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O público britânico, majoritariamente pró-monarquia, comemorou a prisão, na quinta-feira, do ex-príncipe Andrew, cuja amizade com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein o transformou em um pária. Alguns disseram que o irmão mais novo do rei Charles III merecia ser detido, enquanto outros afirmaram que isso transmitia a mensagem correta de que a família real não está acima da lei.
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Andrew Mountbatten-Windsor, como é agora conhecido, foi detido sob suspeita de má conduta enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. A polícia também realizou buscas em duas de suas propriedades, após revelações em documentos americanos recentemente divulgados de que relatórios potencialmente confidenciais foram compartilhados com Epstein.
Após anos de relatos e acusações sobre as atividades de Andrew com Epstein, a alegria maliciosa nas ruas britânicas foi destacada pela advogada Emma Carter. A mulher de 55 anos, natural de Essex, a leste de Londres, sorriu ao dizer que Andrew “merece” ser preso. “Ele tem se escondido atrás de seus privilégios e da popularidade da rainha por muitos anos.”
“Ele deveria ter sido preso há muito tempo, francamente. Ele simplesmente abusou completamente da sua posição”, disse ela à AFP.
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Maggie Yeo, de 59 anos, também recebeu a notícia com um sorriso. “Eu pensava que eles [a família real] eram intocáveis. É bom saber que eles não estão acima da Justiça”, disse ela à AFP. “Pelo menos a justiça britânica está funcionando.” Yeo disse que sentia pena de Charles, que insistiu que a polícia deveria ter permissão para realizar a investigação. “Ele está sofrendo de câncer. Provavelmente não estava totalmente ciente do passado do irmão.”
Jennifer Tiso, uma analista de dados de 39 anos, também considerou positiva a mensagem transmitida pela prisão. “É bom que ele esteja pagando pelo que fez. E não acho que só porque você é parente da família real, você deva estar acima da lei ou receber um tratamento diferente das pessoas comuns”, disse Tiso. “Acho que chegou a hora. Já aconteceu antes com estrelas do rock, superestrelas, e agora está chegando a lugares de maior poder, como a família real.”
Andrew sempre negou qualquer irregularidade, mesmo tendo concordado em pagar uma quantia multimilionária para encerrar um processo movido por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso, sem admitir qualquer responsabilidade.
‘A coisa certa a fazer pelas vítimas’
Muitos britânicos pareciam acreditar que a família real era intocável. Uma pesquisa de opinião do instituto YouGov, divulgada na segunda-feira, indicou que 62% dos britânicos acreditam ser improvável que Andrew seja acusado. A notoriedade de Andrew, após anos de relatos sobre suas festas com Epstein, que tirou a própria vida na prisão em 2019, foi comprovada pelas reações do público.
Britânicos celebram prisão de ex-príncipe Andrew, investigado no caso Epstein
Carlos Jasso/AFP
Kevin, um aposentado de 66 anos da cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, que só revelou seu primeiro nome, disse que Andrew, filho da falecida rainha Elizabeth II, “não era inteligente” e era “arrogante”.
“Não sou contra a família real, mas ele não dá o exemplo certo. Ele era o favorito da rainha. Ela gostava de protegê-lo.”
A prisão foi importante, disse ele, pois o caso “envolve negócios, contratos, dinheiro e relações com estados estrangeiros”. A prisão de Andrew em sua nova residência na propriedade de Sandringham do rei permanece restrita ao seu papel como enviado comercial entre 2001 e 2011, quando foi forçado a renunciar devido às suas ligações com Epstein.
As acusações de que Epstein pode ter organizado encontros sexuais para o ex-príncipe e outras pessoas na Grã-Bretanha ainda estão sendo avaliadas pela polícia britânica. A advogada Emma Carter ainda afirmou que a prisão foi “a coisa certa a fazer para as vítimas” dos abusos sexuais de Epstein.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou o Irã nesta quinta-feira a chegar a um “acordo significativo” com os Estados Unidos ou “coisas ruins acontecerão”, enquanto um grande destacamento militar americano no Oriente Médio ganha forma. Ele alertou ainda que Washington “pode ​​ter que ir um passo além” se nenhum acordo for alcançado, acrescentando que uma decisão pode ocorrer “nos próximos 10 dias”.
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— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza.
As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
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Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
De acordo com o site americano de notícias Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
Em atualização.
A Diocese católica de Camden, em Nova Jersey, concordou em efetuar o pagamento de US$ 180 milhões (cerca de R$ 942 milhões) para pôr fim a centenas de processos por abuso sexual. O anúncio foi feito esta semana pelo bispo Joseph A. Williams, membro da paróquia, e informa que mais de 300 sobreviventes de atos de abuso cometidos por membros do clero serão abrangidos pela definição.
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Em carta divulgada na última terça-feira, sacerdote afirma que foi feito um acordo de falência que estabeleceu um fundo fiduciário, que será pago pela diocese e suas seguradoras. O termo foi aceito pelo comitê que representa os sobreviventes dos atos, cometidos entre as décadas de 1970 e 1980, e aguarda aprovação no tribunal de falências.
Para os sobreviventes do sul de Nova Jersey, este dia já deveria ter chegado há muito tempo e representa um marco em sua jornada rumo à justiça, cura e reconhecimento que tanto buscaram e merecem. A cada um desses sobreviventes, gostaria de dizer: Obrigado por sua coragem em se manifestar. Sem sua coragem e perseverança, este novo dia não teria chegado.
O acordo desta semana complementaria um acordo de 2022, no qual a Diocese de Camden concordou em pagar US$ 87,5 milhões (R$ 454 milhões, na cotação da época) para resolver processos judiciais relacionados.
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A Igreja Católica dos EUA tem sido abalada há anos por acusações e revelações de abusos sexuais cometido por padres e outros sacerdotes. Entre 1950 e 2016, recebeu 18.500 denúncias contra 6.700 membros do clero, segundo o site bishop-accountability.org. Diversos membros de alto escalão da Igreja foram forçados a renunciar por protegerem abusadores sexuais.
O Parlamento da Venezuela deve debater nesta quinta-feira a aprovação de uma lei de anistia geral no país, que especialistas e familiares de presos políticos alertam ter alcance limitado. A lei é uma iniciativa de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma incursão militar dos Estados Unidos. Delcy governa sob pressão de Washington. Ela iniciou um processo de libertações antes da proposta de anistia, que em teoria deve abranger os 27 anos do chavismo no poder.
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— Não vai ser a melhor lei, acho que ainda há muitas coisas a melhorar — advertiu à AFP uma fonte com conhecimento das negociações entre o chavismo e a oposição minoritária, que se estenderão até pouco antes do início da sessão.
A Mesa Diretora do Parlamento convocou a sessão de quinta-feira para as 16h locais (17h em Brasília), um horário tardio e incomum. O único ponto da pauta é a “continuação da segunda discussão do projeto de lei de Anistia para a Convivência Democrática”.
O partido do governo tem maioria absoluta na Assembleia Nacional, mas um grupo de opositores travou o primeiro debate.
— Eles querem que a lei seja aprovada por consenso — afirmou a fonte sob anonimato.
O projeto de 13 artigos, porém, é mais vago do que rascunhos que circularam anteriormente.
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O debate da última quinta-feira foi interrompido no artigo 7, que indica que a anistia abrange “toda pessoa que esteja ou possa ser processada ou condenada por delitos ou infrações ocorridos” nos 27 anos do chavismo.
A oposição questionou o trecho final da redação que exige que a pessoa “esteja à disposição da Justiça ou se apresente à Justiça”, ou seja, que compareça aos tribunais na Venezuela para determinar se a anistia se aplica. Não está claro como essa exigência afeta opositores no exílio.
A Justiça venezuelana tem sido acusada de servir ao chavismo. A própria Delcy já defendeu uma reforma profunda do sistema.
O artigo 8 enumera os fatos específicos cobertos pela anistia, desde o golpe de Estado contra Hugo Chávez e a greve petroleira de 2002 até os protestos contra a contestada reeleição de Maduro em 2024. Seus críticos argumentam que a anistia deve abranger os 27 anos de chavismo sem exceções.
Uma reunião de negociação está prevista para quinta-feira antes da sessão, segundo a fonte.
— Não temos interesse em atrasar a lei — disse o deputado opositor Pablo Pérez. — Queremos que haja uma lei que realmente cumpra os parâmetros do que é uma lei de anistia.
O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, prometeu a libertação desses presos em uma visita há duas semanas. Desde então, 17 foram libertados.
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O debate ocorre após a visita a Caracas do chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan. Ele se reuniu por horas com Rodríguez e com seus ministros da Defesa, Vladimir Padrino, e do Interior, Diosdado Cabello, que durante anos defenderam discursos “antimperialistas”.
Os líderes “reiteraram o compromisso dos Estados Unidos com uma Venezuela livre, segura e próspera”, segundo comunicado americano. Rodríguez já cedeu a Washington o controle do petróleo e avança na retomada das relações bilaterais, rompidas em 2019.
Greve de fome
Uma mulher tem o rosto pintado durante um protesto em frente à sede das Nações Unidas em Caracas, em 18 de fevereiro de 2026
JUAN BARRETO / AFP
O governo interino anunciou o início de um processo de libertações em 8 de janeiro. Desde então, dezenas de familiares acampam em frente às prisões na esperança de que seu preso político seja libertado.
Já são 448, segundo a ONG Foro Penal. Eles receberam liberdade condicional, ponto sobre o qual ativistas insistem: a anistia deve conceder liberdade plena.
Um grupo de 10 mulheres iniciou em 14 de fevereiro uma greve de fome nos arredores de celas da Polícia Nacional em Caracas conhecidas como Zona 7. Quatro delas ainda mantinham o protesto na noite de quarta-feira, exigindo a libertação de seus familiares.
A União Europeia quer abrir “o quanto antes” as negociações formais sobre a adesão da Ucrânia ao bloco, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ele, no entanto, evitou estabelecer uma data concreta para o início das tratativas.
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O plano apresentado pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Ucrânia prevê a entrada de Kiev na UE em janeiro de 2027 — calendário considerado pouco realista por especialistas. “Queremos poder abrir formalmente as negociações o quanto antes e avançar no processo de ampliação”, declarou Costa durante entrevista coletiva em Oslo, onde cumpria visita oficial. “Não posso dizer se será em 2026, 2027 ou mais tarde, mas o importante é não perder o impulso”, acrescentou.
A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia entrará na próxima terça-feira em seu quinto ano, o que dificulta as expectativas de uma integração rápida do país ao bloco europeu. “É particularmente impressionante que a Ucrânia, apesar da terrível guerra que enfrenta, esteja aplicando as reformas necessárias para se tornar membro pleno da União Europeia”, ressaltou Costa.
Questionado sobre a possibilidade de oferecer uma adesão “leve” a Kiev, o presidente do Conselho Europeu foi categórico: “Existem regras para o processo de adesão”. E reforçou: “Os países candidatos devem cumprir esses critérios”, em referência aos chamados critérios de Copenhague, estabelecidos em 1993. Além do cumprimento das exigências técnicas e institucionais, a entrada de um novo país na UE depende da aprovação unânime dos Estados-membros. Nesse ponto, a Hungria, governada por Viktor Orbán, tem se mostrado abertamente hostil à candidatura ucraniana.
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Costa lembrou, no entanto, que Budapeste deu seu aval para que a Ucrânia obtivesse o status de país candidato em 2022. Atualmente, o recorde de adesão mais rápida ao bloco pertence à Finlândia, que levou menos de três anos entre a apresentação de sua candidatura e a incorporação formal. Na outra ponta está a Turquia, candidata oficial há quase 30 anos, mas cujo processo de integração está completamente congelado.
Um brasileiro de 29 anos, que era chamado pelo apelido Osíris, morreu nesta semana após ser atingido por disparos de artilharia na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia. O ataque ocorreu nas proximidades de Kupiansk, área que tem sido palco de confrontos intensos desde o início da guerra contra a Rússia. A informação foi confirmada pelo GLOBO.
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Natural do interior de São Paulo, o jovem atuava como voluntário ao lado das forças ucranianas no 2º Corpo da Guarda Nacional de Kharkiv. Segundo relatos divulgados por apoiadores nas redes sociais, ele teria decidido viajar para o país com o objetivo de defender a Ucrânia no conflito.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, oficialmente, há registro de 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos no conflito. A morte do jovem ainda não foi contabilizada formalmente pelo órgão.
O aumento das baixas reforça a preocupação do Itamaraty. Em julho de 2025, o ministério publicou comunicado oficial desaconselhando a ida de cidadãos brasileiros a zonas de conflito armado. Na ocasião, destacou o crescimento no número de brasileiros mortos em guerras internacionais e alertou para situações em que voluntários enfrentam dificuldades para deixar as forças combatentes após o alistamento.
Segundo o governo, em muitos desses casos a assistência consular é limitada em razão dos contratos firmados com exércitos estrangeiros.
A nova leva de e-mails ligados ao financista americano Jeffrey Epstein aprofunda o constrangimento em torno da família do Príncipe Andrew, preso nesta quinta-feira (19) no contexto das investigações sobre sua relação com o empresário. De acordo com divulgações da BBC, as mensagens, tornadas públicas anos após a condenação de Epstein por crimes sexuais, mencionam reiteradamente Sarah Ferguson e as princesas Beatrice e Eugenie.
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Andrew, que já havia sido afastado de funções oficiais e perdeu títulos honoríficos após o escândalo, sempre negou de forma veemente qualquer irregularidade. Seu gabinete foi procurado para comentar as novas revelações. Representantes de Ferguson também foram contatados.
Os arquivos mostram e-mails enviados em setembro de 2011 para Jeffrey Epstein a partir de um endereço de e-mail ocultado
Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA
Elogios, pedidos de dinheiro e estratégia de imagem
Nos e-mails, a ex-duquesa de York aparece elogiando Epstein de forma efusiva, chamando-o de “o irmão que sempre desejei ter” e declarando gratidão por sua “generosidade”. Em outra troca, uma remetente identificada como “Sarah” chega a escrever: “Estou ao seu dispor. Case-se comigo”. As mensagens são posteriores à condenação de Epstein, em 2008.
Os arquivos também indicam pedidos de apoio financeiro. Em 2009, após dificuldades em um empreendimento comercial, Ferguson teria solicitado 20 mil libras para pagar o aluguel, mencionando risco de exposição na imprensa. Há ainda referências a acordos para quitação de dívidas e a alegação, feita por Epstein em mensagem, de que teria prestado ajuda financeira a ela por 15 anos.
Parte das trocas sugere tentativa de gestão de imagem após as acusações contra o financista. Em um e-mail atribuído a Epstein, ele afirma que “Fergie agora pode dizer: ‘Eu não sou um pedófilo’”, indicando estratégia para conter danos reputacionais. O assessor de imprensa do empresário à época, Mike Sitrick, menciona a intenção de fazer com que jornais deixassem de associá-lo ao termo.
Um porta-voz de Ferguson disse à BBC que ela foi orientada a parabenizar Epstein pelo nascimento de um suposto filho, mas que desconhece detalhes adicionais. Nunca houve confirmação pública de que o financista tenha tido filhos.
Menções às princesas e acesso à realeza
As princesas Princesa Beatrice e Princesa Eugenie também aparecem nas mensagens. Em uma troca de 2010, um remetente não identificado menciona o “fim de semana de sexo” de Eugenie, sem contexto adicional. Não há indicação de irregularidade nas citações.
Outros e-mails relatam encontros sociais, incluindo um almoço em Miami com Ferguson e as filhas, além de convite enviado a Epstein para a festa de 50 anos de Andrew no Palácio de St. James. Em mensagem a um investidor, o financista afirma que Ferguson poderia organizar um chá no Palácio de Buckingham ou no Castelo de Windsor, o que evidenciaria seu trânsito em círculos da alta sociedade britânica.
Apesar da proximidade revelada nas mensagens, os documentos não indicam, por si, prática de crimes por parte das pessoas citadas. Ainda assim, o impacto reputacional é significativo.
Andrew, que deixou a Royal Lodge e foi afastado da vida pública após o escândalo, tornou-se símbolo do desgaste da chamada “marca York”. Já Beatrice e Eugenie mantêm seus títulos e posições na linha de sucessão, mas as novas revelações reacendem questionamentos sobre a capacidade de a família se dissociar definitivamente da sombra de Epstein.
O presidente Donald Trump reuniu nesta quinta-feira, no Instituto de Paz dos Estados Unidos, representantes de mais de 40 países para a primeira reunião de seu Conselho da Paz, iniciativa que tem como foco imediato a reconstrução da Faixa de Gaza e a criação de uma força internacional de estabilização para o território palestino, onde um frágil cessar-fogo ainda está em vigor.
Segundo uma autoridade sênior dos Estados Unidos, a reunião inclui atualizações sobre “todas as linhas de esforço”, entre elas assistência humanitária, a Comissão Nacional para a Administração de Gaza e a Força Internacional de Estabilização. A expectativa é que membros do conselho anunciem compromissos de envio de milhares de integrantes para forças internacionais de estabilização e de polícia em Gaza.
Antes do encontro, Trump afirmou que os integrantes do Conselho da Paz já prometeram US$ 5 bilhões para a reconstrução do território, valor que representa uma fração dos cerca de US$ 70 bilhões estimados como necessários para reconstruir Gaza. O presidente também deve apresentar os detalhes de um plano de reconstrução multibilionário e de uma força de estabilização autorizada pelas Nações Unidas.
A iniciativa reúne países como Armênia, Egito, Hungria, Paquistão, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Pelo menos cinco chefes de Estado eram esperados na capital americana, entre eles o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ambos aliados de Trump.
Ao chegar ao encontro, o presidente posou para uma “foto de família” ao lado do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, além de líderes da Arábia Saudita, Indonésia e Catar. Aliados tradicionais dos EUA, como Reino Unido, França, Noruega, Suécia e Eslovênia, não aderiram ao conselho. Alguns países manifestaram preocupação com a carta constitutiva do órgão, que não faz menção direta a Gaza, e com o risco de que a iniciativa possa enfraquecer o papel da ONU em operações de paz.
O papa Leão XIV também recusou o convite para integrar o conselho. O Vaticano afirmou que a ONU é a principal responsável por gerir situações de crise. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a decisão como “profundamente lamentável”.
A Rússia foi convidada a participar, mas o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov, informou que o país não estará na primeira cúpula e ainda avalia sua posição de longo prazo. A União Europeia (UE) enviou a comissária Dubravka Šuica, responsável pela pasta do Mediterrâneo, como representante, mas o bloco não integra o conselho. A Itália participa como observadora, e o chanceler Antonio Tajani afirmou que o país está disposto a ajudar a treinar forças policiais em Gaza e em outras áreas dos territórios palestinos.
O Canadá teve o convite retirado por Trump no mês passado, pouco depois de o primeiro-ministro Mark Carney discursar no Fórum Econômico Mundial e alertar para uma “ruptura” na ordem mundial.
Especialistas e líderes religiosos criticaram o Conselho da Paz. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, do Patriarcado Latino de Jerusalém, afirmou que se trata de “uma operação colonialista: outros decidindo pelos palestinos”. O assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas, Mahmoud al-Habbash, classificou o arranjo como “temporário” e disse que a liderança palestina o rejeita “em qualquer circunstância”, embora o considere o “mal menor”.
Uma explosão de um caminhão-tanque de gás nesta quinta-feira matou pelo menos três pessoas e feriu 10 em Santiago, informaram as autoridades. Por volta das 8h, horário local (mesmo horário em Brasília), o motorista perdeu o controle do veículo perto da localidade periférica de Renca e bateu em uma barreira de contenção.
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“Temos três mortos e 10 feridos, alguns em estado grave”, disse o delegado presidencial Gonzalo Durán a repórteres, acrescentando que a causa do acidente está sendo investigada.
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A explosão gerou uma grande coluna de fumaça, visível de vários pontos da capital.
O general da polícia Víctor Vielma indicou que a explosão também danificou “alguns veículos dentro de um prédio adjacente e afetou uma cúpula na área”. Os bombeiros estão combatendo o incêndio.
Um vazamento de gás tóxico matou ao menos 36 mineiros e deixou outros 26 hospitalizados na comunidade de Kampani Zurak, no nordeste da Nigéria. A tragédia ocorreu nas primeiras horas desta terça-feira (17), segundo autoridades locais.
De acordo com o porta-voz da polícia, Alfred Alabo, uma investigação preliminar aponta que as mortes foram causadas pela liberação repentina de óxido de chumbo, além de gases associados como enxofre e monóxido de carbono. As substâncias são altamente tóxicas, sobretudo em ambientes fechados ou com ventilação precária.
Segundo relatos oficiais, os trabalhadores não tinham conhecimento da presença dos gases nocivos e só perceberam o risco quando começaram a apresentar sintomas de mal-estar durante a atividade no poço da mina.
Investigação e suspeita de irregularidade
Em comunicado, o ministro do Desenvolvimento de Minerais Sólidos da Nigéria, Dele Alake, afirmou que os mineiros desconheciam a natureza tóxica das emissões e continuaram operando normalmente até que a situação se agravasse. O governo determinou o fechamento imediato do local e abriu investigação para apurar as causas do vazamento.
Ainda não está claro qual minério era explorado na área nem se a atividade era legalizada. A Nigéria enfrenta, há anos, dificuldades para conter operações ilegais de mineração, especialmente de ouro, que já provocaram centenas de mortes no país.
Os corpos das vítimas foram liberados às famílias para sepultamento conforme os rituais religiosos locais.

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