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A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã está evidenciando uma mudança profunda no modo como conflitos são travados no século XXI: drones suicidas baratos podem ter impacto tão grande quanto armas que custam bilhões de dólares.
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe a cobertura completa
Em meio aos ataques no Golfo, entregadores de comida arriscam a vida para manter cidades funcionando durante a guerra
No centro desse debate estão dois equipamentos quase idênticos: o drone iraniano Shahed-136 e o LUCAS (Low-cost Uncrewed Combat Attack System), versão mais recente do arsenal americano. Curiosamente, segundo a revista Forbes, o sistema dos Estados Unidos foi desenvolvido a partir da engenharia reversa do próprio modelo iraniano.
Drone dos Estados Unidos com inspiração em modelo iraniano.
Divulgação / Exército dos EUA
O Shahed-136 ganhou notoriedade não por sua sofisticação tecnológica, mas por algo mais simples — custo e escala. Estimativas indicam que cada unidade custa entre US$ 10 mil (aproximadamente R$ 52 mil) e US$ 50 mil (aproximadamente R$ 263 mil) para ser produzida no Irã. Seu design triangular reduz o número de peças estruturais e simplifica a montagem, permitindo produção em massa.
Essa lógica muda o cálculo militar: em vez de disparar mísseis que custam milhões de dólares, o Irã pode lançar centenas de drones simultaneamente, saturando sistemas de defesa aérea. A estratégia inspirou a criação do LUCAS, drone americano projetado para ataques em grande volume e que custaria cerca de US$ 35 mil por unidade, segundo veículos de imprensa dos EUA.
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Além do baixo custo, esses drones podem operar em rede, coordenando movimentos durante o voo — um reflexo da mudança estratégica do Pentágono para o chamado “attritable warfare”, conceito que prioriza armas baratas o suficiente para serem perdidas em grande número.
Ataques em massa
Nos primeiros dias do atual conflito regional, o Irã teria lançado centenas de drones Shahed contra alvos no Golfo, segundo estimativas militares citadas pelo New York Times. Desde o início das hostilidades, o número total de drones de ataque lançados na região pode chegar a 2 mil.
Alguns atingiram diretamente seus objetivos. Dois acertaram o complexo da embaixada dos Estados Unidos em Riad. Outro ataque em Kuwait provavelmente matou seis militares americanos. Também houve ataques a portos, infraestrutura petrolífera, hotéis e instalações diplomáticas.
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Enquanto mísseis balísticos costumam dominar as manchetes, especialistas afirmam que os drones estão transformando silenciosamente o campo de batalha.
A ‘AK-47 dos céus’
O impacto estratégico está ligado ao desequilíbrio de custos entre ataque e defesa. Interceptadores de defesa aérea podem custar milhões de dólares, enquanto um drone Shahed pode valer apenas dezenas de milhares.
“É completamente insustentável disparar um interceptador de um milhão de dólares contra um drone de €30 mil (aproximadamente R$ 160 mil)”, observou um analista europeu de defesa.
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Por isso, especialistas militares passaram a chamar o Shahed de “AK-47 dos céus” — uma arma simples, robusta, barata e extremamente eficaz quando usada em grande número.
Drone ‘kamikaze’ Shahed-136, usado pelo Irã no ataque a Israel, também é fabricado na Rússia
Reprodução/Youtube
O modelo também apresenta características que dificultam a interceptação: pode voar a baixa altitude, possui alcance de até cerca de 2 mil quilômetros e é frequentemente utilizado em ataques simultâneos em massa.
Guerra de desgaste
O Irã não depende apenas de drones. Mísseis balísticos e de cruzeiro continuam sendo usados, mas analistas afirmam que os drones cumprem papéis estratégicos importantes: saturar defesas aéreas, forçar o uso de interceptadores caros, atingir alvos menos protegidos e ampliar o campo de batalha.
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Dados divulgados por autoridades do Golfo indicam que, nos primeiros dias da guerra, um país da região enfrentou 165 mísseis balísticos e mais de 500 drones. Embora a maioria tenha sido interceptada, mais de uma dúzia de drones conseguiu atingir estruturas civis.
O uso intensivo desses equipamentos já havia sido observado na guerra da Ucrânia. O Irã forneceu milhares de drones Shahed à Rússia, que os utilizou em ataques noturnos contra infraestrutura ucraniana.
