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A CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) publicou um vídeo de recrutamento em mandarim direcionado a soldados chineses, em uma aparente tentativa de capitalizar a recente instabilidade no Exército de Libertação Popular (PLA, na sigla em inglês) após uma série de expurgos de altos oficiais.
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O vídeo, divulgado na quinta-feira no canal da agência no YouTube e nas redes sociais, tem como título “The Reason for Stepping Forward: To Save the Future” (“A razão para dar um passo à frente: salvar o futuro”). A peça retrata um oficial militar chinês fictício que entra em contato com a CIA após se desiludir com seus próprios líderes.
Na narração, o personagem afirma: “Este é o mundo que conheço, defendendo a pátria e protegendo o povo. Mas, dia após dia, a verdade se torna cada vez mais óbvia: o que os líderes realmente estão protegendo é o próprio interesse”. Mais adiante, o oficial diz: “Eu não poderia permitir que a loucura deles fizesse parte do futuro da minha filha”.
Este é o quinto anúncio de recrutamento em mandarim publicado pela CIA desde outubro de 2024. O diretor da agência, John Ratcliffe, declarou à Reuters que os vídeos alcançaram muitos cidadãos chineses, apesar de o YouTube ser bloqueado na China. Internautas conseguem acessar sites restritos com o uso de softwares especializados para driblar os controles de internet impostos por Pequim.
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No ano passado, uma versão satírica em inglês, gerada por inteligência artificial, circulou em redes sociais chinesas. O vídeo imitava o formato das campanhas da CIA para ironizar a vida nos Estados Unidos, onde “as elites de Wall Street manipulam as finanças”.
A divulgação ocorre em meio a turbulências no PLA. No mês passado, o líder chinês Xi Jinping, também comandante-em-chefe das Forças Armadas, colocou sob investigação por suspeita de corrupção o general de mais alta patente do país. A queda de Zhang Youxia, antes visto como o aliado militar mais próximo de Xi, provocou ondas de choque em agências de inteligência ocidentais. Liu Zhenli, outro integrante da Comissão Militar Central, também foi alvo de investigação.
Nos últimos anos, diversos oficiais e altos funcionários da Defesa foram afastados sob suspeita de corrupção ou deslealdade a Xi, entre eles o ex-ministro da Defesa Li Shangfu.
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Na terça-feira, Xi fez comentários raros reconhecendo a turbulência nas Forças Armadas, ao afirmar que o Exército havia “passado por um temperamento revolucionário na luta contra a corrupção”. Ele acrescentou que as tropas permaneceram leais ao Partido Comunista Chinês e “provaram ser capazes e confiáveis”.
Reação de Pequim
Após a divulgação do vídeo, a China prometeu adotar “todas as medidas necessárias” contra atividades de espionagem estrangeiras. Em comunicado lido pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, Pequim ressaltou, ainda, que irá “combater de forma resoluta as atividades de infiltração e sabotagem de forças estrangeiras anti-China e salvaguardar resolutamente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento”.
O líder da oposição húngara e primeiro colocado nas pesquisas para as eleições parlamentares de fevereiro, Péter Magyar, denunciou um golpe baixo, supostamente articulado pelo governo de Viktor Orbán em conluio com uma ex-namorada do candidato, para publicar na rede X um vídeo de uma “relação íntima” do casal.
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Magyar classificou o episódio como uma tentativa de prejudicá-lo por meio de uma campanha difamatória às vésperas das eleições parlamentares de 12 de abril, nas quais o primeiro-ministro corre o risco de ser derrotado pela primeira vez desde 2006. Ele afirma que vem recebendo ameaças há algum tempo, mas garante que “não cederá à chantagem”. Após anunciar, em 2023, o divórcio da ex-ministra da Justiça Judit Varga, com quem tem três filhos, o advogado deixou o partido de Orbán e lançou, na primavera de 2024, um movimento político anti-establishment, o Tisza, que em poucos meses se tornou o principal partido do país.
— Hoje, muitos jornalistas receberam um link que mostra um quarto monitorado por câmeras. Suspeito que planejam divulgar uma gravação — possivelmente feita com equipamentos dos serviços secretos e até manipulada — que me mostra em um momento íntimo com minha ex-namorada — escreveu Magyar.
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— Tenho 45 anos e uma vida sexual normal, com uma parceira adulta. Tenho três filhos menores, algo que este governo perverso — autoproclamado defensor da família — evidentemente ignora. Queridos covardes do Fidesz: publiquem o que quiserem, falsifiquem o que acharem melhor. Não me renderei às ameaças. Que todos saibam: nem antes nem agora cederei a chantagens de qualquer tipo, nem da máfia político-econômica húngara, nem dos membros da rede internacional que a sustenta.
Magyar acusou o Fidesz de recorrer a táticas de intimidação e a campanhas ao estilo russo para desviar a atenção de escândalos ligados à corrupção e ao abuso de menores em instituições estatais. Até o momento, nenhuma gravação foi divulgada.
Em uma longa publicação, Magyar lembrou que faltam dois meses para as eleições e que se completam exatamente dois anos desde sua estreia política na oposição:
— Tudo começou há dois anos. Há dois anos, eu estava em frente ao estúdio do principal canal político húngaro no YouTube, o Partizán. Fiquei alguns minutos na entrada. Queria desistir. Sabia o que me aguardava se entrasse e falasse. Mas, depois de olhar a foto dos meus três filhos, comecei a subir as escadas; não queria que vivessem em um país dominado por uma máfia familiar (…). Faltam 60 dias para as fatídicas eleições. Há dois anos isso era inimaginável, e agora estamos às portas da vitória.
Orbán tenta recuperar popularidade concedendo benefícios a mulheres e idosos e desqualificando Magyar como uma marionete da União Europeia; em resposta, o líder do Tisza parece evitar qualquer associação com os liberais europeus.
Pesquisas
Enquanto isso, o partido de Magyar, o Tisza, mantém uma vantagem de 10 pontos sobre o partido nacionalista Fidesz, de Orbán, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira. Orbán enfrenta o maior desafio ao seu poder desde que o Fidesz chegou ao governo com uma vitória esmagadora em 2010, embora o resultado ainda seja incerto.
A mais recente pesquisa, realizada entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro pelo Idea Institute, mostrou que 48% dos eleitores decididos apoiam o Tisza, enquanto 38% apoiam o Fidesz — o mesmo índice do mês anterior. O Idea Institute informou ainda, em publicação em sua página oficial no Facebook, que o número de eleitores indecisos caiu três pontos em um mês, para 24%.
— No mês passado, muitos eleitores encontraram um partido para apoiar, e os partidos menores também se beneficiaram disso — afirmaram.
Segundo o levantamento, outros dois partidos obteriam votos suficientes para entrar no Parlamento: o partido de extrema direita Nossa Pátria (Mi Hazánk) e a Coalizão Democrática (Demokratikus Koalíció), de esquerda, ambos com 5% de apoio.
As eleições de abril terão implicações importantes para a Europa e para as forças políticas de extrema direita. Orbán, aliado do presidente americano Donald Trump e do russo Vladimir Putin, tem se confrontado com frequência com a União Europeia (UE) em diversos temas, especialmente por causa da guerra na Ucrânia.
Magyar, de centro-direita, declarou que seu partido combaterá a corrupção, desbloqueará bilhões de euros em fundos congelados da UE para impulsionar a economia e consolidará a integração da Hungria à UE e à Otan.
A UE acusa Orbán de corroer os valores democráticos na Hungria, algo que ele nega.
A maioria das pesquisas indica que o Fidesz está atrás do Tisza, apesar das medidas para agradar os eleitores após três anos de estagnação econômica no país, que também sofreu a pior onda inflacionária da UE após a invasão russa da Ucrânia.
No entanto, institutos pró-governo apontam vantagem do Fidesz. Uma pesquisa de fevereiro, também divulgada nesta sexta-feira pelo governista Instituto Nézőpont, revelou que 46% dos eleitores apoiam o Fidesz de Orbán, enquanto 40% respaldam o Tisza.
Com informações de Reuters e AFP
A NASA e a SpaceX lançaram, na manhã desta sexta-feira, a missão Crew-12 rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), dando início a uma nova expedição científica no laboratório orbital. O grupo — composto por dois americanos da NASA, uma francesa e um russo — embarcou na cápsula Crew Dragon, impulsionada por um foguete Falcon 9, a partir do Complexo de Lançamento 40, na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.
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A bordo da nave estão os astronautas da NASA Jessica Meir e Jack Hathaway, a astronauta Agência Espacial Europeia (ESA) Sophie Adenot e o cosmonauta da Roscosmos Andrey Fedyaev. A espaçonave deve se acoplar de forma autônoma à porta voltada para o espaço do módulo Harmony da estação por volta das 17h15 no horário de Brasília deste sábado, 14.
Este é o primeiro lançamento para a ISS desde que a Crew-11 retornou à Terra, em 15 de janeiro. Segundo a BBC, foi a primeira vez na história da NASA que uma missão precisou ser encerrada antes do previsto devido a um problema de saúde. A agência e a SpaceX organizaram o retorno de última hora após uma complicação médica adiar uma caminhada espacial programada para o início de janeiro — a primeira evacuação médica da ISS em seus 26 anos de operação.
A Crew-12 estava inicialmente prevista para decolar em 15 de fevereiro, mas a NASA antecipou o cronograma porque o retorno apressado da equipe anterior deixou a estação operando com apenas três astronautas. O lançamento poderia ter ocorrido ainda antes, não fosse o atraso na missão Artemis II.
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“Com a Crew-12 em órbita com segurança, os Estados Unidos e nossos parceiros internacionais demonstraram mais uma vez o profissionalismo, a preparação e o trabalho em equipe exigidos para o voo espacial humano”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman. “As pesquisas que essa tripulação realizará a bordo da estação espacial avançam tecnologias críticas para a exploração do espaço profundo, ao mesmo tempo em que trazem benefícios reais aqui na Terra. Sou grato às equipes da NASA e da SpaceX cuja disciplina, rigor e resiliência tornaram possível o lançamento de hoje. Realizamos essas missões com uma compreensão clara dos riscos, gerenciando-os de forma responsável para continuar expandindo a presença humana na órbita baixa da Terra enquanto nos preparamos para nosso próximo grande salto rumo à Lua e, depois, a Marte.”
Durante o voo da Dragon, a SpaceX monitora uma série de manobras automáticas que incluem etapas de aproximação, acoplagem e abertura da escotilha a partir de seu centro de controle de missão em Hawthorne, na Califórnia. Já a NASA acompanha as operações da estação a partir do Centro de Controle da Missão no Centro Espacial Johnson, em Houston.
Após o encaixe, os astronautas trocarão seus trajes espaciais e prepararão cargas para descarregamento antes da abertura da escotilha entre a Dragon e o módulo Harmony, prevista para cerca das 19h.
Meir, Hathaway, Adenot e Fedyaev se juntarão à tripulação da Expedição 74, que já conta com o astronauta da NASA Chris Williams e os cosmonautas Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev. Com isso, a ISS volta ao seu contingente padrão de sete integrantes, após a partida da Crew-11 em 14 de janeiro.
Ao longo da missão, a Crew-12 conduzirá pesquisas científicas voltadas à preparação para a exploração humana além da órbita baixa da Terra e a benefícios diretos para a população. Entre os estudos previstos estão análises sobre bactérias causadoras de pneumonia para aprimorar tratamentos cardiovasculares, geração sob demanda de fluidos intravenosos para futuras missões espaciais e investigações sobre como características físicas podem afetar o fluxo sanguíneo durante voos espaciais. Outros experimentos incluem monitoramento automatizado da saúde de plantas e pesquisas sobre a interação entre vegetais e micróbios fixadores de nitrogênio, com o objetivo de ampliar a produção de alimentos no espaço.
Os Estados Unidos devem enviar o maior porta-aviões do mundo ao Oriente Médio em meio à escalada de tensão com o Irã, segundo informou o jornal The New York Times. A movimentação ocorre enquanto o presidente Donald Trump intensifica a pressão para que Teerã aceite um novo acordo nuclear.
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De acordo com a publicação, o USS Gerald R. Ford, considerado o maior navio de guerra já construído, deve deixar o Caribe nos próximos dias com destino à região. A embarcação será acompanhada por navios de escolta, formando um grupo de ataque.
No início da semana, Trump afirmou que avaliava enviar um segundo porta-aviões caso os EUA não obtenham avanços nas negociações.
— Precisamos fechar um acordo, caso contrário será algo muito traumático — declarou a jornalistas.
No mês passado, o USS Abraham Lincoln e destróieres equipados com mísseis guiados já haviam sido deslocados do Mar do Sul da China para o Oriente Médio. A presença simultânea de dois porta-aviões representaria um dos maiores reforços navais recentes na região.
O USS Gerald R. Ford, incorporado à Marinha americana em 2017, é movido a energia nuclear, pode transportar até 90 aeronaves e integra o principal instrumento de projeção de poder dos EUA em operações de dissuasão.
À sombra de um ano da errática política externa do presidente americano, Donald Trump, algumas das principais lideranças mundiais estão reunidas na Alemanha para a Conferência de Segurança de Munique, o maior encontro anual para discussão de questões estratégicas na Europa, que ocorre entre esta sexta-feira e o domingo. Em um momento de instabilidade no cerne da Otan, o chanceler alemão, Friedrich Merz, criticou a rápida reorientação dos EUA e cravou que a ordem internacional baseada em regras colapsou — em um discurso contundente, enquanto os aliados europeus esperam a próxima mensagem geopolítica de Washington, que será transmitida no sábado pelo secretário de Estado Marco Rubio.
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— A ordem internacional baseada em direitos e regras está sendo destruída. Essa ordem, por mais falha que tenha sido mesmo em seu auge, não existe mais nessa forma — disse Merz na abertura do evento, acrescentando que as ações de Trump ao longo do último ano demonstravam que a pretensão de liderança global dos EUA foi “desafiada e possivelmente dissipada”.
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Embora tenha discursado a maior parte do tempo em alemão, Merz fez uma breve parte do discurso em inglês, em uma fala diretamente endereçada aos americanos, a quem se referiu como “caros amigos”.
— Na era da rivalidade entre grandes potências, nem mesmo os Estados Unidos serão fortes o suficiente para agir sozinhos — disse o chanceler. — Caros amigos, fazer parte da Otan não é apenas uma vantagem competitiva para a Europa. É também uma vantagem competitiva para os EUA.
O discurso de Merz está alinhado com manifestações anteriores de autoridades americanas e europeias, que apontaram para a nova abordagem americana — principalmente a pressão aos principais aliados — como uma questão preocupante. Antes da conferência, fundada em 1963 como uma forma de líderes mundiais discutirem sobre as principais ameaças ao mundo em um ambiente informal, oito ex-embaixadores dos EUA na Otan e oito ex-comandantes americanos na Europa divulgaram uma carta aberta pedindo que Washington mantivesse seu apoio à aliança.
“Longe de ser uma instituição de caridade”, afirmaram, “a Otan é um multiplicador de forças” que permite aos EUA afirmar seu poder e influência “de maneiras que seriam impossíveis – ou proibitivamente caras – de se alcançar sozinhos”.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, na Conferência de Segurança de Munique
Thomas Kienzle/AFP
Também de forma antecipada, na segunda-feira, a organização da conferência divulgou o Relatório de Segurança de Munique de 2026, que descreve Trump como “o mais poderoso daqueles que destroem regras e instituições existentes”. O documento cita profundas implicações para o comércio, a segurança e o desenvolvimento em outras partes do mundo, citando que está em curso uma “política destrutiva”.
“[Muitos já entenderam que] se continuarem a ser meros espectadores da política destrutiva, acabarão à mercê da política das grandes potências e não devem se surpreender ao encontrar regras e instituições importantes em ruínas”, diz o relatório.
A pressão sobre os EUA antes da conferência se justifica tanto pelo momento das relações entre os aliados quanto pelo histórico da administração Trump no palco europeu. Há um ano, o vice-presidente JD Vance atacou a Europa por suas políticas migratórias e conclamou os governos pelo continente a encerrar a política de isolamento de siglas da extrema direita. Também disse que a liberdade de expressão estava “em declínio” naquele lado do Atlântico.
As declarações por si só aumentaram as tensões entre os aliados, mas medidas do governo Trump ao longo do ano passado rebaixaram mais a confiança entre as partes. Desde o discurso de Vance, os EUA impuseram tarifas contra produtos europeus, pressionaram pelo fim da guerra na Ucrânia em termos largamente apontados como pró-Rússia, ameaçou tomar a Groenlândia da Dinamarca e retirou financiamento da ONU.
Os primeiros sinais do governo americano frente às críticas foram de apaziguamento. Vance, autor do discurso disruptivo do ano passado, ficará nos EUA neste ano, dando lugar a Rubio. Ao deixar os EUA, na quinta-feira, o secretário de Estado avaliou que a audiência receberia bem a mensagem transmitida, mas se recusou a compartilhar partes do discurso.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante agenda bilateral com ministro das Relações Exteriores da China
Alex Brandon/AFP
— Eles [os aliados europeus] querem saber para onde vamos, para onde gostaríamos de ir, para onde vamos com eles — disse Rubio a repórteres antes de embarcar para Munique, embora tenha deixado claro que a visão de Washington é de que o mundo está diante de grandes mudanças. — O mundo está mudando muito rápido a nossa frente. Estamos vivendo em uma nova era da geopolítica, e isso vai requerer que todos nós reavaliemos como isso se parece e quais serão nossos papéis.
Logo após a divulgação do relatório pelos organizadores da conferência, na segunda-feira, o atual embaixador dos EUA na Otan, Matthew Whitaker, argumentou que Trump não está tentando desmantelar a aliança, mas sim torná-la “mais forte”, pressionando os aliados a contribuírem mais.
— Não estamos tentando desmantelar a Otan — disse Whitaker. — Não estamos pedindo autonomia europeia. Estamos pedindo força europeia, que vocês sejam tão fortes quanto os Estados Unidos, que continuem sendo grandes aliados, que nossos laços permaneçam estreitos, e que simplesmente esperamos que vocês façam mais.
A estratégia de pressão de Trump alcançou resultados no plano prático. Muitos países europeus, incluindo a Alemanha, aprovaram aumentos em seus orçamentos de segurança e defesa, com a previsão de um rearmamento das capacidades europeias. Outros países, como França e Holanda, também assumiram compromisso de expandir suas capacidades, bem como a Polônia — país que está na “fronteira” de tensão entre Rússia e Ucrânia.
O próprio Merz lançou críticas à parte europeia da Otan em seu discurso nesta sexta. Ele disse que os europeus não fazem o suficiente para fortalecer a segurança e desenvolver a economia de uma forma independente dos EUA. Ele comparou as capacidades econômicas e de defesa do bloco europeu com a Rússia, a fim de justificar o argumento.
— O PIB da Rússia ronda os 2 bilhões de euros. O da União Europeia é quase 10 vezes superior. Mesmo assim, a Europa não é hoje 10 vezes mais forte do que a Rússia — afirmou.
Uma série de encontros bilaterais devem acontecer à margem dos três dias de evento — nesta sexta, Rubio encontrou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Entre os discursos previstos para o palco principal nesta sexta-feira estão o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e Reza Pahlavi, filho do deposto xá do Irã. O discurso de Rubio será no sábado. (Com NYT e AFP)
Em detalhes implacáveis, os arquivos sobre o financista Jeffrey Epstein escancaram as atividades antes furtivas de uma elite sem prestação de contas, formada em grande parte por homens ricos e poderosos do mundo dos negócios, da política, da academia e do entretenimento. As páginas contam a história de um criminoso hediondo que teve passagem livre entre a classe dominante em que circulava, tudo porque tinha algo a oferecer: dinheiro, conexões, jantares luxuosos, um avião particular, uma ilha isolada e, em alguns casos, sexo.
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Essa história de impunidade soa ainda mais escandalosa em meio à crescente indignação populista e à desigualdade cada vez maior. As extravagâncias de Epstein e seus amigos ocorreram ao longo de duas décadas marcadas pelo declínio do setor manufatureiro americano e pela crise das hipotecas, que levou milhões de americanos a perderem suas casas.
Se a estratégia de Epstein era erguer um escudo contra acusações cercando-se de figuras influentes, o plano fracassou no final. Ainda assim, sua correspondência, antes e depois de sua primeira acusação formal por abuso de meninas, revela uma rede de contatos cujas vidas glamurosas contrastavam com as dificuldades dos americanos comuns. E, no centro dessa rede, estava um predador sexual aparentemente no auge do poder.
— Já ouvimos tanto sobre o escândalo Epstein nos últimos anos — disse Nicole Hemmer, professora de história na Universidade Vanderbilt e pesquisadora da cultura política. — E, ainda assim, as pessoas parecem chocadas com a extensão da cumplicidade da elite em seu mundo. É um nível de corrupção que o público agora está vendo por completo.
Rede de conexões
Em 2002, Epstein levou o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) e o ator Kevin Spacey em uma viagem por países africanos a bordo de seu jato particular. Dez anos mais tarde, seu talento para organizar encontros e eventos exclusivos continuava despertando interesse, com um dos homens mais ricos do mundo, Elon Musk, enviando um e-mail para ele em 2012 perguntando: “Qual dia/noite será a festa mais selvagem na sua ilha?”. Musk afirmou tempos depois que teve “pouquíssima correspondência com Epstein e recusou repetidos convites para ir à sua ilha”.
Houve ainda sua amizade com Donald Trump — o próprio líder republicano já o chamou de “um cara fantástico” que conhecia há pelo menos 15 anos. Além disso, Epstein trocou favores e conviveu com nomes como o cineasta Woody Allen; o linguista e intelectual Noam Chomsky; Kenneth Starr, o promotor independente na investigação contra Clinton; e Kathryn Ruemmler, ex-conselheira da Casa Branca no governo de Barack Obama, que renunciou ao cargo de diretora jurídica do Goldman Sachs em meio ao escrutínio sobre seus vínculos com ele.
Epstein também manteve contato com Stephen Bannon, aliado político do presidente Trump; Deepak Chopra, médico indiano e guru da Nova Era; o produtor Barry Josephson; Lawrence H. Summers, ex-presidente de Harvard e ex-secretário do Tesouro; Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew; Sarah Ferguson, ex-duquesa de York; a princesa herdeira Mette-Marit da Noruega; e uma constelação de magnatas do setor financeiro.
O banqueiro americano James Staley, que recentemente deixou o cargo de diretor-executivo do Barclays após acusações envolvendo sua relação com Epstein, escreveu a ele em 2014 sugerindo que americanos da “casta superior” como eles dificilmente enfrentariam uma revolta populista como os protestos que ocorriam no Brasil na época. Ao mencionar os anúncios do Super Bowl daquele ano, Staley escreveu: “É tudo sobre negros descolados em carros descolados com mulheres brancas. O grupo que deveria estar nas ruas foi comprado. Por Jay-Z.”
Teorias da conspiração
A natureza chocante de algumas revelações, somada ao prestígio dos envolvidos, não conteve as teorias da conspiração que cercaram o caso — muitas vezes instrumentalizadas politicamente por setores da direita e da esquerda. Ao contrário, a divulgação de novos detalhes alimentou uma onda de especulações, frequentemente com pouca ou nenhuma base factual.
Em 2014, Epstein recebeu um e-mail de um assossiado cujo nome foi suprimido e que dizia, na íntegra: “Obrigado por uma noite divertida… sua menininha foi um pouco travessa.” Em outro e-mail, Epstein instruiu um destinatário, também com nome suprimido, a comprar vários brinquedos sexuais, acrescentando: “Quero que você fale da forma mais suja, vulgar e imaginativa que puder… Isso vai libertar sua mente. É como um espirro mental.”
Em 2009, Epstein escreveu a outro destinatário não identificado, que foi apontado na quarta-feira em uma audiência na Câmara como Sultan Ahmed bin Sulayem, um poderoso empresário dos Emirados Árabes Unidos: “onde você está? está bem, adorei o vídeo de tortura”. Em 2011, uma assistente disse: “Encomendei cocos jovens doces da Tailândia para você e eles acabaram de chegar… só para que você não precise beber sucos de coisas velhas e peludas”.
Sem contexto, mensagens como essas abriram espaço para interpretações variadas e deram munição a quem busca visibilidade por meio de teorias. Menções frequentes a pizza, por exemplo, reacenderam a desacreditada teoria do “Pizzagate”, de 2016, segundo a qual democratas proeminentes torturariam e estuprariam crianças no porão de um restaurante em Washington — apesar de os personagens e locais citados naquela narrativa serem quase totalmente distintos dos que aparecem nos arquivos Epstein.
Em 2018, o urologista de Epstein, Harry Fisch, escreveu: “Você tem reposições disponíveis” e acrescentou: “depois de usá-las, lave as mãos e vamos buscar pizza e refrigerante de uva” — combinação peculiar repetida em e-mails entre os dois que, segundo o médico, “mais ninguém consegue entender”. Fisch não respondeu a um pedido de comentário.
— Foi essa troca que nos fez pensar: ‘Espere um segundo. Talvez a teoria há muito desmentida sobre o Pizzagate não tenha sido realmente desmentida, e talvez alguém devesse olhar isso mais de perto’ — disse o podcaster conservador Tucker Carlson em seu programa.
Vídeos recém-divulgados da ala prisional onde ele foi encontrado morto indicam que uma figura humana não identificada se deslocava na direção de sua cela naquela noite. Isso levou alguns investigadores amadores da internet passaram a sustentar que Epstein, cuja morte sob custódia federal em 2019 foi oficialmente classificada como suicídio, pode ter sido assassinado. Outros levantaram dúvidas sobre sua morte ao lembrar que, em depoimento de 2017, ele afirmou ter uma tatuagem de arame farpado no bíceps esquerdo — inexistente na foto de seu corpo.
‘Elite imatura’
Para Hemmer, a pesquisadora da cultura política, a natureza obscura da vida de Epstein, aliada à divulgação desorganizada dos documentos pelo governo Trump, estava “fadada a turbinar uma tonelada de teorias da conspiração”. O deputado democrata Ro Khanna, que trabalhou com Marjorie Taylor Greene e Thomas Massie para aprovar a legislação que forçou a divulgação dos arquivos, descartou as teorias conspiratórias, mas ponderou:
— Precisamos nos perguntar como produzimos uma elite tão imatura, imprudente e arrogante.
Greene, que perdeu o apoio de Trump após insistir na liberação dos documentos, afirmou sentir-se parcialmente vindicada. Ela afirmou que os arquivos sobre o financista estão dando à população “um olhar por dentro de um mundo” que, até então, apenas achavam que existia.
— E todos fomos chamados de teóricos da conspiração por dizer isso.
Embora a vasta rede de contatos de Epstein leve alguns a vê-lo como um manipulador de uma cabala de elites, ela também sugere limites claros de sua influência. Apesar de contar com presidentes e membros de gabinete entre seus conhecidos, seu impacto direto na formulação de políticas públicas nos Estados Unidos foi considerado irrelevante.
Na mídia, seus contatos não eram donos de grandes veículos, mas figuras de menor hierarquia, como o autor Michael Wolff e o repórter financeiro do New York Times Landon Thomas Jr., que deixou o jornal após admitir ter solicitado recursos a Epstein para uma instituição de caridade pessoal. Também chama atenção a ausência, em seu círculo, de promotores federais, juízes ou autoridades policiais que pudessem ajudá-lo a escapar da Justiça.
No fim, Epstein foi preso, acusado de crimes sexuais graves e morreu na prisão enquanto aguardava julgamento. Sua associada, Ghislaine Maxwell, permanece encarcerada. Para Greene, no entanto, o acerto de contas está longe de ser completo: nenhum dos amigos ou associados homens de Epstein foi preso por seu comportamento.
— E agora o governo está dizendo que é hora de seguir em frente? Não ouço nenhuma das vítimas dizendo isso.
Dois navios da United States Navy colidiram nesta quarta-feira (11) durante uma operação de reabastecimento em águas próximas à América do Sul, segundo afirmou o The Wall Street Journal.
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O destróier USS Truxtun e o navio-tanque USNS Supply se chocaram enquanto realizavam transferência de combustível e suprimentos. Dois tripulantes sofreram ferimentos leves. A causa do acidente está sob investigação, e a localização exata não foi divulgada.
O USS Truxtun é um destróier da classe Arleigh Burke, um dos principais navios de guerra da Marinha americana. Entre suas características:
• Comprimento de cerca de 155 metros
• Deslocamento aproximado de 9.000 toneladas
• Sistema de combate Aegis, capaz de rastrear e interceptar mísseis
• Lançadores verticais para mísseis Tomahawk, antiaéreos e antissubmarino
• Capacidade para operar helicópteros militares
Projetado para defesa aérea, guerra antissubmarino e ataque de precisão, o destróier é considerado peça-chave na proteção de grupos de porta-aviões.
Já o USNS Supply é um navio de apoio logístico, essencial para manter a frota em operação por longos períodos sem necessidade de retorno a portos. Ele é classificado como navio de suporte rápido de combate e tem como funções principais:
• Transporte de combustível, munições e mantimentos
• Reabastecimento em movimento (replenishment at sea)
• Capacidade para atender simultaneamente múltiplas embarcações
Com mais de 230 metros de comprimento e deslocamento superior a 40 mil toneladas, o Supply funciona como “posto de abastecimento flutuante”, permitindo que navios de guerra permaneçam em missão por semanas ou meses.
A Polícia Montada Real Canadense (RCMP) da Colúmbia Britânica divulgou, nesta quinta-feira (12), os nomes e as fotografias de seis das oito vítimas do ataque ocorrido na Escola Secundária de Tumbler Ridge, no Canadá. Segundo as autoridades, a medida busca apoiar o processo de luto das famílias e permitir que a comunidade preste homenagens de forma respeitosa.
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Entre os mortos estão cinco estudantes, com idades entre 11 e 13 anos, e uma professora. Também morreram dois familiares da autora do ataque, que foi encontrada morta após o crime. De acordo com a investigação, antes de ir à escola, a jovem matou a mãe e o meio-irmão, de 11 anos, na residência da família. Ao todo, oito pessoas perderam a vida e cerca de 25 ficaram feridas, duas delas em estado grave.
Vítimas identificadas
Na escola, foram identificados Abel Mwansa, de 12 anos; Ezequiel Schofield, de 13; Kylie Smith, de 12; Zoey Benoit, de 12; Ticaria Lampert, de 12; e a professora Shannda Aviugana-Durand, de 39 anos. Na residência da família, morreram Emmett Jacobs, de 11 anos, e Jennifer Jacobs, de 39.
Vítimas do ataque no Canadá
Divulgação/Polícia Montada Real Canadense (RCMP) da Colúmbia Britânica
O comissário adjunto Dwayne McDonald, comandante da RCMP na província, afirmou que a corporação seguirá oferecendo apoio às famílias. “Expressamos nossas sinceras condolências às famílias e à comunidade de Tumbler Ridge. Continuaremos a apoiar as famílias, respeitar seus desejos e caminhar ao lado da comunidade neste momento de profunda tristeza”, declarou.
Centenas de moradores se reuniram na praça central da cidade para uma vigília, onde depositaram velas, flores e bichos de pelúcia em memória das vítimas. O prefeito Darryl Krakowka ressaltou a necessidade de união diante da tragédia e afirmou que a cidade permanecerá ao lado das famílias afetadas.
As autoridades informaram ainda que a atiradora estava fora da escola havia cerca de quatro anos e já havia sido atendida pela polícia em diferentes ocasiões relacionadas a questões de saúde mental. A investigação sobre as circunstâncias e motivações do ataque continua em andamento.
Caminhar por horas na neve espessa, em um pico sérvio varrido pelo vento, vestindo apenas botas, shorts e carregando uma mochila, pode soar como o início de uma história angustiante de sobrevivência. Para Vladimir Stevanovic, no entanto, trata-se apenas de um passeio relaxante.
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Nos últimos 15 anos, Stevanovic tem percorrido encostas geladas, meditado sob neve profunda e mergulhado em lagos congelados como parte de uma rotina que, segundo ele, proporciona benefícios à saúde e maior clareza mental.
“Você se entrega a esse frio porque sabe que ele não vai te machucar”, afirmou o homem de 41 anos à AFP, em um de seus locais preferidos para nadar: um lago congelado aos pés de Besna Kobila, no extremo sul da Sérvia.
Até agora, segundo relata, seu desafio mais extremo foi suportar -10°C durante sete horas, usando apenas botas de caminhada e shorts de corrida, permanecendo sem roupa da cintura para cima.
Ele diz ainda conseguir flutuar em água gelada por até 15 minutos.
O arqueólogo sérvio Vladimir Stevanovic, conhecido nas redes sociais como “Homem de Gelo da Sérvia”, medita na neve espessa da montanha Besna Kobila, no extremo sul da Sérvia, perto da cidade de Vranje
OLIVER BUNIC / AFP
‘Paz interior’
Suas façanhas em condições climáticas extremas lhe renderam notoriedade nas redes sociais, onde reúne milhares de seguidores sob o apelido de “Homem de Gelo da Sérvia” no Instagram.
Ele garante, porém, que não realiza essas práticas para bater recordes ou conquistar seguidores.
“Meu objetivo, ao entrar na água, é alcançar um estado de meditação, de paz interior.”
Nos últimos anos, a chamada “terapia de exposição ao frio” — que inclui banhos de gelo e natação em lagos congelados — ganhou popularidade em diversas partes do mundo. Um de seus principais defensores é o holandês Wim Hof, que construiu sua carreira promovendo os supostos benefícios dessas práticas para a saúde.
Embora algumas evidências sustentem parte dessas alegações, ainda não há consenso científico claro sobre o tema. Médicos também alertam para os riscos de práticas mais extremas, especialmente pelo potencial de desencadear problemas de saúde preexistentes.
Para Stevanovic, embora a inspiração inicial tenha vindo das práticas espirituais dos monges tibetanos, o principal atrativo dos mergulhos em águas geladas é menos místico: o impacto intenso do “frio extremo”.
“Isso nos ajuda a não pensar em mais nada.”
“Isso é muito bom para lidar com o estresse.”
‘Um pouco estranho’
Para os curiosos que desejam experimentar, o caminhante adepto de pouca roupa — que também é arqueólogo e praticante dedicado de artes marciais — faz um alerta: não se deve entrar diretamente na água gelada sem preparação.
“Quando você joga água fria em si mesmo, é muito desagradável no primeiro ou segundo segundo, mas depois você relaxa bastante. E, conforme relaxa, isso deixa de incomodar.”
Com uma sede por aventura que, segundo ele, o acompanha desde sempre, sua família e amigos não se surpreenderam com sua prática em condições de frio extremo.
Ainda assim, a reação de estranhos costuma ser diferente.
“Para mim, isso foi um processo natural; para todos os outros, foi um pouco estranho.”
Os Estados Unidos decidiram enviar o porta-aviões USS Gerald R. Ford — considerado o maior e mais moderno do mundo — para a região do Oriente Médio como reforço ao já presente grupo de ataque liderado pelo USS Abraham Lincoln, em meio ao aumento da pressão do governo norte-americano sobre o Irã nas negociações sobre seu programa nuclear. 
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Segundo relatos de autoridades citados pelo jornal The New York Times, a tripulação do Gerald R. Ford foi informada das novas ordens nesta quinta-feira, e o navio partirá do Mar do Caribe para se unir à presença militar dos EUA na região. A medida reforça a demonstração de força de Donald Trump enquanto negociações com Teerã ainda não produzem um acordo definitivo. 
O porta-aviões de propulsão nuclear, além de suas aeronaves, opera acompanhado por navios de escolta e reforça a estratégia de dissuasão americana no Golfo Pérsico. A presença ampliada deve manter dois porta-aviões e seus grupos de combate no teatro por um período prolongado — possivelmente até abril ou maio — conforme reportado por veículos internacionais.
O Gerald R. Ford já havia sido enviado anteriormente a outras áreas estratégicas, incluindo o Caribe, como parte de operações para pressionar governos na América Latina. A redistribuição para Oriente Médio indica uma mudança de foco diante de possíveis impasses nas conversas sobre o acordo nuclear com o Irã.

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