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Brasil e Índia assinaram neste sábado um acordo-base sobre terras-raras e minerais críticos, com os dois países concordando em trabalhar de forma próxima no processamento desses minerais. O objetivo do acordo é facilitar a colaboração entre os países na área de minerais estratégicos, prevendo troca de tecnologia, parceria em pesquisas e avanço na exploração e na produção de terras-raras e outros insumos considerados críticos.
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O texto prevê ainda cooperação em gestão ambiental responsável, desenvolvimento de capacidades, monitoramento, avaliação e iniciativas de investimento.
Investimentos recíprocos e uso de IA em dados
Estímulo a investimentos dos dois lados para explorar, minerar e desenvolver infraestrutura ligada a terras-raras e minerais estratégicos;
Desenvolvimento de tecnologias para processar e reciclar esses minerais;
Uso de automação e tecnologias mais modernas para tornar a mineração mais eficiente e com menor impacto ambiental;
Aplicação de inteligência artificial (IA) para analisar dados geológicos e facilitar a descoberta de novas jazidas;
Apoio a projetos tanto em áreas ainda não exploradas quanto em minas já em operação;
Adoção de boas práticas ambientais e operacionais na extração e no processamento;
Possibilidade de ampliar a cooperação para outras áreas que venham a ser acordadas futuramente.
(Matéria em atualização)
A transformação em uma delegacia de polícia da casa onde o ditador nazista Adolf Hitler nasceu gerou sentimentos contraditórios em sua cidade natal austríaca. Na visão de Sibylle Treiblmaier, é como “uma faca de dois gumes”. O imóvel fica em Braunau am Inn, perto da fronteira com a Alemanha.
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Embora o projeto possa ajudar a impedir que extremistas de direita se reúnam no local, a assistente de escritório, de 53 anos, admitiu à agência AFP que a casa poderia ter sido “melhor aproveitada” ou que algo “diferente” poderia ter sido feito com ela.
O governo quer “neutralizar” o local e, em 2016, aprovou uma lei para assumir o controle do prédio deteriorado, que era de propriedade privada.
Mulher passa pela casa onde nasceu o nazista Adolf Hitler e que foi transformada em uma delegacia de polícia, na Áustria.
Foto por JOE KLAMAR / AFP
A Áustria, anexada pela Alemanha nazista em 1938, foi duramente criticada por não reconhecer plenamente sua responsabilidade pelo Holocausto, no qual seis milhões de judeus europeus foram assassinados.
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No ano passado, duas ruas em Braunau am Inn que homenageavam nazistas foram renomeadas, algo que grupos ativistas exigiam há anos.
‘Problemática’
A casa onde Hitler nasceu em 20 de abril de 1889 e morou por um curto período em sua juventude está localizada no centro da cidade, em uma rua estreita repleta de lojas. Em frente à casa, há uma pedra com a inscrição: “Pela paz, liberdade e democracia. Fascismo nunca mais. Milhões de mortos nos alertam”.
Jornalistas da AFP visitaram o local esta semana e viram uma equipe de operários dando os retoques finais na fachada renovada.
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Segundo o Ministério do Interior, a delegacia deverá estar em funcionamento “no segundo trimestre de 2026”.
Casa onde nasceu o nazista Adolf Hitler passa por obra para ser transformada em uma delegacia de polícia, na Áustria.
Foto por JOE KLAMAR / AFP
Mas para Ludwig Laher, membro do Comitê Mauthausen da Áustria, que representa as vítimas do Holocausto, a ideia não é muito boa:
— Uma delegacia de polícia é problemática porque a polícia (…) é obrigada, em todos os sistemas políticos, a proteger o que o Estado deseja.
Outra ideia que foi apresentada, de transformar a casa em um local de encontro para discutir como promover a paz, “recebeu muito apoio”, disse à AFP.
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Para Jasmin Stadler, dona de loja, teria sido interessante colocar o local de nascimento de Hitler em um “contexto histórico”, oferecendo mais informações sobre o imóvel. A mulher, de 34 anos, natural de Braunau, também criticou o custo da reforma, que foi de 20 milhões de euros (cerca de R$ 122 milhões na cotação atual).
Críticas não são unânimes
Mas também há quem apoie a remodelação da casa. Anos atrás, o Ministério do Interior alugou o imóvel, que passou a abrigar um centro para pessoas com deficiência, até que, com o tempo, foi abandonada.
Wolfgang Leithner, um engenheiro eletricista de 57 anos, expressou a esperança de que o projeto “traga um pouco de tranquilidade” para a região e impeça que a casa se torne um local de peregrinação para extremistas de direita.
— Faz sentido usar o prédio e cedê-lo à polícia e às autoridades públicas — afirmou.
Casa onde nasceu o nazista Adolf Hitler e que foi transformada em uma delegacia de polícia, na Áustria.
JOE KLAMAR/AFP
A AFP tentou entrar em contato com o gabinete do prefeito conservador, mas não recebeu resposta.
O debate sobre como lidar com a história do Holocausto não é novo na Áustria; ele ressurge periodicamente. Durante o regime nazista, aproximadamente 65 mil judeus austríacos foram assassinados e cerca de 130.000 foram forçados ao exílio.
O Partido da Liberdade (FPÖ), de extrema direita e fundado por ex-nazistas, lidera atualmente as pesquisas de opinião no país. Em 2024, pela primeira vez, obteve a maioria dos votos nas eleições legislativas, mas não conseguiu formar governo.
Brasil e Índia firmaram um acordo-base sobre minerais críticos, com os dois países concordando em trabalhar de forma próxima no processamento desses minerais. O movimento busca garantir o fornecimento de terras-raras num momento de disrupção global.
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— O acordo sobre minerais críticos ajudará a moldar uma nova e resiliente cadeia de suprimentos — afirmou o primeiro-ministro Narendra Modi após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Déli, no sábado. Lula chegou na quarta-feira para uma visita de três dias.
O Brasil, que abriga a segunda maior reserva de terras raras do mundo, oferece à Índia uma fonte alternativa potencial de suprimento, à medida que o país busca reduzir a dependência da China e assegurar insumos essenciais para eletrônicos, energia limpa e defesa.
Aproximação com os EUA
O acordo vem pouco depois de a Índia aderir à iniciativa Pax Silica, liderada pelos Estados Unidos, para construir cadeias de suprimentos resilientes em semicondutores, inteligência artificial e minerais críticos.
O domínio de Pequim sobre o fornecimento de minerais críticos necessários para a manufatura de alta tecnologia e para a defesa é uma preocupação crescente para países ao redor do mundo, especialmente economias em desenvolvimento como a Índia.
Países como Brasil e Índia vêm fortalecendo a cooperação, em parte para se consolidarem como vozes de liderança do mundo em desenvolvimento e ampliar sua influência sobre as tecnologias e cadeias de suprimentos que estão remodelando a ordem global.
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Modi visitou o Brasil em julho, quando os dois países concordaram em trabalhar de forma mais estreita em defesa, energia, segurança alimentar e na redução de “barreiras não tarifárias” para ampliar o comércio, segundo comunicado conjunto divulgado na ocasião.
Nova Déli e Brasília buscaram estreitar laços após o presidente dos EUA, Donald Trump, impor tarifas de 50% a ambos os países. As tarifas aplicadas à Índia foram posteriormente reduzidas para 18% depois que o país assinou um acordo comercial no início deste mês.
Agora, esse acordo pode ter sido abalado pela decisão da Suprema Corte dos EUA, na sexta-feira, que derrubou muitas das tarifas implementadas por Donald Trump no ano passado. Após a decisão, Trump impôs uma tarifa global de 10% sobre produtos estrangeiros.
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Índia e Brasil querem avançar para o processamento de minerais críticos, em vez de permanecerem apenas como fornecedores de matérias-primas. A China atualmente domina tanto a extração quanto o processamento, enquanto países como os Estados Unidos correm para garantir fontes alternativas e novas parcerias.
— O aumento dos investimentos e da cooperação em energia renovável e minerais críticos está no centro do acordo pioneiro que assinamos hoje — disse Lula.
O ex-chefe de polícia da cidade de New Haven, em Connecticut, nos Estados Unidos, foi preso na sexta-feira sob acusação de desviar recursos dos cofres municipais para financiar apostas em plataformas online. Karl R. Jacobson foi indiciado por duas acusações de furto e, segundo investigadores, pode ter desviado até US$ 85,5 mil (cerca de R$ 442 mil, na cotação atual).
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De acordo com promotores, a maior parte dos valores teria sido retirada de um fundo destinado ao pagamento de informantes confidenciais em investigações sobre tráfico de drogas. Parte do montante também teria origem em dois cheques, que somavam US$ 4 mil, da New Haven Police Activity League.
Veterano com 15 anos de atuação na corporação, Jacobson assumiu o comando da polícia em 2022. Em janeiro deste ano, o prefeito de New Haven, Justin Elicker, afirmou que o então chefe admitira o uso indevido de recursos públicos e o desvio de dinheiro da cidade. Segundo o prefeito, ele foi colocado em licença administrativa, mas optou por se aposentar no mesmo dia.
A saída do cargo levou a Divisão de Jogos do Departamento de Proteção ao Consumidor de Connecticut a abrir investigação. O órgão enviou mandados de busca a três plataformas que operam no estado: DraftKings, FanDuel e Fanatics.
A expansão das apostas digitais nos Estados Unidos ampliou o acesso a esse tipo de prática. Além de sites voltados a apostas esportivas, cassinos oferecem jogos tradicionais, como caça-níqueis, por meio de aplicativos de celular. Também cresceram os chamados mercados de previsão, submetidos a regulação mais branda, que permitem apostas sobre uma ampla gama de eventos.
Segundo o pedido de mandado de prisão, Jacobson começou a retirar recursos do fundo de informantes ainda em 2019, tendo desviado até US$ 81,5 mil ao longo do período. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, suas contas nas plataformas DraftKings e FanDuel registraram apostas que totalizaram cerca de US$ 4,46 milhões (cerca de R$ 23 milhões, na cotação atual). No intervalo, ele acumulou perda líquida de US$ 214.365 (mais de R$ 1 milhão), de acordo com os investigadores.
A prisão foi noticiada inicialmente pela imprensa local de Connecticut.
Agentes estranharam comportamento
O mandado de prisão aponta ainda que subordinados diretos passaram a estranhar o comportamento do então chefe. Um tenente relatou que, ao solicitar recursos para pagamento de informantes, recebeu US$ 2 mil. Em seguida, Jacobson teria retomado US$ 1 mil e deixado ao oficial um “vale” (IOU). O valor, segundo o documento, nunca foi devolvido.
Em reunião gravada secretamente, realizada em janeiro, superiores confrontaram Jacobson. Na ocasião, ele “admitiu estar gastando dinheiro demais com jogos de azar” e afirmou que buscava ajuda e um empréstimo para repor os valores desviados. Disse ter retirado apenas algumas dezenas de milhares de dólares e, ao ser questionado sobre há quanto tempo a prática ocorria, respondeu: “Não faz muito tempo, só neste mês”, segundo o documento.
De acordo com relatos feitos a um investigador, Jacobson implorou por uma oportunidade de devolver o dinheiro, para “corrigir o livro de registros e então se aposentar”. Ele afirmou ainda que era o único responsável pelo desvio.
“O chefe Jacobson declarou que estava envergonhado e pediu a eles uma oportunidade para evitar possivelmente ir para a prisão e perder sua aposentadoria por usar indevidamente recursos do governo”, diz o mandado.
Questionado sobre o jogo, afirmou que a situação havia se agravado nos “últimos meses” e que realizava apostas “por aplicativo”.
Na gravação da conversa, segundo o investigador, Jacobson reconheceu ter um problema.
“Eu resolvi meu problema com álcool. Eu me voltei para o jogo”, disse ele, conforme o documento. “Não sei por que simplesmente piorou recentemente”.
A imagem de Andrew Mountbatten-Windsor deixando uma esquadra da polícia na pequena cidade de Aylsham, em Norfolk, assutado no banco traseiro de um carro, dominou as primeiras páginas dos principais jornais britânicos. O registo, feito na noite de quinta-feira, tornou-se imediatamente um dos retratos mais emblemáticos da crise envolvendo o ex-príncipe.
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Na véspera, ele se tornou o primeiro membro da família real britânica, na história moderna, a ser detido. O irmão mais novo do rei Charles III passou mais de dez horas sob custódia antes de ser libertado “sob investigação”. A polícia não detalhou os elementos que motivaram a detenção por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas.
A fotografia que dominou as capas foi capturada por Phil Noble, fotógrafo sénior da agência Reuters. Segundo ele, o registo foi resultado de preparação, persistência — e um grau significativo de sorte.
Noble percorreu cerca de cinco horas até Norfolk após a divulgação da notícia. Diante da incerteza sobre o local exato da detenção — havia diversas esquadras possíveis na jurisdição — a equipe da Reuters percorreu diferentes pontos até identificar aquela que poderia ser a correta.
— Provavelmente esta foi a quarta ou quinta esquadra que visitamos naquela noite — relatou em entrevista à CNN.
Imagens divulgadas pela BBC mostram momento em que agentes chegam a uma das propriedades da família real onde ex-príncipe Andrew ficava após perder títulos reais
Reprodução/BBC
Pouco antes da saída de Andrew, o fotógrafo já havia deixado o local, mas regressou após receber uma mensagem da colega alertando para a chegada de veículos à garagem da esquadra. Minutos depois, as portas se abriram.
— Os deuses da fotografia estavam do meu lado. Foi um daqueles momentos raros em que tudo se encaixa — ressaltou ele.
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Ao todo, Noble fez seis fotografias. Duas ficaram completamente escuras, uma desfocada, duas mostravam apenas agentes. Uma capturou o momento que se tornaria histórico.
— Para cada foto dessas, a taxa de acerto é muito baixa. Quando olhei para trás da câmara, depois de um dia longo, tive de me beliscar — disse.
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Detido nesta quinta-feira (19), data em que completa 66 anos, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor enfrenta os desdobramentos das investigações sobre o caso Jeffrey Epstein. A prisão do integrante da família real britânica traz à tona sua polêmica passagem pelo Brasil em 2007. Na ocasião, em visita oficial como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional e Investimentos, Andrew reuniu-se com o presidente Lula, mas deixou um rastro de impressões negativas.
O episódio brasileiro ganhou destaque anos depois na biografia Entitled: The Rise and Fall of the House of York, que traça um retrato pouco lisonjeiro do filho da rainha Elizabeth II. No livro, a passagem por São Paulo é descrita como um exemplo do comportamento considerado arrogante do duque.
Em abril daquele ano, Andrew participou da inauguração do 11º Cultura Inglesa Festival, no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros. Segundo relato presente na biografia, ele teria ignorado a anfitriã responsável por recebê-lo, Norinka Ford. De acordo com o livro, o príncipe manteve-se inexpressivo, não se dirigiu a ela nem à pessoa sentada ao seu lado, criando um clima constrangedor.
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O momento mais comentado, porém, envolveu a apresentação musical da noite. A banda Os Britos — formada por músicos ligados a grupos como Barão Vermelho e Kid Abelha — apresentou covers dos The Beatles. Conforme o relato da obra, Andrew teria sido “rude e cruel” ao comentar que o grupo “deveria se limitar a tocar música brasileira”.
Ainda segundo o livro, o duque deixou o evento de maneira repentina, sem cumprimentar celebridades e convidados que aguardavam para conhecê-lo. Ele teria se levantado abruptamente e se dirigido à saída, forçando sua equipe, o embaixador britânico e os seguranças a correr para organizar a partida. A anfitriã ficou encarregada de conter o constrangimento entre os presentes.
Os corpos de dois jovens, de 19 e 20 anos, foram encontrados, neste sábado, na região montanhosa de Snowdonia, no norte do País de Gales, após uma grande operação de busca iniciada na quarta-feira.
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A preocupação com o paradeiro dos dois foi comunicada à polícia do Norte do País de Gales, que acionou um esforço coordenado de resgate na montanha Snowdon — também conhecida pelo nome galês Yr Wyddfa.
Equipes do Llanberis Mountain Rescue Team, Aberglaslyn Mountain Rescue Team, resgatistas de montanha da RAF (Força Aérea britânica), cães de busca e um helicóptero da guarda costeira participaram das buscas, que avançaram pela madrugada de quinta-feira sob condições típicas de inverno, com neve e gelo.
As operações foram retomadas às 8h da quinta-feira na cadeia montanhosa de Eryri.
Em comunicado, a polícia informou:
“Tragicamente, os corpos dos dois homens foram localizados e recuperados como parte desses esforços coordenados de busca. Ambos foram formalmente identificados, e suas famílias foram informadas. O legista foi notificado”.
Jurgen Dissmann, presidente da equipe de resgate de Llanberis, prestou condolências às famílias.
— Em nome do Llanberis Mountain Rescue Team, estendemos nossas mais sinceras condolências às famílias e entes queridos dos dois homens que perderam a vida de forma trágica — declarou.
Segundo ele, os voluntários atuaram em terreno montanhoso desafiador, coberto por neve e gelo, enfrentando condições climáticas adversas durante longas horas ao longo da noite.
Snowdon é o pico mais alto do País de Gales e um dos destinos mais populares para trilhas no Reino Unido. No inverno, no entanto, as condições tornam-se significativamente mais perigosas, exigindo preparo técnico e equipamentos adequados.
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo uma criança, após um micro-ônibus turístico romper a camada de gelo do Lago Baikal, na Sibéria, e afundar nas águas subárticas. O acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma estrada improvisada sobre o lago congelado em direção ao Cabo Khoboy, ponto turístico popular da região.
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Segundo autoridades locais, apenas um ocupante conseguiu escapar antes que o veículo fosse completamente submerso. Ele alertou os serviços de emergência. Mergulhadores especializados foram mobilizados para resgatar os corpos, entre eles o de um casal e de um adolescente de 14 anos.
O micro-ônibus afundou a cerca de 18 metros de profundidade (aproximadamente 60 pés), prendendo os passageiros na água gelada. O grupo era composto por turistas chineses, um morador local e o motorista russo, identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos.
As autoridades russas abriram um processo criminal para apurar as circunstâncias da tragédia. De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, os turistas teriam contratado o passeio por meio de um guia não registrado.
O governador da região de Irkutsk informou que o consulado-geral da China foi notificado sobre o caso.
O motorista é acusado de utilizar uma rota sobre o gelo considerada insegura. Embora o Lago Baikal costume registrar camadas de gelo com até 1,2 metro de espessura no inverno, a área onde ocorreu o acidente apresentava fissuras recentes — uma abertura de cerca de três metros de largura teria provocado o rompimento e a queda do veículo.
O Lago Baikal é o mais profundo do planeta, com cerca de 1.642 metros de profundidade máxima (5.387 pés), e concentra aproximadamente 20% de toda a água doce não congelada da Terra. Localizado ao norte da Mongólia, é um dos principais destinos turísticos da Sibéria, especialmente entre visitantes chineses.
O governo britânico avalia a possibilidade de apresentar um projeto de lei para retirar Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão ao trono, em uma medida considerada extraordinária e com amplas implicações constitucionais após o irmão do rei Charles III ter sido detido sob suspeita de má conduta em cargo público, na última quinta-feira.
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Na prática, o projeto impediria legalmente que ele pudesse, em qualquer circunstância, se tornar rei.
O ministro da Defesa, Luke Pollard, declarou à BBC que a proposta de remover Andrew da linha de sucessão seria “a coisa certa a fazer”, independentemente do desfecho da investigação policial. Segundo ele, o governo está trabalhando “absolutamente” com o Palácio de Buckingham para estruturar a medida, com o objetivo de impedir que o ex-príncipe fique “potencialmente a um batimento cardíaco de distância do trono”. Ao mesmo tempo, afirmou considerar adequado que qualquer mudança formal ocorra apenas após a conclusão da investigação, e manifestou expectativa de apoio multipartidário.
Andrew ficou preso por 11 horas antes de ser liberado, e nega enfaticamente que haja qualquer irregularidade em sua conduta. Durante as diligências, a polícia realizou buscas no Royal Lodge, propriedade de 30 cômodos em Windsor onde ele viveu por muitos anos. Viaturas descaracterizadas foram vistas entrando na propriedade, e mais de 20 veículos chegaram a ser observados estacionados ali, embora não esteja claro quantos estavam diretamente ligados às buscas. A Polícia do Vale do Tâmisa, responsável pela prisão, deve continuar as ações até a próxima segunda-feira.
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Destituído de títulos
Atualmente oitavo na linha sucessória, Andrew já foi destituído de títulos, incluindo o de “príncipe”, em outubro passado. A decisão ocorreu em meio à pressão relacionada a seus vínculos com Jeffrey Epstein. Mesmo afastado de funções públicas desde 2019, após a repercussão negativa de uma entrevista ao BBC Newsnight sobre seu relacionamento com Epstein, ele mantém formalmente sua posição na linha de sucessão.
No Parlamento, a proposta encontra respaldo em alguns partidos.
Os Liberal Democrats e o SNP sinalizaram apoio à eventual legislação. O líder dos Liberal Democrats, Sir Ed Davey, afirmou que a polícia deve ser “autorizada a fazer seu trabalho, agindo sem medo ou favorecimento”. Ele acrescentou: “Mas claramente esta é uma questão que o Parlamento terá de considerar no momento certo; naturalmente, a monarquia vai querer garantir que ele nunca possa se tornar rei”.
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Já o líder do SNP em Westminster, Stephen Flynn, indicou que seu partido apoiaria a remoção, caso a legislação se mostre necessária. A deputada trabalhista Rachael Maskell declarou que “apoiaria uma legislação para remover Andrew da linha de sucessão e para retirá-lo do cargo de conselheiro de Estado”.
Há, contudo, divergências dentro do próprio Partido Trabalhista. Alguns parlamentares críticos à monarquia avaliam que a medida pode não ser necessária, sobretudo por considerarem improvável que Andrew venha a ocupar o trono. Em outubro, a Downing Street havia afirmado que não tinha planos de alterar a linha de sucessão, posição que foi revista após os desdobramentos mais recentes.
O Palácio de Buckingham não comentou publicamente os planos.
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Do ponto de vista jurídico-constitucional, a retirada de Andrew da linha de sucessão exigiria a aprovação de um ato formal pelo Parlamento, com votação na Câmara dos Comuns e na Câmara dos Lordes, além do assentimento real. Como o monarca britânico também é chefe de Estado em outros 14 países da Commonwealth — entre eles Canadá, Austrália, Jamaica e Nova Zelândia —, seria necessário o consentimento dessas nações para que a alteração tenha validade plena.
Há precedentes para mudanças na sucessão. Em 2013, o Succession to the Crown Act reintegrou pessoas anteriormente excluídas por terem se casado com um católico. A última remoção por ato do Parlamento ocorreu em 1936, quando o ex-Edward VIII e seus descendentes foram excluídos após sua abdicação.
Caso a proposta avance, Andrew também perderia a posição de conselheiro de Estado, função que permite substituir o monarca quando ele está doente ou em viagem ao exterior — ainda que, na prática, apenas membros ativos da realeza exerçam esse papel.
Um total de 72 tigres morreu nas últimas semanas em um parque zoológico privado no norte da Tailândia devido a uma infecção viral e bacteriana, informaram as autoridades locais.
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Exames laboratoriais detectaram a presença do vírus da cinomose canina — altamente contagioso e capaz de afetar grandes felinos — além de bactérias que atingem o sistema respiratório. A informação foi divulgada na sexta-feira, em comunicado, pelo Departamento de Pecuária da província de Chiang Mai.
“Quando os tigres adoecem, é mais difícil detectar do que em animais como gatos ou cães. Quando percebemos que estavam afetados, já era tarde demais”, afirmou a um veículo local o diretor da entidade, Somchuan Ratanamungklanon.
Os felinos eram mantidos em cativeiro no parque zoológico privado Tiger Kingdom. Procurada pela AFP na manhã de sábado, a administração do estabelecimento não foi localizada para comentar o caso.
De acordo com o site do parque, os visitantes podem “acariciar, tocar e tirar fotos de perto” com os animais.
A organização de defesa animal PETA Ásia criticou o funcionamento desse tipo de atração turística. “Esses tigres morreram da mesma forma que viveram: na miséria, no cativeiro e no medo. É hora de o governo tailandês fechar essas operações de uma vez por todas”, afirmou a entidade à AFP.
“Se os turistas deixassem de frequentar, esses locais deixariam de ser rentáveis rapidamente e tragédias como esta seriam muito menos prováveis”, acrescentou.
A Justiça da Venezuela concedeu, na noite de sexta-feira, liberdade a 379 presos políticos, um dia após a aprovação de uma histórica lei de anistia. O anúncio foi feito pelo parlamentar responsável por acompanhar a aplicação do texto, impulsionado pelo governo interino instaurado após a derrubada de Nicolás Maduro.
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Horas antes, a presidente interina, Delcy Rodríguez, havia defendido, em discurso na emissora estatal, que o instrumento representa um passo na construção de “uma Venezuela mais democrática, mais justa, mais livre”.
As 379 pessoas anistiadas “devem ser libertadas (…) entre a noite de hoje e a manhã de amanhã (sábado)”, afirmou, em entrevista televisiva, o deputado Jorge Arreaza, que lidera a comissão legislativa responsável pela redação da lei e acompanha sua implementação.
Embora o governo de Rodríguez tenha concedido liberdade condicional a 448 opositores após a captura de Nicolás Maduro, em uma incursão americana no início de janeiro, ainda restavam quase 650 presos políticos encarcerados antes dessa nova leva, segundo a ONG Foro Penal.
Especialistas questionam o alcance da norma, proposta por Rodríguez e aprovada por consenso na noite de quinta-feira pelo Parlamento. Avaliam que centenas de detidos, entre eles militares acusados de atividades “terroristas”, podem ficar de fora do benefício.
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“Muitos de nós estamos conscientes de que a lei de anistia não contempla nossos familiares”, afirmou à AFP Hiowanka Ávila, de 39 anos. Seu irmão, Henryberth Rivas, de 30, foi detido em 2018 sob acusação de participar de uma tentativa de magnicídio com drones contra Maduro.
O ministro da Defesa, general-em-chefe Vladimir Padrino, declarou em comunicado que a lei “deve ser interpretada como um sinal de maturidade e fortaleza política, ao representar um passo transcendental para alcançar a estabilidade da nação”.
A Força Armada, pilar da chamada Revolução Bolivariana, jurou “lealdade e subordinação” a Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder de forma temporária após sua derrubada.
“Foi um ato de grandeza”, afirmou a mandatária interina ao promulgar a lei, na noite de quinta-feira. “É preciso saber pedir perdão e também saber receber perdão”, acrescentou.
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‘Fatos, não palavras’
Narwin Gil, familiar de um preso mantido nas celas da Polícia Nacional em Caracas, conhecidas como Zona 7, demonstrou impaciência com a demora nas liberações. “Precisamos de fatos, não palavras”, afirmou.
Ela permanecia deitada em um leito improvisado diante do presídio. Uma dezena de mulheres iniciou no local, em 14 de fevereiro, uma greve de fome que se encerrou com a aprovação da anistia.
Gil foi a última a suspender o protesto. “Estamos esperando por esses fatos, e que seja o mais rápido possível, porque precisamos ir para nossas casas”, declarou.
Desde 8 de janeiro, familiares mantêm vigília em frente às prisões venezuelanas, quando o governo anunciou um processo de libertações que avança lentamente.
“A anistia não é automática”, esclareceu o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, em entrevista coletiva. Ele criticou a exigência de solicitação formal do benefício aos tribunais, um dos pontos mais controversos do projeto que gerou divergências no Parlamento.
A proposta passou por consulta pública com juristas e familiares de presos políticos, além de negociações com a pequena bancada opositora na Assembleia Nacional.
Para Ali Daniels, diretor da ONG Acceso a la Justicia, “o balanço da lei é negativo”, pois exclui diversos detidos. Ele apontou “graves deficiências estruturais” no texto.
‘Liberdade plena’
“Com nossa gente, com o povo de Maracaibo na Basílica”, escreveu nesta sexta-feira, na rede X, o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, ao divulgar um vídeo em que apoiadores o recebem com aplausos nas ruas da segunda maior cidade do país.
Guanipa é aliado da vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado. Ele esteve preso por nove meses sob acusação de conspiração e, após poucas horas em liberdade, foi novamente detido em 8 de fevereiro, acusado de violar as condições impostas pela Justiça.
Desde então, cumpria prisão domiciliar. Nesta sexta-feira, passou a estar em “liberdade plena”.
A anistia integra a agenda de Rodríguez, que inclui ainda maior abertura do setor petrolífero e a tentativa de reaproximação com os Estados Unidos, com quem a Venezuela rompeu relações diplomáticas em 2019.
Na sexta-feira, a Espanha anunciou que pedirá à União Europeia a suspensão das sanções contra Rodríguez, em resposta às medidas adotadas pelo governo interino.
Rodríguez governa sob pressão de Washington, que afirma liderar a Venezuela no período pós-Maduro.
Na quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se em Caracas com Rodríguez, Padrino e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que por anos adotaram discurso anti-imperialista.

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