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Uma pessoa morreu e outras 24 ficaram feridas quando uma embarcação de passageiros afundou nas populares ilhas turísticas de Galápagos, no Equador, informaram os serviços de emergência locais nesta sexta-feira (20).
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O arquipélago, localizado no Oceano Pacífico, a cerca de 1.000 km da costa do Equador, possui flora e fauna únicas. Patrimônio Mundial da UNESCO, é uma das principais atrações turísticas do país.
O serviço de emergência ECU911 informou que a embarcação afundou na quinta-feira (19) enquanto navegava entre a praia de Tortuga Bay e Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz.
Equipes resgatam uma das vítimas de naufrágio de embarcação de passageiros nas Ilhas Galápagos, no Equador
Reprodução / X
“As equipes de resgate informaram que esta emergência infelizmente resultou em uma morte e 24 feridos”, afirmou o ECU911 em seu grupo de imprensa no WhatsApp.
Havia 29 pessoas a bordo da embarcação, segundo a Marinha Equatoriana. O capitão da embarcação morreu no incidente, cujo corpo foi encontrado após três horas de buscas, acrescentou a instituição militar.
O arquipélago de Galápagos recebeu esse nome devido às suas tartarugas-gigantes, e seu ecossistema inspirou a teoria da evolução de Charles Darwin. Suas ilhas “encantadas”, que também fazem parte da Reserva Mundial da Biosfera, receberam aproximadamente 146 mil turistas (65% estrangeiros) no primeiro semestre de 2025, em comparação com 142 mil no mesmo período de 2024, segundo o Parque Nacional de Galápagos.
O marido da Secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, foi proibido de entrar na sede do departamento depois que pelo menos duas funcionárias relataram a autoridades que ele as havia agredido sexualmente, de acordo com pessoas familiarizadas com a decisão e um boletim de ocorrência obtido pelo The New York Times.
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As mulheres disseram que o marido de Lori, Shawn DeRemer, as tocou de forma inapropriada no prédio do Departamento do Trabalho, na Avenida Constitution. Um dos incidentes, ocorrido durante o expediente na manhã de 18 de dezembro, foi gravado pelas câmeras de segurança do escritório, segundo as fontes. O vídeo mostra DeRemer abraçando uma das mulheres por um longo período e foi analisado como parte de uma investigação criminal, afirmou uma das fontes.
Em janeiro, as preocupações das mulheres em relação a DeRemer, de 57 anos, foram levantadas como parte de uma investigação interna do inspetor-geral do departamento sobre suposta má conduta de Lori e de sua equipe sênior, disse uma das pessoas. Em 24 de janeiro, o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington apresentou uma denúncia de contato sexual forçado ocorrido em dezembro no Departamento do Trabalho, de acordo com o relatório que foi consultado pelo The Times.
O boletim de ocorrência é o único dos últimos três meses associado ao endereço do Departamento do Trabalho, disse um porta-voz da polícia, acrescentando que a unidade de crimes sexuais do Departamento de Polícia está investigando o caso.
Após as mulheres descreverem os incidentes aos investigadores, DeRemer foi proibido de entrar nas instalações do Departamento do Trabalho, de acordo com pessoas familiarizadas com a decisão, que pediram para não serem identificadas devido à delicadeza das alegações e às investigações em curso envolvendo o departamento.
“[se] DeRemer tentar entrar, deverá ser solicitado que se retire”, dizia um aviso de restrição de construção consultado pelo The Times.
DeRemer, anestesiologista em Portland, no estado americano de Oregon, que visitava frequentemente o escritório de sua mulher em Washington, não respondeu ao pedido de comentário feito pelo The New York Times. Uma porta-voz do Departamento do Trabalho também não se manifestou. O advogado que representa Lori na investigação do inspetor-geral recusou-se a comentar.
O crescente escândalo de má conduta no Departamento do Trabalho forçou vários assessores e membros da equipe de segurança do círculo íntimo de Lori a serem afastados administrativamente e sob investigação.
O gabinete do inspetor-geral está investigando uma denúncia formal de que Lori mantinha um relacionamento sexual impróprio com um subordinado — membro de sua equipe de segurança — e abusava de seu cargo levando funcionários a casas noturnas com shows de strip-tease, consumindo álcool no trabalho e fazendo viagens pessoais às custas do contribuinte. Seu advogado negou as acusações.
O presidente Trump nomeou Lori como sua secretária do Trabalho no final de 2024, e ela foi confirmada em março do ano passado. Ela era congressista republicana pelo Oregon antes de perder a disputa pela reeleição em 2024.
Durante seu mandato como secretária do Trabalho, milhares de funcionários do departamento foram forçados a deixar o serviço público federal. Seu departamento também divulgou mensagens nas redes sociais que ecoavam as utilizadas por nacionalistas brancos.
Um dos principais líderes da oposição na Venezuela criticou nesta quinta-feira a nova lei de anistia, poucas horas após deixar a prisão domiciliar. A proposta, aprovada por unanimidade pelo Parlamento e sancionada rapidamente pela presidente interina Delcy Rodríguez, pode beneficiar centenas de dissidentes e é vista como o sinal mais forte até agora de que o governo interino, sob pressão dos Estados Unidos, tenta suavizar algumas das práticas mais repressivas do regime. Especialistas e ativistas em defesa de presos políticos, no entanto, afirmam que o texto inclui exceções e exigências judiciais que limitam seu alcance, e até mesmo apoiadores reconhecem que a lei é imperfeita.
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A legislação exclui da anistia aqueles que tenham promovido, apoiado ou participado de “ações de força” contra o país com apoio de governos estrangeiros, acusações frequentemente usadas pelo chavismo ao longo de quase três décadas para barrar opositores de cargos públicos ou enviá-los à prisão.
A medida abrange fatos ocorridos ao longo do período iniciado em 1999, primeiro ano do mandato do ex-presidente Hugo Chávez, que estruturou o modelo político conhecido como chavismo. Desde então, milhares de venezuelanos e estrangeiros foram detidos, muitos sob acusações consideradas forjadas por organizações de direitos humanos.
— Este é um episódio profundo de reflexão — afirmou Rodríguez no Palácio Miraflores, ao sancionar o texto. Segundo ela, a lei demonstra “à Venezuela e ao mundo do que somos capazes e da generosidade que estamos oferecendo como atores políticos”.
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Delcy pediu aos parlamentares e a um comitê de “paz” que revisem casos não contemplados pela lei de anistia e emitam recomendações adequadas com o objetivo de “curar feridas”.
A Assembleia Nacional deve instalar uma comissão especial nesta sexta-feira para supervisionar a aplicação da norma, incluindo a ex-primeira-dama Cilia Flores. Ela e o ex-presidente Nicolás Maduro foram capturados por forças americanas em janeiro, em uma operação em Caracas, e estão sob custódia nos Estados Unidos, em Nova York.
A lei determina que os beneficiados obtenham aprovação judicial para ter direito à anistia, pessoalmente ou, se estiverem no exterior, por meio de advogado. Na prática, isso significa que muitos terão de recorrer aos mesmos juízes que os processaram ou condenaram, em um sistema judicial que observadores internacionais classificam como corrupto e alinhado ao regime.
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Em relatório divulgado nesta semana, a Human Rights Watch (HRW) afirmou que a proposta de anistia “não garante a libertação incondicional de todas as pessoas presas arbitrariamente” e alertou que o aparato repressivo utilizado nos últimos anos permanece intacto. A organização defendeu reformas profundas no Judiciário e no Conselho Nacional Eleitoral, além da revisão de leis que criminalizam críticas ao governo.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou a anistia como um “passo transcendental” para a “estabilidade” do país. Em comunicado, o general afirmou que a norma deve ser interpretada como um sinal de maturidade política, não como validação de erros, mas como um gesto necessário para avançar “apesar da dor”.
Padrino também declarou que a norma não é “simplesmente uma lei, mas, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país”, destacando que as Forças Armadas apoiam a iniciativa e permanecem subordinadas à presidente interina.
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Embora o governo interino apoiado pela Casa Branca celebre a medida como histórica, críticos afirmam que as exclusões e o crivo judicial afastam o texto do modelo amplo de anistia defendido por setores da oposição.
“Quando, em uma lei de anistia, os excluídos somam centenas, o próprio propósito que ela proclama não se cumpre”, escreveu Alí Daniels, diretor da ONG Access to Justice, na rede X.
Preocupados com a exigência de que os libertados compareçam às autoridades judiciais, ativistas defendem a criação de uma comissão independente, com participação de organizações internacionais de direitos humanos, para supervisionar a aplicação da lei.
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Parlamentares opositores resistiram à exigência de revisão judicial, mas votaram a favor do projeto por considerá-lo um passo possível diante da correlação de forças na Assembleia.
— Aqueles que se beneficiam da anistia não deveriam passar por procedimentos restritivos, mas receber tratamento preferencial — afirmou a deputada Nora Bracho durante o debate. Segundo ela, o apoio ao texto se deu por “compromisso com a liberdade dos presos políticos e dos perseguidos”.
Desde a captura de Maduro no mês passado, o governo interino afirma ter libertado quase 900 pessoas como gesto de paz, embora organizações independentes tenham verificado cerca de metade desse número e criticado as condições impostas. Muitos libertados permanecem sob prisão domiciliar ou outras restrições que a nova lei não revoga automaticamente.
Ainda assim, de acordo com grupos de direitos humanos, estima-se que entre 600 e 900 presos políticos continuem encarcerados no país, incluindo opositores e jornalistas. Segundo a ONG Foro Penal, quase 19 mil pessoas foram detidas por razões políticas desde 2014, em um padrão de perseguição que incluiu detenções arbitrárias, mortes sob custódia, desaparecimentos forçados e tortura.
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Muitos venezuelanos continuam cautelosos quanto à permanência das mudanças políticas e acreditam que o partido governista esteja mais focado na imagem, tentando convencer o presidente americano Donald Trump de sua cooperação.
A aprovação ocorre em meio à pressão de Washington para que a presidente interina promova mudanças democráticas e reoriente a economia do país em direção a uma reaproximação com os Estados Unidos, após um quarto de século de crescente autoritarismo. Na semana passada, Trump classificou as relações com a Venezuela como “extraordinárias” e Rodríguez afirmou ter sido convidada para ir à Casa Branca.
‘Reconciliação sem verdade’
Ex-deputado e aliado próximo da líder opositora María Corina Machado, Juan Pablo Guanipa afirmou estar “verdadeiramente livre” após deixar a prisão domiciliar durante a madrugada. Ele havia sido detido novamente horas depois de uma libertação anterior, semanas atrás.
Para Guanipa, o texto aprovado “não é uma anistia”, mas “um documento mal elaborado” que exclui “irmãos e irmãs que continuam injustamente atrás das grades”. Em uma longa publicação na rede X, ele defendeu a libertação de todos os presos políticos, o retorno dos exilados, o fechamento de “centros de tortura” e a revogação de leis repressivas.
Guanipa disse apoiar a reconciliação, mas apenas “com a verdade em primeiro plano”. Seu caso é o primeiro de grande repercussão associado à nova legislação.
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Ainda não está claro se permanecem válidas as proibições impostas pelo governo a figuras da oposição, impedindo-as de disputar cargos públicos, tema que a lei não trata explicitamente.
Entre os nomes afetados por inabilitações está o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que representou a principal coalizão opositora na eleição de 2024 após a exclusão de María Corina Machado da disputa. González deixou o país após o pleito, em meio a mandados de prisão e denúncias de perseguição política.
Nesta sexta-feira, González escreveu na rede X que não haverá “reconciliação duradoura sem memória nem responsabilidade”, ressaltando que, para a medida ser legítima, ela “deve estar acompanhada de verdade, reconhecimento e reparação”.
“Foram anos demais de dor e perdas para reduzir este debate a um simples trâmite”, advertiu o opositor. “Uma anistia responsável é a transição do medo para o Estado de Direito. É o compromisso de que o poder não voltará a ser exercido sem limites e de que a lei estará acima da força”, acrescentou.
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Na tramitação do projeto, a oposição obteve algumas alterações. A versão original abrangia apenas nove episódios políticos, incluindo a contestada eleição presidencial de 2024. O texto aprovado ampliou o alcance para 12 eventos, entre eles o levante de 2019 liderado pelo governo paralelo do opositor Juan Guaidó, embora militares envolvidos nesse episódio tenham sido expressamente excluídos.
Segundo o cientista político Nicmer Evans, crítico do governo que esteve preso em El Helicoide, as restrições indicam que nem todos os presos políticos serão libertados.
Evans, que classificou a lei como “injusta”, disse que o texto pode excluir pessoas detidas por criticar o governo fora dos períodos especificados.
— Praticamente todos nós, jornalistas detidos por nossas opiniões fora desses prazos estabelecidos, estamos excluídos — afirmou.
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Mesmo quando não estiver explícito na lei, um comitê de parlamentares irá “corrigir” o que o presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, reconheceu como “erros no uso indevido da lei contra o ódio”, atendendo parcialmente a outra demanda de dissidentes, familiares e ativistas.
Os tribunais terão até 15 dias para analisar os pedidos de anistia, com possibilidade de recurso. Se concedida, autoridades policiais e militares deverão encerrar processos penais, civis e disciplinares, suspender pedidos de extradição e apagar registros relacionados.
A lei não se aplica a acusados de violações graves de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, grande tráfico de drogas ou crimes contra o patrimônio público. Também estabelece que beneficiários que cometam novos crimes após sua entrada em vigor poderão ser processados.
A repressão está diminuindo?
Para organizações internacionais, a anistia pode representar mais um gesto político do que uma mudança estrutural.
— A libertação de presos políticos traz um alívio importante, mas o aparato repressivo que o governo usou para detê-los permanece em vigor — disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da HRW.
Por outro lado, alguns analistas veem a anistia como parte do processo de redução da repressão na Venezuela.
“A anistia é um primeiro passo na direção certa”, escreveu o professor de economia política Michael Penfold nas redes sociais em 7 de fevereiro. Ele, crítico do governo, passou a integrar o novo Programa para a Convivência e Paz do governo interino, que busca restaurar o diálogo político.
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Apesar disso, muitos venezuelanos afirmam que a lei não vai longe o suficiente.
Delsa Solórzano, advogada e ex-parlamentar que entrou na clandestinidade após a eleição presidencial de 2024, disse que o texto não revoga leis que “serviram como instrumentos reais de perseguição política”, como a chamada lei “antiódio”, usada para silenciar críticos.
Renzo Huamanchumo Castillo, peruano-americano que foi mantido como preso político na prisão de Rodeo I, afirmou temer que o governo encontre “desculpas” para manter pessoas detidas. Ainda assim, disse ver motivos para ter esperança, citando protestos recentes diante de presídios.
— É o momento perfeito para as pessoas saírem e lutarem por sua liberdade — afirmou. — Elas não estão mais sozinhas — concluiu.
(Com Bloomberg, The New York Times e AFP)
O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e as embarcações de seu grupamento de ataque chegaram ao Mar Mediterrâneo nesta sexta-feira, enquanto uma intensa movimentação de aeronaves militares em bases americanas no Oriente Médio foi registrada por sistemas de tráfego aéreo, um dia após o presidente Donald Trump fazer um ultimato ao Irã para aprovação de um novo acordo nuclear em um prazo de 10 a 15 dias. O destacamento de dois porta-aviões e de jatos para a região foi apontado como a maior mobilização militar de Washington na região desde a invasão do Iraque, em 2003 — uma ameaça a qual o regime teocrático de Teerã prometeu resistir em caso de ataque, embora tenha sinalizado que uma primeira versão do acordo será apresentada nos próximos dias.
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O Gerald Ford cruzou o Estreito de Gibraltar — que liga o Atlântico e o Mediterrâneo — nesta sexta, o que se já não colocou, colocará em breve os caças e bombardeiros de sua ala aérea e os mísseis equipados nos três contratorpedeiros que o acompanham na zona operacional de um ataque ao Irã, caso Trump decida iniciar a ofensiva. O poder de fogo se soma a um cardápio já variado de opções estratégicas para o Pentágono, que inclui ataques a partir do Golfo Pérsico, do Mar Arábico e do Mar Vermelho, além de posições mais distantes no Índico e mesmo em solo americano.
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Um levantamento realizado pelo Wall Street Journal, publicado na quinta-feira, apontou o atual envio de forças ao Oriente Médio como a maior concentração de poder aéreo dos EUA na região desde a guerra no Iraque. A análise destaca, além dos dois porta-aviões no entorno, o envio de uma série de aeronaves de combate e estratégicas, incluindo modelos F-35, F-16, F-15 e E-3, para bases na Arábia Saudita e na Jordânia. Um monitoramento realizado pela rede britânica BBC registrou o movimento de ao menos seis aeronaves militares na região apenas na manhã desta sexta.
Apesar de notável, aponta o estudo, a concentração de forças ao redor do Irã ainda é muito inferior às que foram direcionadas para a região antes das guerras no Iraque e no Kuwait. A avaliação na análise com base no perfil dos meios empregados, da ausência de tropas terrestres e do pouco apoio reunido para uma ação prolongada contra Teerã é de que estejam sendo programadas ações pontuais contra alvos de alto valor para o regime iraniano — embora as informações coletadas indiquem que não há alvos escolhidos até o momento.
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Arte/O GLOBO
Ao ordenar o envio do que chamou de “Armada” para o entorno da nação persa e ao comentar sobre as chances de um ataque direto, Trump repetidamente condicionou a ação a uma falta de progresso das negociações de um novo acordo sobre o programa nuclear do Irã. Embora a primeira ameaça do líder republicano tenha envolvido a repressão do governo teocrático a manifestantes pacíficos em protestos que começaram no ano passado, a pauta perdeu força na retórica americana — e a repressão se confirmou, sem qualquer ação cinética.
As ameaças então se centraram em um acordo para evitar que o Irã desenvolva armas atômicas — algo que as autoridades do país sempre negaram interesse, apesar de terem aumentado vertiginosamente o enriquecimento de urânio nos últimos anos. A pressão americana alcançou resultado ao levar os iranianos para uma mesa de negociação indireta, com mediação de Omã. Nesta sexta-feira, a diplomacia de Teerã anunciou que o esboço de uma primeira versão de acordo está quase pronta, e será apresentada nos próximos dias.
“O próximo passo para mim é apresentar uma minuta de um possível acordo aos meus homólogos nos EUA. Acredito que nos próximos dois ou três dias ela estará pronta e, após a confirmação final dos meus superiores, será entregue a Steve Witkoff”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em entrevista publicada online na sexta-feira no programa Morning Joe, da rede de televisão americana MSNBC.
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Reprodução
Ainda de acordo com Araghchi, a parte americana não teria apresentado como demanda, durante as rodadas de negociação realizadas em Mascate e Genebra, uma proibição total ao enriquecimento de urânio pelo Irã — algo que Trump chegou a defender publicamente. O texto que está sendo finalizado, acrescentou, tenta garantir que o programa nuclear tenha o direito de existir, mas que o enriquecimento de urânia permaneça pacífico “para sempre”.
Há algumas semanas, veículos americanos afirmaram que representantes de países árabes próximos aos EUA, como a Arábia Saudita, estariam tentando convencer Trump a aceitar um acordo em que o Irã se comprometesse a enriquecer urânio a um limite de 3%. A saída, disseram as fontes com acesso às negociações, permitiria a Teerã uma saída honrosa e a manutenção de seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que, na prática, acabaria com uma ameaça atômica na prática.
Há outros gargalos para o fechamento do acordo. É do desejo de Washington, bem como de aliados como Israel, que o acordo inclua também limitações ao programa de mísseis — visto como ameaça mais imediata a partir de Teerã — e à rede de alianças construída pelos iranianos, incluindo milícias hostis a qualquer influência ocidental. O Irã descartou encerrar seu programa de mísseis, afirmando se tratar de uma capacidade vital de dissuasão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discursa durante uma sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Desarmamento, à margem da segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã, com Washington pressionando Teerã a fazer um acordo para limitar seu programa nuclear, em Genebra, em 17 de fevereiro de 2026
VALENTIN FLAURAUD / AFP
Apesar do sinal à diplomacia, representantes iranianos não deixaram os comentários hostis de Trump sem resposta. Em uma carta endereçada ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na quinta-feira — mesmo dia em que Trump estabeleceu o prazo para o acordo o representação iraniana nas Nações Unidas reiterou suas ameaças de atacar bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de “uma agressão militar”.
“Caso o Irã sofra uma agressão militar, responderá de maneira decisiva e proporcional, segundo os princípios de legítima defesa definidos no artigo 51 da Carta das Nações Unidas”, indica o texto. “Em tais circunstâncias, todas as bases americanas, infraestruturas e bens na região constituem alvos legítimos”.
A Guarda Revolucionária iraniana, braço militar mais ideologicamente ligado ao governo teocrático, realiza exercícios militares — similares a uma demonstração de força — no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de petróleo. (Com AFP)
A Sagrada Família de Barcelona atingiu seu ponto mais alto nesta sexta-feira, após a conclusão da cruz no topo de sua torre central, que coroa a igreja mais alta do mundo a 172,5 metros. Um enorme guindaste amarelo içou a peça final da grande cruz branca, com 17 metros de altura e 13,5 metros de largura, completando a torre de Jesus Cristo, a mais alta das 18 projetadas por Antoni Gaudí há mais de 140 anos, elevando-a a uma altura de 172,5 metros.
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Centenas de turistas do lado de fora do templo observaram com curiosidade enquanto a torre era abaixada, uma manobra realizada pelo guindaste e auxiliada por trabalhadores suspensos por cintos de segurança.
“Hoje era um dia que estávamos ansiosamente aguardando. Tudo correu muito bem”, disse o arquiteto-chefe do templo, Jordi Faulí, a repórteres depois.
O topo da basílica, já o edifício mais alto da cidade, fica um pouco abaixo da montanha de Montjuïc, a 177 metros, seguindo as instruções do brilhante arquiteto catalão, um católico devoto, que não queria ultrapassar o que considerava obra de Deus.
Há algum tempo, também é considerada a igreja mais alta do mundo, tendo recentemente tomado o recorde da Catedral de Ulm, na Alemanha. Os andaimes ainda cercam a torre e serão gradualmente removidos antes de 10 de junho, data prevista para a bênção da torre, coincidindo com o centenário da morte de Gaudí, que faleceu após ser atropelado por um bonde.
Espera-se que o Papa Leão XIV compareça à cerimônia, embora ainda não tenha confirmado sua presença. A colocação da cruz marca um passo importante na criação do monumento pago mais visitado da Espanha — com 4,8 milhões de ingressos vendidos em 2024 — cuja construção sofreu inúmeros contratempos desde que Gaudí assumiu o projeto em 1883.
Sagrada Família de Barcelona é considerada a igreja mais alta do mundo, tendo recentemente tomado o recorde da Catedral de Ulm, na Alemanha
Lluis Gene/AFP
Após o revés causado pela pandemia — que forçou o abandono dos planos de concluir o templo em 2026 — a comissão de construção, uma fundação canônica privada, reluta em definir uma nova data definitiva para a conclusão.
“Fala-se de um desejo de terminar em cerca de dez anos, mas não é um compromisso, porque muitas coisas podem acontecer”, afirmou Faulí com cautela.
Esses planos dependem de não haver mais contratempos que afetem o fluxo de visitantes, a principal fonte de financiamento do projeto, e da resolução das divergências em torno da construção dos controversos acessos à fachada da Glória, a entrada principal que ainda precisa ser construída.
Segundo o projeto defendido pelos construtores, a fachada deverá ser precedida por uma grande escadaria e uma praça, cuja construção implicaria a demolição de vários edifícios residenciais, algo a que os moradores se opõem. O conflito terá de ser mediado pela Câmara Municipal, que, em meio à crise habitacional da cidade, afirma que não haverá acordo que não garanta soluções habitacionais para os moradores.
Uma explosão de grandes proporções envolvendo um caminhão que transportava gás provocou, na manhã de sexta-feira, a morte de ao menos quatro pessoas e deixou outras 20 feridas na Região Metropolitana de Santiago, no Chile. O acidente ocorreu por volta das 8h, nas proximidades da comuna de Renca, e mobilizou equipes de emergência ao longo de todo o dia.
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Segundo as autoridades chilenas, o motorista do veículo, pertencente à empresa Gasco, perdeu o controle do caminhão e colidiu contra a barreira de contenção em uma curva que conecta a Rota 5 à Autopista General Vázquez, trecho conhecido como “rota da morte”. O condutor e outras três pessoas morreram no local.
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Dez vítimas sofreram ferimentos graves e foram encaminhadas a hospitais em estado crítico, quatro delas com mais de 50% do corpo queimado. Outras dez pessoas procuraram atendimento médico por conta própria. Cinco feridos permanecem em risco de vida.
As causas do acidente ainda são investigadas. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a bombona do caminhão teria se fissurado após o tombamento, provocando o vazamento do gás e, em seguida, sua ignição a partir de uma faísca. A nuvem de gás se espalhou por cerca de 800 metros ao redor do ponto do impacto.
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A explosão gerou uma densa coluna de fumaça, visível de diferentes pontos da capital chilena, segundo a agência AFP. A intensidade do incêndio foi tamanha que as chamas chegaram a derreter câmeras de segurança instaladas na área. O Corpo de Bombeiros estimou que a temperatura no centro da explosão atingiu 840 graus Celsius, informou o site BioBio.
O general da polícia Víctor Vielma afirmou que a explosão alcançou “alguns veículos que se encontravam no interior de um recinto vizinho e afetou um domo existente no setor”. Ao todo, 99 veículos foram destruídos.
Somente às 21h o general Víctor Vielma, chefe de Trânsito e Rodovias dos Carabineros, confirmou que a situação estava sob controle. Até então, equipes técnicas trabalharam para liberar, por meio de uma válvula de segurança, o gás que permanecia na bombona do caminhão, medida considerada essencial para evitar novas explosões.
Uma das hipóteses levantadas preliminarmente aponta para possível excesso de velocidade do caminhão. O limite no trecho é de 70 km/h, mas a imprensa chilena relata que veículos frequentemente trafegam a até 100 km/h no local.
Após o episódio, a Confederação Nacional de Transporte de Carga do Chile ressaltou a necessidade de fiscalização permanente e de modernização profunda da infraestrutura viária. Segundo dados do setor, cerca de 90% das cargas no país são transportadas por caminhões.
A empresa proprietária do veículo será investigada. De acordo com o ex-promotor Rodrigo Ríos, será necessário apurar se houve negligência no cumprimento das normas de segurança.
Medellín está avançando com a construção da primeira megaprisão da Colômbia, inspirada no modelo da notória prisão para gangues criada pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, informou a prefeitura local. A prisão terá capacidade para mais de 1.300 detentos sob rígidas medidas de segurança, afirmou Federico Gutiérrez, prefeito da segunda maior cidade do país, que já foi uma das mais violentas do mundo antes da morte do narcotraficante Pablo Escobar em 1993.
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Um funcionário da prefeitura disse nesta sexta-feira que o projeto da megaprisão é inspirado no Cecot (Centro de Confinamiento del Terrorismo – Centro de Confinamento do Terrorismo), a prisão de alta segurança de El Salvador, que tem sido alvo de denúncias de grupos de direitos humanos sobre supostos abusos contra os presos.
A Colômbia junta-se, assim, a outros países latino-americanos, como Equador e Costa Rica, que estão construindo esse tipo de prisão. Mais recentemente, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, visitou a prisão de Cecot e pediu a Bukele “colaboração” para “aprimorar” o sistema prisional do país.
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Nesta quinta-feira, Gutiérrez visitou o canteiro de obras da prisão, que será financiada com recursos públicos e privados. O líder de direita garantiu que a unidade não será vigiada por funcionários da administração penitenciária nacional, mas por sua própria equipe de segurança.
O prefeito explicou que a prisão, que estará pronta em 2027, contará com sistemas tecnológicos para impedir a comunicação entre os detentos, já que uma das formas mais comuns de extorsão no país tem origem nas prisões. A ideia é que as pessoas encarceradas lá sejam “privadas de muitos privilégios”, disse Gutiérrez à imprensa.
Poderosos grupos criminosos atuam em Medellín. A segurança está no centro do debate que antecede as eleições presidenciais de 31 de maio. Os favoritos, segundo as pesquisas, são o senador de esquerda Iván Cepeda — um dos arquitetos da controversa política de paz do presidente Gustavo Petro, que consiste em negociar com grupos armados — e o advogado de direita Abelardo de la Espriella.
De la Espriella, que conta com o apoio do partido do prefeito de Medellín, propõe a construção de megaprisões onde os detentos ficariam “dez andares abaixo da terra”, alimentados “com pão e água”.
Enquanto as Forças Armadas dos Estados Unidos estão a postos para realizar um possível ataque ao Irã, o presidente americano, Donald Trump, avalia uma ofensiva inicial limitada para pressionar o regime a atender às suas exigências para um acordo nuclear, revelou o Wall Street Journal (WSJ) nesta sexta-feira. Mas o republicano ainda não tomou uma decisão. Determinado a “fechar um acordo de um jeito ou de outro”, Trump, segundo a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, “sabe o que pode ou não fazer”.
Contexto: Trump alerta Irã para ‘coisas ruins’ se não houver acordo e sugere risco de ação militar se pacto não for alcançado em 10 dias
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O ataque inicial — que se autorizado poderia ocorrer “nos próximos 10 dias”, como alertou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, na quinta-feira, em Washington — teria como alvo alguns locais militares ou governamentais. Essa ofensiva, de acordo com o WSJ, provavelmente não provocaria uma retaliação significativa, mas poderia levar o Irã a abandonar as negociações, pelo menos por um período.
Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã deve apresentar aos EUA seu plano para um acordo nuclear nos próximos “dois ou três dias”.
— O próximo passo é apresentar uma minuta de um possível acordo aos meus homólogos nos EUA. Acredito que nos próximos dois ou três dias ela estará pronta e, após a confirmação final dos meus superiores, será entregue a Steve Witkoff (enviado especial de Washington ao Oriente Médio) — afirmou o ministro ao programa Morning Joe, da rede de televisão americana MSNBC.
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Mas se o Irã ainda se recusar a cumprir a diretiva de Trump para encerrar seu enriquecimento nuclear, os EUA responderiam com uma ampla campanha para derrubar o regime de Teerã, segundo o WSJ. As discussões internas do governo Trump, de fato, têm se concentrado mais em campanhas de maior escala no Irã. Teerã, por sua vez, reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear.
A primeira opção de ataque indica que Trump pode estar aberto a usar a força militar não apenas como forma de pressionar o Irã, mas também para pavimentar o caminho para um acordo favorável aos EUA. Ainda de acordo com o WSJ, o presidente americano poderia escalar a tensão, começando com ataques menores antes de campanhas maiores até que o regime desmantele seu programa nuclear ou caia — como aconteceu com o líder chavista Nicolás Maduro na Venezuela, após meses da pressão militar americana no Caribe.
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O porta-aviões USS Abraham Lincoln já está destacado no Oriente Médio com seu grupo de ataque. Além dele, o poderoso USS Gerald Ford, que estava no Caribe, agora está a caminho da região. Há ainda ao menos três navios de combate litorâneo, um contratorpedeiro com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo, que pode ser alvo de bloqueio caso a República Islâmica seja atacada.
Analistas americanos ouvidos pelo WSJ alertam que quaisquer ataques contra o Irã, sejam pontuais ou em grande escala, têm o potencial de encorajar uma retaliação iraniana e até arrastar os EUA para uma guerra no Oriente Médio, colocando em risco aliados regionais. Israel, por exemplo, deixou suas defesas em alerta diante da perspectiva de um conflito iminente, e o premier Benjamin Netanyahu afirmou que, se os iranianos lançarem um ataque contra o seu país, receberão uma “resposta que nem imaginam”.
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Desde o início das recentes ameaças de Trump, autoridades iranianas dizem que podem responder com força máxima a qualquer ataque americano. Em uma série de declarações nas redes sociais na última terça-feira — quando aconteceu a segunda rodada de negociações indiretas entre os países, em Genebra, sobre o acordo nuclear —, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que suas forças poderiam afundar um porta-aviões americano e atingir as Forças Armadas dos EUA “com tanta força que elas não conseguiriam se reerguer”.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em encontro com apoiadores em Teerã
KHAMENEI.IR / AFP
O Irã, porém, já está desconfiado dos prazos de Trump. No ano passado, a Casa Branca disse que daria duas semanas para fechar um acordo nuclear semelhante. Mas, poucos dias depois, bombardeiros americanos atacaram três instalações nucleares iranianas, atrasando o programa nuclear do país, durante uma guerra de 12 dias que também envolveu Israel.
Impasse sobre o enriquecimento de urânio
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Tel Aviv e Washington querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
Segundo o chanceler iraniano, os EUA não pediram ao Irã que abandonasse o enriquecimento de urânio durante as negociações realizadas na última terça-feira em Genebra, com a mediação de Omã.
— Não propusemos nenhuma suspensão, e os Estados Unidos não pediram o enriquecimento zero — afirmou Araghchi à MSNBC.
Trump, no entanto, tem defendido reiteradamente a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã, uma exigência que Teerã considera uma linha vermelha em suas negociações sobre seu programa nuclear.
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A nova avaliação de Trump sobre a possibilidade de um ataque inicial de menor escala ao Irã remete a um debate ocorrido durante seu primeiro mandato em 2018, quando, em meio a uma escalada de retórica nuclear entre Washington e Pyongyang, seu governo considerou a opção de aplicar um chamado “nariz sangrento” à Coreia do Norte — um ataque preventivo limitado que demonstraria a determinação dos EUA em encerrar o programa nuclear do regime. A ideia acabou sendo descartada, e Trump optou por uma estratégia diplomática, reunindo-se três vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, embora os encontros não tenham resultado na desnuclearização de Pyongyang.
— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza. — (…) Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Vocês provavelmente descobrirão nos próximos 10 dias.
Um homem foi identificado e multado pela polícia municipal de Catania, na região da Sicília na Itália, depois de treinar seu cachorro para depositar sacos de lixo em áreas de descarte irregular, numa tentativa de evitar as câmeras de vigilância instaladas para coibir o abandono ilegal de resíduos, informou a prefeitura da cidade.
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Imagens divulgadas pela polícia mostram um pequeno cão caminhando pela via Pulacara, no bairro San Giorgio, carregando um saco de resíduos na boca e deixando-o ao lado da rua. As autoridades afirmam que o animal foi treinado para essa função para impedir que o dono fosse flagrado pelas câmeras no momento em que descartava o lixo.
Segundo a polícia, a artimanha foi considerada “tão engenhosa quanto duplamente errada”, uma vez que, além de poluir o espaço urbano, a prática buscava deliberadamente burlar o sistema de monitoramento ambiental. A prefeitura ressaltou que o respeito ao decoro urbano e ao meio ambiente é obrigação de todos.
O episódio foi divulgado na página oficial do município no Facebook, acompanhado de vídeos captados pelas câmeras de vigilância e de uma mensagem pública em que a polícia afirma que “inventividade não pode ser um álibi para a incivilidade”.
Cachorro é treinado para descartar lixo irregularmente e dono não ser visto nas câmeras
Reprodução | Facebook | Prefeitura de Catania
— A engenhosidade nunca pode tornar-se um álibi para a incivilização. Um comportamento que é tão quanto duas vezes correto, porque além de sujar a cidade, tenta escapar das regras aproveitando o amigo de quatro patas inconsciente — diz a publicação.
O abandono ilegal de resíduos, conhecido como “fly-tipping”, é um problema persistente, especialmente no sul da Itália, que tem levado municípios a apostar cada vez mais em sistemas de monitoramento eletrônico para identificar infratores e aplicar multas.
Autoridades italianas podem aplicar multas elevadas para o abandono de lixo sem autorização, com valores previstos na legislação local que vão de milhares a dezenas de milhares de euros, além da possibilidade de sanções penais em casos graves.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará concluir um acordo sobre minerais críticos e terras raras com a Índia durante uma reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no sábado.
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O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, necessárias para a fabricação de produtos tão diversos como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de avião e mísseis guiados.
A produção de terras raras é quase um monopólio da China, que, assim como o Brasil, trava uma disputa tarifária com o governo do presidente americano, Donald Trump.
Mas a Índia deseja reduzir sua dependência da China e desenvolveu a produção nacional e suas atividades de reciclagem, ao mesmo tempo em que tenta diversificar sua carteira de fornecedores de minerais críticos.
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Segundo fontes oficiais, Lula pretende assinar um memorando sobre os minerais durante as reuniões com Modi na Índia, um país com o qual o Brasil tenta reforçar as relações comerciais.
O presidente brasileiro chegou a Nova Délhi na quarta-feira, acompanhado por vários ministros e por uma grande comitiva empresarial, incluindo vários CEOs de companhias brasileiras.
Rishabh Jain, especialista do ‘Council on Energy, Environment and Water’ (CEEW), think tank com sede em Nova Délhi, destacou que a cooperação entre Índia e Brasil no setor dos minerais críticos se soma a outros acordos alcançados com Estados Unidos, França e União Europeia (UE) sobre as cadeias de suprimentos.
Jain declarou à AFP que, embora os acordos tenham contribuído para melhorar o acesso a tecnologias de ponta, o financiamento e o tratamento de alta tecnologia, “as alianças com os países do Sul são essenciais para garantir um acesso diversificado e concreto aos recursos e moldar as novas regras do comércio mundial”.
Com quase 1,5 bilhão de habitantes, a Índia é o país de maior população do mundo e o 10º mercado para as exportações brasileiras. Estima-se que o comércio bilateral superou US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões) em 2025.
Maior cooperação entre os países
O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina. No ano passado, os dois países estabeleceram como meta que as transações comerciais bilaterais alcancem US$ 20 bilhões (R$ 104,5 bilhões) até 2030.
Modi e Lula também abordarão as dificuldades econômicas globais e as tensões nos sistemas de comércio multilaterais provocadas pelas tarifas impostas pelos EUA contra Brasil e Índia em 2025, que estimularam o reforço da cooperação entre os dois países.
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Washington suspendeu, no entanto, este mês uma tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos. Em troca, Nova Délhi deve parar de comprar petróleo russo e, em vez disso, passar a comprar produtos energéticos americanos.
—Lula e Modi terão a oportunidade de trocar pontos de vista sobre a situação mundial e, em particular, sobre os desafios que o multilateralismo e o comércio internacional enfrentam — disse a diplomata brasileira Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores.
Entre as principais exportações do Brasil para a Índia estão o açúcar, o petróleo bruto, os óleos vegetais, o algodão e o ferro.
A demanda por minério de ferro aumentou com o rápido desenvolvimento das infraestruturas e do crescimento industrial da Índia, que pode se tornar a quarta maior economia do mundo em breve.
As empresas brasileiras também estão ampliando a presença na Índia. O grupo Adani e a Embraer assinaram um acordo de fabricação de helicópteros em janeiro.
Na quinta-feira, Lula discursou na cúpula sobre inteligência artificial ‘AI Impact’, em Nova Délhi. O brasileiro pediu o estabelecimento de um programa de governança mundial, multilateral e inclusivo para a IA.
Depois da Índia, ele visitará a Coreia do Sul, onde se reunirá com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial Brasil-Coreia do Sul.

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