Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e divulgado nesta quinta-feira (23), apontou falhas de comunicação que contribuíram para o acidente envolvendo um caminhão dos bombeiros e um avião da Air Canada no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, no último dia 22 de março. A colisão deixou dois mortos, pilotos da companhia. Segundo o documento obtido pelo jornal The New York Times, se os caminhões que cruzavam a pista usassem transponders, um sistema de alerta automático avisaria o controlador de tráfego que os veículos estavam em rota de colisão.
Berço do jazz: Ex-policial é preso por planejar atentado a tiros em festival de Nova Orleans
Em tribunal: Imagem de família equatoriana separada por agentes do ICE em Nova York vence o World Press Photo 2026
Os investigadores apontaram ainda que o controlador de tráfego aéreo, que permitiu que o caminhão cruzasse a pista, estava gerenciando simultaneamente aviões e veículos terrestres no momento da batida. Os bombeiros que dirigiam o caminhão que liderava o comboio para atender outra aeronave não entenderam imediatamente que as instruções transmitidas pelo rádio da torre de controle eram dirigidas a eles. A mensagem pedia para que eles parassem de circular.
Em maio de 2025, quase um ano antes do acidente, a Administração Federal de Aviação (FAA) recomendou formalmente que os aeroportos equipassem os veículos de emergência, como o caminhão de bombeiros, com transponders para evitar situações de colisão.
“O sistema não conseguiu identificar individualmente cada um dos sete veículos de resposta nem determinar com precisão suas posições ou trajetórias. Como resultado, o sistema não conseguiu correlacionar a trajetória do avião com a trajetória do Caminhão 1. Assim, o sistema não previu uma possível colisão com o avião que estava pousando”, diz um trecho do relatório.
Kathryn Garcia, diretora executiva da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra três aeroportos de Nova York, incluindo o LaGuardia, afirmou a jornalistas que ainda não fez nenhuma alteração dos equipamentos e que aguarda o relatório citado.
O documento de 15 páginas ainda é preliminar, segundo o jornal, e a investigação ainda pretende divulgar informações conclusivas sobre as causas do acidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que seu país não sente nenhuma pressão para encerrar a guerra com o Irã, mas advertiu que “o relógio está correndo” para Teerã diante da chegada de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio. O USS George H.W. Bush “navegou pelo Oceano Índico” também nesta quinta, segundo o Exército dos EUA.
“Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não. O relógio está correndo”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, acrescentando que o Exército iraniano foi destruído e que seus líderes estão mortos.
Em um momento em que não há perspectivas de retomar as negociações com a mediação do Paquistão, a agência estatal Irna afirmou que “foram ouvidos disparos da defesa antiaérea” no oeste de Teerã. A agência Mehr indicou que os sistemas foram ativados contra “alvos hostis”. A imprensa iraniana, por um lado, relatou as explosões, mas uma autoridade da Defesa israelense assegurou à AFP que o Exército de seu país não atacou a República Islâmica.
A fragilidade do cessar-fogo já havia ficado evidente nesta quinta-feira antes do relato das explosões, quando o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que seu país está “preparado para retomar a guerra contra o Irã” e espera sinal verde de Washington para “levar o Irã de volta à Idade da Pedra”.
Mais cedo, Trump ordenou à Marinha dos Estados Unidos que destrua qualquer embarcação que coloque minas nas águas do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo e gás e que se tornou um elemento central do conflito. O anúncio de Trump ocorreu logo depois que as forças americanas afirmaram ter abordado um navio no Oceano Índico que transportava petróleo iraniano, e de que uma alta autoridade iraniana disse que o país recebeu suas primeiras receitas provenientes das tarifas impostas unilateralmente em Ormuz.
“O bloqueio é hermético e firme e, a partir de agora, a situação só vai piorar. Não hesitaremos”, assegurou o republicano.
O Paquistão organizou um primeiro ciclo de negociações em 11 de abril entre Estados Unidos e Irã, e as conversas deveriam ser retomadas no início da semana, mas o encontro nunca se concretizou, apesar da iminente expiração do cessar-fogo que Trump decidiu prolongar unilateralmente.
O Papa León XIV defendeu nesta quinta-feira (23) a decisão de manter relações diplomáticas mesmo com “dirigentes autoritários”, ao regressar de uma viagem pela África na qual foi recebido por autocratas no poder há décadas.
