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Uma juíza de imigração encerrou o processo de deportação contra um homem sem documentos, pai de três fuzileiros navais americanos, que foi detido por agentes federais no ano passado enquanto trabalhava em um jardim no sul da Califórnia. A decisão abre caminho para que ele busque residência permanente legal nos Estados Unidos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Era dezembro de 2022 quando Ana Camarillo tentou comprar um rifle Barrett M82, modelo semiautomático calibre .50, em uma feira de armas em Phoenix, no Arizona. O rifle, projetado para destruir blindagem leve, estruturas, equipamentos de comunicação e aeronaves em solo, tem preço avaliado entre US$ 8 mil e US$ 14 mil. Ele se destaca pelo seu alcance efetivo de 1,5 a 2,5 km e pelo alto poder de destruição. Ana não conseguia erguê-lo sozinha. Ainda assim, o comerciante concluiu a venda, completada com pagamento feito em dinheiro vivo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As políticas tarifárias do presidente americano Donald Trump sofreram o revés político mais forte até o momento, com a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, liderada pelos republicanos, aprovando uma legislação destinada a acabar com as taxas impostas pelo presidente às importações canadenses.
A votação realizada na quarta-feira representa um aumento na pressão política para mudar o rumo da principal política econômica de Trump, a poucos meses das eleições legislativas, inclusive ao forçar republicanos de distritos competitivos afetados pelas tarifas a ponderarem quando ou se devem contrariar o presidente votando contra sua agenda.
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A votação também sinaliza uma crescente ansiedade em relação à agenda econômica da Casa Branca antes das eleições, que devem se concentrar fortemente na acessibilidade financeira. Os democratas foram rápidos em atacar os republicanos que votaram para proteger as tarifas, culpando-os por defender políticas que aumentam o custo de vida de seus eleitores.
Embora seja quase certo que Trump vetará qualquer projeto de lei que peça a revogação de sua agenda tarifária, tornando improvável que a medida se torne lei, deserções de seis republicanos, juntamente com a oposição de quase todos os democratas, ressaltam a posição cada vez mais frágil do presidente sobre a estreita maioria na Câmara.
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Os republicanos estão lutando para manter o controle tanto da Câmara quanto do Senado em novembro, uma tarefa dificultada pela queda da aprovação do presidente em pesquisas sobre economia e imigração.
Trump tem interesse pessoal em manter a maioria republicana no Congresso — isso facilita a aprovação de leis que ele favorece e protegeria seu governo de investigações do Congresso.
Os democratas superaram as expectativas em uma série de eleições nos últimos meses, incluindo a corrida para prefeito de Miami e as disputas para os governos de Nova Jersey e Virgínia. Nas últimas semanas, uma sólida cadeira republicana no Senado estadual do Texas passou para os democratas, em uma virada de 31 pontos percentuais a favor do partido.
A aprovação da medida também ocorre enquanto Trump avalia, em conversas particulares, abandonar o pacto comercial entre os EUA, o México e o Canadá (USMCA, na sigla em inglês) que ele assinou durante seu primeiro mandato, uma decisão que agravaria as tensões comerciais na América do Norte. Cerca de 80% dos produtos importados do Canadá atendem aos critérios do USMCA e estão isentos de tarifas.
Ameaça nas eleições primárias
Antes das eleições de novembro, porém, haverá uma série de primárias para a Câmara e o Senado, nas quais os eleitores decidirão quais candidatos representarão seus partidos. Trump, cujos apoios nas primárias têm grande peso, deixou claro, mesmo enquanto os votos eram contabilizados na noite de quarta-feira, que haveria consequências políticas para qualquer republicano que o contrariasse nessa questão.
O fato de a votação de quarta-feira ter ocorrido já representou um revés para o presidente da Câmara, Mike Johnson, um importante aliado de Trump que liderou, por meses, um bloqueio para impedir que projetos relacionados a tarifas fossem levados ao plenário. Isso terminou na terça-feira, quando três republicanos se juntaram aos democratas para rejeitar outra prorrogação do bloqueio.
O presidente da Câmara argumentou que a Câmara deveria manter a proibição em vigor até que a Suprema Corte decidisse se as tarifas globais impostas por Trump, sob a justificativa de emergência, são legais. Essa decisão pode ser divulgada já em 20 de fevereiro.
O Senado, controlado pelos republicanos, também votou pelo abandono das tarifas impostas por Trump ao Brasil e das taxas globais de emergência, além das tarifas contra o Canadá.
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em uma entrevista exibida nesta quinta-feira que está “absolutamente” comprometida com a realização de eleições livres e justas, mas que o calendário será definido como parte de um futuro “diálogo político”.
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Questionada pela apresentadora da NBC News, Kristen Welker, se estava comprometida com a realização de eleições livres e justas, Rodríguez respondeu:
— Absolutamente, sim. Teremos eleições neste país, livres e justas, é claro, como estabelece a Constituição… E preciso dizer que o cronograma eleitoral será definido e decidido pelo diálogo político neste país — declarou, em falas traduzidas pela NBC.
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira um projeto para reduzir de 16 para 14 anos a idade de responsabilidade penal, proposta defendida pelo presidente, Javier Milei, e que agora será analisada pelo Senado.
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No plenário, o projeto para modificar o Código Penal de 1980 recebeu 149 votos a favor e foi rejeitado por 100 parlamentares. A idade de responsabilidade penal é o patamar mínimo para que um menor de idade seja considerado responsável por seus atos e enfrente julgamento — no Brasil, a idade é de 12 anos, a partid da qual é possível a aplicação de sanções, que incluem a privação de liberdade.
O projeto argentino estabelece um limite de 15 anos de prisão para menores, mas determina que eles só poderão ir para o regime fechado caso sejam condenados por crimes graves, como homicídio, com penas superiores a 10 anos. Para os demais, a recomendação é de que medidas alternativas sejam aplicadas, como prisão domiciliar, trabalho voluntário e ordens de restrição para proteger as vítimas.
— Se uma pessoa se depara com alguém que decidiu feri-la, prejudicá-la ou matá-la, aos 14 anos, ela entende que isso está errado e que deve haver consequências. Isso se chama crime”, disse o deputado governista Ramiro Gutiérrez, em fala durante a votação.
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Laura Rodríguez Machado, aliada de Milei, disse que os menores não ficarão detidos nos mesmos locais onde pessoas com mais de 18 anos servem suas penas. Em comunicado, a Casa Rosada disse que o texto “estabelece um princípio básico de qualquer sociedade ordenada: quem comete um crime deve responder perante a Justiça, independentemente da idade”.
“Não se trata de perseguir jovens; trata-se de reconhecer uma realidade que outros optaram por negar durante décadas”, continuou o Gabinete.
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A oposição não foi uníssona na rejeição do projeto. Aliados do kirchnerismo votaram contra, mas uma ala ligada a Sergio Massa, ex-ministro da Economia e ex-chefe de Gabinete da presidente Cristina Kirchner, votou com os governistas, ao mesmo tempo em que pediu uma reforma do Código Penal.
— Todo o sistema político deveria trabalhar para garantir que isso só aconteça em casos excepcionais, mas vemos aqui que aqueles que promovem uma Argentina que desmantela as estruturas públicas trazem uma discussão de ‘prisão e bala’ para abordar os problemas de crianças e adolescentes pobres que não encontraram um Estado que lhes desse o que precisavam — disse a deputada peronista Victoria Tolosa Paz.
Apesar da redução ser uma pauta antiga de Milei, o assassinato de um jovem de 15 anos em Santa Fé, em dezembro do ano passado, por dois adolescentes de 14 e 15 anos fez com que o projeto fosse analisado a toque de caixa. Na véspera da votação, os pais do jovem, Jeremías Monzón, participaram de um ato diante do Congresso pedindo uma lei para punir menores infratores. Nesta quinta, Romina Monzón, mãe de Jeremías, acompanhou os debates no plenário.
Os Carabineros — polícia militarizada da Itália — prenderam um homem acusado de homicídio por supostamente matar a própria mãe e enterrar o corpo em um bosque para ocultá-lo e continuar recebendo a pensão da mulher, informou nesta quinta-feira o Ministério Público.
O crime teria ocorrido em meados de janeiro, em Piobesi Torinese, um pequeno município da província de Turim, no norte do país. Segundo a Promotoria, o homem, “gravemente suspeito do homicídio de sua própria mãe, de 85 anos”, enterrou o cadáver em um bosque próximo à casa da família “por medo de perder o único meio de subsistência de que dispunha, ou seja, a pensão da mulher”.
A polícia foi até a residência após o alerta de uma vizinha que não conseguia entrar em contato com a idosa havia algum tempo.
Após tentar explicar a ausência da mãe de forma “confusa”, o filho acabou conduzindo os agentes até o local onde havia enterrado o corpo, alegando inicialmente que a encontrou morta dentro de casa, segundo informou a Promotoria de Turim. Depois da localização do cadáver, o suspeito foi detido pelos Carabineros e, durante o depoimento, acabou confessando o crime e a posterior ocultação do corpo no local onde foi encontrado.
De acordo com a imprensa local, o homem afirmou num primeiro momento que a mãe estaria viajando, mas depois mudou a versão, dizendo que a encontrou morta em casa semanas antes e que, em pânico, decidiu enterrá-la no bosque.
A Promotoria pedirá a manutenção da prisão preventiva do suspeito enquanto aguarda novas provas que ajudem a esclarecer todos os detalhes do crime.
Um juiz federal em Washington ordenou, nesta quinta-feira, que o governo americano ajude a repatriar os quase 140 imigrantes venezuelanos que desejam retornar aos Estados Unidos, saindo do limbo internacional em que vivem desde março, quando foram deportados para uma prisão em El Salvador. O Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT ), criado pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele, é conhecido pelas denúncias feitas por ONGs de direitos humanos, que acusam o governo do país de usar tortura e prisões arbitrárias no local.
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A decisão do juiz James E. Boasberg foi uma das medidas mais contundentes tomadas até o momento para forçar o governo a garantir o devido processo legal aos imigrantes venezuelanos deportados sob a autoridade de uma lei de guerra do século XVIII, conhecida como Lei de Inimigos Estrangeiros (Alien Enemies Act).
Em uma de suas primeiras — e mais agressivas — ações para deportar pessoas do país, o presidente americano, Donald Trump, emitiu uma proclamação afirmando que qualquer venezuelano considerado membro da gangue Tren de Aragua poderia ser sumariamente detido e expulso dos Estados Unidos, com base nos amplos poderes da lei de guerra.
Desde praticamente o momento em que a proclamação foi emitida, o caso está sob a jurisdição do juiz Boasberg, juiz-chefe do Tribunal Distrital Federal em Washington. E por quase um ano, o caso foi tramitado em diversos tribunais, incluindo a Suprema Corte.
A decisão do magistrado nesta quinta-feira, que estabeleceu um processo formal para repatriar alguns dos venezuelanos que estão no exterior, veio após uma decisão mais substancial emitida por ele em dezembro. Essa decisão concluiu que os imigrantes tiveram seus direitos ao devido processo legal negados quando foram levados de avião em 15 de março para El Salvador, onde passaram meses em uma prisão notória construída para terroristas.
O objetivo de levar os homens de volta a solo americano, escreveu o juiz Boasberg, era fornecer a eles o que lhes foi negado quando a Casa Branca os expulsou sob a Lei de Inimigos Estrangeiros: audiências nas quais pudessem contestar a legalidade da proclamação de Trump e contestar as acusações de que pertenciam ao Tren de Aragua, que o governo designou como uma organização terrorista estrangeira.
“Vale ressaltar que essa situação jamais teria ocorrido se o governo simplesmente tivesse garantido aos demandantes seus direitos constitucionais antes de deportá-los inicialmente”, escreveu o juiz. Ele acrescentou que se recusava a deixar os homens “definharem no atoleiro sem solução” criado pelo governo.
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Sua ordem instruiu os funcionários de Trump a permitirem a entrada de qualquer venezuelano que conseguisse chegar a um porto de entrada dos EUA e a pagarem as passagens aéreas daqueles que pudessem estar vivendo fora da Venezuela. Reconhecendo que a recente incursão dos EUA na Venezuela para prender seu líder, Nicolás Maduro, deixou a situação “instável”, o juiz disse que qualquer imigrante que vivesse na Venezuela ou em outro lugar também poderia contestar sua expulsão por meio de petições judiciais escritas.
O juiz Boasberg reconheceu que qualquer imigrante que retornasse aos Estados Unidos para uma audiência seria detido e permaneceria sob custódia enquanto seus casos tramitassem nos tribunais. Lee Gelernt, advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que representa os venezuelanos desde o início do caso, comemorou a decisão.
— O processo de tentar desfazer o erro ocorrido em março finalmente começará a avançar — disse ele.
A questão fundamental de saber se Trump invocou legalmente a Lei de Inimigos Estrangeiros está atualmente em análise por um tribunal federal de apelações em Nova Orleans, que realizou uma segunda audiência sobre o assunto no mês passado, após um painel de três juízes ter decidido contra o presidente em setembro.
É provável que esse processo seja levado à Suprema Corte, servindo como um caso de teste para determinar se Trump cumpriu fielmente os termos da lei de 227 anos. Supõe-se que a lei só seja invocada em tempos de guerra declarada ou durante uma invasão do país contra membros de uma nação estrangeira hostil.
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O Departamento de Justiça defendeu agressivamente o uso da lei pelo presidente, e funcionários do governo têm sido especialmente beligerantes com o Juiz Boasberg, apoiando tentativas fracassadas de impeachment e acusações de violações éticas.
O juiz, por sua vez, afirmou acreditar haver motivos para considerar o governo em desacato por violar sua ordem inicial de impedir os voos de venezuelanos para El Salvador. Esse processo, no entanto, foi temporariamente suspenso por um tribunal federal de apelações em Washington.
A animosidade que se acumulou ao longo do caso ficou evidente na decisão emitida na quinta-feira, quando o Juiz Boasberg repreendeu o governo por ignorar sua oferta de “propor medidas que facilitassem as audiências” para os venezuelanos.
“Aparentemente sem interesse em participar deste processo, as respostas do governo essencialmente mandaram o tribunal se danar”, escreveu ele.
Um homem foi assassinado a tiros dentro de uma academia enquanto se exercitava. O caso aconteceu na última segunda-feira (9), em um estabelecimento em Cartago, na Costa Rica. O crime, que durou apenas alguns segundo, foi registrado por uma câmera de segurança do local.
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As imagens mostram que um homem vestindo roupas pretas e com o rosto coberto por um capacete de motociclista entra na academia, caminhando pelo corredor próximo aos aparelhos, e vai em direção a um homem que se exercita. A vítima está de costas e é alvejada sem chance de reação. O homem foi identificado como Jefry Araya, de 34 anos, conhecido como el Saya.
Uma equipe de socorro foi acionada para o local, mas encontrou a vítima já morta na academia. Apesar de haver cerca de 15 pessoas presentes no momento do crime, em que muitas tentaram se proteger correndo, ninguém ficou ferido. Ainda assim, duas pessoas receberam atendimento médico por estarem em estado de choque.
Homem é morto a tiros dentro de academia enquanto fazia exercício, na Costa Rica
Reprodução / X
Pelo menos 10 cápsulas de balas foram recolhidas no local pelas autoridades. Imagens do homicídios circulam nas redes sociais.
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De acordo com as primeiras informações oficiais, o homicídio teria sido cometido por pelo menos dois indivíduos que fugiram em uma motocicleta. As autoridades estão investigando e não descartam a possibilidade de ter sido um assassinato premeditado.
Após o ataque, o suspeito saiu do local, percorrendo o mesmo caminho por onde entrou, subiu em uma motocicleta onde um cúmplice o aguardava e fugiu. As identidades ainda não foram confirmadas.
Segundo informações não oficiais, Araya tinha antecedentes criminais e havia sido libertado da prisão há aproximadamente dois meses. Essa informação faz parte da investigação que busca estabelecer os possíveis motivos do crime.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que não puniu o assessor responsável por publicar nas redes sociais um vídeo — posteriormente apagado pela Casa Branca — que mostrava o ex-presidente Barack Obama e a esposa Michelle Obama como macacos em uma selva. Segundo o mandatário, o vídeo tratava de “fraude eleitoral” e incluía “apenas um pequeno trecho” relacionado à animação da Disney, O Rei Leão.
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— Não, não puni. Era um vídeo sobre, como vocês sabem, fraude eleitoral, um vídeo bem longo, e eles tinham um pequeno trecho relacionado ao O Rei Leão. Já tinha sido amplamente exibido por toda parte muito antes de ser publicado — afirmou o presidente a repórteres durante um evento da Agência de Proteção Ambiental (EPA), na Casa Branca, após ser perguntado sobre o que teria feito com o assessor que publicou o vídeo.
O presidente se recusou a pedir desculpas pelo ocorrido, acrescentando que não havia visto os quadros finais com o conteúdo ofensivo.
Com cerca de um minuto, o vídeo promovia teorias da conspiração sobre a eleição presidencial de 2020 e incluía imagens em que os rostos de Barack e Michelle eram sobrepostos a corpos de macacos, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. A postagem fazia parte de uma sequência que reiterava falsas alegações de que o pleito foi roubado.
O vídeo ficou no ar por cerca de 12 horas no perfil de Trump no Truth Social, obtendo milhões visualizações, até ser removido pela Casa Branca diante de críticas de republicanos e democratas, incluindo aliados próximos do próprio presidente.
— Um membro da equipe da Casa Branca fez a publicação de forma errada. Ela já foi removida — disse um funcionário da Casa Branca à AFP.
Porém, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, minimizou a repercussão negativa no dia seguinte, classificando as reações ao vídeo como uma “indignação falsa”. Ela afirmou que o material foi retirado de “um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de O Rei Leão”.
Repercussão negativa
Líderes democratas classificaram o conteúdo como racista. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, escreveu no X que Trump é “vil, desequilibrado e maligno” e afirmou: “Todo e qualquer republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância” do republicano. Em outra publicação, chamou o presidente de “doente”.
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As críticas foram ecoadas pelo gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom — apontado como possível candidato democrata à Presidência em 2028 e um dos críticos mais proeminentes de Trump —, que escreveu: “Comportamento asqueroso por parte do presidente. Cada republicano deve denunciá-lo. Agora”, publicou.
As críticas, porém, não se limitaram à oposição. O republicano Tim Scott, da Carolina do Sul, aliado de Trump e único senador negro do partido, condenou a postagem e pediu sua remoção: “Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”, escreveu ele nas redes sociais, em manifestação vista como rara dentro do Partido Republicano. Além de senador, Scott preside a Comissão Nacional Republicana Senatorial, responsável por coordenar a estratégia da sigla para manter a maioria no Senado nas eleições de meio de mandato.
Trump tem histórico de fazer comentários depreciativos sobre pessoas de cor, mulheres e imigrantes, e, desde seu retorno à Presidência, o republicano e sua administração têm zombado com frequência ou feito acusações falsas contra Obama.
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Obama é o único presidente negro da História dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris, adversária de Trump, nas eleições presidenciais de 2024. Trump lançou sua própria carreira política ao promover a teoria da conspiração racista e falsa conhecida como “birther”, segundo a qual o democrata, que nasceu no Havaí, mentia sobre ter nascido nos EUA. O republicano mantém há muito tempo uma rivalidade com Obama, que foi presidente de 2009 a 2017, demonstrando especial ressentimento pela popularidade do democrata e pelo fato de ele ter recebido o Nobel da Paz.
Na campanha de 2024, Trump afirmou que imigrantes estavam “envenenando o sangue do nosso país”, linguagem semelhante à usada por Adolf Hitler para desumanizar judeus na Alemanha nazista. Durante seu primeiro mandato na Casa Branca, Trump se referiu a um grupo de países em desenvolvimento, majoritariamente negros, como “países de merda”. Inicialmente, ele negou ter usado o termo, mas admitiu em dezembro de 2025 que o havia dito.
Desde que voltou à Casa Branca, o presidente e seus aliados têm intensificado o uso de memes e vídeos, inclusive produzidos com inteligência artificial, para atacar adversários políticos. As publicações costumam ser defendidas por assessores como conteúdo humorístico, enquanto críticos apontam desinformação e ataques de cunho racial.
No ano passado, divulgou um vídeo produzido com IA que mostrava Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades com um macacão laranja. Mais tarde no mesmo ano, publicou um clipe criado com IA de Jeffries — que é negro —, com um bigode falso e um chapéu de charro. Jeffries classificou a imagem como racista.
Com AFP e New York Times.
Pouco mais de um ano depois de deixar (pela segunda vez) o Acordo de Paris, o presidente dos EUA, Donald Trump, desferiu novo golpe contra as políticas ambientais. Ele confirmou a revogação da norma conhecida como “constatação de perigo”, que considerava que as mudanças climáticas eram prejudiciais à Humanidade, e dava à Agência de Proteção Ambiental (EPA) o poder de controlar as emissões de gases causadores do efeito estufa. A decisão foi criticada por ambientalistas e políticos de oposição, que prometeram levar o caso à Justiça e alertam para seus impactos.
— Isso é muito grande. Estamos oficialmente encerrando a chamada “constatação de perigo”, uma política desastrosa da era [Barack] Obama — disse Trump, ao lado do chefe da EPA, Lee Zeldin, em cerimônia na Casa Branca.
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Adotada pelo governo do democrata Barack Obama, em 2009, a “constatação de perigo” reconhecia que as mudanças climáticas e o agravamento do efeito estufa são uma ameaça à saúde dos americanos. Ela dava os argumentos legais para que a EPA controlasse as emissões de gases como dióxido de carbono, metano e outros — emitidos pela queima de combustíveis fósseis — como parte da Lei do Ar Limpo, principal norma sobre a qualidade do ar no país, de 1963.
Trump, um dos principais beneficiários dos mais de US$ 445 milhões gastos pelas empresas petrolíferas no último ciclo eleitoral, chama as políticas ambientais de seus antecessores de “Nova Fraude Verde”, e defende a expansão da exploração e uso de combustíveis fósseis. Na campanha à Casa Branca, repetia o bordão “perfurar, perfurar, perfurar”, e ao assumir o cargo eliminou incentivos para carros elétricos (apesar do apoio até então incontestável de Elon Musk, dono da Tesla, ao seu governo) e quer abrir para exploração áreas que, até 2024, eram de proteção ambiental.
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Na Casa Branca, além de defender os combustíveis fósseis, criticou o uso de fontes limpas de energia, especialmente a eólica — sem apresentar provas, disse que a Europa “se foi” por causa da imigração e das fazendas eólicas.
— Barack Hussein Obama, por meio de sua EPA, classificou os combustíveis fósseis, como petróleo, gás e outras substâncias que fazem as fábricas funcionarem, como uma ameaça à saúde. Essa classificação não tinha qualquer fundamento. Os combustíveis fósseis salvaram milhões de vidas — disse Trump, sem apresentar dados que comprovem suas alegações.
Citado por Trump, Obama afirmou em suas redes sociais que a revogação deixa a todos “menos seguros, menos saudáveis ​​e menos capazes de combater as mudanças climáticas — tudo para que a indústria de combustíveis fósseis possa lucrar ainda mais”.
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Zeldin, que questiona as evidências científicas sobre as mudanças climáticas, disse que era”a maior ação de desregulamentação da história dos Estados Unidos”, e que poderia gerar uma economia de US$ 1 trilhão aos EUA. Ninguém na Casa Branca explicou como o cálculo foi feito, como chegaram a esse número ou quanto tempo levaria para tal. No final do ano passado, quando a ofensiva contra a regra ambiental estava em pleno andamento, Zeldin disse que “a constatação de perigo é considerada o Santo Graal da religião das mudanças climáticas”.
Para grupos conservadores, foi uma vitória: a revogação estava prevista no chamado Projeto 2025, um plano de governo conservador do qual Trump publicamente tentou se desvencilhar durante a campanha, mas que depois de eleito abraçou sem pestanejar. No ano passado, eles buscaram, com o apoio da EPA, derrubar a “constatação de perigo” e impulsionar os combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, outro favorito de Trump.
— A constatação de perigo tem sido usada indevidamente pela EPA para justificar regulamentações que não estão em conformidade com a Lei do Ar Limpo — disse Thomas Pyle, presidente da American Energy Alliance, um grupo de pesquisa conservador que promove a energia de combustíveis fósseis, ao New York Times. — Se o Congresso acha que a EPA deve regular o CO2 como um poluente, deve afirmar isso explicitamente em lei, para que a EPA tenha um mandato claro.
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Segundo estimativas, a decisão do governo americano de tirar de si o poder para controlar as emissões de gases no segundo maior poluidor do planeta terá um impacto considerável sobre as vidas de seus cidadãos.
De acordo com o Fundo de Defesa Ambiental (EDF), uma organização que defende a adoção de políticas verdes nos EUA, o fim da regra pode acrescentar mais de 18 bilhões de toneladas de emissões de gases até 2055, equivalente a três vezes o total de emissões do país no ano passado. Em termos humanos, isso poderá causar até 58 mil mortes prematuras e 37 milhões de ataques de asma em três décadas.
As alterações nos padrões climáticos decorrentes das emissões devem agravar a ocorrência de incêndios — como os que recentemente devastaram a Califórnia — tempestades e inundações — como as que mataram 137 pessoas no Texas, no ano passado — e afetar a produção agrícola. Doenças anteriormente concentradas em países tropicais, como a dengue, já são transmitidas em estados como Flórida e Califórnia, algo ligado ao aquecimento do planeta, afirmam cientistas. Segundo o EDF, catástrofes climáticas causaram mais de US$ 3 trilhões em danos desde 1980.
“Lee Zeldin ordenou à EPA que pare de proteger o povo americano da poluição que está causando tempestades e inundações mais severas, além de custos de seguro exorbitantes. Essa ação ilegal, que já dura um ano, promovida pela liderança política da EPA, ignora as inúmeras evidências de que a poluição climática ameaça a saúde e a segurança de todos”, afirmou Fred Krupp, presidente do EDF, em comunicado.
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Como na maioria de suas decisões controversas, a expectativa é de que o caso seja decidido pelos tribunais. Grupos ambientalistas prometeram entrar com ações para invalidar a revogação, assim como políticos de oposição.
“O governo de Donald Trump está alegando falsamente que os gases de efeito estufa não representam uma ameaça à saúde pública — infringindo a lei para, mais uma vez, se curvar à indústria petrolífera. A Califórnia lutará contra essa ação ilegal nos tribunais”, escreveu, na rede social X, o governador da Califórnia e potencial candidato democrata à Presidência em 2028, Gavin Newsom.

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