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A Nasa revelou, nesta semana, novos detalhes sobre a rara evacuação médica que levou ao encerramento antecipado de uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS). O astronauta americano Mike Fincke, de 58 anos, foi quem apresentou o problema de saúde que obrigou a agência a antecipar o retorno da tripulação da missão Crew-11.
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Veterano de voos espaciais, Fincke estava na estação desde 1º de agosto do ano passado. A equipe deveria permanecer em órbita até o fim de fevereiro, mas a NASA decidiu coordenar um retorno antecipado após considerar que a condição do astronauta exigia exames mais avançados na Terra. A cápsula amerissou na costa de San Diego, na Califórnia, em 15 de janeiro.
Fincke evitou detalhar qual foi o problema médico, mas afirmou que passa bem e segue em recondicionamento físico no Centro Espacial Johnson, em Houston. Ele agradeceu à equipe e aos colegas de missão, destacando que a decisão foi tomada com cautela para garantir segurança. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, já havia classificado o episódio como “grave”, embora controlado.
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Ultrassom ajudou a identificar problema
Durante a primeira aparição pública após o retorno, o astronauta indicou que um ultrassom portátil foi essencial para avaliar a situação a bordo da estação. Segundo ele, o equipamento permitiu observar alterações no corpo que não poderiam ser vistas de outra forma em microgravidade.
A Estação Espacial Internacional possui desde 2011 um aparelho de ultrassom adaptado para uso em órbita, empregado tanto em pesquisas quanto em exames de rotina. No ambiente de microgravidade, fluidos corporais tendem a se deslocar para a parte superior do corpo, aumentando riscos como coágulos sanguíneos ou alterações oculares.
Essas condições são monitoradas de perto pelos médicos da agência. Em 2020, por exemplo, um astronauta desenvolveu um coágulo na veia jugular durante uma missão e precisou ser tratado no próprio laboratório orbital até a chegada de novos medicamentos.
Apesar de a Nasa não ter confirmado qual foi o diagnóstico de Fincke, o caso marcou um precedente: foi a primeira vez que uma missão tripulada na ISS precisou ser encerrada antes do previsto por razões médicas.
Uma menina de três anos morreu após sofrer agressões dentro de casa em Citra, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Paisley Brown foi encontrada inconsciente por volta do meio-dia desta quinta-feira (25) e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, segundo informações do gabinete do xerife do Condado de Marion.
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De acordo com a polícia, o principal suspeito é Jeroen Jarrel Coombs, de 32 anos, namorado da mãe da criança. Em depoimento aos investigadores, ele afirmou que amarrou as mãos da menina com a gravata de um roupão e prendeu as pernas com fita adesiva. O homem disse que tentou contê-la para que não mexesse na fralda durante a noite.
Confissão e investigação
Ainda segundo o gabinete do xerife, Coombs relatou que, enquanto a criança estava imobilizada, a pegou e a jogou no chão. Depois que Paisley começou a ter dificuldade para respirar, ele admitiu ter batido nela repetidas vezes. Durante o interrogatório, afirmou ter percebido que “tinha ido longe demais” e disse que ficou com medo de ligar para o número de emergência 911.
As autoridades informaram que o suspeito avisou a mãe da menina pouco antes das 11h que a criança não respondia. A ligação para os serviços de emergência, porém, só foi feita cerca de 40 minutos depois. Investigadores também apontam que Coombs estava sozinho com as crianças naquele momento.
Ele foi acusado de abuso infantil agravado e crueldade contra crianças, crimes considerados graves. Outras acusações ainda podem ser apresentadas. Coombs está detido na Cadeia do Condado de Marion sem direito a fiança e tem audiência marcada para 24 de março de 2026.
Protestos e pedidos por responsabilização
Outras quatro crianças viviam na residência e foram colocadas sob custódia do Departamento de Crianças e Famílias da Flórida. Uma delas relatou às autoridades ter ouvido as agressões e afirmou que episódios de violência já teriam ocorrido anteriormente na casa.
O caso provocou protestos no sábado em Citra. Durante a manifestação, o pai de Paisley, Robert Brown, descreveu a filha como “amorosa, sempre alegre e divertida”. Organizadores do ato pedem que a mãe da menina também seja investigada e responsabilizada.
Em publicações nas redes sociais, Brown afirmou estar “transbordando de emoções” e disse que a filha era uma criança que espalhava alegria por onde passava. “Seu jeito brincalhão tocou inúmeros corações”, escreveu.
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Hillary Clinton deve depor nesta quinta-feira, a portas fechadas, perante a Comissão de Supervisão da Câmara que investiga as atividades do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso e tráfico sexual. A expectativa é que Bill Clinton realize seu depoimento na sexta.
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O depoimento ocorre em meio a uma nova rodada de tensão política em Washington e amplia o alcance da investigação conduzida por parlamentares republicanos.
Hillary afirmou anteriormente que não se lembra de ter conversado com Epstein, embora tenha conhecido sua ex-associada, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de prisão por tráfico de menores para que fossem abusadas pelo financista.
Pressão após ameaça de desacato
Inicialmente, Hillary e o ex-presidente Bill Clinton resistiram a prestar depoimento. O casal, no entanto, concordou em comparecer após a comissão sinalizar que poderia enquadrá-los por desacato ao Congresso.
Os depoimentos devem ocorrer em Chappaqua, no estado de Nova York, onde os Clinton mantêm residência. O presidente republicano da comissão, James Comer, afirmou que as transcrições serão tornadas públicas.
Comer sustenta que Epstein visitou a Casa Branca 17 vezes durante o mandato de Bill Clinton e que o ex-presidente voou diversas vezes no avião do empresário no início dos anos 2000, já após deixar o cargo.
Fotos divulgadas recentemente pelo Departamento de Justiça mostram Bill Clinton em registros relacionados ao magnata. O ex-presidente nega qualquer irregularidade e já declarou arrependimento por ter mantido relações com Epstein.
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Hillary, candidata democrata à Presidência em 2016, acusou a comissão de tentar desviar a atenção dos laços do presidente Donald Trump com Epstein. O empresário morreu por suicídio em 2019, enquanto aguardava julgamento.
Trump também manteve convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000, antes da condenação do financista em 2008 por aliciar uma menor para prostituição. Segundo Comer, as evidências reunidas até o momento não incriminam o atual presidente.
Especialistas avaliam que o comparecimento de Bill Clinton pode criar um precedente institucional relevante.
— O fato de o presidente Clinton estar comparecendo cria um precedente para quando o presidente Trump deixar o cargo? — questionou Jonathan Shaub, professor de direito da Universidade de Kentucky.
As perguntas da comissão podem se concentrar nos possíveis vínculos de Epstein com a Fundação Clinton e com a Iniciativa Global Clinton no início dos anos 2000.
Um braço robótico de 22 metros de comprimento será utilizado para coletar amostras de destroços radioativos no interior da acidentada usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão. O equipamento foi apresentado nesta quinta-feira pela operadora da central, a Tokyo Electric Power Company (Tepco).
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Com formato semelhante ao de uma serpente, o robô pesa cerca de 4,6 toneladas e foi projetado para se mover por passagens estreitas, como túneis, e inspecionar estruturas complexas em espaços confinados — áreas onde os níveis de radiação permanecem extremamente elevados.
A retirada do combustível fundido e de outros resíduos radioativos é considerada a etapa mais difícil do gigantesco projeto de desativação da usina, processo que deve se estender por várias décadas.
Cerca de 880 toneladas de materiais altamente perigosos ainda permanecem na central, cenário de um dos piores acidentes nucleares da história, desencadeado em 2011 após um terremoto de magnitude 9 provocar um tsunami que atingiu a região.
Um vídeo de quatro minutos divulgado pela Tepco mostra o braço robótico avançando por corredores estreitos e realizando inspeções internas. Equipado com câmera, o dispositivo é, segundo a empresa, mais eficiente na coleta de informações do que as ferramentas utilizadas anteriormente.
— É mais eficaz para reunir dados no interior dos reatores — afirmou um porta-voz da Tepco à agência AFP.
A operadora pretende utilizar o novo equipamento ainda este ano em uma terceira operação de teste para retirada de destroços em um dos reatores danificados.
Até agora, apenas pequenas amostras de material radioativo foram coletadas em duas ocasiões no âmbito do projeto-piloto. Nenhuma remoção em larga escala foi realizada.
Em julho, a Tepco anunciou que a operação principal de extração foi adiada para, no mínimo, 2037. Anteriormente, a previsão era iniciar o processo no começo da década de 2030.
Uma equipe científica internacional identificou uma nova superterra orbitando a estrela HD 176986, uma anã laranja do tipo K, ligeiramente menor que o Sol e localizada a cerca de 91 anos-luz da Terra. A descoberta foi liderada pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) e publicada na revista Astronomy & Astrophysics.
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Com o novo achado, sobe para três o número de planetas conhecidos no sistema. De acordo com a CNN, a estrela HD 176986 já havia sido identificada como hospedeira de planetas em 2018, quando pesquisadores detectaram dois corpos com períodos orbitais de 6,5 e 16,8 dias, batizados de HD 176986 b e HD 176986 c.
— Continuamos a observar a estrela durante anos com instrumentos de última geração e foi muito gratificante quando, após compilar todas as observações, surgiu o sinal do terceiro planeta — afirmou Nicola Nari, primeiro autor do estudo e doutorando do IAC.
O novo mundo, HD 176986 d, tem massa mínima inferior a sete vezes a da Terra, posicionando-se entre seus dois vizinhos no sistema: o planeta mais interno tem cerca de cinco massas terrestres, enquanto o mais externo alcança aproximadamente dez.
HD 176986 d completa uma volta ao redor da estrela a cada 61,4 dias — um período orbital relativamente longo para planetas desse porte. Ele está classificado como superterra, categoria que engloba planetas mais massivos que a Terra, mas significativamente menores que gigantes gasosos como Júpiter ou Saturno.
Segundo o IAC, apenas cerca de uma dúzia de planetas com períodos orbitais superiores a 50 dias e massas abaixo de sete vezes a da Terra são conhecidos atualmente.
Planetas pequenos e mais distantes de suas estrelas produzem sinais muito fracos nos instrumentos de observação. Isso exige campanhas de monitoramento prolongadas e grande volume de dados para confirmar sua existência com segurança — como ocorreu neste caso.
A estrela está a aproximadamente 91 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.
Mais de sete anos depois de dois trabalhadores terem sido encontrados mortos dentro de um refrigerador industrial em uma fábrica de frangos em Norfolk, no Reino Unido, as empresas ligadas ao caso admitiram falhas nas normas de saúde e segurança. A decisão ocorreu antes do julgamento no Tribunal da Coroa de Norwich, e a sentença deve ser anunciada em uma audiência marcada para começar em 31 de março.
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Neil Moon, de 49 anos, e Jonathan Collins, de 34, foram encontrados por volta de 1h10 de 4 de outubro de 2018 em uma câmara frigorífica da Banham Poultry. Ambos trabalhavam como subcontratados no controle de pragas da unidade localizada na Station Road. O caso ganhou repercussão pela forma como os corpos foram descobertos, com mãos e pés congelados.
Empresas admitem violações de segurança
Inicialmente, a Banham Poultry Limited e a Air Products Plc enfrentariam acusações de homicídio culposo corporativo. No entanto, antes que o processo fosse levado a júri, as duas companhias se declararam culpadas por infrações à Lei de Saúde e Segurança no Trabalho de 1974.
Segundo o promotor Craig Hassall KC, as declarações de culpa foram aceitas porque as violações às normas de segurança “causaram as mortes do Sr. Moon e do Sr. Collins”. Ele informou que não apresentará provas relacionadas às acusações de homicídio culposo corporativo e solicitou que a juíza Judith Farbey registre formalmente veredictos de não culpado nesse ponto.
A advogada Shauna Ritchie, representando a Banham Poultry Limited, declarou a culpa da empresa em duas acusações de descumprimento de dever legal previsto na legislação trabalhista. Já o advogado Simon Antrobus KC, que atua pela Air Products Plc, confirmou a culpa da companhia em uma acusação semelhante.
De acordo com Hassall, a decisão de aceitar as confissões foi tomada pelo Ministério Público da Coroa após consulta com a Polícia de Norfolk e com familiares das vítimas.
Circunstâncias seguem sem explicação completa
Apesar da admissão de falhas, a sequência exata de acontecimentos que levou às mortes ainda não está totalmente esclarecida. Na época do incidente, a polícia investigava a possibilidade de um vazamento de gás refrigerante dentro da instalação.
Nenhum detalhe adicional sobre o caso foi apresentado durante a audiência realizada nesta quarta-feira (25).
Desde o episódio, a Banham Poultry mudou de proprietário duas vezes. Os atuais donos da empresa não estiveram envolvidos nos processos judiciais.
Na época da morte de Collins, sua família divulgou uma mensagem durante o inquérito descrevendo-o como “um homem de família dedicado, que continuará sendo amado e lembrado por todos que o conheceram”.
Imagens compartilhadas nas redes sociais nesta semana mostram pítons gigantes nadando pelas ruas da ilha de Bali, na Indonésia, enquanto o local enfrenta chuvas intensas e inundações severas.
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Nos vídeos, os répteis aparecem se deslocando em grandes poças e, em uma das gravações mais comentadas, um morador segura a cauda de uma píton com uma mão e um guarda-chuva com a outra, aparentemente tentando impedir que o animal se afogasse.
Confira:
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De acordo com a imprensa local, bairros populares como Kuta, Legian e Seminyak foram os mais afetados, com níveis de água variando entre 30 e 70 centímetros. Chuvas torrenciais, que atingem a ilha há três dias consecutivos, transbordaram rios, inundaram casas e bloquearam estradas, provocando interrupções no transporte e risco para moradores e turistas.
Alerta das autoridades
As autoridades locais reforçaram que condições climáticas severas, inundações e deslizamentos são frequentes durante a estação chuvosa, que geralmente vai de outubro a abril. “Caminhar e dirigir em áreas alagadas é perigoso”, alertaram, pedindo atenção especial a deslizamentos, quedas de árvores e enchentes repentinas.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/X
Serviços de emergência trabalham para evacuar pessoas em risco e garantir a segurança nas regiões mais afetadas.
Moradores e visitantes foram orientados a acompanhar a previsão do tempo regularmente e evitar áreas alagadas.
O número de nascimentos no Japão caiu pelo décimo ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, ampliando os desafios enfrentados pela recém-reeleita primeira-ministra, Sanae Takaichi.
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De acordo com números preliminares do Ministério da Saúde, foram registrados 705.809 nascimentos no arquipélago asiático no ano passado — uma redução de 2,1% em relação a 2024. Os dados abrangem filhos de cidadãos japoneses e estrangeiros nascidos no país, além de crianças nascidas no exterior de cidadãos japoneses.
Quarta maior economia do mundo e com elevado nível de endividamento público, o Japão mantém uma das menores taxas de natalidade do planeta e enfrenta um processo contínuo de declínio populacional. O fenômeno tem provocado impactos estruturais, como escassez de mão de obra, aumento dos gastos com seguridade social e redução do contingente de trabalhadores contribuintes.
Líderes japoneses sucessivos — entre eles Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo do país — prometeram adotar medidas para estimular a natalidade, com resultados considerados limitados até agora.
“A queda da taxa de natalidade e a diminuição da população constituem uma emergência silenciosa que irá corroer gradualmente a vitalidade do nosso país”, alertou Takaichi no Parlamento na semana passada.
Especialistas apontam que o aumento da imigração poderia atenuar o declínio demográfico e seus reflexos no mercado de trabalho. No entanto, sob pressão do partido Sanseito, defensor da política “Japão primeiro”, a premiê, de perfil conservador, prometeu adotar regras mais rígidas na área migratória.
O advogado de Nicolás Maduro afirmou a um juiz federal de Manhattan que o governo dos Estados Unidos bloqueou o pagamento dos honorários advocatícios do ex-presidente venezuelano, acusado de tráfico de drogas em Nova York, o que poderia violar seu direito constitucional à assistência jurídica.
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Em e-mail enviado em 20 de fevereiro ao tribunal federal de Manhattan, o advogado Barry Pollack informou que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro, havia inicialmente autorizado, em 9 de janeiro, que o governo da Venezuela arcasse com os custos da defesa de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Menos de três horas depois, segundo Pollack, a autorização foi revogada “sem explicações” pelo governo do presidente Donald Trump, embora tenha permanecido válida uma licença que permite o pagamento dos advogados de Flores.
Maduro e a esposa estão presos em Nova York, sem direito a fiança, desde que foram detidos em 3 de janeiro, em uma operação conduzida por forças militares americanas. Ambos se declararam inocentes. Uma nova audiência está marcada para 17 de março.
Disputa jurídica e política externa
A controvérsia sobre o pagamento da defesa ocorre em meio a um contexto diplomático sensível. Em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, os Estados Unidos romperam relações com Maduro e reconheceram o então presidente da Assembleia Nacional, ligado à oposição, como líder legítimo da Venezuela — posição mantida posteriormente pelo governo Biden.
Pollack afirmou ter solicitado ao OFAC, em 11 de fevereiro, o restabelecimento da licença original para que a Venezuela possa cumprir sua obrigação legal de custear a defesa do ex-presidente.
“O governo da Venezuela tem a obrigação de pagar os honorários do Sr. Maduro, o Sr. Maduro tem uma expectativa legítima de que isso ocorra, e não dispõe de recursos próprios para arcar com esses custos”, escreveu o advogado.
Segundo ele, a medida americana “interfere na capacidade do Sr. Maduro de contratar um advogado e, portanto, em seu direito, garantido pela Sexta Emenda, de ter um defensor de sua escolha”. Mensagens enviadas ao Departamento do Tesouro, à Casa Branca e ao Departamento de Justiça não foram respondidas.
Acusações e possível pena
A acusação formal, com 25 páginas, sustenta que Maduro teria atuado em parceria com cartéis de drogas e integrantes das forças armadas venezuelanas para facilitar o envio de milhares de toneladas de cocaína aos Estados Unidos. Ele e Flores podem ser condenados à prisão perpétua caso sejam considerados culpados.
De acordo com os promotores, o esquema envolveria ainda sequestros, agressões e assassinatos de pessoas ligadas ao narcotráfico, incluindo a morte de um chefe do tráfico em Caracas.
A líder da extrema direita francesa Marine Le Pen afirmou nesta quarta-feira que não disputará as próximas eleições presidenciais caso seja obrigada a cumprir pena com tornozeleira eletrônica.
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Le Pen foi condenada em março sob a acusação de ter implementado, entre 2004 e 2016, um esquema pelo qual assessores parlamentares do partido Reagrupamento Nacional (RN), remunerados pelo Parlamento Europeu, atuavam na prática em favor da legenda — conduta proibida pelas regras da instituição.
Um tribunal de primeira instância a sentenciou a cinco anos de inelegibilidade com aplicação imediata, decisão que provocou forte repercussão no cenário político francês.
“Não é possível fazer campanha nessas condições”, afirmou Le Pen em entrevista à BFMTV.
“Enfim, é possível fazer campanha sem sair à noite para se reunir com os eleitores em comícios? Seria outra forma de me impedir, evidentemente, de ser candidata” em 2027, declarou.
O Tribunal de Apelação de Paris anunciará sua decisão sobre o caso em 7 de julho.
O Ministério Público solicitou a condenação a um ano de prisão, passível de cumprimento em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, além de cinco anos de inelegibilidade e multa de 100 mil euros (118 mil dólares).
“Sei muito bem que a decisão sobre essa candidatura não depende de mim. Depende de três juízes que decidirão se os milhões de franceses que querem votar em mim poderão fazê-lo ou não”, afirmou Le Pen.
Caso seja impedida de disputar a Presidência, a candidatura do partido deverá ser assumida por seu aliado político Jordan Bardella.

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