Acusações: Cruzada contra Papa Leão XIV pode custar caro a Trump
Análise: Por que o Papa Leão XIV se tornou um adversário difícil para Trump
A Santa Sé “continua, às vezes à custa de grandes sacrifícios, mantendo relações diplomáticas em todo o mundo”, explicou o papa norte-americano durante uma coletiva de imprensa a bordo do avião de volta a Roma desde a Guiné Equatorial.
— E às vezes temos relações diplomáticas com países que têm dirigentes autoritários — reconheceu o sumo Pontífice, ao ser questionado sobre o risco de que sua visita fosse instrumentalizada para legitimar o poder estabelecido.
— Nem sempre fazemos grandes declarações, criticando, julgando ou condenando, mas há um enorme trabalho que é feito nos bastidores para promover a justiça, causas humanitárias (ou libertar presos políticos) — acrescentou.
— É importante para nós buscar a melhor maneira de tentar ajudar as pessoas de qualquer país — ressaltou.
Durante sua viagem de 11 dias por quatro países da África, o papa foi recebido por Paul Biya, de 93 anos, no poder em Camarões desde 1982, e por Teodoro Obiang Nguema, de 83 anos, que governa a Guiné Equatorial com mão de ferro desde 1979 — ambos criticados por seu autoritarismo.
A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 Estados, dos quais aproximadamente metade está representada por uma embaixada em Roma.
Durante a viagem do Papa à África, quem acabou se colocando no centro de debates foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com falas incisivas e tom, por vezes, ameaçador, quando Leão XIV seguia em forte oposição à guerra iniciada pelos EUA e por Israel contra o Irã.
Trump declarou, no último dia 12, que não era um “grande seguidor do Papa Leão XIV”, acusando-o de “brincar com um país (Irã) que quer uma arma nuclear”. O mandatário republicano classificou posteriormente o Papa de “fraco” e “terrível para a política externa”. Na dia 16, afirmou que “não estava brigando” com Leão XIV, mas continuou a criticar o Papa, dizendo a repórteres que tinha “o direito de discordar” do líder da Igreja Católica. Já o Pontífice chegou a dizer que não tem “nenhum medo” do governo Trump e que planejava continuar se manifestando contra a guerra.
Após chamar o Papa Leão XIV de “fraco”, Trump publicou em sua rede social uma imagem de si mesmo que o retrata como uma figura semelhante a Jesus. A ilustração, gerada por inteligência artificial, mostrava o presidente como um líder divino curando os doentes. Dada a repercussão negativa, a postagem foi apagada horas depois. O presidente disse que houve uma interpretação errada por parte das pessoas e que ele, na verdade, estaria representado como médico, isto mesmo com roupas que se assemelham a uma túnica, parencendo descendo dos céus e com luz emitida através das mãos. A imagem foi usada como piada em um vídeo, também produzido a partir de IA, pelo Irã. O país persa tem usado as redes sociais durante a guerra para debochar dos Estados Unidos e de Israel e para exaltar vitória diante das conquistas.
Um ex-policial suspeito de planejar um ataque a tiros em Nova Orleans, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, foi preso na noite desta quarta-feira (22) em um hotel na cidade de Destin, na Flórida, segundo a emissora americana CNN. A detenção ocorreu após órgãos de segurança identificarem informações que sugeririam que ele planejava executar o massacre em um festival de Nova Orleans, provavelmente o New Orleans Jazz & Heritage Festival, conhecido como Jazz Fest, que começa nesta quinta (23) e vai até o dia 3 de maio.
‘Sem precedentes’: Governo argentino barra jornalistas na Casa Rosada por suspeita de ‘espionagem ilegal’
Veja também: Cruzeiro encontra cinco corpos no Mediterrâneo após avistar coletes salva-vidas na costa da Espanha
Identificado como Christopher Gillum, ele mora na cidade de Chapel Hill, Carolina do Norte, onde trabalhou como policial entre 2004 e 2019. De acordo com a polícia local, um alerta inicial informou que a família do suspeito indicou que Gillum possuía uma pistola Glock e havia expressado interesse em ferir pessoas negras, de acordo com um agente da lei. Ele foi preso na posse da pistola e 200 cartuchos de munição.
— As autoridades obtiveram informações de que Gillum planejava viajar para um festival em Nova Orleans para realizar um massacre e depois cometer suicídio — informou o chefa da polícia de Okaloosa.
Christopher Gillum foi detido por planejar atentado em Nova Orleans
Reprodução / Instagram / @okaloosasheriff
A operação que levou à captura contou com a atuação coordenada de diferentes agências de segurança dos Estados Unidos e localizou o homem por câmeras de segurança, antes de ele viajar para Nova Orleans. A Polícia Estadual da Louisiana informou ainda que investiga o caso junto com o FBI e afirmou que não compartilhará mais detalhes “para não comprometer a investigação”, mas garantiu que não há ameaças diretas conhecidas a nenhum festival na Louisiana.
Segundo as autoridades, o homem permanece sob custódia e deverá ser transferido para a Louisiana, onde responderá às acusações relacionadas às ameaças classificadas como terroristas. As investigações continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do suposto plano e verificar se há outros envolvidos.
Armamento e munição encontrado com Christopher Gillum
Reprodução / Instagram / @okaloosasheriff
A cidade de Nova Orleans é conhecida mundialmente como o berço do jazz e atrai turistas interessados na cultura local. O gênero hoje difundido internacionalmente teria nascido nas praças locais, onde escravizados e negros em liberdade se reuniam aos domingos e dias livres para dançar e cantar. Atualmente há clubes dedicados ao jazz, como o Preservation Hall e o D.B.A. O Jazz Fest, onde o suspeito teria feito o ataque, atrai cerca de 460 mil pessoal por edição ao longos dos seus dias de evento.
Outro caso de mortes a tiros
Na última semana, outro ataque a tiros chamou a atenção no estado da Louisiana. Um pai de 31 anos matou sete de seus filhos e mais uma criança, com idades entre 1 e 14 anos, e fugiu em um carro. Durante a perseguição, ele também foi morto pela polícia. O caso aconteceu na pacata cidade de Shreveport, no último domingo.
O governo do presidente Javier Milei proibiu nesta quinta-feira a entrada de todos os jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do Executivo argentino, em meio a uma investigação sobre suposta “espionagem ilegal”, segundo uma fonte oficial. De acordo com o secretário de Comunicação e Imprensa, Javier Lanari, a decisão incluiu a remoção das impressões digitais dos profissionais do sistema de acesso ao prédio.
Janaína Figueiredo: O inferno astral de Milei
Entenda: Governo Milei corta fundos de preservação da memória da ditadura e minimiza atrocidades de junta militar
“A decisão de remover as impressões digitais dos jornalistas credenciados da Casa Rosada foi tomada como medida preventiva após uma denúncia da Casa Militar sobre espionagem ilegal. O único objetivo é garantir a segurança nacional”, afirmou, em publicação no X.
A identificação por impressão digital é o método padrão utilizado para autorizar a entrada de jornalistas na Casa Rosada. Após a declaração de Lanari, Milei compartilhou a mensagem acrescentando apenas a sigla “NOL$ALP” — abreviação de “não odiamos jornalistas o suficiente”, expressão que costuma usar em críticas à imprensa.
O governo, no entanto, não divulgou mais detalhes sobre a investigação em curso nem publicou comunicado oficial sobre a medida. Segundo relatos de profissionais afetados, o acesso à sala de imprensa foi completamente interrompido.
— Todos ficaram do lado de fora da sala de imprensa. Me disseram que é temporário — disse Lautaro Maislin, jornalista do canal C5N.
Janaína Figueiredo: Golpe na Argentina, 50 anos depois
A restrição atinge cerca de 50 jornalistas credenciados. De acordo com diversos veículos locais, a investigação tem duas frentes. Uma delas apura a atuação de uma suposta rede de espionagem russa que, segundo o governo, teria organizado uma campanha midiática contra Milei em 2024. A outra envolve uma denúncia criminal contra dois jornalistas do canal Todo Noticias, acusados de espionagem por realizarem filmagens em áreas não autorizadas do palácio presidencial.
Na quarta-feira, Milei comentou o caso nas redes sociais ao publicar uma foto dos profissionais investigados: “Gostaria muito de ver esses lixos imundos que possuem credenciais de imprensa (95%) vir a público defender o que esses dois criminosos fizeram”, escreveu. “Espero que isso chegue aos responsáveis”, acrescentou.
Em nota conjunta, os jornalistas credenciados pediram uma “resolução rápida” para o impasse e classificaram a decisão como “discricionária e sem aviso prévio”. Segundo o grupo, a medida representa “um ataque explícito à liberdade de imprensa, ao exercício da profissão e ao direito de todos os cidadãos ao acesso à informação”.
Veja fotos: Milhares de pessoas marcham contra o esquecimento 50 anos após o golpe que instaurou a ditadura na Argentina
Os profissionais também destacaram que não há precedentes para uma restrição desse tipo, “nem mesmo durante a ditadura civil-militar (1976-1983)”. Em relatório global recente, a Anistia Internacional alertou para a existência de “processos criminais e assédio judicial” contra jornalistas na Argentina.
A relação entre o governo Milei e a imprensa tem sido marcada por tensão desde o início do mandato, em dezembro de 2023, com episódios recorrentes de ataques verbais do presidente a jornalistas, frequentemente chamados por ele de “lixo”.
Com 94% dos votos apurados nas eleições presidenciais do Peru, segundo dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o esquerdista radical Roberto Sánchez se consolidou nesta quinta-feira no segundo lugar com vantagem superior a 20 mil votos sobre Rafael López Aliaga — e se aproxima de uma vaga no segundo turno, previsto para 7 de junho, a depender da resolução das contestações ainda pendentes nos Tribunais Eleitorais Especiais. Enquanto isso, o ministro da Defesa e o ministro das Relações Exteriores do Peru renunciaram a seus cargos em meio a especulações sobre o status de uma compra multibilionária de aeronaves F-16 dos Estados Unidos, acordo que o presidente interino José Balcázar, que deixa o cargo em julho, não se opôs.
Veja: Autoridade eleitoral do Peru prevê resultados de pleito presidencial do último domingo para meados de maio
Lentidão: Resultados das eleições no Peru seguem indefinidos, e disputa por segundo turno é acirrada
A contagem dos votos das cédulas regulares foi concluída, mas os boletins contestados ainda precisam ser revisados. Os resultados parciais da votação de 12 de abril mostram a candidata de direita Keiko Fujimori como favorita para o segundo turno.
No entanto, a ONPE ainda precisa enviar 5.171 folhas de apuração aos Júris Eleitorais Especiais. Até a última terça-feira, segundo a imprensa peruana, 5.573 folhas de apuração estavam pendentes de processamento por erros aritméticos, assinaturas ausentes, dados, entre outros problemas. O próximo passo no processo é o órgão eleitoral aguardar que os júris eleitorais devolvam as atas de apuração resolvidas que foram contestadas, a fim de incluí-las na contagem geral da eleição presidencial.
Initial plugin text
Anteriormente, em relação ao atraso no processamento de todas as atas de apuração eleitoral, o chefe interino do ONPE, Bernardo Pachas, garantiu que esperavam finalizar os resultados da eleição presidencial até esta sexta-feira.
— As atas de apuração processadas são diferentes das atas de apuração contadas. Primeiro, vem o trabalho dos Júris Eleitorais Especiais e, se houver contestações, o da Junta Nacional de Eleições. Gostaríamos que fosse o mais rápido possível, porque precisamos fazer aquisições e prestar serviços, e queremos alcançar todo o país — disse.
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, a ONPE ainda não enviou cerca de 30 mil folhas de apuração adicionais, além daquelas já enviadas nos últimos dias. “Para concluir este processo, é essencial que todas as folhas de apuração sinalizadas sejam entregues para que se possa chegar a uma resolução de acordo com a lei”, afirmou o órgão eleitoral.
— A falta de apresentação deste material está causando atrasos no desenvolvimento do processo eleitoral e põe em risco o cumprimento do cronograma para as Eleições Gerais de 2026, bem como o exercício adequado de nossa função — acrescentou Pachas.
Reação dos candidatos: ultradireitista pede anulação enquanto candidato de esquerda se encaminha para segundo turno
Ministros renunciam
O ministro da Defesa peruano, Carlos Díaz, e o chanceler, Hugo de Zela, apresentaram suas renúncias na quarta-feira, citando sua discordância com a forma como o presidente interino conduziu as negociações do acordo para aquisição de aeronaves americanas F-16. Apesar de não se opor ao acordo, Balcázar adiou qualquer pagamento até que a próxima administração assuma, após a eleição presidencial.
“Foi tomada uma decisão estratégica na área de segurança nacional com a qual tenho uma discordância fundamental”, afirmou Díaz em sua carta de renúncia.
Balcázar, em pronunciamento televisionado, disse que suas declarações anteriores sugerindo que a compra havia sido adiada foram mal interpretadas, indicando que o acordo avançou, enquanto o compromisso financeiro ficará a cargo do próximo governo.
