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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a encontrar o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quarta-feira, em sua sexta visita à Casa Branca, em um momento em que Washington está envolvido em tratativas diplomáticas com o Irã. Com o principal aliado focado em alcançar um acordo nuclear que limite o desenvolvimento de armas atômicas por Teerã, Netanyahu tenta garantir que os americanos incluam em suas exigências ao regime dos aiatolás um controle do programa de mísseis, apontado pelo Estado judeu como uma ameaça existencial.
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Desde que Trump aumentou a pressão sobre o Irã, com o envio de uma grande frota naval para o Golfo Pérsico, incluindo um porta-aviões, o presidente americano condicionou um novo ataque a uma recusa de Teerã em negociar sobre a questão nuclear. Em alguns momentos, o republicano chegou a se referir à violência contra manifestantes pacíficos no país e à questão dos mísseis, mas o governo considerou positivas conversas realizadas na semana passada em Omã, nas quais o lado iraniano afirmou que só entrou em debate o programa nuclear.
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Netanyahu, que chegou à Casa Branca por volta das 11h (13h em Brasília), compactua da visão de boa parte de seu Gabinete que a ameaça mais urgente partindo do Irã neste momento é o arsenal balístico iraniano, que detém capacidades que permitem ataques contra qualquer ponto do território israelense. A viagem do premier foi antecipada para apresentar os pontos relativos a segurança a Trump.
— Apresentarei ao presidente nossa perspectiva em relação aos princípios dessas negociações, os princípios essenciais que, na minha opinião, são importantes não apenas para Israel, mas para todos ao redor do mundo que desejam paz e segurança no Oriente Médio — disse Netanyahu a repórteres antes de embarcar para os EUA, na terça-feira.
O premier embarcou com dois objetivos possíveis, segundo fontes ouvidas por veículos internacionais. O primeiro deles seria fazer com que Trump concordasse em pressionar o Irã e fazer com que o país mudasse de posição, concordando em limitar o programa de mísseis. Caso não tivesse êxito, o plano seria convencer o líder americano a aprovar outra campanha militar direcionada aos locais ligados ao programa de mísseis.
Sobrevivência
Mesmo após o ataque americano contra o território iraniano, em junho do ano passado, Israel enviou avaliações aos EUA, afirmando que o regime dos aiatolás estava enfraquecido, mas continuava capaz de desferir golpes significativos. Passados mais de 7 meses do ataque, há indícios de que Teerã teve como prioridade a reconstrução de locais ligados ao setor de mísseis, vista pelo aiatolá Ali Khamenei como principal capacidade a garantir a sustentação da teocracia.
— Do ponto de vista do Irã, o risco de um ataque militar dos Estados Unidos é menor do que o risco de abrir mão da única defesa que o Irã possui contra eles — disse Raz Zimmt, especialista em Irã do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv. — Eles acreditam que abrir mão dos mísseis abriria caminho para uma mudança de regime.
Mísseis disparados do Irã são fotografados no céu noturno sobre Jerusalém em 14 de junho de 2025
Menahem Kahana / AFP
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No sábado, um dia após autoridades americanas e iranianas realizarem conversas indiretas em Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou a posição de seu país sobre o tema, afirmando que “a questão dos mísseis” “não é negociável de forma alguma, nem agora nem em qualquer momento futuro”.
Além de mísseis de médio alcance capazes de atingir Israel, o Irã também possui um grande arsenal de mísseis de curto alcance que poderiam atingir bases militares americanas no Catar, Iraque e outros locais do Oriente Médio. Esse deve ser um dos argumentos de Netanyahu na conversa com Trump.
Mesa de negociações
Em Teerã, autoridades iranianas denunciaram a visita do líder israelense à Casa Branca como uma “influência destrutiva”. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o regime está disposto a permitir “inspeções” para verificar a natureza pacífica do programa iraniano, mas alertou que não cederá a “exigências excessivas”.
— Não queremos adquirir armas nucleares. Já afirmamos isso repetidamente e estamos preparados para todos os tipos de inspeções — disse nesta quarta-feira.
Embora tenha expressado esperança de alcançar um acordo, Trump disse na terça-feira, em entrevista ao portal americano Axios, que estava “pensando” em enviar um segundo porta-aviões para a região.
— Ou chegamos a um acordo, ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez — afirmou o presidente. (Com NYT e AFP)
A ajuda militar à Ucrânia atingiu em 2025 seu nível mais baixo e foi financiada quase exclusivamente por países europeus, cujos esforços para compensar a retirada americana evitaram uma queda total, informou nesta quarta-feira o centro de pesquisa alemão Instituto Kiel.
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Em 2025, segundo o instituto, os aliados de Kiev destinaram 36 bilhões de euros (R$ 222 bilhões), valor 14% inferior ao de 2024, quando o montante chegou a 41,1 bilhões de euros (R$ 254,22 bilhões). A instituição compila a assistência militar, financeira e humanitária prometida e entregue à Ucrânia desde a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022. A ajuda militar de 2025 foi menor do que a de 2022, embora naquele ano o apoio não tenha sido concedido durante 12 meses completos.
Com a interrupção total da ajuda americana no início do ano passado, após o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, o apoio à Ucrânia poderia ter caído ainda mais. Entre 2022 e 2024, Washington forneceu cerca de metade da ajuda militar. Os países europeus fizeram um esforço significativo para preencher essa lacuna e aumentaram sua contribuição em 67% em 2025 na comparação com a média do período 2022-2024.
O Instituto Kiel, no entanto, aponta “disparidades crescentes” entre os diferentes contribuintes europeus, já que países do norte e do oeste da Europa concentraram cerca de 95% do apoio militar. O instituto calcula que o norte da Europa, que representa 8% do PIB combinado dos países doadores europeus, respondeu por 33% da ajuda militar europeia em 2025, enquanto o sul da Europa, com 19% do PIB, contribuiu com apenas 3%.
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Em 2025, parte da ajuda militar, no valor de 3,7 bilhões de euros (R$ 22,89 bilhões), foi financiada pelos europeus no âmbito do programa Purl, mecanismo criado pela Otan para financiar a compra de armamentos americanos para a Ucrânia. O Instituto Kiel considera que se trata de um “avanço notável” no último ano, que permitiu, em especial, a aquisição de baterias de defesa antiaérea Patriot e sistemas lançadores de foguetes Himars.
Pelo menos 1.417 africanos foram recrutados pelo Exército russo para a guerra na Ucrânia, e mais de 300 morreram no conflito, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pelo coletivo investigativo All Eyes on Wagner (AEOW). O grupo publicou uma lista dos recrutados, compilada pelo programa ucraniano “Eu Quero Viver”, que monitora os combatentes russos mortos em ação e incentiva a rendição.
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O relatório contém os nomes de 1.417 pessoas de 35 países africanos que foram recrutadas pelo Exército russo entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, e os nomes de 316 que morreram na linha de frente. No entanto, os números reais provavelmente são muito maiores, segundo o coletivo.
“O fenômeno do recrutamento de cidadãos africanos não é um epifenômeno isolado, mas, sim, a espinha dorsal de uma estratégia deliberada e organizada”, à medida que a guerra se prolonga e a Rússia precisa “lidar com a escassez de homens”, afirma o relatório.
“Ficamos muito impressionados com a facilidade com que se encontra uma oferta ou uma forma de sair desses países [africanos]. Leva apenas cinco minutos nas redes sociais”, disse Lou Osborn, do coletivo AEOW, à AFP.
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Milhares de estrangeiros juntaram-se às fileiras russas na Ucrânia, recrutados em países com laços históricos — Cazaquistão, Tajiquistão e Cuba — e em outros com relações crescentes (Nepal, Sri Lanka, Iraque e nações africanas). A Ucrânia também tem milhares de combatentes estrangeiros em suas fileiras.
Uma mulher de 40 anos foi condenada à prisão perpétua com pena mínima de 21 anos nesta quarta-feira depois de ser considerada culpada pelo assassinato da companheira, cujo corpo foi cortado ao meio e enterrado no jardim da casa onde viviam em Normanton, no condado de Derbyshire, na Inglaterra.
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O veredito foi proferido por um júri em Derby, na terça-feira, depois de um julgamento que durou três semanas. A ré, Anna Podedworna, de origem polonesa, também foi declarada culpada pela ocultação do cadáver e pela obstrução da justiça ao ter mantido em segredo o paradeiro do corpo por mais de 15 anos.
Investigadores descobriram os restos mortais de Izabela Zablocka, de 30 anos, sob uma camada de concreto no jardim da residência em junho de 2025, após a morte dela em 2010 ter sido reaberta em função de pressão provocada por uma reportagem investigativa.
Zablocka foi descrita no tribunal como uma mãe amorosa, que era “extremamente próxima” da família na Polônia
Polícia de Derbyshire
Segundo o promotor Gordon Aspden KC, em entrevista à BBC, Podedworna matou a parceira com um objeto pontudo e, por ser açougueira em uma fábrica de aves na época, usou sua experiência para cortar o corpo em duas partes. Os restos foram enrolados em sacos de lixo, atados com fita e enterrados em uma vala improvisada, que depois foi coberta com uma camada de concreto.
Durante o julgamento, a acusada afirmou que agiu em legítima defesa, alegando que Zablocka teria atacado e tentado estrangulá-la. Ela disse ter sentido medo e ter decidido enterrar o corpo para esconder o incidente. O júri rejeitou essa versão.
Corpo de Zablocka foi enterrado e concretado no jardim da casa da ré
Polícia de Derbyshire
Zablocka havia emigrado da Polônia ao Reino Unido em 2009 em busca de uma vida melhor com Podedworna e perdeu contato com a família em agosto de 2010, quando fez sua última ligação para a mãe. Sua filha, que ficou na Polônia com parentes, passou a vida adulta buscando respostas sobre o desaparecimento da mãe, até a descoberta em 2025.
A juíza responsável pela sentença declarou que as ações da ré trouxeram “miséria incalculável” à família da vítima, ao negar o direito a um funeral e a uma explicação durante tantos anos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já enfraquecido pelo caso Epstein-Mandelson, teve de se defender nesta quarta-feira no Parlamento por causa da amizade de um ex-colaborador seu com um ex-deputado condenado por posse de imagens pornográficas envolvendo menores.
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O ex-diretor de comunicação de Starmer, Matthew Doyle, ocupou o cargo até março de 2025 e foi nomeado pelo premier para a Câmara dos Lordes em dezembro. Nesta semana, ele foi suspenso do Partido Trabalhista após virem à tona seus vínculos com um antigo integrante da legenda condenado duas vezes por posse de material pornográfico.
Doyle participou da campanha eleitoral do escocês Sean Morton em 2017, após o ex-deputado ter sido indiciado, em 2016, pelos mesmos fatos.
Morton havia sido suspenso do Partido Trabalhista, mas concorreu naquela ocasião como candidato independente.
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Na terça-feira, Doyle pediu desculpas e reconheceu que não ter retirado seu apoio a Morton após o indiciamento foi “uma clara falha de julgamento”.
O político escocês foi condenado em 2018 a cumprir 140 horas de trabalho comunitário não remunerado e ficou sob supervisão judicial por três anos.
Morton voltou a ser condenado em 2025, desta vez a 16 meses de prisão, novamente pelos mesmos crimes.
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Questionado no Parlamento e vaiado pela oposição durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro, Starmer afirmou que seu ex-diretor de comunicação “não forneceu informações completas” quando foi indicado para a Câmara dos Lordes.
O caso surge no pior momento para Starmer, que já enfrentava desgaste por causa da decisão, no fim de 2024, de nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington, apesar de seus vínculos comprovados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.
Starmer afirma que não tinha conhecimento “da dimensão” dessas ligações no momento da nomeação de Mandelson, que acabou destituído em setembro de 2025.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, declarou que as acusações contra Doyle já haviam sido divulgadas pela imprensa antes de sua nomeação e acusou Starmer de não querer “assumir suas responsabilidades”.
Promotores federais em Washington tentaram, sem sucesso, na terça-feira, indiciar seis parlamentares democratas que divulgaram, no outono passado, um vídeo lembrando militares da ativa e integrantes da comunidade de inteligência de que eles têm o dever de recusar ordens ilegais. A gravação provocou forte reação do presidente Donald Trump.
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A investida partiu do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Washington, chefiado por Jeanine Pirro, aliada de longa data de Trump. Os promotores levaram o caso a um grande júri no Tribunal Distrital Federal da capital, mas os cidadãos que compõem o colegiado rejeitaram a acusação.
A decisão foi considerada incomum e significativa. Antes do segundo mandato de Trump, era raro que grandes júris recusassem pedidos de indiciamento apresentados por promotores. Esse tipo de rejeição tem se tornado mais frequente à medida que indicados pelo presidente avançam com casos vistos por críticos como politicamente motivados.
Entre os alvos estavam o senador Mark Kelly, do Arizona, e a senadora Elissa Slotkin, de Michigan, além dos deputados Jason Crow (ex-ranger do Exército), Maggie Goodlander (ex-reservista da Marinha), Chrissy Houlahan (ex-oficial da Força Aérea) e Chris Deluzio (veterano da Marinha). Todos têm histórico de atuação militar ou em agências de segurança nacional.
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Segundo uma pessoa a par do caso, os promotores argumentaram que os parlamentares violaram uma lei que proíbe interferir na lealdade, no moral ou na disciplina das Forças Armadas dos Estados Unidos.
O Departamento de Justiça não comentou.
Slotkin comemorou o resultado. “Independentemente do que o presidente Trump e Pirro façam a seguir, hoje marcamos um ponto em favor da Constituição, da liberdade de expressão e do Estado de Direito”, afirmou em nota.
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Kelly classificou a iniciativa como perseguição política.
— Este é um abuso de poder escandaloso de Donald Trump e seus aliados — declarou. — Ele quer que os americanos tenham medo de se manifestar. A atitude mais patriótica é não recuar — acrescentou.
Críticos afirmam que, sob Trump, o Departamento de Justiça tem aberto processos questionáveis contra adversários políticos, entre eles o ex-diretor do FBI James B. Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. Mesmo com casos considerados frágeis, a avaliação dentro do governo seria a de que é preferível perder na Justiça a contrariar o desejo de retaliação do presidente.
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Fortalecido pelo controle sobre o Departamento de Justiça e o FBI, Trump intensificou o uso da máquina federal de segurança para avançar sua agenda política e confrontar opositores.
Recentemente, o governo abriu investigações contra autoridades democratas em Minnesota que se opuseram à sua política de repressão à imigração e prendeu o jornalista Don Lemon por sua presença em um protesto em uma igreja em Minneapolis. Na semana passada, o FBI fez buscas em um escritório eleitoral na região de Atlanta com base em alegações já desmentidas de fraude na eleição presidencial de 2020.
Em novembro, Jeanine Pirro também autorizou uma investigação criminal contra Jerome H. Powell, presidente do Federal Reserve, a quem Trump há anos tenta substituir.
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O caso contra os seis parlamentares teve origem em um vídeo organizado por Slotkin, ex-analista da CIA com várias missões no Iraque. A gravação não mencionava nenhuma ordem específica, mas foi divulgada no momento em que Trump autorizava ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e avaliava enviar tropas da ativa para cidades americanas para conter protestos.
No vídeo, os parlamentares alertam que as “ameaças à Constituição não vêm apenas do exterior, mas também de dentro do país”.
“Nossas leis são claras. Você pode se recusar a cumprir ordens ilegais”, diz Kelly na gravação.
Trump reagiu de imediato nas redes sociais. Classificou a iniciativa como “COMPORTAMENTO SEDICIOSO, PUNÍVEL COM A MORTE!” e compartilhou uma publicação de outra pessoa que dizia: “ENFORQUEM-NOS, GEORGE WASHINGTON FARIA ISSO!!”
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Dias depois, os seis parlamentares informaram que o FBI havia procurado os sargentos de armas da Câmara e do Senado para solicitar entrevistas, indicando a abertura de investigação criminal.
“O presidente Trump está usando o FBI como ferramenta para intimidar e assediar membros do Congresso. Nenhuma intimidação nos impedirá de cumprir nosso dever e honrar a Constituição”, afirmaram os quatro deputados, em nota conjunta.
Além desse caso, Kelly também é alvo de uma investigação separada do Pentágono sobre o que autoridades militares chamaram de “graves alegações de má conduta”.
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Em novembro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o vídeo como “desprezível, imprudente e falso” e chamou o grupo de “Seis Sediciosos”, acusando-os de incentivar militares a “ignorar ordens de seus comandantes”.
“O panfleto insensato deles semeia dúvida e confusão, o que só coloca nossos combatentes em perigo”, escreveu Hegseth.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, depõe perante a Comissão Judiciária da Câmara nesta quarta-feira, em um momento de crescente pressão por parte de republicanos e democratas sobre a condução da investigação do caso Jeffrey Epstein — e a atrapalhada divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça, que resultou na exposição de nomes, fotos e dados pessoais de vítimas do criminoso sexual. A liberação da última leva de arquivos do caso provocou desdobramentos ao redor do mundo, com a queda de figuras proeminentes de seus cargos e abertura de investigações no exterior, enquanto ninguém foi processado em solo americano com base nas descobertas.
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Durante a audiência, Bondi disse se estar “profundamente arrependida” pelo sofrimento das vítimas de Epstein. Sem pedir desculpas explicitamente pelos erros na divulgação dos arquivos, ela afirmou que o Departamento de Justiça retirou os documentos ao identificar o problema e que a equipe agiu dentro do prazo legal.
— Qualquer acusação de delito criminal será levada a sério e investigada — acrescentou Bondi.
Quando compareceu perante uma comissão do Congresso pela última vez, Bondi obstruiu os democratas por quatro horas e leu uma lista de insultos ensaiados em resposta a questionamentos sobre sua conduta a frente do cargo. É improvável que uma estratégia protelatória e de confronto aberto funcione desta vez, com deputados dos dois partidos insatisfeitos com o andamento das investigações sobre Epstein.
Para os republicanos, o fiasco interminável de Epstein definiu o mandato da secretária. O deputado republicano Thomas Massie tem criticado Bondi frequentemente, assim como o vice-secretário Todd Blanche — ex-advogado pessoal do presidente Donald Trump — pela forma como lidaram com os arquivos, acusando-os de protelar ou bloquear a divulgação de alguns materiais.
Coautor da lei bipartidária que obrigou o Departamento de Justiça e o FBI a divulgarem todos os arquivos, Massie sugeriu na terça-feira que questionaria Bondi sobre os arquivos.
— Ela tem se mostrado contraditória — disse o deputado, em entrevista à rede americana CNN.
Os democratas também estão se mobilizando para questionar Bondi sobre os arquivos de Epstein. Entre as fileiras do partido, também causa incômodo a forma com que a secretária apenas executa ordens de Trump — levando a frente casos duvidosos contra seus adversários, e agindo com menos energia quando se trata de medidas que desagradam o presidente, como nos casos de cidadãos americanos mortos durante protestos contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).
Contraste com o resto do mundo
A atuação do Departamento de Justiça dos EUA a partir da obtenção dos documentos na investigação é alvo de críticas por parte de figuras de ambos os partidos, de ativistas e das vítimas por não ter levado ao indiciamento de nenhum suspeito de ter colaborado ou se beneficiado da suposta rede de tráfico sexual montada por Epstein — a exceção da principal cúmplice do magnata, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena. Teorias sobre acobertamento se tornaram populares, sobretudo pelo perfil das pessoas citadas nos documentos.
Em contrapartida, os e-mail, troca de mensagens e fotos reveladas ao público em janeiro provocaram uma forte reação da Europa à Ásia. Jack Lang, que já foi ministro da Cultura da França, anunciou no sábado que renunciaria ao cargo de chefe do Instituto do Mundo Árabe, uma prestigiada instituição cultural em Paris, após as autoridades francesas afirmarem que estavam investigando relatos de que ele e sua família tinham ligações financeiras com Epstein.
Mona Juul, que foi embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque, renunciou após a divulgação de transações financeiras entre ela, seu marido e Epstein. Miroslav Lajcak, conselheiro de segurança nacional do primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, deixou o cargo após a divulgação de e-mails entre ele e o Sr. Epstein, nos quais os dois homens pareciam brincar sobre mulheres jovens.
No Reino Unido, o rei Charles III e o premier Keir Starmer foram forçados a se posicionar após o ex-príncipe Andrew e o trabalhista Peter Mandelson, indicado ao cargo de embaixador em Washington em 2024, voltaram a aparecer nos documentos de forma comprometedora, incluindo suspeitas de que os dois teriam, em momentos distintos, compartilhado informações sigilosas do governo britânico com o magnata.
Mesmo na Ásia os laços com Epstein provocam reações, abalos políticos e retratações. O Dalai Lama afirmou no domingo que nunca conheceu o americano, após ter o nome citado nos arquivos. O premier indiano, Narendra Modi, foi apontado por opositores como “vulnerável à manipulação de monstros estrangeiros”, por ter sido citado em um e-mail de Epstein. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu explorou a divulgação de e-mails entre o criminoso e Ehud Barak, um ex-primeiro-ministro que tem sido seu crítico vocal, para atacá-lo.
“O relacionamento estranhamente próximo de Jeffrey Epstein com Ehud Barak não sugere que Epstein trabalhou para Israel. Prova o contrário”, escreveu Netanyahu nas redes sociais em 6 de fevereiro. “Preso em sua derrota eleitoral de mais de duas décadas atrás, Barak tem tentado obsessivamente, há anos, minar a democracia israelense”.
Com NYT.
Um funcionário do governo do presidente Trump afirmou que o espaço aéreo sobre El Paso foi fechado após drones de cartéis mexicanos violarem o espaço aéreo, mas disse que o Departamento de Defesa tomou medidas para desativar os drones.
Tanto a FAA quanto o Departamento de Defesa determinaram que não há ameaça às viagens comerciais, disse o funcionário, falando sob condição de anonimato para tratar de um assunto de segurança nacional.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) reabriu o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional de El Paso na manhã de quarta-feira, poucas horas depois de anunciar um fechamento de 10 dias que teria paralisado todos os voos de e para o aeroporto. A medida, considerada incomum, tinha sido atribuída a “razões especiais de segurança” não especificadas.
Todos os voos com destino e partida da cidade tinham sido suspensos, incluindo operações comerciais, de carga e da aviação geral, informou a FAA. A agência também proibiu todas as operações aéreas na área de Santa Teresa, no Novo México, citando as mesmas razões de segurança.
Em atualização.
Deputados da ala progressista do Partido Democrata apresentaram uma resolução legislativa na terça-feira para que Washington encerre a política conhecida como Doutrina Monroe — a conhecida linha de política externa dos EUA para a América Latina e o Caribe, cuja reembalagem pelo presidente Donald Trump recebeu o apelido de “Doutrina Donroe” — e reestabeleça uma abordagem cooperativa com a região. A iniciativa, proposta originalmente em 2023, volta a ser apresentada pelos democratas em um momento em que os EUA expandem suas ações por todo o continente, e que políticas anti-imigração do presidente preocupam estrategistas políticos republicanos quanto ao humor do eleitorado latino.
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A resolução, que propõe a substituição da Doutrina Monroe (descrita como uma política de vigilância e intervenção) por uma política pautada na melhora das relações batizada de “Novo Bom Vizinho”, tem o apoio de 18 parlamentares. Com minoria na Câmara, é improvável que a proposta seja aceita — o que não diminui o ato enquanto posicionamento político.
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A deputada Nydia Velázquez (Nova York), democrata de origem porto-riquenha e principal propositora da medida, reintroduziu o projeto citando o cantor Bad Bunny — que voltou aos holofotes políticos dos EUA com a apresentação no intervalo do Super Bowl, que irritou Trump. Ela usou a frase projetada por Bunny em no telão do estádio na Califórnia (“Há algo mais poderoso que o ódio, que é o amor”) e citou o cantor como um exemplo da medida.
— Nós assistimos ao show do intervalo, e que declaração política fez ‘Benito’. Aquele mundo de paz e oportunidades para todos é possível. Precisamos colocar nossos esforços nisso, e acredito ser muito oportuno estarmos apresentando essa resolução logo após a performance de domingo — disse Velázquez. — Ele está muito certo ao lembrar Donald Trump e o movimento Maga (“Faça os EUA Grandes Novamente”) neste país: Somos todos América. Isso é todo um Hemisfério. E, inclusive, muitas das crises que estamos vendo em alguns países são resultado direto de políticas intervencionistas.
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A chamada Doutrina Monroe, atualizada pelo presidente americano Donald Trump em um documento de estratégia militar e diplomática no ano passado, foi proposta pelo presidente James Monroe em 1823. Essa doutrina estabelecia o direito de Washington se opor ao imperialismo de potências europeias da época, como Reino Unido, França e Alemanha. O projeto democrata aponta que, com o tempo, a linha de política externa passou, com o tempo, “a ser interpretada por muitos responsáveis nos Estados Unidos como um mandato para interferir nos assuntos soberanos” dos países vizinhos.
Além de fazer um levantamento das intervenções militares, diretas ou indiretas, de Washington ao sul de sua fronteira, a resolução propõe o fim do embargo a Cuba, a emenda de leis que permitem que o presidente imponha sanções sem controle do Congresso e a revisão imediata de qualquer tipo de ajuda bilateral caso ocorra uma mudança de governo “extraconstitucional” em um país da região. Ainda propõe a criação de uma controladoria independente no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA).
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— Há apenas algumas semanas, o governo realizou uma operação militar ilegal na Venezuela — disse Velázquez, em alusão ao bombardeio e à captura em Caracas do então presidente Nicolás Maduro, ao qual ela se referiu como um “sequestro”.
Trump ordenou essa intervenção, que depois apresentou como a aplicação da Doutrina “Donroe” — que tem como principais objetivos garantir os interesses americanos no Hemisfério, o combate à imigração ilegal em massa e a presença ameaçadora de outras potências. O republicano, porém, admitiu que o principal objetivo econômico da operação tinha sido controlar o petróleo venezuelano.
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— Isto não é sobre combater o narcotráfico ou promover a democracia. Trata-se de uma mudança de regime e de controlar os recursos de outras nações — criticou a deputada.
A resolução tem poucas chances de ser aprovada na atual Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos. O governo também não parece disposto a recuar. O chefe do Estado-maior conjunto dos EUA, o general Dan Caine, convocou líderes militares de 30 países ocidentais nesta quarta-feira a Washington, para discutir os temas de segurança prioritários para a administração Trump. Países como Dinamarca, Reino Unido e França, que detêm territórios na região, estarão representados.
Fontes ouvidas pelo New York Times afirmaram que a expectativa é que Caine lidere uma discussão sobre a nova estratégia nacional de segurança e defesa dos EUA, que prioriza o Hemisfério Ocidental, em relação ao Oriente Médio e a Ásia. Temas como combate ao tráfico de drogas e grupos de crime transnacional devem ser tratados.
Mensagem política
Durante a coletiva de imprensa sobre a reintrodução do projeto, outros parlamentares progressistas, como Delia Ramírez (Illinois) e Rashida Tlaib (Michigan) falaram com os repórteres. Também foram ouvidas vítimas de golpes de Estado na região, como Jennifer Harbury, ativista de direitos humanos que teve o marido torturado em Guatemala, durante a guerra civil de 1992.
— Os Estados Unidos insistiram que fariam da Guatemala um exemplo de democracia — disse a Jennifer, acusando Washington de ter precipitado o conflito ao ajudarem a derrubar o presidente reformista Jacobo Árbenz, em 1954. — O que se seguiu foi um banho de sangue.
Os Estados Unidos alegam que a recente deposição de Maduro permitirá, a médio prazo, que a Venezuela retorne à democracia por meio de novas eleições legislativas. Enquanto isso, sua estabilidade econômica será garantida com a exploração petrolífera, nas mãos de multinacionais. (Com AFP)
Dados recentes da missão Juno, da Nasa, indicam que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que estimativas anteriores apontavam. Após analisar informações de 13 sobrevoos do planeta e incorporar os efeitos dos ventos zonais — correntes atmosféricas intensas que influenciam sua forma — cientistas concluíram que Júpiter é cerca de 8 quilômetros mais estreito no equador e aproximadamente 24 quilômetros mais achatado nos polos.
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A equipe utilizou o método de ocultação de rádio para “enxergar” através das espessas nuvens da atmosfera joviana. Durante o experimento, a sonda envia sinais de rádio à Rede de Espaço Profundo da NASA na Terra.
À medida que atravessam a ionosfera de Júpiter, esses sinais sofrem curvaturas e atrasos provocados pelos gases ionizados. A variação na frequência permite aos cientistas calcular temperatura, pressão e densidade eletrônica em diferentes camadas da atmosfera.
As dimensões físicas do planeta até então eram baseadas em apenas seis experimentos de ocultação conduzidos pelas missões Pioneer e Voyager na década de 1970.
A medição precisa do raio de Júpiter é considerada referência essencial para a modelagem de exoplanetas gigantes. Uma forma mais exata do planeta melhora a interpretação de dados de mundos observados transitando diante de suas estrelas em outros sistemas estelares.
Os resultados foram publicados na edição de 2 de fevereiro de 2026 da revista Nature Astronomy.

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