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O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, enfrentará um interrogatório rigoroso em uma comissão do Congresso nesta sexta-feira a respeito de seus laços amplamente documentados com Jeffrey Epstein, embora os democratas tentem desviar o foco para a relação do presidente Donald Trump com o criminoso sexual condenado.
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Clinton é um dos destaques nas últimas revelações dos arquivos de Epstein. O ex-presidente insiste, no entanto, que rompeu relações com o financista muito antes da condenação de Epstein por crimes sexuais em 2008.
A mera menção nos arquivos não constitui prova de um crime.
O comparecimento de Bill Clinton perante a Comissão de Supervisão da Câmara de Representantes, controlada pelos republicanos, ocorre um dia após o depoimento de sua esposa Hillary Clinton, ex-secretária de Estado.
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“Se esta comissão estivesse realmente interessada na verdade (…), pediria diretamente ao nosso atual presidente que prestasse depoimento, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que ele aparece nos arquivos”, afirmou a política veterana em um texto divulgado na quinta-feira, pouco antes de se apresentar à comissão.
As audiências acontecem a portas fechadas, apesar do pedido dos Clinton para que fossem públicas e televisionadas.
O interrogatório de Bill Clinton se apresenta como mais complexo do que o de Hillary. O ex-presidente reconheceu sua relação com Epstein, mas nega qualquer irregularidade, e não há acusações formais contra ele.
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Ambos prestam depoimento em Chappaqua, perto de Nova York, onde residem.
“Não tenho essas informações”
O ex-presidente explicou que voou no avião de Epstein diversas vezes no início dos anos 2000 para trabalhos humanitários relacionados à Fundação Clinton, mas afirmou que nunca visitou a ilha particular do financista no Caribe.
A Comissão de Supervisão da Câmara investiga pessoas ligadas a Epstein, especialmente após o Departamento de Justiça ter divulgado milhões de novos documentos.
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Em sua declaração inicial perante a comissão, Hillary Clinton indicou que sua intimação se baseava na “suposição de que eu possuo informações sobre as investigações das atividades criminosas de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell”.
— Deixe-me ser o mais clara possível. Eu não tenho essas informações — afirmou ela.
Além disso, insistiu que não viajou no avião de Epstein nem visitou a ilha dele.
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Inicialmente, os Clinton recusaram-se a depor, mas concordaram depois que congressistas republicanos ameaçaram considerá-los culpados de desacato ao Congresso.
Os democratas argumentam que a investigação tem sido usada para atacar os adversários políticos de Trump em vez de conduzir uma apuração autêntica.
O Partido Trabalhista britânico sofreu um duro golpe nesta sexta-feira após a derrota nas eleições para a cadeira parlamentar da cidade de Manchester. A vitória ficou com a bombeira hidráulica Hannah Spencer, de 34 anos, do Partido Verde, pertencente ao mesmo espectro que os trabalhistas, que ficaram com o terceiro lugar. A perda ocorre nos territórios de Gorton e Denton, redutos históricos do partido.
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O revés chega ao então líder da agremiação e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apenas duas semanas após escândalos envolvendo o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o caso Epstein. Starmer vive um ambiente de pressão por ter nomeado Mandelson como embaixador, mesmo com conhecimento de seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, embora posteriormente o tenha forçado a renunciar.
Com menos de dois anos no cargo, Starmer vê o desenvolvimento de um cenário desfavorável para seu partido que, de acordo com as previsões, deve ter um desempenho abaixo nas eleições locais — que elegem os conselheiros locais, responsáveis por administrar serviços públicos —deste ano, que ocorrem no mês de maio. De acordo com uma pesquisa publicada em fevereiro pelo instituto de pesquisa YouGov, sobre as intenções de voto no Reino Unido, o partido de extrema direita Reform UK venceria a eleição com 24% dos votos. Em seguida, viriam os conservadores e os trabalhistas, com aproximadamente 18% cada, mantendo uma ligeira vantagem sobre o Partido Verde (17%) e o Liberal Democrata (14%).
Este é mais um episódio de uma série de outros que mostram a crise enfrentada pelo Partido Trabalhista, que é alvo de críticas da população nos âmbitos sociais e econômicos. Em pesquisas, cidadãos reclamam do aumento do custo de vida e a falta de melhorias nos serviços públicos.
