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Dados recentes da missão Juno, da Nasa, indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que estimativas anteriores apontavam. Após analisar informações de 13 sobrevoos do planeta e incorporar os efeitos dos ventos zonais — correntes atmosféricas intensas que influenciam sua forma — cientistas concluíram que Júpiter é cerca de 8 quilômetros mais estreito no equador e aproximadamente 24 quilômetros mais achatado nos polos.
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A equipe utilizou o método de ocultação de rádio para “enxergar” através das espessas nuvens da atmosfera joviana. Durante o experimento, a sonda envia sinais de rádio à Rede de Espaço Profundo da NASA na Terra.
À medida que atravessam a ionosfera de Júpiter, esses sinais sofrem curvaturas e atrasos provocados pelos gases ionizados. A variação na frequência permite aos cientistas calcular temperatura, pressão e densidade eletrônica em diferentes camadas da atmosfera.
As dimensões físicas do planeta até então eram baseadas em apenas seis experimentos de ocultação conduzidos pelas missões Pioneer e Voyager na década de 1970.
A medição precisa do raio de Júpiter é considerada referência essencial para a modelagem de exoplanetas gigantes. Uma forma mais exata do planeta melhora a interpretação de dados de mundos observados transitando diante de suas estrelas em outros sistemas estelares.
Os resultados foram publicados na edição de 2 de fevereiro de 2026 da revista Nature Astronomy.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) reabriu o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, na manhã de quarta-feira, poucas horas depois de anunciar um fechamento de 10 dias que teria paralisado todos os voos de e para o aeroporto. A medida, considerada incomum, tinha sido atribuída a “razões especiais de segurança” não especificadas.
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Todos os voos com destino e partida da cidade tinham sido suspensos, incluindo operações comerciais, de carga e da aviação geral, informou a FAA. A agência também proibiu todas as operações aéreas na área de Santa Teresa, no Novo México, citando as mesmas razões de segurança.
Segundo comunicado do operador do Aeroporto Internacional de El Paso em suas contas oficiais no Facebook e no Instagram, as operações foram interrompidas às 23h30 (horário local) de 10 de fevereiro e seguiriam suspensas até o mesmo horário em 20 de fevereiro. A orientação foi para que os viajantes entrassem em contato com suas companhias aéreas para obter as informações mais recentes sobre seus voos.
Em nota, o aeroporto afirmou que a restrição foi emitida “com pouco aviso prévio” e que aguardava orientações adicionais da FAA. Em um comunicado, a agência informou que o governo federal poderia “usar força letal” caso uma aeronave que viole o espaço aéreo seja considerada uma “ameaça iminente à segurança”.
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Embora restrições temporárias de espaço aéreo ocorram em casos de atividades militares, lançamentos de foguetes ou deslocamentos presidenciais, o fechamento amplo de um grande aeroporto por 10 dias é incomum, sobretudo porque não houve explicações posteriores. Um funcionário do centro de apoio a operações especiais da FAA disse ao New York Times nesta quarta que não sabia por que os voos haviam sido suspensos.
Indagado se tinha conhecimento da restrição imposta pela FAA, o deputado estadual do Texas Vincent Perez, de El Paso, disse não ter “nenhuma informação sobre isso”, acrescentando que nunca ouviu falar de “um espaço aéreo americano ser fechado por 10 dias na ausência de uma grande emergência”. Veronica Escobar, congressista que representa El Paso, afirmou que a decisão da FAA era “sem precedentes”.
“Pelo que meu gabinete e eu conseguimos apurar durante a noite e no início desta manhã, não há ameaça imediata à comunidade ou às áreas vizinhas”, disse ela em comunicado. “Pedimos à FAA que suspenda as Restrições Temporárias de Voo impostas à região de El Paso. Continuarei tornando públicas as informações à medida que as obtiver.”
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O aeroporto de El Paso, a 23ª cidade mais populosa do país segundo o censo de 2020, atende uma vasta região do oeste do Texas e do leste do Novo México. De acordo com relatório mensal de atividade divulgado pelo aeroporto, cerca de 3,5 milhões de passageiros passaram pelo terminal até novembro de 2025, que oferece voos diretos para grandes centros como Los Angeles, Denver, Houston e Atlanta.
Entre as companhias que operam no local estão Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines. A cidade americana mais próxima é Las Cruces, no Novo México, a cerca de 56 quilômetros de distância, cujo aeroporto é atendido apenas pela companhia Advanced Air. El Paso fica a cerca de 4 horas e meia de carro de Midland-Odessa, no Texas, a sete horas de San Antonio, a nove horas de Dallas e a 10 horas de Houston.
‘Medo e especulação’
“O que é especialmente preocupante é que aparentemente não houve aviso prévio ao governo local, à direção do aeroporto, nem mesmo ao controle de tráfego aéreo local ou à liderança militar local”, disse Chris Canales, membro do conselho municipal de El Paso, em resposta por escrito a perguntas, estimando que a suspensão de 10 dias nas operações poderá gerar um impacto econômico entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, ou mais. A Casa Branca e a FAA ainda não comentaram o assunto.
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As restrições temporárias anunciadas na quarta-feira abrangiam um raio de 18 quilômetros ao redor da cidade e se aplicavam a altitudes de até 5 mil metros, segundo o chamado aviso aos aviadores (NOTAM), documento que alerta sobre riscos e situações operacionais.
“Nenhum piloto pode operar uma aeronave nas áreas cobertas por este NOTAM”, informou a nota.
El Paso abriga o Fort Bliss, base do Exército dos Estados Unidos localizada ao lado do aeroporto. A instalação é sede de unidades como a 1ª Divisão Blindada e o 32º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis do Exército. Com cerca de 1 milhão de acres, a área é usada para treinamentos e testes de artilharia e possui pista própria de 4 mil metros, capaz de receber as maiores aeronaves do inventário americano.
A cerca de 48 quilômetros dali, no Novo México, fica o Campo de Testes de Mísseis de White Sands, utilizado pelas Forças Armadas dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial para práticas de bombardeio e testes de novos armamentos. Na extremidade norte da área de 2 milhões de acres está o Trinity Site, onde foi detonada a primeira bomba atômica. O espaço aéreo sobre a região pode ser temporariamente restrito para permitir testes de mísseis e outras armas de longo alcance e alta altitude.
(Com Bloomberg e New York Times)
O Instituto de Medicina e Fisiologia Espacial (Medes), sediado em Toulouse, no sul da França, está recrutando dez voluntários para participar de um estudo científico que simula os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano. Os selecionados receberão 5 mil euros (R$ 30 mil) para permanecerem deitados por dez dias consecutivos.
O experimento, previsto para junho do próximo ano e realizado a pedido do Centro Nacional de Estudos Aeroespaciais da França (CNES), busca compreender como o organismo se adapta à microgravidade. A pesquisa será conduzida em solo, devido às dificuldades de realizar determinados testes durante voos espaciais.
“A ideia é perceber como os fluidos corporais, água e sangue, são redistribuídos em condições de ausência de gravidade”, explicou um porta-voz do Medes.
Batizado de BRAHMS (Bed Rest And HypoMetabolism Study), o estudo avaliará, em homens saudáveis, os mecanismos de adaptação a dez dias de microgravidade simulada associados a uma forte restrição alimentar. Ao todo, a pesquisa terá duração de 20 dias.
Durante o período principal do experimento, os voluntários permanecerão deitados em posição levemente inclinada e consumirão apenas 250 calorias por dia. O objetivo é reproduzir, em ambiente controlado, algumas das alterações fisiológicas observadas em astronautas no espaço.
O instituto procura homens entre 20 e 40 anos, em perfeita saúde, não fumantes, com índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 26 kg/m², altura entre 1,65 m e 1,85 m e peso estável há pelo menos três meses. Também é exigida a prática regular de atividade física, ausência de alergias ou restrições alimentares e vínculo com o sistema de seguridade social europeu. É necessário ainda ter bom domínio do francês.
A seleção ocorrerá em várias etapas: duas entrevistas telefônicas, para verificação dos critérios e esclarecimento sobre o estudo, seguidas por um dia de avaliação médica na clínica, mediante convocação dos candidatos que atenderem às exigências.
O Medes convida interessados a participar da iniciativa com o apelo: “Quer participar da pesquisa espacial? Pronto para encarar um desafio fora do comum? Disponível em junho?”. A participação será indenizada no valor de 5 mil euros.
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que adotará medidas de caráter “técnico-militar” caso a Groenlândia seja militarizada pelo Ocidente — e indicou que continuará respeitando limites para o desdobramento de seu arsenal nuclear, apesar da recente expiração do tratado Novo START, apenas se os Estados Unidos fizerem o mesmo. As declarações foram feitas pelo ministro das Relações Exteriores russo, Serguéi Lavrov, em discurso no Parlamento no mesmo dia em que membros da Otan lançaram uma nova missão para reforçar sua presença no Ártico.
— Evidentemente, se houver uma militarização da Groenlândia e a criação de capacidades militares que tenham como alvo a Rússia, responderemos com as medidas adequadas, incluindo medidas técnico-militares — disse, acrescentando que Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem “resolver entre si” as questões envolvendo a ilha.
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A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca com cerca de 57 mil habitantes, tem estado na mira do governo americano desde que o republicano Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato, em 2025. Ao mesmo tempo, a ilha tem sustentado que soberania e integridade territorial são uma “linha vermelha” em qualquer conversa com Washington, e países aliados têm respondido com gestos de apoio à Dinamarca e à Groenlândia. Lavrov, porém, acusou Copenhague de tratar os groenlandeses como “cidadãos de segunda classe”.
As declarações ocorrem após o envio, nas últimas semanas, de pequenos contingentes de tropas europeias à ilha ártica, movimento que se deu depois de Trump afirmar seus desejos de anexação da Groenlândia. O presidente anunciou em janeiro que imporia novas tarifas à Dinamarca e a outros sete países europeus que se opuseram aos seus apelos, mas recuou abruptamente depois de declarar que havia alcançado um “marco” para um acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para ampliar a influência americana na região.
Na ocasião, Trump também recuou nas ameaças de tomar o território. Antes, havia dito repetidas vezes que, se Washington não assumisse o controle da ilha, Rússia ou China poderiam fazê-lo — acusação que Moscou e Pequim negam categoricamente. Ainda assim, desde a década de 2010, as duas potências exploram a chamada Rota Oceânica Norte, favorecida pelas mudanças climáticas. A Rússia também reforça suas capacidades militares no Ártico, onde posiciona bases a uma curta distância de territórios ocidentais, incluindo os Estados Unidos.
— A Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico. Mas acompanhamos de perto a evolução da situação […] reforçando a capacidade de combate das Forças Armadas e modernizando as infraestruturas militares — declarou o líder russo, Vladimir Putin, em março de 2025.
Nova missão
Desde o início do ano passado, a Rússia realizou pelo menos 33 manobras militares no Ártico, cerca de metade delas sendo exercícios de treinamento, segundo o grupo de análise Center for Strategic and International Studies, com sede em Washington. Grande parte da atividade militar russa na região está concentrada na Península de Kola, onde Moscou mantém seus submarinos capazes de transportar ogivas nucleares. A Rússia protege esses equipamentos com patrulhas costeiras, navais e aéreas, realizadas a partir do quartel-general da Frota do Norte.
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Por outro lado, as forças da Otan também treinam e operam na região. E autoridades anunciaram nesta quarta-feira uma nova missão para reforçar a presença ártica da aliança. Chamada Sentinela do Ártico, a iniciativa aumentará o número de tropas na chamada “Tampa do Norte”, que inclui partes da Noruega, Suécia e Finlândia dentro do Círculo Polar Ártico. Espera-se que a Otan amplie as patrulhas marítimas no Mar da Noruega e, em seguida, pelas vias navegáveis entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido, conhecidas como GIUK Gap.
— O Ártico claramente ganhou prioridade para a aliança, e a aliança está respondendo — disse o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, a jornalistas na terça-feira.
Disputa comercial e militar no Ártico
Arte/ O GLOBO
A área pode servir como campo de testes para novos drones de vigilância, avaliando sua resistência às duras condições climáticas. Especialistas afirmam que a Otan também espera demonstrar a Trump que a aliança leva a sério a segurança do Ártico sem que os EUA precisem controlar a Groenlândia como uma primeira linha de defesa — proposta que, no mês passado, ameaçou dividir o grupo.
— O Ártico não esteve realmente na agenda da Otan por muito tempo, mas isso ocorreu porque os aliados árticos assim desejavam — disse Minna Alander, especialista em Ártico e defesa do Stockholm Center for Eastern European Studies. — Não acho que haveria outro motivo neste momento para lançar a Sentinela do Ártico se não fosse a pressão de Trump pela Groenlândia.
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Uma das preocupações entre autoridades militares da Otan é que a Rússia possa enviar um submarino com capacidade nuclear pelo Mar da Noruega até o GIUK Gap para alcançar o Atlântico. Soma-se a isso o fato de que Moscou se envolve no que autoridades descreveram como jogos de “gato e rato” para contrabandear petróleo e sabotar oleodutos e cabos de comunicação submarinos. E a questão da Groenlândia, com Alander ressaltando que o caminho mais curto para que Rússia e China lancem mísseis contra os EUA passa pelo Polo Norte. Trump já afirmou que deseja instalar interceptadores de mísseis na ilha, embora especialistas tenham opiniões distintas sobre se isso acrescentaria algo significativo aos atuais planos de defesa antimísseis dos EUA.
A Otan já ampliou as patrulhas marítimas no Mar da Noruega e no GIUK Gap, onde, segundo um oficial militar da aliança, submarinos e embarcações russas representam o maior risco para a Europa e a América do Norte. Uma força aérea nórdica — com pilotos da Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca — atua de forma conjunta semanalmente. Esses países provavelmente liderarão a nova iniciativa Sentinela do Ártico, com base em sua vasta experiência na região.
Nesta quarta-feira, é esperado que o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, anuncie que o número de tropas que o país enviará à região ártica da Noruega dobrará para 2 mil nos próximos três anos. O Reino Unido também contribui para uma força terrestre de pelo menos 4 mil militares liderada pela Suécia e baseada no norte da Finlândia, que inclui França, Islândia e Itália. Essa força estará plenamente operacional nos próximos meses. A Otan mobilizará cerca de 25 mil militares e pessoal de apoio para exercícios previstos para começar em março.
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“As demandas por defesa estão aumentando, e a Rússia representa a maior ameaça à segurança do Ártico e do Extremo Norte que vimos desde a Guerra Fria”, disse Healey em nota, prometendo que o Reino Unido desempenhará um “papel vital” na Sentinela do Ártico.
Armas nucleares
Ainda nesta quarta-feira, Lavrov, o ministro das Relações Exteriores russo, abordou a situação do tratado nuclear Novo START, que expirou em 5 de fevereiro. O acordo, assinado originalmente em 2010, limitava cada país a 1.550 ogivas estratégicas implantadas e previa inspeções mútuas, suspensas desde 2023. Segundo o chanceler, essas restrições “permanecerão em vigor, mas apenas se os EUA não ultrapassarem os limites mencionados”.
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Lavrov disse ainda que Moscou agirá de maneira “responsável”, com base em “uma análise da política militar americana”. Desde a expiração do tratado, não há mais nenhum instrumento bilateral em vigor que limite formalmente o desdobramento de armas nucleares pelas duas potências, que detêm os maiores arsenais atômicos do mundo.
O Kremlin informou na semana passada que Moscou e Washington concordaram em manter uma abordagem “responsável” e continuar negociando. Trump, por sua vez, não respondeu à oferta de prorrogação apresentada pela Rússia e defendeu um “novo tratado melhorado e modernizado”, afirmando que o Novo START foi “mal negociado” pela administração de Barack Obama. Os Estados Unidos também manifestaram interesse em incluir a China em eventuais negociações sobre limitação de armas nucleares, algo que Pequim descartou sob o argumento de que seu arsenal é significativamente menor.
(Com AFP e New York Times)
Uma reviravolta no caso do desaparecimento de Nancy Guthrie, mãe da apresentadora Savannah Guthrie, foi possível graças a uma operação técnica conduzida por engenheiros do Google, proprietário do sistema de câmeras Nest.
