Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Em uma nova ação conjunta, as Forças Aéreas de EUA e Israel lançaram um forte ataque contra um prédio da Assembleia dos Peritos em Teerã, órgão responsável por escolher o sucessor de Ali Khamenei como novo líder supremo da República Islâmica. O ataque fulminante foi apenas uma das ofensivas lançadas nesta terça-feira, quando a guerra no Oriente Médio chega ao quarto dia, sem um sinal claro de desescalada.
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe a cobertura completa
Alvos atacados e cerco a Khamenei: Infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio
A região registrou mais um dia de atividade militar intensa, com ataques direcionados às múltiplas frentes de guerra. A Guarda Revolucionária do Irã voltou a bombardear Israel, com ao menos uma ofensiva aérea deixando feridos na região central do Estado judeu. As forças iranianas também atacaram duas Embaixadas dos EUA, na Arábia Saudita e no Kuwait, o que levou Washington a ordenar a retirada de pessoal americano de 14 países na região. Veja o mapa com todos os ataques mapeados pelo GLOBO:

O Exército de Israel anunciou ataques simultâneos contra Irã e Líbano. Antes da ação conjunta contra a Assembleia dos Peritos em Teerã, os militares israelenses já haviam confirmado ataques a alvos de alto valor, como a Presidência iraniana. Uma nova onda de bombardeios também foi lançada contra Beirute e posições no sul do Líbano, onde as autoridades do Estado judeu anunciaram o começo de uma operação por terra para criar uma zona de segurança entre os dois países, diante dos ataques do Hamas. O Exército do Líbano, que não entrou em guerra com Israel, recuou a mando do governo, após o anúncio do avanço israelense.
O Hezbollah lançou novos ataques contra Israel. O movimento xiita, integrante do Eixo da Resistência e aliado do Irã, anunciou ter bombardeado um posto militar israelense em Maayan Baruch, na região da Galileia. Os ataques em toda a região continuam a provocar interrupções no tráfego aéreo e naval e pânico entre países vizinhos, que sofrem com a onda de retaliação do Irã a posições americanas.
Veja cobertura em vídeo dos ataques desta terça-feira:
Prédio do órgão que escolhe o líder supremo do Irã sofre ataque de Israel e dos EUA
Veja veículos incendiados em Ramat Gan, no centro de Israel, após nova onda de mísseis do
Israel realiza nova série de ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute
Depósito de petróleo de Fujairah, nos Emirados Árabes, é atingido por destroços de drone
Veja destruição em Teerã após quatro dias de ataques dos EUA e de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que as relações entre o país americano e o Reino Unido “já não são mais as mesmas”. A declaração de Trump vem poucos dias após uma das bases britânicas no Chipre, cedida aos EUA para ataque às instalações de mísseis do Irã, ser atingida por bombardeios iranianos.
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe tudo sobre o conflito
Vídeo: Sede da Assembleia de Especialistas, órgão que escolhe o líder supremo do Irã, sofre ataque de Israel e dos EUA
Apesar de ter ofertado uma de suas bases aos americanos, o Reino Unido reafirmava que o propósito deveria ser de defesa, não ataque. O desgaste de relação se deu em meio ao posicionamento do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que reforçou a posição do país em não participar de “ações ofensivas contra o Irã”.
— O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região — indicou o primeiro-ministro.
Ainda na entrevista, Donald Trump deu mais detalhes sobre as negociações entre os países para o uso das instalações militares. Segundo ele, Starmer “não tem cooperado” com os propósitos americanos. De acordo com o presidente americano, países como Alemanha e França — que anunciou recentemente o aumento de seu arsenal nuclear — se tornaram nações de relacionamentos “muito fortes”.
Esta não é a primeira vez que o republicano faz críticas a Keir Starmer. Na segunda-feira, Trump disse que o primeiro-ministro “demorou muito tempo” para autorizar que os EUA utilizassem a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico.
Veja: Imagens de satélite mostram danos a bases americanas após ataques do Irã no Golfo
Em paralelo às críticas, o porta-voz oficial do premier britânico, David Pares, anunciou que o país mobilizou “um nível significativo de capacidade defensiva” para o Chipre. As ações visam proteger a base britânica.