Agora, segundo analistas, Teerã aplica táticas semelhantes no Oriente Médio: enxames de drones combinados com mísseis em ataques em camadas projetados para sobrecarregar radares e estoques de interceptadores.
Estratégia de sobrevivência
Para alguns especialistas, a escala dos ataques reflete um cálculo estratégico de longo prazo.
“Para o Irã, esta precisa ser a última guerra”, disse o especialista em Irã Vali Nasr em entrevista ao New York Times. “Eles querem fazer o Ocidente acreditar que guerras com o Irã serão muito custosas.”
Autoridades iranianas também afirmam que armamentos mais avançados ainda não foram utilizados, indicando que os drones podem ser apenas a primeira fase de uma estratégia prolongada de desgaste.
No campo de batalha moderno, analistas resumem a mudança em termos simples: mísseis podem decidir batalhas — mas drones podem decidir quanto tempo uma guerra consegue durar.
Com as tensões no Oriente Médio pressionando para cima os custos globais do petróleo e do gás e a consequente escassez dos combustíveis, os países asiáticos já estão adotando medidas para economizar energia e garantir o fornecimento do produto.
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O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., anunciou que os escritórios do governo passarão a operar com semana de trabalho de quatro dias a partir de segunda-feira, na tentativa de o país do Sudeste Asiático gastar menos energia.
Em uma mensagem em vídeo divulgada nesta sexta-feira, Marcos disse que a semana de trabalho mais curta será temporária e não se aplicará a quem presta serviços de emergência, incluindo policiais, bombeiros e outras agências que fornecem serviços essenciais ao público.
Ele também ordenou que todas as agências governamentais reduzam o uso de eletricidade e os gastos com combustível entre 10% e 20%.
—Todas as viagens e atividades não essenciais do governo também estão temporariamente proibidas, como viagens de estudo, atividades de integração de equipes ou reuniões que possam ser realizadas on-line — disse Marcos.
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A nação do Sudeste Asiático, que tem hoje 117 milhões de habitantes, importa quase todo o petróleo que consome, e a guerra no Irã pode impulsionar a inflação, que já atingiu o nível mais alto em 13 meses em fevereiro.
— Meus compatriotas, não sabemos quando o caos no Oriente Médio terminará. Somos vítimas de uma guerra que não escolhemos nem desejamos. Não podemos controlar a guerra, mas podemos controlar como protegeremos o povo filipino — acrescentou o presidente.
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As Filipinas são amplamente vistas por economistas como um dos países mais vulneráveis da região Ásia-Pacífico aos riscos de inflação e desaceleração do crescimento provocados pelo conflito no Oriente Médio.
O arquipélago “tende a sofrer um impacto inflacionário maior porque os preços do combustível no varejo são mais determinados pelo mercado e os subsídios são limitados”, disse Deepali Bhargava, chefe regional de pesquisa do ING Bank NV.
A Câmara de Comércio e Indústria das Filipinas havia alertado que a semana de trabalho de quatro dias poderia afetar significativamente a indústria, um dos pilares da economia.
— Temos operado com recursos limitados e reduzir ainda mais o número de dias de trabalho pode afetar nossos compromissos — disse Perry Ferrer, presidente da entidade, antes do anúncio de Marcos desta sexta-feira.
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No início desta semana, o governo Marcos ordenou que os escritórios públicos ajustassem o ar-condicionado para não menos de 24°C (75°F) e adotassem arranjos de trabalho flexíveis para ajudar a economizar combustível. O presidente filipino reiterou nesta sexta-feira que está buscando autorização emergencial do Congresso para reduzir impostos sobre produtos petrolíferos.
Outras autoridades também anunciaram medidas de economia de energia. A vice-presidente Sara Duterte pediu a seus apoiadores que evitem organizar carreatas ou comboios de veículos ao protestarem contra Marcos, seu rival político. O prefeito de Manila determinou que o governo da cidade reduza o consumo de combustível realizando reuniões on-line, desligando a energia às 17h e proibindo viagens não essenciais.
Algumas agências governamentais disseram que fornecerão subsídios de combustível para pescadores, agricultores e motoristas de transporte público. Também existe um aplicativo que permite aos cidadãos fixar antecipadamente os preços da energia.
Tim Gonzales, um profissional de marketing on-line de 30 anos que possui um SUV para sua família de quatro pessoas, disse que usou o aplicativo para comprar cerca de 300 litros de diesel.
— Posso comprar litros de combustível virtual antecipadamente e travar o preço atual — explicou Gonzales, que usa o aplicativo desde 2022 e criou uma comunidade no Facebook para ajudar seus mais de 16 mil membros a enfrentar os preços elevados:
— Esses litros vão nos sustentar por alguns meses.
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Outros estão lidando com a situação de maneiras diferentes. Rowena Brucal administra uma cantina escolar no distrito financeiro de Makati. O estabelecimento consome cerca de dois botijões de gás liquefeito de petróleo em quatro dias. Embora ela não possa fazer nada sobre a alta dos preços, começou a economizar reduzindo a quantidade de comida em cada porção.
—Também apagamos as luzes quando não há clientes, porque reduzir o consumo é o caminho — disse ela.
Outros países adotam medidas emergenciais
Taiwan
Maior fabricante mundial de chips avançados de computador, Taiwan depende de importações para mais de 90% de suas fontes de energia fóssil. Na quinta-feira, Taipé informou que seus estoques de gás natural liquefeito (GNL) devem durar até o fim do mês e que espera garantir suprimentos suficientes para abril. O governo pretende antecipar carregamentos de GNL vindos dos Estados Unidos e da Austrália, além de aumentar as compras no mercado à vista (spot).
Japão
O Japão, a quarta maior economia do mundo e um importante produtor de bens de alta tecnologia, está criando um escritório especial do governo em Tóquio para administrar questões relacionadas ao abastecimento de energia.
Coreia do Sul
Já o governo da Coreia do Sul afirmou que ativará protocolos emergenciais de energia para lidar com interrupções no fornecimento. Essas medidas incluem ampliar o financiamento para a compra de petróleo bruto de outras regiões, por meio de empréstimos e garantias de crédito, e possivelmente também permitir a liberação de reservas estratégicas.
A Coreia do Sul importa cerca de 70% de seu petróleo bruto e 20% de seu GNL do Oriente Médio, quase tudo transportado pelo Estreito de Ormuz, que se encontra fechado.
Paquistão
O Paquistão, que faz fronteira com o Irã, também depende de embarques que passam pelo Estreito de Ormuz para a maior parte de suas importações de petróleo e gás. As autoridades dizem ter estoques de gasolina e diesel suficientes para cerca de um mês, mas apenas 10 dias de petróleo bruto.
Entre as medidas de economia consideradas estão tornar obrigatório o trabalho remoto e aulas universitárias on-line, além de reduzir o fornecimento de gás para fábricas de fertilizantes.
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Em meio aos rotineiros ataques que começaram logo após a ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, entregadores a domicílio nos países do Golfo continuam levando comida aos moradores confinados em casa. Ao longo da semana, aeroportos, embaixadas, áreas residenciais e instalações militares foram alvo de represália em toda a região por mísseis e drones iranianos. Desde o início dos ataques retaliatórios iranianos, pelo menos sete civis morreram no país do Golfo, em sua maioria trabalhadores estrangeiros.
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Circular no intenso trânsito das metrópoles do Golfo nunca foi muito seguro, mas os entregadores enfrentam, agora, um novo perigo, em particular a queda de destroços de drones interceptados do céu. Milhares de entregadores de motocicleta, no entanto, levam comida ou produtos domésticos, atendendo aos incessantes pedidos de clientes.
Agora, as pessoas reconhecem o papel essencial dos entregadores de comida
OLYMPIA DE MAISMONT / AFP
Agyemang Ata, entregador de 27 anos, entrou em pânico ao ouvir as primeiras explosões no último sábado, quando aguardava um pedido para entregar em um grande shopping de Dubai.
— Saí correndo do shopping após receber um alerta no meu telefone e ouvir três explosões — relatou Ata. — Minha mãe, minha irmã e minha família me ligaram, mas eu disse que estava bem e que não se preocupassem comigo. [Quero] ficar aqui e continuar trabalhando. Para mim, Dubai é um lugar seguro.
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Para a maioria dos moradores, entregadores como Ata pertenciam apenas a um exército anônimo que evita os problemas da vida cotidiana e enfrenta vias muito movimentadas. Agora, as pessoas reconhecem seu papel essencial, classificando-os nas redes sociais como “heróis” que arriscam a vida para garantir o funcionamento do Golfo.
No Kuwait, Walid Rabie afirma que o medo nunca o abandona.
— Transportamos nossas vidas ao mesmo tempo que os pedidos.
