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Em um gesto que viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a acomodação de práticas religiosas no esporte, o goleiro Anthony Lopes, do FC Nantes, simulou uma lesão, segundo a imprensa internacional, durante a vitória por 2 a 0 sobre o Le Havre, neste domingo, para que cinco companheiros que cumprem os preceitos do Ramadã, período religioso em que muçulmanos praticam jejum, pudessem comer e beber água ao pôr do sol.
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O episódio ocorreu aos 74 minutos da partida pela 23ª rodada da Ligue 1, no Stade de la Beaujoire. Lopes caiu no gramado alegando dores na coxa esquerda, o que obrigou os médicos a entrarem em campo e interromper momentaneamente o jogo. Durante essa breve paralisação, cinco jogadores muçulmanos correram para a linha lateral, onde puderam consumir água e tâmaras — práticas tradicionais para encerrar o jejum diário no Ramadã.
Após o atendimento, Lopes levantou-se devagar, sem sinais evidentes de lesão, prolongando de forma estratégica a pausa antes da retomada da partida. Veja o vídeo do momento:
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A ação destacou a diferença entre regulamentos internacionais: enquanto ligas como a Premier League e a Bundesliga adotaram diretrizes que permitem breves interrupções para que atletas muçulmanos quebrem o jejum ao anoitecer, a Ligue de Football Professionnel (LFP) e a Federação Francesa de Futebol (FFF) mantêm regras rígidas que não contemplam paradas por motivos religiosos.
O gesto também suscitou debates sobre inclusão e respeito às práticas religiosas no futebol francês, em um país marcado por uma forte tradição laica e restrições a manifestações religiosas em espaços públicos, como a proibição do uso de “burkinis”, vestes islâmicas de banho, em piscinas municipais.
O Nantes, que luta para se afastar da zona de rebaixamento na tabela, garantiu os três pontos em um momento crucial da temporada.
Em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada nesta quinta-feira em Genebra, o alto comissário da ONU, Volker Türk demonstrou preocupação com as ações militares lideradas por Israel na Cisjordânia ocupada e em Gaza. Segundo ele, as operações têm o objetivo de provocar uma “mudança demográfica permanente” nos territórios palestinos.
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— Em conjunto, as ações de Israel geram preocupação quanto à limpeza étnica — declarou o comissário.
Na fala, Türk cita principalmente uma das incursões que está em atividade há um ano, e que já provocou o deslocamento de 32 mil palestinos. Em fevereiro deste ano, Israel anunciou planos que permitem que terras da Cisjordânia sejam registradas como “propriedades do Estado”. Alguns termos que impediam a compra de lotes no território por israelenses também foram derrubados.
Para os ministros israelenses, a mudança é “um passo que aumentará a transparência e facilitará a redenção de terras”. Já o Ministério das Relações Exteriores de Israel, diz que as decisões são uma forma de corrigir o que chamaram de “distorção racista” que “discriminava judeus, americanos, europeus e qualquer pessoa que não seja árabe na compra de imóveis na Judeia e Samaria”.
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Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, disse que as medidas criadas por Israel são consideradas “perigosas” e solicitou uma intervenção por parte do Conselho de Segurança da ONU e dos Estados Unidos.
— Essa é uma tentativa aberta de Israel para legalizar a expansão de assentamentos, o confisco de terras e a demolição de propriedades palestinas, inclusive em áreas de soberania — afirmou.
Segundo a ONG israelense “Paz Agora”, o governo de Israel aprovou 54 assentamentos no ano passado, um retrato da expansão no território. Nesta semana, 20 países, incluindo Brasil, França, Espanha e vários Estados muçulmanos, emitiram uma declaração conjunta de condenação à expansão israelense. Para as nações, Israel constitui uma ação de “anexação de fato”. A ocupação israelense da Cisjordânia ocorre desde 1967.
Um ex-engenheiro da agência espacial norte-americana Nasa entrou com uma ação federal em Houston nesta semana contra quatro mulheres que o acusaram de agressão sexual, dois detetives da polícia local e a própria cidade, argumentando que as denúncias e a investigação policial “violaram seus direitos constitucionais” e “causaram danos pessoais e profissionais irreparáveis”.
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O processo, protocolado na Justiça Federal do Sul do Texas, surge após todas as acusações criminais de agressão sexual contra Eric Sim, 39 anos, terem sido descartadas pela promotoria em fevereiro de 2025, poucos dias antes do início do julgamento. Sim foi preso em 2024 sob múltiplas acusações relacionadas a supostos ataques a várias mulheres que teria conhecido por meio de aplicativos de relacionamento.
Segundo a queixa, Sim sustenta que as relações com as mulheres citadas no processo foram deturpadas e que as acusações foram motivadas por mal-entendidos ou ressentimentos depois que os relacionamentos terminaram. A ação acusa tanto os indivíduos quanto a polícia de conluio, fabricação de depoimentos e falhas na divulgação de evidências que poderiam exonerá-lo mais cedo.
Acusações e retirada das acusações
Em 2024, Sim foi alvo de sete acusações de agressão sexual que, segundo autoridades à época, envolviam encontros em que ele teria coagido ou violentado mulheres. A investigação teve repercussão significativa nos Estados Unidos.
No entanto, sob nova administração no escritório do promotor público em Harris County, os promotores concluíram que “a maioria das acusações não poderia ser provada além de uma dúvida razoável” e arquivaram os casos em fevereiro de 2025, quando o julgamento estava prestes a começar. Sim deixou a NASA depois das acusações e, desde então, diz ter enfrentado desafios para encontrar emprego.
Conteúdo do processo
No processo civil, Sim busca indenização por danos morais, danos econômicos — incluindo perda de oportunidades de carreira — e outros prejuízos decorrentes da investigação e das acusações. Sua defesa alega que policiais ignoraram contradições nos depoimentos e retiveram evidências digitais que poderiam reforçar a versão de que as relações foram consensuais.
Os advogados também sustentam que mensagens de texto e gravações disponíveis nos aparelhos de Sim mostram relatos positivos das parceiras no dia seguinte às relações, o que, segundo a defesa, aponta para consentimento.
Até agora, a Cidade de Houston e o Departamento de Polícia não emitiram respostas formais às acusações, e os advogados das mulheres acusadas também não comentaram publicamente a ação.
Depois de uma longa batalha, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton presta depoimento nesta quinta-feira a uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA em investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, responsável por liderar uma rede de abuso de menores e que, mesmo morto em 2019, está no centro de um escândalo no país. Hillary afirmou que não conheceu Epstein, que não sabia de suas atividades criminosas, e acusou os republicanos de tentarem encobrir a relação entre Donald Trump e o milionário. Contudo, os laços do ex-presidente Bill Clinton com Epstein a levaram mais uma vez ao papel de responder pelo seu marido, um lugar incômodo que ela frequenta há décadas.
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“Vocês me obrigaram a depor, plenamente cientes de que não possuo nenhum conhecimento que possa auxiliar a investigação, com o objetivo de desviar a atenção das ações do presidente Trump e encobri-las”, disse Hillary em suas declarações iniciais, chamando a investigação de “teatro político”. “Se esta Comissão está realmente empenhada em descobrir a verdade sobre os crimes de tráfico de Epstein, não se basearia em depoimentos sensacionalistas para obter respostas do nosso atual presidente sobre seu envolvimento; questionaria-o diretamente, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que seu nome aparece nos arquivos de Epstein.”
Trump e Epstein em uma festa da Victoria’s Secret em Nova York, em 1997
Reprodução
Levantamentos apontam que o nome de Donald Trump aparece 38 mil vezes nos arquivos de Epstein, e ambos tinham uma relação próxima no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Há referências sobre possíveis encontros entre o então empresário com jovens apresentadas por Epstein, e que seriam vítimas de sua rede de abusos.
A Casa Branca nega as alegações, mas o Departamento de Justiça — responsável pela divulgação dos documentos — investiga se o depoimento de uma mulher ao FBI que, em 2019, acusou Trump de abuso sexual quando ela era menor de idade foi deliberadamente mantido em sigilo, além de outras menções pouco elogiosas ao presidente.
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Sob juramento, Hillary Clinton disse que “não tinha ideia” das atividades de Epstein e seus sócios, e que “não se lembra” de ter encontrado pessoalmente com o financista. O depoimento está sendo tomado na residência dos Clintons no estado de Nova York a portas fechadas, e as declarações iniciais foram compartilhadas em suas redes sociais. A fala está sendo gravada em vídeo, mas caberá à comissão decidir sobre sua divulgação.
“Essa falha institucional visa proteger um partido político e um funcionário público, em vez de buscar a verdade e a justiça para as vítimas e sobreviventes, bem como para o público que também quer chegar ao fundo dessa questão”, continuou Clinton. “Meu coração está partido pelas sobreviventes. E estou furiosa em nome deles.”
O depoimento foi brevemente interrompido depois que a deputada trumpista Lauren Boebert compartilhou uma foto da sala onde estão Hillary e os deputados com um youtuber de direita, que a publicou em suas redes sociais.
Mick Jagger e Bill Clinton nos arquivos de Epstein
US DEPARTMENT OF JUSTICE
Bill e Hillary Clinton travaram um duelo político e jurídico com a Comissão de Supervisão da Câmara para evitar responder às perguntas dos deputados, na maioria republicanos. Eles sugeriram fornecer um depoimento por escrito, como ocorreu com outras testemunhas, e cogitaram ignorar a convocação. Contudo, no começo do mês, concordaram em falar, a portas fechadas — o depoimento de Bill Clinton está previsto para esta sexta-feira.
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Dentre os milhões de documentos do caso contra Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 antes de ir a julgamento, o nome de Hillary Clinton aparece cerca de 700 vezes, na forma de matérias na imprensa ou comunicações de Epstein com terceiros. O mesmo não se pode dizer de Bill Clinton, que viajou ao menos 16 vezes no avião particular do financista entre 2002 e 2003. Entre os documentos tornados públicos, há fotos de Bill em eventos de Epstein, seja em uma mesa ao lado do vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, seja em uma banheira de hidromassagem com mulheres de biquíni.
O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, é citado diversas vezes nos arquivos ligados a Jeffrey Epstein
Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Bill Clinton jamais foi acusado de nenhum crime relacionado a Epstein, mas para os republicanos, ele se tornou o alvo perfeito. Na década passada, quando surgiram as denúncias de abusos cometidos pelo financista, teorias da conspiração apontavam para uma suposta lista de clientes, da qual o ex-presidente democrata faria parte. A tal lista não existe, como comprovou o próprio governo Trump, mas Clinton seguiu na mira. E a pressão do público por condenações e prisões — como ocorreu no Reino Unido, envolvendo até o ex-príncipe Andrew — serve como combustível a mais.
— Obviamente, a comissão quer ver algumas pessoas responsabilizadas — disse ao portal Politico o presidente da Comissão de Supervisão, o republicano James Comer. — Ficamos fascinados com a forma como Epstein conseguiu se cercar de tantas figuras governamentais de alto escalão, não apenas nos Estados Unidos, mas também em outros países, então acho que muitas perguntas surgirão.
Foto divulgada pelo Departamento de Justiça mostra Jeffrey Epstein, o ex-presidente Bill Clinton e Ghislaine Maxwell; nos anos 2000, seus círculos se sobrepunham
U.S. Department of Justice / The New York Times
Enquanto os republicanos tentam incriminar Bill Clinton — o que seria uma vitória de peso em um ano eleitoral que vê os democratas em vantagem, Hillary se viu mais uma vez em um lugar incômodo: o de responder por acusações contra seu marido, envolvendo situações que não têm a ver com decisões políticas ou atos presidenciais.
Nos anos 1990, a então primeira-dama foi a público defender seu marido em meio a um escândalo sexual envolvendo uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Depois que a Câmara aprovou seu impeachment, ela estava ao lado do presidente nos jardins da Casa Branca para criticar os pedidos de renúncia.
Presidente dos EUA, Bill Clinton, escuta a primeira-dama, Hillary Clinton, em evento na Casa Branca
Joyce NALTCHAYAN/AFP
Mesmo depois de se eleger senadora por Nova York, ou de chefiar o Departamento de Estado, as perguntas sobre Bill jamais deixaram de ser feitas. Em uma autobiografia de 2003, “Vivendo a História”, contou detalhes de seus momentos privados, e disse que “as decisões mais difíceis que fez na vida foram permanecer casada com Bill e concorrer ao Senado por Nova York”.
— Durante quase toda a sua vida de casada, ela teve que responder a perguntas sobre as ações do marido — disse Patti Solis Doyle, ex-assessora de Hillary Clinton, ao New York Times. — Ela o apoiou em todos os momentos. Não há razão para que ela tenha que sofrer essa última humilhação. Ela não tem nada a ver com isso. É revoltante. Ela é um ícone global, uma pioneira para as mulheres. É de partir o coração que ela tenha que passar por isso.
O fisiculturista iraniano Davood Soharabi, de 30 anos, conhecido nas redes sociais como o “Brad Pitt do Irã”, morreu 50 dias após ser baleado no olho durante protestos contra o regime no país. Ele estava internado em estado crítico desde 7 de janeiro, quando foi atingido durante uma manifestação.
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Levado às pressas para um hospital, Davood passou por cirurgia para a retirada de um dos olhos, mas entrou em coma pouco depois. Sem apresentar melhora ao longo de quase dois meses, ele morreu na quinta-feira.
Natural da vila de Yam, no nordeste do Irã, Davood havia se mudado para Teerã para trabalhar como treinador de fisiculturismo. Antes, atuou como entregador de motocicleta. Ativo nas redes sociais, compartilhava fotos com frequência e sonhava em se tornar modelo — o que lhe rendeu o apelido inspirado no ator americano.
Duas horas antes de ser baleado, ele comemorava a conquista de uma medalha de prata em uma competição de fisiculturismo.
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Após a confirmação da morte, o irmão de Davood revelou nas redes sociais que a mãe deles havia sido hospitalizada após sofrer um colapso emocional. Minutos depois, a publicação foi apagada e a conta saiu do ar. Segundo relatos, a família estaria sob vigilância rigorosa do governo iraniano.
De acordo com informações divulgadas por fontes locais, autoridades têm pressionado repetidamente os parentes para que declarem que Davood era membro da Basij, milícia paramilitar voluntária ligada à Guarda Revolucionária Islâmica. Uma fonte afirmou que agentes estariam tentando “apresentá-lo como mártir”.
O funeral foi realizado na quarta-feira, em Teerã, com a presença de numerosos integrantes da Basij e agentes de inteligência à paisana. Um participante afirmou que a cerimônia destoou das realizadas para outras vítimas dos protestos.
“Ao contrário dos enterros habituais de outras vítimas, que normalmente são apressados e duram apenas alguns minutos, esta cerimônia durou cerca de três horas”, disse. “Tanto a organização quanto os elogios foram diferentes do padrão, e a cerimônia prolongada foi realizada especificamente para se apropriar do nome dele.”
Davood deixa os pais, o irmão e a namorada, que, segundo relatos, autorizaram a doação de seus órgãos. Nas redes sociais, seguidores prestaram homenagens ao jovem. “Que jovem bonito. Que Deus o abençoe e à sua família”, escreveu um usuário.
Outro comentou: “De partir o coração! Eles estão massacrando nossos jovens irmãos e irmãs talentosos.”
A atriz albanesa Anila Bisha é conhecida por interpretar mulheres complexas no teatro e no cinema, habilidades aprimoradas ao longo de uma carreira de 30 anos, mas agora vive à sombra de seu avatar de inteligência artificial e de uma atuação que nunca realizou. Em setembro do ano passado, o primeiro-ministro Edi Rama anunciou com grande alarde a nomeação daquela que alegou ser a primeira ministra gerada por inteligência artificial, encarregada de prevenir a corrupção em licitações públicas. Em poucos dias, a “ministra” faria seu discurso inaugural no parlamento.
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“Não estou aqui para substituir as pessoas, mas para ajudá-las”, disse o bot, uma sósia digital de Bisha em trajes tradicionais albaneses, em uma mensagem de vídeo que ganharia manchetes em todo o mundo.
Mas Bisha, ao ver seu rosto familiar proferir um discurso sobre o qual nada sabia, em um papel que nunca aceitou, ficou atordoada.
“Não conseguia acreditar quando me vi discursando no parlamento, quando ouvi minha voz dizendo que eu era ministra”, disse a mulher de 57 anos à AFP. “Fiquei em choque, chorei muito.”
Trabalho difícil
No início de 2025, Bisha concordou em emprestar seu rosto e voz para uma assistente virtual de um portal de serviços governamentais online, com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com a burocracia. Na época, ela ficou encantada, mas foi um trabalho árduo. Para criar um avatar responsivo e realista para o chatbot, ela ficou em pé por horas falando sem parar.
Atriz Anila Bisha luta para recuperar rosto usado por ‘ministra da IA’ na Albânia
Adnan Beci/AFP
Cada movimento da boca e cada som emitido pelo robô precisavam ser gravados para que ela, apelidada de “Diella” ou “Sun” em albanês, pudesse responder naturalmente às solicitações do usuário. Em poucos meses, Diella registrou quase um milhão de interações e emitiu mais de 36 mil documentos por meio da plataforma – um sucesso aclamado pelo governo e pelos usuários.
“Recebi muitos parabéns pela Diella”, disse Bisha.
Um Sol, 83 crianças
Em setembro, Rama repentinamente “promoveu” o chatbot a ministro das compras públicas – uma medida que, segundo ele, tornaria as licitações públicas “100% livres de corrupção”. Mas, com poucos detalhes divulgados ao público, o anúncio atraiu fortes críticas da oposição e de especialistas, que levantaram questões constitucionais e de prestação de contas em um país onde a corrupção é generalizada.
Bisha também disse que foi deixada no escuro e passou meses tentando entrar em contato com o governo.
“O uso da minha imagem e da minha voz para fins políticos é algo muito sério para mim”, disse Bisha.
Segundo a atriz, ela havia assinado um contrato apenas para o uso de sua imagem na plataforma de serviços online, e o acordo expirou em dezembro do ano passado. O governo ignorou as mensagens dela, e Rama prosseguiu. Diella estava “grávida”, disse ela em uma conferência em Berlim, em outubro, e logo daria à luz 83 filhos, um para cada um de seus deputados. Bisha conta que ficou enojada.
“As pessoas que não gostam do primeiro-ministro me odeiam, e isso me magoa muito.”
‘Está ficando assustador’
Rama continua a promover Diella no exterior como parte de sua promessa de erradicar a corrupção – um requisito fundamental para as ambições do país em relação à União Europeia. Desde dezembro, o chefe do departamento responsável pela IA está em prisão domiciliar por suas supostas ligações com a manipulação ilegal de licitações governamentais.
O próprio vice de Rama também está envolvido em um escândalo de corrupção. Bisha abandonou suas esperanças de um acordo amigável com o governo e iniciou uma batalha legal contra “Diella” no início deste mês. Na segunda-feira, uma tentativa de suspender o uso de sua imagem antes de um processo judicial completo foi rejeitada por um tribunal administrativo.
Mas seu advogado afirmou que entrariam com o processo principal em poucos dias, incluindo um pedido de indenização de um milhão de euros (cerca de R$ 6,08 milhões) por violação de seus direitos de imagem.
Em comunicado, uma porta-voz do governo afirmou que o processo era “um absurdo”, acrescentando: “Mas acolhemos com satisfação a oportunidade de resolver a questão de uma vez por todas em tribunal.” Bisha afirmou que continuaria lutando até recuperar sua identidade, mesmo que isso significasse levar o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
“Não sei o que pode acontecer com a minha voz e com a minha figura, o que mais pode ser feito?”, questionou ela. Embora ainda duvide que uma IA possa algum dia substituir a capacidade de um ator de transmitir “emoções belas”, sua experiência recente abalou suas esperanças para o futuro.
“Não sei, o desenvolvimento está acontecendo e está ficando assustador.”
Quatro cubanos armados a bordo de uma lancha registrada nos Estados Unidos morreram em um tiroteio com militares da Guarda Costeira de Cuba perto da costa da ilha na quarta-feira. O confronto também feriu outras seis pessoas que estavam na embarcação após ela entrar em águas territoriais cubanas, informou o Ministério do Interior de Cuba. Segundo o governo, a lancha não obedeceu à ordem de parada e abriu fogo contra uma patrulha marítima, e seus tripulantes tinham “a intenção de realizar uma infiltração com fins terroristas”. Veja o que se sabe, até o momento:
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O que aconteceu?
Segundo um comunicado do Ministério do Interior de Cuba , a embarcação havia se aproximado do canal El Pino, ao norte de Corralillo, cidade na província central de Villa Clara, na região central do país e a menos de 200 km da Flórida. Cinco guardas de fronteira cubanos em um barco do governo se aproximaram da lancha para solicitar identificação, momento em que os ocupantes abriram fogo contra os militares, ferindo o comandante.
“Como resultado do confronto, até o momento deste relatório, quatro agressores foram mortos e seis ficaram feridos”, disse o governo, em comunicado. “Foram apreendidos fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados ​​(coquetéis Molotov), ​​coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”, acrescentou o Ministério do Interior.
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De acordo com os registros do estado da Flórida, a embarcação era uma lancha Pro-Line de 24 pés, fabricada em 1981.
Nesta quinta-feira, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país vai se defender com “determinação” perante qualquer “agressão terrorista”.
Quem eram os tripulantes da lancha?
O ministério afirmou que os tripulantes são cidadãos cubanos residentes nos EUA, e que “maioria possui histórico conhecido de atividades criminosas e violentas”, sendo acusados pela Justiça de “envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou execução de atos terroristas em território cubano ou em outros países”.
A mídia estatal cubana informou que os homens portavam armas, coquetéis Molotov, coletes à prova de balas e roupas de camuflagem. Além do confronto, as autoridades prenderam um homem que admitiu ter voado até a ilha para encontrar o barco, segundo o comunicado do governo.
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“Duniel Hernández Santos, cidadão enviado dos Estados Unidos para facilitar a recepção da infiltração armada, foi preso em Cuba e confessou seus atos. A investigação prossegue até que os fatos sejam totalmente esclarecidos”, afirmou o governo.
O que os EUA disseram?
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que estava em São Cristóvão e Névis, no Caribe, no dia do tiroteio, disse que os EUA estavam investigando o incidente, mas que dependiam do governo cubano para obter informações.
— À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder adequadamente — disse Rubio, acrescentando que o tiroteio não fez parte de uma operação americano e não envolveu ninguém do governo dos EUA.
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Em comunicado, o deputado republicano Carlos Gimenez, da Flórida, pediu uma investigação imediata sobre o que chamou de “massacre”. Já o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse ter ordenado ao Gabinete de Promotoria Estadual que abrisse uma investigação sobre o tiroteio.
— Não se pode confiar no governo cubano, e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas — afirmou Uthmeier.
Qual é o contexto?
O incidente ocorre em meio a uma das mais graves crises econômicas enfrentadas pela ilha nos últimos anos, com preços em alta, queda de rendimentos e investimentos externos e, mais recentemente, um bloqueio à entrada de petróleo, imposto pelos EUA.
Em janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a “transição” do chavismo de algoz para aliado da Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor sanções a quem vendesse petróleo a Cuba, e que os envios de combustíveis vindos da Venezuela estavam suspensos.
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O bloqueio, que se somou ao embargo em vigor desde os anos 1960, obrigou as autoridades locais a adotarem medidas de emergência, como racionamento de energia e o fechamento de hotéis e estabelecimentos não essenciais. Com o agravamento da situação, o número de barcos de cubanos deixando a ilha encontrados no Caribe aumentou nas últimas semanas. Aos jornalistas, Rubio afirmou que a crise era responsabilidade do governo local, e que o regime “deve mudar fundamentalmente”.
O governo Trump suspendeu os embarques de petróleo para Cuba e ameaçou impor tarifas sobre os produtos de qualquer outro país que tente fornecer petróleo a Havana, que denunciou as medidas americanas. Diante da escassez generalizada de petróleo e da disparada dos preços dos alimentos, a economia cubana está em queda livre, e especialistas dizem que este pode ser um momento decisivo para o governo.
(Com New York Times)
Uma guerra de bolas de neve ocorrida no Washington Square Park em Nova York acabou criando um desconforto entre o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, e o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Em fala sobre um suposto ferimento de policiais, atingidos pelas bolas por cidadãos, o prefeito afirmou que os suspeitos das ações “não deveriam ser punidos”. A declaração não foi recebida positivamente pelo departamento, o que desencadeou um conflito.
Na segunda-feira, moradores aproveitaram a nevasca que atingiu a cidade para fazer uma grande “guerra” na neve no Washington Square Park, em Manhattan, tradicional ponto de encontro dos adeptos da brincadeira. Segundo a polícia, a batalha perdeu o tom de diversão quando homens, que aparentavam idades entre 18 e 20 anos, atingiram policiais várias vezes com neve e gelo, nas regiões da cabeça, pescoço e rosto. Os atingidos foram levados ao hospital e tiveram ferimentos leves.
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Em coletiva de imprensa no dia seguinte ao caso, Mamdani disse ter visto os vídeos que mostram os policiais sendo atingidos. Segundo ele, pelas imagens, não haveria necessidade de punição aos envolvidos.
— Pelos vídeos que vi, pareciam ser crianças brincando de guerra de bolas de neve.
Posteriormente, o prefeito voltaria a se pronunciar sobre o caso, desta vez pelas redes sociais. No comunicado, ele reforçou que os policiais estão mobilizados para manter a ordem durante a tempestade de neve, e que deveriam “ser tratados com respeito”.
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O presidente do sindicato da Polícia de Nova York, Patrick Hendry, se manifestou em comunicado de forma contrária ao prefeito.
A resposta do prefeito é uma completa falha de liderança. Isto não foi apenas uma ‘guerra de bolas de neve’. Foi uma agressão feita por adultos atirando pedaços de gelo e pedras, que levou dois policiais ao hospital com ferimentos na cabeça e no rosto. Ele enviou uma mensagem vergonhosa a todos os policiais que servem esta cidade e uma mensagem perigosa a todas as pessoas que possam estar pensando em atacar um policial no futuro.”
Em concordância, o presidente do sindicato dos sargentos da cidade (SBA, na sigla em inglês), Vincent Vallelong, falou sobre “uma abertura de precedentes” para novas violências contra policiais ao dizer que “hoje são bolas de neve, mas amanhã podem ser pedras, garrafas ou algo pior”.
O episódio marca o primeiro embate significativo entre os sindicatos e o prefeito. Antes de sua gestão, ele havia se retratado por declarações passadas nas quais classificou o NYPD como “racista” e “perigoso para a segurança pública”. Tais falas foram exploradas por seus adversários durante a campanha, que o acusaram de ser contrário à polícia e negligente com a segurança.
Após a vitória em novembro, Mamdani solicitou a permanência da Comissária de Polícia Jessica Tisch — indicado originalmente por Eric Adams — no cargo. A manutenção de Tisch, figura bem vista por moderados e pelo setor empresarial, foi interpretada como uma estratégia de Mamdani para afastar o estigma de que seria brando no combate à criminalidade.
A capacidade da Rússia de sustentar a guerra na Ucrânia “não mostra sinais de enfraquecimento”, enquanto a ameaça ao restante da Europa está em expansão. O alerta consta no relatório anual Balanço Militar 2026, do International Institute for Strategic Studies (IISS).
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De acordo com o diretor do IISS, Bastian Giegerich, há “poucos indícios” de que Moscou esteja perdendo capacidade no quinto ano do conflito. Pelo contrário, o uso contínuo de mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e drones de ataque tem intensificado a pressão sobre as defesas aéreas ucranianas e demonstra a capacidade russa de projetar poder militar a longas distâncias, com implicações diretas para a segurança europeia.
Alcance de até 2.000 quilômetros
Segundo o relatório, mesmo sistemas considerados básicos, como o drone Geran-2 — versão modernizada do iraniano Shahed-136 — podem atingir alvos a até 2.000 quilômetros de distância. Isso coloca vastas áreas do continente europeu dentro de seu raio de ação.
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O IISS estima que a Rússia tenha destinado cerca de US$ 186 bilhões (aproximadamente R$ 955 bilhões) à Defesa em 2025, o equivalente a 7,3% do PIB, ante 6,7% no ano anterior. Embora o crescimento real da despesa tenha sido de 3% — abaixo dos 56,9% registrados em 2024 — o montante triplicou desde 2021.
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Apesar dos custos elevados da guerra, o banco central russo conseguiu “manter a máquina de guerra operacional”, afirma o instituto. Caso a produção e o fornecimento de equipamentos militares sigam no ritmo atual, Moscou poderá reduzir até 2030 a diferença entre as forças disponíveis e as necessárias para um Exército ampliado.
Para Ruben Stewart, pesquisador sênior do IISS em guerra terrestre, a Europa dispõe de recursos suficientes para enfrentar a Rússia “se analisarmos puramente os números”. Em termos de brigadas, tanques e sistemas de artilharia, os meios existentes poderiam ser adequados.
No entanto, Stewart alerta para fragilidades em áreas críticas como inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e capacidade de ataque em profundidade — setores nos quais a Europa ainda depende fortemente dos Estados Unidos. Essa dependência limita a autonomia operacional diante de Moscou.
Segundo o especialista, a principal vulnerabilidade europeia é de natureza política. A incerteza quanto à reação de Washington diante de um eventual acionamento do Artigo 5º da OTAN — que prevê defesa mútua em caso de ataque a um membro da aliança — enfraquece a confiança no bloco, ainda que o apoio americano permaneça formalmente em vigor.
Gastos globais em defesa batem novo recorde
O relatório também aponta que os gastos globais com defesa continuaram a crescer em meio à incerteza geopolítica. Em 2025, o total mundial alcançou US$ 2,63 trilhões, acima dos US$ 2,48 trilhões registrados em 2024. Em termos reais, a alta anual foi de 2,5%, abaixo do crescimento de 7% a 8% observado nos anos anteriores, mas ainda mantendo a tendência de expansão.
O crescimento, porém, foi desigual. A redução da ajuda militar à Ucrânia e restrições no orçamento final de defesa do então presidente americano Joe Biden levaram a um ritmo mais moderado de gastos nos Estados Unidos — movimento que a administração de Donald Trump tem buscado reverter. Na Rússia, o crescimento oficial das despesas também foi mais contido, refletindo ajustes no complexo industrial-militar e limitações fiscais.
Na Europa, por outro lado, os gastos atingiram níveis recordes. Em 2025, os países europeus destinaram quase US$ 563 bilhões à defesa, cerca de US$ 100 bilhões a mais que no ano anterior — um aumento real de 12,6%, em linha com o avanço observado em 2024.
O movimento foi impulsionado por compromissos assumidos por membros da OTAN na Cúpula de Haia, em junho, para elevar os gastos com defesa e segurança a 5% do PIB até 2035. Com isso, a participação europeia nos gastos globais ultrapassou 21%, ante 17% em 2022.
A Alemanha liderou o crescimento regional, com aumento real de 18% no orçamento de defesa em 2025, alcançando € 95 bilhões (US$ 107 bilhões), após alta de 23% em 2024. Países nórdicos como Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia também ampliaram significativamente seus investimentos.
Já o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, teria classificado como “irracional” a meta de 5% do PIB, citando níveis elevados de dívida, pressões inflacionárias e custos de oportunidade para outros setores.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que seu país se defenderá com “determinação” perante qualquer “agressão terrorista”, após um confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos, que deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos. Segundo o regime, houve uma tentativa de infiltração de homens armados com “objetivos terroristas”.
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“Cuba se defenderá com determinação e firmeza frente a qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu o mandatário no X.
O incidente representa um novo foco nas tensões com os Estados Unidos, que se agravaram desde a captura do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro no início de janeiro por forças americanas e a interrupção dos envios de petróleo de Caracas para Cuba.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que estava reunindo mais informações sobre o caso e que os EUA estão preparados “para responder adequadamente”.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Casa Branca não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime na ilha de 9,6 milhões de habitantes e aplica uma política de máxima pressão sobre Havana. Segundo seu governo, o país comunista, localizado a apenas 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
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Alegação de armamentos
De acordo com um comunicado do Ministério do Interior cubano, a lancha neutralizada tinha matrícula da Flórida e “transportava 10 pessoas armadas”. “Segundo depoimentos preliminares dos detidos, eles pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas”, afirmou.
O boletim informava que foram encontrados na embarcação “fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados”. O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro de Cuba.
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De acordo com o Ministério do Interior, uma embarcação da Guarda Costeira se aproximou para solicitar a identificação da tripulação da lancha, que abriu fogo “contra os efetivos cubanos”. Os membros do grupo são “cubanos residentes nos Estados Unidos”, a maioria dos quais “tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas”, afirmou o ministério.
Além disso, dois dos ocupantes da embarcação constam na lista de pessoas “sujeitas a investigações criminais” e são procurados por “seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática” de “atos terroristas” em Cuba ou em outros países, segundo a nota.
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As autoridades da ilha também relataram a prisão de outro cubano que havia viajado anteriormente dos Estados Unidos para facilitar a operação e que confessou “seus atos”. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido no confronto, informou o governo.
Reformas ‘drásticas’
O incidente aconteceu no momento em que Marco Rubio participava de uma reunião de cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom) em São Cristóvão e Névis.
— À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder de forma adequada — declarou o secretário de Estado durante uma entrevista coletiva em Basseterre.
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O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial. O congressista americano de origem cubana Carlos Giménez exigiu uma investigação sobre as mortes.
— As autoridades americanas devem determinar se alguma das vítimas era cidadã dos Estados Unidos ou residente legal e estabelecer exatamente o que aconteceu — afirmou. — O regime cubano deve ser relegado ao esquecimento por seus incontáveis crimes contra a Humanidade.
Na quarta-feira, Washington confirmou que flexibilizou as restrições às exportações de petróleo para Cuba, que sofre com uma grave escassez de combustível, por razões humanitárias. Agora, permitirá que o petróleo venezuelano seja revendido ao setor privado cubano, sob a condição de que as transações beneficiem não o governo, mas “o povo” da ilha.
Rubio alertou que as restrições a essas importações seriam reimpostas caso Havana violasse o “espírito” dessa flexibilização. Ele também instou Cuba a realizar “reformas drásticas que abram espaço para a liberdade econômica e, finalmente, política do povo cubano; obviamente, os Estados Unidos adorariam ver isso acontecer”.

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