— Creio que já detalhamos diversas vezes os ativos e capacidades que mobilizamos defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para nossas bases em Chipre — afirmou.
Initial plugin text
Irã desaconselha a entrada de países europeus
Nesta terça, o Irã fez uma advertência contrária à entrada de países europeus no conflito do país com os Estados Unidos e Israel, após Alemanha, França e Reino Unido afirmarem em comunicado que poderiam tomar ações defensivas e neutralizar ataques de mísseis iranianos.
— Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra contra o Irã” — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, ao ser questionado sobre a declaração dos três países europeus.
A crise no Oriente Médio impõe ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva um duplo desafio: calibrar uma resposta diplomática e, ao mesmo tempo, evitar que a política externa se torne foco de vulnerabilidade interna a sete meses das eleições de 2026.
Segundo interlocutores que acompanham o tema em Brasília, Lula não pretende deixar esfriar o relacionamento com o presidente americano, Donald Trump — com quem deve se reunir nos próximos dias em Washington. Ao mesmo tempo, uma exposição pública favorável a Trump neste momento poderia ser interpretada como endosso às ações conduzidas por Estados Unidos e Israel, que são questionadas pela diplomacia brasileira.
O presidente planeja fazer uma viagem para os Estados Unidos neste mês, mas a visita a Washington ainda não foi confirmada.
Para integrantes do governo Lula, o cenário é “complexo e delicado”, sobretudo porque qualquer gesto pode produzir efeitos tanto na política externa quanto no debate interno. Diante do impasse, a orientação é evitar movimentos bruscos. Por isso, a avaliação de que é necessário levar o tema a “banho-maria”.
O novo foco de tensão surgiu no sábado, quando EUA e Israel atacaram o Irã em uma ofensiva que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. A operação marcou um ponto de inflexão na crise regional e desencadeou reações em cadeia no Golfo Pérsico.
No mesmo dia, o Itamaraty divulgou duas notas oficiais. Na primeira, condenou a ofensiva; na segunda, solidarizou-se com países do Golfo após os ataques do Irã.
No domingo, em entrevista ao GLOBO, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como “condenável” e “inaceitável” o assassinato de Khamenei e alertou que a crise tende a se expandir para além das fronteiras iranianas.
Integrantes do governo avaliam que, no campo comercial, o Brasil já obteve avanços relevantes após decisão da Suprema Corte dos EUA que afetou o tarifaço de Trump, reduzindo a pressão imediata por novos movimentos. Assim, não haveria razão para açodamento.
A prioridade, segundo esses interlocutores, é impedir que a política externa se transforme em vulnerabilidade eleitoral. “A política externa não pode virar vidraça contra o governo ao longo da campanha”, disse um deles. Até o momento, Lula não se manifestou sobre a crise, como costuma fazer em discursos e nas redes sociais.
Enquanto isso, a crise já se espalhou pela região. Retaliações e tensões atingem países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein, Iraque e Líbano, ampliando o risco de um conflito de alcance regional.
Ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos atingiram nesta terça-feira o prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por eleger o novo líder supremo do Irã, segundo relatos da imprensa local. Imagens divulgadas pela mídia iraniana mostram o edifício com danos severos após os bombardeios. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto no sábado em ataques realizados por forças americanas e israelenses.
Veja: Imagens de satélite mostram danos a bases americanas após ataques do Irã no Golfo
Acompanhe ao vivo: Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região
Não está claro quem estava dentro do prédio no momento da ofensiva. Sob condição de anonimato, uma fonte da Defesa israelense confirmou ao Times of Israel que a Força Aérea bombardeou um edifício na cidade iraniana de Qom onde altos clérigos estavam reunidos para eleger o novo líder supremo. De acordo com a autoridade, a Assembleia dos Peritos é composta por 88 membros, mas ainda não há confirmação sobre quantos deles estavam no local no momento do ataque.
Prédio do órgão que escolhe o líder supremo do Irã sofre ataque de Israel e dos EUA
Sem mencionar o ataque, veículos de comunicação do Irã afirmaram que Mojtaba Khamenei, filho do líder da República Islâmica morto, “está em plena saúde”. A agência de notícias Mehr escreveu que Mojtaba “acompanha neste momento questões relacionadas às famílias dos mártires, a condução dos assuntos, consultas e a análise de temas importantes do país”. Segundo filho de Ali Khamenei, Mojtaba tem sido mencionado nos últimos anos como possível sucessor do pai.
O escritório e a residência de Ali Khamenei foram bombardeados no fim de semana, ainda nas primeiras horas do início da guerra com Israel e os EUA. A mídia iraniana anunciou na segunda que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do aiatolá, morreu após passar três dias em coma. O mesmo ataque também matou Zahra Haddad Adel, esposa de Mojtaba Khamenei, uma filha e um genro de Ali Khamenei, além de um neto.
Estratégia coordenada
Os Estados Unidos e Israel vêm atacando delegacias de polícia, centros de detenção e escritórios de inteligência do Irã, além de alvos militares tradicionais, em um aparente esforço para enfraquecer as complexas e arraigadas agências de segurança do país. Para especialistas ouvidos pelo New York Times, os ataques podem fazer parte de uma estratégia para incentivar a manifestação de iranianos contrários ao regime.
— Este é claramente um dos principais objetivos desta operação: desmantelar a máquina operacional de um regime — afirmou Farzin Nadimi, analista de defesa especializado no Irã no Washington Institute for Near East Policy.
O presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, classificaram a ofensiva como uma “oportunidade histórica” para que os iranianos derrubem seu governo. Eles ofereceram poucas explicações públicas sobre como uma população civil desarmada poderia fazer isso diante de um aparato de forças de segurança fortemente armado.
Ainda não está claro se os ataques encorajarão os iranianos a tentar derrubar o governo. Mesmo assim, analistas dizem que atingir delegacias locais e centros de detenção — locais onde dezenas de milhares de manifestantes e dissidentes foram mantidos ao longo de ondas de protestos antigoverno no Irã — terá um peso simbólico para muitos iranianos.
As Forças Armadas de Israel, por sua vez, deram sinais contraditórios sobre suas intenções. O tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, afirmou na terça-feira que Israel estava “agindo contra ameaças militares e terroristas aos nossos civis”. Mas acrescentou: “Estamos mirando o aparato de segurança iraniano, que também inclui elementos relevantes para a repressão do povo iraniano”.
Entre esses alvos, segundo Shoshani, está a Basij, uma milícia à paisana afiliada à força militar mais poderosa do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica. A Basij, estimada em cerca de um milhão de integrantes, desempenhou papel central na repressão a protestos anteriores e auxiliou na repressão brutal às manifestações nacionais que começaram em janeiro e deixaram milhares de mortos.
O Exército israelense divulgou um vídeo mostrando um ataque de grande intensidade contra o que afirmou ser o quartel-general da unidade Thar-Allah, da Guarda Revolucionária, na capital Teerã, que no passado foi uma das principais forças encarregadas de defender o governo e instituições estatais. Vídeos gravados em Teerã e verificados pelo New York Times mostram montes de escombros ao redor dos restos destruídos de uma delegacia próxima à Praça Nilufar, na região central da cidade.
Outras imagens verificadas pelo jornal mostram danos em outra delegacia no centro de Teerã no início desta semana. Grande parte do sistema de segurança iraniano está profundamente enraizada nas cidades, e ataques americanos e israelenses contra esses locais trazem alto risco de mortes de civis. Alguns ativistas de direitos humanos também expressaram preocupação de que ataques a instalações de segurança possam colocar em perigo pessoas detidas ali.
Em atualização.
Um buraco que se abriu no gramado de um campo de golfe na Inglaterra revelou um porão de vinhos do século XIX escondido sob o terreno. A descoberta ocorreu no Davyhulme Park Golf Club, na Grande Manchester, e foi relatada pelo jornal britânico The Telegraph. O achado foi feito na manhã de segunda-feira pelo subchefe de manutenção do campo, Steve Hopkins, enquanto ele realizava reparos no buraco 13 — conhecido, por coincidência, como “as adegas”. Segundo contou ao jornal, o solo cedeu repentinamente durante o trabalho.
Leia também: restos humanos encontrados em carro submerso podem encerrar mistério de mãe desaparecida há 22 anos nos EUA
‘Funcionária do mês’: com direito a crachá, labrador ‘trabalha’ em loja de ferragens na Califórnia
“Eu estava voltando para as instalações de manutenção do campo de golfe e notei uma pequena cratera no tee do buraco 13, o que não é incomum; pensamos que fosse apenas um dreno que desabou,” afirmou. “Mas, conforme comecei a cavar, esse vazio simplesmente se abriu.”
Hopkins utilizou uma escavadeira para ampliar a área afetada e encontrou o que parecia ser uma estrutura de tijolos. Ao iluminar o interior com uma lanterna, percebeu tratar-se de um antigo porão. “Peguei minha lanterna, dei uma olhada e vi que era uma adega.”
O espaço pertencia originalmente à Davyhulme Hall Manor House, demolida em 1888, e permaneceu desconhecido por décadas. Imagens feitas no local mostram garrafas escurecidas espalhadas entre os tijolos e entulhos, além de uma possível segunda entrada que estava vedada.
“Provavelmente, sou a primeira pessoa em mais de um século a examinar a adega. Acreditamos que sejam garrafas de vinho e vinho do Porto, pois estão todas deformadas. Não são garrafas novas, então devem ter sido sopradas à mão.”
Adega com garrafas do século XIX é descoberta sob campo de golfe em Manchester
Reprodução
Apesar da coincidência com o nome do buraco 13, Hopkins ressaltou que a descoberta não tem relação com a denominação da área. Ele também lembrou que não é a primeira vez que um afundamento no campo leva a uma revelação histórica.
“Há dois ou três anos, tivemos o mesmo problema no segundo fairway. Quando escavamos, encontramos um poço de 9 metros de profundidade, que acreditamos ser onde ficavam os estábulos da mansão.”
De acordo com Jane Wilson, secretária assistente do clube, cerca de 40 garrafas foram encontradas intactas, em diferentes cores, mas nenhuma ainda continha bebida.
“O formato das garrafas sugere que elas já contiveram vinho, champanhe e vinho do Porto. Infelizmente, todas as garrafas estão abertas e vazias, e nenhum rótulo sobreviveu.”
Especialistas ouvidos por The Telegraph levantaram hipóteses para explicar o estado das garrafas. Charles Insley, professor sênior de História na Universidade de Manchester, afirmou que “não é impossível que as pessoas tenham bebido as garrafas” quando a mansão foi demolida. “Eu não descartaria a possibilidade de que estivesse bêbado.”
Química Luciana Carvalho, da Universidade de Oxford, sugeriu que o esvaziamento pode ter ocorrido ao longo do tempo, devido à deterioração das rolhas
Reprodução
Já a química Luciana Carvalho, da Universidade de Oxford, sugeriu que o esvaziamento pode ter ocorrido ao longo do tempo, devido à deterioração das rolhas.
“Mesmo quando uma garrafa permanece lacrada, a rolha não é uma barreira perfeita para sempre. Ao longo de décadas, a própria rolha e a interface rolha-vidro podem permitir uma lenta troca gasosa e pequenas perdas de líquido. Com o tempo, esse tipo de vazamento lento e evaporação pode fazer com que as garrafas pareçam vazias.”
O golfe é praticado na propriedade desde 1844, quando Robert Henry Norreys herdou a mansão e as terras. Os clubes masculino e feminino teriam sido estabelecidos na década de 1860, o que faz do Davyhulme Park um dos mais antigos da Inglaterra. Toda a estrutura original, no entanto, foi demolida em 1888, após a propriedade ser colocada à venda sem encontrar comprador.
Os primeiros militares americanos a morrer no conflito entre os Estados Unidos e o Irã foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro de operações improvisado em um porto civil no Kuwait no domingo, disse à CNN uma fonte a par do ocorrido. Na tarde de segunda-feira, o número de mortos no ataque ao porto de Shuaiba subiu para seis, anunciou o Comando Central dos EUA, após a recuperação dos restos mortais de outros dois militares.
Veja: Imagens de satélite mostram danos a bases americanas após ataques do Irã no Golfo
Acompanhe ao vivo: Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região
Inicialmente, o órgão americano havia informado que três militares tinham sido mortos, sem especificar o local do ataque. Também na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a ofensiva que matou os oficiais atingiu um “centro de operações táticas fortificado”, mas que “um” projétil conseguiu ultrapassar as defesas aéreas. Antes, a imprensa americana havia informado que o episódio teria ocorrido após um ataque com drone.
A fonte familiarizada com o caso, no entanto, disse que o ataque ocorreu pouco depois das 9h e que houve um impacto direto no centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios no interior. A ofensiva foi feita rapidamente e sem qualquer aviso. Nem mesmo sirenes que pudessem alertar as tropas para evacuar ou se abrigar em um bunker foram acionadas. Horas após o ataque, ainda havia focos de incêndio em partes do prédio.
Uma imagem de satélite feita na manhã de domingo mostrou um prédio no porto em chamas e uma fumaça escura subindo ao céu. O interior do centro de operações improvisado ainda estava enegrecido, e as paredes haviam sido projetadas para fora pela explosão, com algumas partes se desprendendo da estrutura. Como o prédio ainda queimava em alguns pontos horas depois do ataque, a recuperação dos demais militares levou tempo, afirmou a fonte.
Com ataques às monarquias do Golfo: Irã eleva custo da guerra à região e impõe escolhas difíceis aos vizinhos
Em nota, o Comando Central afirmou que a instalação foi atingida “durante os ataques iniciais do Irã” e confirmou que as forças americanas “recentemente recuperaram os restos mortais de dois militares anteriormente desaparecidos” no local. Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
As Forças Armadas americanas ainda não identificaram os militares mortos no domingo porque as famílias ainda estão sendo notificadas. As seis mortes, porém, são as primeiras em combate na operação militar contra o Irã iniciada na madrugada de sábado — e tanto Hegseth quanto o líder dos EUA, Donald Trump, afirmaram que é provável que haja mais baixas nos próximos dias. Segundo um porta-voz do Comando Central, ao menos 18 militares estão gravemente feridos.
— [Eles são] o melhor que a nossa nação tem a oferecer. [São] verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado — disse a jornalistas o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, na segunda-feira. — Nossas mais profundas e sinceras condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos.
Desde o início dos ataques americanos e israelenses contra o Irã, no sábado, a República Islâmica atingiu ao menos seis instalações militares e embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio, provocando a destruição ou danos significativos a estruturas estratégicas, incluindo prédios de comando, equipamentos de comunicação por satélite, hangares de aeronaves e áreas portuárias. Vídeos e imagens de satélite verificados pela imprensa mostram bases americanas no Bahrein, no Kuwait, no Iraque e nos Emirados Árabes Unidos atingidas.
Com ataques às monarquias do Golfo: Irã eleva custo da guerra à região e impõe escolhas difíceis aos vizinhos
Acompanhe ao vivo: Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região
No Bahrein, o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA, em Manama, foi atacado com mísseis e drones. Vídeos mostram explosões nas proximidades da instalação, enquanto imagens de satélite feitas no domingo apontam a destruição de dois terminais de comunicação via satélite e danos extensos a edifícios de grande porte dentro do complexo.
Imagens divulgadas pela Fars, afiliada à Guarda Revolucionária, mostram uma série de foguetes explodindo contra alvos à distância. Segundo a agência, o ataque com drones e mísseis destruiu um prédio de comando e Estado-Maior dos EUA na região de Sheikh Isa, no Bahrein, e provocou explosões em tanques de combustível. Washington ainda não comentou os relatos. Mais cedo, fumaça era vista saindo de uma base naval americana no país.
No Kuwait, entre os alvos atingidos estão um importante quartel-general naval, campos militares formais dos EUA, bases aéreas que abrigam forças americanas e uma área recreativa naval. Na base aérea Ali al-Salem, imagens de satélite captadas no domingo mostram o colapso dos telhados de estruturas em diferentes pontos da instalação. Dois abrigos de aeronaves foram destruídos e outros dois sofreram danos. Também há registros de uma área danificada próxima à pista sul, além de impactos em prédios localizados na parte sul da base.
Na base aérea Ali al-Salem, imagens de satélite captadas no domingo mostram o colapso dos telhados de estruturas
Planet Labs
No Iraque, a base militar situada no Aeroporto Internacional de Erbil, que abriga forças americanas, foi alvo de ataques ao longo de sábado e domingo. Vídeos e fotos verificados mostram colunas de fumaça e chamas na direção da instalação. Até a manhã de domingo, imagens de satélite indicavam que quatro estruturas em uma pequena seção da base haviam sido danificadas ou destruídas. Incêndios continuaram ativos no local nas primeiras horas de segunda-feira.
Nos Emirados Árabes Unidos, imagens de satélite do Porto de Jebel Ali, em Dubai, mostram uma coluna de fumaça saindo de uma grande estrutura localizada dentro de uma área recreativa da Marinha dos EUA cercada. Embora não seja uma base militar formal, o porto é um dos mais movimentados pontos de escala da Marinha americana.
Imagem de satélite mostra antes e depois do porto de Jebel Ali, em Dubai; fumaça pode ser vista após ataque iraniano, em 1º de março de 2026
Planet Labs PBC/AFP
Nesta terça-feira, a embaixada americana no Kuwait disse estar fechada “até novo aviso”. Em publicação nas redes sociais, a representação diplomática citou “tensões regionais em curso” e informou que cancelou “todos os atendimentos consulares regulares e de emergência”. Um dia antes, o Departamento de Estado dos Estados Unidos instou americanos em várias partes do Oriente Médio a deixar a região imediatamente por meios comerciais devido a “riscos de segurança”.
Também nesta terça-feira, a Missão dos EUA na Arábia Saudita emitiu um alerta para que pessoas permaneçam em abrigo em Jidá, Riad e Dhahran, e informou que vai limitar viagens não essenciais a quaisquer instalações militares na região. O Ministro da Defesa do país confirmou que a embaixada americana em Riad foi atacada por dois drones, acrescentando que a ofensiva resultou em “um incêndio limitado e danos materiais leves ao edifício”. À rede NewsNation, o presidente Donald Trump disse que Washington irá retaliar “em breve”.
Após aumento de ameaças: EUA pedem que americanos deixem mais de 12 países do Oriente Médio
Ainda na Arábia Saudita, imagens de satélite analisadas pela BBC mostram danos a uma grande refinaria de petróleo. Fogo e marcas de queimadura podem ser vistas ao redor das torres de resfriamento na área central da refinaria, localizada no leste do país. A região abriga uma série de dutos que conectam diferentes unidades de armazenamento ao píer central do complexo, normalmente capaz de abastecer simultaneamente quatro navios-tanque.
Capacidade de defesa
Além dos danos estruturais, os ataques levantaram questionamentos sobre a capacidade de defesa aérea das instalações americanas na região. Vídeos mostram um drone iraniano Shahed, descrito por especialistas como relativamente lento, atravessando as defesas na área do quartel-general naval no Bahrein. Na Ucrânia, drones desse tipo muitas vezes podem ser abatidos com uma simples metralhadora de alto calibre.
Sistemas adicionais de defesa aérea, como THAAD e Patriot, foram deslocados para o Oriente Médio nas últimas semanas, segundo relatos, e destróieres da classe Arleigh Burke foram posicionados no Golfo e no Mediterrâneo oriental. Ainda assim, imagens e registros dos ataques indicam que mísseis e drones conseguiram atingir alvos estratégicos.
Veja vídeo: Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah
A Marinha americana deslocou cerca de uma dúzia de destróieres da classe Arleigh Burke para o Golfo e o Mediterrâneo oriental. Eles são capazes de abater drones e mísseis balísticos, e já demonstraram eficácia no Mar Vermelho contra os rebeldes houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã. Entre 2024 e 2026, os EUA interceptaram quase 400 drones e mísseis houthis. Caças americanos enviados à região também têm capacidade de interceptar drones e mísseis. Atualmente, os EUA contam com mais de 100 aeronaves de combate na área.
Mas mesmo essas capacidades significativas dificilmente serão suficientes para impedir que o Irã atinja alguns alvos com sucesso. Antes dos mais recentes ataques dos EUA e de Israel, o Irã provavelmente ainda dispunha de um arsenal de cerca de 2 mil mísseis balísticos de curto alcance. O país também possui um número ainda maior de drones de ataque unidirecional. Para especialistas ouvidos pela BBC, é improvável que os EUA disponham de unidades suficientes para proteger todas as suas bases e interesses no Oriente Médio.
(Com New York Times)
Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah, dizem fontes militares Ministro da Defesa israelense afirmou que avanço busca conter ataques do Hezbollah na fronteira, em meio à escalada regional após ofensiva conjunta de EUA e Israel contra o Irã Quarto dia de guerra: Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah, dizem fontes militares. 12 países atingidos: veja números de vítimas em cada um dos locais afetados. França, Alemanha e Reino Unido: E3 preparam ‘ações defensivas’ para proteger aliados, diz comunicado conjunto. Vítimas: ao menos 555 mortos no Irã, anuncia entidade humanitária. Guerra no Oriente Médio: entenda como problema de munição pode limitar opções de EUA, Israel e Irã
Uma operação de alta complexidade mobilizou mais de 12 bombeiros neste fim de semana, em Longview, no leste do Texas, nos Estados Unidos, após um balão de ar quente ficar preso no topo de uma torre de comunicações. Duas pessoas, um homem e uma mulher, ficaram presas no cesto da aeronave a cerca de 274 metros de altura.
O incidente ocorreu na manhã de sábado, quando equipes de emergência foram acionadas para atender à ocorrência na cidade de mais de 80 mil habitantes, localizada a cerca de 193 quilômetros a leste de Dallas. Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que o balão estava enroscado a mais de 274 metros do solo, no topo de uma das torres mais altas da região.
A operação exigiu coordenação minuciosa. Os bombeiros se posicionaram em diferentes níveis da estrutura para montar o plano de retirada. A escalada até o ponto onde estavam as vítimas levou aproximadamente uma hora. No local, a equipe forneceu cordas e cintos de segurança para que o casal pudesse deixar o cesto com proteção.
Initial plugin text
Após a transferência para a estrutura da torre, foi necessária mais uma hora até que ambos estivessem completamente estabilizados em posição segura para iniciar a descida. O retorno ao solo consumiu quase duas horas adicionais, evidenciando o grau de cautela empregado em operações verticais dessa natureza. Depois do resgate, os dois foram encaminhados a um hospital por precaução, segundo o chefe do Corpo de Bombeiros local.
Imagens e vídeos do local mostram o momento do resgate: o tecido multicolorido do balão aparece rasgado em alguns pontos e enrolado tanto no cabo-guia quanto na própria torre, enquanto o cesto permanece pendurado abaixo. Os ocupantes são vistos deixando o compartimento com o auxílio de cintos de segurança e se deslocando até a torre, onde os socorristas os aguardavam.
— Acho que eles se sentiram melhor quando colocamos os cintos de segurança neles — explica o tenente Stephen Winchell sobre o estado emocional do casal: — Ele destacou que o cesto balançava com a brisa, o que ampliava a tensão da ocorrência.
O oficial também comparou o grau de dificuldade da operação a um cenário extremo de treinamento.
— Quando ensinamos cursos de resgate com cordas, este é exatamente um dos cenários de que falamos como sendo uma espécie de “Super Bowl” do resgate com cordas — declarou.
Segundo ele, a equipe já havia discutido previamente desafios logísticos específicos daquela torre, considerando hipóteses como um balão preso em uma linha de energia ou em uma árvore.
Contudo, a ocorrência real superou as simulações teóricas.
— Só não esperávamos que hoje esses dois cenários se combinassem em um único resgate em grande altura — acrescentou.
Na segunda-feira, a Administração Federal de Aviação anunciou que irá investigar o incidente envolvendo o balão modelo Cameron Z-77, utilizada no voo que terminou com o enrosco na torre.
As Forças Armadas de Israel bombardearam a Presidência do Irã e a sede do Conselho de Segurança da nação persa nesta terça-feira, anunciaram oficialmente as fontes militares do Estado judeu, em um novo detalhamento sobre a ação conjunta com os EUA contra o principal inimigo estratégico do país. A ofensiva acontece pouco depois do Crescente Vermelho — que integra o Movimento Internacional da Cruz Vermelha — divulgar um balanço apontando que 787 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra no sábado, e que mais mil bombardeios foram lançados contra 153 cidades iranianas.
“A Força Aérea israelense atacou e desmantelou instalações dentro do complexo da direção do regime terrorista iraniano no coração de Teerã”, indicou um comunicado militar, que também confirmou que há ações simultâneas contra alvos iranianos e do movimento libanês Hezbollah.
*Matéria em atualização

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress