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Uma ex-integrante da seleção dos Estados Unidos de patinação artística foi morta a tiros na manhã de terça-feira em um drive-thru de uma unidade da Starbucks, em St. Louis, no estado do Missouri. A polícia afirma que o crime ocorreu durante um assalto à mão armada cometido por um homem com extensa ficha criminal, que já era procurado por outros dois roubos semelhantes dias antes.
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Gabrielle “Sam” Linehan, de 28 anos, estava dentro de seu carro em um bairro na parte leste da cidade por volta das 10h, quando Keith Lamon Brown, de 58 anos, teria se aproximado armado e anunciado o assalto, segundo declaração de causa provável obtida pela imprensa local. Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito usando um colete de alta visibilidade e capacete ao abordar o veículo. De acordo com a polícia, ele ordenou que a vítima levantasse as mãos antes de atirar.
Imagens de Keith Lamon Brown, de 58 anos
Reprodução: Departamento de Polícia de Saint Louis
Linehan, que atuava como treinadora de patinação em Webster Groves, na mesma região, foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A equipe de patinação artística sincronizada St. Louis Synergy, pela qual Sam havia competido, prestou homenagem à treinadora nas redes sociais.
“Sam Linehan era uma patinadora, treinadora, mentora e amiga querida, cujo impacto foi muito além do gelo. Uma líder dedicada, a técnica Sam dedicou tempo e coração a apoiar e desenvolver patinadores, ao mesmo tempo em que incutia os valores de disciplina, trabalho em equipe, integridade e resiliência”, escreveu o time no Instagram.
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“Essa perda é ao mesmo tempo repentina e profundamente devastadora para atletas, funcionários e toda a comunidade da patinação. O foco permanece em apoiar a família de Sam e garantir que os patinadores tenham o cuidado e os recursos necessários durante este momento incrivelmente difícil”, acrescentou a nota.
Linehan representou o St. Louis Synergy e a seleção americana da modalidade, conquistando a medalha de prata no Campeonato Americano de Patinação Artística de 2014, segundo a emissora KSDK. “Ela foi, de longe, uma das jovens mais naturalmente talentosas que já treinei”, afirmou a treinadora de longa data Ramona Peterson ao veículo. “Mas, além disso, era incrivelmente dedicada.”
Segundo as autoridades, Brown teria roubado diversos cartões bancários e a carteira de motorista de Linehan antes de fugir a pé. Ele foi preso na madrugada de quarta-feira e acusado de homicídio em primeiro grau, três acusações de roubo em primeiro grau, quatro de ação criminosa armada e uma de porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com a emissora Fox 2 Now, o suspeito já era procurado por dois roubos à mão armada ocorridos dias antes do assassinato e possui antecedentes criminais que remontam à década de 1980.
Em 6 de fevereiro, usando o mesmo colete de alta visibilidade e capacete, Brown teria abordado um veículo no drive-thru de uma unidade de um restaurante fast food, onde apontou uma arma para o motorista antes de roubar sua bolsa, uma pistola 9 mm e o celular da filha do condutor, segundo registros judiciais. Dois dias depois, ele teria atacado novamente em uma loja das proximidades, exigindo dinheiro de uma caixa.
A polícia informou que o atirador disparou ao menos três tiros em cada um dos três assaltos. No momento da prisão, os agentes apreenderam itens roubados no primeiro e no terceiro crimes, além do colete fluorescente, do capacete e de substâncias suspeitas de serem entorpecentes. Brown está detido sem direito a fiança no Centro de Justiça da cidade de St. Louis.
A Câmara Federal de Cassação manteve hoje as restrições para que a ex-presidente Cristina Kirchner cumpra sua condenação em sua casa. O tribunal rejeitou o pedido da defesa da presidente do PJ para retirar a tornozeleira eletrônica, ampliar o horário de uso do terraço e aumentar o número de visitas simultâneas.
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A decisão foi tomada pelos juízes da Sala IV da Câmara Federal de Cassação Penal que, por maioria, confirmaram o que havia sido determinado pelo tribunal oral que condenou a ex-presidente a seis anos de prisão.
A medida foi adotada pelos juízes Gustavo Hornos e Diego Barroetaveña, enquanto Mariano Borinsky votou em dissidência. Assim, Borinsky se manifestou a favor de flexibilizar as medidas e acolher o recurso apresentado pela defesa da ex-presidente.
A maioria do tribunal sustentou que as restrições impostas às visitas, ao uso do terraço e ao monitoramento eletrônico estão dentro das faculdades de controle previstas em lei e não implicam um “agravamento ilegítimo da pena”, como alegava a defesa.
Foi confirmado, assim, o regime que exige autorização judicial prévia, individual e fundamentada para a entrada de pessoas que não integrem o núcleo familiar imediato ou a equipe profissional indispensável, com limite de até três pessoas por encontro, duas vezes por semana e por um período máximo de duas horas.
Decidiu-se impor esse limite porque, em 17 de novembro de 2025, Cristina Kirchner recebeu um grupo de nove economistas em sua casa e publicou a imagem do encontro na rede social X. Embora os economistas tivessem sido autorizados individualmente a entrar, o tribunal oral entendeu que não havia sido informado que se tratava de um encontro coletivo e simultâneo.
A divulgação pública desse evento foi considerada pela maioria dos juízes da Cassação como uma circunstância que extrapolou o regime autorizado e justificou a necessidade de especificar e reforçar as condições de controle.
Em seu voto, o juiz Hornos desenvolveu um enquadramento conceitual amplo sobre a natureza da prisão domiciliar. Assinalou que se trata de uma modalidade excepcional de cumprimento de pena privativa de liberdade e não de uma situação equiparável à liberdade plena. Destacou que a pena cumpre não apenas uma função de ressocialização, mas também uma função institucional e expressiva, na medida em que reafirma perante a sociedade a vigência da norma violada, especialmente em casos de corrupção de grave impacto institucional. Nesse sentido, afirmou que o cumprimento efetivo e controlado da condenação constitui uma mensagem pública que não deve ser diluída por flexibilizações infundadas.
A defesa reclamou de pressões midiáticas para a manutenção do regime da condenação, mas os juízes rejeitaram esse argumento. Hornos afirmou que não foi comprovada qualquer afetação da independência judicial e sustentou que ela não pode ficar sujeita a especulações ou conjecturas sem provas. Assinalou que “a mera existência de debate público ou cobertura jornalística não implica, por si só, ingerência indevida sobre a decisão judicial”. Destacou que, em um sistema republicano, o controle cidadão sobre as decisões judiciais faz parte do funcionamento democrático, na medida em que a sociedade se informa e avalia o desempenho institucional a partir de decisões devidamente fundamentadas e proferidas conforme o direito.
Em relação ao sistema de autorizações, a maioria considerou que exigir pedidos prévios, individuais e fundamentados para determinadas visitas não configura uma sanção adicional, mas sim uma ferramenta organizacional razoável para evitar a descaracterização do regime domiciliar. Também descartou a existência de violação ao princípio da igualdade, ao sustentar que as diretrizes fixadas respondem a circunstâncias concretas do caso e não implicam tratamento discriminatório nem privilégios.
O uso da tornozeleira
Quanto à tornozeleira eletrônica, o tribunal reafirmou que seu uso é a regra nos casos de prisão domiciliar após a reforma introduzida pela lei 27.375 e indicou que a ausência de incidentes não torna a medida desnecessária, mas confirma sua eficácia preventiva.
Além disso, esclareceu que a custódia policial permanente da ex-presidente, em razão de sua condição institucional, não substitui o controle judicial exercido pelo sistema de monitoramento eletrônico, uma vez que ambos têm finalidades distintas.
Em dissidência, o juiz Borinsky propôs acolher o recurso e flexibilizar integralmente o regime. Sua posição implicava a retirada da tornozeleira eletrônica, a ampliação do uso do terraço e a eliminação da exigência de autorização judicial prévia para as visitas.
Em seu voto, considerou que o regime de autorizações individuais era excessivamente restritivo e que exigir intervenção judicial prévia para cada visita poderia gerar uma situação mais gravosa do que o regime intramuros, no qual as visitas ocorrem sob regras estabelecidas, sem necessidade de autorização judicial específica para cada encontro.
O Ministério Público do Peru iniciou, nesta sexta-feira, uma investigação preliminar pelo suposto “crime de tráfico de influências agravado” contra o presidente interino José Jerí, que teria interferido na contratação irregular de nove mulheres em seu governo, informou à AFP o MP. A apuração é a segunda iniciada pelo MP contra o governante e ocorre enquanto o Congresso recolhe assinaturas para debater uma moção de destituição por “conduta funcional imprópria e falta de idoneidade” para exercer o cargo.
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“A Procuradoria-Geral da Nação iniciou investigação preliminar contra o presidente José Jerí pelo suposto crime de tráfico de influências agravado, em prejuízo do Estado peruano”, indicaram à AFP fontes do Ministério Público.
O presidente peruano, que até o momento não se manifestou sobre esta investigação, será interrogado pelo procurador-geral Tomás Gálvez “em 2 de março às 14h30 [horário local]”, segundo o documento do caso divulgado pela imprensa peruana, ao qual a AFP teve acesso.
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A investigação tem como objetivo determinar “se o mandatário exerceu influências indevidas nessas nomeações”. As contratações foram realizadas entre outubro e janeiro, segundo o MP. O caso veio à tona depois que o programa jornalístico de televisão Cuarto Poder informou que cinco jovens foram contratadas no gabinete presidencial e no Ministério do Meio Ambiente após visitarem Jerí entre outubro e novembro.
A Presidência peruana qualificou há uma semana como “uso mal-intencionado e tendencioso” a informação divulgada. Denunciou ainda que as investigações jornalísticas atentam contra “a dignidade e o bom nome” das trabalhadoras envolvidas.
Esta nova investigação contra Jerí é a segunda aberta pela Procuradoria, que em janeiro iniciou uma pelo suposto crime de “patrocínio ilegal de interesses”, após uma reunião sigilosa do presidente com um empresário chinês que faz negócios com o governo. O Peru realizará eleições gerais em abril. O país vive uma longa crise política e teve sete presidentes desde 2016.
Uma avalanche matou dois esquiadores britânicos e um francês na estação de esqui de luxo de Val d’Isère, nos Alpes Franceses, em meio a um alerta máximo para risco de deslizamentos na região. O acidente ocorreu em uma área fora das pistas das encostas do local.
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Segundo as autoridades, uma das vítimas foi atingida pela avalanche em um ponto mais alto da montanha. As outras duas faziam parte de um grupo de cinco pessoas — incluindo um guia profissional — em uma área mais baixa da face da montanha e não viram a avalanche se aproximar. O escritório de turismo da estação confirmou que todos estavam com equipamentos de segurança.
O promotor público de Albertville, Benoît Bachelet, informou que foi aberta uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias do caso. Ele acrescentou que os testes de álcool e drogas realizados no instrutor, que não se feriu, tiveram resultado negativo.
O escritório de turismo de Val d’Isère ofereceu suas “sinceras condolências aos familiares e amigos das vítimas” e recomendou que os esquiadores “permaneçam em áreas seguras e demarcadas” da estação. Em publicação na rede social X, as autoridades também alertaram contra “atividades fora das pistas, turismo com esquis e caminhadas na neve” e convidaram os amantes da montanha a “obedecer à risca as instruções dadas por profissionais do local”.
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A tragédia ocorreu após um dia de alerta máximo para avalanches que levou ao fechamento parcial ou total de diversas estações de esqui nos Alpes. O serviço meteorológico nacional Météo-France havia colocado a área em alerta vermelho para risco de avalanche na quinta-feira. De acordo com o órgão, a tempestade Nils levou até 100 centímetros de neve aos Alpes Franceses. Entre as estações afetadas estão La Plagne, Les Arcs, Peisey-Vallandry e La Grave, que suspenderam atividades devido à forte nevasca. Em La Plagne, onde mais de 1,6 metro de neve caiu, toda a área de esqui foi fechada na quinta-feira.
Em Tignes, o prefeito Jean Revial adotou a medida rara de determinar que moradores e turistas permanecessem em casa das 23h às 6h, enquanto o departamento de Savoie estava sob alerta vermelho para avalanches. A estação, que está com 78% de ocupação e recebe cerca de 20 mil visitantes no auge das férias escolares, também restringiu a circulação de pedestres entre algumas vilas.
As encostas de Val Thorens também foram fechadas após as autoridades emitirem alerta máximo de nível 5 — o mais alto da escala — para o fim de semana. Moradores relatam que canhões de avalanche vêm sendo acionados para tentar evitar novas tragédias. O mesmo nível de alerta foi estabelecido em Bonneval-sur-Arc.
Especialistas classificaram a situação como “excepcional”, com “numerosos deslizamentos de grande escala e alta sensibilidade”. Segundo meteorologistas, as encostas estão tão instáveis que até mesmo um único esquiador pode desencadear uma avalanche.
Neste inverno, ao menos 25 pessoas morreram em avalanches na França. Entre os casos recentes, um homem de 38 anos morreu em Saint-Agnès, perto de Grenoble, e outro, na faixa dos 30 anos, foi esmagado em Montgenèvre enquanto esquiava fora de pista. No mês passado, um esquiador britânico na casa dos 50 anos morreu após ser encontrado soterrado sob cerca de 2,4 metros de neve em La Plagne. Em um incidente separado, outro esquiador também foi encontrado morto após avalanche em Courchevel.
Na Europa, o número de mortos por avalanches nesta temporada já ultrapassa 60 e pode continuar aumentando, segundo autoridades locais. O alerta de nível 5/5 — raramente emitido — indica condições extremas e potencialmente fatais nas montanhas dos Alpes.
Um homem armado com uma faca ficou ferido ao ser baleado após ameaçar um policial perto do Arco do Triunfo, em Paris, França, nesta sexta-feira (13). Segundo informações iniciais, ele foi ferido por vários disparos por um dos agentes, disse uma fonte da polícia local à AFP.
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O caso aconteceu por volta das 18h, no horário local. O homem foi detido e levado ao hospital em estado grave, de acordo com a agência.
“O suspeito foi detido pelos serviços de emergência e transferido para o hospital em estado crítico”, informou a prefeitura de polícia de Paris à Reuters.
Os agentes estavam no monumento, que é ponto turístico, para a cerimônia de reacendimento da chama no túmulo do soldado desconhecido. O Arco do Triunfo fica próximo da Champs-Élysées.
Um policial sofreu um ferimento leve ao ser atacado pelo suspeito e ser atingido pela faca. Logo em seguida, ao menos um agente reagiu atirando, confirmou a polícia à AFP.
De acordo com o jornal francês Le Figaro, o homem teria gritado: “Não deveriam ter matado nossas mulheres e crianças, veremos quem triunfará sob o Arco do Triunfo”. Os motivos da ação e a identidade do suspeito seguem desconhecidos.
O homem, morador de um subúrbio ao norte de Paris, estava no radar das autoridades, afirmou à AFP uma fonte próxima ao caso que pediu para manter o anonimato.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) anunciou que assumiria a investigação.
Matéria em atualização.
O governo argentino anunciou nesta sexta-feira que denunciou por “terrorismo” ao menos 17 pessoas após os confrontos ocorridos nesta semana entre a polícia e manifestantes durante um ato contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. A medida foi comunicada nas redes sociais pelo chefe de Gabinete, Manuel Adorni, enquanto o Ministério da Segurança divulgou as identidades dos acusados e determinou suas prisões.
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“Atacar o Congresso da Nação e agredir as forças de segurança é um crime grave contra a ordem constitucional”, escreveu Adorni no X, acrescentando: “O governo nacional denunciou por terrorismo os responsáveis pelos ataques”.
Na quarta-feira, milhares de pessoas convocadas pela principal central sindical do país, a CGT, se manifestaram pacificamente em frente ao Congresso em rejeição ao projeto de lei que estende a jornada de trabalho para 12 horas, reduz indenizações, permite pagamentos em espécie e limita o direito de greve, entre outras mudanças propostas pelo governo e consideradas “regressivas” pelos sindicatos.
Um grupo isolado, porém, se posicionou atrás de uma barricada improvisada, a poucos metros da barreira policial, e lancou projéteis e coquetéis molotov contra os agentes.
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Após esses incidentes, a polícia avançou sobre os manifestantes com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha para esvaziar completamente a praça, em meio a pânico e correria. Mais de 20 pessoas foram detidas, a maioria liberada no dia seguinte. Algumas prisões ocorreram enquanto os manifestantes deixavam o local, a mais de dez quadras da Praça do Congresso. A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, afirmou que os episódios ultrapassaram o âmbito de uma manifestação tradicional e caracterizaram uma ação organizada.
— Pessoas com galões de gasolina e bombas molotov na mochila, parafusos para lançar com estilingue, mastros de bandeira transformados em lanças. Como se chama isso? Isso é violência extrema com a intenção de desestabilizar — disse Alejandra à rádio Mitre. — Vamos denunciar por terrorismo, porque uma bomba molotov é uma bomba. É uma arma, com toda a intenção de gerar não apenas morte, mas caos.
Na Argentina, a Lei Antiterrorista (nº 26.734) prevê penas agravadas para quem cometer crimes com o objetivo de semear terror na população ou obrigar autoridades públicas a tomar decisões. A classificação como terrorismo implica investigação federal, detenções sem libertação imediata e penas mais severas, marcando uma mudança drástica em relação à tipificação habitual desses crimes como simples danos ou atentados contra a autoridade.
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Alejandra confirmou que já há 17 pessoas identificadas, acrescentando que o processo inclui análise de imagens captadas por câmeras das forças federais, da Cidade e por transmissões da imprensa. Ela mencionou o uso do Sistema Luna, que permite comparar rostos com bases de dados policiais, e do sistema Jessie, empregado para análise de antecedentes e registros biométricos. Disse, ainda, que o governo continuará identificando os envolvidos.
— Há pessoas de 20 anos e outras com mais de 60; a maioria é da província de Buenos Aires e alguns são da Cidade de Buenos Aires, Tucumán e Salta — disse, acrescentando que nem todos têm antecedentes criminais, mas que há casos com histórico delituoso extenso, além da possível vinculação de envolvidos a torcidas organizadas e grupos de esquerda ou anarquistas.
A ministra defendeu a atuação das forças de segurança e disse que os protocolos foram seguidos para evitar danos maiores. Segundo ela, a intenção inicial era “dispersar para desconcentrar o conflito que havia se concentrado em dois ou três pontos”. Ela também respondeu às críticas sobre a atuação dos agentes que protegiam as grades de contenção e rejeitou os rumores a respeito da presença de policiais infiltrados entre os manifestantes violentos.
— Cada grade pesa cem quilos, não é uma latinha. O esforço e a técnica para fixá-la são fundamentais, porque, se caírem, podem provocar um efeito dominó perigoso para todos — afirmou Alejandra. — Dizer que é um policial ou um ex-policial, não sei de onde tiram isso. É um disparate pensar que o governo geraria esse tipo de situação. Só faltaria dizerem que, a qualquer momento, eu mesma estava ali com o estilingue.
Ainda na noite de quarta-feira, já sem manifestantes em frente ao Congresso, o Senado aprovou o projeto de reforma trabalhista. A proposta deverá ser analisada pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas. (Com AFP)
A bandeira LGBTQIA+ voltou a ser hasteada, na última quinta-feira (12), no Memorial Nacional de Stonewall, no bairro de Greenwich Village, na cidade de Nova York, Estados Unidos. Símbolo dessa comunidade, ela havia sido retirada no início desta semana após um memorando do governo Donald Trump, datado de 21 de janeiro, do Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pelo monumento.
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Segundo o documento, é proibido no local emblemas que não sejam a bandeira dos Estados Unidos ou referentes ao Departamento do Interior, com poucas exceções. Na quinta, a bandeira arco-íris foi hasteada ao lado da nacional. Manifestantes a favor da recolocação do símbolo da comunidade LGBTQIA+ acompanharam o momento. Na última terça-feira (10), houve protesto no local devido à retirada, ocorrida no dia anterior.
— Vencemos. Nossa bandeira representa dignidade e direitos humanos — disse Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, após o hasteamento da bandeira, segundo o jornal espanhol El País. Autoridades municipais, do estado de Nova York e federais também estiveram presentes.
O monumento lembra os distúrbios que ocorreram em 1969, após uma operação policial no Stonewall Inn, um bar que reunia público gay, localizado no bairro de Greenwich Village. Os confrontos, que duraram seis dias, deram origem ao movimento moderno pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, que se estendeu mais tarde às pessoas transgênero e não-binárias.
Bandeira arco-íris da comunidade LGBTQ+ é novamente hasteada em Stonewall, na cidade de Nova York, EUA
Timothy A. Clary / AFP
Com a retirada da bandeira arco-íris nesta semana, manifestantes que se reuniram em um parque localizado em frente ao monumento denunciaram a medida como “um tapa na cara” da comunidade.
Uma das manifestantes presentes na quinta-feira era Nichole Mallete, que disse à agência Reuters:
— Então [Trump] quer tirar nossa bandeira. Que tire. Temos mais um milhão para hastear — afirmou. — A comunidade LGBTQ+ não se deixará intimidar.
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O memorando emitido pelo atual governo visava “fornecer orientações sobre políticas e procedimentos para a exibição e o hasteamento de bandeiras e estandartes” em locais administrados pelo Serviço Nacional de Parques, destaca o El País. Assim, só poderiam estar no mastro a bandeira dos Estados Unidos; do Departamento do Interior; e, em alguns casos, bandeiras históricas ou que representassem tribos indígenas americanas.
Bandeira arco-íris da comunidade LGBTQ+ é novamente hasteada em Stonewall, na cidade de Nova York, EUA
AFP
O Departamento do Interior do governo Trump, que tem o Serviço Nacional de Parques sob seu guarda-chuva, classificou o novo hasteamento como uma “manobra política”, destacou o El País citando o pronunciamento de um porta-voz do governo:
— Este evento encenado demonstra o quão incompetentes e desconectados da realidade os funcionários da cidade de Nova York estão em relação aos problemas que a cidade enfrenta — disse o representante.
Houve resposta questionando e confrontando a decisão de Trump. Na quarta-feira, uma resolução que insta o Congresso a proteger a história LGBTQ+ em Stonewall foi aprovada pelo Conselho Municipal de Nova York.
— Esses ataques à história LGBTQ+ são uma distração dos verdadeiros inimigos que enfrentamos, que são Donald Trump e o governo fascista de direita — disse o vereador democrata Chi Ossé, autor da resolução, ao jornal The Advocate. A resolução ainda precisa ser votada pelo Conselho Municipal em plenário.
Trump costuma criticar as pessoas trans e o que chamou de “extremismo ideológico de gênero” durante sua campanha eleitoral. Dias após retornar ao cargo, ele assinou um decreto que declarava apenas dois gêneros oficiais nos Estados Unidos: masculino e feminino. Um mês depois, o Serviço Nacional de Parques apagou as referências às pessoas trans e queer do site do monumento. Mas o entorno do local ainda estava enfeitado com bandeiras LGBTQIA+.
*O Globo com AFP, El País e Reuters.
A Alta Corte do Reino Unido decidiu nesta sexta-feira que foi ilegal a decisão do governo britânico de classificar a Palestine Action como organização terrorista no verão passado. A sentença representa um revés significativo para o Executivo e uma vitória para defensores das liberdades civis, que acusavam o governo de extrapolar seus poderes ao enquadrar um movimento de protesto nas leis antiterrorismo.
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Segundo informações divulgadas pela CNN, o tribunal concluiu que a então ministra do Interior, Yvette Cooper, agiu de forma desproporcional ao proscrever o grupo. A juíza Victoria Sharp afirmou, no entanto, que a proibição permanece em vigor até que seja analisado o recurso já anunciado pelo governo.
A ação judicial foi movida por Huda Ammori, cofundadora da organização, que contestou a legalidade da medida com base nas leis antiterrorismo britânicas. Advogados da ativista argumentaram, durante três dias de revisão judicial em dezembro, que o banimento representou “uma escalada extraordinária e ilegal contra a dissidência política”.
A decisão ocorre após uma ampla campanha de desobediência civil não violenta, considerada uma das maiores do tipo no país nos últimos anos. Desde julho, 2.787 pessoas, muitas delas aposentadas ou idosas, foram presas em manifestações realizadas em diversas cidades do Reino Unido.
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Segundo o grupo Defend Our Juries, responsável por organizar parte dos atos, a maioria das detenções ocorreu porque manifestantes exibiam cartazes com a frase: “Eu me oponho ao genocídio, eu apoio a Palestine Action”.
Uma manifestante segura um cartaz que diz ‘Eu me oponho ao genocídio, eu apoio a Palestine Action’ do lado de fora do Supremo Tribunal do Reino Unido, em Londres, em 13 de fevereiro de 2026
BEN STANSALL / AFP
Para os organizadores, o enquadramento desses protestos como apoio a uma organização terrorista evidenciou o que classificam como uso excessivo da legislação de segurança nacional.
Um porta-voz do Defend Our Juries pediu reunião com a ministra do Interior e com o chefe da Polícia Metropolitana de Londres, solicitando que as autoridades “corrijam os erros da proibição”, inclusive no que diz respeito ao tratamento e às acusações impostas aos manifestantes presos sob a proscrição.
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A Polícia Metropolitana reconheceu que o anúncio do recurso pode gerar “confusão” entre a população. A corporação informou que deixará de realizar prisões relacionadas a demonstrações públicas de apoio à Palestine Action, mas continuará a coletar provas enquanto o caso segue em disputa judicial.
Do lado de fora da Alta Corte, em Londres, apoiadores reagiram à decisão com aplausos e gritos de “Free, free Palestine”. Alguns se emocionaram ao acompanhar a leitura da sentença. Para os manifestantes, a decisão judicial reforça o entendimento de que a classificação de protestos como terrorismo ameaça direitos fundamentais.
Entre os presentes estava Lisa Minerva Luxx, que defendeu que o governo abandone o recurso. Segundo Huda Ammori, com base em pedido feito via Lei de Acesso à Informação, o Ministério do Interior já gastou quase £ 700 mil (cerca de R$ 4,9 milhões) com o caso, valor que, para críticos da medida, não deveria continuar sendo destinado à disputa.
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Fundada em 2020 por Ammori e pelo ativista climático Richard Barnard, a Palestine Action é um grupo sediado no Reino Unido que busca interromper as atividades de fabricantes de armas ligados ao governo de Israel e à guerra na Faixa de Gaza. Sua primeira ação teve como alvo as operações britânicas da Elbit Systems, maior fabricante de armas de Israel. A organização declara como missão “encerrar a participação global no regime genocida e de apartheid de Israel”.
Desde então, o grupo realizou ocupações, bloqueios e atos de vandalismo contra empresas do setor de defesa, incluindo a fabricante franco-israelense de drones UAV Tactical Systems e a gigante italiana Leonardo. Também danificou um retrato do ex-chanceler britânico Arthur Balfour no Trinity College, Cambridge e retirou bustos do primeiro presidente de Israel, Chaim Weizmann, da University of Manchester.
O episódio que levou à proibição ocorreu no fim de junho de 2025, quando ativistas invadiram a base aérea RAF Brize Norton e vandalizaram dois aviões-tanque Airbus Voyager com tinta e pés de cabra. Dias depois, o Ministério do Interior incluiu a Palestine Action na lista de organizações terroristas, equiparando-a a grupos como al Qaeda e ISIS, decisão que gerou críticas de especialistas das Nações Unidas, entidades de direitos humanos e parlamentares.
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Advogados do governo sustentaram que a medida era necessária para proteger a segurança nacional. A sentença desta sexta-feira, porém, recoloca no centro do debate os limites do uso das leis antiterrorismo contra movimentos de protesto domésticos e a extensão do poder do Executivo para enquadrar ações políticas como ameaça terrorista.
O caso também se desenrola em meio a outros reveses para o governo relacionados ao tema. Recentemente, o Executivo decidiu não conceder à Elbit Systems UK um contrato de £2 bilhões com o Ministério da Defesa, e ativistas acusados de invadir uma fábrica da empresa em Bristol foram absolvidos neste mês.
Com o recurso anunciado, a disputa judicial deve se estender. Até lá, a proibição da Palestine Action segue formalmente válida, mas sob o peso de uma decisão que questiona a legalidade da estratégia adotada pelo governo britânico para lidar com protestos ligados à guerra em Gaza.
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira(13) duas licenças gerais que permitem a cinco empresas petrolíferas multinacionais retomarem as operações na Venezuela sem sanções. As cinco beneficiárias são a Chevron, com sede nos EUA, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.
“Todas as transações” dessas empresas relacionadas ao setor petrolífero venezuelano estão autorizadas, assim como contratos para “novos investimentos no setor de petróleo e gás” para todas as empresas interessadas em fazer negócios no país sul-americano, diz o comunicado.
Após uma operação militar do governo americano ter retirado do governo, capturado e levado para uma prisão nos EUA o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o governo Trump tem atuado próximo à presidente interina Delcy Rodríguez.
(Reportagem em atualização)
Portugal passa por semanas de instabilidade climática, com chuvas persistentes, deslizamentos de terra, crateras em vias públicas e pelo menos 16 mortes desde o fim de janeiro. Tempestades atingiram sobretudo as regiões Centro e Sul, deixando milhares de desalojados, cidades parcialmente isoladas e críticas à atuação do governo diante da crise.

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