Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Explosões foram ouvidas no céu de Doha nesta quinta-feira, em meio à escalada militar no Oriente Médio. Segundo relatos de jornalistas e autoridades locais, sistemas de defesa aérea do Catar interceptaram mísseis que se aproximavam da capital do país.
Azerbaijão convoca embaixador do Irã e ameaça retaliação após drones atingirem aeroporto e deixarem feridos; vídeo
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe a cobertura completa
Correspondente da Al Jazeera relatou ter ouvido múltiplas explosões sobre a cidade, enquanto repórteres da CNN presentes em Doha disseram que os estrondos fizeram edifícios tremerem. O governo do Qatar ativou seu sistema nacional de alerta de emergência sobre uma ameaça elevada de segurança. As autoridades pediram que moradores permanecessem em casa e evitassem janelas até nova orientação.
Vídeo:
Initial plugin text
Initial plugin text
Initial plugin text
Veja o alerta emitido:
Initial plugin text
Em comunicado, o Ministério da Defesa do Catar confirmou que as explosões foram provocadas pela atuação dos sistemas antiaéreos, que interceptaram um ataque com mísseis. As primeiras interceptações ocorreram por volta das 11h55 no horário local.
O episódio ocorre poucos dias após o governo do Catar informar às United Nations que suas forças armadas já haviam interceptado dezenas de mísseis balísticos e vários drones provenientes do Iran desde o início dos ataques dos United States e de Israel contra território iraniano.
Atriz brasileira ‘presa’ no Catar
O que era para ser uma conexão de 12 horas no Aeroporto Internacional Hamad (DOH), em Doha, no Catar, se tornou uma semana de incertezas para a atriz Miá Mello e seu marido, Lucas Melo. O casal está na cidade desde o último sábado, impossibilitado de retornar ao Brasil após o fechamento do espaço aéreo na região após a escalada de tensão no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
De férias na Tailândia, o casal recebeu alertas nos celulares assim que desceu do voo que fazia conexão em Doha, em voo da Qatar Airways, comunicando que a cidade era alvo de ataques. Ao GLOBO, Miá conta que encontrou um hotel para descansar durante a conexão, onde segue hospedada até esta quarta-feira, sem previsão de quanto tempo ainda ficará no local. Ela e o marido portavam apenas as bagagens de mão.
— O aeroporto inteiro está fechado, sem funcionários. Temos dificuldades de contato com a companhia aérea, que afirmou que nossa bagagem despachada está retida e ficamos com medo de ir ao aeroporto, por ser um possível alvo. Recebemos apenas informações da Embaixada do Brasil — relata a atriz.
O governo do Azerbaijão apresentou protesto formal à embaixada do Irã e convocou o embaixador iraniano para prestar esclarecimentos após dois drones cruzarem a fronteira e atingirem um aeroporto internacional no enclave de Naquichevão, nesta quinta-feira. Ao menos duas pessoas ficaram feridas.
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe a cobertura completa
Perto de escolher líder supremo: Irã confirma que filho de Khamenei está vivo; Israel ameaça matar qualquer eleito
Câmeras de trânsito e torres de telefone hackeadas: CIA vigiou durante anos a mesma rua antes da operação que matou Khamenei
Segundo comunicado oficial divulgado pelo ministério e divulgado pela agência de notícias Reuters, um dos drones caiu sobre o prédio do terminal do Aeroporto Internacional de Naquichevão, localizado a cerca de 10 quilômetros da fronteira com o Irã. O impacto também provocou danos na estrutura do edifício.
O segundo drone, ainda de acordo com o governo azerbaijano, pousou nas proximidades de um prédio escolar em um vilarejo da região. Não há informações de vítimas nesse ponto específico.
O comunicado acrescenta ainda que o Azerbaijão se reserva o direito de adotar “medidas de resposta apropriadas” contra Teerã caso episódios desse tipo voltem a ocorrer.
Initial plugin text
‘Está cada vez pior’: Sob bombardeios, iranianos e libaneses relatam medo, exaustão e incerteza sobre o rumo da guerra
Uma fonte próxima ao governo do Azerbaijão afirmou à agência Reuters que o incidente provocou um incêndio nas imediações do aeroporto. Imagens de vídeo compartilhadas pela mesma fonte mostram uma coluna de fumaça preta nas proximidades do terminal, além de danos visíveis em uma claraboia no interior do prédio.
Initial plugin text
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão afirmou que a entrada dos drones em seu território “contradiz as normas e princípios do direito internacional” e contribui para o aumento das tensões na região.
O governo de Baku exigiu que a República Islâmica do Irã esclareça o ocorrido “o mais rápido possível”, apresente uma explicação oficial e adote medidas urgentes para evitar novos incidentes semelhantes.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um míssil iraniano não detonado enterrado no solo no meio de um campo de ovelhas na Síria. O projétil, de grande porte e aparência ameaçadora, foi encontrado parcialmente cravado na terra enquanto os animais pastavam ao redor.
Vídeo: Azerbaijão apresenta protesto formal ao Irã e ameaça retaliação após drones atingirem aeroporto e deixarem feridos
Entenda: Conflito no Oriente Médio pode afetar participação do Irã na Copa do Mundo
Segundo relatos locais, o artefato foi avistado nesta quarta-feira (4) em um campo aberto na região de Qamishi, no leste do país. Vídeos e fotos mostram jovens pastores se aproximando para observar o míssil, aparentemente sem perceber o risco representado pelo explosivo.
Confira:
Initial plugin text
O projétil faria parte de uma série de ataques lançados pelo Irã nos últimos dias em resposta a um ataque aéreo conjunto realizado por Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano. A ofensiva resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, na manhã de sábado, desencadeando uma escalada militar em toda a região.
Destroços e ampliação dos ataques
Desde então, Teerã respondeu com dezenas de ataques contra alvos americanos e de aliados no Golfo, incluindo Israel, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e Bahrein. Nas últimas horas, porém, os alvos foram ampliados.
Um dos ataques teria sido direcionado à base aérea britânica da RAF em Akrotiri, no Chipre. Outro míssil foi interceptado por forças da OTAN após entrar no espaço aéreo da Turquia.
Na Síria, país vizinho de Israel, o governo decidiu fechar o espaço aéreo após relatos de destroços de mísseis iranianos — em sua maioria destinados a território israelense — caindo em áreas rurais.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/X
Enquanto isso, a escalada militar chega ao sexto dia e provoca impactos em toda a região. Nos Emirados Árabes Unidos, pontos turísticos populares entre expatriados também foram afetados, incluindo o hotel Fairmont The Palm e o Burj Al Arab. O Aeroporto Internacional de Dubai e o Aeroporto Internacional Zayed, em Abu Dhabi, também teriam sido atingidos em ataques, com registro de ao menos uma morte.
Os Estados Unidos e o Canadá detectaram aviões militares russos perto do estado do Alasca na quarta-feira, segundo informou o Comando Conjunto de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD).
Entenda: Conflito no Oriente Médio pode afetar participação do Irã na Copa do Mundo
Míssil lançado pelo Irã é interceptado pela Otan ao se aproximar da Turquia; país ‘não era alvo’, diz oficial turco
A organização afirmou ter enviado 12 aeronaves, incluindo caças F-35 e F-22, para “identificar, monitorar e interceptar” os aviões militares russos TU-142 detectados, utilizados em patrulhas marítimas.
“O avião russo permaneceu no espaço aéreo internacional e não entrou no espaço aéreo soberano estadounidense nem canadense”, afirmou o NORAD em comunicado.
“Esta atividade russa na ZIDA do Alasca e do Canadá ocorre regularmente e não é considerada uma ameaça”, acrescentou o comando.
Zona de identificação aérea
A ZIDA, sigla para Zona de Identificação de Defesa Aérea, corresponde a áreas de espaço aéreo internacional que exigem que todas as aeronaves que transitam por elas se identifiquem.
Irã acusa EUA de ‘atrocidade’ após afundamento de navio de guerra enquanto Pentágono promete nenhuma trégua Secretário de Defesa diz que EUA mataram líder de unidade iraniana acusado de tentar assassinar Trump; Turquia diz que Otan derrubou míssil iraniano que se dirigia a espaço aéreo do país Aiatolás não estavam em prédio atingido por ataques de Israel e EUA; reunião que elegerá sucessor de Khamenei passa a ser virtual. Trump diz que poder militar do Irã ‘foi quase todo foi eliminado’ e contradiz Rubio: ‘Decisão de ataque foi dos EUA’. Perto de escolher líder supremo, Irã confirma que filho de Khamenei está vivo; Israel ameaça matar qualquer eleito. CIA planeja armar forças curdas a fim de provocar uma revolta popular no Irã, com ações terrestres nos próximos dias. Submarino dos EUA afunda fragata do Irã perto do Sri Lanka; autoridades falam em 87 mortos e 32 resgatados
Um tribunal de Berlim condenou, nesta quinta-feira (5), um homem sírio a 13 anos de prisão pelo ataque com faca contra um turista espanhol no memorial do Holocausto da capital alemã.
É bem-vindo: McDonald’s se pronuncia após agricultor ser barrado ao passar de carroça em drive-thru nos EUA
Atração turística na Colômbia, parque natural reabre após fechamento devido à violência paramilitar
O suspeito de 20 anos, identificado apenas como Wassim Al M., foi condenado por tentativa de homicídio, lesão corporal grave e tentativa de participação em organização terrorista, informou o tribunal.
Local simbólico de memória
O Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, inaugurado em 2005 em Berlim-Mitte (próximo ao Portão de Brandemburgo), é um espaço de memória composto por 2.711 blocos de concreto de alturas variadas, que formam um campo labiríntico e instável.
Projetado por Peter Eisenman, o espaço inclui um centro de informações subterrâneo com exposições sobre as vítimas do nazismo e permanece gratuito e aberto ao público 24 horas por dia.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase marcada por um consumo acelerado de armamentos e por dúvidas sobre quanto tempo cada lado conseguirá sustentar o ritmo de ataques. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que o país possui um “estoque praticamente ilimitado” de armas essenciais, o Ministério da Defesa iraniano diz ter capacidade para resistir por mais tempo do que Washington planejava.
Ao vivo: EUA afundam navio de guerra iraniano com torpedo enquanto Pentágono promete nenhuma trégua ao Irã
Aiatolás não estavam em prédio atingido por ataques de Israel e EUA; reunião que elegerá sucessor de Khamenei passa a ser virtual
De acordo com a rede BBC, desde o início da ofensiva, o ritmo das operações tem sido intenso. Estimativas do Institute for National Security Studies (INSS), em Tel Aviv, indicam que Estados Unidos e Israel já realizaram mais de 2 mil ataques contra alvos iranianos, muitos deles envolvendo múltiplas munições guiadas. Em resposta, o Irã lançou ao menos 571 mísseis e 1.391 drones contra posições inimigas — parte deles interceptados por sistemas de defesa aérea.
Especialistas afirmam, no entanto, que a quantidade de armas disponível pode se tornar um fator decisivo à medida que o conflito se prolonga. A intensidade atual de ataques faz com que os arsenais estejam sendo consumidos mais rapidamente do que conseguem ser repostos pelas indústrias militares.
Autoridades ocidentais dizem já observar uma redução significativa no volume de ataques iranianos. Segundo o comandante das forças americanas na região, o general Dan Caine, os lançamentos de mísseis balísticos do Irã caíram cerca de 86% em relação ao primeiro dia de confrontos.
Antes da guerra, estimava-se que Teerã possuía mais de 2 mil mísseis balísticos de curto alcance. Ainda assim, os números exatos são mantidos em sigilo por motivos estratégicos.
O mesmo fenômeno ocorre com os drones. O Irã havia produzido em massa milhares de unidades do modelo Shahed, amplamente utilizado também pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Mesmo assim, segundo os militares americanos, os lançamentos de drones iranianos diminuíram cerca de 73% desde o início do conflito.
Analistas avaliam duas hipóteses: o país pode estar enfrentando dificuldades logísticas para manter o ritmo de ataques ou, estrategicamente, tentando preservar parte de seu arsenal para uma fase mais longa da guerra.
Supremacia aérea dos EUA e de Israel
Outro fator decisivo para a mudança no cenário militar é a supremacia aérea conquistada por Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano. Grande parte das defesas aéreas do país foi destruída nas primeiras ondas de ataque, o que abriu espaço para bombardeios mais frequentes e próximos.
Segundo o Comando Central dos EUA, a nova fase da campanha militar busca localizar e destruir lançadores móveis de mísseis, depósitos de armas e fábricas que produzem drones e munições.
Mesmo assim, especialistas alertam que eliminar completamente o arsenal iraniano é improvável. O país possui um território extenso — três vezes maior que a França — o que facilita esconder equipamentos militares e infraestruturas estratégicas.
O peso do poder militar americano
Embora os Estados Unidos possuam o maior poder militar do mundo, seus arsenais também enfrentam limites. Grande parte das operações depende de armas guiadas de precisão, que são caras e produzidas em volumes relativamente baixos.
Relatos indicam que Trump convocou uma reunião com grandes empresas do setor de defesa para pressionar por um aumento na produção de munições.
De acordo com Mark Cancian, ex-coronel da Marinha americana e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), a fase atual da guerra permite o uso de armamentos mais simples e baratos.
— Após os ataques iniciais de longo alcance, os EUA agora podem utilizar bombas e mísseis menos dispendiosos. Isso permite manter as operações por muito mais tempo — afirma.
O principal ponto de pressão sobre os estoques americanos está nos sistemas de defesa aérea. Mísseis interceptores do sistema Patriot, essenciais para neutralizar ataques iranianos, são caros e produzidos em quantidade limitada.
Cada interceptor custa mais de US$ 4 milhões, e estima-se que os Estados Unidos fabriquem cerca de 700 unidades por ano. Cancian calcula que o país possua aproximadamente 1.600 mísseis desse tipo em estoque — número que pode diminuir rapidamente caso os ataques iranianos continuem.
Um fazendeiro do estado de Wyoming, nos Estados Unidos, que havia sido proibido de frequentar um restaurante do McDonald’s após passar pelo drive-thru com uma carroça puxada por cavalos, voltou a ser autorizado a frequentar o local. O episódio, que ganhou repercussão local, levou a rede a pedir desculpas e rever a decisão.
Dupla armada com facão e serra elétrica rouba joalheria em plena luz do dia na Inglaterra
Vídeo: Funcionários de lanchonete são demitidos após negarem atendimento a cliente com moletom de Trump nos EUA
Allen Hatch, de 53 anos, contou ao site Cowboy State Daily que tentou retirar um pedido no drive-thru acompanhado de seus cavalos, Coal e Onyx, na semana passada. Segundo ele, a situação gerou desconforto entre funcionários e terminou com a sua expulsão do restaurante e um aviso de que não poderia retornar.
De acordo com Hatch, um gerente demonstrou preocupação com possíveis problemas caso os animais sujassem o local, o que teria motivado a decisão de barrá-lo. O fazendeiro relatou ao veículo que pretendia apenas comprar um cheeseburger com batatas fritas.
Repercussão e recuo
Após a história circular na imprensa e nas redes, a empresa responsável por operar unidades da rede na região, a Yellowstone McDonald’s — que administra 16 restaurantes em Wyoming e Montana — entrou em contato com Hatch. Ele afirma ter recebido um pedido de desculpas privado e a informação de que a proibição havia sido revogada.
Segundo o fazendeiro, a companhia também ofereceu uma refeição gratuita para sua família e informou que funcionários estão passando por novo treinamento. A orientação, afirmou, é permitir qualquer meio de transporte legal no drive-thru.
Hatch disse ainda que o caso gerou apoio da comunidade local e que outros negócios da região também se manifestaram em solidariedade.
Treinamento dos cavalos
Ao Cowboy State Daily, o fazendeiro explicou que a visita ao restaurante aconteceu durante um treino com os animais, de 12 e 13 anos. Coal e Onyx foram comprados no ano passado em uma fazenda próxima a Chattanooga, no Tennessee.
Hatch pretende usá-los para puxar uma van adaptada para transportar até 18 passageiros, veículo autorizado a circular em vias públicas e equipado com sinalização de “veículo lento”. Segundo ele, a parada no restaurante era secundária.
— A ideia era garantir que eles se comportassem bem no trânsito — afirmou.
Apesar do pedido de desculpas, Hatch disse que não pretende voltar ao restaurante tão cedo. “Depois dessa experiência, não vou abençoá-los novamente com a minha presença”, declarou.
Funcionários da unidade em Powell afirmaram ao Daily Mail que ouviram falar do episódio e que o local recebeu muitas ligações ao longo do dia. Um gerente que não quis se identificar resumiu a situação com simplicidade: “Moramos no Wyoming”.
Os trabalhos preparatórios para a construção de um complexo de apartamentos na cidade de Ghent, na Bélgica, acabaram revelando um achado histórico inesperado: restos de um castelo espanhol do século XVI e uma série de objetos considerados um “tesouro arqueológico”. As estruturas estariam ligadas à presença do Exército Espanhol na região.
Antes da escrita? Estudo identifica símbolos usados por humanos há mais de 40 mil anos
‘Dragão’ pré-histórico? Fóssil de criatura que viveu há 95 milhões de anos é descoberto no Deserto do Saara
O castelo teria sido encomendado pelo imperador Carlos V como forma de reafirmar o domínio sobre os habitantes da cidade, que se revoltaram contra impostos. Ao longo dos séculos, grande parte da construção caiu em ruínas e acabou coberta por um bairro erguido no século XIX. Ainda assim, partes da fortificação permaneceram preservadas no subsolo, segundo reportagem da emissora belga VRT NWS.
Escavações revelam objetos e pistas do passado
De acordo com o arqueólogo Robby Vervoort, o local já indicava potencial arqueológico antes mesmo das escavações mais profundas. Testes realizados em edifícios demolidos revelaram blocos de pedra do antigo castelo e vestígios ainda mais antigos.
Um dos pontos que mais despertam interesse da equipe é a antiga fossa séptica do local. Segundo Vervoort, esse tipo de estrutura costuma preservar objetos de forma excepcional, já que, na época, diversos materiais eram descartados ali. A análise detalhada das camadas pode ajudar os pesquisadores a recuperar itens e entender melhor o cotidiano do período.
Os arqueólogos também esperam encontrar pistas sobre a presença de soldados espanhóis no castelo. Restos de animais, sementes e pólen de plantas, caso sejam localizados, podem indicar hábitos alimentares e outros aspectos da vida no local.
Cemitério medieval e vestígios ainda mais antigos
Além da fortificação, a equipe identificou um cemitério ligado à antiga Abadia de São Bavão, sobre a qual o castelo foi construído. Embora a igreja tenha restado apenas em vestígios, a área de sepultamentos permanece preservada. Segundo o site Popular Mechanics, já foram encontrados dezenas de esqueletos datados entre os séculos XIII e XX.
Outros materiais sugerem que o espaço foi ocupado em diferentes períodos históricos. Entre os itens descobertos estão tigelas de vidro, fragmentos de garrafas de vinho, cerâmica, materiais de construção da época romana e ferramentas de sílex, que podem indicar presença humana ainda mais antiga.
Apesar da importância dos achados, o projeto imobiliário seguirá adiante. Para preservar o patrimônio histórico, parte dos novos edifícios será construída sem porões, evitando interferências nas camadas arqueológicas do terreno.
Uma cripta subterrânea com uma caveira esculpida foi descoberta durante obras de revitalização na praça St Mary Breadman, no centro de Canterbury, sudeste da Inglaterra. O achado ocorreu enquanto operários removiam paralelepípedos da área, que passa por um período de reformas.
Leia: Caso Epstein: ex-príncipe Andrew devolve imóvel histórico arrendado da Coroa; entenda
Veja também: Akon conta porque parou de falar sobre ‘Akon City’, cidade futurista idealizada no Senegal
A descoberta levou à câmara municipal a recorrer a uma organização arqueológica. O elemento que mais chamou a atenção dos arqueólogos foi a imagem de um crânio envolto por louros esculpidos na pedra.
Câmara revestida de tijolos
Canterbury Archaeological Trust
De acordo com o Canterbury Archaeological Trust, a câmara funerária descoberta sob a praça é revestida de tijolos e tem cerca de 2,5 metros de comprimento, o que sugere ter sido construída para alguém de destaque na comunidade.
Câmara funerária tem 2,5 metros de comprimento
Canterbury Archaeological Trust
Uma das hipóteses levantadas é que o espaço possa abrigar os restos mortais do reverendo John Duncombe, vigário e poeta do século XVIII ligado à antiga igreja que funcionava no local. A identificação, porém, ainda não foi confirmada.
Lápide com caveira esculpida
Canterbury Archaeological Trust
A praça abriga um memorial de guerra e passa por uma reforma estimada em cerca de 200 mil libras (equivalente a mais de um milhão de reais). O projeto inclui o plantio de árvores, instalação de bancos e intervenções artísticas. A organização arqueológica afirma que garantirá aos memoriais “o respeito que merecem”.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress