Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um pedido de desculpas “todos os afetados” pela violência nos protestos contra o regime, iniciados no final do ano passado que que teriam, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos, deixado mais de seis mil mortos. Embora não tenha reconhecido o papel das forças de segurança na repressão, Pezeshkian se disse “envergonhado”, e pediu união em um momento de instabilidade nas ruas e de ameaça de nova ofensiva militar dos Estados Unidos.
Crise interna: Líder supremo do Irã anuncia indultos e reduções de pena, mas exclui presos em protestos contra o regime
Cerco à oposição: Tribunal do Irã condena a Nobel da Paz Narges Mohammadi a 7 anos e meio de prisão
Em declarações no dia em que a República Islâmica marcou seu aniversário de 47 anos, o reformista Pezeshkian disse estar ciente do “grande sofrimento” sentido pela população desde o início dos distúrbios nas cidades iranianas. Ele, contudo, não mencionou a ação das forças de segurança, incluindo membros da Guarda Revolucionária, nas agressões, prisões e mortes.
— Estamos envergonhados perante o povo e temos a obrigação de auxiliar todos aqueles que foram afetados nesses incidentes. Não buscamos confronto com o povo — disse Pezeshkian, em discurso durante as celebrações, em Teerã. — Não tenho dormido muitas noites e estou muito triste por termos chegado a esta situação, mas não temos outra escolha senão ficar e reconstruir o país.
No final do ano passado, quando surgiram os primeiros protestos contra a deterioração das condições de vida, Pezeshkian adotou uma postura conciliadora, determinando que seus ministros e secretários ouvissem as demandas populares. O Irã enfrenta um cenário catastrófico, com a moeda local, o rial, derretendo diariamente, a inflação acima de 50% ao ano e um bloqueio financeiro ligado às sanções internacionais.
Entrevista: ‘Se o Irã permanecer como está, é uma bomba-relógio’, diz analista iraniana
Levantes centrados na economia são relativamente comuns no Irã, com episódios de violência envolvendo manifestantes e as forças de segurança. Mas neste ciclo, apesar das declarações apaziguadoras do presidente — que no sistema político local não tem tantos poderes —, o regime respondeu com uma fúria que não se via há décadas.
Segundo levantamento do serviço persa da rede BBC, foram empregados desde facões e porretes até metralhadoras de combate nas ruas. Em comunicado, a ONG Anistia Internacional acusou as autoridades ucranianas de “assassinatos ilegais em massa numa escala sem precedentes para esmagar o levante popular que exigia o fim do seu regime repressivo”, como parte de “uma repressão militarizada e coordenada para impedir novas dissidências e ocultar os seus crimes”.A agência de defesa dos direitos humanos HRANA, baseada nos EUA, estimou que mais de 6 mil pessoas morreram. Números independentes, citando autoridades locais, apontam para até 30 mil mortos.
‘O tempo se acaba’: Trump pressiona Irã a negociar enquanto países do Golfo dizem que não auxiliarão eventual ataque
Nas declarações, Pezeshkian pediu união ao povo neste momento de dificuldades, talvez um dos mais delicados para a República Islâmica desde a guerra contra o Iraque, entre 1980 e 1988: enquanto fogos de artifício em homenagem ao aniversário estouravam sobre Teerã, pessoas gritavam “Morte ao Ditador” de suas janelas, um ato direcionado ao líder supremo, Ali Khamenei.
— A ferida que foi criada na sociedade é uma ferida amarga, e o trabalho do médico é curá-la. Não é aprofundá-la e infeccioná-la. Inimigos e estrangeiros estão tentando destruir nosso país — disse o presidente. — Estamos unidos em solidariedade diante de todas as conspirações contra nossa nação. Devemos continuar lado a lado.
No começo do ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, esteve perto de lançar um ataque militar contra o Irã, como forma de “apoiar os manifestantes”, e que teria entre seus objetivos enfraquecer o regime e abrir caminho para sua queda. Trump foi dissuadido por países da região a mudar de ideia, e agora sinaliza acreditar na diplomacia.
Retórica oficial: Khamenei afirma que Trump é ‘culpado’ por mortes de manifestantes no Irã
Representantes dos EUA e do Irã negociam os termos de um novo acordo, centrado no programa nuclear do país, e chegaram a se reunir indiretamente na semana passada, em Omã. A Casa Branca levou à mesa uma proposta ampla, que inclui a suspensão do programa nuclear, acusado de ter fins militares, limites ao programa de mísseis balísticos e o fim da rede de milícias aliadas a Teerã no Oriente Médio. Os iranianos, ao menos publicamente, dizem estar dispostos apenas a discutir o programa nuclear, e se mostraram abertos ao envio de material enriquecido ao exterior e a diluir seu urânio enriquecido.
— Se as negociações em curso com os Estados Unidos forem bem-sucedidas, poderão ser expandidas e estendidas a outras áreas também. No entanto, neste momento, não posso afirmar com certeza se esse caminho levará a negociações sobre outras disputas com os Estados Unidos ou não — afirmou o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, à rede al-Jazeera, durante visita ao Catar.
Duas das principais companhias aéreas da Rússia, Rossiya e Nordwind, anunciaram nesta quarta-feira a suspensão de seus voos para Cuba, após iniciarem a retirada de turistas russos do país. A ilha enfrenta uma grave escassez de combustível em meio ao aumento da pressão econômica do presidente americano Donald Trump.
Fornecimento suspenso: em meio à crise energética, Cuba alerta companhias aéreas sobre falta de combustível a partir desta segunda
Tentando se proteger: em Cuba, população busca de carvão a painéis solares para lidar com a crise energética
Cuba se encontra em situação muito vulnerável desde que deixou de receber petróleo da Venezuela, depois que forças americanas detiveram no início de janeiro o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana.
Além disso, o governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva ameaçando impor tarifas adicionais aos países que forneçam petróleo a Cuba. Segundo o jornal The Moscow Times, especialistas em monitoramento marítimo afirmam que, há semanas, nenhum navio estrangeiro transportando combustível ou petróleo atracou na ilha.
A Rossiya, filial da companhia nacional Aeroflot, e a Nordwind informaram separadamente no Telegram que, a partir de quinta-feira, realizarão apenas alguns voos de Cuba para a Rússia para repatriar cidadãos que se encontram na ilha comunista.
Initial plugin text
Depois disso, cancelarão os voos, acrescentaram as companhias, sem precisar até quando.
As companhias aéreas também esclareceram que os clientes que deveriam viajar a Cuba poderão solicitar o reembolso das passagens.
No Telegram, a agência russa de aviação civil confirmou que as decisões se devem “às dificuldades de abastecimento de combustível” e que as autoridades russas e cubanas “buscam soluções alternativas para retomar o programa de voos em ambas as direções”.
‘Respeito à nossa soberania’: presidente de Cuba diz que Havana está disposta a dialogar com EUA sem pressões
As companhias russas se somaram à Air Canada e às também canadenses Air Transat e WestJet, que já suspenderam seus voos para a ilha.
Outras empresas, como Air France, Iberia ou Air Europa, já anunciaram que farão uma escala para reabastecer suas aeronaves em outros países do Caribe a fim de manter as operações com Cuba.
O governo cubano anunciou medidas de emergência, incluindo a semana de trabalho de quatro dias para empresas públicas e restrições na venda de combustível.
Crise energética: Trump diz que México ‘deixará’ de enviar petróleo a Cuba, que nega ‘mesa de diálogo’ com os EUA
Na segunda-feira, o Kremlin denunciou os “métodos asfixiantes” dos Estados Unidos.
— Estamos discutindo possíveis soluções com nossos amigos cubanos, ao menos para oferecer a assistência que pudermos — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Rússia e Cuba mantêm estreita cooperação desde a era soviética e reforçaram seus laços desde que Moscou lançou sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em 2022.
(Com AFP)
A influenciadora de comida Emma Amit, 51 anos, morreu na última sexta-feira em decorrência de envenenamento por uma espécie de crustáceo altamente tóxica. Ela ingeriu o caranguejo durante a gravação de um vídeo para redes sociais, informaram autoridades locais nesta quarta-feira.
Bebidas plant-based: Suprema Corte do Reino Unido proíbe empresa de usar a palavra ‘leite’ em produtos à base de aveia
Vídeos: Policiais argentinos queimam pneus durante greve por melhores salários
Segundo a imprensa local, Amit havia coletado diversos frutos do mar com amigos em um manguezal próximo à sua casa na província de Palawan em 4 de fevereiro. No vídeo, ela e os colegas foram vistos cozinhando o item em leite de coco e provando o que acreditavam ser iguarias locais, incluindo o chamado “caranguejo do diabo”, um crustáceo venenoso cujo consumo pode ser fatal.
No dia seguinte à gravação, Amit começou a sentir mal-estar grave com convulsões e perda de consciência. Ela foi levada inicialmente a uma clínica e depois transferida para um hospital da região, mas não resistiu às complicações causadas pelos neurotoxinas presentes no crustáceo. Testemunhas relataram que seus lábios ficaram escuros antes de a influenciadora morrer.
O “caranguejo do diabo”, espécie encontrada em recifes do Indo-Pacífico, carrega toxinas que permanecem ativas mesmo após o cozimento e podem provocar paralisia e insuficiência respiratória em poucas horas. Especialistas ressaltam que não há antídoto conhecido, e que a única forma de tratamento é de suporte em ambiente hospitalar.
Laddy Gemang, chefe da vila de Luzviminda, afirmou estar surpreso com o incidente, considerando que Amit e seu marido eram experientes como pescadores e deveriam reconhecer os perigos da espécie. Gemang reforçou um apelo à população para evitar o consumo de animais marinhos desconhecidos. Autoridades também monitoram as pessoas que participaram da coleta no mesmo dia em busca de sintomas semelhantes, enquanto a comunidade local lamenta a morte da influenciadora.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria planejando realizar uma eleição presidencial e um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia — ainda longe de ser concluído — ainda no primeiro semestre, afirmou o jornal Financial Times (FT). Apesar das leis ucranianas permitirem que siga no cargo mesmo após seu mandato ter expirado , sua legitimidade é questionada pelo Kremlin e já foi pelo líder americano, Donald Trump. Ao ser questionado, Zelensky disse que só realizará uma eleição se houver um cessar-fogo e “as garantias de segurança necessárias”.
Afirma instituto: Ajuda militar à Ucrânia atinge nível mínimo, mas Europa limita queda
Vendedor, segurança e atleta: Quenianos relatam promessas que terminaram em recrutamento na Rússia
Citando fontes ucranianas e ocidentais, o FT afirma que o anúncio da votação estaria marcado para o dia 24 de fevereiro, quando a invasão ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, completa quatro anos. Zelensky estaria nas cédulas, provavelmente contra nomes como o ex-comandante das Forças Armadas, Valery Zalujny, mais popular do que o atual presidente e que conta com o apoio de países europeus, dizem fontes diplomáticas. Pelo plano, a eleição seria marcada para o dia 15 de maio.
Segundo diplomatas e funcionários de governos ouvidos pela publicação, a relativa pressa em convocar um processo eleitoral em um país ainda em meio a um conflito de grande porte tem um motivo: a pressão da Casa Branca por um fim rápido à guerra. Caso não realize a votação até maio, afirmam as fontes, Trump abandonaria a proposta de fornecer garantias de segurança contra uma futura invasão russa, pilar das demandas ucranianas à mesa de negociações.
Na semana passada, Zelensky disse que Trump quer um acordo de paz acertado e firmado até junho — nas entrelinhas, o ucraniano relacionou a pressa às eleições de meio de mandato nos EUA, quando a Câmara e parte do Senado serão renovadas. O republicano prometia acabar com a guerra em 24 horas, e expõe a impaciência com a falta de um desfecho para sua lista de “vitórias diplomáticas”.
— Eles farão de tudo para acabar com a guerra e querem um cronograma claro de todos os eventos — afirmou Zelensky na semana passada ao comentar o “ultimato”.
Rússia lançou mais de 600 drones e mísseis contra a Ucrânia entre a noite de sexta e madrugada de sábado
AFP Photo/State Emergency Service of Ukraine
Nesta quarta-feira, o presidente ucraniano negou que pretenda realizar eleições em maio, e que as urnas só serão abertas “quando todas as garantias de segurança necessárias estiverem em vigor”, e quando um cessar-fogo for atingido. Segundo o FT, ele quer submeter, na mesma votação, um plano de paz que ainda não foi concluído, e que provavelmente incluirá algumas das demandas maximalistas de Putin, como a concessão de territórios ocupados e seu reconhecimento internacional. Na última rodada de negociações, em Abu Dhabi, os dois lados não chegaram a grandes consensos.
Um ponto nas conversas envolvendo russos e ucranianos é a alegação, vinda de Moscou, de que Zelensky não é um presidente legítimo. Seu mandato terminou em abril de 2024, mas como a Lei Marcial impede a realização de eleições em tempos de guerra, ele foi autorizado a permanecer no posto. Em novembro passado, Putin disse ser “sem sentido” assinar qualquer tipo de acordo com uma liderança “ilegítima”. Trump, que não esconde sua preferência pelos russos, chamou Zelensky de “ditador sem eleições” há quase um ano.
Ao se submeter às urnas (além do hipotético plano de paz), Zelensky receberia a legitimidade popular caso reeleito, ao menos imaginam assim os assessores em Kiev por trás dos planos eleitorais.
— Os ucranianos têm essa ideia fixa de que tudo precisa ser atrelado à reeleição de Zelensky — disse um funcionário de um governo ocidental ao FT.
Militar ucraniano durante um exercício de treinamento a região leste da Ucrânia por causa da continuação do conflito.
Tetiana Dzhafarova / AFP
Mas entre planejar uma votação em um país em guerra e realizá-la em algumas semanas há um longo caminho. A começar pela Lei Marcial, que impede eleições neste período: os parlamentares precisam encontrar brechas e passar projetos para viabilizar a votação em questão de semanas. Sem um cessar-fogo efetivo, milhares de soldados nas linhas de frente não poderiam votar, e os russos possivelmente atacaram zonas eleitorais para desestabilizar o processo.
Nas últimas semanas, bombardeios da Rússia contra cidades e instalações de energia deixaram milhares de pessoas sem luz e aquecimento, e Putin parece disposto a usar seu farto arsenal de mísseis, drones e bombas até que atinja seus objetivos, com ou sem eleições. O grande número de refugiados internos e no exterior impõe outro desafio logístico que talvez Kiev não tenha meios de enfrentar neste momento.
— Seis meses de preparação para as eleições não é o máximo [tempo necessário], é o mínimo — afirmou ao FT Olha Aivazovska, presidente do conselho da OPORA, um centro de estudos baseado em Kiev. — Nunca houve uma situação como esta. É completamente sem precedentes.
A especialista vê outro risco na pressa eleitoral.
— Se fizermos isso errado, se apressarmos isso, causaremos enormes danos à qualidade e à integridade futura do nosso processo democrático. E isso será visto como ilegítimo — declarou, se referindo a um país que, neste século, conviveu com resultados questionados, vitórias invalidadas e a derrubada de um presidente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o ex-comandante-em-chefe das Forças Armadas, Valeriy Zalujny
Divulgação / Presidência da Ucrânia
E há outro fator a ser considerado por Zelensky, dessa vez político. Embora sua popularidade siga alta, em torno de 67%, sua imagem sofreu arranhões com a extensão da guerra e com uma série de escândalos de corrupção envolvendo o alto escalão do governo. Uma pesquisa do Instituto Gallup, do final de 2025, mostra um país dividido sobre a aprovação da liderança. E apenas 42% dos consultados dizem ter plena confiança no processo eleitoral.
No mês passado, uma pesquisa do Instituto Ipsos, que ouviu 2 mil eleitores, mostrou que Zalujny, hoje embaixador ucraniano no Reino Unido, está à frente de Zelensky (23% a 20%). A rejeição ao ex-comandante das Forças Armadas é de 7%, enquanto a do atual presidente é de 27%.
A polícia canadense identificou a pessoa suspeita de matar pelo menos oito pessoas e ferir 28 num ataque a tiros na tarde de terça-feira na Escola de Ensino Médio de Tumbler Ridge, pequena comunidade na província canadense da Colúmbia Britânica. A suspeita foi identificada por moradores como uma jovem de 18 anos, informação posteriormente confirmada pela polícia. Segundo as autoridades, antes de atingir uma professora e alunos da escola, a mulher teria matado também sua mãe e meio-irmão numa residência próxima ao local do ataque. Ainda não se sabe a motivação do crime.
Barricada com bancos de metal e espera de duas horas: Professor brasileiro descreve ataque a tiros em escola no Canadá
Entenda o caso: Ataque a tiros em escola de ensino médio no Canadá termina com 9 mortos
A autora foi encontrada morta com ferimentos descritos pelas autoridades como aparentemente autoinfligidos. A identificação foi confirmada à imprensa canadense por ex-colegas de escola, entre eles Liam Irving e Juan van Heerden, que afirmaram ter conversado com oito pessoas que estavam na instituição de ensino no momento do ataque. Entre as vítimas fatais estão uma professora, vários alunos, a mãe e o meio-irmão da suspeita e dois parentes da suspeita, informou a polícia nesta quarta-feira.
Inicialmente, a polícia havia revelado que nove pessoas haviam sido mortas, mas esclareceu que uma das vítimas dada como morta — que teve ferimentos graves e foi levada de helicóptero para o hospital — sobreviveu ao ataque.
“As vítimas fatais da escola incluem uma professora adulta, três alunas e dois alunos, com idades entre 13 e 17 anos”, disse o Comissário Adjunto Dwayne McDonald, da Polícia Montada Real Canadense. “Outras duas vítimas, uma mulher adulta e um jovem, foram encontradas mortas em uma residência próxima”.
Durante uma coletiva de imprensa, McDonald informou ainda que a polícia já havia visitado a residência da família da suspeita em diversas ocasiões antes do ataque de terça-feira, e que “algumas das ocorrências estavam relacionadas a problemas de saúde mental”.
“A polícia já esteve nessa residência no passado, há aproximadamente dois anos, onde armas de fogo foram apreendidas de acordo com o Código Penal. Posso afirmar que, posteriormente, a pessoa que era proprietária legítima dessas armas solicitou a sua devolução, o que foi efetuado”, acrescentou o comissário.
McDonald afirmou ainda que “seria prematuro especular” sobre a motivação do crime, declarou que a polícia não encontrou nenhum bilhete ou outra forma de comunicação deixada pela suspeita e acredita que ela agiu sozinha.
“No momento, não há outros suspeitos foragidos”, acrescentou McDonald. “Nossos investigadores permanecem no local, coletando informações ativamente para determinar todas as circunstâncias do ocorrido.”
Initial plugin text
Relatos de ex-colegas e impacto na comunidade
De acordo com Irving, a jovem era “uma pessoa quieta”, alguns anos mais nova, sem histórico de comportamento agressivo. Van Heerden reforçou a descrição, dizendo que ela costumava permanecer isolada. Ambos relataram ao Western Standard que a jovem se identificava como transgênero. Antes de ir para a escola, segundo os relatos, ela teria matado a própria mãe e o irmão mais novo, ambos conhecidos na comunidade, o que ampliou o impacto da tragédia entre os moradores.
Os primeiros alertas sobre um ataque começaram a circular por volta das 13h20. A Polícia Montada Real Canadense (RCMP) emitiu um aviso público e chegou ao local pouco tempo depois.
O episódio já é considerado o terceiro ataque mais mortal da História do Canadá, atrás apenas do massacre da École Polytechnique, em 1989, e dos ataques na Nova Escócia, em 2020.
Autoridades políticas manifestaram solidariedade às vítimas. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, afirmou que o governo oferecerá todo o apoio necessário à comunidade. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse estar devastado e cancelou uma viagem internacional após o ataque. O líder conservador Pierre Poilievre também lamentou o ocorrido e prestou condolências às famílias afetadas.
*Em atualização
A Suprema Corte do Reino Unido decidiu nesta quarta-feira que a fabricante sueca de bebidas à base de aveia Oatly não pode usar a palavra “milk” (leite, em inglês) em sua comunicação, marketing ou marcas relacionadas a produtos alimentares que não derivam de leite animal. A decisão encerra uma disputa judicial que se arrastava há anos e pode reconfigurar a forma como produtos plant-based são rotulados no país.
Vídeos: Policiais argentinos queimam pneus durante greve por melhores salários
Alegou TEPT: Empresário britânico é preso após agredir esposa e tentar beijar comissário em voo da British Airways
O caso chegou à mais alta instância do Judiciário britânico depois de reviravoltas em instâncias inferiores. A controvérsia começou em 2021, quando a empresa registrou a marca “Post Milk Generation” para seus produtos e campanhas publicitárias. A associação Dairy UK, que representa os interesses da indústria de laticínios, contestou o uso do termo, argumentando que ele poderia induzir consumidores a associar bebidas de aveia ao leite tradicional.
Ao analisar o caso, os cinco juízes da Suprema Corte concluíram que o termo “leite” se enquadra como “designação” protegida por leis agrícolas e de marcas que reservam essa palavra exclusivamente para produtos de origem animal.
Segundo a corte, a expressão não descrevia de forma clara uma característica do produto — como “sem leite” — e, ao invés disso, fazia referência a um grupo de consumidores, o que contraria os critérios legais para uso de termos reservados.
Em consequência, Oatly está proibida de usar a palavra milk em embalagens, campanhas e registros de marca relacionados a bebidas e alimentos. A empresa ainda poderá usar o slogan em produtos não alimentares, como camisetas e artigos promocionais, onde as restrições legais sobre designações de alimento não se aplicam.
Representantes de Dairy UK saudaram a decisão como uma vitória para a clareza no mercado alimentar e proteção dos consumidores, reforçando que termos como “leite”, “queijo” e “iogurte” são tradicionalmente entendidos como exclusivos de produtos lácteos.
Do lado da Oatly, executivos expressaram “decepção profunda” com a decisão, afirmando que ela cria “confusão desnecessária” e favorece desproporcionalmente a indústria de laticínios em detrimento de alternativas plant-based, em um momento de crescente demanda por produtos sustentáveis.
Especialistas em propriedade intelectual afirmam que o veredito pode gerar efeitos mais amplos sobre marcas e rótulos de produtos plant-based no Reino Unido, pressionando empresas a adotarem descrições alternativas, como “oat drink” (bebida de aveia) ou “plant-based drink” (bebida à base de plantas), para evitar litígios e penalidades.
A decisão britânica também pode influenciar debates regulatórios e legais semelhantes em outras jurisdições da Europa e além, conforme cresce a tensão entre tradições alimentares estabelecidas e inovações no mercado de alimentos vegetais.
Policiais exigindo melhores salários e assistência à saúde mental na cidade argentina de Rosário protestaram pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira em frente à sede da polícia, queimando pneus e acompanhados pelo som estridente de sirenes. A rebelião começou na segunda-feira, quando dezenas de policiais e seus familiares se reuniram em frente à sede da polícia de Rosário e foram dispersados ​​em um confronto com seus próprios colegas, aumentando ainda mais a tensão.
‘Sua Majestade’: governo britânico recebe críticas após retirar referência à monarquia em comunicações oficiais
Em plena luz do dia: quadrilha explode carro-forte, bloqueia rodovia e foge sem levar dinheiro na Itália; vídeo
Com salários em torno de US$ 600 por mês, que os obrigam a fazer horas extras, eles exigem atenção à saúde mental dos policiais, que estão sobrecarregados e com poucos recursos para manter a segurança na terceira maior cidade da Argentina, que também tem uma das maiores taxas de criminalidade. Cerca de cem policiais da província de Santa Fé, que inclui Rosário, se reuniram nesta quarta-feira em frente à sede da polícia, onde uma densa fumaça preta subia da queima de pneus.
“Chega de ser apenas mais um número, justiça para aqueles que não estão mais entre nós”, dizia uma das placas. Do outro lado da rua, comboios de carros de patrulha e motocicletas da polícia tocavam suas sirenes. “Os policiais estão extremamente estressados ​​por trabalharem tanto. Eles terminam seus turnos e fazem hora extra. Estão exaustos, completamente esgotados”, disse à AFP Yamile, uma empregada doméstica e filha de um policial que preferiu não revelar seu sobrenome. Ela exige “apenas um salário decente para que possam ao menos comprar comida sem precisar fazer hora extra”.
Initial plugin text
O governo anunciou na terça-feira que 20 policiais foram suspensos em decorrência do protesto e obrigados a entregar suas armas e coletes à prova de balas. Mas os manifestantes afirmam que mais de 60 policiais foram punidos.
O Ministro da Segurança da província, Pablo Cococcioni, cedeu nesta quarta-feira ao anunciar a reintegração dos policiais suspensos, prometeu atualizar os salários e garantiu que estavam sendo tomadas medidas para “fortalecer os programas de saúde mental”, conforme exigido pelos manifestantes. Mas o protesto continuou.
“Os policiais permanecerão no local até que a questão salarial seja resolvida”, disse o policial Sebastián Izquierdo à AFP. “Não houve acordo” em relação aos salários, disse Gabriel Sarla, ex-policial e advogado que atua como intermediário dos manifestantes, a repórteres.
Initial plugin text
Ao meio-dia, o chefe de polícia Luis Maldonado deixou a sede, mas foi confrontado e empurrado pelos manifestantes. “Renuncie!”, exigiam eles em meio a insultos.
Mortes
A faísca se acendeu na semana passada após a morte do policial Oscar Valdez, de 32 anos, o mais recente de uma série de suicídios dentro da polícia de Santa Fé. Outros policiais disseram à AFP, sob condição de anonimato, que além da carga de trabalho excessiva, eles têm que pagar pela internet do escritório, pelos uniformes e até mesmo pela própria munição.
“Eles têm que comprar suas próprias roupas, suas próprias balas, tudo isso é real”, disse Yamile.
Initial plugin text
Entre os manifestantes que realizaram uma vigília na noite de terça-feira estava Néstor, um policial aposentado de 68 anos que não revelou seu sobrenome e contou à AFP que seu neto, também policial, cometeu suicídio em maio de 2025. Ele fez isso “impulsionado por este sistema corrupto, por tanta pressão, tanto pessoal, quanto institucional: o salário não é suficiente, é preciso fazer hora extra, é preciso ter uma família para sustentar”, disse ele.
Eles carregavam uma faixa com os dizeres “sem salários dignos não há saúde mental” e outra em forma de cruz com cerca de vinte nomes de policiais que cometeram suicídio ou morreram em serviço. Localizada às margens do Rio Paraná, Rosário tem 1,3 milhão de habitantes e fica a 300 km de Buenos Aires. Um dos maiores portos agroexportadores do mundo está situado em suas margens.
No entanto, a cidade ficou conhecida pela violência relacionada ao narcotráfico e ganhou destaque na mídia devido a ameaças contra jogadores de futebol de Rosário, como Ángel Di María e Lionel Messi, ou contra suas famílias.
Com uma taxa de homicídios de 6,75 por 100 mil habitantes, segundo autoridades de segurança provinciais, Rosário lidera as estatísticas nacionais. Ainda assim, os números mostram uma clara melhora nos últimos dois anos, após girarem em torno de 20 por 100 mil habitantes na década anterior.
Um empresário britânico foi condenado nesta quarta-feira a 14 meses de prisão por agressões, abuso sexual e comportamento perigoso após episódio a bordo de um voo da British Airways entre as Bahamas e Londres. Philip Gould, de 64 anos, cometeu os atos enquanto viajava com sua esposa depois de um período de férias no Caribe e foi considerado culpado por um juiz do Tribunal da Coroa de Isleworth.
‘Sua Majestade’: Governo britânico recebe críticas após retirar referência à monarquia em comunicações oficiais
15 anos depois: Açougueira é condenada à prisão perpétua no Reino Unido por matar e esquartejar companheira e concretar corpo no jardim
Gould estava no voo de cerca de dez horas de duração quando, alimentado por consumo excessivo de vodka e vinho, tornou-se agressivo e violento cerca de três horas após a decolagem das Bahamas. Inicialmente, ele teria se dirigido à porta da cabine de comando, batendo e gritando, o que preocupou tripulantes e passageiros.
A situação se agravou quando ele teria agredido sua esposa e, em seguida, atacado um comissário de bordo do sexo masculino com beijos e mordidas no ouvido, além de fazer propostas de natureza sexual inapropriadas e inúmeras ofensas à equipe.
Quando membros da tripulação tentaram controlar a situação, Gould teria insultado verbalmente funcionários, incluindo xingamentos direcionados a uma comissária que interveio para conter a violência física. O comportamento do réu chegou a colocar em risco a segurança do voo, com ele afirmando ameaças e avançando em direção ao cockpit, afirmaram promotores durante o julgamento.
Gould acabou adormecendo antes do pouso e foi detido pela polícia assim que o Boeing 777-200 aterrissou no aeroporto de Heathrow, em Londres.
Em sua defesa, um advogado citou histórico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e arrependimento do cliente, argumentando que ele não estava intoxicado ao embarcar, embora tenha admitido consumo de álcool.
O secretário de Energia dos Estados Unidos chegou nesta quarta-feira à Venezuela para se reunir com a presidente interina, Delcy Rodríguez, e dirigentes do setor petrolífero. O encontro ocorre em meio ao avanço da cooperação energética entre os dois países e à pressão de senadores democratas dos EUA por uma auditoria sobre a venda do petróleo venezuelano sob supervisão de Washington. A visita de Chris Wright é a de mais alto nível do governo de Donald Trump desde a intervenção militar de 3 de janeiro, que terminou com a captura de Nicolás Maduro.
Caracas: ONG denuncia ‘contradições’ e ‘conflitos de interesse’ em projeto de anistia na Venezuela após votação ser adiada
Líder da oposição: María Corina Machado está disposta a voltar à Venezuela apesar da nova prisão de um aliado
Rodríguez era vice-presidente de Maduro e assumiu o poder após sua detenção. Ela também ocupa o cargo de ministra dos Hidrocarbonetos.
A embaixada dos Estados Unidos para a Venezuela anunciou a chegada de Wright e publicou uma foto em que ele aparece no aeroporto internacional de Maiquetía, que atende Caracas, ao lado da chefe da missão diplomática, Laura Dogu.
“Bem-vindo à Venezuela”, escreveu a embaixada na rede social X. “Sua visita é fundamental para avançar a visão de @POTUS (Donald Trump) de uma Venezuela próspera.”
Novo ataque dos EUA: investida a embarcação apontada como pertencente ao narcotráfico deixa dois mortos no Pacífico
“O setor privado americano será essencial para impulsionar o setor petrolífero, modernizar a rede elétrica e desbloquear o enorme potencial da Venezuela”, acrescentou.
A vice-ministra do Petróleo, Paula Henao Vera, o recebeu em nome do governo.
“O encontro tem como objetivo estabelecer uma agenda construtiva e benéfica para ambas as nações, no marco da soberania energética e das relações históricas bilaterais”, informou a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) em sua conta no Telegram.
Initial plugin text
Rodríguez governa sob pressão de Trump, que afirmou estar no comando do país.
Ela avança no restabelecimento das relações com Washington, rompidas em 2019 por Nicolás Maduro. A líder venezuelana cedeu o controle do petróleo a Washington e promove uma anistia geral, que pode levar à libertação de centenas de presos políticos.
Também ordenou o fechamento do Helicoide, sede do serviço de inteligência que ONGs denunciam como centro de tortura.
Novos investimentos
Em uma guinada em relação ao modelo estatizante, a antiga potência petrolífera caminha para uma abertura do setor. O Parlamento aprovou em janeiro uma reforma na Lei de Hidrocarbonetos que facilita negócios com os Estados Unidos e aumenta o fluxo de dólares.
— Acho que a rápida aprovação dessa legislação pode ser vista como um gesto de melhora imediata nas novas relações entre Estados Unidos e Venezuela — disse Wright ao site americano Politico na segunda-feira.
— Eles querem que os investimentos cheguem à Venezuela tanto quanto nós queremos — acrescentou.
A conta-gotas: venezuelanas fazem vigília pela libertação de presos políticos após início do processo de anistia
Após a captura de Maduro, que responde a julgamento em Nova York por narcotráfico, Trump assumiu parte da comercialização do petróleo venezuelano no mercado internacional. O presidente americano realizou uma primeira venda que gerou US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,62 bilhões) para o país.
O setor petrolífero venezuelano está sob embargo dos Estados Unidos desde 2019. No entanto, após a aprovação da reforma da Lei de Hidrocarbonetos, o Tesouro americano emitiu licenças que flexibilizam as sanções.
Na terça-feira, Washington anunciou novos passos para suavizar as restrições à indústria petrolífera venezuelana, autorizando licenças para fornecimento de equipamentos ao setor, fretamento de navios e determinadas operações portuárias e aeroportuárias.
‘Plano sistemático de repressão’: Argentina solicita aos EUA extradição de Nicolás Maduro para investigação sobre crimes contra a Humanidade
A Venezuela busca aumentar sua produção de petróleo em 18% em 2026 com a reforma da legislação.
Em 2025, o país alcançou produção de 1,2 milhão de barris por dia — um marco após ter atingido mínimas históricas de cerca de 360 mil barris em 2020 —, mas ainda distante dos 3 milhões de barris diários extraídos no início do século.
O país sul-americano possui as maiores reservas comprovadas de hidrocarbonetos do planeta, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris.
Soltura de presos políticos: após mais de quatro anos na prisão, ativista Javier Tarazona é libertado na Venezuela
Pressão no Congresso
Senadores democratas apresentaram nesta quarta-feira um projeto de lei que pede ao órgão de controle do governo americano uma auditoria, no prazo de 30 dias, sobre os acordos firmados entre Washington e Caracas para a venda do petróleo venezuelano.
A proposta, chamada “Lei de Transparência sobre as Receitas do Petróleo Venezuelano”, foi apresentada pelo líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e pelo senador Adam Schiff. Os republicanos, aliados de Trump, têm maioria no Congresso.
Se aprovada, a medida encarrega o Escritório de Contabilidade do Governo (GAO) de investigar o esquema de arrecadação das receitas do petróleo venezuelano, que atualmente passam por contas bancárias no Catar.
Um mês de mudanças: veja o que mudou na Venezuela após a queda de Nicolás Maduro
“O povo americano merece saber o que está acontecendo com o dinheiro recebido desses pagamentos e para onde — e para quem — ele está sendo destinado”, afirmou Schumer em comunicado. Ele também acusou Trump de contornar o sistema bancário americano e beneficiar grandes petroleiras.
Em audiência no Senado, o secretário de Estado, Marco Rubio, reconheceu que o modelo é “inovador” e disse estar aberto à realização de uma auditoria.
A partir da apuração sobre a iniciativa de Jeffrey Epstein para ter acesso mais fácil a jovens brasileiras, tentando comprar parte de uma agência de modelos ou de revista de moda, conforme mostram os documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a jornalista Renata Izaal quis conversar diretamente com uma dessas mulheres. Em suas pesquisas chegou a Marina Lacerda, única brasileira sobrevivente dos abusos que resolveu expor publicamente sua história.
Renata conta como foi o processo de aproximação com Marina, hoje com 37 anos e uma filha de 12, pouco mais nova do que ela própria quando começou a ser abusada pelo empresário americano, fala da emoção que tomou conta de vários momentos do depoimento e da busca da brasileira por justiça e pela própria memória: assim como outras jovens abusadas, ela luta para ter acesso aos seus arquivos em poder do Departamento de Justiça.
Vivi para contar: ‘Quero que todos os homens mencionados nos arquivos de Epstein sejam levados à Justiça’, diz Marina Lacerda, brasileira que sobreviveu aos abusos
No vídeo abaixo, Renata traz mais detalhes da conversa.
Repórter conta bastidores da entrevista com brasileira que sobreviveu a abusos de Jeffrey Epstein

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress