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Quatro pessoas morreram e duas estão desaparecidas nesta terça-feira após o desabamento de uma passarela em uma praia na cidade de Santander, no norte da Espanha, informou o serviço nacional de resgate marítimo.
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“Buscamos duas pessoas desaparecidas após caírem na água de uma passarela em El Bocal (Santander). Quatro corpos foram recuperados”, e uma pessoa foi resgatada, informou o Serviço de Resgate Marítimo em uma mensagem nas redes sociais.
Unidades marítimas e aéreas, polícia e bombeiros participam da operação de resgate. As vítimas caminhavam “em uma passarela de madeira que ligava duas pequenas falésias, e essa passarela desabou”, disse a prefeita de Santander, Gema Igual, à imprensa.
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Era “um grupo de sete jovens que veio curtir a natureza” e “se deparou com este acidente”, acrescentou a prefeita, especificando que a pessoa resgatada apresentava “aparente hipotermia” e está hospitalizada.
“Uma grande tragédia, porque era um grupo de sete jovens que veio curtir a natureza”, lamentou Igual.
Um candidato a motorista de 26 anos foi detido por suspeita de dirigir sob efeito de drogas durante o exame prático de habilitação em St. Helens, no noroeste da Inglaterra, neste domingo. A prisão ocorreu depois que policiais notaram uma falha no sistema de iluminação do veículo e, ao abordarem o carro, sentiram odor de cannabis, segundo a polícia local.
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O automóvel, com a placa de estudante (L-plates), foi parado por volta das 17h na King Street, pouco antes do término da prova. Além da luz de freio defeituosa, os agentes relataram uma condução considerada abaixo do padrão esperado. Ao ser questionado, o homem apresentou indícios de consumo de droga e foi encontrado com substância entorpecente nos bolsos.
— Parar o veículo foi necessário não apenas pela luz que representava risco, mas porque, ao conversar com o condutor, houve motivos para preocupação. Dirigir sob influência de drogas é extremamente perigoso e egoísta. Nós levamos isso muito a sério — afirmou o inspetor Simon Wilson, da Polícia Rodoviária de Merseyside.
Com base nessa constatação, a prova foi imediatamente encerrada e o candidato foi preso sob suspeita de condução sob efeito de drogas. Ele passou por procedimentos policiais e foi liberado sob investigação, aguardando possíveis desdobramentos legais.
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O veículo foi devolvido ao cuidado da mãe do candidato no centro de testes, em um episódio que a polícia descreveu como “constrangedor” para a família. Autoridades locais lembraram que campanhas como a “Operation Limit”, embora tradicionalmente intensificadas no período de festas, continuam ao longo do ano para combater a condução sob influência de álcool e drogas.
A legislação britânica prevê tolerância zero para certos níveis de drogas no organismo ao volante, independentemente da experiência do condutor. Conduzir sob o efeito de substâncias é considerado infração grave e pode resultar em multa, suspensão da licença e, dependendo da gravidade, processo criminal.
Três médicos poloneses, acusados ​​de adiar o aborto de uma mulher que acabou falecendo de choque séptico, foram condenados a penas de prisão nesta terça-feira, em um caso que provocou protestos generalizados contra as restritivas leis de aborto da Polônia. Os três receberam penas de até 18 meses de prisão, depois que um deles recebeu inicialmente uma sentença suspensa, disse Karolina Kolary, advogada da família da mulher, que considerou a sentença “apropriada e justa”.
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“Deve-se levar em conta que este foi um caso de negligência extraordinária, um desrespeito absoluto aos deveres médicos mais fundamentais e básicos”, disse ela a repórteres após uma audiência a portas fechadas. A defesa anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal. “Contestamos tanto a culpa de nosso cliente quanto a sentença imposta”, declarou um dos três advogados de defesa, Adam Gomola.
A paciente, Izabela, de 30 anos, morreu em setembro de 2021 no hospital de Pszczyna (sul da Polônia), onde havia sido internada com graves complicações relacionadas à gravidez. Os médicos se recusaram a realizar o aborto.
A tragédia ocorreu menos de um ano depois de o Tribunal Constitucional — apoiado pelo então governo nacionalista — ter decidido proibir o aborto em casos de malformação fetal grave, eliminando assim uma das últimas bases legais para o aborto no país.
A lei polonesa, em teoria, autoriza o aborto em casos de estupro, incesto ou quando a vida da mãe está em perigo. Mas ONGs e defensores dos direitos humanos afirmam que as regulamentações se tornaram tão restritivas que muitos médicos se recusam a realizar abortos por medo de processos judiciais.
No primeiro semestre de 2025, apenas 411 abortos legais foram registrados, segundo o Fundo Nacional de Saúde (NFZ). Nos últimos anos, diversas mulheres grávidas morreram em hospitais poloneses após médicos se recusarem a realizar abortos, apesar de graves complicações médicas. A morte de Izabela desencadeou uma onda de protestos em massa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que a decisão de lançar uma guerra contra o Irã — a maior no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003 — foi dos EUA, forma contradizendo seu secretário de Estado, Marco Rubio, que na véspera disse a congressistas que os americanos resolveram agir por causa de Israel. Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Trump disse que o poderio militar iraniano “foi quase todo eliminado” após quatro dias de bombardeio, e aproveitou para atacar e ameaçar países europeus que não quiseram se juntar ao conflito.
— Eles não têm Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm Força Aérea. Ela foi destruída. Eles não têm [sistemas de] detecção aérea, isso foi destruído. Os radares deles foram destruídos. E praticamente tudo foi destruído — afirmou Trump na Casa Branca, pouco antes da reunião com Merz. — Estamos indo muito bem. Temos um ótimo exército e eles estão fazendo um trabalho fantástico.
Ao contrário da guerra de 12 dias de junho passado e dos bombardeios que marcaram o final do conflito, EUA e Israel determinaram como um dos objetivos da “Operação Fúria Épica” a destruição das capacidades de ataque e defesa do Irã, incluindo equipamentos já existentes, sistemas de lançamento e defesa aérea e unidades de produção militar. Bases navais e aéreas também foram bombardeadas, assim como quartéis das Forças Armadas regulares e da Guarda Revolucionária.
Analistas veem os sistemas de defesa aérea iranianos, já abalados desde junho passado, como virtualmente inoperantes contra bombardeios e ofensivas com aeronaves de combate. Contudo, o país parece manter uma capacidade considerável para lançar mísseis, foguetes e drones ao redor do Oriente Médio, atingindo Israel e países da região, incluindo locais usados pelos americanos. Na segunda-feira, a Embaixada americana em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida.
— Incrível, eles estão atacando países que eram, você sabe, vamos chamá-los de neutros, certo? Eles conviveram juntos por muito tempo. Acho que eles foram pegos de surpresa. Eu fui pego de surpresa, e agora esses países estão todos lutando contra eles, e lutando fortemente contra eles — disse o presidente. — Vejam todos os mísseis que eles construíram, muitos já foram destruídos por nós, e muitos já foram utilizados, mas eles tinham milhares de mísseis.
Aos jornalistas, Trump disse que a decisão de atacar o Irã foi dos EUA, e não de Israel, contradizendo o que seu secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou a líderes congressistas na véspera. Segundo Rubio, o governo israelense estava determinado a atacar “com ou sem os americanos”, citando uma ameaça à sua segurança, e os EUA decidiram se unir à ofensiva para defender os interesses no Oriente Médio das retaliações iranianas.
— Eles iriam atacar se não fizéssemos nada, eles atacariam primeiro. Eu tinha certeza disso — disse o presidente. —Se alguma coisa aconteceu, talvez eu tenha forçado a mão de Israel, mas Israel estava preparado, e nós estávamos preparados, e tivemos um impacto muito, muito forte, porque praticamente tudo o que eles tinham foi destruído. Agora, o número de mísseis deles está diminuindo drasticamente.
A explicação de Rubio não convenceu muitos além da base republicana no Congresso, e o secretário de Estado retornará, ao lado de outros membros do Gabinete, como o secretário de Defesa, Pete Hegseth, para defender a guerra diante de senadores e deputados. Nos próximos dias, irá a plenário uma resolução para restringir os poderes de Trump de lançar uma guerra sem o aval do Legislativo, que deve receber votos de membros da oposição, igualmente descontentes com o ataque.
Em uma das raras intervenções, Merz disse que Berlim e Washington concordam com a derrubada do regime no Irã, e espera que o conflito “termine em breve”. Mas o republicano não poupou outros governos europeus que relutam em se juntar aos esforços de guerra ou que criticaram a intervenção, como a Espanha.
— Vamos cortar todas as relações comerciais com a Espanha, não queremos ter nada a ver com a Espanha. Aliás, também não estou nada contente com o Reino Unido — afirmou, em nova crítica ao governo liderado pelo trabalhista Keir Starmer. — Não estamos lidando com Winston Churchill.
Em sua plataforma Truth Social, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos possuem munições “ilimitadas” para travar guerras “para sempre”. Trump também acusou seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden, de não ter reabastecido o armazenamento de armas dos EUA, mas insistiu que os estoques “nunca estiveram melhores”. A publicação foi feita horas depois de um breve discurso do presidente — que aconteceu durante uma cerimônia de entrega da Medalha de Honra, na segunda-feira, na Casa Branca —, onde ele afirmou que a operação no Irã deve durar de quatro a cinco semanas, mas pode “prolongá-la por muito mais tempo”.
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“Os estoques de munições dos Estados Unidos, em nível médio e médio-alto, nunca estiveram tão altos ou melhores. Temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas”, escreveu Trump no Truth Social. “As guerras podem ser travadas para sempre e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos”, acrescentou.
No Salão Oval, durante uma coletiva de imprensa com o chanceler alemão, Friedrich Merz, nesta terça-feira, Trump voltou a criticar o governo Biden por ter entregado “muita munição de alta tecnologia” à Ucrânia, mas reafirmou que “ainda temos uma quantidade enorme”.
Os EUA, de fato, forneceram bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022. À época, o então presidente Joe Biden aprovou mais US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões, na cotação atual) em ajuda militar, que fazia parte de um pacote de segurança aprovado às pressas poucos dias antes do início do segundo mandato de Trump.
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“O sonolento Joe Biden gastou todo o seu tempo e o dinheiro do nosso país DANDO tudo para a Ucrânia. Embora tenha doado grande parte desse equipamento de ponta (GRATUITAMENTE!), não se deu ao trabalho de repor”, acrescentou o presidente americano. “Os Estados Unidos estão bem equipados e prontos para VENCER, E VENCER COM FORÇA”.
Na segunda-feira, em seu primeiro pronunciamento público após os ataques, Trump afirmou que levará “o tempo que for necessário” para destruir as capacidades de mísseis do Irã, aniquilar sua capacidade naval, impedir que o país obtenha armas nucleares e “garantir que o regime não possa continuar a armar, financiar e comandar Exércitos fora de suas fronteiras”.
— Temos capacidade para ir muito além disso. Esta era nossa última e melhor chance de atacar e eliminar as ameaças intoleráveis ​​representadas por este regime doentio. Em primeiro lugar, estamos destruindo a capacidade de produção de mísseis. Segundo, estamos aniquilando a Marinha deles, já afundamos 10 navios. Terceiro, estamos garantindo que o maior patrocinador do terrorismo no mundo jamais consiga obter uma arma nuclear — elencou Trump diante da alta cúpula militar dos EUA, na Casa Branca, durante uma cerimônia de entrega da Medalha de Honra aos veteranos que lutaram nas guerras no Vietnã e no Afeganistão.
Para Trump, os EUA têm “capacidade de prolongar por muito mais tempo” as operações no Irã do que o prazo inicial previsto de quatro a cinco semanas. Mas, de acordo com o presidente, as Forças Armadas estão adiantadas no cronograma.
Estoque de munição
Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, com bombardeios cruzados e sucessivas ondas de ataques com mísseis e drones, um fator menos visível começa a pesar nas decisões militares: o nível dos estoques de munição. Estados Unidos, Israel e Irã enfrentam, cada um à sua maneira, o desafio do consumo acelerado de armamentos, cenário que pode limitar a duração, intensidade e até os objetivos do conflito. Países do Golfo, como o Catar, também já sentem os efeitos dessa equação.
Após a guerra de 12 dias travada em junho do ano passado, EUA e Israel já haviam registrado redução significativa em seus estoques de interceptadores de mísseis balísticos. O Irã, por sua vez, tenta equilibrar sua capacidade ofensiva com uma estratégia de disparos racionados.
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Antes de Washington disparar o ataque conjunto com Israel contra o Irã, no último sábado, o principal general das Forças Armadas americanas apresentou a Trump os riscos de uma ofensiva ampla e prolongada. Entre eles, um ponto central: o nível dos estoques de munição dos EUA.
Segundo autoridades e analistas ouvidos nos Estados Unidos, o governo corre para enfraquecer rapidamente a capacidade iraniana de lançar mísseis e drones antes que seus próprios interceptadores, usados para neutralizar ataques inimigos, se esgotem.
De acordo com informações divulgadas pelo Wall Street Journal (WSJ), o volume exato desses armamentos é confidencial. No jargão do Pentágono, fala-se em magazine depth, termo que mede quantos disparos um sistema consegue sustentar antes de precisar ser reabastecido. Após anos de confrontos indiretos com o Irã e seus aliados na região, esses estoques vêm sendo gradualmente consumidos.
Desde sábado, forças americanas e aliadas intensificaram bombardeios contra lançadores de mísseis, drones e bases aéreas iranianas. Uma autoridade sênior afirmou que o objetivo do ataque preventivo foi reduzir a capacidade de retaliação de Teerã.
— Um dos desafios é que esses estoques podem acabar rapidamente — afirma Kelly Grieco, do Stimson Center, ao WSJ. — Estamos consumindo esses sistemas mais rápido do que conseguimos repor.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou com deboche ao ser perguntado se Israel havia “arrastado os EUA” para a guerra com o Irã, durante uma entrevista à rede americana Fox News, na noite de segunda-feira. A pergunta, lançada pelo popular apresentador conservador Sean Hannity, repercutia um comentário feito horas antes pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que ao ser questionado sobre qual “ameaça iminente” teria levado o governo a autorizar o ataque, citou havia tomado conhecimento sobre uma iminente ação israelense — o que, justificou, provocaria uma reação inevitável do regime dos aiatolás sobre os EUA.
— Isso é ridículo — respondeu Netanyahu na entrevista televisiva. — Donald Trump é o líder mais poderoso do mundo. Ele faz o que acha que é o certo para os EUA.
Em um momento em que a cooperação entre EUA e Israel é descrita como estreita e letal no campo de batalha, a dificuldade dos aliados estabelecerem uma retórica unificada e direta sobre a ofensiva ao Irã tem resultado em uma mensagem permeada de incongruências e ambiguidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, pareceu tentar consertar a fala de Rubio na véspera, antes de um encontro com parlamentares, e sugeriu que a ação israelense, na verdade, teria sido resultado de sua pressão.
— Acho que eles [o Irã] iriam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse — afirmou Trump a repórteres durante um encontro nesta terça com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. — Então, de certa forma, posso ter forçado Israel a agir.
*Matéria em atualização
Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região Ministro da Defesa israelense afirmou que avanço busca conter ataques do Hezbollah na fronteira, em meio à escalada regional após ofensiva Quarto dia de guerra: Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah, dizem fontes militares. Estoques limitados: entenda como problema de munição pode afetar opções de EUA, Israel e Irã. Israel bombardeia Presidência do Irã: com nova onda de ataques, número de mortos no país chega a 787. Impactos no Estreito de Ormuz e cerco a Khamenei: infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio. Ataques às monarquias do Golfo: Irã eleva custo da guerra à região e impõe escolhas difíceis aos vizinhos
Em comunicado emitido nesta terça-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que enviará helicópteros e navios de guerra para Chipre, onde uma das bases do país foi alvo de drones do Irã. Segundo Starmer, este é mais um dos esforços do que chamou de “esforço defensivo” em prol dos militares que estão na instalação britânica. A nota foi publicada na rede social X, no perfil oficial do primeiro-ministro.
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O porta-voz oficial do premier britânico, David Pares, já havia anunciado que o país havia mobilizado “um nível significativo de capacidade defensiva” para Chipre.
— Creio que já detalhamos diversas vezes os meios militares e capacidades que mobilizamos defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para nossas bases em Chipre — afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que as relações entre o país e o Reino Unido “já não são mais as mesmas”. A declaração de Trump vem poucos dias após uma das bases britânicas em Chipre, cedida aos EUA para ataque às instalações de mísseis do Irã, ser alvo dos iranianos.
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Apesar de ter cedido uma de suas bases aos americanos, o Reino Unido reafirmou que o propósito deveria ser de defesa, não ataque. O desgaste de relação se deu em meio ao posicionamento de Starmer, que reforçou a posição do país em não participar de “ações ofensivas contra o Irã”.
— O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região — indicou o primeiro-ministro.
Ainda na entrevista, Donald Trump deu mais detalhes sobre as negociações entre os países para o uso das instalações militares. Segundo ele, Starmer “não tem cooperado” com os propósitos americanos. De acordo com o presidente, países como Alemanha e França — que anunciou recentemente o aumento de seu arsenal nuclear — se tornaram nações de relacionamentos “muito fortes”.
Esta não é a primeira vez que o republicano faz críticas a Keir Starmer. Na segunda-feira, Trump disse que o primeiro-ministro “demorou muito tempo” para autorizar que os EUA utilizassem a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico.
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Irã desaconselha a entrada de países europeus
Nesta terça, o Irã fez uma advertência contrária à entrada de países europeus no conflito do país com os Estados Unidos e Israel, após Alemanha, França e Reino Unido afirmarem em comunicado que poderiam adotar ações defensivas e neutralizar ataques de mísseis iranianos.
— Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra contra o Irã” — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, ao ser perguntado sobre a declaração dos três países europeus.
Os tribunais argentinos iniciaram nesta terça-feira as audiências para determinar se a implosão de um submarino da Marinha, que matou seus 44 tripulantes em 2017, foi uma tragédia previsível e evitável, como argumentado pela acusação e pelos autores da ação no início do julgamento oral em Río Gallegos, a 2.500 km ao sul de Buenos Aires.
O caso foi uma tragédia “previsível”, sustentou o Ministério Público na abertura do julgamento. Até hoje, não foi possível esclarecer de forma conclusiva como ocorreu a tragédia.
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O afundamento “não se deveu a um fato fortuito, mas foi um desfecho previsível pelo estado da embarcação, que tornou o naufrágio possível”, afirmou o Ministério Público no julgamento contra quatro ex-oficiais da Marinha.
Relatórios indicaram que o prazo recomendado de 26 meses para o reparo havia sido excedido e que a deterioração representava “um risco maior à integridade física da tripulação”.
— Vamos provar que essas mortes eram evitáveis; eles foram enviados para a morte — disse a advogada Valeria Carreras, representando 34 famílias, ao entrar na audiência.
Os destroços do submarino foram localizados um ano após o desaparecimento, e permanecem a mais de 900 metros de profundidade, a cerca de 500 quilômetros da costa da província de Santa Cruz. O julgamento ocorre na capital, Río Gallegos.
A embarcação havia partido sete dias antes de seu desaparecimento do porto de Ushuaia e retornava à base em Mar del Plata. Em 15 de novembro de 2017, comunicou uma falha elétrica e um princípio de incêndio. Foi o último contato.
As operações de busca mobilizaram dezenas de países e mantiveram sob pressão a sociedade argentina e o governo do então presidente Mauricio Macri.
Na entrada do tribunal, uma bandeira argentina, colocada anonimamente, exibe os rostos das 44 vítimas com a legenda “honra e glória aos nossos heróis em patrulha eterna”, a única alusão ao caso em uma cidade desolada e indiferente ao julgamento que ali ocorre.
‘Os ninguém’
Nenhum dos familiares das vítimas, 43 homens e uma mulher, compareceu à abertura do julgamento, que foi transmitida pelo YouTube.
— Eles não conseguem nem pagar as fotocópias, quanto mais uma passagem aérea e hospedagem. O mais importante é ter chegado ao julgamento — afirmou à AFP a advogada Valeria Carreras.
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Reprodução
— São pessoas sem poder, dinheiro nem sobrenome influente; sentiram-se os ‘ninguém’ nestes oito anos, por isso há muita expectativa. A visibilidade é importante para que o esquecimento e o tempo não sejam cúmplices da impunidade — acrescentou.
As penas previstas — de um a cinco anos de prisão — contrastam com a dimensão da tragédia. As acusações envolvem suspeitas de falhas administrativas, de manutenção e de segurança.
— Foi uma tragédia evitável, mas é malvisto na Marinha dizer ‘tenho medo’, ‘há riscos’; existe uma cultura de silêncio — afirmou Carreras.
Segundo ela, a instituição “foi a força de maior hermetismo durante a ditadura” (1976-1983).
Os réus respondem por descumprimento e omissão de deveres e por desastre culposo agravado. Eles aguardam o julgamento em liberdade. São eles: o ex-chefe do Comando de Adestramento, Luis López Mazzeo; o ex-comandante da Força de Submarinos, Claudio Villamide; o ex-chefe do Estado-Maior do Comando de Submarinos, Héctor Alonso; e o ex-chefe de Operações, Hugo Correa.
Em 2021, um Conselho de Guerra destituiu Villamide por negligência e aplicou prisão disciplinar de até 45 dias a outros oficiais por ocultação de informações.
‘Invisibilizar’
A Justiça rejeitou pedido do advogado Luis Tagliapietra — pai de Alejandro, morto no submarino aos 27 anos — para que o julgamento fosse realizado em Mar del Plata, onde viviam os tripulantes.
Na cidade, familiares realizaram protestos em frente a prédios da Marinha durante as buscas e após a confirmação da localização dos destroços.
Os parentes também denunciaram terem sido alvo de espionagem. Em investigação paralela, Mauricio Macri chegou a ser indiciado, mas o caso foi arquivado pela Suprema Corte argentina em 2025.
— Levando o debate para Río Gallegos, tão distante de Buenos Aires, buscam invisibilizar a tragédia — afirmou Tagliapietra, que representa cerca de vinte familiares.
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A realização do julgamento em Río Gallegos foi determinada pela Câmara Federal de Cassação Penal.
— Este é o primeiro processo; ainda não terminou a investigação sobre os demais responsáveis na linha de comando que chega até Macri — declarou o advogado, ao mencionar que ainda precisam ser analisadas “67 mil fotografias e horas de vídeo”.
Carreras, por sua vez, afirmou confiar que mais de 90 testemunhas apresentem provas nesta fase. Na etapa de instrução, disse, “a muitos falhou a memória; agora isso pode mudar”.
O julgamento
As audiências ocorrerão em blocos de quatro dias consecutivos, com intervalo de uma semana entre cada etapa.
A principal hipótese é que uma falha em válvula tenha permitido a entrada de água no compartimento de baterias, provocando um incêndio seguido de explosão. Para confirmar essa tese, seria necessária a reflutuação dos destroços — uma operação considerada milionária.
“É muito difícil condenar alguém por um crime quando não se sabe realmente o que aconteceu. O julgamento pode terminar em absolvição”, afirmou Tagliapietra.
“Houve muitas falhas antes do afundamento; os comandos em terra não tomaram decisões adequadas, mas ainda não sabemos por que afundou”, disse. “Há resignação entre os familiares. Eu continuo lutando; é a promessa que fiz ao meu filho.”
Em uma nova ação conjunta, as Forças Aéreas de EUA e Israel lançaram um forte ataque contra um prédio da Assembleia dos Peritos em Teerã, órgão responsável por escolher o sucessor de Ali Khamenei como novo líder supremo da República Islâmica. O ataque fulminante foi apenas uma das ofensivas lançadas nesta terça-feira, quando a guerra no Oriente Médio chega ao quarto dia, sem um sinal claro de desescalada.
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A região registrou mais um dia de atividade militar intensa, com ataques direcionados às múltiplas frentes de guerra. A Guarda Revolucionária do Irã voltou a bombardear Israel, com ao menos uma ofensiva aérea deixando feridos na região central do Estado judeu. As forças iranianas também atacaram duas Embaixadas dos EUA, na Arábia Saudita e no Kuwait, o que levou Washington a ordenar a retirada de pessoal americano de 14 países na região. Veja o mapa com todos os ataques mapeados pelo GLOBO:

O Exército de Israel anunciou ataques simultâneos contra Irã e Líbano. Antes da ação conjunta contra a Assembleia dos Peritos em Teerã, os militares israelenses já haviam confirmado ataques a alvos de alto valor, como a Presidência iraniana. Uma nova onda de bombardeios também foi lançada contra Beirute e posições no sul do Líbano, onde as autoridades do Estado judeu anunciaram o começo de uma operação por terra para criar uma zona de segurança entre os dois países, diante dos ataques do Hamas. O Exército do Líbano, que não entrou em guerra com Israel, recuou a mando do governo, após o anúncio do avanço israelense.
O Hezbollah lançou novos ataques contra Israel. O movimento xiita, integrante do Eixo da Resistência e aliado do Irã, anunciou ter bombardeado um posto militar israelense em Maayan Baruch, na região da Galileia. Os ataques em toda a região continuam a provocar interrupções no tráfego aéreo e naval e pânico entre países vizinhos, que sofrem com a onda de retaliação do Irã a posições americanas.
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