‘Tenho medo’
Os Emirados informaram que interceptaram mais de 900 drones e cerca de 200 mísseis que tinham como alvo seu território.
— Tenho medo, não vou mentir. Antes, eu fazia entre 10 e 15 pedidos por dia — disse Franklin, entregador em Dubai, que agora tem dificuldade para chegar a 8 pedidos.
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A vida dos entregadores contrasta fortemente com a de muitos influenciadores da região que povoam as redes sociais e continuam realizando festas, ou com os expatriados ricos da cidade, alguns dos quais gastaram fortunas para partir em voos fretados de países vizinhos.
— Saio para trabalhar quase todos os dias, acompanho as notícias e espero que a crise termine — afirmou Ajit Arun, entregador estrangeiro de 32 anos que trabalha no Bahrein. — Tomamos precauções quando dirigimos, especialmente quando as sirenes tocam.
Nos países do Golfo, os governos pediram aos residentes que não publiquem informações incorretas sobre a guerra e que se atenham às fontes oficiais para se informar.
Alguns também tentaram transmitir uma imagem de normalidade. O presidente emiradense, Mohammed ben Zayed Al Nahyan, passeou com uma grande escolta por um shopping de Dubai, parando às vezes para tirar selfies com as pessoas.
Mas nas ruas da cidade, a realidade da guerra pesa fortemente, e alguns se perguntam se continuarão no Golfo.
— Se as coisas continuarem assim, eu não posso arriscar minha vida. Prefiro voltar para o meu país — concluiu Franklin.
Uma enfermeira condenada a 23 anos de prisão por assassinato em Portugal foi localizada e detida na Indonésia. Mariana Fonseca, de 29 anos, ficou um ano foragida após a condenação. De acordo com a justiça portuguesa, ela participou do homicídio de Diogo Gonçalves, em 2020, em Algarve, região no sul do país. As informações são do Correio da Manhã.
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A mulher foi encontrada pela Polícia Judiciária e detida por agentes da Interpol na cafeteria onde trabalhava há alguns meses, em Jacarta, capital da Indonésia, segundo o site português. A ação foi realizada na última quinta-feira (5).
Em março de 2020, Diogo Gonçalves foi drogado e asfixiado até a morte e teve o corpo esquartejado. As partes do cadáver da vítima foram colocadas em sacos de lixo jogados em uma encosta e em área de mata, lembrou o site SIC Notícias. Nem todas foram recuperadas pela polícia.
Inicialmente, Mariana não foi considerada culpada, tendo sido absolvida em primeira instância. Ela foi condenada a 25 anos de prisão no Tribunal da Relação e, ao recorrer, teve pena reduzida para 23 anos. De acordo com a Justiça, a enfermeira participou do crime com a namorada, Maria Malveiro.
A motivação do homicídio foi uma herança recebida por Diogo, no valor de 70 mil euros. Na época, o profissional de informática tinha 21 anos, lembra o site português.
Maria também foi condenada à prisão. Durante a detenção, ela se suicidou.
No momento, Mariana segue detida na Indonésia e é acompanhada por um advogado. A linha de defesa da enfermeira deve ser de mantê-la no país, evitando a extradição para Portugal, apurou o Correio da Manhã. O pedido deve ser feito pelo consulado português, de acordo com o SIC Notícias.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento de detenção de Mariana Fonseca.
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A Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre alvos americanos no Oriente Médio para Teerã realizar seus ataques retaliatórios, à medida que os Estados Unidos ampliam sua ofensiva contra a República Islâmica e a guerra escala na região. A informação, revelada pelo jornal americano Washington Post nesta sexta-feira, indica que outro grande adversário dos EUA está participando — mesmo que indiretamente — da guerra. Horas depois do início dos ataques contra o Irã, no sábado passado, a Chancelaria russa condenou o conflito, e o classificou de “ato de agressão armada pré-planejado e não provocado” contra um Estado soberano. Um dia depois, chamou a morte do aiatolá Ali Khamenei de “assassinato cínico”.
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Desde o início da guerra, a Rússia tem repassado ao Irã a localização de ativos militares dos EUA, incluindo navios de guerra e aeronaves, segundo o Post, que citou três autoridades, que falaram sob condição de anonimato, familiarizadas com o plano.
— Parece ser um esforço bastante abrangente — afirmou uma das fontes, acrescentado que a própria capacidade das Forças Armadas iranianas de localizar os alvos americanas foi prejudicada em menos de uma semana de combates.
No último domingo, seis soldados americanos foram mortos e vários outros ficaram feridos em um ataque de drones iranianos contra uma base dos EUA no Kuwait. Após os ataques iniciais, o Irã retaliou, disparando milhares de drones e centenas de mísseis contra posições militares americanas, inclusive embaixadas.
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Segundo analistas, o compartilhamento de informações entre Moscou e Teerã justifica o padrão de ataques retaliatórios do Irã contra as forças americanas, incluindo infraestrutura de comando e controle, radares e estruturas temporárias, como aconteceu no Kuwait. A estação da CIA na embaixada dos EUA, em Riad, capital da Arábia Saudita, também foi alvo de ataques nos últimos dias.
— O regime iraniano está sendo completamente esmagado — disse Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca, sem comentar sobre qualquer ajuda russa ao Irã. — Sua capacidade de retaliação com mísseis balísticos está diminuindo a cada dia, sua Marinha está sendo dizimada, sua capacidade produtiva está sendo demolida e seus aliados mal oferecem resistência.
Questionado esta semana sobre sua mensagem para a Rússia e a China, que estão entre os apoiadores mais poderosos do Irã, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que não tinha nenhuma e que “eles não são realmente um fator aqui”.
Ao Post, Nicole Grajewski, que estuda a cooperação do Irã com a Rússia no Centro Belfer da Escola Kennedy de Harvard, afirmou que houve um alto nível de “sofisticação” nos ataques retaliatórios iranianos, tanto em relação aos alvos escolhidos por Teerã quanto à sua capacidade, em alguns casos, de sobrepujar as defesas dos EUA e de seus aliados.
— Eles estão conseguindo ultrapassar as defesas aéreas — disse ela, observando que a qualidade dos ataques do Irã parecia ter melhorado até mesmo em comparação com a guerra de 12 dias com Israel, em junho do ano passado.
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A assistência da Rússia reorganiza a forma como vários países têm se envolvido em guerra desde a invasão russa na Ucrânia em 2022. Ao longo desse conflito, adversários dos EUA, incluindo Irã, China e Coreia do Norte, forneceram à Rússia ajuda militar direta ou apoio material para a vasta indústria de defesa de Moscou.
Os EUA, por sua vez, forneceram à Kiev dezenas de bilhões de dólares em equipamentos militares e compartilharam informações de inteligência sobre as posições russas para aprimorar a capacidade de ataque. Na quinta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou no X que o governo Trump havia solicitado assistência para ajudar na proteção contra drones iranianos e que Kiev forneceria “especialistas” em resposta.
O Irã tem sido um dos principais apoiadores da Rússia durante a guerra na Ucrânia, compartilhando a tecnologia para produzir drones de ataque unidirecionais baratos, que foram repetidamente usados ​​para sobrecarregar as defesas aéreas de Kiev e esgotar os estoques ocidentais de interceptores doados para proteger as cidades ucranianas.
— Os russos estão mais do que cientes da assistência que estamos dando aos ucranianos — disse uma das fontes familiarizadas com o apoio de Moscou a Teerã. — Acho que eles ficaram muito felizes em tentar obter alguma retribuição.
Rússia beneficiada com a guerra
O Kremlin vê possíveis vantagens em uma guerra prolongada entre os EUA e o Irã, incluindo maiores receitas com petróleo e uma crise aguda que distraia a América e a Europa da guerra na Ucrânia.
Embora o petróleo russo esteja sob embargo internacional, Moscou ainda tem compradores, oferecendo a preços reduzidos e uma pronta entrega através de sua frota fantasma, algo crucial no momento em que centenas de petroleiros estão ancorados no Golfo Pérsico.
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— Quanto mais tempo durar a crise no Golfo Pérsico, mais benéfico será para a Rússia e mais fundos seu orçamento receberá para financiar sua agressão contra a Ucrânia — disse Vyacheslav Likhachev, membro do Conselho de Especialistas do Centro para as Liberdades Civis, uma organização ucraniana sem fins lucrativos, à TV France 24.
A caótica expansão da guerra criou outra situação positiva para os russos. Sob ataque de mísseis, foguetes e drones, americanos, israelenses e as monarquias do Oriente Médio estão usando à exaustão seus sistemas de defesa aérea. No Chipre, onde um drone iraniano caiu em uma base britânica, aliados europeus deslocaram forças e sistemas de defesa aérea. Caso o conflito se estenda por mais tempo, os EUA devem mover recursos de outras regiões, como o Leste da Ásia, para o Golfo.
Com isso, os ucranianos se viram em uma situação perigosa. O país depende do sistema Patriot para defender instalações estratégicas, como centrais elétricas, contra os ataques russos. Segundo cálculos de Kiev, são necessários 60 mísseis por mês, mas os parceiros europeus se comprometeram com apenas cinco, isso antes da guerra no Irã. Ao mesmo tempo, a Rússia produz novos mísseis e centenas de drones graças à adequação de seu parque industrial à economia de guerra.
— A Ucrânia nunca teve tantos mísseis para repelir ataques. Mais de 800 foram usados ​​somente nos últimos três dias — lamentou Zelensky durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, em Kiev.
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Mas o líder ucraniano tem um novo plano. Desde o fim de semana, ele conversa com líderes do Golfo para oferecer o conhecimento ucraniano para interceptar drones de tecnologia iraniana, os mesmos usados pela Rússia desde 2022, em troca de mísseis do sistema Patriot do modelo PAC-3. Ele afirmou que os EUA já pediram ajuda a Kiev.
— A questão principal é como proteger o espaço aéreo deles (países do Golfo). Nós mesmos convivemos com essa questão. Então vamos falar sobre as armas que nos faltam: mísseis do sistema PAC-3, se eles nos fornecerem, nós forneceremos interceptores — disse na terça. — Essa é uma troca justa. Certamente faremos isso. E se as equipes começarem a trabalhar agora, veremos qual será o resultado.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram nesta sexta-feira terem atingido e destruído um bunker subterrâneo sob o complexo da liderança iraniana, no centro de Teerã, que pertenceria ao falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O Exército israelense disse ainda que avalia se autoridades iranianas estavam dentro da instalação no momento do bombardeio.
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Segundo comunicado militar, cerca de 50 caças da Força Aérea israelense participaram do ataque na madrugada de sexta-feira, guiados por informações reunidas pela Diretoria de Inteligência das forças armadas. O porta-voz militar, Effie Defrin, afirma que os caças empregaram mais de 100 munições no ataque.
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De acordo com os militares, o bunker se estendia por várias ruas e contava com múltiplas entradas e salas de reunião. A instalação, que fazia parte do principal complexo subterrâneo utilizado pela liderança iraniana em Teerã, teria sido projetada como um centro de comando de emergência.
Ainda segundo o Exército israelense, a estrutura continuou sendo utilizada por altos funcionários iranianos mesmo após a morte de Khamenei.
(matéria em atualização)
A cidade de Birmingham, no Reino Unido, recebe nesta semana uma das competições caninas mais prestigiadas do mundo, a Crufts, que reúne milhares de cães e seus donos em uma disputa que combina beleza, habilidades e treinamento. O evento ocorre entre os dias 5 e 8 de março no National Exhibition Centre (NEC) e deve atrair mais de 20 mil animais e cerca de 160 mil visitantes.
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Considerada a maior exposição canina do planeta, a competição reúne representantes de mais de 200 raças que disputam diferentes categorias, como conformação da raça, agilidade, obediência e apresentações coreografadas com os animais. Ao final, apenas um cão é escolhido para receber o principal prêmio do evento, o título de “Best in Show”, entregue na noite de domingo.
Criada em 1891 pelo empresário britânico Charles Cruft, a exposição começou como uma mostra de cães de raça em Londres e, ao longo das décadas, transformou-se em um dos eventos mais importantes do mundo canino. Atualmente, é organizada pelo The Kennel Club, principal entidade responsável pelo registro e regulamentação de raças no Reino Unido. Veja fotos:
Além das competições principais, o evento inclui apresentações de cães policiais, provas esportivas como flyball e agility e iniciativas que destacam o papel dos animais na sociedade, incluindo prêmios para cães considerados heróis por serviços prestados às comunidades.
O encontro também funciona como um grande ponto de encontro para criadores, treinadores e amantes de cães de diversas partes do mundo, que viajam ao país para participar ou assistir às disputas. Em algumas edições recentes, o número de animais inscritos ultrapassou 20 mil, consolidando a Crufts como referência global em exposições caninas.
A final da competição, que define o melhor cão da edição, acontece no último dia do evento e é considerada o momento mais aguardado da programação.
Um vídeo publicado no YouTube pelo chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Dan Scavino, mostrou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebendo orações de líderes religiosos no Salão Oval da Casa Branca. O vídeo é desta sexta-feira, gravado em meio à guerra no Oriente Médio.
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Scavino também fez a publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) com a legenda: “Que Deus abençoe a América”. É possível notar a presença de cerca de 20 líderes religiosos ao redor do presidente americano que, em silêncio, fecha os olhos e recebe as orações.
— Nos sentimos honrados de estar hoje diante da tua presença, levantando os braços do nosso presidente. Oramos para que sua bênção e teu favor continuem repousando sobre ele. Oramos para que a sabedoria do céu inunde seu coração e sua mente — diz um dos pastores durante a oração.
Trump é um dos protagonistas da guerra no Oriente Médio, que atingiu seu sétimo dia nesta sexta. Com quase uma semana de confrontos, os números de pessoas mortas ultrapassaram a casa dos mil no Irã, seis soldados americanos faleceram e a economia mundial apresentou quedas relevantes.
O regulador australiano de internet alertou nesta sexta-feira que sites pornográficos deverão bloquear o acesso de menores de 18 anos a partir de segunda-feira, em virtude de novas e amplas restrições destinadas a proteger crianças.
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Alguns sites na Austrália já haviam impedido o acesso de usuários não registrados nesta sexta-feira e estavam recusando novos cadastros, poucos dias antes de se tornar obrigatório o uso de tecnologia de verificação de idade para impedir a entrada de menores.
As novas normas ampliam as medidas de segurança digital do país, após a proibição pioneira — em vigor desde 10 de dezembro — que impede menores de 16 anos de usar redes sociais.
Ampliação das restrições digitais
A iniciativa restringe o acesso de menores a “conteúdos impróprios para sua idade”, incluindo pornografia, violência de alto impacto, suicídio e transtornos alimentares.
A regulamentação abrange sites pornográficos, mecanismos de busca, lojas de aplicativos, fornecedores de videogames e sistemas de inteligência artificial generativa, incluindo chatbots.
O descumprimento pode resultar em multas de até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de 35 milhões de dólares) por cada infração.
O ataque de 28 de fevereiro que atingiu uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã, é o episódio mais mortal conhecido em termos de vítimas civis desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã — e nenhum dos lados assumiu a responsabilidade até o momento. Mas um conjunto de evidências reunidas pelo The New York Times — incluindo imagens de satélite recentemente divulgadas, publicações em redes sociais e vídeos verificados — indica que o prédio da escola foi severamente danificado por um ataque que ocorreu simultaneamente a um bombardeio a uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Islâmica, situada em local próximo.
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As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que elas provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque.
Dezenas de pessoas morreram em ataque a uma escola no sul do Irã
A Casa Branca encaminhou ao jornal americano as declarações da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. Questionada se os Estados Unidos haviam realizado o ataque aéreo à escola, ela respondeu: “Não que saibamos”, acrescentando que “o Departamento de Guerra está investigando o assunto”.
A dificuldade em determinar com precisão o que aconteceu tem sido dificultada pela falta de fragmentos de armas visíveis e pela impossibilidade de jornalistas estrangeiros chegarem ao local. O número total de mortos ainda não foi confirmado por fontes independentes, mas autoridades de saúde iranianas e a mídia estatal afirmaram que o ataque matou pelo menos 175 pessoas, muitas delas crianças, na escola primária Shajarah Tayyebeh.
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Proximidade a alvo americano
Nos dias seguintes ao ataque, as autoridades americanas não confirmaram nem negaram a responsabilidade. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou na quarta-feira que uma investigação estava em andamento. A porta-voz militar israelense, Nadav Shoshani, disse a jornalistas no domingo que, “até o momento”, não tinha conhecimento de nenhuma operação militar de seu país “naquela área” naquele momento.
Autoridades americanas indicaram publicamente, em declarações, que no dia em questão, aviões dos americanos estavam realizando operações na região onde a escola estava localizada.
A escola primária fica na pequena cidade de Minab, no sul do país, a mais de 965 quilômetros de Teerã, mas próximo da importante via navegável do Estreito de Ormuz. Como sábado é o início da semana de trabalho iraniana, crianças e professores estavam em aula no momento do ataque, disseram autoridades de saúde e a mídia estatal iraniana.
Bombas caíram numa escola feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã , e a emissora pública israelense informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia sido alvo dos ataques.
ALI NAJAFI / ISNA / AFP
Os ataques foram relatados pela primeira vez nas redes sociais pouco depois das 11h30, horário local. Uma análise dessas postagens — bem como fotos e vídeos de testemunhas capturados dentro de uma hora após os ataques — ajuda a corroborar que a escola foi atingida ao mesmo tempo que a base naval. Um vídeo, identificado por especialistas em geolocalização , mostrou várias colunas de fumaça saindo da área da base e da escola.
Imagens mostrando os extensos danos ao prédio da escola foram compartilhadas por um grupo de direitos humanos iraniano logo em seguida, e vídeos publicados pela mídia iraniana e verificados de forma independente pelo New York Times mostraram multidões de pessoas vasculhando os escombros em busca de sobreviventes e vítimas.
Para avaliar melhor os danos dentro da base e o que poderia tê-los causado, o jornal americano encomendou novas imagens de satélite da empresa Planet Labs, e uma das mídas tiradas na quarta-feira corroborou ainda mais a cronologia dos eventos.
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As imagens mostram que múltiplos ataques de precisão atingiram pelo menos seis edifícios da Guarda Revolucionária, além da escola. Quatro edifícios dentro da base naval foram completamente destruídos e outros dois apresentaram marcas de impacto no centro de seus telhados, o que é consistente com ataques de precisão.
O analista de segurança nacional, Wes J. Bryant, que serviu na Força Aérea dos Estados Unidos, e foi consultor sênior em danos a civis no Pentágono, analisou as novas imagens de satélite e concluiu que todos os edifícios, incluindo a escola, foram atingidos por ataques com precisão cirúrgica.
Bryant, que tem sido crítico da administração Trump, disse que a explicação mais provável era que a escola tivesse sido um “alvo mal identificado” — que as forças atacaram o local sem perceber que poderia haver um grande número de civis dentro dele.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou em uma coletiva de imprensa na quarta-feira que as forças americanas estavam realizando ataques no sul do Irã naquele momento. Um mapa apresentado por ele mostrava que uma área que incluía Minab havia sido alvo de ataques nas primeiras 100 horas da operação, embora não identificasse explicitamente a cidade.
Na mesma coletiva de imprensa, o General Caine afirmou que as forças israelenses estavam operando predominantemente mais ao norte do país. Ele também identificou diversas operações militares americanas visando as áreas do sul e sudeste do Irã, sem mencionar qualquer atividade israelense nessas regiões.
“Ao longo do eixo sul, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln continuou a exercer pressão marítima ao longo do lado sudeste da costa e vem desgastando a capacidade naval em todo o estreito”, disse o general.
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Por volta de 2013, de acordo com as imagens de satélite obtidas pelo jornal americano, a escola chegou a fazer parte da base naval da Guarda Revolucionária, mas desde setembro de 2016, o mesmo prédio foi isolado por uma divisória e não estava mais conectado à base.
Imagens de satélite mostram também que a estrutura apresenta as características de uma escola, incluindo um campo de esportes e outras áreas recreativas que foram adicionadas ao longo do tempo.
“Dadas as capacidades de inteligência dos Estados Unidos, eles deveriam saber que havia uma escola nas proximidades”, disse Beth Van Schaack, ex-funcionária do Departamento de Estado e professora do Centro de Direitos Humanos e Justiça Internacional da Universidade de Stanford.
Teoria de ‘fogo amigo’ descartada
Circulam algumas teorias online sugerindo que um míssil iraniano disparado incorretamente foi o responsável pelo ataque à escola, mas o New York Times e outros analistas online desmentiram a alegação, em parte ao determinar que um único míssil errante não teria causado danos tão precisos e direcionados a vários edifícios da base naval.
Autoridades americanas afirmam que o ataque ainda está sob investigação. Se for confirmado que foi uma bomba americana que atingiu Shajarah Tayyebeh, uma das questões que provavelmente surgirá será se a greve escolar foi um erro ou se foi um ataque direcionado com base em informações desatualizadas.
A especialista em direito da guerra, Janina Dill, da Universidade de Oxford, afirmou que os países responsáveis por ataques são obrigados a “verificar o estado” do alvo para garantir que civis não sejam feridos. A omissão dessa verificação pode violar o direito internacional, acrescentou.

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