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Uma explosão em uma loja de fogos de artifício no centro da China causou a morte de 12 pessoas nesta quarta-feira, segundo dia das festividades do Ano-Novo Lunar, informou a emissora estatal CCTV. O uso de artefatos pirotécnicos é muito comum na China durante as festividades, especialmente o Ano-Novo Lunar, que foi celebrado na terça-feira.
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Várias grandes cidades, incluindo Pequim, proibiram essa prática nos últimos anos, em parte devido à preocupação com a poluição, mas ela continua muito popular em vilarejos e áreas rurais.
“Por volta das 14h locais [3h em Brasília] de 18 de fevereiro, ocorreu um incêndio e uma explosão em uma loja de fogos de artifício e rojões na aldeia de Zhengji”, na província de Hubei, informou a CCTV, citando as autoridades locais.
O incêndio já tirou 12 vidas, segundo a mesma fonte. Esta é a segunda tragédia desse tipo em poucos dias, após a ocorrida no domingo na província de Jiangsu, onde oito pessoas morreram e duas ficaram feridas.
O Ministério da Gestão de Emergências instruiu as empresas de fogos de artifício de todo o país a reforçar a supervisão de suas operações e realizar uma avaliação abrangente de riscos.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, mantém conversas secretas com o neto de Raúl Castro, em meio à pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, segundo publicou o site americano Axios nesta quarta-feira, citando três fontes anônimas. Segundo o Axios, Rubio, que nasceu nos Estados Unidos e é filho de pais cubanos, tem mantido essas trocas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro à margem de seu governo.
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O presidente americano, Donald Trump, já disse abertamente que considera Cuba uma “nação falida” e exortou Havana a concluir um acordo com os Estados Unidos. Trump descartou, no entanto, a ideia de uma operação destinada a derrubar o governo do presidente Miguel Díaz-Canel.
Trump indicou, no início de fevereiro, que os Estados Unidos mantinham conversas com Cuba “de mais alto nível”, mas o governo americano tem sido muito discreto e se recusa a oferecer detalhes sobre o conteúdo e com quem elas estão sendo realizadas. O Departamento de Estado e a Embaixada de Cuba em Washington se recusaram a comentar a reportagem do Axios.
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Em janeiro, Washington impôs um bloqueio petrolífero contra a ilha, após o sucesso obtido com a apreensão das exportações de petróleo da Venezuela, que precipitaram uma negociação com Caracas. Cuba denunciou a manobra e, em seguida, mostrou-se disposta a negociar.
— Cuba é um país que está colapsando, e por isso acreditamos que o melhor para eles é fazer mudanças dramáticas muito em breve. Veremos o que decidem — disse nesta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
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A ilha sofre uma gravíssima escassez de combustível e os cortes de eletricidade são constantes. Na capital, Havana, o lixo se acumula pelas ruas como um dos sinais mais visíveis da escassez de combustível provocada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Segundo a imprensa local, apenas 44 dos 106 caminhões de coleta da capital conseguiram operar neste mês, desacelerando o serviço.
Raúl Castro, de 94 anos, retirou-se oficialmente de qualquer função decisória, mas continua sendo uma figura central do poder e conserva a lealdade das forças armadas. Ele sucedeu seu irmão Fidel em 2006 e lançou reformas inéditas, mas sem ceder o poder nem convocar eleições diretas. Em meados da década de 2010, protagonizou uma aproximação histórica com os Estados Unidos, sem que isso resultasse em uma abertura política.
Oito dos nove esquiadores que estavam desaparecidos em uma montanha no norte da Califórnia após uma avalanche foram encontrados sem vida, informaram as autoridades locais nesta quarta-feira, enquanto as operações de resgate continuam sob condições climáticas extremas.
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“Oito dos nove esquiadores foram encontrados sem vida”, informou a xerife do condado de Nevada, Shannan Moon, em uma coletiva de imprensa. “Continuamos buscando um dos integrantes”, acrescentou Moon, que ressaltou que as duras condições climáticas estão retardando o resgate.
A avalanche ocorreu na manhã de terça-feira no pico Castle, um conhecido destino turístico da Floresta Nacional de Tahoe, no oeste dos Estados Unidos, e atingiu um grupo de quinze pessoas: onze esquiadores e quatro guias. O número inicial era de dezesseis.
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Seis dos esquiadores foram resgatados na terça-feira em meio a uma intensa operação conduzida por várias dezenas de socorristas sob condições climáticas adversas, consequência de uma forte tempestade que atinge a Califórnia desde segunda-feira, com fortes rajadas de vento e intensas nevascas.
As autoridades haviam emitido um alerta de avalanches desde a madrugada de terça-feira até a madrugada de quarta-feira para a cordilheira da Sierra Nevada, onde está localizado o pico Castle, a 2.777 metros de altitude.
O Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos informou que algumas regiões da Sierra Nevada podem receber esta semana até 2,4 metros de neve até o fim da quarta-feira, quando se espera que a tempestade se dissipe.
A greve de fome dos familiares de presos políticos em Caracas entrou em seu quinto dia nesta quarta-feira, véspera da retomada do debate no Parlamento venezuelano sobre uma anistia que especialistas consideram limitada.
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Sob uma lona vermelha, cinco mulheres, de um grupo inicial de dez, estão deitadas em colchões no asfalto. Estão fracas e mal conseguem ficar de pé. Um quadro branco exibe a contagem de horas acumuladas por este protesto, declarado em 14 de fevereiro.
A greve de fome continuará “até meu corpo não aguentar mais”, disse à AFP Narwin Gil, parente de um preso em uma cela da Polícia Nacional em Caracas conhecida como Zona 7. Eles exigem “liberdade para todos os presos políticos, porque eles não são criminosos”.
A Assembleia Nacional ainda não publicou a pauta da sessão de quinta-feira, embora se espere que retome o debate para aprovar a lei de anistia promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez. Delcy governa sob pressão dos Estados Unidos, que capturaram Nicolás Maduro em uma operação militar em 3 de janeiro.
Uma mulher tem o rosto pintado durante um protesto em frente à sede das Nações Unidas em Caracas, em 18 de fevereiro de 2026
JUAN BARRETO / AFP
O debate legislativo foi suspenso na última quinta-feira, após não se ter chegado a um acordo sobre um artigo que, da forma como está redigido, não resultaria na libertação imediata de todos os presos políticos.
— Não estamos à espera de uma lei de anistia — esclareceu Gil, insistindo que o seu cunhado, José Gregorio Farfán, é inocente e nunca deveria ter sido preso. — Estamos à espera da liberdade dos nossos familiares.
Rafael Arreaza, que foi ministro da Saúde de 1996 a 1999, visitou os grevistas de fome pela manhã.
— Após 100 horas sem comer, os efeitos em todo o corpo são muito claros — disse ele. — Tive que retirar uma mulher da greve de fome porque ela sofreu uma crise hipertensiva muito grave.
O próprio Gil disse que quase desmaiou.
— Senti muito frio, meu coração começou a bater muito rápido, mas meus companheiros de luta me ajudaram e eu me estabilizei.
Arreaza explicou que está negociando o fim de sua greve de fome em troca de permissão para entrar na prisão e avaliar a saúde dos presos políticos.
Entenda a proposta
A votação da Lei de Anistia para a Convivência Democrática foi adiada novamente na última sexta-feira, por falta de consenso no projeto. A medida prevê a libertação de presos políticos em massa, detidos ao longo dos últimos 27 anos, desde que o chavismo assumiu o poder no país.
A Assembleia Nacional chegou a aprovar por unanimidade parte do texto final da lei de anistia. A expectativa era que o texto fosse aprovado em definitivo na semana passada, mas a falta de consenso sobre seu alcance atrasou o processo. O movimento chavista, que reconheceu sua pressa em aprovar a legislação o mais rápido possível, tem maioria para aprová-la, mas prefere contar com os poucos votos da oposição.
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A diferença, que tem sido muito discutida nos últimos dias por especialistas e pela sociedade civil, é substancial, já que implica em reconhecer publicamente os detidos a serem libertados como vítimas de perseguição política ou como criminosos indultados.
Até o momento, o texto da proposta ainda limita a anistia a eventos específicos dos últimos 27 anos da História política venezuelana, analisando casos a partir de 1º de janeiro de 1999, ano em que Hugo Chávez assumiu o poder, até a data em que a lei entre em vigor. No entanto, esse período foi delimitado a meses e anos específicos, como a tentativa de golpe contra o líder esquerdista de 2002, a greve do petróleo, os protestos pela destituição de Chávez e outros ciclos de manifestações antigovernamentais em 2007, 2014, 2017, 2019 e 2024.
O Artigo 7 da proposta estabelece ainda que a anistia abrange qualquer pessoa que esteja sendo processada ou possa ser condenada por crimes ou delitos cometidos no contexto dos eventos abrangidos pela anistia. No entanto, impõe a condição de que essas pessoas já tenham se submetido à justiça ou o façam após a entrada em vigor da nova lei. Isso significaria que pessoas exiladas, por exemplo, teriam que comparecer ao tribunal e poderiam até ser detidas para serem elegíveis à anistia, como seria o caso da opositora María Corina.
O Rei Frederico X da Dinamarca iniciou nesta quarta-feira uma visita de três dias a Nuuk, capital da Groenlândia, em apoio ao território cobiçado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Frederico X, de 57 anos, acenou para as dezenas de moradores que vieram recebê-lo no aeroporto, onde o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, o aguardava, conforme observou um jornalista da AFP.
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“Viemos ver o rei”, disse um homem de 44 anos em meio às bandeiras da Groenlândia agitadas por seus compatriotas. “É importante para nós”, acrescentou.
Em declarações à imprensa após o encontro com o primeiro-ministro, o monarca afirmou ser “um grande prazer” retornar à Groenlândia para se encontrar “com o povo”. Essas pessoas e seu bem-estar são “muito importantes para mim”, acrescentou. “Sempre foram e sempre serão”, disse Frederico X.
Entre os eventos agendados para quarta-feira na agenda do soberano, cujo papel é principalmente simbólico, estão visitas à empresa pesqueira Royal Greenland e à sede do Comando Ártico, responsável por monitorar e proteger a soberania do Reino da Dinamarca na região do Ártico.
Em visita à Groenlândia, o Rei Frederico X da Dinamarca (à esquerda) é recebido pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen (ao centro)
Bo Amstrup/Ritzau Scanpix/AFP
Na quinta-feira, ele viajará para Maniitsoq, cerca de 150 km ao norte de Nuuk, onde se reunirá com líderes empresariais locais, e na sexta-feira irá para Kangerlussuaq, mais ao norte, para visitar o centro de treinamento ártico das tropas dinamarquesas. Apesar de um passado colonial difícil neste território autônomo, a monarquia dinamarquesa goza de grande popularidade na Groenlândia.
Apreciador de atividades ao ar livre, Frederico participou de uma expedição de quatro meses pela Groenlândia em 2000 com o navio de patrulha de elite da Marinha Dinamarquesa, o Sirius. Trump afirma que o controle da Groenlândia é essencial para a segurança dos EUA e acusa a Dinamarca e os países europeus de não protegerem adequadamente esta região estratégica das ambições russas e chinesas.
Após semanas de ameaças que desencadearam uma das crises mais graves da história da Otan desde 1949, Trump descartou uma operação militar para tomar a Groenlândia após a assinatura de um acordo-quadro com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte. O acordo visa fortalecer a influência dos EUA e abrir caminho para negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos.
Inclusão, desenvolvimento e sustentabilidade. Esses serão alguns dos princípios defendidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua participação amanhã (quinta) na sessão plenária da Cúpula Impacto da Inteligência Artificial (IA). Realizado em Nova Délhi, na Índia, será a quarta reunião da série, a primeira num país do Sul Global. Esse é um fator destacado intensamente pelos anfitriões, assim como pela delegação brasileira.
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Lula desembarcou nesta quarta na capital indiana para uma visita de três dias, acompanhado de uma comitiva de 12 ministros e cerca de 300 empresários.
Criar modelos e normas que contribuam para atender às carências sociais dos países em desenvolvimento, e não apenas aos lucros das empresas de tecnologia, é um objetivo que une os governos do Brasil e da Índia. Após o fim da cúpula, o presidente Lula vira a chave do compromisso multilateral para o bilateral, com uma visita de Estado à Índia. No sábado ele se reúne com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, quando serão assinados vários acordos, entre eles um de parceria digital entre os dois países.
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Por toda a capital indiana, cartazes da cúpula dão o tom que o governo indiano quer dar ao evento. Sempre com a foto de Modi, no estilo personalista do líder indiano, as mensagens são do tipo “Criando IA para a humanidade, crescimento inclusivo e um futuro sustentável” e “Bem-estar para todos”. A organização anunciou a participação de 20 chefes de Estado e governo — entre eles Lula, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
Também são esperados CEOs de gigantes da tecnologia, como Sundar Pichai (Google) e Sam Altman (OpenAI). Alguns devem se reunir com Lula. O fundador da Microsoft, Bill Gates, estava escalado como um dos principais palestrantes, mas sua presença balançou diante da revelação de que ele é citado nos arquivos de Jeffrey Epstein, o criminoso sexual americano morto na prisão em 2019. O governo indiano se preparou para um dos maiores eventos internacionais já realizados no país, buscando um papel de liderança no setor.
Para o Brasil, que co-presidiu um dos sete grupos de trabalho, também é uma oportunidade de se posicionar no debate sobre a regulação e governança da IA. Segundo um diplomata envolvido na preparação dos documentos que serão divulgados nesta quinta, enquanto existe uma onda de euforia entre governos e empresas sobre as oportunidades criadas pela IA, o governo brasileiro não desiste de ressaltar os perigos, a começar pela capacidade das novas tecnologias de gerar desinformação.
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Em sua fala na plenária da cúpula, o presidente Lula deve destacar a importância de que as ferramentas de IA sirvam para a inclusão social, com a ampliação de seu uso para benefício geral da população, e não de apenas alguns nichos — ao mesmo tempo em que haja um treinamento para não gerar desemprego em massa. Outra prioridade do discurso será salientar a necessidade de manter modelos de IA que privilegiem energias renováveis, o que em tese dá ao Brasil vantagens para atrair investimentos na área.
Uma das preocupações do Itamaraty é integrar sua participação na cúpula à defesa do multilateralismo, um dos pilares da diplomacia lulista. Isso poderia estar em jogo, uma vez que o evento teve origem numa iniciativa unilateral do Reino Unido, sede da primeira cúpula, em 2023. Em seguida houve encontros semelhantes na Coreia do Sul (2024) e na França, ano passado. Para evitar a fragmentação do debate, a ideia é posteriormente enviar as recomendações para a ONU, cujo secretário-geral, António Guterres, participa do evento.
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Os EUA que têm demonstrado repulsa ao sistema multilateral, preferiu não ficar de fora. Em Délhi, o governo de Donald Trump será representado por Michael Kratsios, diretor de Ciência e Tecnologia da Casa Branca. A Índia quer usar a sede como uma oportunidade rara de elevar os interesses do Sul Global ao centro da discussão sobre IA. Na próxima edição, em 2027, o evento volta para a Europa. Será em Genebra, na Suíça.
Um ataque armado em um parque no estado mexicano de Guanajuato deixou uma pessoa morta e pelo menos dez feridas, dentre elas, menores de idade informaram as autoridades locais.
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“Condeno veementemente o que aconteceu ontem à noite em San Francisco del Rincón, onde crianças e adolescentes ficaram feridos em um ato absolutamente inaceitável”, disse a governadora do estado de Guanajuato, Libia Dennise García, na rede X.
As autoridades indicaram que um homem de 36 anos morreu durante o ataque. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado de Guanajuato, seis pessoas tiveram alta e quatro seguem hospitalizadas.
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A Procuradoria-Geral do Estado informou que abriu uma investigação para esclarecer o caso.
Este é o segundo episódio grave de violência no estado de Guanajuato em menos de um mês. No fim de janeiro, um ataque após uma partida de futebol na cidade de Salamanca deixou 11 mortos e 12 feridos.
Após esse massacre, as autoridades anunciaram um novo operativo com forças federais e estaduais. O governo local atribuiu essa onda de violência à presença de diferentes grupos do crime organizado.
Em Guanajuato atuam principalmente o Cartel de Santa Rosa de Lima e o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), um dos mais poderosos do México. Guanajuato é um importante polo industrial, com fábricas de montagem de montadoras internacionais, além de diversos atrativos turísticos.
No início do ano, o governo da presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a taxa de homicídios no México caiu em 2025 para o menor nível em uma década, como resultado de sua estratégia de segurança.
Um jovem de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem por tentar vender, em Lisboa, informações obtidas a partir de equipamentos informáticos furtados de um militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à embaixada da Rússia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR) portuguesa.
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Segundo o Ministério Público de Portugal, o caso ocorreu no ano passado, quando o jovem soube que a Escola da Base Naval de Lisboa receberia, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, a Conferência Inicial de Planejamento do “maior exercício do mundo dedicado à experimentação robótica de sistemas não tripulados do ano”.
De acordo com a PGR, participaram cerca de 300 pessoas no evento, a maioria militares. Ao tomar conhecimento da conferência, o acusado, “que fazia da prática de furtos um modo de vida”, decidiu se hospedar no mesmo hotel onde estavam os militares da Otan que participaram do encontro.
Ainda segundo o comunicado, no hotel ele “apropriou-se de um computador e de um iPad” pertencentes à Otan e à Marinha sueca, que estavam sob responsabilidade de um militar da aliança. “Convicto de que tinha matérias secretas e classificadas em seu poder, tentou acessar o respetivo conteúdo e copiá-lo e pretendeu colaborar com a Federação Russa”, acrescentou a PGR.
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Com as informações em mãos, o jovem teria se dirigido à embaixada da Rússia, em Lisboa, para tentar vendê-las, mas não obteve sucesso.
Durante a investigação, conforme o comunicado, o acusado chegou a se mostrar disposto a colaborar com as autoridades, afirmando que existia uma organização criminosa voltada à espionagem e à violação de segredo de Justiça, da qual faria parte ao lado de outras onze pessoas, incluindo um inspetor da Polícia Judiciária.
“No entanto, de acordo com os indícios probatórios reunidos no inquérito, essa versão factual não tinha qualquer correspondência com a realidade e não passou de um mero artifício usado pelo arguido com o objetivo de tirar o foco da investigação de si próprio”, esclareceu a PGR.
Além do crime de espionagem na forma tentada, o jovem foi acusado, em 12 de fevereiro, de três crimes de furto qualificado, dois de uso de documento de identificação ou de viagem alheio, um de falsas declarações, um de pornografia infantil, dois de condução sem habilitação e onze de denunciação caluniosa.
Ele está em prisão preventiva, com proibição de contatos. O processo também envolve outros dois acusados, denunciados por furto qualificado e submetidos a termo de identidade e residência.
O Congresso do Peru se prepara para eleger um novo presidente interino nesta quarta-feira, um dia após o impeachment do presidente José Jerí, retirado do cargo apenas 130 dias após ser escolhido para substituir a também deposta Dina Boluarte — tornando-se o sétimo presidente a não completar um mandato desde 2016, sendo o segundo a ocupar a cadeira da Presidência pelo menor período neste século. A derrubada de Jerí aprofunda uma ampla crise que transformou o país sul-americano em um dos mais politicamente instáveis do mundo, e acontece na reta final das eleições presidenciais previstas para daqui a dois meses — no que pode ser um ponto de virada para restabelecer o equilíbrio entre os poderes.
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A destituição de Jerí — um político de 39 anos que tentou emular a linguagem nas redes sociais e as estratégias midiáticas de combate à criminalidade de outros líderes da região, como Nayib Bukele — pelo placar de 75 votos a 24 no Congresso foi apontada por analistas como um lembrete da força que o Poder Legislativo peruano adquiriu na última década, e de como o fator eleitoral tem ocupado um espaço central na sobrevida dos líderes políticos do país.
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— Há vários anos vivemos sob um sistema de parlamentarismo. O conceito de impeachment tornou-se difuso, evoluindo para uma espécie de voto de confiança parlamentar — disse a cientista política Paula Távara, em entrevista ao jornal espanhol El País, explicando que o processo se acentuou a partir de 2016, quando Pedro Pablo Kuczynski foi eleito presidente, mas herdou um Congresso oposicionista, com maioria do partido Ação Popular, da líder de direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, derrotada na corrida presidencial.
A analista aponta que foi a partir do período que o Congresso unicameral do Peru decidiu exceder os limites da oposição no Legislativo, ampliando os embates e as tentativas de imposição sobre a agenda do Executivo. Essa expansão se tornou a regra geral da dinâmica política peruana, começando pela deposição de Kuczynski — em meio a denúncias de relações ilegais com a empresa brasileira Odebrecht —, em uma espiral que tem como capítulo mais recente a queda de Jerí.
O sucessor do presidente eleito foi Martín Vizcarra, que ocupava a vice-presidência. Ainda sob pressão do fujimorismo, ele sofreu um impeachment em 2020, acusado de “incapacidade moral permanente”. Recentemente, Vizcarra foi condenado pela justiça peruana a 14 anos por corrupção, em um processo que investigou fatos da época em que era governador. Após Vizcarra, Manoel Merino foi escolhido em um processo indireto, mas permaneceu apenas cinco dias no cargo, renunciando após protestos violentos. Seu sucessor, Francisco Sagasti, foi o único a chegar ao fim do mandato, passando oito meses no cargo.
Foto divulgada pelo Congresso peruano mostra sessão extraordinária que deliberou impeachment de José Jeri
Congresso do Peru/ AFP
Assim como os antecessores, o presidente eleito em 2020, Pedro Castillo, e Dina Boluarte, sua vice até a deposição, foram retirados do cargo sob alegações envolvendo a incapacidade moral. Castillo tentou fechar o Congresso, em uma manobra constitucional arriscada, enquanto Boluarte sofria pressões de protestos contra a insegurança. Castillo foi condenado a 11 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado no fim do ano passado, mas foi absolvido de acusações envolvendo abuso de poder e perturbação da ordem pública.
Impacto eleitoral e possível estabilização
O histórico de deposições mostra que em muitos casos, suspeitas de corrupção ou argumentos vagos envolvendo a idoneidade moral levaram a queda dos presidentes — no caso de Jerí, o processo político foi embasado em denúncia de “má conduta funcional e falta de aptidão”, após o Ministério Público abrir investigações por suas relações com um empresário chinês e a contratação de nove mulheres para o governo. Ele não foi julgado por nenhum dos casos e as investigações ainda estão em fase inicial. A falta de contraditório não impediu a queda.
“Este episódio não é um caso isolado; pelo contrário, reflete uma tendência estrutural impulsionada pelos poderes significativos conferidos ao legislativo, pela falta de profissionalização entre muitos políticos e pelos níveis relativamente baixos de engajamento social em relação à responsabilização política”, escreveu o analista Eduardo Ruiz, da consultoria global Control Risks, em uma análise para o Americas Quartely.
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Apesar da instabilidade política, o país sul-americano vem registrando crescimento econômico nos últimos anos. A leitura de analistas é de que a estabilidade no Banco Central do país transmite segurança a investidores, incluindo de EUA e China. Para o campo político, a expectativa é de que as mudanças previamente programadas a partir do pleito de julho ajudem a estabilizar o cenário. Neste ano, o país elegerá, além de deputados, senadores, retomando a estrutura bicameral que havia sido extinta pelo ditador Fujimori.
“[O] novo Congresso bicameral deve restringir o processo de impeachment no próximo mandato, já que será mais difícil para duas casas legislativas chegarem a um consenso tão rapidamente quanto o Congresso unicameral consegue fazer atualmente”, escreveu Esteban Tamayo, economista para os Andes, Caribe e América Central no Citigroup, também em análise para a Americas Quartely.
O mandato-tampão exercido por Jerí tinha como data final as eleições deste ano, em que serão eleitos um novo Congresso e um novo presidente. Quatro candidatos se apresentaram para a eleição para o novo mandato interino, que terá como principal missão o acompanhamento da disputa nas urnas e a transição de poder pacífico: María Del Carmen Alva (Ação Popular), José Balcázar (Peru Livre), Héctor Acuña (Honra e Democracia) e Edgar Reymundo (Bloco Democrático Popular). Alguns observadores apontam que mesmo eles estão sujeitos à instabilidade no país.
O analista político Augusto Álvarez afirmou não ser possível “garantir que quem vai substituir Jerí consiga chegar a julho de 2026”, data da eleição, considerando a volatilidade do cargo. Sobre o pleito em si, o cientista político Fernando Tuesta, siglas que estavam ao lado do líder interino deposto entram enfraquecidas na disputa indireta.
O início da sessão que definirá o próximo presidente interno está marcada para às 16h (18h em Brasília). (Com AFP, Bloomberg e El Comercio)
A Força Aérea dos Estados Unidos decidiu retomar o plano de alterar a pintura das aeronaves presidenciais e da frota executiva, adotando a paleta de cores preferida do presidente Donald Trump. A mudança põe fim a mais de 60 anos do tradicional esquema azul-claro e branco em vigor desde a gestão de John F. Kennedy.
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As cores escolhidas — vermelho, branco, dourado e azul-escuro — serão aplicadas aos novos aviões que servirão como Air Force One, incluindo dois Boeing 747 altamente modificados, designados pelos militares como VC-25B, e um 747 doado pelo Catar às Forças Armadas americanas. A informação foi confirmada por autoridades militares à CNN e à CBS News.
“O Air Force One vai ficar incrível”, afirmou Trump em 2018. “Vai ser o melhor, o melhor do mundo. E vai ser vermelho, branco e azul, o que eu acho apropriado.”
O esquema atual, conhecido pelo tom azul “robin’s egg”, está em uso desde a década de 1960. Durante o primeiro mandato de Trump, o presidente chegou a apresentar um modelo com as cores desejadas, mas o projeto foi posteriormente revertido na administração de Joe Biden. Em 2022, a Força Aérea rejeitou oficialmente a pintura proposta, alegando razões técnicas e de custo.
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“Uma análise mais aprofundada concluiu que cores mais escuras na parte inferior da aeronave VC-25B poderiam, entre outros fatores, contribuir para temperaturas que excederiam os limites de qualificação atuais de um pequeno número de componentes”, explicou um porta-voz na época.
Com a reeleição de Trump, o novo design voltou ao centro das atenções. A composição foi exibida na noite de posse do presidente, decorando um bolo no baile do comandante-em-chefe, e também aparece com frequência em um modelo exposto na mesa de centro do Salão Oval.
Segundo a Força Aérea, a nova pintura não ficará restrita aos dois VC-25B e ao jato doado pelo Catar, que pode começar a operar já neste verão no hemisfério norte. O padrão também será aplicado às quatro aeronaves C-32 — versão militar do Boeing 757 — que integram a frota executiva. Esses aviões transportam autoridades de alto escalão, como a primeira-dama e integrantes do gabinete, e operam como Air Force Two quando o vice-presidente está a bordo.

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