Segundo baque do partido
A perda em Manchester não é a primeira do partido desde o retorno ao poder. No ano passado, em maio, o grupo político foi vencido em eleição suplementar, desta vez pelo Reform UK.
Esta derrota representa o segundo revés sofrido pelo Partido Trabalhista em eleições suplementares, das duas realizadas desde seu retorno ao poder. A anterior, em maio de 2025, foi vencida pelo partido de extrema direita Reform UK.
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— Quando fui eleito líder dos Verdes, disse que estávamos aqui para substituir o Partido Trabalhista, e eu estava falando sério. As pessoas agora sabem que votar em nós é a melhor maneira de derrotar o Reform UK — comemorou o líder do Partido Verde, Zack Polanski, cujo partido tem crescido desde que ele assumiu a liderança em setembro de 2025.
A plataforma esquerdista dos Verdes — focada em taxação de fortunas e no apoio à Palestina — ressoou fortemente em um distrito com significativa população muçulmana e histórico de apoio ao trabalhismo. O Partido Trabalhista agora enfrenta questionamentos internos por ter se deslocado ao centro e adotado políticas de imigração mais rígidas para competir com o Reform UK.
O calendário das fases da Lua de março 2026 começa com a Lua Cheia no dia 3, às 08h39. Ao todo, o mês conta com quatro mudanças de fase principais, terminando o ciclo no dia 25 de março. Se você busca saber que dia muda a lua, confira a tabela completa com as datas e horários de Brasília para as fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante.
Fases da Lua em 2026: Calendário completo com datas e horários
Veja o calendário do ciclo lunar de março de 2026:
03/03 às 08h39: Lua Cheia
11/03 às 06h41: Lua Quarto Minguante
18/03 às 22h26: Lua Nova
25/03 às 16h19: Lua Quarto Crescente
Como funciona o ciclo lunar?
O ciclo lunar é o período de passagem da Lua por suas quatro fases, iniciando na Lua Nova, passando pela Crescente, alcançando seu auge na Cheia e, por fim, a Minguante, até voltar ao seu estágio inicial. Conhecido como mês lunar ou mês sinódico, esse ciclo tem uma duração média de aproximadamente 29,5 dias.
Como é cada fase da lua?
Lua Nova
Nesta fase, a Lua está praticamente imperceptível. Localizada entre a Terra e o Sol, sua parte iluminada fica voltada para o astro, tornando-a praticamente invisível a partir da visão terrestre. Apesar da falta de sua presença no céu noturno, é possível observar a sua presença durante o dia.
Nesta fase, como a Lua está alinhada com o Sol e a Terra, é criada uma força gravitacional combinada mais intensa, conhecidas como marés de sizígia. Esse cenário resulta em marés altas durante o período de Lua Nova. A relação entre o ciclo lunar e o movimento das marés se baseia na influência gravitacional que o satélite exerce sobre a Terra. Ou seja, a atração gravitacional da Lua provoca a formação de marés nos oceanos.
Lua Crescente
À medida que a Lua se afasta do Sol, uma fina fatia iluminada começa a aparecer. Esse pedaço, que antes era singelo, ao longo dos dias começa a tomar forma, crescendo. É por isso que essa fase se chama quadra da Lua Crescente, já que ela está aumentando gradualmente, encaminhando-se para a chegada da Lua Cheia.
Na fase de Quarto Crescente, a Lua e o Sol estão em ângulos retos em relação à Terra, o que reduz a força gravitacional combinada sobre os oceanos. Isso resulta em marés mais baixas, conhecidas como marés de quadratura.
Lua Cheia
Nesta fase, a Lua está diretamente oposta ao Sol em relação à Terra, e a sua face iluminada está totalmente visível. A fase Cheia é a mais brilhante e mais destacada, já que se torna possível observar o corpo celeste em sua totalidade, iluminando o céu noturno.
Nesta época, como a Lua está novamente entre a Terra e o Sol, as marés estão altas novamente.
Lua Minguante
Após alcançar seu auge, a Lua começa a diminuir de tamanho, passando por um processo contrário ao da fase Crescente. A Minguante, ao passar dos dias, vai afinando e sumindo do céu, à medida que o corpo celeste vai se colocando, novamente, entre a Terra e o Sol, retornando ao estágio inicial da Lua Nova e recomeçando o ciclo lunar.
Assim como na Lua Crescente, no período do Quarto Minguante, o ângulo do Sol e da Lua em relação à Terra provoca marés baixas.
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A polícia deteve um homem por condução sob efeito de álcool à porta da casa de Nancy Guthrie, de 84 anos, dada como desaparecida no início do mês. A detenção ocorreu na noite de quinta-feira, no momento em que novas imagens de vigilância vieram a público mostrando intensa circulação de veículos nos arredores da residência na noite em que a idosa desapareceu.
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Segundo o New York Post, o suspeito — cuja identidade não foi divulgada — teria passado “50 a 100 vezes” em frente à propriedade enquanto observava, no celular, uma fotografia da vítima. O alerta foi feito por um fotógrafo que percebeu a movimentação incomum.
De acordo com a NewsNation, o homem conduzia lentamente um veículo azul, parando repetidamente para olhar um memorial montado no exterior da casa. Ao chegarem ao local, agentes do condado de Pima ordenaram que ele estacionasse e o interrogaram por cerca de 20 minutos. Após falhar no teste do bafômetro, foi detido.
A prisão ocorreu num momento delicado da investigação, já que parte da equipe do FBI envolvida no caso se preparava para encerrar os trabalhos.
Nancy Guthrie foi dada como desaparecida em 1º de fevereiro, após não comparecer a um serviço religioso. A idosa, mãe da apresentadora do programa “Today”, Savannah Guthrie, teria sido raptada na própria casa.
Imagens captadas por câmeras de segurança de uma residência vizinha mostram que, entre 0h30 e 6h da manhã daquele dia, ao menos 12 veículos passaram em frente à propriedade, segundo a AOL. As autoridades acreditam que o sequestro tenha ocorrido nesse intervalo, já que a vítima foi vista pela última vez pouco antes das 22h da noite anterior.
As gravações também revelariam a presença de um homem mascarado a rondar a casa, caminhando próximo à porta na noite em que a polícia suspeita que Nancy tenha sido capturada.
O Afeganistão e o Paquistão estão novamente em confronto aberto. O Paquistão bombardeou áreas no Afeganistão nesta sexta-feira, horas depois de o Talibã afegão ter anunciado uma grande ofensiva perto da fronteira entre os países. Islamabad, que declarou “guerra aberta”, retaliou, bombardeando alvos em Cabul, a capital afegã, e nas províncias de Kandahar e Paktika, próximas à fronteira. Os ataques, portanto, representam a escalada mais significativa nas tensões entre as nações, que haviam concordado com um cessar-fogo em outubro do ano passado, após uma semana de confrontos mortais. Veja o que sabemos, até o momento, sobre o conflito:
Contexto: Paquistão bombardeia Cabul após ataques afegãos; ministro da Defesa declara ‘guerra aberta’ contra governo talibã
Temor por um conflito mais amplo: Irã oferece ajuda para facilitar diálogo entre Afeganistão e Paquistão
O que aconteceu?
Tudo começou na noite de quinta-feira. Cabul lançou uma ofensiva ao longo da fronteira, nas províncias de Nangarhar, Nuristan, Kunar, Khost, Paktia e Paktika. O Paquistão afirmou que o Talibã havia “calculado mal e aberto fogo não provocado em vários locais”, o que desencadeou em uma “resposta imediata e eficaz”.
Horas depois, já na manhã desta sexta, lslamabad lançou uma série de bombardeios no Afeganistão, atingindo alvos em Cabul e nas províncias fronteiriças. Mujahid publicou – e posteriormente apagou – uma postagem no X informando que o grupo havia lançado ataques contra posições militares paquistanesas em Kandahar e Helmand, duas províncias do Afeganistão.
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O Talibã afegão, em seguida, afirmou ter realizado ataques aéreos contra vários alvos no Paquistão, também na manhã desta sexta-feira. Fontes do governo talibã disseram à rede britânica BBC que os ataques foram realizados com drones lançados do Afeganistão.
Membro das forças de segurança do Talibã, operando uma metralhadora antiaérea, vigia os ataques aéreos paquistaneses perto da passagem de fronteira de Torkham, entre o Afeganistão e o Paquistão
AIMAL ZAHIR / AFP
O ministro da Informação do Paquistão, Atta Tarar, afirmou que seu país frustrou pequenos ataques com drones em Abbottabad, Swabi e Nowshera.
O que dizem os países?
Tal como nas rodadas anteriores de hostilidades entre as forças paquistanesas e afegãs, cada lado acusou o outro de ter atacado primeiro — e ambos afirmam ter infligido pesadas baixas ao lado adversário. Mas a diplomacia, desta vez, não parece improvável. Nesta sexta, o porta-voz do governo do Afeganistão, Zabihullah Mujahid, afirmou que o país deseja um “diálogo” para resolver o conflito”.
— Insistimos repetidamente em uma solução pacífica e ainda queremos que o problema seja resolvido por meio do diálogo — disse Mujahid, acrescentando que aviões paquistaneses continuavam “sobrevoando o espaço aéreo do Afeganistão”.
Após os primeiros ataques, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que as forças de seu país foram capazes de “esmagar” seus inimigos, enquanto o ministro da Defesa declarou “guerra aberta” contra o Talibã no Afeganistão.
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— O Talibã afegão “retaliará se formos atacados, mas não iniciaremos confrontos neste momento — disse um porta-voz do Talibã à BBC.
Mosharraf Zaidi, porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão, afirmou que 133 combatentes talibãs afegãos foram mortos e mais de 200 ficaram feridos pelas forças paquistanesas.
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Autoridades da ONU pediram uma desescalada imediata dos combates, enquanto o Irã, que faz fronteira com ambos os países, ofereceu-se para mediar a situação. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, observou que o país está em período de Ramadã, “o mês da autodisciplina e do fortalecimento da solidariedade no mundo islâmico”.
A China, que se considera amiga tanto do Afeganistão quanto do Paquistão, pediu um cessar-fogo, com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, instando-os a “manter a calma e exercer moderação”.
Já o chanceler da Arábia Saudita, aliado do Paquistão, reuniu-se com seu homólogo paquistanês para discutir maneiras de reduzir as tensões.
Qual o motivo do novo conflito?
Os novos ataques aéreos ocorrem após meses de hostilidades entre os dois países. O último confronto significativo aconteceu em outubro do ano passado, quando, após intensos bombardeios, foi alcançado um frágil cessar-fogo mediado pela Turquia e pelo Catar.
O Paquistão acusa o governo talibã do Afeganistão de apoiar “terroristas anti-Paquistão”, a quem responsabiliza por ataques suicidas, incluindo um recente contra uma mesquita em Islamabad. A retomada da violência entre os países vizinhos decorre das acusações do Paquistão de que o governo afegão abriga o grupo militante Tehreek-e-Taliban Pakistan, também conhecido como Talibã Paquistanês.
Policial paquistanês faz a guarda enquanto fiéis muçulmanos realizam as orações durante o mês sagrado islâmico do Ramadã, em Islamabad
AIMAL ZAHIR / AFP
Essa alegação, no entanto, é contestada pelo governo talibã, que repetidamente afirmou que seu território não está sendo usado para ameaçar a segurança de outros países. Cabul, por sua vez, acusa o Paquistão de realizar ataques não provocados nos quais civis foram mortos.
No início desta semana, o Paquistão realizou vários ataques aéreos noturnos no Afeganistão, que, segundo o Talibã, mataram pelo menos 18 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
Em desvantagem bélica em relação ao Paquistão, que possui armas nucleares, analistas acreditam ser improvável que o Talibã trave uma guerra convencional contra o Paquistão. No entanto, o Talibã afegão tem vasta experiência em confronto de guerrilha.
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O que torna a mais recente onda de ataques paquistaneses significativa é o fato de terem como alvo instalações do governo talibã em vez de alvos terroristas no Afeganistão, disse Michael Kugelman, pesquisador sênior para o Sul da Ásia no Atlantic Council, ao programa Newsday da BBC.
— Agora o alvo é o próprio regime — afirmou o pesquisador.
Entretanto, a retórica do Talibã sugere que o grupo está empenhado em “realizar ataques implacáveis” contra o Paquistão — uma “situação precária” que pode levar a um conflito real.
Talibã e Paquistão sempre foram inimigos?
Não. O Paquistão ajudou a criar o Talibã afegão no início da década de 1990, e muitos líderes talibãs se esconderam no território paquistanês durante a ocupação americana do Afeganistão. Ao longo das duas décadas da guerra liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, autoridades americanas pressionaram o Paquistão a reprimir os militantes talibãs afegãos dentro de suas fronteiras.
O Talibã retornou ao poder no Afeganistão em 2021, após a retirada precipitada das forças americanas do país. Desde então, as relações do governo talibã com o Paquistão azedaram devido às suas estreitas ligações com o Talibã paquistanês, formado a partir dos remanescentes de grupos militantes após uma repressão militar do Paquistão.
O Paquistão reclamou que o Afeganistão não reprimiu o grupo. Embora as duas entidades sejam distintas, o Talibã afegão compartilha laços profundos com o Talibã paquistanês, que forneceu combatentes durante a guerra dos militantes afegãos contra as forças dos EUA e da Otan.
(Com AFP e New York Times)
Um ataque inesperado registrado por câmeras de segurança levou a polícia da Irlanda a fazer um apelo público para identificar um homem suspeito de agredir uma mulher no centro da cidade de Cork. O caso ocorreu em 23 de novembro de 2025, na movimentada Oliver Plunkett Street, e foi classificado pelas autoridades como uma agressão grave.
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As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o momento em que o homem caminha pela rua e, ao cruzar com um grupo de pessoas, levanta o cotovelo e atinge a cabeça de uma mulher. Não houve qualquer interação prévia entre os dois. Com o impacto, a vítima cai desacordada. Uma amiga ainda tenta confrontar o agressor, que se afasta tranquilamente, com as mãos nos bolsos.
Confira:
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Apelo público da polícia
O caso foi apresentado no programa Crimecall, da emissora pública irlandesa RTE. Segundo o policial Greg Freegrove, a vítima sofreu fratura na órbita ocular direita após o golpe.
De acordo com a Gardaí, o suspeito tem cerca de 1,73 metro de altura, compleição robusta e barba escura, e aparenta ter entre 25 e 35 anos. No momento do ataque, ele vestia uma jaqueta verde e preta da marca North Face, peça considerada uma característica importante para a identificação.
Imagens de câmeras de segurança mostram o homem se aproximando da mulher com as mãos nos bolsos
Reprodução/X
As autoridades pedem que qualquer pessoa com informações entre em contato com a polícia. O objetivo é localizar o homem e esclarecer as circunstâncias da agressão.
A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta sexta-feira a aplicação de uma medida do governo que forçaria o encerramento das operações de 37 organizações internacionais de ajuda humanitária na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, por se recusarem a cumprir com uma nova determinação que prevê a entrega de dados pessoais dos funcionários empregados em território palestino a instituições do Estado judeu. O governo israelense afirma que a medida responde a uma demanda de segurança, e cita que pretende impedir que indivíduos considerados terroristas se infiltrem nas organizações, que por sua vez apontam um temor de que as informações possam expor os funcionários no terreno — considerando o número de trabalhadores humanitários mortos desde o início da guerra em Gaza.
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A decisão da instância máxima da justiça israelense atende a um pedido de liminar da ação interposta por 17 organizações humanitárias, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Conselho Norueguês para Refugiados e Oxfam, que pedia uma medida imediata para impedir a expulsão de Gaza e Cisjordânia a partir de 1º de março, conforme anunciado pelo governo. O mérito da ação, em que as organizações questionam as novas regras sobre o compartilhamentos de dados privados dos funcionários, ainda será julgado pela Corte.
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A medida anunciada ainda em dezembro pelo governo israelense altera as informações exigidas para o registro de grupos de ajuda humanitária para atuação em territórios palestinos — e se soma a uma série de medidas mais amplas que opôs o Estado judeu à estrutura humanitária internacional, como a expulsão da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) em 2025. O governo israelense passa a exigir agora o compartilhamento da lista de nomes e informações de contato de todos os funcionários das ONGs, além de detalhes sobre o financiamento e suas operações.
A justificativa oficial apresentada pelas autoridades é de que integrantes de grupos jihadistas teriam sido empregados por algumas das organizações, beneficiando-se do status especial concedido aos trabalhadores humanitários e desviando ajuda que deveria ser destinada à população civil.
As organizações rechaçaram qualquer tipo de envolvimento direto com grupos armados ou militantes palestinos e afirmam que o cumprimento da ordem israelense corresponderia a uma violação da lei europeia de proteção de dados e ao princípio da neutralidade humanitária. Justificaram também que o fornecimento das informações a uma das partes envolvidas em um conflito armado poderia expor os funcionários palestinos — argumentando que 133 trabalhadores de ONGs foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023.
“Transformar as organizações humanitárias num braço de coleta de informações para uma das partes em conflito contradiz totalmente o princípio da neutralidade”, argumentaram na petição.
As organizações apresentaram como uma alternativa à entrega dos dados completos a criação de um processo de “triagem de sanções independente” e de um “sistemas de verificação auditados por doadores”. As organizações que subscrevem a ação afirmam que, coletivamente, apoiam ou implementam mais da metade de toda a assistência alimentar em Gaza, 60% das operações de hospitais de campanha e todo o tratamento hospitalar para crianças que sofrem de desnutrição aguda grave. (Com AFP)
Um vídeo gravado em um beco residencial de Washington, D.C. gerou repercussão nas redes sociais e levou autoridades locais a prometer investigação sobre o serviço de coleta de lixo. As imagens mostram um funcionário da limpeza urbana derrubando lixeiras e deixando o local sem realizar a coleta.
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O registro foi publicado na sexta-feira (20) na plataforma X (Twitter) por Llewellyn Jones. Na postagem, ele afirmou suspeitar há meses que o lixo de sua casa estava sendo deliberadamente espalhado. Ao divulgar o vídeo, o morador marcou o Departamento de Obras Públicas de Washington, D.C. e o vereador Charles Allen.
Confira o vídeo:
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Reclamação antiga de moradores
À emissora Fox 5 DC, Jones disse que vinha percebendo problemas recorrentes na coleta. Segundo ele, alguém estaria jogando o lixo “por toda parte” no beco há meses. O vídeo, afirmou, foi a primeira prova concreta do que estava acontecendo.
Para o morador, a atitude teria agravado o acúmulo de resíduos na área. Ele descreveu a situação como uma “grande confusão” e disse esperar que o problema pare de ocorrer.
Imagens do funcionário circulam nas redes sociais
Reprodução/X/@llewhinkes
A reportagem exibida pela emissora ampliou as críticas ao serviço prestado pelo departamento municipal. Moradores relataram que lixeiras derrubadas frequentemente deixam calçadas e becos sujos e, em alguns casos, chegam a bloquear ciclovias.
Investigação prometida
Allen respondeu publicamente à publicação nas redes sociais e afirmou que pediria esclarecimentos formais. O vereador destacou que equipes do serviço de limpeza têm trabalhado intensamente nas últimas semanas, inclusive à noite, fins de semana e feriados, devido às condições climáticas e ao acúmulo de lixo.
Ao mesmo tempo, disse que o episódio registrado no vídeo não corresponde ao padrão esperado do serviço. Segundo ele, solicitou que o departamento investigue o caso e tome as medidas necessárias.
O próprio Departamento de Obras Públicas de Washington, D.C. reconheceu a conduta inadequada mostrada nas imagens. Em nota, o órgão afirmou que o comportamento do funcionário não reflete o nível de profissionalismo esperado e que a situação está sendo analisada.
Dias depois da repercussão, Jones voltou às redes sociais para relatar que o caminhão de coleta passou novamente pelo local sem derrubar as lixeiras. Apesar disso, disse que o beco ainda acumula resíduos após meses de problemas na coleta e que espera que a área também seja limpa.
O Departamento de Estado dos EUA autorizou nesta sexta-feira que os funcionários não-emergenciais da embaixada do país em Jerusalém deixem Israel “devido a riscos de segurança”, apontando que os americanos e seus familiares deveriam considerar deixar o Estado judeu “enquanto voos comerciais estão disponíveis”. O anúncio acontece um dia após a última rodada de negociações sobre com o Irã sobre um novo acordo nuclear, que vinha sendo tratada como decisiva pelo presidente americano, Donald Trump, para determinar ou não um ataque à nação persa. Apesar de ter afirmado que houve “progressos” nas conversas diplomáticas de quinta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, pediu nesta sexta-feira que Washington abandone “exigências excessivas” para alcançar um acordo.
“O Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários americanos não-essenciais e familiares de funcionários do governo americano […] devido a riscos de segurança”, indicou a embaixada dos EUA em um comunicado em seu site. “Os indivíduos devem considerar deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”.
O anúncio americano ocorre no dia seguinte à participação de delegações diplomáticas de Teerã e Washington em Genebra. A parte iraniana afirmou ainda na quinta-feira que houve “progressos” durante a tratativa mediada pelo sultanato de Omã. Os mediadores Omã também mencionaram progressos, afirmando que as duas partes terão uma reunião de nível técnico na segunda-feira, em Viena, antes de uma nova rodada de negociações prevista para a mesma semana. A Casa Branca não se pronunciou abertamente sobre o tema.
Ao longo da semana, fontes americanas afirmaram que o encontro na Suíça teria um papel central na decisão de Trump sobre um ataque ou não ao território iraniano — algo que o republicano disse estar analisando, e que inicialmente teria um escopo limitado. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação sobre as reais intenções do Irã em abrir mão de ameaças nucleares — o que definiria o próximo passo dos EUA.
Embora não se tenha uma declaração oficial dos EUA até o momento, há sinais de que os progressos não romperam com todas as divergências. O ministro das Relações Exteriores do Irã pediu que os EUA abandonassem todas as “exigências excessivas” para alcançar um acordo, durante uma conversa com o chanceler egípcio, Badr Abdelatty.
— O sucesso neste caminho exige seriedade e realismo da outra parte, além de evitar qualquer erro de cálculo e exigências excessivas — disse Araghchi, sem especificar a quais exigências se referia.
*Matéria em atualização
O Departamento de Estado dos EUA autorizou nesta sexta-feira que os funcionários não-emergenciais da embaixada do país em Jerusalém deixem Israel “devido a riscos de segurança”, apontando que os americanos e seus familiares deveriam considerar deixar o Estado judeu “enquanto voos comerciais estão disponíveis”. O anúncio acontece um dia após a última rodada de negociações sobre com o Irã sobre um novo acordo nuclear, que vinha sendo tratada como decisiva pelo presidente americano, Donald Trump, para determinar ou não um ataque à nação persa. Apesar de ter afirmado que houve “progressos” nas conversas diplomáticas de quinta-feira, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, pediu nesta sexta-feira que Washington abandone “exigências excessivas” para alcançar um acordo.
“O Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários americanos não-essenciais e familiares de funcionários do governo americano […] devido a riscos de segurança”, indicou a embaixada dos EUA em um comunicado em seu site. “Os indivíduos devem considerar deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”.
O anúncio americano ocorre no dia seguinte à participação de delegações diplomáticas de Teerã e Washington em Genebra. A parte iraniana afirmou ainda na quinta-feira que houve “progressos” durante a tratativa mediada pelo sultanato de Omã. Os mediadores Omã também mencionaram progressos, afirmando que as duas partes terão uma reunião de nível técnico na segunda-feira, em Viena, antes de uma nova rodada de negociações prevista para a mesma semana. A Casa Branca não se pronunciou abertamente sobre o tema.
Ao longo da semana, fontes americanas afirmaram que o encontro na Suíça teria um papel central na decisão de Trump sobre um ataque ou não ao território iraniano — algo que o republicano disse estar analisando, e que inicialmente teria um escopo limitado. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação sobre as reais intenções do Irã em abrir mão de ameaças nucleares — o que definiria o próximo passo dos EUA.
Embora não se tenha uma declaração oficial dos EUA até o momento, há sinais de que os progressos não romperam com todas as divergências. O ministro das Relações Exteriores do Irã pediu que os EUA abandonassem todas as “exigências excessivas” para alcançar um acordo, durante uma conversa com o chanceler egípcio, Badr Abdelatty.
— O sucesso neste caminho exige seriedade e realismo da outra parte, além de evitar qualquer erro de cálculo e exigências excessivas — disse Araghchi, sem especificar a quais exigências se referia.
*Matéria em atualização

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