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Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que determinou ao Secretário da Guerra e a outros departamentos a divulgação de documentos governamentais relacionados a “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”.
Bases subterrâneas, Ovnis e agentes secretos: Área 51 desperta curiosidades sobre os segredos militares que acontecem no deserto
A declaração ocorre dias após o ex-presidente Barack Obama comentar, em entrevista a um podcast, que não existem instalações secretas subterrâneas na chamada “Área 51” abrigando alienígenas — a menos que houvesse uma conspiração que nem o presidente conhecesse.
O episódio reacendeu o interesse público sobre a Area 51, base militar localizada no deserto de Nevada que, desde os anos 1950, alimenta teorias sobre tecnologia extraterrestre e encobrimentos governamentais.
A Área 51 é uma instalação confidencial da Força Aérea dos Estados Unidos, situada próximo ao lago seco Groom Lake. Durante décadas, sua própria existência foi oficialmente negada. Em 2013, documentos divulgados pela CIA confirmaram que o local serviu para testes de aeronaves ultrassecretas, como os aviões-espiões U-2 e A-12, durante a Guerra Fria.
O isolamento extremo, o forte esquema de segurança e a ausência de informações públicas contribuíram para transformar a base em símbolo de mistério.
Casos e teorias associados à Área 51
• Roswell (1947): Destroços encontrados no Novo México foram inicialmente descritos como “disco voador” antes de o governo afirmar tratar-se de um balão meteorológico. A mudança de versão alimentou suspeitas de que corpos e tecnologia alienígena teriam sido levados para a Área 51.
• Projeto Aurora: Rumores indicam que a base teria sido usada para testar aeronaves hipersônicas secretas. Embora nunca confirmado oficialmente, relatos de aviões com características incomuns reforçam a lenda.
• “Homens de Preto”: Testemunhas de OVNIs afirmam ter sido abordadas por agentes misteriosos que tentariam desacreditá-las ou silenciá-las.
• Bases subterrâneas: Teorias sugerem que haveria instalações subterrâneas profundas onde ocorreriam experimentos com engenharia reversa de tecnologia extraterrestre.
• Caso Tic Tac (2004): Pilotos da Marinha dos EUA relataram encontros com objetos em formato de “tic tac”. Vídeos foram posteriormente divulgados pelo Pentágono, aumentando o debate sobre fenômenos aéreos não identificados.
• Caverna de Papoose: Suposta instalação subterrânea conectada à base principal, onde ocorreriam operações secretas envolvendo tecnologia alienígena.
• Incidente de Kingman (1953): Relatos apontam a queda de um “disco voador” no Arizona, com suposta recuperação de destroços e corpos, versão negada pelo governo.
Autoridades americanas reconhecem a existência de fenômenos aéreos não identificados, mas afirmam não haver evidências públicas de que sejam de origem extraterrestre.
Arquivos da CIA e do Pentágono indicam que grande parte dos avistamentos históricos pode estar ligada a testes militares sigilosos, especialmente durante a Guerra Fria.
O consumo de carne de cavalo pode ser proibido na Itália nos próximos meses. Um projeto de lei em tramitação no Parlamento prevê classificar equinos — incluindo cavalos, burros e mulas — como animais de estimação, o que tornaria ilegal seu abate para consumo.
A proposta foi apresentada por Michela Vittoria Brambilla, do partido Noi Moderati e integrante da coalizão governista liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni. O texto também conta com apoio de parlamentares da oposição.
Se aprovada, a lei poderá impor multa de até 100 mil euros e pena de prisão de até três anos para quem descumprir a proibição.
O projeto inclui ainda a implantação obrigatória de microchips em equinos e a criação de um sistema nacional de monitoramento. Está previsto também um fundo de 6 milhões de euros para auxiliar criadores a adaptarem seus negócios, segundo o jornal The Guardian.
Brambilla, que preside a associação de direitos dos animais Leidaa, argumenta que a proposta representa uma mudança cultural necessária.
— Já estamos no século 21 e os equinos continuam sendo explorados. Amigos não devem ser comidos — declarou.
Tradição culinária em debate
Apesar da queda no consumo na última década, a Itália segue entre os maiores consumidores e importadores de carne de cavalo na Europa. O alimento integra a culinária tradicional de regiões como Puglia, Campânia, Sicília, Lombardia, Vêneto e Emília-Romanha.
O ex-ministro da Agricultura Gian Marco Centinaio afirmou que a proibição apagaria parte da história gastronômica italiana, reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO.
— Desde os guisados de Verona e Salento até as almôndegas de Catania, trata-se de identidade regional — disse.
Já o senador Dario Damiani, do partido Forza Italia, argumentou que a medida afetaria a cadeia produtiva e colocaria empregos em risco.
Pesquisa realizada no ano passado mostrou que 83% dos italianos afirmam não consumir carne de cavalo, enquanto 17% dizem ingerir o produto ao menos uma vez por mês. A redução é atribuída a preocupações éticas, maior empatia com os animais e mudanças culturais.
Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew, foi libertado sob investigação na noite de quinta-feira, após passar grande parte do seu 66º aniversário sob custódia policial. A medida significa que ele não está mais formalmente detido, mas continua sendo alvo de apuração criminal por suspeita de má conduta em cargo público.
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A prisão ocorreu por volta das 8h da manhã (horário local) na propriedade de Sandringham, onde estava hospedado temporariamente enquanto sua residência permanente, Marsh Farm, passa por reformas. Segundo a polícia do Vale do Tâmisa, a detenção decorre da avaliação de uma queixa relacionada ao suposto compartilhamento de material confidencial com Jeffrey Epstein.
É a primeira vez que Andrew é preso, apesar de alegações anteriores envolvendo seus vínculos com Epstein. Ele tem negado de forma consistente e veemente qualquer irregularidade e, até o momento, não há acusações formais apresentadas.
O que acontece agora?
Com a libertação sob investigação, o caso entra na fase de consolidação probatória. A Polícia do Vale do Tâmisa deverá concluir a análise dos materiais apreendidos e encaminhar o conjunto ao Crown Prosecution Service (CPS).
Caberá ao CPS decidir se há base jurídica suficiente para oferecer denúncia por má conduta em cargo público. O processo pode levar semanas e envolve avaliação técnica sobre a suficiência das provas e a viabilidade processual da acusação.
Enquanto isso, Andrew permanece sob investigação, sem restrições como toque de recolher ou proibição de viagens e novos interrogatórios podem ser agendados. As autoridades também continuam examinando documentos, registros digitais e outros elementos coletados.
A libertação sob investigação não encerra o caso nem impede nova convocação para depoimento.
Novas buscas e possível ampliação das diligências
Na manhã de quinta-feira, a Polícia do Vale do Tâmisa informou que estava “realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk”. Após a libertação, a corporação declarou que as diligências em Norfolk “já foram concluídas”.
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As buscas em Royal Lodge, no Windsor Great Park, continuaram até pelo menos a manhã de sexta-feira.
O ex-superintendente-chefe Dal Babu afirmou que os investigadores poderão “ter acesso a equipamentos de informática, arquivos, fotografias e qualquer outra evidência”. Segundo ele, também poderão “realizar buscas em quaisquer instalações que ele possua ou ocupe, ou quaisquer outras que controle, de modo que pode muito bem haver buscas em outras áreas também”.
A depender do conteúdo analisado, o escopo da investigação poderá ser ampliado.
Enquadramento jurídico
A suspeita envolve o crime de má conduta em cargo público, que exige a comprovação de quatro elementos: que o investigado era agente público e que os fatos se relacionam às suas funções; que agiu deliberadamente ao descumprir dever ou se comportar de forma indevida; que houve abuso da confiança pública; e que a conduta ocorreu sem desculpa ou justificativa razoável.
Entre acusações previamente divulgadas estão o compartilhamento de relatórios de visitas comerciais, o encaminhamento de informe confidencial sobre investimentos no Afeganistão e o repasse de documento do Tesouro a contato comercial pessoal. Não se conhecem, contudo, os detalhes específicos das alegações atualmente sob análise.
Impacto na realeza
Andrew é o oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, embora seja considerado praticamente impossível que venha a se tornar rei. Sua eventual remoção da linha sucessória exigiria legislação aprovada pelo Parlamento britânico e o apoio de todos os países da Commonwealth que reconhecem o monarca como chefe de Estado.
Ele permanece tecnicamente como conselheiro de Estado, ainda que, na prática, apenas membros ativos da realeza exerçam essa função.
Em comunicado oficial, o rei Charles III declarou receber a notícia da detenção “com profunda preocupação” e confiou que o processo será conduzido de maneira “justa” e “adequada” pelas autoridades competentes.
“Nesse sentido, como já disse anteriormente, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e incondicionais”, disse o rei: “Deixo claro: a lei deve seguir seu curso. Enquanto esse processo continuar, não seria apropriado que eu fizesse mais comentários sobre o assunto.
A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira ter desmantelado um suposto plano organizado pela Rússia para assassinar figuras políticas do país, com recompensas que chegariam a US$ 100 mil (mais de R$ 520 mil, na cotação atual). Segundo a AFP, 10 pessoas foram presas na Ucrânia e na Moldávia sob suspeita de participarem do plano.
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De acordo com o procurador-geral Ruslan Kravchenko, o grupo atuava como uma rede organizada de “assassinatos por encomenda”. “Foi identificado um grupo organizado que preparava assassinatos sob encomenda de cidadãos ucranianos e estrangeiros conhecidos”, afirmou Kravchenko em comunicado.
As forças de segurança, ainda segundo o procurador-geral, realizaram cerca de 20 buscas em diferentes regiões da Ucrânia e apreenderam dinheiro, armas de fogo, explosivos e dispositivos de comunicação que continham registros de contato com intermediários russos.
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Sete suspeitos foram detidos em território ucraniano. Outros três — incluindo o apontado como organizador da operação — foram presos na Moldávia.
O governo ucraniano divulgou o nome de apenas uma das autoridades que teriam sido alvo do plano: Andriy Yusov, responsável pela área de comunicações estratégicas das Forças Armadas da Ucrânia e figura-chave nas negociações para troca de prisioneiros com a Rússia.
As autoridades não detalharam quantas pessoas estavam na lista de alvos nem o estágio exato do suposto plano no momento das prisões. Moscou ainda não comentou as acusações.
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Os assassinatos seletivos tornaram-se um marco da guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde 2022, segundo o grupo de monitoramento ACLED, o número de tentativas de assassinato dentro da Rússia aumentou significativamente.
Rússia acusou Kiev por crime semelhante
Em novembro do ano passado, os serviços secretos russos (FSB) afirmaram ter impedido uma tentativa da Ucrânia de assassinar “um dos mais altos funcionários do Estado russo” durante uma visita ao túmulo dos pais em um cemitério próximo a Moscou.
De acordo com o comunicado divulgado pelo FSB à época, a operação teria sido organizada pelos serviços especiais ucranianos e visava atingir o funcionário enquanto ele participava da homenagem familiar.
Na ocasião, o FSB também afirmou que “planos semelhantes” de ataques em território russo estariam em andamento. Em resposta, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) negou qualquer envolvimento e acusou Moscou de criar “notícias e declarações falsas”.
Tradicionalmente encarregada da proteção da família real britânica, a Polícia do Vale do Tâmisa desempenhou, nesta quinta-feira, um papel distinto daquele ao qual está habituada: foi a responsável pela detenção de Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew, alvo de uma investigação que apura as relações do ex-sucessor do trono britânico com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
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A corporação, que rotineiramente fornece equipes armadas e agentes montados para proteger o Castelo de Windsor e as multidões que se reúnem na cidade de Windsor, localizada a cerca de 40 quilômetros a oeste de Londres, agora conduz a investigação por suspeita de “má conduta em exercício de cargo público” contra Andrew.
À época dos fatos sob apuração, ele era conhecido como Príncipe Andrew e, desde 2003, vivia no Royal Lodge, próximo ao Castelo de Windsor. Como qualquer força policial britânica, a Polícia do Vale do Tâmisa deve investigar crimes que supostamente tenham ocorrido em sua área de jurisdição, e isso inclui o local onde o sr. Mountbatten-Windsor residia.
Foram agentes da própria corporação que efetuaram a prisão dele na manhã desta quinta-feira.
Ex-príncipe Andrew
AFP
A Polícia do Vale do Tâmisa é uma das maiores forças do Reino Unido, com cerca de 5 mil agentes, segundo os dados governamentais mais recentes. Diferentemente de muitas das 43 forças policiais regionais da Inglaterra e do País de Gales — que cobrem apenas uma cidade ou condado —, a corporação é responsável por três condados: Buckinghamshire, Berkshire e Oxfordshire, que somam mais de 2,3 milhões de habitantes, em uma área superior a 5,7 mil quilômetros quadrados no Sudeste da Inglaterra.
Além do Castelo de Windsor, a área sob sua responsabilidade inclui a residência oficial conhecida como Chequers, que pertence ao primeiro-ministro e frequentemente recebe membros da realeza e dignitários internacionais.
Em setembro, quando o presidente Trump foi recebido em ambos os locais durante sua suntuosa visita de Estado, a corporação realizou uma das maiores operações de segurança protetiva da história britânica. A ação mobilizou drones, atiradores de elite, cães farejadores, cavalos e equipes marítimas.
A Polícia do Vale do Tâmisa está entre as várias forças britânicas que investigam possíveis crimes relacionados aos arquivos Epstein.
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A Polícia Metropolitana de Londres iniciou neste mês uma investigação contra um ex-ministro do governo britânico, Peter Mandelson, também em relação a possível má conduta no exercício de cargo público. A corporação conduz ainda apurações preliminares sobre acusações de que um agente de proteção não identificado teria “feito vista grossa” durante visitas à ilha privada no Caribe que pertencia ao sr. Epstein.
Já a Polícia de Surrey pediu que quaisquer testemunhas de alegações de abuso sexual infantil na década de 1990 se apresentem. Paralelamente, forças responsáveis por aeroportos utilizados pelo jato particular do sr. Epstein analisam informações contidas nos arquivos.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido informou que um grupo de coordenação está apoiando as forças regionais para “buscar informações junto a agências de aplicação da lei no exterior”.
O órgão acrescentou que “a polícia e seus parceiros na aplicação da lei estão tratando este assunto com extrema seriedade e avaliarão minuciosamente todas as informações”.
Novas buscas
A polícia voltou a realizar buscas nesta sexta-feira no Royal Lodge, no segundo dia consecutivo de operações envolvendo a investigação. Andrew ficou detido por cerca de 12 horas na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, para prestar depoimento sobre o caso que investiga suspeita de má conduta no exercício de um cargo público.
A imprensa inglesa descreveu uma movimentação de viaturas policiais sem identificação na residência real. A rede britânica BBC noticiou ter confirmado com fontes ligadas à polícia que um trabalho de coleta e identificação de evidências está sendo realizado no interior da propriedade, sugerindo que o inventário pode levar dias.
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Andrew ficou detido na delegacia de polícia de Aylsham na quinta-feira, onde foi interrogado sobre um suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein, enquanto atuou como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. O caso é investigado pela polícia britânica como “suspeita de má conduta no exercício de função pública”.
O ex-príncipe, que perdeu o título real após uma série de documentos revelados nos EUA mostrarem as relações próximas que manteve com o criminoso sexual — incluindo evidências de sua participação na exploração sexual de menores de idade. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
Os Estados Unidos fechou 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões, o maior da série histórica, segundo o New York Times, apesar da política protecionista adotada pelo presidente Donald Trump. Em dezembro, o déficit de bens e serviços se ampliou em relação ao mês anterior, chegando a US$ 70,3 bilhões, encerrando um ano turbulento marcado pela política tarifária do republicano, mostraram dados do Departamento de Comércio divulgados nesta quinta-feira.
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Ao mesmo tempo, a China, principal alvo da guerra comercial de Trump, terminou o ano passado com um recorde no seu superávit comercial, superando US$ 1 trilhão com a melhor marca que um país já alcançou na História. Os números são um indicativo de que o país liderado por Xi Jinping, cujas vendas para os EUA caíram muito, encontrou rotas de escoamento de sua produção para a maior economia do mundo por meio de outros mercados asiáticos, driblando as tarifas de Trump.
“Depois de todas as manchetes sobre tarifas e das oscilações nos dados, o déficit comercial praticamente não se alterou em 2025”, afirmou Oren Klachkin, economista de mercados financeiros da Nationwide, em nota. “Com o impacto máximo das tarifas provavelmente já tendo ficado para trás, esperamos que o comércio entre em um ritmo mais previsível”.
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Os dados comerciais foram particularmente voláteis em 2025, mês a mês, à medida que importadores dos EUA reagiam a um persistente bombardeio de anúncios de tarifas pelo presidente Trump. As importações de ouro e de produtos farmacêuticos foram especialmente instáveis, enquanto as empresas corriam para antecipar-se a tarifas mais elevadas.
O déficit de dezembro — mais amplo do que todas as estimativas, exceto uma, em pesquisa da Bloomberg com economistas — refletiu um aumento de 3,6% no valor das importações, incluindo ganhos em acessórios de informática e veículos automotores. As exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, refletindo em grande parte menores embarques de ouro para o exterior.
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Antes da divulgação dos números, a projeção GDPNow, do Federal Reserve Bank de Atlanta, indicava que as exportações líquidas adicionariam cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do quarto trimestre, agora estimado em 3,6%. Mas, após o relatório, vários economistas passaram a prever um impulso menor do comércio — ou até mesmo um efeito negativo — antes do relatório de sexta-feira sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.
Após o ajuste pelas variações de preços, que entram no cálculo do PIB real, o déficit comercial de mercadorias aumentou para US$ 97,1 bilhões em dezembro, o maior desde julho. O comércio de ouro, salvo quando destinado a usos industriais, como na produção de joias, é excluído do cálculo do PIB pelo governo.
“Com o relatório comercial de dezembro em mãos, podemos estimar que as exportações líquidas contribuíram pouco para o crescimento real do PIB no quarto trimestre. Em linha com outros dados recentes, as importações de bens de capital — lideradas por produtos relacionados à IA — continuaram a sinalizar um forte investimento doméstico no fim do ano”, diz, em nota, Troy Durie, analista da Bloomberg Economics.
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Trump tem recorrido às tarifas como parte de sua estratégia para reduzir a dependência de bens estrangeiros, incentivar o investimento doméstico e reverter décadas de queda no emprego industrial. Ele e sua equipe econômica têm criticado pesquisas que concluem que os americanos arcaram com os custos das tarifas.
Uma das maiores incógnitas para o comércio é se a Suprema Corte confirmará a autoridade de Trump para impor tarifas abrangentes por meio de uma lei de emergência. Uma decisão pode sair já na sexta-feira, embora o tribunal nunca anuncie com antecedência quais decisões serão divulgadas.
No ano passado, as empresas dos EUA importaram quase US$ 145 bilhões a mais em computadores e acessórios do que em 2024. A aceleração da demanda refletiu o maciço investimento em curso em inteligência artificial.
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Por país, o déficit com a China diminuiu acentuadamente — chegando a cerca de US$ 202 bilhões, o menor em mais de 20 anos e reflexo das tarifas mais altas que Trump impôs às importações chinesas. O comércio, por sua vez, foi em grande parte redirecionado por meio de outros países, como México e Vietnã, onde os déficits atingiram níveis recordes.
Enquanto isso, o déficit com Taiwan no ano passado aumentou para um recorde de US$ 146,8 bilhões, enquanto o saldo negativo anual com o Canadá diminuiu.
Dados separados divulgados nesta quinta-feira mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, na maior queda desde novembro.
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Os administradores do espólio de Jeffrey Epstein propuseram pagar até US$ 35 milhões (cerca de R$ 182,3 milhões) para encerrar processos movidos por dezenas de supostas vítimas do financista americano. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira em documento protocolado na Justiça Federal de Manhattan e ainda precisa ser aprovada por um juiz para ter validade definitiva.
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O pagamento contempla pessoas que afirmam ter sido “agredidas sexualmente, abusadas ou traficadas” por Epstein entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019 — data em que ele morreu na prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações federais.
Segundo o acordo, o valor total poderá chegar a US$ 35 milhões se houver 40 ou mais vítimas elegíveis no grupo. Caso o número seja inferior a 40, o montante cairia para US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130,2 milhões).
Os administradores do espólio são Darren Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard Kahn, seu antigo contador. Ambos negam qualquer conduta ilícita decorrente da relação com o financista e não foram acusados de crimes sexuais ou de participação direta em abusos.
O acordo, se homologado, encerrará uma ação apresentada em 2024, na qual os dois eram acusados de facilitar as atividades ilegais de Epstein por meio de serviços jurídicos e empresariais.
A decisão protocolada deixa claro que o entendimento não implica admissão de culpa por parte dos administradores e não os sujeita automaticamente a futuras ações judiciais relacionadas ao caso.
O escritório Boies Schiller Flexner LLP, que representa o grupo de vítimas, não comentou oficialmente o número exato de participantes na ação. A agência Bloomberg informou que o escritório acredita contar com pelo menos 40 vítimas que ainda não haviam chegado a um acordo.
Daniel H. Weiner, advogado que representa os administradores, também não se manifestou.
A proposta surge após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornar públicos milhões de documentos, fotografias e vídeos ligados à investigação sobre Epstein.
Ao longo dos anos, Epstein cultivou relações com uma ampla rede de políticos, executivos, acadêmicos e celebridades, muitos dos quais tiveram suas reputações afetadas após a exposição de seus vínculos com o financista.
A polícia do Reino Unido voltou a realizar buscas nesta sexta-feira no Royal Lodge — propriedade que serviu de moradia oficial para Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew —, no segundo dia consecutivo de operações envolvendo a investigação que apura as relações do ex-sucessor do trono britânico e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Andrew ficou detido por cerca de 12 horas na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, para prestar depoimento sobre o caso que investiga suspeita de má conduta no exercício de um cargo público.
Crise sem precedente: Para a família real britânica, não há manual para reagir à prisão de um ex-príncipe
Proposta de acordo: Espólio de Jeffrey Epstein oferece até R$ 182 milhões para encerrar ações de vítimas
A imprensa inglesa descreveu uma movimentação de viaturas policiais sem identificação na residência real. A rede britânica BBC noticiou ter confirmado com fontes ligadas à polícia que um trabalho de coleta e identificação de evidências está sendo realizado no interior da propriedade, sugerindo que o inventário pode levar dias.
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Andrew ficou detido na delegacia de polícia de Aylsham na quinta-feira, onde foi interrogado sobre um suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein, enquanto atuou como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. O caso é investigado pela polícia britânica como “suspeita de má conduta no exercício de função pública”.
Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, Andrew teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
O ex-príncipe, que perdeu o título real após uma série de documentos revelados nos EUA mostrarem as relações próximas que manteve com o criminoso sexual — incluindo evidências de sua participação na exploração sexual de menores de idade. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedente no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Oficialmente, a família real tenta se distanciar do caso e se posiciona criticamente contra Andrew. Em uma declaração na quinta-feira, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”.
Declarações pessoais do rei como essa são raras. Em ocasiões anteriores, as manifestações sobre Mountbatten-Windsor partiram de forma mais ampla do Palácio de Buckingham. O palácio já havia informado que, caso o rei ou a instituição fossem procurados pela polícia para prestar assistência, estariam prontos para colaborar. (Com AFP)
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã desta quinta-feira, tornando-se o primeiro membro da realeza britânica a ser levado sob custódia na história moderna. A ação marca um novo capítulo no escândalo que envolve o irmão do rei Charles III e aprofunda uma crise institucional considerada por analistas como a mais grave desde a morte de Diana, Princess of Wales, em 1997.
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A detenção ocorreu no dia em que Andrew completava 66 anos. Viaturas policiais descaracterizadas foram vistas chegando à sua residência temporária na propriedade de Sandringham, em Norfolk. Ele foi posteriormente libertado, mas segue sob investigação. Não houve acusação formal até o momento.
A polícia de Thames Valley informou que Andrew foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de funções públicas — infração que envolve o abuso ou a negligência deliberada de poderes vinculados a cargo oficial.
O ex-príncipe atuou como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que, nesse período, ele manteve contato com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
As autoridades britânicas avaliam se Andrew teria compartilhado material confidencial com Epstein e investigam alegações de que uma mulher teria sido traficada ao Reino Unido para um encontro com ele. A polícia ressalta que Andrew não foi acusado de crimes sexuais.
O ex-príncipe nega todas as acusações e afirma jamais ter presenciado ou suspeitado dos crimes atribuídos a Epstein.
Em comunicado curto e direto, Charles III declarou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e afirmou que “a lei deve seguir seu curso”. O texto, divulgado em nome próprio, enfatiza apoio “total e inequívoco” às autoridades.
Fontes indicam que nem o rei nem o Palácio de Buckingham foram avisados previamente sobre a detenção.
A postura de Charles contrasta com a abordagem adotada pela falecida Elizabeth II, frequentemente criticada por ter demorado a afastar Andrew de funções públicas após a entrevista controversa concedida à BBC, em 2019.
Desde que assumiu o trono, em 2022, Charles retirou do irmão o título de príncipe e o expulsou da residência oficial em Windsor.
A maior crise desde Diana
Especialistas ouvidos pela imprensa britânica avaliam que o caso representa o maior teste à monarquia desde a morte de Diana. A historiadora real Kate Williams afirmou que a família enfrenta “um enorme problema: distanciar-se de Andrew”.
O comentarista Sandro Monetti declarou que “a questão Andrew passou a definir — e continuará a definir — todo o reinado de Charles”.
A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que rejeita a proposta da Organização das Nações Unidas de criar um mecanismo internacional de governança para a inteligência artificial (IA), iniciativa apresentada durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, na Índia.
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O conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, afirmou que os Estados Unidos rejeitam “totalmente” uma governança global da IA. Chefe da delegação americana no encontro, ele se manifestou antes da divulgação da declaração final dos líderes.
“Como o governo (do presidente Donald) Trump já disse em muitas ocasiões: rejeitamos totalmente a governança global da IA”, declarou. “Acreditamos que a adoção da IA não pode levar a um futuro mais promissor se estiver submetida a burocracias e ao controle centralizado”, completou.
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a criação de uma nova comissão voltada ao “controle humano” da IA. Segundo ele, a Assembleia Geral designou 40 especialistas para compor o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial.
“Estamos entrando no desconhecido”, afirmou Guterres na abertura do encontro, que termina nesta sexta-feira. “A mensagem é simples: menos exagero, menos medo. Mais fatos e evidências”.
Criado em agosto, o órgão consultivo pretende atuar de forma semelhante ao Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), responsável por avaliações científicas sobre o aquecimento global.
“A governança baseada na ciência não é um freio ao progresso, e sim pode torná-lo mais seguro, mais justo e mais amplamente compartilhado”, defendeu Guterres. “Quando compreendermos o que os sistemas podem fazer, e o que não podem fazer, poderemos passar de medidas aproximadas para barreiras de proteção mais inteligentes e baseadas no risco”, acrescentou.
A expansão acelerada da IA generativa impulsionou os lucros das empresas de tecnologia, mas também intensificou preocupações quanto a seus efeitos sobre a sociedade, o mercado de trabalho e o meio ambiente.
Esta é a quarta reunião anual dedicada à política de IA. O próximo encontro está previsto para Genebra, no primeiro semestre de 2027.
A cúpula de Nova Délhi é a primeira realizada em um país em desenvolvimento. A Índia busca aproveitar a visibilidade internacional para reforçar sua posição no setor e reduzir a distância em relação a Estados Unidos e China. O governo indiano projeta atrair mais de US$ 200 bilhões em investimentos nos próximos dois anos. Empresas americanas de tecnologia anunciaram, nos últimos dias, novos acordos e projetos de infraestrutura.
À frente da OpenAI, Sam Altman defendeu na quinta-feira a adoção de regras para o uso da IA. “A democratização da IA é a melhor maneira de garantir que a humanidade prospere”, afirmou. “Isso não quer dizer que não precisamos de nenhuma regulamentação ou medida de segurança. É óbvio que precisamos delas, com urgência”.
‘Sem ação coletiva, IA aprofundará desigualdades’, diz Lula
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou que, “sem uma ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas”.
“Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder”, disse. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, completou.
Os debates em Nova Délhi reuniram milhares de participantes e abordaram temas como proteção de crianças, impacto no emprego e acesso equitativo às ferramentas de IA. Observadores avaliam, no entanto, que o escopo amplo e as declarações genéricas registradas em encontros anteriores — realizados na França, na Coreia do Sul e no Reino Unido — podem dificultar compromissos concretos.
Anfitrião do encontro, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o mundo vive uma transição estrutural na relação entre humanos e máquinas.
“Estamos entrando em uma era na qual os seres humanos e os sistemas de inteligência criam, trabalham e evoluem juntos”, declarou. “Devemos decidir que a IA seja utilizada para o bem comum mundial”, disse.

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