Suspeito é interrogado nos EUA pelo sequestro da mãe da apresentadora de TV Savannah Guthrie; vídeo
O FBI divulgou nesta terça-feira imagens de um suspeito mascarado e armado à porta da residência de Nancy, no Arizona, no dia em que ela desapareceu. Inicialmente, as autoridades haviam informado que o vídeo não poderia ser recuperado.
Segundo fonte ouvida pela CNN, a recuperação exigiu vários dias de trabalho técnico. Um oficial do FBI afirmou na rede social X que as imagens foram liberadas poucas horas após serem obtidas. O xerife do Condado de Pima, Chris Nanos, havia declarado que “não havia vídeo disponível” porque Nancy não mantinha assinatura ativa do serviço de gravação em nuvem do Nest.
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Apesar disso, o sistema armazena gratuitamente até três horas de histórico “baseado em eventos”. Esses dados ficam hospedados na nuvem e em servidores do Google.
Especialistas explicam que, mesmo após a exclusão formal, arquivos digitais podem continuar existindo até serem sobrescritos por novos dados. Nick Barreiro, analista forense de áudio e vídeo, afirmou que sistemas de exclusão apenas liberam o espaço para reutilização, mas não apagam imediatamente o conteúdo.
— Até que o espaço seja realmente reutilizado, os dados antigos ainda podem ser recuperáveis — explicou.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que os vídeos foram recuperados a partir de “dados residuais localizados nos sistemas de backend”.
De acordo com Adam Malone, ex-agente especial do FBI especializado em cibersegurança, aplicativos baseados em nuvem operam com múltiplas camadas de processamento. Os arquivos passam por sistemas de compressão, renderização e armazenamento distribuído em milhares de servidores. Cada etapa pode deixar rastros digitais temporários.
— Eles provavelmente revisaram os fluxos de desenvolvimento e verificaram se havia dados históricos aguardando exclusão — afirmou Malone.
O financista americano Jeffrey Epstein, cujas vítimas acreditavam que ele as filmava em segredo, ordenou a um de seus assistentes que obtivesse câmeras de vídeo ocultas, aparentemente para instalá-las em sua casa em Palm Beach, na Flórida, segundo um e-mail de 2014 divulgado recentemente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O governo trabalhista britânico foi criticado por opositores por suposta falta de respeito ao rei após confirmar a adoção de um logotipo com a legenda “Governo do Reino Unido”, em substituição a “Governo de Sua Majestade” nas comunicações oficiais.
A alteração havia passado despercebida, mas gerou reação depois que o ministro do Gabinete e responsável por assuntos constitucionais, Nick Thomas-Symonds, confirmou a mudança nesta semana. Em resposta escrita enviada na segunda-feira a um deputado conservador, o ministro informou que foi tomada “uma decisão estratégica de adotar a expressão ‘Governo do Reino Unido’ (UK Government) como identidade principal para todas as comunicações dirigidas ao público”.
Thomas-Symonds acrescentou que o novo padrão passou a ser utilizado em julho de 2024, com a chegada do governo de Keir Starmer. Para o deputado conservador Alex Burghart, abandonar “Governo de Sua Majestade” (HM Government) representa uma tentativa de “apagar discretamente a tradição pelo mero desejo de se modernizar”.
“O rei Charles III é ignorado”, afirmou o tabloide The Sun. Já o Partido Conservador, citado pelo Daily Mail, avalia que a mudança “demonstra falta de respeito às instituições nacionais”.
Diante das críticas, um porta-voz do primeiro-ministro declarou que a denominação “HM Government” continuará a ser empregada em comunicações e documentos “pertinentes”. As regras anteriores estabeleciam que “a denominação ‘HM Government’ é reconhecida e goza da confiança do público. Como tal, constitui a marca principal da comunicação governamental”, segundo documento oficial de 2022.
O texto também especificava que a expressão “UK Government” era usada sobretudo no exterior e poderia ser adotada “para comunicações que se aplicam a todo o Reino Unido”.
A decisão foi elogiada pelo líder do grupo antimonarquista Republic, Graham Smith. “É a decisão correta e reflete o verdadeiro papel (do governo), que é servir à população e não aos poderosos”, afirmou ao jornal The Telegraph.
Menos da metade dos britânicos (45%) ainda apoia a monarquia, segundo pesquisa divulgada nesta semana, em meio a um momento delicado para a família real devido às ligações entre o irmão do rei, o ex-príncipe Andrew, e o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
Um homem armado invadiu uma escola na província de Songkhla, no sul da Tailândia, e abriu fogo antes de fazer reféns dentro do prédio, segundo relatos da imprensa local nesta quarta-feira. O caso ocorre na Escola Patong Prathan Kiriwat, próxima à fronteira com a Malásia.
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De acordo com as primeiras informações, o agressor teria disparado contra professores e alunos antes de manter parte das vítimas sob ameaça. O número de feridos ainda não foi oficialmente confirmado, segundo o jornal inglês Daily Mail.
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Policiais armados cercaram o local pouco depois do término das aulas, enquanto centenas de estudantes fugiam para ruas próximas em meio ao pânico. Agentes do distrito de Hat Yai informaram que tentavam negociar com o atirador para libertar os reféns.
Um segurança que conseguiu escapar afirmou que foi atingido de raspão.
— Uma bala passou de raspão no meu estômago, mas consegui escapar. O diretor da escola foi baleado. Ainda havia crianças dentro da escola que foram feitas reféns — relatou.
Segundo a polícia do distrito de Thung Lung, o suspeito, que teria 18 anos, vinha apresentando comportamento errático e teria ameaçado ferir a própria mãe em uma residência próxima à escola.
Ao chegarem para contê-lo, os agentes afirmam que o jovem portava uma submetralhadora M4. Ele teria então entrado na escola, onde efetuou disparos, ferindo gravemente o diretor e mantendo um professor e alunos sob ameaça.
Pelo menos nove pessoas morreram e mais de 25 ficaram feridas após um ataque a tiros ocorrido na tarde desta terça-feira (10) na Tumbler Ridge Secondary School, em Tumbler Ridge, pequena comunidade a cerca de 300 quilômetros a nordeste de Prince George, na província canadense da Colúmbia Britânica. A polícia informou que já identificou a autora do ataque, encontrada morta no local, mas os detalhes oficiais ainda não foram divulgados.
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Segundo o jornal canadense Western Standard, moradores locais identificaram a suspeita como Jesse Strang, de 18 anos. Ela foi encontrada morta com ferimentos descritos pelas autoridades como aparentemente autoinfligidos. A identificação foi confirmada ao veículo por ex-colegas de escola, entre eles Liam Irving e Juan van Heerden, que afirmaram ter conversado com oito pessoas que estavam na escola no momento do ataque.
Relatos de ex-colegas e impacto na comunidade
De acordo com Irving, Strang era “uma pessoa quieta”, alguns anos mais nova, sem histórico de comportamento agressivo. Van Heerden reforçou a descrição, dizendo que ela costumava permanecer isolada. Ambos relataram ao Western Standard que Strang se identificava como transgênero. Antes de ir para a escola, segundo os relatos, ela teria matado a própria mãe e o irmão mais novo, ambos conhecidos na comunidade, o que ampliou o impacto da tragédia entre os moradores.
Os primeiros alertas sobre um atirador ativo começaram a circular por volta das 13h20. A Polícia Montada Real Canadense (RCMP) emitiu um aviso público e chegou ao local pouco tempo depois. Além das nove vítimas fatais, aproximadamente 27 pessoas ficaram feridas, incluindo duas em estado grave; uma delas morreu a caminho do hospital.
Em entrevista coletiva na noite de terça-feira, o oficial sênior de relações com a mídia da RCMP, Kris Clark, afirmou que havia poucas informações adicionais naquele momento, mas confirmou que a suspeita encontrada morta era a mesma descrita no alerta inicial. Ele disse que a polícia está empenhada em fornecer mais esclarecimentos nos próximos dias.
O episódio já é considerado o terceiro tiroteio mais mortal da história do Canadá, atrás apenas do massacre da École Polytechnique, em 1989, e dos ataques na Nova Escócia, em 2020.
Autoridades políticas manifestaram solidariedade às vítimas. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, afirmou que o governo oferecerá todo o apoio necessário à comunidade. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse estar devastado e cancelou uma viagem internacional após o ataque. O líder conservador Pierre Poilievre também lamentou o ocorrido e prestou condolências às famílias afetadas.
Um escultor de castelos de areia conhecido e querido por frequentadores da orla de San Diego foi proibido de atuar na área da praia em frente ao Hotel del Coronado, um dos mais icônicos da cidade, após incluir uma citação do escritor Mark Twain em uma de suas obras. Bill Pavlacka, de 64 anos, construiu por quase duas décadas mini monumentos de areia no local, atraindo turistas e turistas de diferentes partes do mundo.
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Segundo Pavlacka, a decisão do hotel foi comunicada no início de fevereiro e teve como estopim a inscrição da frase atribuída a Mark Twain: “Primeiro, informe-se sobre os fatos; depois, você pode distorcê-los como quiser”. O escultor afirmou, em entrevista à Fox5, que a administração passou a analisar com mais rigor suas criações no ano passado, sobretudo aquelas com mensagens políticas, e que a citação do escritor americano foi considerada a “gota d’água”.
Confira:
O castelo sobre o qual ele citou o escritor Mark Twain, visto aqui, foi a gota d’água, disse Pavlacka
Reprodução
Mensagens, advertências e rompimento
Imagens compartilhadas pelo artista ao longo dos anos mostram castelos com citações de figuras históricas como os ex-presidentes Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, além de obras dedicadas a feriados religiosos e à memória do ataque de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center. Pavlacka disse que algumas mensagens recentes incluíam frases como “Eu amo a democracia” e “Eu amo a liberdade de expressão”, que ele classificou como declarações de valores americanos.
Em nota, enviada de na quinta-feira (5), o diretor de Recursos Humanos do Hotel del Coronado, D. Bradley McPherson, informou que Pavlacka não era mais bem-vindo nas dependências do hotel. O documento afirma que a decisão se baseou em condutas que violaram políticas internas, já mencionadas em uma “segunda e última advertência” emitida em 16 de outubro de 2025. A carta determinava ainda que o escultor evitasse contato físico com hóspedes e mantivesse o conteúdo dos castelos “neutro”, sem mensagens políticas ou controversas, além de reforçar a proibição estrita do consumo de álcool na praia. McPherson acrescentou que um novo incidente envolvendo álcool teria sido relatado após o aviso, resultando em experiência negativa para um hóspede — acusação negada por Pavlacka.
Em publicação nas redes sociais, o artista afirmou que ele e o hotel “seguiram caminhos diferentes” após quase 20 anos. Disse nunca ter sido funcionário, mas prestador de serviços externo, em uma relação que considerava mutuamente benéfica. Apesar da tristeza pelo fim do vínculo, declarou-se animado com a “maior liberdade criativa” que teria a partir de então.
Após o rompimento, Pavlacka transferiu seus castelos para uma área mais ao norte da torre principal dos salva-vidas na praia. Um morador ouvido pela Fox5 afirmou que muitos estão demonstrando apoio ao escultor e que o caso pode ter sido fruto de um mal-entendido. Procurado pelo Daily Mail, Pavlacka agradeceu o apoio recebido, mas preferiu não comentar mais o assunto. Em nota, o Hotel del Coronado confirmou o encerramento da parceria a partir de 5 de fevereiro e desejou sucesso ao artista.
Mark Twain, citado na obra que motivou a controvérsia, foi o pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, um dos mais importantes escritores e humoristas dos Estados Unidos no século XIX. Autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn, Twain ficou conhecido por seu olhar crítico sobre a sociedade, o uso frequente da ironia e frases mordazes sobre política, moral e comportamento humano. Ele defendia o progresso tecnológico, a justiça social, o abolicionismo, os direitos das mulheres (como o voto feminino) e se opunha ao imperialismo, à aristocracia e à hipocrisia religiosa, usando seu humor e sátira para criticar as contradições e injustiças de sua época

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