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O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira oleada” de ataques com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e pelo governo israelense contra alvos iranianos. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.
Irã diz que forças armadas estão ‘totalmente preparadas’ e promete fazer agressores ‘se arrependerem’ após ataques
Companhias aéreas evitam o Irã após fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio
Ao mesmo tempo, a escalada atingiu outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. O Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos iranianos” e que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis. Abu Dhabi classificou a ação como “uma escalada perigosa”. No Kuwait, o chefe do Estado-Maior declarou que os sistemas de defesa aérea também interceptaram mísseis detectados no espaço aéreo do país.
Teerã, por sua vez, acusou Washington e Tel Aviv de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as forças armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.
De acordo com o comunicado, os ataques contra o Irã atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. O governo iraniano afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.
Bombardeios e reação militar
Segundo a AFP, Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra cidades iranianas no sábado, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
As forças armadas israelenses afirmaram que o Irã respondeu com disparos de mísseis, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém e civis receberam orientações para buscar abrigo.
Em vídeo publicado em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã com o objetivo de eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação visa remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Autoridades iranianas disseram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos de Teerã, enquanto ambulâncias foram enviadas às áreas atingidas, sem confirmação imediata de vítimas.
Com a escalada do conflito, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil. Sirenes também foram acionadas no Bahrein e em Amã, capital da Jordânia, cuja força aérea informou estar conduzindo operações para “defender os céus do reino”.
O Irã afirmou neste sábado que suas forças armadas estão “totalmente preparadas” para reagir aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no país. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores e citado pela Al Jazeera, Teerã disse que fará os “agressores se arrependerem de seus atos” e ressaltou que reserva o direito de responder militarmente.
Segundo o governo iraniano, os bombardeios atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também locais não militares em diferentes cidades. O comunicado classifica a ofensiva como uma violação do direito internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas.
“A República Islâmica do Irã considera essa agressão uma clara violação da paz e da segurança internacionais e enfatiza que reserva seu legítimo direito de responder decisivamente”, afirmou o ministério. A nota acrescenta que o país demonstrou “paciência e contenção” para evitar uma escalada regional, mas declarou que as forças armadas estão prontas para defender o território.
Escalada militar no Oriente Médio
De acordo com informações da AFP, Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra alvos em cidades iranianas no sábado, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas disseram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
As forças armadas israelenses afirmaram que o Irã respondeu com ataques de mísseis, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém e diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam ordens para buscar abrigo.
Em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã e que o objetivo era eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação busca remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Autoridades iranianas disseram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos da capital. O Ministério da Saúde enviou ambulâncias às áreas atingidas, mas não havia confirmação imediata de vítimas.
Com a escalada militar, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil, enquanto sirenes também foram acionadas no Bahrein e em Amã, capital da Jordânia. A força aérea jordaniana informou que conduz operações para “defender os céus do reino”.
O fechamento do espaço aéreo sobre o Irã após ataques militares no Oriente Médio, na manhã deste sábado, levou companhias aéreas a cancelar ou redirecionar voos na região neste sábado. Dados do site de rastreamento Flightradar24 mostram o espaço aéreo iraniano praticamente vazio, enquanto empresas suspendem rotas por razões de segurança.
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De acordo com a Reuters, entre as companhias que anunciaram mudanças está a Lufthansa, que suspendeu voos de e para Tel Aviv, em Israel, Beirute, no Líbano, e Amã até 7 de março. A empresa alemã também cancelou operações para Dubai durante o fim de semana. A KLM cancelou o voo entre Amsterdã e Tel Aviv previsto para sábado, enquanto a Air France suspendeu viagens programadas para este sábado entre Paris, Tel Aviv e Beirute.
Outras empresas adotaram medidas semelhantes. A Wizz Air interrompeu todos os voos para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã com efeito imediato até 7 de março. Já a Air Arabia cancelou operações para o Irã, o Iraque e outros destinos da região.
Ataques ampliam tensão na região
Segundo informações da AFP, os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra alvos em cidades iranianas, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com as forças armadas israelenses, o Irã respondeu com ataques de mísseis. Sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém, e diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam orientação para buscar abrigo.
Em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã. Segundo ele, o objetivo era eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação buscava remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Autoridades iranianas afirmaram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos da capital. O Ministério da Saúde disse que ambulâncias foram enviadas às áreas atingidas, mas não havia confirmação imediata de vítimas.
Com o início dos ataques, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil. O movimento provocou um efeito cascata no transporte aéreo internacional, com companhias desviando rotas que normalmente cruzam a região, um dos principais corredores entre Europa e Ásia.
Ao atacar o Irã pela segunda vez em menos de um ano, agora com o regime comandado pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, como alvo, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs a maior ameaça à República Islâmica desde a revolução que depôs o então aliado de Washington, o xá Mohammad Reza Pahlavi, em 1979.
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Mas o choque de realidade, tal como em outras intervenções americanas ao redor do mundo, não deve tardar: não existe um cenário definido para o Irã pós-Khamenei, e as alternativas incluem um governo ainda mais anti-Ocidente, comandado por militares, uma guerra civil até a restauração da monarquia.
Regime dos aiatolás sobrevive
Muito antes das bombas americanas caírem sobre Teerã, o processo de sucessão de Ali Khamenei já estava em curso nos altos círculos da elite religiosa. Em 2033, Khamenei indicou uma comissão para que apontassem possíveis sucessores — a lista teve entre seus favoritos o presidente Ebrahim Raisi, morto em um acidente de helicóptero em 2024 —, um processo foi acelerado em junho do ano passado, durante a guerra de 12 dias com Israel. Entre os candidatos figuram o filho de Khamenei, Mojtaba, e Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em encontro com apoiadores em Teerã, em 17 de janeiro de 2026
KHAMENEI.IR / AFP
Este cenário depende do suporte da Guarda Revolucionária, e pode significar um regime ainda mais repressivo e anti-Ocidente, caso figuras radicais, como o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher-Qalibaf, assumam posições de destaque. Contudo, um degelo gradual, ao estilo do visto na antiga Cortina de Ferro, nos anos 1980, não pode ser descartado, especialmente se Khomeini se tornar o líder supremo. Em qualquer um dos casos, o regime sobrevivente ainda estará fragilizado e com a legitimidade questionada pelas ruas.
Guarda Revolucionária assume o poder
Caso o regime, em seu formato atual, caia, o cenário mais provável é que a Guarda Revolucionária surja como força garantidora da ordem. Mais do que uma potência militar por si só, a Guarda ostenta um considerável poderio político — vários nomes do primeiro escalão do governo vieram de suas linhas — e econômico — ela domina metade das exportações de petróleo, além de setores como o comércio e a construção civil. Caso assuma as rédeas, a expectativa é pelo estabelecimento de um governo comandado por seus comandantes, pautado pelo fortalecimento do discurso nacionalista e militarista e pelo controle total do aparato de segurança.
Membros da Guarda Revolucionária iraniana marchando na capital, Teerã
Divulgação / Presidência iraniana / AFP
Mas a Guarda Revolucionária não é um monólito. Suas várias facções têm objetivos e prioridades distintas, e essas disputas poderiam desestabilizar tentativas de se criar um governo de transição, que consiga atender às demandas da população e acalmar as ruas. Recentemente, vários países incluíram a organização em suas listas de grupos terroristas, o que atrasaria ou inviabilizaria um diálogo imediato. Por outro lado, caso mantenham a coesão nacional, se mostrem abertos a conversar e ofereçam concessões, podem convencer Washington a lhe estender a mão: o exemplo da Venezuela, onde os chavistas seguem no poder após a captura de Nicolás Maduro, serve como precedente.
Guerra civil e levantes internos
Disputas entre facções rivais, especialmente na Guarda Revolucionária, aliadas ao colapso do governo de transição, podem criar o ambiente para atritos, mas talvez não de uma forma generalizada. A presença de uma estrutura burocrática antiga, aliada a instituições e mecanismos de governança e à pouca disposição da população em pegar em armas para lutar contra seus compatriotas, são diferenciais em relação a países como a Líbia, onde o Estado central deixou de existir com a queda de Muammar Kadhafi. A questão é como a colcha étnica que forma o Irã vai se comportar.
Manifestantes seguram as fotos de cinco militantes curdos mortos pela Guarda Revolucionária durante protestos em Kermanshah
SAFIN HAMED/AFP PHOTO
Hoje há mais azeris no Irã — onde são 23% da população — do que no Azerbaijão. Em um cenário de instabilidade, Baku (talvez com o apoio da Turquia, que também se preocupa com o fortalecimento do nacionalismo curdo, presente em grupos no Irã), pode intervir sob alegação de proteger seu povo. Há movimentos separatistas, com elementos armados, nas fronteiras com Iraque, Paquistão e Afeganistão, que podem lançar novas empreitadas. Uma intervenção externa por parte de forças regionais ou dos EUA, para evitar que a crise se espalhe pela região, não está fora das cartas.
Príncipe herdeiro assume o poder
Reza Pahlevi tinha 18 anos quando seu pai, o xá Mohammad Reza, deixou o Irã após ser deposto pela Revolução Islâmica. Desde então, se apresenta como sucessor de um trono que não existe mais desde 1979, e como um candidato a liderar o país se o regime caísse. Em seu discurso, apresenta credenciais democráticas, promete eleições e liberdade de expressão, mas sem condenar os abusos de seu pai. Caso o regime caia, diz ser o nome ideal para liderar a transição e um futuro governo.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, em discurso nos EUA
SAUL LOEB / AFP
Apesar de ser citado com frequência nos protestos no Irã, não se sabe exatamente o grau de apoio interno — para analistas, ele foi lembrado mais pela ausência de nomes da oposição do que por seu carisma, e até agora não conseguiu um encontro com Donald Trump. Alguns, especialmente as minorias, se ressentem da repressão de seu pai, e o alinhamento com Israel acende alertas. No ano passado, ele não condenou os ataques israelenses que deixaram mais de mil mortos, e já foi acusado de ser um fantoche do premier Benjamin Netanyahu. Embora rejeite publicamente a ideia, alguns aliados querem o retorno da monarquia, proposta não tão popular entre os iranianos.
Mujahedins do Povo no governo
Das hipóteses para o período pós-Khamenei, a chegada dos Mujahedins do Povo (MEK) ao comando do Irã é a menos provável. Surgido nos anos 1960, o grupo segue um ideário marxista-islâmico, e participou ativamente da Revolução de 1979. Mas após a instauração da República Islâmica, passou de aliado a rival do regime, e deu início a uma campanha de atentados — que vitimou um presidente — e chegou a lutar ao lado das forças do ditador iraquiano Saddam Hussein na Guerra Irã x Iraque.
Maryam Rajavi, líder do Conselho Nacional de Resistência do Irã, braço político do grupo Mujahedins do Povo
Stuart Isett/The New York Times
Embora tenham o apoio de parte da diáspora e de políticos ocidentais (especialmente nos EUA), o MEK não tem tantos aliados dentro do Irã, onde são vistos como traidores. Há denúncias de que o grupo opera como se fosse um culto, onde os membros são obrigados a seguir uma cartilha que inclui o celibato e a ausência de contato com o exterior. O MEK também não mantém canais de diálogo permanentes com outros elementos da oposição no exílio, especialmente os monarquistas. Mesmo assim, sua líder, Maryam Rajavi, se apresenta como postulante à Presidência após o fim do regime.
Seja qual for o desfecho…
…os líderes que comandarão o Irã precisarão apresentar, a curto prazo, respostas para a crise econômica que está por trás não apenas dos recentes protestos, mas de levantes similares nos últimos anos. A moeda local, o rial, está em seu nível mais baixo, e a inflação supera os 50% ao ano. Dialogar com o Ocidente para aliviar e retirar as sanções é urgente, e isso incluiria compromissos ligados a temas estratégicos, como o programa nuclear e atividades militares. Em uma etapa futura, reformas voltadas a impulsionar o investimento e desburocratizar a economia serão necessárias, mas dependem de negociações e do grau de poder que as atuais lideranças (especialmente a Guarda Revolucionária) ainda terão.
O ataque dos EUA ao Irã na manhã deste sábado (28) ocorre em um momento em que o regime teocrático do enfrenta seu maior desafio interno em anos diante das manifestações de grandes dimensões que tomaram o país entre dezembro e janeiro e revelaram uma onda de insatisfação com as condições de vida e com a estrutura política no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. A liderança em Teerã reagiu aos protestos com virulência — todo um aparato repressivo, que incluiu desde cortes a comunicações civis ao uso de munição letal contra a população, foi mobilizado, em ações denunciadas reiteradamente pela comunidade internacional. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Antes de lançarem neste sábado (28) o primeiro ataque direto ao Irã após o início das tratativas diplomáticas para um novo acordo nuclear, os Estados Unidos reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a mobilizada para a invasão do Iraque, em 2003. Com o destacamento de algumas das principais armas de guerra à disposição do Pentágono para a região, os americanos construíram superioridade sobre as forças iranianas, preparando um leque variado de opções para ações navais e aéreas contra a nação persa.
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A montagem da “Armada” do presidente Donald Trump contra o Irã começou com o envio de uma poderosa frota naval, composta por navios contratorpedeiros com capacidade de disparar mísseis Tomahawk, navios de combate litorâneo e dois porta-aviões — incluindo o maior do mundo, o Gerald R. Ford. As atualizações mais recentes da posição das embarcações mostra uma grande distribuição, do Golfo Pérsico, a poucas milhas náuticas do litoral iraniano, até o Mar Mediterrâneo, passando pelo Mar Arábico e o Mar Vermelho.
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A frota oferece uma plataforma variada de ataques. Além dos já citados mísseis Tomahawk, capazes de superar muitos sistemas modernos de defesa antiaérea, o Pentágono anunciou em dezembro que conta com sua primeira unidade de drones de baixo-custo na área. Os equipamentos modelo LUCAS, de fabricação americana, foram incorporados a fim de reproduzir a tática de “enxame”, muito utilizada na guerra entre Rússia e Ucrânia. Testes recentes foram realizados a partir do convés do navio de combate litorâneo USS Santa Bárbara, que se encontra no Golfo Pérsico.
Embora analistas militares apontem que os drones podem cumprir missões arriscadas, sobrecarregar os sistemas de defesa iranianos e mesmo atingir alvos menos protegidos em solo, os EUA dispõem de condições para realizar ataques de alto impacto a partir dos dois porta-aviões deslocados — além do USS Gerald Ford, o USS Abraham Lincoln também está em uma zona operacional. Ambos servem de plataforma para o emprego de alguns dos aviões militares mais poderosos do mundo, incluindo modelos F-35 e F-18, capazes de realizar combate aéreo e efetuar bombardeios de precisão.
2702 EUA posicionam ‘Armada’ ao redor do Irã: Navios e aviões militares estão mobilizados no Oriente Médio
Arte/ O Globo
Helicópteros MH-60 também estão disponíveis tanto para atividades de bombardeio a alvos fixos quanto para combate a ameaças marítimas. As alas aéreas das duas plataformas também contam com aeronaves especializadas em interferência eletrônica. A estimativa é de que um total de 5,6 mil militares estejam mobilizados nos dois grupamentos de ataque completos.
A superioridade aérea, principalmente, foi apontada por um levantamento recente do jornal The Wall Street Journal como a maior desde as guerras no Iraque e no Kuwait. Embora fique aquém dos dois eventos anteriores na quantidade total de militares envolvidos, a análise aponta que o poderio aéreo moderno permitiria aos EUA encontrar qualquer alvo no campo de batalha.
Arsenal dos EUA no Oriente Médio: Extenso poderio naval e aéreo está posicionado perto do Irã
Arte/O GLOBO
poderio não diz respeito apenas aos jatos no convés dos porta-aviões. Uma série de caças, incluindo modelos F-22, F-16, F-15 e mesmo V-22 Osprey, de decolagem vertical, foram vistos em bases militares na região. Um número relevante de aeronaves militares está concentrada na Jordânia, no Catar e na Arábia Saudita — embora Riad tenha rejeitado anteriormente dar apoio a um ataque americano ou autorizar o uso de seu espaço aéreo. Em um desdobramento raro, confirmou-se no fim de fevereiro que a base de Ovda, no sul de Israel, recebeu caças F-22 Raptor.
A Base Aérea de Muwaffaq Salti, no leste da Jordânia, também virou um dos principais eixos da mobilização da Força Aérea americana, tendo recebido desde meados de janeiro dois envios de aeronaves. Além dos caças, foi confirmada a presença de drones MQ-9 Reaper, um modelo altamente tecnológico usado para ataques precisos — equipamento diferente dos empregados na tática de “enxame”. Imagens de satélite também indicam a presença de aeronaves de reabastecimento e reconhecimento.
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Arte/ O GLOBO
As opções de ataque não se esgotam no Oriente Médio. Quando atacaram o Irã em junho de 2025, os EUA lançaram bombardeiros furtivos B-2 de uma base americana no Missouri — em um voo que durou 18 horas até a chegada no território inimigo. Trump também já mencionou a possibilidade de usar a base militar Diego García, no Oceano Índico, em ações ofensivas.
Entre os alvos prováveis de ataques, apontados por analistas, estão posições ligadas ao programa de mísseis iraniano, vistos por aliados regionais dos EUA, incluindo Israel, como a principal ameaça partindo de Teerã; bases militares, sobretudo aquelas operadas pela Guarda Revolucionária do Irã, principal força leal ao regime; ou mesmo um ataque direcionado a autoridades militares e políticas.
Os Estados Unidos confirmaram um ataque aéreo coordenado com Israel contra o Irã na manhã deste sábado (28), no horário local. Expliosões foram ouvidas em Jerusalém e no Teerã, capital iraniana, onde o aeroporto de Mehradd foi alvo de ataques, segundo a mídia local.
O presidente americando Donald Trump anunciou “grandes operações de combate” no Irã e afirmou que o objetivo do ataque é “eliminar ameaças iminentes”.
O Ministério da Defesa de Israel anunciou um “ataque preventivo” contra o Irã: “O Estado de Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã. O ministro da Defesa Israel Katz declarou estado de emergência imediato em todo o país”, disse um comunicado.
Os ataques miraram “locais estratégicos e militares incluindo mísseis balísticos”, disse o canal Kan 11, da mídia estatal israelense. Cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram bombardeadas.
O líder supremo do Irã, Khamenei, não está em Teerã e foi transferido para um local seguro, informou uma fonte oficial à Reuters.
O Irã fechou seu espaço aéreo de todo o país após o início das explosões, anunciou a Organização de Aviação Civil do Irã a agência de notícias Tasnim.
Tripulantes do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), o mais caro já construído pela Marinha dos Estados Unidos, convivem com falhas persistentes no sistema de esgoto e de sanitários em meio a uma missão que foi estendida para apoiar eventuais operações contra o Irã, de acordo com reportagens publicadas pela rádio pública americana NPR, que revelou a “guerra por banheiros”, e pelo jornal Wall Street Journal, que confirmou os relatos.
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O USS Gerald R. Ford chegou nesta sexta-feira em Israel, em meio a tensões dos EUA com o Irã. O super-porta-aviões — descrito pela Marinha americana como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo” —, que foi enviado ao Mediterrâneo esta semana em um reforço militar para pressionar Teerã, deixou uma base naval em Creta, Grécia, na quinta-feira. A partida ocorreu no mesmo dia em que uma nova rodada de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã, teve início em Genebra, e que vem sendo tratada como decisiva pelo presidente americano, Donald Trump, para determinar ou não um ataque à nação persa.
O problema central do porta-aviões enfrenta o sistema de coleta e transporte de resíduos por vácuo — uma tecnologia herdada parcialmente de navios de cruzeiro para economizar água, porém inadequada à operação intensa de uma embarcação de guerra. O equipamento atende cerca de 650 sanitários para uma tripulação de quase 5 000 pessoas. Quando uma “head” (toalete) falha, partes inteiras do sistema perdem sucção, exigindo reparos complexos.
Documentos internos revelam que a equipe de engenharia registrou 205 chamados de manutenção em um período de quatro dias, com técnicos chegando a trabalhar até 19 horas por dia para desobstruir canos e corrigir vazamentos. Fragmentos de roupas, cordas e peças soltas estão entre os itens que entopem o sistema, segundo os relatos.
A situação chegou a gerar filas de até 45 minutos para uso dos sanitários e frequentes queixas entre a tripulação, criando um ambiente de trabalho desconfortável em um navio já pressionado pela rotina extenuante.
Custo, manutenção e limitações técnicas
O sistema problemático já havia sido identificado como deficiente por auditores antes mesmo da conclusão da construção do Ford. Soluções temporárias, como lavagens químicas que podem custar cerca de US$ 400 mil cada (cerca de R$ 2 milhões), só podem ser feitas em portos, não durante a operação em alto mar.
Autoridades da Marinha afirmam que o porta-aviões permanece “totalmente operacional” e que incidentes têm diminuído, mas o conserto permanente exigirá tempo e investimentos além da janela atual de missão.
Além da infraestrutura precária, a extensão repetida da missão tem afetado a moral dos marinheiros. Entrevistas citadas pelo The Wall Street Journal mencionam tripulantes que perderam funerais de parentes, tiveram aniversários e marcos familiares deixados para trás e consideram deixar a carreira militar após o retorno.
Famílias em terra relatam frustração com a incerteza prolongada e dificuldades de comunicação por causa da natureza sigilosa das movimentações do navio.
A presença prolongada da USS Gerald R. Ford e de outras unidades navais na região ocorre no momento em que a administração americana pressiona diplomática e militarmente o Irã, com Washington posicionando forças para possíveis operações de dissuasão ou ataque. A logística e as condições a bordo acrescentam um componente humano ao debate sobre os custos e limites de uma presença militar prolongada em águas estrangeiras.
Ao menos 15 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um acidente envolvendo um avião militar na Bolívia nesta sexta-feira (27). A aeronave transportava cédulas de dinheiro e saiu da pista do aeroporto Internacional de El Alto, próximo a La Paz, informou a Direção Nacional dos Bombeiros.
O ministro da Defesa Marcelo Salinas disse que a aeronave Hercules C-130 embarcou na cidade de Santa Cruz e transportava cédulas recém-impressas quando “pousou e saiu da pista”. O acidente causou vítimas fatais tanto no aeroporto, onde as operações foram suspensas, quanto na avenida movimentada em que ele caiu.
Sergio Lora, general da Força Aérea da Bolívia, confirmou que havia seis tripulantes a bordo da aeronave. Dois deles continuavam desaperecidos até o fim da sexta-feira.
Pelo menos 15 veículos foram danificados com a queda de um avião militar na Bolívia
AIZAR RALDES / AFP
A imprensa local mostrou imagens da polícia usando gás lacrimogênio para dispersar as pessoas que se aproximaram do local do acidente na tentativa de recolher o dinheiro que a aeronave transportava. Mais de 500 soldados e 100 policiais trabalharam para conter a multidão, segundo dados oficiais
O Banco Central da Bolívia confirmou que o avião transportava cédulas de bolivianos, a moeda nacional, recém-impressas e solicitou às pessoas que devolvessem o dinheiro.
Em comunicado, o Ministério da Defesa disse que “o dinheiro transportado na aeronave acidentada não possui número de série oficial, portanto não tem poder legal ou de compra” e que “sua coleta, posse ou uso constitui crime”.
Ainda não se sabe o que causou o acidente.
O sofisticado sistema de defesa antimísseis de Israel, estruturado em múltiplas camadas e reconhecido por proteger a população contra ameaças aéreas, pode enfrentar um teste decisivo caso o país entre em um novo conflito com o Irã. Após a guerra de 12 dias travada em junho do ano passado, os estoques de interceptadores de mísseis balísticos israelenses foram significativamente reduzidos, aumentando a preocupação com a capacidade de resposta em caso de novos ataques. O mesmo ocorreu com o arsenal americano de mísseis antibalísticos lançados da terra e do mar, que funcionou como um escudo adicional crucial para Israel. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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