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Uma menina de 10 anos foi atacada por uma leoa enquanto alimentava o animal no Zoológico do Parque Zhongshan, na província de Guangdong, no leste da China, em um episódio que gerou vídeos amplamente compartilhados nas redes sociais e levantou questionamentos sobre medidas de segurança em unidades de exposição de animais selvagens.
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Imagens amadoras mostram a criança posicionada próxima às barras do recinto dos leões quando uma das leoas estendeu a pata pelo vão e segurou a perna ou a roupa da menina, tentando puxá-la em direção ao interior do espaço destinado aos felinos. A criança gritou enquanto um funcionário do zoológico intervinha, usando um objeto metálico para afastar o animal e libertá-la após cerca de 30 segundos de tensão. Veja o vídeo:
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Segundo autoridades do zoológico, a menina sofreu apenas ferimentos leves na perna e foi levada a um hospital local, onde recebeu tratamento e profilaxia contra raiva antes de receber alta. O parque suspendeu o funcionário responsável por permitir o acesso da visitante a uma área considerada não autorizada para o público e anunciou o fechamento temporário das instalações para revisão de procedimentos de segurança.
Vídeo mostra momento em que menina de 10 anos é atacada por leão em zoo na China através das grades, criança teve apenas ferimentos leves
Reprodução | X
Nas redes sociais, internautas ressaltaram a facilidade com que a menina teve acesso ao local e questionaram a supervisão disponível no momento do ataque.
Representantes do parque não divulgaram detalhes sobre mudanças nos protocolos de visita ou quando as atividades poderão ser retomadas. Autoridades de fiscalização local indicaram que uma investigação formal será conduzida para apurar responsabilidades.
A guerra no Oriente Médio — iniciada no último sábado após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã — tem se expendido para países vizinhos. Entre os atingidos está o Catar, que mantém seu espaço aéreo e acessos pelo mar fechados desde então. Com esse cenário, que não tem previsão de melhora, em especial após a coletiva do presidentes dos EUA, Donald Trump, em que afirmou que os ataques ao Irã podem se estender por semanas, o calendário esportivo também sofre impacto.
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Partidas estão suspensas em solo catari desde então. E sem um futuro de tranquilidade à frente, pode colocar em xeque a realização da Finalíssima, marcada para ser disputada entre Espanha e Argentina no Estádio Lusail, em 27 de março.
Nesse contexto, Luis de la Fuente, técnico da seleção espanhola, falou à Rádio Nacional do seu país e foi questionado sobre a partida que tem gerado tantas controvérsias desde 2024, entre o calendário europeu lotado e a clara relutância, dos próprios técnicos, em realizá-la poucos meses antes da Copa do Mundo de 2026.
O treinador, campeão da Eurocopa, ofereceu detalhes sobre a situação em torno de uma partida que já tinha esgotado seus 89 mil ingressos.
— Sabemos que conversas e negociações estão em andamento. A prioridade, obviamente, é que a sociedade ponha fim ao conflito. Agora, como eles já estão envolvidos e não sabemos quanto tempo isso vai durar, estão tentando encontrar uma solução — explicou o treinador, com certa hesitação.
No entanto, as poucas palavras que dedicou ao assunto foram suficientes para concluir que a tão aguardada partida não corria o risco de ser adiada, pelo menos por enquanto. De la Fuente insinuou que uma alternativa estava sendo considerada pelos organizadores:
— Até que possa ser disputada lá, a solução, pelo que entendi, seria encontrar outro local, se possível.
Enquanto alguns se mostram otimistas e esclarecem que a decisão do Catar é provisória devido ao início dos bombardeios ocorridos nas últimas horas, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país aliado de Israel, pareceu simultaneamente descartar qualquer garantia e afirmar que as operações militares contra o Irã poderiam durar pelo menos “quatro semanas”.
A Finalíssima está marcada para 27 de março há alguns meses, antes da escalada de tensão que culminou nos ataques, então o prazo estipulado por Trump pode comprometer a realização da partida. Diante deste cenário, Luis de la Fuente foi perguntado diretamente em entrevista à Rádio Nacional sobre as intenções da partida ser mantida.
— Eu entendo, acredite, que sim, a ideia é manter essa data e a partida. Acho que é para aí que todas as negociações estão caminhando, por parte das pessoas que estão trabalhando nisso, claro, em todos os níveis — concluiu o ex-jogador de 64 anos.
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Mansoureh Khojasteh, viúva do líder supremo do Irã Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira, devido aos ferimentos causados pelos bombardeios de sábado nos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel ao país persa. As ações culminaram no assassinato do aiatolá, seus filhos e sobrinha. Khojasteh tinha 79 anos e estava internada, em coma, desde então. A informação foi confirmada nesta segunda por autoridades iranianas.
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Mansoureh conheceu Ali Khamenei em uma cerimônia privada em 1964. Eles se casaram no ano seguinte. Junto, o casal teve quatro filhos e duas filhas, sendo eles, em ordem, Mostafa, Mojtaba, Masoud, Meysam, Boshra e Hoda.
Sempre com um perfil discreto mantido durante todo o período de liderança do marido, Mansoureh raramente aparecia em público. Ela nasceu em uma família religiosa em Mashhad, a segunda maior do Irã. Ela era filha de Mohammad Esmaeil Khojasteh Bagherzadeh, um famoso empresário da região.
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Após a confirmação da morte de Mansoureh, fragmentos de uma antiga entrevista, que teria sido concedida por ela e publicada em 1993 traz alguns poucos detalhes sobre a vida de casada com o líder supremo do país. Entre os assuntos abordados estavam o dia a dia na casa da família, com os quatro filhos tendo nascido antes da Revolução Iraniana, que derrubou o Xá Reza Pálavi, e as duas filhas depois da mudança de governo.
Ali Khamenei foi preso seis vezes por protestar contra o governo do Xá. Segundo a entrevista de Mansoureh, ela o visitou na prisão. O aiatolá ainda foi obrigada a deixar o Irã por seis anos ao ser exilado.
Em comunicado à televisão estatal iraniana, o clérigo recém-eleito, Alireza Arafi, afirmou que a nomeação de um novo líder supremo do país será feita “rapidamente”. A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros, um grupo formado principalmente por clérigos, escolherá um substituto para o líder supremo, morto no sábado. Apesar das movimentações, ainda não há uma definição sobre quem irá suceder Khamenei, que ficou à frente do país por 35 anos.
Conflito se espalha
A morte de Mansoureh foi anunciada em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que se expandiu no começo desta semana, com ataques ao Líbano e Israel. Países europeus classificaram como “cegos e desproporcionados” os ataques iranianos contra países vizinhos e contra Israel — onde ao menos nove pessoas morreram, segundo serviços de emergência. A declaração ocorreu mesmo o país tendo colocado em seu radar alvos militares, como bases dos EUA, que serviram como ponto de apoio para os ataques sofridos.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em coletiva que a guerra contra o Irã foi projetada para durar de “quatro a cinco semanas”, mas que pode “ir muito além”. Até a manhã desta segunda-feira, mais de 550 mortes haviam sido confirmadas em solo iranianos, além de mais de 740 feridos, segundo a Crescente Vermelho, organização humanitária que atua em países muçulmanos. Já Israel matou 52 pessoas e deixou mais de 150 feridos no Líbano, expandindo o conflito para a região.
No domingo, França, Alemanha e Reino Unido declararam que estão prontos para adotar “ações defensivas necessárias e proporcionadas” contra o Irã e não comentaram sobre o número de mortos nos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel, seus aliados.
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Em meio à escalada, Washington confirmou as primeiras mortes de soldados americanos na operação contra o Irã, baseados no Kuwait. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, por sua vez, afirmou que Teerã não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, classificando a ação dos EUA como “ato de agressão”.
Segundo a rede al-Jazeera, os confrontos e ataques já alcançaram Irã, Israel, Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Em muitos casos, os projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea, mas ainda assim houve mortos, feridos e danos à infraestrutura civil e militar.
Dez panamenhos foram detidos no sábado em Cuba e são acusados de serem “autores de atos de propaganda” contra o governo, informou nesta segunda-feira o Ministério do Interior (Minint). A detenção ocorreu três dias depois de guarda-costas cubanos interceptarem, na quarta-feira, uma lancha procedente dos Estados Unidos com dez pessoas armadas a bordo, que tentavam se infiltrar no país “com fins terroristas”, em meio ao aumento das tensões com Washington.
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Os panamenhos detidos entraram em Cuba “com o propósito de confeccionar cartazes com conteúdos de caráter subversivo contrários à ordem constitucional”, afirmou o Minint em comunicado divulgado pela televisão cubana.
O ministério destacou que os envolvidos “reconheceram ser os autores dos fatos” ocorridos em Havana na madrugada de sábado.
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Segundo as investigações, que ainda estão em andamento, “uma vez cumprido o objetivo, eles deveriam deixar o país e, ao retornar ao Panamá, receberiam uma quantia em dinheiro que, de acordo com suas primeiras declarações, varia entre 1.000 e 1.500 dólares para cada um”, informou o Minint.
Um policial de Jacksonville foi preso acusado de falsificar mais de 200 horas de trabalho extra (overtime) e receber ilegalmente mais de US$ 14 mil (cerca de R$ 72,5 mil, na cotação atual) em pagamentos indevidos, informou o xerife T.K. Waters em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
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Segundo a investigação, o oficial Christian R. Madsen, de 31 anos, chegou a registrar horas extras que coincidiram com períodos em que ele estava na residência da chefe da divisão de patrulha, Jaime Eason, com quem mantinha um relacionamento romântico, disse Waters.
O xerife explicou que a denúncia sobre o suposto esquema chegou ao conhecimento da unidade de integridade em 12 de fevereiro, e a apuração concentrou-se no período de 1º de dezembro de 2025 a 7 de fevereiro de 2026.
— Iniciamos a apuração há cerca de três semanas e descobrimos que ele havia viajado até a casa dela durante essas horas extras, e havia um relacionamento. Foram necessárias três semanas de trabalho intenso dos detetives para construir um caso forte e trazê-lo à justiça, afirmou Waters.
Madsen enfrenta três acusações de crime grave: furto qualificado, fraude organizada e má conduta oficial, todas de terceiro grau. Ele foi suspenso do cargo, e a promotoria busca sua demissão definitiva da corporação.
O xerife ressaltou que a política do escritório proíbe que funcionários que se tornam relacionados romanticamente permaneçam em posições que gerem conflitos de interesse, e exige notificação imediata à supervisão para mitigar riscos à agência. Até o momento, Waters disse que não há evidências de que Eason tenha aprovado ou autorizado diretamente as horas extras falsificadas pelo oficial.
Após uma conversa com Waters, Jaime renunciou ao cargo de chefe da divisão de patrulha e agora passa por um processo administrativo interno, segundo a autoridade. O xerife enfatizou que casos do tipo prejudicam a confiança pública e que a investigação do departamento continuará a buscar transparência e responsabilidade dentro da agência.
Diversas empresas privadas em Cuba realizaram suas primeiras importações de combustível em meio à escassez na ilha, causada pela pressão dos Estados Unidos, confirmaram fontes à AFP nesta segunda-feira. Washington, que impõe um embargo energético de fato contra Havana, declarou na semana passada que autorizaria a venda de petróleo e gás para Cuba, desde que as empresas garantam que o combustível seja destinado a cidadãos e empresas privadas.
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O proprietário de uma empresa privada cubana disse à AFP, sob condição de anonimato, que realizou a primeira importação de um contêiner ISO (um contêiner usado para transportar combustível) dos Estados Unidos. O empresário, que atua na distribuição atacadista de alimentos, disse que o contêiner ISO chegou no final da semana passada ao porto cubano de Mariel, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Havana, e que ele já o transportou para a capital para começar a utilizá-lo.
“Já posso usar”, comentou, acrescentando que estão trabalhando para “garantir o próximo” carregamento de outro contêiner, depois que a ilha comunista, pela primeira vez em quase 70 anos, autorizou a importação de combustível por canais privados no início de fevereiro. “Não podemos funcionar sem combustível”, declarou.
Segundo Oniel Díaz, consultor do setor privado cubano, pelo menos dois clientes de sua empresa também importaram combustível para a ilha.
— Temos dois clientes que já importaram contêineres ISO com combustível — disse Díaz, mas insistiu que isso não significa que “todos” [empresas privadas] possam recorrer a esse método para lidar com a escassez de combustível, devido a desafios logísticos e financeiros.
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A crise energética que Cuba já enfrentava se agravou em janeiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou os carregamentos de petróleo da Venezuela para a ilha após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais americanas.
Embora Washington tenha agora flexibilizado seu veto às exportações de petróleo para Cuba, incluindo o petróleo venezuelano, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a ilha precisa mudar “drasticamente” e culpou seus líderes pela crise econômica e energética que assola a nação caribenha. Rubio alertou, contudo, que as sanções seriam restabelecidas caso o petróleo acabe nas mãos de empresas controladas pelo governo ou instituições militares, que dominam a economia da ilha.
— Cuba precisa mudar. Precisa mudar drasticamente, porque essa é a sua única chance de melhorar a qualidade de vida de seu povo — disse o secretário dos EUA a jornalistas.
Diante dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã ocorridos desde o sábado (28), as tensões e a escala de violência espalharam pelo Oriente Médio. Desde então, o espaço aéreo e viagens por mar sofreram cancelamentos e alterações. Entre os serviços afetados está o cruzeiro MSC Euribia, confirmou a Reuters com a MSC, empresa responsável pela embarcação.
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De acordo com a agência de notícia, nesta segunda-feira (2), um porta-voz da MSC Cruises afirmou que a embarcação seguirá no porto de Dubai de acordo com orientações das autoridades militares regionais dos Estados Unidos, um dos países responsáveis pela escalada dos ataques na região.
“Estamos em contato ativo com embaixadas e ministérios das Relações Exteriores para garantir que tenham as informações relevantes sobre seus cidadãos a bordo e para entender quaisquer planos de repatriação que estejam sendo desenvolvidos”, afirmou o porta-voz à Reuters.
As atividades a bordo do navio seguem normalmente, apesar da suspensão do roteiro que previa paradas no Catar e no Bahrein, informaram agências internacionais.
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Procurada pela reportagem do GLOBO, a MSC Cruzeiros, braço da empresa no Brasil, não respondeu sobre as questionamentos acerca da suspensão do itinerário da viagem.
O navio MSC Euribia tem capacidade para mais de 6 mil passageiros e cerca de 1,5 tripulantes. No site da empresa consta que a embarcação recebeu esse nome em referência à “antiga deusa Euríbia, que controlava os ventos, o clima e as constelações para dominar os mares”. O navio ainda conta com “inúmeras obras de arte originais e, pela primeira vez, o casco em si é uma obra-prima visual”, destaca a MSC em seu site.
No site há a opção de compra de pacote para a próxima viagem, programada, até o momento, para ocorrer em no próximo dia 11. O itinerário prevê três noites do mar, com partida de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, passando por Dubai, também no país, e pela costa do Catar. Entre as opções de viagem estão reserva antecipada a partir de R$ 2.146 por adulto, desde que com pacote a partir de uma pessoa, passando a R$ 2.626 por pessoa em caso da opção com bebidas inclusas.
A embarcação oferece, entre os atrativos, quatro piscinas, “incluindo um dos maiores e mais complexos parques aquáticos dos mares”, destaca a empresa; a principal com 1.700 metros quadrados. Há ainda espaço para compras com leque de lojas, spa, opções de restaurantes, incluindo de gastronomias locais. Crianças e adolescentes têm à disposição espaços especiais e programações voltadas de acordo com a faixa etária.
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Pelo menos 175 pessoas, a maioria provavelmente crianças, morreram em um ataque a uma escola primária feminina no sul do Irã, na cidade de Minab, próxima ao estratégico estreito de Ormuz, no último sábado, informaram autoridades de saúde e a mídia estatal iraniana. Autoridades do país afirmam que o bombardeio fez parte da operação lançada no sábado por Israel em cooperação com os Estados Unidos, mas o exército israelense negou a acusação. Até o momento, não há autoria confirmada do ataque e nem explicação oficial sobre o incidente. Diversos vídeos e fotos verificados pelo New York Times mostraram que pelo menos metade da escola de dois andares foi destruída na explosão.
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A escola fica ao lado de uma base naval pertencente à força militar mais poderosa do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Imagens de satélite analisadas pelo Times mostram que, em 2013, o prédio da escola fazia parte da base. Estradas davam acesso a outras áreas da base e ligavam o prédio da escola atingido no sábado. Mas, em setembro de 2016, imagens de satélite mostram que o mesmo prédio havia sido isolado por muros e não estava mais conectado à base.
Dezenas de pessoas morreram em ataque a uma escola no sul do Irã
Atacar intencionalmente uma escola, hospital ou outra estrutura civil é um crime de guerra, e ataques indiscriminados também violam a lei. Mesmo que as escolas sejam usadas para fins militares, a lei exige que as partes armadas evitem ou minimizem os danos a civis e à infraestrutura civil, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Citando, em parte, o ataque à escola, o Centro para Civis em Conflito (Center for Civilians in Conflict), uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington dedicada a minimizar os danos a civis em guerras, pediu no domingo “desescalada imediata, máxima contenção e ação urgente para proteger civis e infraestrutura civil”.
Malala Yousafzai, ativista paquistanesa pelos direitos das mulheres e a pessoa mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz, disse nas redes sociais no sábado que estava “com o coração partido e horrorizada” com o ataque. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o ataque à escola “não ficará sem resposta”.
A Unesco, agência das Nações Unidas para a educação e a cultura, condenou o ataque, afirmando em um comunicado nas redes sociais no domingo:
“O assassinato de alunos em um local dedicado ao aprendizado constitui uma grave violação da proteção concedida às escolas pelo direito internacional humanitário”.
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Outros vídeos de testemunhas compartilhados pela mídia iraniana e verificados pelo NYT mostraram colunas escuras de fumaça saindo de dois prédios dentro da base naval, indicando que ela havia sido alvo da onda de ataques israelenses e americanos de sábado. O exército israelense não respondeu aos pedidos de comentários do Times no domingo.
— Estamos cientes dos relatos sobre danos a civis resultantes de operações militares em andamento — disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, no sábado, destacando que a proteção de civis era “da maior importância”. — Levamos esses relatos a sério e estamos investigando-os.
O ataque no meio da manhã na escola Shajarah Tayyebeh foi um dos dois ataques que aparentemente atingiram escolas no sábado. Outro ataque aparentemente atingiu a Escola Secundária Hedayat na capital do Irã, Teerã, perto da Praça 72, no distrito de Narmak, segundo a mídia local e grupos de direitos humanos.
Dois estudantes morreram nesse ataque, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRNA), com sede nos EUA, que se concentra no Irã. Um porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho afirmou no sábado que quase 750 pessoas ficaram feridas e mais de 200 morreram em ataques ocorridos em 24 províncias, de acordo com informações da mídia estatal iraniana.
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As buscas por sobreviventes nos escombros da escola Shajarah Tayyebeh, no sul do país, terminaram no domingo, segundo Mohammad Radmehr, governador de Minab, conforme noticiado pela mídia estatal iraniana. Aparentemente, este foi o ataque mais mortal desde o início dos bombardeios conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no sábado.
Nas imagens compartilhadas nas redes sociais é possível ver que partes do prédio ainda se projetavam dos escombros, com fragmentos de murais coloridos visíveis no que antes eram as paredes da escola. Carteiras estavam cobertas de destroços.
Em outros vídeos verificados pelo NYT há equipes de resgate da Cruz Vermelha ao lado de famílias vasculhando desesperadamente os escombros, que estavam repletos de livros e mochilas escolares cobertos de sangue e cinzas. Num deles, equipes de resgate apareciam recuperando um braço decepado dos escombros.
As vítimas foram colocadas em sacos para cadáveres no local, onde uma multidão de pessoas se aglomerava entre ambulâncias e equipes de resgate.
— O incidente na escola de Minab não se compara a nenhum outro — disse Pirhossein Kolivand, chefe do Crescente Vermelho do Irã, em um vídeo publicado nas redes sociais no domingo, classificando o ataque como “um incidente único e amargo”. — Nem mesmo em Gaza houve um número tão grande de estudantes mortos simultaneamente.
(Com New York Times)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira que a autorização dada no dia anterior para o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos não representa a entrada formal do país na ofensiva ao lado de Israel e dos EUA, mas foi uma decisão tomada “para evitar que o Irã dispare mísseis por toda a região” e cause a morte de civis. Após a autorização, uma base aérea britânica foi atingida por um drone iraniano no Chipre e outros dois foram interceptados.
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De acordo com Starmer, o Reino Unido acatou, no domingo, o pedido dos Estados Unidos para utilizar bases britânicas com o objetivo de interceptar mísseis iranianos “ainda na origem”. Segundo ele, França e Alemanha também estariam dispostas a permitir operações americanas a partir de seus territórios, com o objetivo de neutralizar a capacidade de lançamento de mísseis do Irã.
— O Reino Unido não está em guerra — reiterou o secretário de Estado encarregado do Oriente Médio, Hamish Falconer, à BBC.
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É a primeira vez que um país da União Europeia sofre um ataque desde o início da guerra no Oriente Médio no sábado, quando bombardeios atingiram o Irã. A base de Akrotiri, território de ultramar do Reino Unido desde a independência de Chipre em 1960, é a maior da força aérea britânica fora de seu país, com mais de 3.500 trabalhadores, disponibilidade de escolas, centro médico, igrejas e outras instalações.
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O porta-voz do governo do Chipre, Konstantinos Letymbiotis, disse nesta segunda-feira que solicitará garantias ao Reino Unido de que a base atingida pelo Irã “não seja utilizada com outros fins que não sejam humanitários”. Após os bombardeios, familiares dos funcionários da base foram enviados para residências próximas como “medida de precaução”. Segundo o Ministério da Defesa britânico, a base segue com operações dentro da normalidade e com seus funcionários posicionados.
Um dos dois principais aeroportos do país, Pafos, também foi esvaziado. Cerca de sessenta voos com destino e procedência de Pafos e Lárnaca tiveram que ser cancelados.
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou nesta segunda-feira que Teerã agradece o posicionamento do governo brasileiro, que condenou a ofensiva inicial dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Segundo ele, a manifestação de Brasília demonstra valorização da soberania, da integridade territorial e dos direitos humanos.
— Nós recebemos a declaração e comunicados do governo Lula e agradecemos a condenação do ato de agressão. Acreditamos e vemos essa ação da parte do governo brasil como uma ação valorosa que dá atenção aos valores do ser humano, soberania, integridade territorial e independência dos governos — destacou.
Nekounam afirmou que o país já decidiu dar continuidade às respostas militares e que não haverá limites para as retaliações enquanto as agressões persistirem.
— Entramos nessa guerra por estarmos firmes e por ser nosso direito. Nós fomos atacados e estamos nos defendendo. Não há nenhuma limitação e restrição sobre nossas respostas e retaliações conforme os ataques da parte dos EUA e do regime sionista, nós vamos responder da mesma altura. Se formos atacados vamos responder de forma firme — afirmou o embaixador.
O diplomata também declarou que Teerã só interromperá suas ações quando houver recuo das forças americanas e israelenses.
— Até que quem nos atacou recue, continuaremos nossos atos de defesa — disse.
Nekounam classificou como “ataque criminoso” o bombardeio que, segundo ele, matou mais de 170 meninas em uma escola. O embaixador afirmou que o episódio tornou inevitável uma resposta de grande escala.
Negociações nucleares paralisadas
O diplomata disse que a retomada das negociações sobre o acordo nuclear — prevista para Viena — foi interrompida após os novos ataques. Ele acusou os EUA de usar as conversas como “farsa” e de buscar mudança do regime iraniano. Segundo ele, Teerã havia esclarecido as questões levantadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) antes da escalada militar.
Relação com o Brasil e possíveis efeitos econômicos
Nekounam afirmou que espera que a guerra não afete o comércio com o Brasil, incluindo insumos agrícolas. Ele disse que não há relatos de brasileiros entre as vítimas e que a embaixada mantém diálogo regular com o Itamaraty sobre a situação no país.
O embaixador também reforçou que os ataques iranianos têm como alvo “bases militares dos EUA e centros do regime sionista”, não os países vizinhos — um recado após queixas regionais sobre os riscos de expansão do conflito.
— Quando uma base militar é usada para atacar nosso país, claramente será atacada e terá respostas. As nossas relações com nossos países vizinhos e irmãos estão mantidas, mas, como mencionou nosso ministros de Relações Exteriores, esses países precisam pressionar os países donos dessas bases militares a desativá-las — disse.
O embaixador também afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz — corredor por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo — não foi uma surpresa para Teerã. Segundo ele, a liderança iraniana já havia avisado que qualquer ofensiva contra o país poderia desencadear uma crise de alcance regional. Para o diplomata, o bloqueio é consequência direta da decisão dos Estados Unidos e de Israel de iniciar os ataques.
O que aconteceu
O conflito começou no sábado, quando Estados Unidos e Israel realizaram uma série de bombardeios contra alvos estratégicos no Irã, alegando ameaça do programa nuclear iraniano. A ofensiva provocou um choque político imediato: o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu após ser atingido, fato confirmado pela TV estatal. Também perderam a vida o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e outros pontos da região, sinalizando que a reação não ficaria restrita ao próprio território. A troca de ataques elevou rapidamente o número de vítimas e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo, aumentando a preocupação global com o conflito.

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