O Peru passou anos negociando com diferentes empresas para modernizar sua envelhecida frota de caças Mirage 2000 e MiG-29, adquiridos nas décadas de 1980 e 1990. O país pretende adquirir ao todo 24 aeronaves, mas um primeiro acordo seria para 12 unidades.
O Departamento de Estado dos EUA aprovou, em setembro do ano passado, a possível venda de aeronaves F-16 e suporte relacionado ao Peru, com a Lockheed como principal contratada, ao lado da General Electric Aerospace e da RTX Corp, em um acordo avaliado em cerca de US$ 3,42 bilhões (quase R$ 17 bilhões, na cotação atual), segundo o Pentágono. Elas competem com empresas da Suécia e da França para vender caças ao Peru, de acordo com o governo.
— Continuamos firmes em respeitar todos os acordos que possam ter sido alcançados no âmbito das Forças Armadas, ou neste caso com o ministério relevante da Força Aérea, para realizar as negociações correspondentes — afirmou Balcázar.
A imagem de uma família de migrantes equatorianos separada pelo Serviço de Controle de Imigração e Aduanas dos Estados Unidos (ICE) venceu nesta quinta-feira o prêmio de Foto do Ano do concurso World Press Photo 2026.
Falhas em recrutamento: Aumento da violência em operações anti-imigrantes nos EUA põe táticas do ICE em xeque
Morte, tortura e desaparecidos: Centros de detenção do ICE enfrentam denúncias de abusos sob custódia nos EUA
O registro, feito pela fotógrafa americana Carol Guzy, da agência de notícias ZUMA e do instituto iWitness, para o Miami Herald, mostra o momento comovente em que o homem, identificado como Luis, é detido e separado de sua esposa, Cocha, e de seus filhos, após uma audiência em um tribunal de imigração em Nova York, em 26 de agosto de 2025.
O registro foi feito dentro do edifício federal Jacob K. Javits, um dos poucos nos Estados Unidos onde fotógrafos tiveram acesso para documentar esse tipo de operação. A cena foi captada em um corredor onde Guzy e outros profissionais compareciam diariamente para acompanhar o que ocorria após as audiências. A imagem destaca o momento de separação familiar, com as crianças reagindo à detenção do pai.
— Esta imagem mostra a dor inconsolável de crianças que perdem o pai em um lugar construído para a justiça. Trata-se de um registro duro e necessário da separação familiar decorrente das políticas de reforma nos EUA. Em uma democracia, a presença da câmera naquele corredor funciona como testemunha de uma política que transformou tribunais em cenários de vidas destroçadas — disse a diretora executiva do WPP, Joumana El Zein Khoury.
Violência: Dados mostram que mais imigrantes estão morrendo sob custódia do ICE durante governo Trump
Vencedora de quatro prêmios Pulitzer, um dos maiores do jornalismo, Guzy afirmou que a imagem faz parte de um projeto mais amplo chamado ICE Arrests at New York Court (Prisões do ICE no Tribunal de Nova York). O trabalho documenta detenções realizadas por agentes do órgão fora de salas de audiência, onde, segundo a fotógrafa, os agentes aguardam a saída de migrantes para efetuar prisões, frequentemente resultando na separação de famílias.
Ao programa Morning Edition, da NBC, Guzy disse acompanhar esse tipo de operação há meses no 26 Federal Plaza, em Nova York, onde solicitantes de asilo comparecem a audiências. No caso registrado, a família era composta por duas adolescentes, de 13 e 15 anos, e um menino de 7. Ela afirmou não ter conseguido manter contato posterior com eles, que deixaram de comparecer a uma igreja que prestava apoio a famílias de detidos.
— A família ficou completamente devastada quando o pai foi detido. E não sei o que aconteceu com eles depois, perdemos o contato — disse. — Mas há outras famílias que venho acompanhando há meses, [vendo] suas dificuldades após perderem o provedor da casa, o que gera não apenas trauma emocional, mas problemas financeiros. As crianças precisaram de terapia, têm pesadelos e estão profundamente traumatizadas.
Nova ‘polícia secreta’: Escalada autoritária da polícia migratória sob Trump desafia limites da lei nos EUA
Detenções do tipo, disse, ocorrem frequentemente logo após as audiências, gerando cenas que costumam ser caóticas, com a presença de agentes, advogados, observadores e familiares. A decisão de documentar essas situações, segundo ela, foi influenciada pela percepção de que políticas de deportação em massa anunciadas durante a campanha do presidente Donald Trump seria cumprida — e a sensação de que havia uma “guerra nas ruas”:
— É quase como uma guerra nas ruas dos Estados Unidos neste momento, considerando a divisão política e o número de pessoas afetadas por essas novas políticas. Acho fundamental que a imprensa mostre o rosto de quem está sendo impactado, quem está sendo detido e os efeitos que isso causa nas famílias. Não cabe a nós julgar, mas essas fotografias aumentam a conscientização e ajudam a responsabilizar instituições e indivíduos naquele tribunal. E, em alguns casos, amplificam vozes em busca de justiça. (Com AFP)
Um menino de sete anos morreu após ficar preso no sistema de sucção de uma piscina em um resort na cidade de Castelforte, na Itália. Gabriele Petrucci comemorava o próprio aniversário com a família e amigos quando foi encontrado inconsciente dentro da água, no sábado (18).
Cruzeiro encontra cinco corpos no Mediterrâneo após avistar coletes salva-vidas na costa da Espanha
Imigrantes criam ‘casamentos falsos’ no Facebook para obter vistos e evitar deportação no Reino Unido, diz jornal
De acordo com relatos, o menino estava na parte rasa da piscina ao lado da mãe, enquanto o pai, Antonello, permanecia a poucos metros, na borda. Em um momento de distração, Gabriele desapareceu. Ao perceber a ausência do filho, o pai voltou o olhar para a água e identificou o corpo da criança preso ao duto de sucção.
— Eu vi o corpinho do Gabriele encolhido naquele tubo — disse Antonello, em relato à imprensa local.
O menino ainda se debatia debaixo d’água, mas não conseguia retornar à superfície. O pai mergulhou imediatamente e tentou retirá-lo com as próprias mãos, contando com a ajuda de outras três pessoas. Segundo ele, a força de sucção impediu o resgate imediato, sendo necessário desligar a bomba da piscina para liberar a criança.
— Tentei puxá-lo, mas não consegui. Só depois que desligaram o sistema foi possível soltá-lo — afirmou. — O braço dele estava roxo. Ele lutou como um leão para se libertar.
Apesar das tentativas prolongadas de reanimação, Gabriele não resistiu. O advogado da família, Francesco Lauri, afirmou que não houve possibilidade de reversão do quadro.
Falhas de segurança e investigação
Os primeiros levantamentos indicam que o tubo de sucção da piscina externa do complexo termal não possuía grade de proteção no momento do acidente. A ausência ou inadequação desse tipo de dispositivo pode aumentar significativamente o risco de aprisionamento por sucção.
O pai da criança também levantou suspeitas de possível tentativa de encobrir irregularidades após o ocorrido. Segundo ele, uma grade teria sido encontrada posteriormente em local distante da piscina.
— Como que por mágica, essa grade apareceu bem longe — disse à mídia local, sugerindo que o item pode ter sido recolocado após o acidente.
A promotoria de Cassino abriu investigação por homicídio culposo contra quatro pessoas, incluindo gestores do resort, o responsável pela manutenção e o funcionário encarregado da reinstalação da grade. Imagens de câmeras de segurança foram apreendidas e são consideradas fundamentais para esclarecer se o equipamento de proteção estava ausente, danificado ou em desacordo com as normas.
A piscina foi interditada para a realização de uma auditoria técnica no sistema de circulação de água. Uma inspeção detalhada está prevista para o dia 27 de abril. O sepultamento de Gabriele ocorrerá em Roma, no dia 25.
Riscos do sistema de sucção
Sistemas de drenagem em piscinas utilizam sucção para filtrar e tratar a água. Quando as tampas de proteção estão ausentes ou comprometidas, a pressão pode prender partes do corpo ou até mesmo imobilizar completamente uma pessoa contra o ralo.
Crianças com menos de oito anos são consideradas as mais vulneráveis, devido ao menor porte físico e à dificuldade de resistir à força de sucção. Em ambientes como spas termais, que podem contar com estruturas mais antigas, o risco é ainda maior caso não haja atualização para sistemas modernos de segurança antiaprisionamento.
Casos semelhantes já foram registrados em outros países. No Brasil, uma menina de 12 anos morreu após ter o cabelo sugado pelo sistema de uma piscina em Mirassol, no interior de São Paulo, enquanto nadava com amigos.
Familiares descrevem Gabriele como um menino “alegre e feliz”. Para o advogado da família, a tragédia poderia ter sido evitada.
— A morte é atribuível à má gestão da piscina e a um sistema de segurança desatualizado e fora das normas — afirmou Lauri.
O príncipe Harry pediu nesta quinta-feira que os Estados Unidos assumam um papel decisivo para encerrar a invasão russa da Ucrânia e fez um apelo direto ao presidente russo, Vladimir Putin, para que “pare esta guerra”.
Harry chegou de forma inesperada a Kiev, em sua terceira visita ao país, onde atua no apoio a veteranos feridos por meio da Fundação Invictus Games.
Durante discurso no Fórum de Segurança de Kiev, ele afirmou que a Ucrânia tem demonstrado “liderança” e “unidade” desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
“Este é um momento para a liderança americana; um momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar suas obrigações perante os tratados internacionais”, disse.
O príncipe também se dirigiu diretamente a Putin. “Presidente Putin, nenhum país se beneficia da contínua perda de vidas que estamos testemunhando. Ainda há tempo de parar esta guerra”, afirmou.
Ele acrescentou que o líder russo deve “evitar mais sofrimento para ucranianos e russos e escolher um caminho diferente”.
Durante a visita, Harry também deve ir à Halo Trust, organização de desminagem apoiada por sua mãe, a princesa Diana.
Uma festa de aniversário na Louisiana, nos Estados Unidos, transformou-se no cenário de um reencontro aguardado por quase duas décadas, neste mês de abril. A filipina Nerry Aspuria abraçou o filho, Ian Aspuria, pela primeira vez desde a infância dele, após uma separação marcada por distância geográfica e falta de contato.
Imigrantes criam ‘casamentos falsos’ no Facebook para obter vistos e evitar deportação no Reino Unido, diz jornal
Veja imagens: ‘Check-up’ de saúde de filhotes de leopardo-de-amur é compartilhado por zoológico dos EUA
Há cerca de 20 anos, Nerry tomou a decisão de enviar o filho para viver com o pai nos Estados Unidos, enquanto permanecia nas Filipinas com os outros filhos. Desde então, perdeu o contato com Ian, sem informações precisas sobre seu paradeiro ou mesmo seu nome completo no país.
Anos depois, já adulta e após cumprir exigências legais, ela conseguiu se mudar para os Estados Unidos, na tentativa de se aproximar do filho. Ainda assim, o reencontro parecia distante.
A virada na história veio por meio de Annette Andriette Mendoza, uma das filhas de Nerry que vive na Louisiana. Sensibilizada pela ausência do irmão, ela decidiu iniciar, por conta própria, uma busca discreta.
“À medida que envelheço, percebo que falta uma peça fundamental na nossa família”, afirmou Mendoza à emissora KALB News. “E essa peça é o reencontro da minha mãe e do meu irmão.”
Depois de localizar Ian, que atualmente mora em Brandon, na Flórida, Mendoza organizou, junto com outro irmão, uma surpresa para o aniversário de 60 anos da mãe.
Reencontro planejado
Ian viajou até a Louisiana sem que Nerry soubesse. Ao entrar no local da festa com flores nas mãos, foi imediatamente reconhecido pela mãe. Em imagens registradas no evento, os dois se encaram por alguns segundos antes de se abraçarem, sob aplausos dos presentes.
“Eu estava muito nervoso, mas foi uma mistura de muitas emoções. Muito grato”, disse Ian à KALB News.
O vídeo também mostra Nerry emocionada, enxugando as lágrimas enquanto é amparada pelo filho. Testemunhas do momento classificaram a cena como inesquecível.
Ian atribuiu o reencontro ao esforço da irmã. “Sou muito abençoado por ter uma irmã que fez tudo isso acontecer. Não seria possível sem ela”, afirmou.
Ao longo dos anos, Nerry manteve a esperança de rever o filho. Segundo relatos da família, ela rezava diariamente por esse momento, apesar da ausência de notícias.
“Ela continuou procurando”, disse Ian sobre a irmã. “Até que chegou o momento de estarmos juntos novamente.”
O reencontro, celebrado em meio a familiares e amigos, foi marcado por mensagens de gratidão e afeto. “Feliz aniversário, mãe. Nós te amamos”, declarou Ian durante a comemoração.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress