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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas por agentes do serviço secreto do Hotel Washington Hilton na noite deste sábado, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, após relatos de disparos de arma de fogo. Um suspeito está sob custódia, segundo as autoridades de segurança e o presidente republicano, que se manifestou em uma publicação nas redes sociais.
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Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o “atirador foi detido” e agradeceu a atuação do Serviço Secreto e das forças policiais. Ele escreveu ainda que os agentes “agiram com rapidez e bravura” diante da situação.
O encontro anual reúne jornalistas e autoridades em Washington e foi interrompido por um forte barulho que provocou pânico entre os presentes. Segundo a agência Associated Press (AP), uma pessoa teria realizado disparos no local. A emissora CNN informou que o presidente estava seguro.
De acordo com relatos da CBS e da BBC, o Serviço Secreto retirou Trump e a primeira-dama do palco, enquanto agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) foram posicionados no salão com armas longas apontadas para a parte posterior do ambiente.
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Imagens divulgadas mostram convidados se abaixando sob mesas e sendo retirados às pressas. Entre os presentes, o político Robert F. Kennedy Jr. foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão.
O repórter da BBC na Casa Branca, Bernd Debusmann Jr., informou que autoridades como o diretor do FBI, Kash Patel, também foram retiradas do local após relatos de cerca de cinco disparos. Testemunhas relataram momentos de pânico, com agentes gritando “tiros disparados” durante a retirada.
Em meio ao tumulto, Trump teria sido conduzido para fora do salão por agentes do Serviço Secreto enquanto participantes eram orientados a permanecer no chão. Há ainda relatos de que um suposto atirador estaria sob custódia, informação não confirmada oficialmente.
Após a retirada, parte dos convidados e jornalistas permaneceu em confinamento no salão principal do hotel.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado que renunciará ao seu mandato como deputado após a sua coalizão ter sofrido uma derrota eleitoral contundente depois de 16 anos no poder. Orbán perdeu em 12 de abril para o conservador pró-europeu Peter Magyar, cujo partido conquistou a maioria de dois terços no Parlamento.
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Aos 62 anos, o nacionalista, que é membro do Parlamento húngaro desde a democratização do país em 1990, pediu na semana passada uma “reforma completa” de seu partido, o Fidesz.
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— Como o assento que conquistei como candidato principal da plataforma Fidesz KNDP é, na verdade, um assento parlamentar do Fidesz, decidi devolvê-lo — declarou o líder nacionalista em um vídeo publicado no Facebook. — Neste momento, não sou necessário no Parlamento, mas sim na reorganização do campo nacionalista.
Peter Magyar, que venceu as eleições com a promessa de uma “mudança de regime”, acusou Orbán de covardia.
— O ‘bravo’ lutador de rua é incapaz de uma coisa: assumir suas responsabilidades… Com um chefão da máfia [no comando], não pode haver oposição democrática — declarou Magyar no Facebook.
O novo Parlamento húngaro tomará posse em 9 de maio, quando os novos deputados prestarão juramento. Das 199 cadeiras, o partido Tisza, de Magyar, conquistou 141; o Fidesz-KDNP, de Orbán, 52. O partido de extrema direita Nossa Pátria, seis.
Palestinos na Cisjordânia e em um pequeno segmento da Faixa de Gaza votaram neste sábado para eleger prefeitos e vereadores, nas primeiras eleições desde o início da guerra no território palestino, em um pleito marcado pela baixa participação e um desânimo generalizado.
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De acordo com a Comissão Eleitoral Central (CEC), o nível de participação foi de 53,44%, enquanto na área de Deir al-Balah, em Gaza, alcançou apenas 22,70%. Nas eleições de 2022, o percentual de participação na Cisjordânia foi de 53,70%.
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— Estamos muito satisfeitos por exercer a democracia apesar dos inúmeros desafios que enfrentamos, tanto em nível local quanto internacional — disse o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
O processo foi supervisionado por diplomatas estrangeiros. Quase 1,5 milhão de pessoas estavam registradas para votar na Cisjordânia e 70 mil em Deir al-Balah, de acordo com a CEC, cuja sede fica em Ramallah. Um correspondente da AFP constatou uma participação notável de mulheres em Jericó, na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.
— Vamos eleger alguém que possa melhorar a comunidade local… coisas como água e reparos nas ruas — disse Manar Salman, professora de inglês na cidade.
Mulheres palestinas votam em al-Bireh, na Cisjordânia
Zain Jaafar/AFP
Alguns, no entanto, questionaram o momento das eleições.
— Não queríamos eleições neste momento, com a guerra em Gaza e os ataques contínuos de colonos na Cisjordânia — disse Ziad Hassan, um empresário de Dura al Qaraa.
O conflito eclodiu após um ataque terrorista lançado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, já deixou mais de 72 mil mortos, segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, que são considerados confiáveis pela ONU. Desde 10 de outubro de 2025, um cessar-fogo precário está em vigor, marcado por atos de violência quase diários.
O líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vota nas eleições municipais em Ramallah
Gabinete da Presidência da Palestina (PPO) / AFP
‘Oportunidade importante’
Na Cisjordânia, ela própria palco de uma escalada da violência por parte dos colonos israelenses, um jornalista da AFP observou baixa participação em diversas seções eleitorais. Os municípios são responsáveis por serviços essenciais, como água, saneamento e infraestrutura local, mas não detêm poderes legislativos.
Visto que não são realizadas eleições presidenciais ou legislativas desde 2006, este pleito representa uma das poucas instituições democráticas atualmente em funcionamento sob a administração da ANP.
Palestino mostra o dedo marcado após votar em uma seção eleitoral durante as eleições municipais em al-Bireh
Zain Jaafar/AFP
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Em um cenário de estagnação econômica, o governo enfrenta inúmeras denúncias de corrupção, e os doadores têm condicionado cada vez mais o seu apoio à implementação de reformas.
Segundo o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, estas eleições representam “uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos em um momento particularmente difícil”.
A União Europeia as considera um “passo importante rumo a uma maior democratização e ao fortalecimento da governança local”.
Sem listas do Hamas
A maioria das listas é formada por candidatos independentes ou está alinhada com o Fatah, o partido nacionalista e laico de Abbas, no poder desde 2005. Não há grupos vinculados ao Hamas, que controla quase metade da Faixa de Gaza.
Alguns aspirantes a candidatos alegam que não conseguiram concorrer. É o caso de Mohamad Dweikat, em Nablus. Conforme ele relatou à AFP, vários indivíduos de sua lista permaneceram detidos até que o prazo de inscrição expirasse.
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— Quer sejam candidatos independentes ou filiados a partidos, não terá nenhum efeito e nem benefício para a cidade — lamentou Mahmoud Bader, um empresário que vota em Tulkarem, no norte da Cisjordânia.
A Cisjordânia teve eleições municipais em 2017 e em 2021–2022. Em Gaza, no entanto, estas são as primeiras eleições desde o pleito legislativo de 2006, vencido pelo Hamas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou neste sábado ataques contra o movimento libanês Hezbollah, alegando que o grupo teria violado o frágil acordo de cessar-fogo alcançado pelo Estado judeu e pelo Líbano, com mediação dos EUA — e estendido pelo presidente americano, Donald Trump, na quinta-feira. Ao menos seis pessoas morreram no Líbano neste sábado.
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“[Netanyahu] ordenou às FDI [Forças Armadas de Israel] que atacassem com força alvos do Hezbollah no Líbano”, afirmou um comunicado emitido pelo gabinete do premier, citando um relatório do Exército, que denunciou violações do cessar-fogo por parte do grupo libanês.
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Os militares alegaram que dois projéteis foram lançados do Líbano em direção a Israel, denunciando o caso como “uma flagrante violação dos entendimentos sobre o cessar-fogo” por parte do Hezbollah. O grupo paramilitar, que condenou publicamente os diálogos do governo de Beirute com o governo israelense, anunciou ter atacado um veículo do Exército israelense no sul do Líbano, em represália a um ataque rival.
O frágil cessar-fogo fez cessar os bombardeios israelenses em grande escala das últimas semanas, mas as hostilidades nunca pararam de fato, com uma violência persistente de menor intensidade se mantendo. Desde o dia 2 de março, os ataques israelenses mataram pelo menos 2.496 pessoas no Líbano, segundo as autoridades libanesas.
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Em um anúncio neste sábado, o Ministério da Saúde do Líbano afirmou que seis pessoas morreram em ataques israelenses no sul do país. Quatro pessoas morreram em Yohmor al Shaqif, onde dois ataques atingiram um caminhão e uma motocicleta. O Exército israelense afirmou que “eliminou” três combatentes do Hezbollah que viajavam em “um veículo carregado de armas”, assim como outro que se deslocava em uma motocicleta, e outros dois integrantes armados do grupo em outro local.
Pouco depois, o ministério libanês anunciou que “um bombardeio aéreo do inimigo israelense contra a localidade de Safad al Battikh, no distrito de Bint Jbeil, deixou um total de duas pessoas mortas e 17 feridas”. A agência nacional de notícias libanesa NNA reportou bombardeios de artilharia israelense em várias localidades do sul do Líbano neste sábado.
Também reportou uma “explosão violenta” em Khiam, uma cidade situada a leste da fronteira entre Líbano e Israel, onde, anteriormente, a agência havia destacado que o Exército israelense vinha destruindo casas “sistematicamente”. Um correspondente da AFP viu uma enorme nuvem de fumaça se erguendo sobre a cidade.
Trégua limitada
A continuidade da violência e a aceitação relutante dos termos pelas partes, dizem analistas, sugerem que o acordo está aquém de um verdadeiro cessar-fogo e évulnerável a se desfazer completamente.
— Isso não é tanto um cessar-fogo, mas sim uma desescalada limitada — disse David Wood, analista sênior sobre o Líbano no International Crisis Group, uma organização de pesquisa voltada à prevenção de conflitos.
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De acordo com os termos da trégua, conforme publicados pelo Departamento de Estado dos EUA após o anúncio inicial em meados de abril, Israel tem o direito de agir em legítima defesa “contra ataques planejados, iminentes ou em curso”. As forças israelenses têm citado isso como justificativa para continuar realizando ataques.
Nos últimos dias, esses ataques têm se concentrado no sul, reduto do Hezbollah, onde o grupo há muito exerce controle de fato e conta com amplo apoio. As forças israelenses bombardearam intensamente a região durante a guerra e agora ocupam uma faixa considerável de território ali, onde realizam demolições em larga escala. (Com AFP e NYT)
A declaração de Donald Trump de que “ninguém sabe quem está no comando” no Irã, feita em publicação na rede Truth Social, marcou mais um capítulo de tensão nas negociações diplomáticas entre Washington e Teerã e antecedeu a decisão de cancelar o envio de uma delegação americana ao Paquistão para discutir o fim da guerra.
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Segundo a emissora Fox News, Trump afirmou em conversa telefônica que ordenou o cancelamento da viagem de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, que participariam de conversas com autoridades iranianas em Islamabad. “Eu disse à minha equipe […] ‘vocês não vão pegar um voo de 18 horas para chegar lá’”, relatou.
A decisão veio horas depois de o próprio presidente criticar publicamente a estrutura de poder iraniana na mesma publicação. “Ninguém sabe quem está no comando, nem eles mesmos”, escreveu, acrescentando que há “confusão interna” na liderança do país.
Do lado iraniano, o cenário também indica impasse. De acordo com a agência estatal IRNA, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, deixou Islamabad neste sábado sem participar de uma segunda rodada de negociações com os americanos. Teerã já havia sinalizado que não pretendia se reunir diretamente com representantes dos EUA durante a visita ao Paquistão.
Antes de deixar o país, Araghchi se reuniu com importantes mediadores paquistaneses, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe do Exército Asim Munir. Segundo a IRNA, o chanceler classificou os encontros como “muito frutíferos” e afirmou ter apresentado uma proposta “prática e viável” para um fim permanente da guerra.
Apesar disso, o governo iraniano mantém a posição de que participará apenas de reuniões bilaterais com o Paquistão e não com os Estados Unidos. A recusa lança dúvidas sobre a continuidade do diálogo direto entre os dois países.
Nos bastidores, a possibilidade de uma nova rodada de negociações havia sido alimentada pela Casa Branca. Na sexta-feira, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou à Fox News que Witkoff e Kushner viajariam ao Paquistão para “conversas diretas” com Teerã, mediadas pelos paquistaneses. Segundo ela, os iranianos teriam solicitado o encontro presencial.
Donald Trump afirmou ter cancelado a viagem prevista de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, para conversas com o Irã no Paquistão, informou a Fox News neste sábado (25). O presidente americano ordenou que a equipe não viajasse para dar continuidade às conversas com autoridades iranianas sobre o fim da guerra.
“Eu disse à minha equipe há pouco tempo, quando eles estavam se preparando para sair: ‘Não, vocês não vão pegar um voo de 18 horas para chegar lá'”, disse o presidente dos EUA a uma repórter da emissora que afirma ter falado com ele por telefone.
O governo dos Estados Unidos autorizou a Venezuela a arcar com os custos da defesa do líder chavista Nicolás Maduro, capturado por militares americanos em 3 de janeiro e levado para julgamento em um tribunal em Nova York, por acusações que envolvem tráfico internacional de drogas.
“[O Departamento do Tesouro dos EUA permitirá] aos advogados de defesa a receberem pagamentos do governo da Venezuela sob certas condições”, escreveu o promotor de Nova York Jay Clayton, ao juiz encarregado do caso, Alvin Hellerstein, em uma carta enviada na sexta-feira.
Até agora, o governo dos EUA impedia o Estado venezuelano de arcar com os honorários dos advogados de Maduro devido às sanções internacionais contra o país.
*Matéria em atualização
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, deixou o Paquistão após uma rodada de conversas com líderes do país em Islamabad neste sábado, segundo a mídia estatal iraniana, antes que os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff desembarcassem para uma nova rodada de negociações sobre um possível cessar-fogo definitivo no Oriente Médio — em um momento em que a via diplomática parece estagnada diante do impasse sobre os termos e as tensões com os bloqueios no Estreito de Ormuz.
A expectativa sobre as negociações neste sábado aumentou quando a Casa Branca confirmou, ainda na sexta-feira, que o genro de Donald Trump e o principal negociador em temas externos viajariam ao Paquistão para conversas sobre o Irã — um movimento de engajamento, após anúncio anterior de que o vice-presidente JD Vance não retornaria ao país, após uma fracassada rodada inicial. Não havia, porém, garantia sobre uma nova troca de propostas entre equipes de Teerã e Washington — e o lado iraniano já havia descartado a repetição do formato direto adotado anteriormente, em meio às circunstâncias atuais.
Araghchi se reuniu com o comandante do Exército do Paquistão, Asim Munir, que tem assumido um papel de liderança na mediação do diálogo. Fontes ouvidas pela agência de notícia Reuters disseram que o chanceler apresentaria uma resposta por escrito à proposta de paz americana, na qual deveria rejeitar “demandas maximalistas”. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, disse na sexta-feira que Teerã apresentaria suas proposições aos EUA por meio dos mediadores.
(Com AFP e NYT)
*Matéria em atualização
O Gabinete de Segurança do México anunciou neste sábado que os dois agentes da CIA mortos após uma operação de combate a grupos ligados ao tráfico de drogas em Chihuahua, no norte do país, não tinham autorização para atuar em território mexicano. O anúncio ocorre dias após a presidente Claudia Sheinbaum ordenar a abertura de uma investigação sobre o caso e classificar a presença de agentes estrangeiros no país como uma clara violação dos protocolos de segurança nacional.
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Em um comunicado à imprensa, as autoridades federais detalharam que um dos americanos entrou no país como visitante, o que não permitia envolvimento com atividades remuneradas. O outro agente apresentou um passaporte diplomático ao passar pela fronteira. O comunicado acrescentou ainda que as instituições que compõem o Gabinete de Segurança e o Ministério das Relações Exteriores não tinham conhecimento sobre a presença de agentes estrangeiros operando ou planejando participar de qualquer atividade operacional em território mexicano e, portanto, estão revisando o caso com as autoridades locais e a Embaixada dos EUA no México.
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Quatro pessoas morreram em um acidente de carro no fim de semana passado, após uma operação para destruir laboratórios clandestinos de produção de drogas. Além dos dois homens identificados como agentes da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), havia dois policiais mexicanos no veículo, que, segundo testemunhas, saiu da pista, caiu em um barranco e explodiu.
O caso provocou reação em diferentes instâncias do governo mexicano por apresentar conflito direto com a Lei de Segurança Nacional federal, reformada em 2020 pelo antecessor e mentor de Sheinbaum, Andrés Manuel López Obrador, que restringiu a atuação de agentes estrangeiros no país. O Congresso também aprovou, em 2025, uma mudança legal impulsionada pela líder mexicana para endurecer as penas contra atividades de espionagem estrangeira, em meio à pressão do presidente Donald Trump para ampliar os esforços no combate aos cartéis de drogas.
Versões divergentes foram apresentadas por autoridades após a identificação das vítimas do acidente como cidadãos americanos e agentes de inteligência. Inicialmente, o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, afirmou que os americanos eram “funcionários da embaixada” que estavam “apoiando os esforços das autoridades do estado de Chihuahua para combater as operações dos cartéis”. O Departamento de Estado americano e a CIA se recusaram a comentar, enquanto a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, pediu “um pouco de compaixão” por parte de Sheinbaum após a perda dessas duas vidas americanas, sem confirmar a identidade dos supostos agentes, mas referindo-se a esforços dos EUA para “conter o narcotráfico no México”.
Blindado do Exército dos EUA na fronteira em Juárez, estado de Chihuahua, México, na sexta-feira, 18 de julho de 2025
Mauricio Palos/Bloomberg
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O Gabinete de Segurança mexicano expressou em seu comunicado mais recente “profundo pesar” pelas mortes dos quatro indivíduos, manifestando condolências e solidariedade às famílias. Porém, reafirmou que a legislação do país proíbe a participação de agentes estrangeiros em operações em território nacional, com a cooperação em segurança se dando por meio do compartilhamento de informações, da coordenação institucional e da colaboração técnica.
Ontem, a governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos Galván, anunciou a criação de uma unidade especializada para investigar o desmantelamento do laboratório de drogas e a morte dos agentes da CIA. Sheinbaum anunciou na quarta-feira a ida da secretária de Governo, Rosa Icela Rodríguez, para dialogar com Maru, a fim de esclarecer se alguma autorização teria partido de autorides estaduais.
Trump tem adotado uma postura agressiva em relação à América Latina. Entre as ações, a captura do presidente da Venezuela, o bloqueio de remessas de petróleo a Cuba e o lançamento de operações militares conjuntas no Equador, país também marcado pela violência provocada pelo crime organizado. Sobre o vizinho mexicano, o líder republicano tem reiteradamente se oferecido para agir contra cartéis, uma intervenção que Sheinbaum classifica como “desnecessária”. O tema é sensível para ela, que busca manter equilíbrio com o governo Trump — preservando a relação bilateral para evitar ameaças de intervenção contra cartéis e possíveis tarifas comerciais, ao mesmo tempo em que enfatiza a soberania mexicana.
— Não aceitamos participação em campo, em operações. Isso está muito claro — disse Sheinbaum na quarta-feira, reforçando que a cooperação com os EUA tem se limitado ao intercâmbio de informações de inteligência. — Em todos os casos dissemos ao presidente Trump que isso não é necessário. A forma como estamos colaborando tem sido muito boa, e qualquer outro cenário violaria nossa Constituição e nossas leis. Somos muito rigorosos na defesa da soberania nacional. (Com El Universal, Bloomberg e AFP)
Um defensor sul-africano do combate à caça furtiva morreu após ser atacado por um rinoceronte de cerca de 1.300 quilos que ele próprio ajudava a proteger. O incidente ocorreu na manhã desta quinta-feira (23), na Reserva Samara Karoo, na África do Sul.
Schoeman van Jaarsveld, de 58 anos, participava de uma patrulha com sua equipe por volta das 10h30 quando foi surpreendido por um rinoceronte de chifres duplos que emergiu repentinamente da vegetação e o atingiu com o chifre. Segundo relatos, o impacto foi violento e provocou ferimentos graves.
Equipes de emergência foram acionadas, mas, ao chegarem ao local, Jaarsveld já havia sucumbido às lesões e teve a morte confirmada.
Patrulha e monitoramento
Jaarsveld era responsável por uma empresa privada de segurança armada especializada na proteção de rinocerontes selvagens. No momento do ataque, ele e sua equipe rastreavam um rinoceronte negro por meio de um dispositivo de GPS preso ao animal, com o objetivo de verificar seu estado de saúde e segurança.
A operação fazia parte das ações de combate à caça ilegal, que ameaça especialmente espécies como os rinocerontes branco e negro, alvos frequentes de caçadores furtivos devido ao alto valor de seus chifres no mercado ilegal.
De acordo com integrantes da equipe, não houve disparos durante o incidente e o animal não se feriu.
Repercussão e homenagens
A morte de Jaarsveld gerou comoção entre colegas e profissionais da área de conservação. O guarda florestal Arno Potgeiter, de 27 anos, que foi treinado por ele, afirmou que o veterano era altamente qualificado.
“Ele era muito bom no que fazia. Pelo que soube, estava tentando rastrear um rinoceronte negro. Algo deu muito errado, eles ficaram cara a cara e meu amigo foi gravemente ferido pelos chifres”, disse.
Amigos o descreveram como um “profissional dedicado”, experiente em operações na mata e comprometido com a proteção da vida selvagem. “É ainda mais trágico que sua vida tenha sido tirada pelo próprio animal que ele estava tentando proteger”, afirmou um deles.
Investigação em andamento
Em nota, a Reserva Samara Karoo destacou a importância do trabalho de Jaarsveld na preservação da fauna local, especialmente dos rinocerontes, e manifestou solidariedade à família e à equipe.
O comunicado também informou que outro membro da equipe sofreu ferimentos leves e que uma investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias do ataque.
A reserva acrescentou que prestará apoio à família e contribuirá com os custos do funeral, em respeito ao profissional que integrava sua equipe de conservação.

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