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Ataques israelenses mataram pelo menos cinco pessoas em Gaza, na manhã desta sexta-feira (hora local), informou a Defesa Civil do território. Um cessar-fogo entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas está oficialmente em vigor em Gaza desde outubro.
A Defesa Civil, uma organização de primeiros socorros que opera sob a autoridade do Hamas, disse à AFP que um ataque com drone matou três pessoas no sul da Faixa de Gaza e que outras duas morreram no centro do território devastado pela guerra.
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Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar a trégua, que entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de guerra.
As trocas de tiros continuam diariamente. Em 15 de fevereiro, a Defesa Civil relatou que ataques israelenses mataram 12 pessoas em Gaza.
O Exército israelense explicou, na época, que havia identificado “vários terroristas armados escondidos sob os escombros” e que havia respondido a uma “violação flagrante” do cessar-fogo.
O Ministério da Saúde de Gaza, que também responde ao Hamas, afirmou anteriormente que pelo menos 601 pessoas morreram desde o início do cessar-fogo.
Os militares israelenses dizem que pelo menos quatro de seus soldados morreram no mesmo período.
Restrições à imprensa e o acesso limitado a Gaza impediram a AFP de verificar de forma independente os números de vítimas ou de cobrir livremente os combates.
A divulgação de mais de 3 milhões de páginas dos chamados “arquivos Epstein” pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desencadeou uma onda de consequências políticas, empresariais e acadêmicas em diversos países. À medida que e-mails, agendas e registros vieram a público, figuras de destaque passaram a enfrentar investigações, renúncias, demissões e até prisões após a exposição de seus vínculos com o financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma armada de navios de guerra e caças americanos pairava ameaçadoramente ao largo das águas da Venezuela, e o Pentágono já havia elaborado planos para capturar ou matar o líder do país. Mas, ao final de 2025, o então presidente Nicolás Maduro pareceu surpreendentemente relaxado, comemorando a véspera de Ano Novo com um pequeno grupo de familiares e amigos em sua casa em Caracas, a capital, de acordo com várias pessoas próximas a ele, incluindo um convidado da festa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em uma maratona diplomática que teve uma etapa crucial concluída nesta quinta-feira em Omã, EUA e Irã ainda não apresentaram o esboço de um acordo, como quer o presidente americano, Donald Trump, centrado em controles do programa nuclear iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o que foi acertado, mas uma reunião de equipes técnicas está prevista para a semana que vem, em Viena, e o tom dos que estavam à mesa foi de otimismo.
— Essas foram as conversas mais sérias e longas — disse o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, citado pela rede al-Jazeera, acrescentando que foram feitos “bons progressos”. — As consultas devem ser realizadas nas capitais, e depois teremos a quarta rodada de negociações na próxima semana.
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Mesmo assim, a Casa Branca não descarta um ataque, mais amplo do que o de junho do ano passado, para forçar o regime a concordar com seus termos, ou até derrubá-lo. Trump disse que “venceria facilmente” uma guerra, mas lideranças do Pentágono alertam para os riscos de um conflito prolongado, que é rejeitado pela maioria dos americanos. Imagens de satélite comprovam que os iranianos aprenderam com os bombardeios americanos recentes, e que destruir seus alvos estratégicos não será simples como prevê o republicano.

Segundo análise da agência Bloomberg, vários túneis de entrada da área subterrânea do Centro de Pesquisa Nuclear de Isfahã, foram fechados, uma ação que especialistas consideram ser uma preparação para evitar desmoronamentos e dificultar a ação de bombas de penetração, as “bunker buster”. Em janeiro, o Instituto pela Ciência e Segurança Internacional (Isis), baseado nos EUA, apontou que várias estruturas danificadas durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho passado, foram restauradas.
Imagens de satélite da central nuclear de Isfahã mostram obras para fechar e proteger instalações subterrâneas
Satellite image ©2026 Vantor / AFP
Logo após o bombardeio de junho, Trump disse que a central havia sido “completa e totalmente obliterada”, sem mostrar evidências. Com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) barrados, não foi possível comprovar a extensão dos estragos, e o ritmo das obras, focadas na prevenção, chama a atenção. Como disse recentemente o presidente do Isis, David Albright, o acúmulo de terra provavelmente se deve à “antecipação a um ataque, o que implicaria que há algo valioso ali”.
— O fortalecimento contra ataques demonstra resiliência — disse Darya Dolzikova, pesquisadora sênior de não proliferação do Royal United Services Institute, à Bloomberg — Este é um país que pode se reconstruir se quiser.
Imagem de satélite da instalação nuclear de Natanz, no Irã
Planet Labs via The New York Times
Trump também declarou, em 2025, que a central de Natanz havia sido obliterada por suas bombas de perfuração, mas poucos acreditaram. Antes do ataque americano, o local foi alvo de sabotagens cibernéticas, incêndios sem explicação e de mísseis israelenses durante a guerra de 12 dias. As imagens analisadas pela Bloomberg confirmam que uma edificação usada para testar centrífugas, danificada no ano passado, foi refeita.
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Sem inspetores internacionais, não é possível fazer uma estimativa sobre o estado das instalações subterrâneas. Segundo as autoridades iranianas, a unidade onde ocorre o enriquecimento de urânio está a cerca de 50 metros de profundidade, protegida por paredes de concreto de sete metros de espessura. E há outro fator que está do lado do Irã.
— Se o objetivo é a reconstituição usando o que eles conseguiram proteger, é fácil — declarou à Bloomberg Robert Kelley, ex-funcionário do Departamento de Energia dos EUA e ex-diretor da Aiea, apontando que o programa nuclear iraniano opera em escala industrial e tem décadas de experiência.
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Nos arredores de Natanz, imagens da Montanha da Picareta, onde há intensa atividade de caminhões e escavadeiras há ao menos seis anos, mostram que duas entradas subterrâneas foram ampliadas e cobertas com areia e cascalho. Segundo o Isis, o local não está em operação, e por isso teria sido poupado nos ataques americanos de junho. Até hoje, nenhum inspetor da Aiea esteve ali.
— Não temos esquemas internos para realmente avaliar como será o interior — diz Spencer Faragasso, pesquisador do Isis, à rede australiana ABC. — Mas, considerando o tamanho dos montes de rejeitos e a quantidade de obras em andamento, não seria incompreensível que instalassem uma unidade de enriquecimento de urânio ali dentro.
Vista aérea da instalação nuclear de Fordow, no Irã
Satellite image ©2025 Maxar Technologies / AFP
Dentro das demandas maximalistas de Trump, o Irã precisa abrir mão de seu programa nuclear, ou ao menos dar garantias factíveis de que ele jamais será militarizado. Desde 2018, quando o republicano rasgou um acordo que estabelecia limites ao enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções, Teerã se vê sem incentivos para conter suas atividades atômicas. Com novas e avançadas centrífugas, o país tem cerca de 400 kg de urânio enriquecido a 60% (o grau militar é acima de 90%) e barrou inspeções externas. Uma das propostas sobre a mesa em Omã era a diluição do material enriquecido a um nível baixo, destinado apenas a uso civil, mas sem o desmantelamento de centrífugas e centrais.
Mas a lista de Trump (e de Israel, especialmente) inclui limites ao desenvolvimento de mísseis balísticos do Irã. Algumas armas têm alcance de até 2 mil km, e poderiam, caso Teerã assim decida, levar uma ogiva nuclear. Na guerra de 12 dias do ano passado, os israelenses tentaram destruir arsenais e unidades de produção, mas elas seguem em operação e ainda mais protegidas.
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A cerca de 30 km de Teerã, o complexo militar de Parchin é um dos principais centros de testes e desenvolvimento de explosivos de grande capacidade, foguetes de curto alcance e mísseis balísticos. Na década passada, a Aiea afirmou ter evidências de que o local abrigaria atividades ligadas ao suposto desenvolvimento de uma arma nuclear, o que Teerã nega. O complexo foi atacado duas vezes por Israel, em 2024 e 2025, e as imagens de satélite mostram que uma instalação usada para testes de explosivos foi reconstruída e está protegida por toneladas e concreto.
— O Irã está empenhado em reforçar a segurança deste edifício contra futuros ataques, o que sugere que ele é importante para alguns programas — disse Kelley à Bloomberg.
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Outro ponto crítico do programa de mísseis iraniano é a unidade de fabricação de mísseis de Khojr, nos arredores de Teerã. Ali, são produzidos componentes para mísseis e foguetes,além de combustível sólido e líquido para os armamentos. Em meados de 2022, passou por uma expansão para incrementar a capacidade de produção de projéteis para a Rússia, envolvida na invasão à Ucrânia. Khojr foi atingido por Israel em 2025, e as imagens de satélite mostram que prédios receberam barreiras de terra e concreto para evitar reações em cadeia em caso de novo ataque. Na prática, isso exigiria bombardeios em massa contra a instalação. E sem qualquer garantia de sucesso.
— A ação militar não é decisivamente eficaz como estratégia de combate à proliferação — disse Dolzikova à Bloomberg. — Ela pode atrasar o processo. Raramente o elimina.
(Com Bloomberg e New York Times)

O Paquistão bombardeou as cidades afegãs de Cabul e Kandahar na sexta-feira, horas depois de as forças afegãs atacarem tropas de fronteira paquistanesas, em uma ação que o governo talibã classificou como retaliação a ataques aéreos mortais anteriores. Pouco depois, o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou “guerra aberta” contra o governo talibã. Ambos os exércitos afirmaram ter matado dezenas de soldados na violência na fronteira, que ocorreu após múltiplos ataques paquistaneses contra o Afeganistão e confrontos ao longo da fronteira nos últimos meses.
“Nossa paciência chegou ao limite. De agora em diante, é guerra aberta entre nós e vocês”, declarou Asif nas redes sociais.
Na capital afegã, a equipe da AFP ouviu jatos e múltiplas explosões fortes, seguidas de tiros, durante um período de mais de duas horas. Um jornalista da AFP na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, onde reside o líder supremo Hibatullah Akhundzada, disse ter ouvido jatos sobrevoando a região.
O governo talibã confirmou os ataques aéreos paquistaneses, com o porta-voz Zabihullah Mujahid afirmando que não houve vítimas. Horas antes, Mujahid anunciou “operações ofensivas em larga escala” na fronteira “em resposta às repetidas violações cometidas pelos militares paquistaneses”.
O Ministério da Defesa afegão informou que oito de seus soldados foram mortos na ofensiva terrestre.
Um oficial afegão relatou vários civis feridos perto da passagem de fronteira de Torkham, em um acampamento para pessoas que retornavam do Paquistão.
“Um projétil de morteiro atingiu o acampamento e, infelizmente, sete de nossos refugiados ficaram feridos, e o estado de saúde de uma mulher é grave”, disse Qureshi Badlun, chefe de informações da província de Nangarhar.
A fronteira está praticamente fechada desde os confrontos de outubro, embora os afegãos que retornam ao país tenham sido autorizados a atravessá-la.
Meses de violência na fronteira
Mujahid, porta-voz do governo talibã, disse à AFP que vários soldados paquistaneses foram “capturados vivos”, uma alegação negada pelo gabinete do primeiro-ministro em Islamabad.
A operação militar ocorre após ataques paquistaneses nas províncias de Nangarhar e Paktika, entre a noite de domingo e a madrugada de domingo, que, segundo a missão da ONU no Afeganistão, mataram pelo menos 13 civis.
O governo talibã afirmou que pelo menos 18 pessoas foram mortas e negou o anúncio do Paquistão de que a operação militar deixou mais de 80 mortos. Ambos os lados também relataram troca de tiros na fronteira na terça-feira, mas sem vítimas.
As relações entre os países vizinhos deterioraram-se drasticamente nos últimos meses, com as passagens de fronteira terrestre praticamente fechadas desde os confrontos mortais de outubro, que deixaram mais de 70 mortos em ambos os lados.
Após um cessar-fogo inicial mediado pelo Catar e pela Turquia, várias rodadas de negociações não conseguiram produzir um acordo duradouro. A Arábia Saudita interveio este mês, mediando a libertação de três soldados paquistaneses capturados pelo Afeganistão em outubro.
Islamabad acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes que realizam ataques no Paquistão, o que o governo talibã nega.
As Forças Armadas do Paquistão lançaram seus ataques aéreos contra o Afeganistão dias atrás, após uma série de atentados suicidas mortais. Entre os ataques, está o de uma mesquita xiita em Islamabad, que matou pelo menos 40 pessoas e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.
O braço regional do grupo militante, o Estado Islâmico-Khorasan, também reivindicou um atentado suicida mortal em um restaurante em Cabul no mês passado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de “amigo” e pediu que ele “acabe com o bloqueio e as sanções” no contexto da nova relação com Washington, que depôs Nicolás Maduro em uma operação militar.
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— O bloqueio e as sanções contra a Venezuela devem terminar agora — disse Delcy em um discurso transmitido pela televisão estatal. — Presidente Trump, como amigos, como parceiros, estamos abrindo uma nova agenda de cooperação com os Estados Unidos.
O petróleo venezuelano está sob embargo dos EUA desde 2019, mas nas últimas semanas o Departamento do Tesouro emitiu licenças que permitem que algumas empresas operem com certas restrições.
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Delcy assumiu o poder após a captura de Maduro em 3 de janeiro e restabeleceu as relações com os Estados Unidos, que estavam rompidas desde 2019. Desde o início de seu mandato, ele recebeu a diplomata Laura Dogu como chefe da missão dos EUA na Venezuela e visitas de autoridades como o diretor da CIA, o chefe do Comando Sul e o Secretário de Energia.
Outrora uma das mais leais figuras do regime de Maduro, Delcy passou a falar na mesma frequência do líder americano. Ela avançou em planos para a abertura do mercado de petróleo, para a libertação de presos políticos, através de uma questionada lei da anistia, aprovada na semana passada (e que tinha Saab entre seus defensores), mas ainda sem um cronograma para eleições gerais e livres.
Sob pressão de Washington, Delcy também avançou com uma agenda de trabalho que inclui uma reforma petrolífera favorável a empresas privadas e estrangeiras.
Com AFP.
Agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) entraram em um prédio residencial pertencente à Universidade Columbia na madrugada desta quinta-feira e detiveram uma estudante de graduação. A universidade afirmou, em carta enviada à comunidade acadêmica, que os agentes realizaram a operação sob falsos pretextos.
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Claire Shipman, a reitora interina da universidade, afirmou na carta que os agentes de imigração aparentemente conseguiram acesso alegando estarem procurando por uma “pessoa desaparecida”. Um deputado estadual disse ter sido informado por funcionários da universidade que os agentes federais se apresentaram como policiais para convencer o zelador do prédio a permitir sua entrada.
O caso rapidamente chegou aos mais altos escalões políticos. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse ter mencionado a detenção do estudante durante uma reunião com o presidente Donald Trump em Washington, na quinta-feira. Pouco depois das 15h (horário local, 17h em Brasília), Mamdani afirmou nas redes sociais que o presidente Trump o havia informado de que a estudante seria “libertada em breve”.
A estudante, Elmina Aghayeva, publicou no Instagram por volta das 15h45 que havia sido libertada. “A universidade está aliviada e entusiasmada com a libertação da nossa aluna, Ellie”, publicou a Columbia nas redes sociais pouco depois.
Na manhã de quinta-feira, autoridades federais confirmaram, em comunicado, a prisão da estudante por agentes do ICE.
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“O ICE prendeu Elmina Aghayeva, uma imigrante ilegal do Azerbaijão, cujo visto de estudante foi cancelado em 2016, durante o governo Obama, por faltar às aulas”, afirmou o comunicado da agência matriz do ICE, o Departamento de Segurança Interna (DHS). “O zelador do prédio e sua colega de quarto permitiram a entrada dos agentes no apartamento. Ela não possui nenhum recurso ou processo pendente no DHS.”
Amigos de Aghayeva a identificaram por um nome ligeiramente diferente, Ellie, e disseram que ela era aluna do último ano da Escola de Estudos Gerais da universidade, com especialização em neurociência e ciência política. Eles disseram que ela havia sido levada de seu apartamento de propriedade da Universidade Columbia na Rua 121 Oeste, de acordo com uma declaração divulgada por seus amigos a uma organização de professores, a Associação Americana de Professores Universitários.
Para chamar a atenção para sua prisão, Aghayeva postou uma foto em seu Instagram Stories na manhã de quinta-feira, mostrando-se na parte de trás de um veículo com a legenda: “O Departamento de Segurança Interna me prendeu ilegalmente. Por favor, ajudem.” Ela tem mais de 100 mil seguidores no Instagram.
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Sua prisão pôs fim a meses de relativa calma no campus de Columbia e parece ter sido a primeira incursão da polícia de imigração em um prédio da universidade em quase um ano. Mahmoud Khalil, que havia concluído seus estudos em Columbia e estava prestes a se formar, foi detido no saguão de seu prédio de apartamentos, de propriedade da universidade, em março de 2025.
Shipman afirmou que a prisão de Aghayeva ocorreu por volta das 6h30 (8h30 em Brasília) e que a universidade estava empenhada em contatar sua família e prestar assistência jurídica. Documentos judiciais mostram que um advogado de Aghayeva entrou com um pedido de emergência no tribunal federal de Manhattan na quinta-feira, solicitando sua libertação.
Aghayeva, de 29 anos, parece estar no país desde pelo menos 2016. Ela morou em Connecticut e na Carolina do Norte antes de se mudar para a cidade de Nova York para estudar na Universidade Columbia, de acordo com informações públicas disponíveis sobre ela. A Escola de Estudos Gerais (School of General Studies) matricula alunos não tradicionais, que geralmente são mais velhos do que os alunos de graduação típicos.
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Em 2020, ela se casou com Garrett Blackburn, um cidadão americano que mora na Carolina do Norte. Mas o casal se separou há quatro anos e não mantém contato regular, disse ele em uma breve entrevista.
A Universidade Columbia exige que agentes da lei possuam um mandado judicial para acessar áreas privadas em seu campus, incluindo instalações residenciais e salas de aula. Ao que tudo indica, neste caso, um mandado judicial não foi utilizado, segundo a própria universidade.
O deputado estadual Micah Lasher, um democrata que representa a região norte de Manhattan, disse que funcionários da universidade lhe informaram que os agentes chegaram ao prédio à paisana e se apresentaram como policiais. Segundo Lasher, os funcionários da universidade disseram aos agentes que eles foram autorizados a entrar por um zelador do prédio depois de lhe mostrarem um cartaz ou panfleto sobre uma criança desaparecida.
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Uma colega de quarto abriu a porta do apartamento de Aghayeva. Assim que o superintendente percebeu que a visita não tinha relação com uma pessoa desaparecida, ele contatou os responsáveis ​​pela segurança do campus, que por sua vez acionaram a polícia, disse Lasher.
Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, afirmou em uma publicação nas redes sociais que os agentes do ICE mostraram um boletim falso de pessoa desaparecida referente a uma menina de 5 anos e que portavam distintivos falsos.
“Eles enganaram propositalmente a administração do campus e a segurança para entrar no apartamento do estudante”, disse ele. “O nível de violações dos direitos civis que ocorreram é estarrecedor.”
Julie Menin, presidente da Câmara Municipal, disse que foi informada sobre a detenção e que emitiu uma declaração conjunta condenando a ação com Shaun Abreu, membro da Câmara que representa o distrito que inclui Columbia.
“O ICE não tem lugar em nossas escolas e universidades”, escreveram eles. “Essas atividades não tornam nossa cidade ou país mais seguros, mas sim fomentam a desconfiança e o perigo.”
Khalil, que possuía um green card, foi libertado sob fiança, mas ainda luta contra a deportação. Em abril de 2025, outro estudante da Universidade Columbia, Mohsen Mahdawi, foi detido ao comparecer para uma entrevista de cidadania em Vermont. Um juiz de imigração bloqueou sua deportação na semana passada.
Ranjani Srinivasan, uma estudante indiana da Universidade Columbia, fugiu para o Canadá em março passado, depois que agentes federais apareceram em seu prédio de apartamentos na universidade à sua procura. Agentes de imigração também revistaram as residências universitárias em busca de outro estudante, Yunseo Chung, em março do mesmo ano.
A Universidade Columbia anunciou que está tomando medidas adicionais para proteger os alunos da polícia de imigração. Em situações que não sejam de emergência, os funcionários do prédio não podem mais permitir a entrada de agentes da lei sem a presença de funcionários da segurança pública da universidade e a orientação do departamento jurídico.
Na tarde de quinta-feira, cerca de 200 pessoas se reuniram na calçada em frente aos portões da Universidade Columbia, na Broadway, para protestar contra a detenção de Aghayeva. Elas carregavam cartazes com os dizeres “Abolir o ICE” e “Imigrantes são Nova York”.
Uma faixa com a foto de Liam Conejo Ramos, uma criança que foi detida por agentes de imigração em Minneapolis enquanto carregava uma mochila do Homem-Aranha, foi erguida no ar em uma vara.
Delfina Roybal, de 29 anos, aluna do último ano da Universidade Columbia e colega de classe de Aghayeva, disse que realizou pesquisas impressionantes na universidade e estava concluindo seu programa lá.
— Eu sabia que ela estava prestes a terminar o serviço, então é muito estranho andar por aí sabendo que ela está em algum lugar numa cela — disse Roybal.
Os clientes de uma loja de ferragens na Califórnia, nos Estados Unidos, podem se deparar com uma funcionária fora dos padrões. Aos sábados, Nala recebe seu crachá e fica à disposição para “atender” ao público. O que chama a atenção é se tratar de uma cadela da raça labrador de nove anos, com pelos marrons.
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O sucesso de seu “atendimento” é tamanho que a funcionária, escolhida como a melhor do mês, está famosa nas redes sociais e na cidade de californiana de São José. Após uma cliente gravar Nala em ação, caminhando pela loja e dando atenção aos clientes — embora em troca de petiscos — e postar o vídeo no TikTok, a simpática funcionária tem atraído curiosos e admiradores. A publicação, feita no último sábado (21), passa de 460 mil visualizações.
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Ela tem, inclusive, um perfil próprio no Instagram (@nala_the_ace_dog), com a primeira publicação datada de maio de 2024, mas com números, de seguidores e interações, bem mais modesto do que de seu sucesso no TikTok. São 25 fotos mostrando Nala sempre a postos para mais um dia de trabalho, ou próxima a produtos.
Em seu perfil ela é definida como “atendente de relações com o cliente” na loja, além de “viciada em petiscos para cachorro” e “caçadora incansável de bolas”.
Nala passou a bater ponto no estabelecimento todos os sábados após sua primeira ida. Bryan Matsumoto, que é tutor do labrador e coproprietário da loja Westgate Ace Hardware, a levou num fim de semana em que a cadela ficaria sozinha em casa, sem a família por perto, contou à Newsweek.
— Foi um sucesso instantâneo — disse o empresário.
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A atenção dada as clientes, revela o tutor, vai mais do que prestar um “bom atendimento”. Na verdade, a funcionária fica atrás de recompensas:
— Assim que ela descobre que alguém tem doces, ela se torna a melhor amiga dessa pessoa e a segue por toda a loja — brincou Bryan na entrevista à Newsweek.
No TikTok, a usuária que fez a publicação disse, em seu post que pensou “que tinha herdado outro cachorro”, mas ela parou de segui-la quando saiu da loja.
Dois candidatos ao Congresso da Colômbia desapareceram nesta quarta-feira, às vésperas das eleições legislativas de 8 de março, anunciou nesta quinta o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. O país vive a maior crise de segurança em uma década antes da votação. Em 31 de maio, os colombianos também vão eleger o sucessor do presidente Gustavo Petro.
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O ministro Sánchez denunciou “o desaparecimento” de dois candidatos a cadeiras legislativas: Andrés Vásquez, membro de um partido de direita, que aspira ao Senado, e Anita Guetío, uma indígena que busca ser eleita para a câmara baixa.
Vásquez desapareceu na manhã de ontem, quando deixava a residência de seu pai em Pelaya, informou sua mulher. Familiares encontraram seu carro abandonado.Anita não faz contato desde que se deslocava por uma estrada do departamento de Cauca onde atuam grupos guerrilheiros.
Sánchez não informou o motivo dos desaparecimentos. “Estamos agindo com toda a capacidade e determinação da Força Pública para encontrá-los e trazê-los de volta para seus lares sãos e salvos”, publicou no X.
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Os desaparecimentos se somam a vários ataques contra políticos na Colômbia, onde grupos criminosos continuam atuando desde o acordo de paz com a guerrilha das Farc, em 2016.
Os grupos armados, que se financiam por meio do narcotráfico, da extorsão e da mineração ilegal, usam a violência para tentar impor um controle territorial.
Em um gesto que viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a acomodação de práticas religiosas no esporte, o goleiro Anthony Lopes, do FC Nantes, simulou uma lesão, segundo a imprensa internacional, durante a vitória por 2 a 0 sobre o Le Havre, neste domingo, para que cinco companheiros que cumprem os preceitos do Ramadã, período religioso em que muçulmanos praticam jejum, pudessem comer e beber água ao pôr do sol.
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O episódio ocorreu aos 74 minutos da partida pela 23ª rodada da Ligue 1, no Stade de la Beaujoire. Lopes caiu no gramado alegando dores na coxa esquerda, o que obrigou os médicos a entrarem em campo e interromper momentaneamente o jogo. Durante essa breve paralisação, cinco jogadores muçulmanos correram para a linha lateral, onde puderam consumir água e tâmaras — práticas tradicionais para encerrar o jejum diário no Ramadã.
Após o atendimento, Lopes levantou-se devagar, sem sinais evidentes de lesão, prolongando de forma estratégica a pausa antes da retomada da partida. Veja o vídeo do momento:
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A ação destacou a diferença entre regulamentos internacionais: enquanto ligas como a Premier League e a Bundesliga adotaram diretrizes que permitem breves interrupções para que atletas muçulmanos quebrem o jejum ao anoitecer, a Ligue de Football Professionnel (LFP) e a Federação Francesa de Futebol (FFF) mantêm regras rígidas que não contemplam paradas por motivos religiosos.
O gesto também suscitou debates sobre inclusão e respeito às práticas religiosas no futebol francês, em um país marcado por uma forte tradição laica e restrições a manifestações religiosas em espaços públicos, como a proibição do uso de “burkinis”, vestes islâmicas de banho, em piscinas municipais.
O Nantes, que luta para se afastar da zona de rebaixamento na tabela, garantiu os três pontos em um momento crucial da temporada.

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