Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A menos de quatro meses do início da Copa do Mundo, a cidade de Guadalajara, que sediará quatro partidas do torneio, enfrenta uma onda de violência atribuída ao Cartel de Jalisco Nueva Generación, após forças policiais matarem seu líder, Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.
Após a morte do criminoso, na tarde deste domingo, criminosos armados atacaram diversos pontos da cidade, incluindo o Aeroporto Internacional Don Miguel Hidalgo y Costilla. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram passageiros correndo e em pânico no terminal. Também foram registrados bloqueios de rodovias com veículos incendiados, confrontos armados e assassinatos de militares. As aulas em todo o estado de Jalisco foram suspensas, e a população recebeu recomendação para permanecer em casa.
Os quatro jogos da Copa disputados em Guadalajara:
Grupo A – Coreia do Sul x Playoff D da UEFA – 11/06 – 23h (de Brasília)
Grupo A – México x Coreia do Sul – 18/06 – 22h (de Brasília)
Grupo K – Colômbia x vencedor do playoff continental 1 – 23/06 – 23h (de Brasília)
Grupo H – Uruguai x Espanha – 26/06 – 21h (de Brasília)
De acordo com reportagem do jornal El País, ao longo de 2025 foram encontrados mais de 500 sacos com restos mortais nas proximidades do estádio.
Apesar da crise de violência em uma das sedes do torneio, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente. O México contará ainda com outros dois estádios na competição: o Estádio Azteca, na capital, casa do Club América, e o Estádio BBVA, do Club Monterrey, em Nuevo León.
Após várias horas de buscas, a Força Aérea do Peru (FAP) localizou os destroços do helicóptero Mi-17 que havia desaparecido durante o trajeto entre Pisco, na região de Ica, e Chala, em Arequipa. A corporação confirmou a morte dos quatro tripulantes e dos 11 passageiros que estavam a bordo.
Em comunicado oficial, a FAP informou que a aeronave era pilotada pelo major FAP Sergio Paucar Centurión e pelo alferes FAP Luis Huertas Cárcamo. Também integravam a tripulação a suboficial de primeira classe Kamila Anchapuri Jove e o suboficial de segunda classe Leiner Aguirre Huamán. O voo fazia parte de uma missão previamente programada.
Segundo a instituição, o helicóptero transportava ainda 11 passageiros. Após a perda de contato com a aeronave, foi acionado o Sistema de Busca e Resgate.
A Direção de Informação e Interesses Aeroespaciais da FAP informou que o helicóptero decolou por volta das 16h30 de domingo, no cumprimento da missão programada.
A Força Aérea afirmou ainda que estabeleceu contato direto com os familiares das vítimas “para lhes prestar o suporte necessário e mantê-los informados de maneira prioritária”.
O Exército mexicano mobilizou 2.500 militares no oeste do México como medida dissuasiva após a morte do narcotraficante Nemesio “El Mencho” Oseguera, no domingo, durante uma operação militar. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo secretário da Defesa, Ricardo Trevilla, durante coletiva de imprensa, em que também participou a presidente Claudia Sheinbaum, que informou que não há presença de forças militares dos EUA no país.
Contexto: Cartéis incendiam carros e fecham rodovias em represália por morte de líder; operação contou com apoio de inteligência dos EUA
Saiba quem foi ‘El Mencho’, ex-policial que fundou cartel mais violento do México e morreu em operação militar
— Não há participação de forças dos Estados Unidos na operação. O que existe é muita troca de informações — afirmou Sheinbaum.
Trevilla comentou a área de atuação do Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG), liderado por Oseguera.
— Havia cerca de 7.000 militares destacados em Jalisco; portanto, a presença militar será reforçada — afirmou. — A intenção é, sobretudo, produzir um efeito dissuasivo — acrescentou o secretário da Defesa, após centenas de bloqueios registrados no domingo em 20 estados do país.
O secretário de Segurança, Omar García Harfuch informou que pelo menos 25 membros da Guarda Nacional, um guarda penitenciário e outro funcionário morreram em ataques do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) após a operação. Ele indicou que, nesses eventos, ocorridos no estado de Jalisco, no oeste do país, uma mulher também morreu e 30 membros da organização criminosa foram assassinados.
— Infelizmente, 25 membros da Guarda Nacional, um guarda penitenciário e um funcionário da Procuradoria-Geral do Estado perderam a vida — especificou Harfuch. Além disso, “30 criminosos perderam a vida”, completou.
Donald Trump não explicou ainda qual o objetivo de uma ação militar no Irã. Seria remover o regime? Um ataque pontual contra instalações militares e nucleares para enfraquecer o regime? Uma ação para matar as lideranças do regime, como o aiatolá Ali Khamenei? Não sabemos. O presidente dos EUA e integrantes do seu governo não disseram o que pretendem. Nem mesmo nas negociações com Teerã, sabemos o que Washington quer da administração iraniana. Eliminar completamente o programa nuclear? Eliminar ou restringir o alcance dos mísseis balísticos? Suspender o apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah? Ninguém sabe. Pelo que dizem os negociadores iranianos, seria apenas a questão nuclear. Pelo que dizem os israelenses e mesmo alguns americanos, seria a capitulação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com a morte de Nemesio Oseguera, o “El Mencho”, em uma operação conjunta das forças mexicanas e dos Estados Unidos no domingo, o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) agora enfrenta uma disputa pela sucessão. A organização criminosa, que se tornou uma das mais poderosas do México na última década, perdeu seu líder máximo em um momento em que boa parte de seu círculo familiar — tradicional base de comando dos cartéis — está presa, extraditada ou enfraquecida, abrindo espaço para uma possível guerra interna pelo controle de um império que vai do tráfico de drogas à extorsão e lavagem de dinheiro.
‘El Mencho’: Cartéis incendiam carros e fecham rodovias em represália por morte de líder; operação contou com apoio de inteligência dos EUA
Medo de retaliação: Vídeo mostra pânico entre passageiros em aeroporto após morte de narcotraficante no México
O filho do chefão, Rubén Oseguera, conhecido como “El Menchito”, cumpre pena de prisão perpétua nos EUA desde 2020, condenado por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Um dos irmãos de El Mencho, Antonio Oseguera, responsável pela lavagem de milhões de dólares em receitas do CJNG, foi extraditado para Washington em fevereiro do ano passado. Meses depois, o México enviou outra figura-chave do esquema criminoso do Cartel Jalisco para os EUA: Abigael González Valencia, o “El Cuini”, cunhado e braço direito de El Mencho. Outro irmão Oseguera, Abraham, foi capturado em fevereiro deste ano e está atualmente sob custódia mexicana.
A viúva de Mencho, Rosalinda González Valencia, conhecida como “La Jefa”, foi presa, mas libertada por um juiz em janeiro do ano passado. O governo de Claudia Sheinbaum criticou a decisão, citando-a como um exemplo de corrupção dentro do judiciário. Segundo o jornal El País, é possível que a liderança do CJNG seja substituída pelo clã González Valencia, que chefia o cartel Los Cuinis. A família, originária de Michoacán como Mencho, é composta por 18 irmãos, homens e mulheres.
Initial plugin text
De acordo com David Saucedo, especialista segurança baseado na Cidade do México, a linha sucessória do cartel foi quebrada, e os irmãos de El Mencho “ainda não têm influência suficiente entre outros comandantes do cartel”.
— Sem um membro da família Oseguera como sucessor evidente, é provável que um entre quatro ou cinco comandantes de alto escalão emerja como o próximo líder — afirmou Saucedo à rede americana CNN, acrescentando que, embora uma disputa violenta seja possível, os comandantes também podem negociar uma transição de poder estável.
Esse vácuo de liderança, de fato, pode desencadear uma guerra interna, semelhante ao conflito que eclodiu dentro do Cartel de Sinaloa após a captura, em 2024, de Ismael “El Mayo” Zambada. O conflito em Sinaloa foi alimentado pela ausência de um sucessor familiar claro, já que a liderança dos cartéis costuma seguir um padrão dinástico — passando de pais para filhos, irmãos ou primos.
Entre os possíveis candidatos, segundo a CNN, estão Ricardo Ruiz Velasco (“El Doble R”), Audias Flores (“El Jardinero”), outro conhecido como “El Sapo” e um quarto nome — o ex-chefe de segurança de El Mencho — sobre quem há poucas informações. Um relatório de setembro do ano passado da Diretoria de Inteligência Nacional dos EUA identificou El Sapo como Hugo Mendoza Gaytan e também mencionou o enteado de Oseguera, Juan Carlos Valencia González (“El Pelón”), além do genro Julio Alberto Castillo Rodríguez (“El Chorro”), como integrantes da liderança do cartel.
O cartel
Em 2014, a Justiça dos EUA incluiu El Mencho e El Cuini na mesma acusação. Documentos judiciais acusam ambas as organizações de tráfico conjunto de cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, em uma organização criminosa que gera lucros de pelo menos US$ 10 milhões (mais de R$ 50 milhões, na cotação atual) anualmente. A acusação observa que o CJNG é responsável por “numerosos atos de violência, incluindo assassinatos, sequestros e atos de tortura”, com o objetivo de garantir o “prestígio, a reputação e a posição” do cartel, promovendo o medo, expandindo seu império, disciplinando seus membros e coagindo autoridades públicas.
Sob a liderança de El Mencho, o Cartel Jalisco expandiu-se por todo o México e também levou suas operações para outros países. A organização fez sua grande entrada no cenário do crime com uma imagem macabra: a exibição pública de 35 cadáveres, com sinais de tortura, na cidade de Boca del Río, em 2011.
‘El Mencho’: Saiba quem foi o ex-policial que fundou cartel mais violento do México e morreu em operação militar
Na época, o grupo era conhecido como Los Matazetas (Os Matadores de Zetas), pois seu propósito era exterminar o cartel Los Zetas. Como este último tinha a reputação de ser sanguinário, o CJNG — que em seus primórdios tinha uma aliança com o Cartel de Sinaloa — replicou sua violência e a levou ao extremo da barbárie. Os pistoleiros de El Mencho chegaram ao ponto de amarrar dinamite aos corpos de seus rivais para explodi-los vivos.
Los Zetas, no entanto, perderam influência, o CJNG rompeu sua aliança com o Cartel de Sinaloa e El Mencho se tornou o último alvo restante na lista de objetivos do governo, após a queda, um a um, dos principais líderes dos outros cartéis de drogas. No coração da capital, o CJNG orquestrou um ataque em 2020 contra Omar García Harfuch, o então secretário de Segurança da Cidade do México. Hoje, ele ocupa o mesmo cargo em nível federal e chefia a estratégia de combate ao narcotráfico no governo Sheinbaum.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, defendeu nesta segunda-feira a retirada do ex-príncipe Andrew da linha de sucessão ao trono britânico, após a prisão do irmão do rei Charles III na semana passada.
Prisão de Andrew: Fotógrafo que fez clique de ex-príncipe conta detalhes sobre a imagem que rodou o mundo
‘É a coisa certa a fazer’: Ex-ministro apoia retirada do ex-príncipe Andrew da sucessão do trono de rei
Em carta enviada ao seu homólogo britânico, Keir Starmer, Albanese afirmou: “meu governo aceitaria qualquer proposta de retirá-lo da linha de sucessão real”.
“São acusações graves e os australianos as levam a sério”, acrescentou Albanese.
Ex-príncipe Andrew
AFP
O governo do Reino Unido avalia a possibilidade de apresentar um projeto de lei para excluir da linha sucessória Andrew Mountbatten-Windsor, suspeito de conduta inadequada no exercício de cargo público. Ele atuou como enviado especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011.
Príncipe Andrew e o magnata Jeffrey Epstein
Reprodução
Andrew foi detido após a divulgação de e-mails extraídos dos arquivos de Jeffrey Epstein, que sugerem o repasse de informações potencialmente confidenciais ao financista e criminoso sexual norte-americano.
Depois das revelações, o rei Charles III retirou do irmão todos os títulos oficiais e determinou sua saída da residência onde morava, em Windsor.
Apesar das sanções, Andrew permanece na oitava posição na linha de sucessão ao trono britânico, atrás da princesa Lilibet, filha de seu sobrinho, o príncipe Harry.
Antiga colônia britânica por mais de um século, a Austrália tornou-se formalmente independente em 1901, mas integra a Commonwealth e mantém o monarca britânico como chefe de Estado.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou em Genebra nesta segunda-feira o que chamou de “escalada agressiva” dos EUA contra a ilha, afirmando que o comportamento de Washington visa provocar “uma catástrofe humanitária” no país. A declaração do chanceler cubano acontece em meio à pressão exercida pelo presidente americano, Donald Trump, que intensificou o embargo contra Havana, pressionando outros países, incluindo a Venezuela, a interromper o envio de petróleo ao país.
À beira do colapso: Sem petróleo da Venezuela, crise de Cuba se aprofunda e expõe fragilidades estruturais
Marco Rubio: Chefe da diplomacia dos EUA mantém negociações secretas com o neto de Raúl Castro, revela veículo dos EUA
— [Os EUA] estão impondo um bloqueio energético e pretendem criar uma catástrofe humanitária, usando como pretexto a absurda alegação de que Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à sua segurança nacional — afirmou Rodríguez na Conferência sobre Desarmamento realizada na cidade suíça.
Initial plugin text
O ministro cubano ainda denunciou as ações americanas como “criminosas e ilegais”, afirmando que, somadas, “constituem uma punição coletiva implacável contra o povo cubano” — o país enfrenta uma grave escassez de combustível, que repercute em apagões frequentes, uma vez que o sistema elétrico é quase totalmente dependente de termoelétricas. O corte no fornecimento por Caracas fragilizou ainda mais a situação.
A ilha comunista é um dos principais alvos declarados de Washington, que desde que mobilizou boa parte de seu poder naval para a região do Caribe, mantém uma narrativa hostil contra os regimes de esquerda da América Latina. Ainda em janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Trump assinou um decreto classificando a ilha como uma “ameaça extraordinária” aos EUA — em um sinal de que Havana poderia ser a próxima a receber uma eventual ação americana. Rodríguez rebateu a classificação americana.

— Cuba não representa uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país — insistiu o chanceler cubano nesta segunda-feira, afirmando que Havana não adota “políticas com o objetivo declarado de dominação”.
O chanceler também afirmou que Cuba não “mobiliza forças militares” ou “viola a soberania e a integridade territorial de outros Estados” — em uma provável referência as ações americanas, tanto sob Trump quanto historicamente, na região como um todo.
— Permanecer impassível diante dessas tentativas de impor uma tirania global coloca todos os Estados em risco, sem exceção — afirmou.
Homem empurra carrinho em rua de Havana: governo teme ‘crise humanitária’ caso falta de combustível se agrave
Yamil Lage/AFP
Em um outro discurso nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Rodríguez afirmou que o governo cubano impediria uma crise humanitária no país mesmo que isso custasse caro “em termos de penalidades e sofrimentos”.
Um comboio internacional, formado por uma coalizão de movimentos, sindicalistas, deputados, organizações humanitárias e figuras públicas, prometeu enviar um carregamento com ajuda humanitária para Cuba até 21 de março, incluindo “alimentos, remédios, suprimentos médicos e bens essenciais”, segundo seus organizadores.
Ativistas políticos como a sueca Greta Thunberg e o americano David Adler organizam o comboio e afirmam que ele persegue o mesmo objetivo que as flotilhas que tentaram romper o cerco israelense a Gaza no ano passado: “desafiar um bloqueio que estava provocando fome na população civil”. (Com AFP)

A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado o mais violento do México, provocou aquela que já considerada uma das reações mais generalizadas por parte de grupos criminosos na História recente do país. Estradas foram bloqueadas, veículos, prédios públicos e estabelecimentos comerciais foram incendiados e uma série de eventos pré-agendados, como partidas de futebol e apresentações culturais foram suspensas, enquanto atos de violência eram registrados em pelo menos 13 estados. A operação que resultou na morte de “El Mencho” foi conduzida pelas Forças Especiais do Exército do México, e recebeu apoio da inteligência dos EUA.
Medo de retaliação: Vídeo mostra pânico entre passageiros em aeroporto após morte de narcotraficante no México
‘El Mencho’: Saiba quem foi o ex-policial que fundou cartel mais violento do México e morreu em operação militar
Os cartéis mexicanos costumam reagir violentamente após a captura de seus principais chefes, em um tipo de gesto para demonstrar força e dissuadir as autoridades de confrontá-los novamente. Mas a proporção da resposta após a morte de El Mencho no domingo foi grande mesmo para os padrões do país. Somente em Jalisco, autoridades informaram que 20 agências bancárias foram incendiadas ou danificadas, enquanto grupos atearam fogo em carros para bloquear mais de 20 estradas. Shows e partidas de futebol foram cancelados. Voos foram desviados. E pelo menos um porto suspendeu suas operações. Em alguns estados, as aulas foram canceladas nesta segunda-feira, enquanto companhias aéreas e de ônibus suspenderam algumas rotas ao longo da semana.
Initial plugin text
Grande parte da violência foi registrada em Guadalajara, capital de Jalisco, um centro urbano com 1,4 milhão de habitantes que será sede da Copa do Mundo deste ano. O pânico tomou conta do Aeroporto Internacional de Guadalajara no domingo, com vídeos publicados nas redes sociais mostrando funcionários e passageiros fugindo do prédio. A administração do aeroporto e o governo federal mexicano afirmaram que a zona estava segura, apesar do tumulto, e operava normalmente.
Initial plugin text
Paulina, uma moradora de Guadalajara de 32 anos, que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome por temer por sua segurança, disse que estava viajando com o marido e o filho de 3 anos quando ficaram presos em um dos bloqueios do cartel. Enquanto tentavam escapar e voltar para casa, viram uma família ferida à beira da estrada.
— Estou implorando para que as pessoas não saiam de casa — disse Paulina. — Depois do que vi, percebi que essas pessoas não têm consideração por ninguém. Não desejaria a ninguém o que presenciei.
A megaoperação contra El Mencho — um ex-policial que fundou uma das principais organizações de narcotráfico do México — foi realizada pelas Forças Especiais do Exército Mexicano com o auxílio de aeronaves da Força Aérea e da Força de Reação Imediata da Guarda Nacional, segundo o Ministério da Defesa do país. Autoridades mexicanas e americanas confirmaram que os EUA auxiliaram a missão com informações de inteligência, mas a Casa Branca apontou que não enviou efetivo ao país vizinho.
Ainda de acordo com as informações divulgadas pela Defesa mexicana, as tropas do Exército foram alvejadas enquanto avançavam para prender membros do Cartel Jalisco Nova Geração e responderam “em legítima defesa”. Quatro integrantes do cartel morreram no local e outros três ficaram feridos, incluindo Oseguera, que morreu a caminho do hospital. Dois suspeitos foram presos e armas, incluindo lançadores de foguetes capazes de derrubar aeronaves ou destruir veículos blindados, foram apreendidas.
A operação pode marcar o início de uma nova ofensiva do México contra os cartéis de drogas, desde o aumento da pressão do presidente americano, Donald Trump, sobre realizar ataques contra o território mexicano para combater as organizações que equiparou a terroristas. É possível que a ação diminua a pressão imediata da administração Trump.
Contudo, analistas afirmam que as organizações criminosas mexicanas têm um histórico de resistir aos melhores esforços das autoridades para enfraquecê-los, e que detêm poder, riqueza e domínio territorial demais para serem erradicados completamente. Apontam também que o assassinato de “El Mencho” pode abrir disputas internas pelo controle do cartel ou a perda de espaço para outras organizações.
A extensão da turbulência pode depender de os líderes do cartel terem estabelecido uma linha de sucessão clara, capaz de manter a organização unida. Caso contrário, a morte de Oseguera pode desencadear uma fragmentação e uma nova onda de derramamento de sangue, de acordo com Vanda Felbab-Brown, especialista em grupos armados não estatais da Brookings Institution.
Em entrevista à rede americana CNN, o consultor segurança pública mexicano David Saucedo afirmou que o CJNG enfrenta uma iminente batalha pela sucessão, uma vez que o filho do então líder já está preso nos EUA, e os parentes que ainda estão em liberdade não têm o mesmo peso dentro do grupo. O vácuo de liderança, argumentou Saucedo, pode desencadear uma guerra interna pelo poder, como já aconteceu com outras organizações criminosas no país. (Com NYT e AFP)
Um homem de 35 anos atacou várias pessoas com uma faca em um estande das Testemunhas de Jeová na estação central de trem de Würzburg, na Alemanha, na manhã desta sexta-feira. O suspeito foi contido por civis que estavam no local e correram para socorrer as vítimas.
De acordo com a polícia da Baviera, o ataque ocorreu por volta das 7h50 no saguão de entrada da estação. Segundo as autoridades, o homem se aproximou do estande das Testemunhas de Jeová e esfaqueou um idoso de 68 anos. Ele também agrediu fisicamente outras duas pessoas, de 55 e 51 anos.
Testemunhas relataram momentos de pânico no interior da estação, uma das principais da região. Passageiros e funcionários agiram rapidamente para imobilizar o agressor até a chegada da polícia.
A polícia informou que prendeu um suspeito em conexão com o ataque, que está sob custódia. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde das vítimas nem sobre a possível motivação do crime.
Promotores da Austrália analisam a possibilidade de reabrir um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento infantil do país, ocorrido há mais de cinco décadas. A família de Cheryl Grimmer recebeu com satisfação a sinalização de que as autoridades de Nova Gales do Sul (NSW) podem revisar a decisão anterior de não prosseguir com o processo criminal.
Vídeo: Filhote de macaco que comoveu internet agarrado a pelúcia é finalmente aceito por grupo em zoológico japonês
Final feliz: Cão abandonado em aeroporto de Las Vegas é adotado por policial que participou do resgate
Cheryl tinha três anos quando desapareceu da praia de Fairy Meadow, em Wollongong, em janeiro de 1970. Apesar das extensas buscas realizadas na época, nenhuma pista conclusiva foi encontrada. O caso permaneceu sem solução por décadas.
Em 2017, um homem chegou a ser formalmente acusado pelo sequestro e assassinato da criança. O processo judicial, no entanto, foi interrompido porque a principal prova — uma confissão feita por ele ainda na adolescência — foi considerada juridicamente inadmissível. O acusado nega qualquer envolvimento no crime e, diante da fragilidade probatória, os promotores retiraram a acusação.
Desde então, a família tem mantido pressão pública para que o caso seja revisto. Atendendo à mobilização — inclusive por parte dos parentes — a diretora de processos criminais de NSW, Sally Dowling, informou que seu gabinete está disposto a realizar uma revisão especial da decisão anterior.
Em carta enviada à família, Dowling explicou que o prazo regular para solicitar formalmente uma revisão já havia expirado. Ainda assim, decidiu abrir uma exceção e concordou em analisar novamente o caso. Ela indicou duas possibilidades: revisar imediatamente com base nas provas entregues pela polícia em 2019 ou aguardar a conclusão da avaliação de informações adicionais que os detetives afirmam ter descoberto recentemente, descritas como “novas” informações.
— Demorou anos demais, mas finalmente estamos muito felizes que eles reconheçam nossa luta por alguma justiça para Cheryl — declarou o irmão mais velho de Cheryl, Ricki Nash, à BBC.
Podcast deu viibilidade ao caso
O caso ganhou nova visibilidade após o lançamento, em 2022, do podcast Fairy Meadow, produzido pela BBC, que reexaminou o desaparecimento. Desde a divulgação do programa, ao menos uma nova testemunha se apresentou.
Segundo Nash, a família enviou carta à Polícia de NSW solicitando formalmente a reabertura da investigação, agora considerando evidências surgidas após 2019.
— Não estamos pedindo nada extraordinário. Quando a transparência conduz o processo, o mal não pode mais se esconder atrás de falhas processuais ou da divisão burocrática.
A família havia se mudado recentemente de Bristol para a Austrália como parte do programa conhecido como “Ten Pound Poms”, que incentivava a migração de britânicos ao país mediante custo reduzido de passagem.
O desaparecimento
No dia do desaparecimento, Ricki Nash estava encarregado de supervisionar os irmãos mais novos enquanto a família se preparava para deixar a praia. Ele foi instruído a ir até o bloco de banheiros, e Cheryl correu rindo em direção ao vestiário feminino, recusando-se a sair. Constrangido demais para entrar no espaço feminino, Nash retornou à praia para buscar ajuda da mãe. Quando ambos voltaram, cerca de 90 segundos depois, a menina já não estava mais no local.
Desde a interrupção do julgamento, ocorrida há sete anos, a família sustenta que houve falhas significativas por parte das autoridades de NSW tanto na busca inicial quanto nas etapas subsequentes do caso.
Em outubro do ano passado, Jeremy Buckingham, integrante do Conselho Legislativo de NSW — a câmara alta do estado — utilizou o privilégio parlamentar para tornar público o nome do suspeito, até então conhecido apenas como Mercury. O nome verdadeiro permanece protegido por lei, já que ele era menor de idade na época do suposto crime.
Além disso, está prevista para maio uma investigação parlamentar em NSW voltada a casos de assassinatos não resolvidos e desaparecimentos de longa duração. O caso de Cheryl Grimmer será incluído na apuração, o que pode ampliar o escrutínio institucional sobre o desaparecimento e sobre as decisões tomadas ao longo das últimas décadas.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress