federal através de um sistema proporcional, os EUA usam o modelo distrital, pelo qual os representantes são escolhidos por eleitores dos 435 distritos do país, em votações locais. Por décadas, associações de defesa dos direitos civis pressionaram para que os mapas garantissem o direito à representatividade de minorias e permitissem que candidatos dessas comunidades fossem eleitos, com base no princípio de não discriminação previsto pela Seção 2 da Lei do Direito de Voto.
— Juízes, membros do conselho escolar, vereadores, não importa, todos serão afetados — disse Press Robinson, um dos moradores da Louisiana envolvidos na ação para garantir o mapa distrital atual, em entrevista coletiva. — Muitos dos nossos representantes eleitos, tanto em nível local quanto estadual, desaparecerão e voltaremos ao ponto em que estávamos na época em que a escravidão foi declarada ilegal neste país. Este país parece não querer avançar além desse período.
Análise: Em vitória no redesenho distrital na Virgínia, democratas adotam linha dura para tentar conter Trump
Ao lado da guerra de Donald Trump no Irã, do elevado custo de vida e da crescente insatisfação dos americanos com suas políticas internas, a batalha pelo redesenho dos mapas eleitorais é destaque da votação que, em menos de seis meses, renovará a Câmara e parte do Senado. As pesquisas demonstram que a oposição é favorita para começar o próximo ano legislativo com a maioria de deputados, e com chances, mais comedidas, de controlar as duas Casas do Congresso.
No ano passado, o Texas, a pedido de Trump, mudou o mapa distrital de forma a tentar garantir mais cinco cadeiras para os republicanos na Câmara, em uma disputa que foi parar na Suprema Corte. Em resposta, a Califórnia também aprovou um mapa atualizado, mas favorável aos democratas. Houve alterações em estados como Ohio, Carolina do Norte e Missouri — pró-Trump — e na Virgínia, em favor do Partido Democrata.
Nesta quarta-feira, a Flórida aprovou seu novo mapa, que pode dar aos governistas até quatro novos deputados, e republicanos defendem que, após a decisão da Suprema Corte, outros estados revejam os distritos. Dentro do sistema americano, a maior parte do país vota de maneira consistente em democratas ou republicanos ao longo de décadas, e as eleições legislativas geralmente são definidas nos poucos “swing districts”. Em 2026, há ao menos 13 disputas na Câmara sem vencedor claro.
Ainda não está claro se a nova jurisprudência pode ser aplicada na eleição de novembro.
“Redesenhar os mapas nesta fase não seria prudente”, escreveu, em comunicado, o deputado Cleo Fields, cujo distrito eleitoral, o 6ª da Louisiana, está no centro da decisão da Suprema Corte. “Através do processo de qualificação, os eleitores da Louisiana já tomaram suas decisões em relação à votação de novembro, e quaisquer alterações na configuração do mapa invalidariam suas escolhas.”
Ofensiva jurídica
A decisão sobre a Louisiana foi mais uma vitória de Donald Trump em uma Suprema Corte moldada por ele desde seu primeiro mandato, e mais um avanço sobre as leis que regem o direito ao voto nos Estados Unidos. Na segunda-feira, os juízes autorizaram, em definitivo, que o contestado mapa eleitoral do Texas seja usado já nestas eleições (embora tenha feito o mesmo com a Califórnia). Em fevereiro, uma decisão declarou ser legal a contestação judicial das regras para a contagem de votos, mesmo após o fechamento das urnas.
A lista de sucessos de Trump pode aumentar nas próximas semanas. A Corte vai se pronunciar em breve sobre um caso que questiona os limites de gastos impostos a candidatos e partidos em eleições, e que pode expandir o poder dos grandes doadores dentro das campanhas.
E no processo que mais interessa o presidente, os juízes decidirão se uma lei do Mississipi que dá um prazo adicional para o recebimento de cédulas enviadas por correio é constitucional. Na ação, o Comitê Nacional Republicano diz que os votos devem ser recebidos até o dia da eleição, sob pena de serem invalidados. No começo do mês, Trump anunciou uma ordem executiva para limitar o voto por correio — modalidade usada por ele no passado —, mas não está claro se tem poderes para tal.
O chefe de gabinete argentino, Manuel Adorni, negou, nesta quarta-feira, ter cometido “qualquer crime” ao comparecer perante o Congresso, onde apresentou seu balanço de gestão. Adorni estava acompanhado pelo presidente, Javier Milei, um sinal de respaldo em meio a suspeitas de corrupção pelo aumento de seu patrimônio. O chefe de gabinete está há quase dois meses no olho do furacão devido a revelações sobre a compra de imóveis em operações com agiotas que omitiu e que estão sendo investigadas pela Justiça. E também por viagens familiares suntuosas e gastos que não condizem com seu patrimônio desde que assumiu seu cargo em dezembro de 2023.
Ex-presidente condenada: Justiça argentina confirma ordem para apreender R$ 2,5 bilhões em bens de Cristina Kirchner, filhos e empresário
‘Sem precedentes’: Governo argentino barra jornalistas na Casa Rosada por suspeita de ‘espionagem ilegal’
— Não cometi nenhum crime e vou provar isso na Justiça — declarou Adorni ao plenário, enquanto Milei e parte de seu gabinete o aplaudiam das galerias, em uma presença presidencial incomum no Congresso.
O presidente tem o defendido sem meias-palavras, mesmo apesar dos efeitos negativos para seu governo. Em meio ao escândalo envolvendo Adorni — considerado braço-direito da secretária geral da Presidência, Karina Milei, irmã do chefe de Estado —, a Casa Rosada recebeu outra péssima notícia em março: a inflação mensal atingiu 3,2%, superando a média de em torno de 2% dos últimos meses.
— Os corruptos são vocês, são vocês — respondeu aos jornalistas que o abordaram quando entrou no Congresso e lhe perguntaram por que continuava apoiando Adorni.
O governo de Milei, que proclamou “fazer da moral uma política de Estado”, foi sacudido por vários escândalos por suspeitas de corrupção, desde desvios de fundos para deficiência e ocultação patrimonial de vários membros do governo até uma suposta fraude milionária com a criptomoeda Libra, que respinga no próprio presidente.
Nesta semana, o próprio chefe da agência arrecadadora de impostos ficou sob suspeita pela suposta omissão de bens no exterior. E o ministro da Economia demitiu seu secretário de coordenação após a descoberta de que ele não havia declarado ao fisco sete apartamentos em Miami.
Nesse contexto, o habitual relatório de gestão do chefe de gabinete transformou-se em uma espécie de interrogatório com mais de 4.000 perguntas. Adorni, de 46 anos, considerou todas as acusações “tendenciosas e falsas”.
— Como explica que recebe em pesos e gasta em dólares muito mais do que seus rendimentos? — perguntou-lhe a deputada de esquerda Myriam Bregman.
Initial plugin text
Mais cortes
Em sua apresentação do relatório aos parlamentares, o chefe de gabinete ratificou que a política de austeridade e equilíbrio fiscal “é inegociável” e anunciou que continuarão os cortes orçamentários em todos os ministérios.
— Eliminamos nove ministérios, 100 secretarias, 25 organismos… Hoje há 65 mil funcionários a menos no Estado. A economia anual supera US$ 2,5 bilhões (R$ 12,49 bilhões, na cotação atual) — afirmou.
Adorni também admitiu que o aumento sustentado da inflação nos últimos meses é um dado negativo, mas atribuiu isso a “uma turbulência gerada pelo kirchnerismo, por empresários devedores e por alguns meios de comunicação”, mais do que a fragilidades do plano econômico.
Janaína Figueiredo: O inferno astral de Milei
Nos arredores do Congresso, o governo montou uma forte operação de segurança. Um punhado de aposentados realizou seu protesto habitual de todas as quartas-feiras por melhorias em seus benefícios e repudiaram o chefe de gabinete.
— Estou aqui porque o povo não aguenta mais, há uma crise que nunca vivi na minha vida — disse à AFP a aposentada Ana Martínez, de 76 anos. — Adorni é um ladrão e não tem vergonha, utiliza o dinheiro do povo para viajar, é um delinquente.
O caso coincide com sinais adversos: a atividade econômica caiu 2,1% em 12 meses até fevereiro e a confiança no governo recuou pelo quarto mês consecutivo, segundo a Universidade Di Tella.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira os quatro astronautas da missão Artemis II, que realizou o histórico sobrevoo lunar no início de abril. Segundo o mandatário, os EUA têm “uma chance” de realizar um pouso na Lua até o fim de seu mandato, em 2029. A tripulação formada pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista em missão Christina Koch e o especialista em missão canadense Jeremy Hansen retornou à Terra após a missão de 10 dias que os levou mais longe no espaço do que nunca, marcando um avanço importante nos planos de retorno ao satélite da Terra até 2028, conforme o planejamento da Nasa.
Relembre: Após 53 anos, missão Artemis II da Nasa testa futuro da presença humana no espaço
Saia justa: Trump tenta capitalizar com sucesso da Artemis II enquanto corta verbas da Nasa
— Temos aqui pessoas que capturaram a atenção do mundo inteiro. Não apenas do nosso país, mas do mundo todo. (…) Estamos muito orgulhosos dessas pessoas. Elas têm uma coragem inacreditável. Inacreditável. E muitas outras qualidades também — disse Trump.
Questionado se acreditava que a agência espacial americana atingiria a meta de realizar um pouso lunar antes do término de seu segundo mandato, no início de 2029, Trump disse:
— Não gostamos de afirmar com certeza, acho que temos boas chances.
O encontro ocorre após o administrador da agência espacial americana, Jared Isaacman — também presente no Salão Oval —, defender no Congresso os cortes propostos por Trump para o orçamento da agência em 2027.
*Em atualização
Imagens apresentadas nesta quarta-feira pelo governo dos Estados Unidos mostram Cole Tomas Allen com armas em um quarto de hotel momentos antes do ataque. O atirador foi detido após realizar disparos em um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que contava com a presença de Donald Trump, no último fim de semana.
Acusação: Suspeito de ataque em Washington é acusado de tentativa de assassinato contra Trump e pode ser condenado à prisão perpétua
Atirador: ‘Forte defensor do cristianismo evangélico’: Suspeito de ataque em jantar com presença de Trump fazia parte de uma fraternidade cristã
As fotos e mais detalhes da atuação do suspeito antes de efetuar os disparos foram apresentadas por promotores, que defederam a manutenção da detenção até o julgamento. Allen, de 33 anos, se declarou inocente da acusação de tentativa de assassinato do presidente americano e das demais que lhe foram atribuidas.
Nas imagens é possível ver Allen em seu quarto de hotel em frente a um espelho com várias armas presas ao corpo, incluindo uma faca e uma bolsa com munição.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress