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Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Jeffrey Epstein tentou adquirir um palácio multimilionário no Marrocos na véspera de sua prisão, em julho de 2019. Em 5 de julho daquele ano, ele autorizou a transferência bancária de US$ 14,95 milhões, após fechar acordo para comprar, por € 18 milhões, a empresa offshore proprietária do imóvel.
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A operação foi descrita como a última grande transação financeira realizada por Epstein antes de ser preso pelas autoridades americanas sob acusações de tráfico sexual, ao retornar a Nova York. Três dias depois da detenção, seu contador, Richard Kahn, cancelou a transferência, e o negócio não foi concluído, segundo informações divulgadas pela BBC.
A imprensa marroquina chegou a especular que a aquisição poderia ter como objetivo transformar o país em refúgio, já que o Marrocos não possui tratado de extradição com os Estados Unidos. Um ex-associado de Epstein afirmou, contudo, que a negociação indicava que ele “não fazia ideia” de sua prisão iminente. Segundo essa fonte, “faria sentido se ele estivesse pensando em um possível santuário onde pudesse continuar vivendo como um rei”.
Apesar das conjecturas, os documentos tornados públicos não fazem qualquer menção a discussões de Epstein sobre o uso do Marrocos como abrigo contra autoridades americanas.
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Palácio Bin Ennakhil
A propriedade em questão é o Bin Ennakhil, localizado no bairro de Palmeraie, em Marrakech. O nome significa “entre as palmeiras” em árabe. O palácio é descrito como uma obra-prima arquitetônica, construída por 1.300 artesãos e adornada com entalhes e mosaicos ornamentados.
Epstein tentou comprar palácio milionário no Marrocos às vésperas da prisão, em 2019, indicam documentos
Reprodução
Epstein tentava adquirir o imóvel desde 2011. À época, o palácio pertencia ao magnata alemão do setor de resíduos Gunter Kiss. O valor pedido inicialmente era de € 55 milhões. Considerando o preço elevado, Epstein apresentou uma oferta substancialmente inferior, o que levou Kiss a se sentir ofendido e a interromper as negociações.
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Anos depois, as conversas foram retomadas, ainda marcadas por disputas sobre valores e condições contratuais.
Durante as tratativas, a Kensington Luxury Properties, representada por Marc Leon, teve papel central na intermediação. Em determinado momento, foi apresentada a Epstein uma “estratégia de venda e tributação”, segundo a qual o imóvel seria registrado junto às autoridades marroquinas como vendido por € 10 milhões, enquanto uma operação separada de € 20 milhões envolveria as ações da empresa offshore que detinha a propriedade.
A estrutura permitiria que Epstein figurasse como proprietário formal do bem no Marrocos e, ao mesmo tempo, reduzisse o montante de impostos devidos no país.
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A empresa negou qualquer irregularidade.
— Essa transação não violou nenhuma regulamentação fiscal — disse Marc Leon: — O sr. Epstein queria pagar taxas de registro no Marrocos, embora não fosse obrigado a fazê-lo… para possuir a propriedade em seu próprio nome.
Posteriormente, Epstein optou por adquirir o ativo exclusivamente por meio da compra das ações da offshore e ainda definia como proceder ao registro no Marrocos quando foi preso.
Intermediações e visitas discretas
A namorada de longa data de Epstein, Karyna Shuliak, passou a liderar as buscas por uma propriedade em Marrakech, realizando visitas e conduzindo negociações registradas em e-mails. Em 2018, Epstein esteve pessoalmente no local antes que Shuliak formalizasse ofertas finais, fingindo atuar em nome de Leon Black, investidor bilionário e amigo do financista. Mais tarde, ficou claro que o interessado era o próprio Epstein.
Nos e-mails trocados durante as negociações, o vendedor Gunter Kiss era tratado como “Sr. Kiss”. Apesar das tensões iniciais, ele concordou em retomar o diálogo.
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As conexões de Epstein com o país remontam ao início dos anos 2000. Virginia Giuffre, uma de suas acusadoras mais conhecidas, relata em seu livro de memórias ter sido levada por Epstein e Ghislaine Maxwell a Tânger para avaliar projetos de design de interiores de propriedades de luxo. Naquele período, ele pretendia reformar partes de sua residência em ilha com inspiração marroquina.
Em 2002, Epstein participou do casamento do rei do Marrocos, Mohammed, ao lado de Maxwell, após convite feito pelo ex-presidente americano Bill Clinton.
Depois de sua condenação, em 2008, por aliciamento de menores para fins sexuais e da libertação da prisão domiciliar em 2010, seu interesse pelo Marrocos aparentemente se intensificou. Documentos indicam que, naquele mesmo ano, ele solicitou ao ex-ministro trabalhista britânico Peter Mandelson que encontrasse para ele um assistente capaz de “encontrar uma casa em Marrakech”.
A partir de 2012, passou a visitar o país com frequência, hospedando-se em Palmeraie, distrito conhecido por abrigar uma comunidade de expatriados abastados, entre eles Jabor al Thani, integrante da família real do Catar, a quem Epstein se referia como seu “irmão árabe”.
Um homem que vivia na Flórida foi identificado pelo governo de Cuba como uma das quatro pessoas mortas a tiros pela guarda costeira do país após um confronto no mar, ocorrido nesta quarta-feira (25). Segundo autoridades cubanas, a lancha em que o grupo estava teria entrado em águas territoriais da ilha e iniciado disparos, provocando a reação das forças de segurança.
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A vítima foi identificada como Michel Ortega Casanova. As identidades das outras três pessoas mortas ainda não foram divulgadas. Outras seis ficaram feridas durante a troca de tiros e foram detidas, de acordo com o Ministério do Interior de Cuba.
Relatos da família
Irmão de Ortega Casanova, Misael Ortega Casanova afirmou à Associated Press que o parente vinha demonstrando uma busca “obsessiva” pela liberdade de Cuba. Segundo ele, familiares não sabiam das ações que acabariam levando ao episódio. A mãe dos dois estaria devastada com a morte.
— Só nós, cubanos que vivemos lá entendemos — disse Misael, acrescentando que alguns exilados acabam ignorando os riscos envolvidos. Apesar disso, afirmou esperar que, no futuro, o sacrifício do irmão tenha algum significado na luta política relacionada ao país.
A esposa de Ortega Casanova confirmou a morte do marido, mas preferiu não comentar o caso. Nascido em Cuba, ele havia emigrado para os Estados Unidos nos anos 1980, tornou-se cidadão americano e trabalhava como caminhoneiro. Morava em Lakeland, na Flórida, segundo familiares.
De acordo com o governo cubano, todos os envolvidos na embarcação eram cubanos residentes nos Estados Unidos. Os feridos foram identificados como Amijail Sánchez González, Leordan Enrique Cruz Gómez, Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castelló, Cristian Ernesto Acosta Guevara e Roberto Azcorra Consuegra. As identidades ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades americanas.
O Ministério do Interior de Cuba afirmou que o grupo planejava uma “infiltração terrorista” na ilha. Segundo o governo, foram apreendidos fuzis de assalto, pistolas, coquetéis molotov, coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados. Autoridades locais também disseram que a maioria dos ocupantes do barco teria histórico de atividades criminosas ou violentas.
A organização Casa Cuba, sediada em Tampa, descreveu Ortega Casanova como patriota e afirmou que ele integrava o Partido Republicano Cubano.
Autoridades dos Estados Unidos disseram que pretendem investigar o caso. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo americano não tirará conclusões com base apenas nas informações fornecidas por Havana e disse ser “altamente incomum” um confronto armado dessa natureza em mar aberto. O vice-presidente JD Vance declarou que foi informado sobre a situação e que aguardará mais detalhes antes de comentar o episódio.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou na sexta-feira, diante do Parlamento, ser contrária à alteração das regras de sucessão da família imperial, que restringem o trono aos homens e excluem mulheres e seus descendentes.
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Primeira mulher a chefiar o governo japonês, Takaichi declarou que acata as conclusões de um painel de especialistas encarregado de discutir o tema. O grupo considerou “apropriado limitar a elegibilidade aos descendentes homens da linha masculina pertencentes à linhagem imperial”.
“O governo, e eu mesma, respeitamos este relatório”, sustentou.
Anteriormente, a premiê havia classificado a revisão das normas da Casa Imperial como “uma questão urgente”.
Pela tradição, apenas homens podem dar continuidade à linhagem imperial — que, segundo a lenda, remonta a cerca de 2.600 anos. Apesar disso, pesquisas de opinião indicam amplo apoio popular à possibilidade de uma mulher ocupar o Trono do Crisântemo.
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Em setembro, o Japão celebrou a maioridade do príncipe Hisahito, único herdeiro homem na linha de sucessão. Sobrinho do imperador Naruhito, ele ocupa a segunda posição na ordem sucessória, atrás de seu pai, a quem cabe assegurar a continuidade da família imperial.
Embora o imperador não detenha poder político, a instituição mantém elevado valor simbólico no Japão.
Um derramamento de petróleo provocado pelo naufrágio de um navio no oceano Índico alcançou praias de Phuket, principal destino turístico da Tailândia, informou à AFP nesta sexta-feira um congressista do país do Sudeste Asiático.
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O “Sealloyd Arc”, com bandeira do Panamá, afundou no dia 7 de fevereiro enquanto navegava em direção a Chattogram, em Bangladesh, segundo autoridades tailandesas. O naufrágio resultou no vazamento de cerca de 1.700 litros de petróleo bruto.
Petróleo vaza de cargueiro e chega a praias em ilhas turísticas na Tailândia
Reprodução/X
De acordo com o congressista Chalermpong Saengdee, o resíduo começou a atingir a praia de Ya Nui e algumas ilhotas da província de Phuket. O petróleo também chegou à Banana Beach, na ilha de Koh Hey, destino conhecido pelas águas azul-turquesa e procurado por turistas.
A expectativa, segundo o parlamentar, é que a mancha continue se espalhando.
“É muito preocupante porque o incidente ocorreu há duas semanas, mas a situação não melhora e representa uma ameaça à vida marinha e aos recifes costeiros”, afirmou o legislador.
“Também nos preocupa que possa afetar o turismo e a economia da Tailândia”, disse.
O navio está a cerca de 60 metros de profundidade, o que dificulta o trabalho de mergulhadores na contenção do vazamento, explicou Chalermpong.
Imagens exibidas pelo canal público Thai PBS mostram moradores recolhendo resíduos nas praias com o uso de rastelos e baldes.
Entre 2017 e 2021, a Tailândia registrou 130 derramamentos de petróleo, segundo dados do Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros.
Uma equipe científica internacional identificou uma nova superterra orbitando a estrela HD 176986, uma anã laranja do tipo K, ligeiramente menor que o Sol e localizada a cerca de 91 anos-luz da Terra. A descoberta foi liderada pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) e publicada na revista Astronomy & Astrophysics.
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Com o novo achado, sobe para três o número de planetas conhecidos no sistema. De acordo com a CNN, a estrela HD 176986 já havia sido identificada como hospedeira de planetas em 2018, quando pesquisadores detectaram dois corpos com períodos orbitais de 6,5 e 16,8 dias, batizados de HD 176986 b e HD 176986 c.
— Continuamos a observar a estrela durante anos com instrumentos de última geração e foi muito gratificante quando, após compilar todas as observações, surgiu o sinal do terceiro planeta — afirmou Nicola Nari, primeiro autor do estudo e doutorando do IAC.
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O novo mundo, HD 176986 d, tem massa mínima inferior a sete vezes a da Terra, posicionando-se entre seus dois vizinhos no sistema: o planeta mais interno tem cerca de cinco massas terrestres, enquanto o mais externo alcança aproximadamente dez.
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HD 176986 d completa uma volta ao redor da estrela a cada 61,4 dias — um período orbital relativamente longo para planetas desse porte. Ele está classificado como superterra, categoria que engloba planetas mais massivos que a Terra, mas significativamente menores que gigantes gasosos como Júpiter ou Saturno.
Segundo o IAC, apenas cerca de uma dúzia de planetas com períodos orbitais superiores a 50 dias e massas abaixo de sete vezes a da Terra são conhecidos atualmente.
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Planetas pequenos e mais distantes de suas estrelas produzem sinais muito fracos nos instrumentos de observação. Isso exige campanhas de monitoramento prolongadas e grande volume de dados para confirmar sua existência com segurança — como ocorreu neste caso.
A estrela está a aproximadamente 91 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.
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Dois turistas britânicos foram presos em Benidorm, no litoral espanhol, acusados de simular um sequestro para tentar obter dinheiro durante uma viagem. Segundo a polícia, os homens, de 51 e 37 anos, exigiram o pagamento de £ 725, cerca de R$ 5 mil, de um familiar da suposta vítima.
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A investigação começou após autoridades do Reino Unido alertarem a Interpol sobre um possível sequestro envolvendo um cidadão britânico no balneário turístico. O parente disse ter recebido vídeos em que o homem aparecia coberto de sangue enquanto outro suspeito o ameaçava com uma faca.
Operação mobilizou policiais e unidade especializada
Diante do material, agentes espanhóis interromperam outras investigações em andamento e mobilizaram equipes para localizar o suposto cativeiro. Uma unidade especializada em casos de sequestro e extorsão baseada em Madri também foi acionada para auxiliar na operação.
De acordo com a polícia de Alicante, conversas enviadas pelas autoridades britânicas indicavam que o suspeito exigia o depósito das £ 725 em uma conta bancária, sob ameaça de matar o refém caso o valor não fosse pago.
As buscas levaram os investigadores até o hotel onde os dois estavam hospedados. Antes de qualquer ação, porém, uma equipe de vigilância observou a suposta vítima deixando o prédio tranquilamente, caminhando ao lado do homem que afirmava mantê-la em cativeiro.
A abordagem revelou que não havia sequestro. Segundo os agentes, o episódio foi encenado com o objetivo de conseguir “dinheiro fácil”. Os dois turistas foram presos sob suspeita de simulação de crime e fraude.
Durante o registro na delegacia, a polícia também constatou que o suposto sequestrador havia usado um nome falso tanto no check-in do hotel quanto ao se identificar aos agentes, o que levou à inclusão de uma investigação por fraude de identidade.
Se condenados, os dois britânicos podem enfrentar pena de prisão, multas e ainda serem obrigados a arcar com os custos da operação policial mobilizada para responder ao falso sequestro.
Uma série de manchas marrons observadas por satélites sobre o gelo da Antártida levou cientistas a uma descoberta inesperada sobre o comportamento dos pinguins-imperadores, e levantou um alerta sobre o futuro da espécie. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista científica Communications Earth and Environment por pesquisadores do British Antarctic Survey.
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Ao analisar imagens da região da Terra de Marie Byrd, na Antártida Ocidental, os cientistas perceberam que as marcas coincidiam com o período em que os pinguins deveriam estar passando pela muda anual, quando trocam suas penas por uma nova plumagem impermeável. A partir daí, a equipe identificou pela primeira vez colônias nesse estágio usando imagens de satélite.
Satélites revelam pressão crescente
Todos os verões, pinguins-imperadores do Mar de Ross percorrem até mil quilômetros em busca de gelo estável para realizar a muda. Essa população reúne sete colônias reprodutivas e pode representar cerca de 40% de todos os indivíduos da espécie no planeta. Tradicionalmente, a Terra de Marie Byrd era considerada uma das áreas mais seguras, com gelo costeiro persistente ao longo do ano.
Ao examinar sete anos de registros de satélite, os pesquisadores identificaram mais de cem agrupamentos de pinguins em muda. Porém, nos anos com menor cobertura de gelo marinho, os animais passaram a se concentrar em áreas cada vez menores, formando aglomerações mais densas.
Entre 2022 e 2024, a extensão do gelo marinho antártico atingiu níveis mínimos históricos. Na área analisada, a cobertura caiu de uma média de cerca de 500 mil km² ao longo de cinco décadas, área comparável à da Espanha, para aproximadamente 100 mil km² em 2023. O gelo costeiro disponível próximo à costa chegou a apenas 2 mil km².
Nessas condições, o gelo se rompeu antes que muitos pinguins terminassem a muda. Esse é um período crítico para as aves: elas passam semanas sem se alimentar e ficam vulneráveis. Se forem obrigadas a entrar na água antes de completar a troca de penas, enfrentam maior gasto de energia, risco de hipotermia e ataques de predadores.
O desaparecimento de grupos inteiros
Os dados mais recentes também levantam dúvidas sobre o destino desses animais. Em 2025, apenas 25 pequenos grupos de pinguins eram visíveis nas imagens de satélite da região, apesar de condições de gelo consideradas mais favoráveis. Antes de 2022, mais de cem agrupamentos haviam sido registrados no mesmo local.
Ainda não se sabe se as aves migraram para novos pontos de muda ou se houve um declínio populacional significativo.
Autor principal do estudo, o pesquisador Peter Fretwell afirmou que os pinguins-imperadores já enfrentam várias pressões ambientais. Segundo ele, a perda de áreas adequadas para a muda representa mais um risco para a espécie.
— Embora não saibamos exatamente o que aconteceu com esses pinguins, sabemos que eles conseguem encontrar novos locais para reprodução quando o gelo desaparece. É possível que tenham estabelecido outros pontos de muda — disse. — Mas também é possível que muitos tenham morrido após entrar no oceano antes de desenvolver penas impermeáveis. Se isso ocorreu, a situação da espécie pode ser ainda mais grave do que imaginávamos.
Os pesquisadores destacam que os pinguins-imperadores funcionam como um termômetro do ecossistema antártico. O gelo marinho sustenta não apenas essas aves, mas também focas, outras aves marinhas e inúmeras formas de vida que dependem do ambiente gelado, de krills a grandes baleias. Monitorá-los por satélite, dizem os cientistas, pode ajudar a entender mudanças mais amplas em todo o sistema polar.
“Venha comigo até minha casa sem ser assaltado. Moro em Villa Luzuriaga, na zona oeste da cidade”, foram as primeiras palavras que Daniela S. usou em um vídeo para explicar as manobras que utiliza dia e noite para enganar potenciais criminosos que se aproximam de sua casa, localizada no bairro de La Matanza, em Buenos Aires, Argentina.
— Há muitos roubos. Fiz a publicação para chamar a atenção para a falta de segurança e a impunidade de que os ladrões desfrutam. É difícil viver assim — disse ele ao La Nacion depois que sua postagem viralizou.
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Nos primeiros segundos do vídeo, que alcançou meio milhão de visualizações no TikTok e teve mais de 30 mil curtidas, ela indicou como se preparar inicialmente para evitar sofrer um incidente de segurança com seu veículo.
“De agora em diante, já que estou a cinco ou seis quarteirões de casa, a primeira coisa que vamos fazer é desligar os faróis do carro, os externos. É assim que todos os problemas começam”, disse ela no vídeo que postou no final de janeiro e que viralizou na semana passada.
O próximo passo foi encontrar as chaves e arrumar a mala para ter tudo pronto antes de chegar: “Dirijo com a chave na mão. Depois, vamos começar a diminuir a velocidade e ir devagar, olhando para a frente e para trás, para garantir que ninguém esteja nos seguindo, que não haja ninguém ao nosso lado, que não haja semáforos, para que possamos estacionar rapidamente e sair.”
“Por exemplo, aqui, se um carro vier na nossa frente, o que vamos fazer é dar a volta até ele ir embora. Eu moro aqui, mas vou dar a volta até ele ir embora para evitar qualquer roubo”, continuou.
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As imagens mostram a mulher realizando as manobras, por vezes em ruas com pouca iluminação pública. A luz que entra pelo interior do veículo revela que ela está segurando a chave de casa enquanto dirige.
“Eu estava apenas dando uma volta no quarteirão em frente à minha casa porque havia carros, luzes, pessoas que eu não conhecia, e a verdade é que meu carro já foi roubado bem em frente à minha casa antes, então não quero que aconteça de novo. Bem, como vocês podem ver, eu moro aqui”, concluiu.
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Em entrevista ao jornal La Nacion, a mulher de 31 anos explicou que a ideia do vídeo surgiu para “tornar visível a situação” em seu bairro, devido ao número de roubos e à falta de ação da polícia de Buenos Aires.
“Tive essa ideia para chamar a atenção para a falta de segurança e a impunidade de que os ladrões desfrutam. Ontem, cheguei em casa à noite e havia uma viatura policial me esperando. Um carro havia sido roubado cinco minutos antes. É difícil viver assim”, explicou Daniela.
“Além disso, em janeiro, alguns ladrões invadiram uma casa do outro lado da rua da minha e reviraram tudo. Os vizinhos estavam viajando, mas, bem, é comum ver esse tipo de roubo no verão. Temos um grupo de vigilância comunitária e, há um ano, instalamos um alarme que dispara o tempo todo. Há tentativas de roubo o tempo todo”, reclamou ela.
A usuária do TikTok, que trabalha como professora de educação física em uma escola em Liniers, mora perto das ruas Coronel Lynch e Miguel Cané, a poucos metros da Via Coletora Diego Armando Maradona, mais conhecida como Camino de Cintura, em Villa Luzuriaga.
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Em fevereiro de 2025, ela vivenciou uma situação de insegurança em primeira mão quando três ladrões em uma motocicleta a cercaram e roubaram seu carro na porta de sua casa.
“Era um domingo. Íamos encontrar-nos com a família e eu fui buscar a minha irmã, que mora na capital. Quando voltei, estacionei o carro em frente de casa e apareceram três rapazes armados numa mota. Eram crianças, crianças pequenas, nem sequer sabiam conduzir”, disse.
“Havia um cara na moto que estava no comando. Ele nunca desceu, mas ficava dizendo coisas como: ‘Vá para lá’, ‘Pegue as chaves e o celular dele’, e os outros não falavam, nem sequer olhavam para você. Foi difícil para eles pegarem o carro porque não sabiam como dar ré. Todas essas coisas fazem você se sentir mais vigiado ou tomar mais precauções”, acrescentou.
Ela também disse que recuperou o carro sozinha, porque o celular da irmã estava dentro, e elas conseguiram rastreá-lo usando um computador: “Estava a 10 quarteirões da minha casa, depois do Camino de Cintura”.
Após sofrer o roubo, Daniela desenvolveu uma rotina para evitar que a situação se repita, tanto de dia quanto à noite:
— Mesmo que seja sábado e eu vá apenas comprar algo em uma loja, tomo precauções.
Por outro lado, ela observou que o vídeo teve um grande impacto e que, mesmo um mês após sua publicação, continua recebendo notificações.
— Os comentários são variados, mas a maioria é de pessoas que estão passando pela mesma situação. ‘Eu entendo, moro em Quilmes’, ‘Sou de Laferrere e isso acontece aqui’. Acredito que se algo está destinado a acontecer com você, acontecerá, mas é importante estar alerta ou mais preparado nessas situações.
As forças militares das Filipinas, dos Estados Unidos e do Japão realizaram exercícios conjuntos esta semana no Canal de Bashi, que separa o arquipélago filipino de Taiwan, informaram as autoridades nesta sexta-feira.
Aeronaves dos três países patrulharam as Ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas, em exercícios projetados para demonstrar sua “capacidade de operar conjuntamente de forma integrada em ambientes marítimos complexos”, disse o Exército de Manila em um comunicado.
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Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, uma ilha com governo democraticamente eleito, que a China considera parte de seu território e não descarta a possibilidade de tomar pela força.
Esta é a primeira vez que as chamadas Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA), das quais esses países participam, se estendem além do Mar da China Meridional, onde as Filipinas e a China têm se envolvido em repetidos confrontos por territórios disputados.
“As operações aéreas foram conduzidas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon”, declarou o Exército filipino em seu boletim, acrescentando que os navios de guerra permaneceram a oeste das Ilhas Batanes.
O exercício conjunto entre Filipinas, Estados Unidos e Japão durou seis dias e terminou na quinta-feira. Incluiu um exercício de artilharia com munição real conduzido pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna. O Exército chinês reagiu com indignação.
– As Filipinas têm cooptado países de fora da região para organizar as chamadas patrulhas conjuntas, o que perturba a paz e a estabilidade na região – disse Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul.
Ele acrescentou que Pequim realizou uma “patrulha de rotina” no Mar da China Meridional entre 23 e 26 de fevereiro.
Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, desencadeou uma crise nas relações com Pequim ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente em qualquer ataque chinês a Taiwan.
Em agosto, o presidente filipino Ferdinand Marcos também alertou que as Filipinas seriam arrastadas “à força” para qualquer guerra pela ilha democrática, da qual os Estados Unidos são o maior fornecedor de armas.
O Irã ofereceu assistência nesta sexta-feira para “facilitar o diálogo” entre Afeganistão e Paquistão, após Islamabad declarar “guerra aberta” contra o governo talibã afegão e realizar ataques aéreos em Cabul, na sequência de meses de confrontos mortais na fronteira.
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“A República Islâmica do Irã está pronta para fornecer toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e melhorar o entendimento e a cooperação entre os dois países”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, na plataforma de mídia social X.
* Matéria em apuração

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