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A campanha anticorrupção conduzida pelo presidente da China, Xi Jinping, atingiu o mais alto escalão das Forças Armadas e já afastou mais de 100 oficiais desde 2022, segundo dois importantes centros de pesquisa internacionais. A dimensão da ofensiva levanta dúvidas sobre a prontidão operacional do Exército de Libertação Popular (PLA, na sigla em inglês), especialmente em cenários complexos como um eventual conflito envolvendo Taiwan.
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Um relatório publicado nesta semana pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS), com sede em Washington, aponta que 36 generais e tenentes-generais foram oficialmente expurgados desde 2022, enquanto outros 65 oficiais aparecem como desaparecidos ou potencialmente afastados. Ao considerar cargos atingidos mais de uma vez, 52% das 176 principais posições de liderança do PLA foram afetadas.
“Esse número é impressionante e extraordinário, demonstrando a profundidade da campanha de Xi e a rotatividade sem precedentes na liderança do PLA”, escreveu M. Taylor Fravel, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), um dos autores do estudo.
Já o relatório anual Military Balance, do International Institute for Strategic Studies (IISS), sediado em Londres, afirma que os expurgos deixaram “deficiências sérias” na estrutura de comando e provavelmente afetaram a prontidão das forças em processo acelerado de modernização.
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“Do ponto de vista organizacional, até que as vagas sejam preenchidas, o PLA está operando com deficiências sérias em sua estrutura de comando”, diz o IISS. De acordo com o instituto, a ofensiva atingiu a cúpula da Comissão Militar Central, comandos regionais, setores de aquisição de armamentos e até a academia militar.
A reestruturação ganhou força após investigações contra dois dos mais graduados generais do país. Zhang Youxia, aliado próximo de Xi, foi colocado sob investigação em janeiro. Antes dele, He Weidong foi expulso do cargo em outubro do ano passado. A ofensiva reduziu o comando militar supremo de sete integrantes a apenas dois: o próprio Xi e o vice-presidente da Comissão, Zhang Shengmin.
Embora o combate à corrupção seja uma marca do governo Xi desde que assumiu o poder, há mais de uma década, a nova onda de expurgos atingiu inclusive aliados próximos e oficiais nomeados por ele.
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Segundo informações divulgadas pela CNN e pela Reuters, os comunicados oficiais geralmente citam violações da “disciplina e da lei”, mas analistas destacam a dificuldade de avaliar os reais motivos das decisões em uma instituição historicamente opaca.
Impacto operacional
Segundo o CSIS, a extensão das punições a escalões intermediários pode obrigar o governo a promover oficiais com menos experiência de comando e nenhuma vivência real em combate. Entre os cinco comandos de teatro do PLA, o expurgo de 56 vice-comandantes reduziu em mais de 33% o grupo de oficiais aptos a assumir essas posições.
A analista Bonny Lin, coautora do estudo, observa que exercícios militares conduzidos pelo PLA ao redor de Taiwan demoraram mais a ser implementados em 2025 — 19 e 12 dias — em comparação com apenas quatro dias no ano anterior. Para ela, os expurgos podem ter impacto direto na prontidão.
O IISS também alerta que, caso promoções anteriores tenham ocorrido por conexões pessoais e contratos militares tenham gerado falhas em armamentos, o efeito de curto prazo pode ser significativo. Ainda assim, o instituto descreve o impacto como “temporário” e avalia que a modernização das Forças Armadas deve continuar em ritmo acelerado.
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O relatório ainda destaca que os gastos militares chineses vêm crescendo acima da média asiática, elevando a participação da China no total regional para quase 44% em 2025, ante uma média de 37% na década anterior.
Taiwan no centro das preocupações
De acordo com o estudo do CSIS, a escala da reorganização militar levanta questionamentos sobre a capacidade do PLA de conduzir uma invasão “incrivelmente complicada e arriscada” de Taiwan nos próximos anos, especialmente diante de esforços de dissuasão por parte dos Estados Unidos e do Japão.
O Partido Comunista Chinês reivindica Taiwan como parte de seu território e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha.
Para John Culver, pesquisador sênior da Brookings Institution, a aparente falta de confiança de Xi em seus comandantes pode ter efeito dissuasório.
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“A demonstrada falta de fé no Exército é positiva, sob a perspectiva dos Estados Unidos e de Taiwan, para evitar uma invasão”, escreveu.
Ainda assim, os relatórios ressaltam que o PLA mantém capacidade significativa. Operações menos complexas, como um bloqueio naval, poderiam ser executadas sem exigir coordenação altamente sofisticada.
Analistas também alertam para outro risco: o ambiente de medo pode levar oficiais recém-promovidos a evitar transmitir más notícias à liderança.
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“Isso é perigoso para a gestão de crises, pois pode tornar Xi irrealisticamente confiante nas capacidades militares em futuras contingências”, escreveu Thomas Christensen, do CSIS.
Apesar das incertezas de curto prazo, especialistas apontam que, até o fim da década, novos comandantes podem ganhar experiência com equipamentos modernos e consolidar maior coesão interna. Nesse cenário, a campanha de “limpeza” promovida por Xi poderia resultar em um aparato militar mais alinhado ao líder e potencialmente mais confiante.
Em discurso recente às Forças Armadas, Xi classificou o último ano como “incomum e extraordinário” e afirmou que o Exército passou por uma “forja revolucionária” na luta contra a corrupção, sinal de que a ofensiva, longe de arrefecer, segue no centro da estratégia política e militar de Pequim.
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra funcionários de uma unidade da rede americana de fast-food Whataburger, no Texas, agredindo um cliente com uma lixeira e um cesto metálico de fritura após um suposto ataque dentro do restaurante.
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Segundo a emissora local WFAA, a confusão ocorreu na cidade de Paris, a cerca de 160 quilômetros a nordeste de Dallas. O suspeito, identificado como Anthony William Newhuis, de 41 anos, teria sido expulso do estabelecimento após discutir com funcionários. De acordo com as informações, ele deixou o local prometendo retornar mais tarde para agredir o gerente quando a polícia não estivesse mais presente.
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Ainda conforme a reportagem, Newhuis teria voltado ao restaurante supostamente embriagado e iniciado um ataque violento contra o gerente. Imagens mostram o momento em que o responsável pela unidade balança repetidamente uma lixeira contra o cliente enquanto outros funcionários gritam para que alguém aperte o botão de pânico.
O cliente que filmou a briga, Billy Jones, afirmou à Fox 4 News que outro funcionário atingiu Newhuis na cabeça com um cesto de fritura de arame logo no início da agressão, fazendo com que ele caísse no chão.
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A polícia de Paris encontrou o suspeito com sangramento na cabeça no estacionamento dos fundos do restaurante. Ele foi preso sob acusação de agressão com lesão corporal, embriaguez em público e dano criminal.
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De acordo com as autoridades, mesmo após a detenção, Newhuis teria continuado a causar problemas na cadeia, alagando celas e acumulando uma nova acusação de dano criminal inferior a US$ 750 (o equivalente a R$ 3,8 mil).
Em nota enviada à imprensa, um porta-voz do Whataburger afirmou que a segurança de clientes e funcionários é prioridade. “Levamos incidentes como este a sério e estamos cooperando plenamente com as autoridades”, declarou.
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O caso ocorre em meio a outros episódios recentes envolvendo funcionários de restaurantes reagindo a clientes agressivos.
Em dezembro, uma briga generalizada entre trabalhadores da rede Chipotle e um cliente ocorreu em Connecticut, após imagens mostrarem um homem no caixa arremessando um objeto contra um funcionário. Quando o empregado revidou, o cliente teria invadido a área atrás do balcão, empurrado trabalhadores e jogado o funcionário ao chão, desencadeando uma grande confusão dentro do restaurante.

Foi um espetáculo como estratégia de sobrevivência. Em seu discurso sobre o Estado da União, o presidente dos EUA, Donald Trump, não se preocupou em apresentar uma série de novas políticas — algo incomum em um ano de eleições de meio de mandato, com o controle do Congresso em jogo. Ele não pareceu preocupado em demonstrar que entendia a questão que mais preocupava os americanos: “Acessibilidade financeira”, disse ele, era parte de uma “mentira suja e podre” perpetuada pelos democratas.
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Em vez disso, com o estilo incisivo de um político nato e os instintos de um ex-produtor de reality shows, ele passou quase duas horas provocando os democratas enfurecidos no plenário e tentando defini-los para o eleitorado como “doentes”, antipatrióticos e completamente em desacordo com os valores da maioria dos americanos.
— Essas pessoas são loucas, eu digo a vocês, elas são loucas — disse Trump em um dado momento, enquanto relatava a história de uma jovem que havia sido forçada a passar por uma transição de gênero. — Como temos sorte de viver em um país com pessoas assim: os democratas estão destruindo nosso país, mas conseguimos impedi-los por um triz.
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Ao fazer o discurso, Trump sabia que precisava usá-lo para se esquivar de um momento politicamente perigoso para ele e seu partido. A maioria dos americanos se opõe à maneira como Trump está conduzindo sua agenda anti-imigração, e mais de 70% deles acham que suas prioridades estão equivocadas. Seu índice de aprovação despencou para 41%.
Sua solução foi se envolver na imagem do heroísmo americano com comentários encenados ao longo do discurso, enquanto jogava a culpa por todos os problemas, da segurança das eleições à situação da economia, de volta para seus oponentes.
Em vários casos, os democratas proporcionaram a Trump os confrontos que ele buscava.
O deputado Al Green, do Texas, que foi expulso do plenário no ano passado por brandir sua bengala contra Trump, foi novamente retirado após exibir uma placa com os dizeres “NEGROS NÃO SÃO MACACOS” — uma referência a um vídeo racista que Trump compartilhou recentemente nas redes sociais.
Deputado democrata mostra faixa com dizeres: ‘Pessoas negras não são macacos’, em referência a vídeo racista compartilhado nas redes sociais de Trump
Anna Rose Layden/The New York Times
A deputada Lauren Underwood, de Illinois, levantou-se e saiu em vez de “perder mais um minuto” com o discurso. E a deputada Ilhan Omar, de Minnesota, alvo frequente de Trump, foi uma das poucas que gritaram com ele.
— Você matou americanos! — gritou ela enquanto Trump falava sobre a aplicação das leis de imigração.
—Você deveria ter vergonha — respondeu o presidente.
Mas, embora Trump tenha conseguido os contrastes que desejava dentro do plenário, não ficou claro qual seria o impacto de sua performance fora dele, onde a realidade política para ele e seu partido é preocupante.
Deputada democrata Ilhan Omar discutiu com Trump durante discurso sobre o Estado da União
Kenny Holston/The New York Times
O assassinato de cidadãos americanos por agentes de imigração e as cenas de crianças detidas minaram a aprovação pública à sua campanha de deportação, apesar de seu sucesso em fechar, em grande parte, a fronteira para a imigração ilegal. Sua base eleitoral permanece obcecada pelos arquivos de Jeffrey Epstein e pela questão da transparência do governo em relação a tudo o que se sabe sobre aqueles que se associaram a ele, incluindo Trump. Na semana passada, a Suprema Corte derrubou o método preferido de Trump para implementar tarifas, um pilar de sua agenda econômica e de política externa.
Se Trump se sentiu na defensiva em relação a isso, demonstrou-se desafiador. Na noite de terça-feira, ele olhou para uma fileira de juízes da Suprema Corte com semblantes impassíveis e disse-lhes que seus planos de tarifas continuariam sob o “poder legal que eu, como presidente, tenho para fazer um novo acordo”.
Os democratas, percebendo as divisões entre os republicanos sobre como Trump está conduzindo sua agenda e buscando inclinações nas pesquisas a seu favor, permanecem confiantes nas eleições de meio de mandato. Em um discurso de resposta em nome dos democratas, a governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, afirmou que Trump ignorou amplamente as preocupações dos americanos comuns.
— Ele mentiu, buscou bodes expiatórios e desviou a atenção — disse Spanberger, que encerrou seu discurso com um apelo para que os democratas que concorrem nas eleições de meio de mandato deste ano se concentrem na economia.
A governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, foi responsável por avaliação democrata do discurso de Trump
Erin Schaff/The New York Times
Durante o discurso, Trump tentou mudar o foco para seus temas preferidos. Ele ofereceu poucas explicações sobre por que está ameaçando lançar mais ataques militares contra o Irã, dizendo que preferiria encerrar o programa nuclear do país por meio da diplomacia, mas que “nunca” permitiria que Teerã tivesse uma arma nuclear (“Não podemos deixar isso acontecer”, disse).
Voltando, como sempre, aos democratas, ele os chamou de trapaceiros e mentirosos, atacando-os por sua oposição à legislação que supostamente visa abordar suas alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada.
Ele disse que nomeou o vice-presidente JD Vance para combater a “corrupção que destrói o tecido de uma nação”, enfrentando fraudes generalizadas e mencionando vários estados controlados por democratas, incluindo Minnesota e Califórnia. Trump, que já foi condenado por acusações de fraude, sugeriu então que o vice-presidente poderia resolver o déficit orçamentário.
— Ele vai dar um jeito — disse Trump. — E se conseguirmos encontrar fraudes suficientes, teremos um orçamento equilibrado da noite para o dia.
Vice-presidente dos EUA, JD Vance (alto à esquerda) faz gesto de positivo ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso sobre o Estado da União
Brendan SMIALOWSKI / AFP
Trump iniciou seu discurso dissonante de forma protocolar, saudando uma “era de ouro da América”, onde o mercado de ações está em níveis recordes, as contas de aposentadoria estão transbordando e novos investimentos estão entrando no país aos trilhões — “Todo mundo está prosperando, e muito”, disse Trump. Ele exaltou a entrada de “80 milhões de barris” de petróleo de “nosso novo amigo e parceiro Venezuela”, sem mencionar a audaciosa captura do líder chavista, Nicolás Maduro, pelas forças armadas americanas.
Mas não demorou muito para Trump assumir o papel de mestre de cerimônias. Ele convidou a seleção masculina de hóquei dos EUA, medalhista de ouro, para o plenário, dedicando vários minutos a se associar à vitória e anunciando o primeiro de vários prêmios que concederia: a Medalha Presidencial da Liberdade para o goleiro da seleção americana, Connor Hellebuyck.
— Este será um ano para celebrar nosso país e os heróis que o mantiveram livre — disse Trump.
A partir daí, o discurso descambou para a divisão.
Seleção americana de hockey masculino foi homenageada durante discurso de Trump no Congresso
Kenny Holston/The New York Times
Enquanto relatava, às vezes com detalhes gráficos, as histórias de pessoas que perseveraram em meio a tragédias inimagináveis ​​ou sobreviveram à violência, Trump parecia atento se os democratas estavam de pé aplaudindo cada pessoa. Ele relatou o assassinato de Iryna Zarutska, uma ucraniana esfaqueada até a morte em um trem no ano anterior. A mãe de Zarutska estava presente no plenário, chorando enquanto o presidente discursava. Trump terminou de contar a história de Zarutska e se dirigiu imediatamente aos democratas.
— Como vocês não se levantam? — perguntou.
Com um momento pré-concebido após o outro, ficou claro que o objetivo do discurso não era apresentar novas medidas ou reconhecer as preocupações dos americanos que acham a moradia muito cara ou que estão com dificuldades para pagar as contas. Em vez disso, Trump criou o tipo de conteúdo pronto para as redes sociais que sua administração tem usado para enfrentar um ciclo de notícias desfavoráveis.
Sempre atento às câmeras, Trump disse que queria que os americanos “vissem claramente no que seus representantes realmente acreditam” e pediu a cada pessoa sentada no plenário que fizesse uma escolha.
— Então, esta noite, convido todos os legisladores a se unirem à minha administração para reafirmar um princípio fundamental — disse Trump. — Se vocês concordam com esta declaração, levantem-se e mostrem seu apoio. O primeiro dever do governo americano é proteger os cidadãos americanos. Não os imigrantes ilegais.
Presidente americano apelou para a divisão entre republicanos e democratas durante o discurso
Kenny Holston/The New York Times
Vários democratas permaneceram sentados. Trump — omitindo as mortes de Renee Good e Alex Pretti, cidadãos americanos, por agentes de imigração em Minnesota — deleitou-se com os aplausos dos republicanos antes de desviar o olhar para o outro lado da sala.
— Não é uma vergonha? — disse Trump. — Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos por não estarem de pé. Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos.
Stephen Miller, o arquiteto das políticas de imigração de Trump, rapidamente recorreu às redes sociais para explicitar a encenação. Os democratas sentados, disse ele, “representam a imagem mais chocante da história do Congresso dos EUA”.
O Congresso americano já presenciou imagens chocantes ao longo dos anos, e Trump discursava na mesma câmara que uma multidão de apoiadores tentou invadir pouco mais de cinco anos atrás, numa tentativa de mantê-lo no cargo apesar da derrota eleitoral.
Trump, alvo de diversas tentativas de assassinato, relembrou o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Ele fez outro pedido aos americanos: “Devemos rejeitar totalmente a violência política de qualquer tipo”.
A história de um cachorro surdo que aprendeu a se comunicar com sua dona por meio da linguagem de sinais emocionou milhões de usuários no TikTok, com o vídeo ultrapassando oito milhões de visualizações. O caso chamou atenção para a capacidade dos animais de se adaptarem e criarem laços especiais, mesmo com deficiência auditiva. A gravação viral mostra o momento em que “Oreo” reage com entusiasmo aos sinais visuais indicando que é hora de sair para passear.
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Armados com cabos de vassoura, pedestres tentam reagir a assalto com facões em joalheria de Londres
No vídeo, o cachorro, de pelagem branca com manchas escuras, aparece sentado atentamente em frente à dona, acompanhando cada movimento de sua mão. A cabeça levemente inclinada e o olhar fixo demonstram como ele se concentra nos gestos — uma técnica fundamental para cães com deficiência auditiva. A amiga da tutora, que publicou o vídeo no TikTok (@imjustagirllllllll___), explicou o processo de aprendizagem: “Ela sempre faz isso quando saem, então ele já aprendeu, como se entendesse palavras como ‘vamos’, ‘parque’ ou ‘sair’, por exemplo.”
Confira:
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Adoção e vínculo
Em entrevista ao site de notícias Todo Jujuy, Marina, dona de Oreo, contou que adotou o cachorro surdo há seis anos e construiu com ele um vínculo baseado em linguagem de sinais, consistência e dedicação diária. A experiência acabou se tornando um exemplo para a adoção de animais com deficiência, tema que tem ganhado cada vez mais espaço no debate público local. Segundo ela, o primeiro passo é escolher um gesto específico para cada ação — como um movimento de mão para indicar a saída de casa ou pedir comida — e manter sempre o mesmo significado.
A repetição tem papel central nesse processo, já que o animal passa a associar o gesto à ação correspondente. A prática diária, aliada ao reforço positivo — muitas vezes com recompensas alimentares — ajuda a ampliar a compreensão do cão. Marina também destaca a importância da expressão facial na comunicação com Oreo, pois o animal reconhece mudanças no rosto da tutora e reage a sinais de aprovação ou correção. Um olhar firme ou um gesto com o dedo indicador, por exemplo, pode indicar um limite, enquanto a palma da mão aberta pode significar “pare”.
Imagens docão Oreo circulam nas redes sociais
Captura de tela/TikTok/@imjustagirllllllll___
Cuidados no dia a dia
Outro aspecto importante na convivência com cães surdos é respeitar o momento de descanso. Marina contou que evita estímulos repentinos quando Oreo está dormindo, aproximando-se gradualmente ou fazendo um carinho suave para que ele perceba sua presença sem se assustar. A estratégia ajuda a construir confiança e evita reações de medo. Especialistas em comportamento animal e organizações de bem-estar recomendam que interessados em adotar cães surdos ou com outras limitações físicas busquem orientação profissional antes do processo. Entre as recomendações estão manter rotinas claras, utilizar sinais visuais consistentes, evitar mudanças bruscas no ambiente e reforçar comportamentos positivos com petiscos.
Para quem pensa em adotar um cão surdo, especialistas apontam algumas medidas essenciais: treinamento diário consistente, escolha de gestos simples e visíveis, garantia da segurança da casa e uso de identificação visível na coleira. A história que viralizou nas redes mostra que, com paciência e comunicação adaptada, cães surdos podem ter uma vida plena e construir laços afetivos profundos, inspirando mais pessoas a considerar a adoção responsável de animais com necessidades especiais.
A República Islâmica do Irã classificou como “grandes mentiras” as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o país durante o discurso sobre o “Estado da União”, proferido ao Congresso americano na noite de terça-feira. Embora as impressões do republicano sobre a nação persa fosse um dos temas mais aguardados por observadores internacionais, em meio a crescente tensão entre os dois países, Trump dedicou poucos minutos no pronunciamento de uma hora e 47 minutos — o mais longo da História. Ainda assim, o tempo foi suficiente para acusar Teerã de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA e de manter “sinistras ambições nucleares” — algo que o regime dos aiatolás nega publicamente.
Discurso sobre o Estado da União: Trump exalta ‘transformação’, aposta na economia e faz ataques aos democratas
Falas sobre Teerã: Trump garante que Irã está desenvolvendo mísseis que poderiam atingir os EUA
“O que eles [os EUA] dizem sobre o programa nuclear iraniano, os mísseis balísticos do Irã e o número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente uma repetição de grandes mentiras”, escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmaeil Baqaei em um post na rede social X nesta quarta-feira.
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A expectativa em torno da fala de Trump sobre a nação persa às vésperas de uma nova rodada de negociações diplomáticas indiretas, marcada para a quinta-feira em Genebra, era grande em um momento em que as ameaças de uma ação militar cresceram. O que se viu, em grande parte, foi a repetição de pontos de discussão vagos dos últimos dias. O presidente afirmou que o Irã já possui mísseis “que podem ameaçar a Europa” e suas bases no exterior, e acusou o país de “trabalhar na construção de mísseis que em breve chegarão aos EUA”.
— [O Irã está] novamente perseguindo suas ambições sinistras — disse Trump, afirmando que Teerã teria retomado os trabalhos para a construção de uma arma nuclear após o bombardeio dos EUA às instalações nucleares do país em junho. — Minha preferência é resolver essa questão por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: eu jamais permitirei que o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo, que é, de longe, o Irã, tenha uma arma nuclear. Eles querem fazer um acordo, mas não ouvimos estas palavras-chave: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’.
Plenário do Congresso dos EUA antes do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Ao fim do discurso, o presidente americano pouco fez para explicar por que havia reunido o maior poderio bélico no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. No fim da semana passada, o presidente havia falado sobre a possibilidade de um ataque limitado ao Irã, mas não deixou claro qual seria o objetivo imediato ou os alvos a serem atingidos com a ação militar.
A retórica agressiva e as tensões militares não interromperam o delicado processo diplomático que está sendo mediado pelo sultanato de Omã. A reunião de quinta-feira ganhou um peso-chave com a informação de fontes americanas de que os principais negociadores americanos, o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação ao final dela sobre a real intenção do Irã de abrir mão de suas pretensões nucleares — e que isso definiria a ordem para o ataque ou não.
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A parte iraniana afirmou há poucos dias que um texto inicial de acordo estava sendo finalizado para ser discutido com os EUA, com uma possível resolução para o caso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia declarado anteriormente que seu país está “determinado a chegar a um acordo justo e equitativo o mais rápido possível”.
“Temos uma oportunidade histórica para alcançar um acordo sem precedentes que atenda às preocupações de ambos os lados e aos interesses mútuos”, escreveu a autoridade na terça-feira, antes do discurso de Trump. “Um acordo está ao nosso alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada”.
Paralelo com a Venezuela
Embora Trump tenha dito pouco sobre o Irã em seu discurso, ele foi muito mais prolixo ao tratar de sua mais recente grande intervenção militar: a Venezuela. Com grande riqueza de detalhes, Trump narrou a participação do piloto de helicóptero Eric Slover, ferido na operação de janeiro para capturar o líder chavista Nicolás Maduro. O sangue do piloto “estava escorrendo pelo corredor” do helicóptero enquanto ele pousava, relatou Trump.
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Foi um sinal de que o presidente continua encantado pelas forças militares dos EUA, por seus poderes como comandante-em-chefe e pela impressão que ele acredita que suas demonstrações de força causaram ao redor do mundo. Ele enfrentou pouca reação política de seus apoiadores por suas repetidas intervenções militares, embora alguns republicanos estejam preocupados que Trump pareça estar focado demais na política externa.
Ainda de acordo com Trump, líderes estrangeiros disseram a ele em chamadas telefônicas que o ataque à Venezuela foi “muito impressionante”.
— Todos assistiram. Eles viram o que aconteceu — disse ele. (Com NYT e AFP)
O prefeito da capital da Nova Zelândia, Andrew Little, mergulhou no mar nesta quarta-feira para tentar conter os temores de contaminação após uma falha em uma estação de tratamento de esgoto despejar águas residuais no oceano e espalhar matéria fecal por residências costeiras.
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Milhões de litros de esgoto foram lançados nas praias da costa sul de Wellington desde o incidente na estação de tratamento de Moa Point, registrado em 4 de fevereiro.
Little entrou no mar em um gesto simbólico para tranquilizar moradores que protestam contra os impactos do vazamento, indicando que, neste momento, a água apresenta baixo risco.
“Quero deixar claro que ainda existe algum risco, mas os resultados do monitoramento até agora mostram que ele é baixo, e cabe às pessoas decidir como reagir”, disse Little.
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A prefeitura já havia orientado a população a evitar banho de mar e pesca na região afetada devido ao potencial risco à saúde.
A situação se agravou na semana passada, quando uma tempestade atingiu a cidade e provocou ondas de até sete metros de altura, arrastando água contaminada para dentro de imóveis à beira-mar.
Moradores relataram danos e mau cheiro provocados pelo contato com o esgoto. “Foi repugnante”, afirmou Roger Young à emissora pública Radio New Zealand (RNZ).
“Quando você passa o dedo na parede, ficam marcas desse resíduo que está ali, e claramente não é sal”, disse Chris, morador do bairro de Island Bay, também à RNZ.
“São resíduos de esgoto flutuando na costa”, afirmou.
A Wellington Water, responsável pela operação da estação de Moa Point, informou que trouxe especialistas da Austrália para avaliar o problema, mas ainda não apresentou uma conclusão definitiva sobre as causas e a extensão do dano ambiental.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma cena de desespero envolvendo uma família em uma ponte na província de Guangdong, na China. As imagens registram o momento em que um homem, durante uma discussão com a esposa, pega um dos filhos pequenos e o lança no rio.
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No registro, o casal aparece discutindo enquanto duas crianças estão próximas. Em meio ao conflito, o homem agarra uma delas e a arremessa para baixo. A criança desaparece rapidamente na água.
Confira:
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Reação desesperada
A mãe fica alguns segundos imóvel, aparentemente em choque, antes de escalar a proteção da ponte e pular no rio na tentativa de alcançar o filho. Pouco depois, ao perceber a gravidade do que havia feito, o pai também entra na água.
Enquanto isso, a outra criança permanece na ponte, chorando e gritando diante da cena. Testemunhas que estavam nas proximidades correm para ajudar e passam a orientar o casal.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/TikTok
Segundo relatos divulgados junto ao vídeo, as três pessoas ficaram lutando contra a corrente por alguns minutos. Em determinado momento, alguém joga um pedaço de madeira na água para que eles consigam se apoiar.
Os três acabam sendo retirados do rio e levados em segurança para a margem, onde reencontram a segunda criança. Até o momento, a polícia local ainda não abriu investigação sobre o caso.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um grupo tenta reagir a um assalto a uma joalheria turca em Londres. Nas imagens, homens vestidos de preto, usando capacetes e portando facões, aparecem deixando o estabelecimento enquanto pessoas que estavam na rua tentam impedir a fuga.
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Segundo a Polícia Metropolitana, o caso ocorreu na manhã desta terça-feira (24) em Green Lanes, na região de Islington, no norte da cidade. Os agentes foram acionados por volta das 10h04 após relatos de um roubo à mão armada em uma loja.
Confira:
Vídeo mostra reação de pedestres durante assalto a joalheria em Londres
Tentativa de impedir a fuga
As imagens mostram um dos suspeitos aguardando próximo a uma motocicleta do lado de fora do estabelecimento enquanto outros três saem da loja carregando uma grande bolsa azul que aparenta estar cheia de objetos. Durante a confusão, um homem que estava nas proximidades usa uma vassoura de cabo longo para tentar afastar um dos assaltantes, que reage com um facão.
Dois suspeitos sobem em uma motocicleta com a bolsa, enquanto uma segunda moto se aproxima. Parte dos itens cai no chão, mas o grupo transfere a sacola para outro motociclista antes de deixar o local. As gravações também mostram outras pessoas se aproximando, incluindo um pedestre com uma serra, enquanto os suspeitos iniciam a fuga.
As motocicletas deixam a via em direção à região de Haringey, ainda no norte de Londres. Em determinado momento, um dos motociclistas desce do veículo e tenta atingir um homem que os perseguia com uma vassoura.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/X
De acordo com a Polícia Metropolitana, pessoas que estavam no local tentaram impedir que os suspeitos escapassem. Apesar da tensão registrada nas imagens, ninguém ficou ferido.
Os policiais chegaram ao endereço às 10h08 e iniciaram buscas e coleta de evidências. A investigação segue em andamento e, até o momento, ninguém foi preso.
Em declaração ao jornal The Sun, um porta-voz da corporação afirmou que informações sobre o caso podem ser repassadas pelo telefone 101, citando o código CAD 2319/24Feb. Denúncias anônimas também podem ser feitas à organização Crimestoppers pelo número 0800 555 111.
O Zoológico de Newquay Zoo, na Cornualha, anunciou, no sábado (21), a morte de dois de seus animais mais conhecidos: Johnson, uma capivara de nove anos, e Al, uma anta brasileira de 20. Companheiros inseparáveis há quase uma década, eles foram sacrificados no mesmo dia após avaliação veterinária que apontou piora na saúde de ambos.
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Segundo o zoológico, a decisão foi tomada após consultas entre veterinários e equipes de cuidados com os animais. Os tratadores afirmaram que o objetivo foi evitar sofrimento e impedir que um dos dois enfrentasse o isolamento após a morte do companheiro.
Confira:
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Vínculo entre espécies
Al, uma anta brasileira — espécie nativa da América do Sul e considerada o maior mamífero terrestre do Brasil — nasceu em 2005 e chegou ao zoológico britânico em 2014, vindo do Zoológico de Gdansk, na Polônia. Três anos depois, Johnson passou a dividir o recinto com ele. A capivara nasceu no Chester Zoo e foi transferida para Newquay em 2016, e apesar de não ter nascido no Brasil, essa espécie também é nativa da América do Sul e é símbolo da fauna brasileira.
De acordo com a instituição, a convivência diária fortaleceu um vínculo incomum entre os animais. Funcionários atribuem a proximidade ao temperamento das duas espécies, conhecidas por serem calmas e sociáveis.
Nos últimos meses, porém, ambos passaram a apresentar problemas de saúde associados ao envelhecimento, o que afetou sua qualidade de vida. “Foi uma perda incrivelmente difícil para quem cuidava deles todos os dias”, afirmou um porta-voz do zoológico ao MailOnline. “Despedir-se dos dois ao mesmo tempo foi duro, mas entendemos que era a atitude mais gentil.”
Reação do público
A notícia foi divulgada nas redes sociais do zoológico e gerou uma série de homenagens de visitantes e admiradores. Muitos relataram que a amizade entre os dois animais era evidente para quem passava pelo recinto.
Um dos comentários dizia que o casal de amigos era “verdadeiro embaixador de suas espécies”. Outro visitante contou ter conhecido a dupla meses antes e afirmou que a relação entre eles era “claramente especial”.
O Zoológico de Newquay, inaugurado em 1969, abriga cerca de mil animais em uma área de aproximadamente 13 acres. A instituição foi adquirida recentemente pela empresa holandesa Libéma. A direção afirma que a ausência da capivara e da anta brasileira será sentida tanto pela equipe quanto pelo público que acompanhava a história da dupla.
As autoridades colombianas investigam a origem de um possível impacto de bala encontrado na asa de um avião da American Airlines que realizou um voo de ida e volta entre Miami e Medellín. A informação foi divulgada na terça-feira pela imprensa dos Estados Unidos.
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A American Airlines informou que suas equipes “identificaram uma perfuração” na parte externa da aeronave durante uma inspeção de rotina, realizada após os trajetos entre Miami, na Flórida, e a cidade colombiana. A declaração foi reproduzida por diversos veículos americanos.
Segundo a emissora CBS News, as autoridades colombianas abriram investigação sobre o buraco “localizado na asa direita de um avião 737 MAX 8”.
“O avião foi imediatamente retirado de serviço para inspeção e reparo. Trabalharemos em estreita colaboração com todas as autoridades competentes para investigar este incidente”, disse a companhia aérea à CBS.
A American Airlines acrescentou que não houve registro de feridos e que a aeronave não apresentou qualquer problema operacional durante os voos.
Ainda não está claro em que momento o dano ocorreu nem se havia pessoas a bordo quando a perfuração foi causada.
De acordo com dados do site de monitoramento Flightradar24, o Boeing 737 MAX 8 fez o trajeto de Miami para Medellín no domingo e retornou à cidade americana na manhã de segunda-feira.
Procurada, a Aeronáutica Civil da Colômbia informou, em nota divulgada na terça-feira, que não havia recebido qualquer solicitação das autoridades norte-americanas relacionada ao caso.

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