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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quinta-feira que pediu aos Estados Unidos “detalhes” sobre a proposta de Moscou de um cessar-fogo em 9 de maio, data em que a Rússia celebra a vitória soviética sobre os nazistas.
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Durante uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, propôs um cessar-fogo durante as celebrações do Dia da Vitória, segundo informou um assessor do Kremlin.
Em uma mensagem no X, Zelenskyafirmou que determinou a seus representantes que entrassem em contato com a Presidência dos Estados Unidos para “esclarecer os detalhes da proposta russa”.
“Vamos esclarecer do que se trata exatamente: algumas horas de segurança para um desfile em Moscou ou algo mais importante. Nossa proposta é um cessar-fogo de longo prazo”, publicou.
A Rússia realiza todo 9 de maio um grande desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, para marcar a capitulação da Alemanha nazista em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Neste ano, porém, o Kremlin informou que não exibirá equipamentos militares nas celebrações por causa da “ameaça terrorista” representada por Kiev.
Ucrânia defende trégua mais ampla
A Ucrânia, que combate a invasão russa desde fevereiro de 2022, tentou atrapalhar o desfile do ano passado com ataques de drones contra Moscou nos dias anteriores.
O governo ucraniano defende há tempos uma trégua duradoura como passo para favorecer negociações de paz.
A Rússia rejeita essa possibilidade sob o argumento de que uma pausa mais longa permitiria que Kiev reforçasse suas defesas militares.
Israel deteve 175 ativistas que estavam a bordo de 20 embarcações de uma nova flotilha de ajuda a Gaza quando seguiam para o território palestino com um carregamento humanitário, informou o governo israelense.
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Os organizadores da flotilha, composta por quase 60 embarcações, denunciaram pouco antes que navios israelenses os cercaram “ilegalmente” em águas internacionais, em frente à costa da Grécia, e os ameaçaram com “sequestros e violência”.
“Aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 barcos (…) agora seguem pacificamente para Israel”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em comunicado, junto com um vídeo dos ativistas sob custódia em uma de suas embarcações.
Israel controla todos os pontos de entrada da Faixa de Gaza e tem sido acusado pela ONU e por ONGs estrangeiras de impedir a entrada de bens no território, o que provocou escassez desde o início da guerra no enclave palestino, em outubro de 2023.
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“No momento em que publicamos este comunicado (04h30 GMT), ao menos 22 dos 58 barcos da flotilha foram tomados de assalto pelas forças israelenses, em total violação do direito internacional”, afirmou a Flotilha Mundial Sumud, que organiza a mobilização em apoio aos palestinos.
Inicialmente, não foi possível verificar de forma independente a versão apresentada pela flotilha, que partiu nas últimas semanas de Marselha, na França; Barcelona, na Espanha; e Siracusa, na Itália.
Organizadores relatam abordagem militar
Atualmente, as embarcações estão em frente à costa da Grécia, perto de Creta, segundo o rastreamento ao vivo no site da organização.
“Nossos barcos foram abordados por lanchas militares cujos ocupantes se identificaram como sendo de ‘Israel’”, afirmou a organização em comunicado anterior publicado no X.
Ela acrescentou que os ocupantes foram “mirados com lasers e armas de assalto semiautomáticas” e que os soldados “ordenaram aos participantes que se agrupassem na parte dianteira dos barcos e ficassem de quatro”.
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Uma primeira viagem da Flotilha Global Sumud em 2025 atravessou o Mediterrâneo até as proximidades de Gaza e atraiu atenção internacional.
As cerca de 50 embarcações que integravam aquela missão foram interceptadas por Israel em frente às costas do Egito e da Faixa de Gaza no início de outubro.
A operação israelense, classificada como ilegal pelos organizadores e pela Anistia Internacional, provocou condenações internacionais. Os tripulantes foram presos e expulsos por Israel.
A Faixa de Gaza enfrenta um bloqueio israelense desde 2007, intensificado após o início da guerra desencadeada pelo ataque mortal realizado em 2023 pelo grupo islamista Hamas em território israelense.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos provocará perturbações no Golfo, mas não alcançará seu objetivo.
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“Qualquer tentativa de impor um bloqueio marítimo ou restrições é contrária ao direito internacional (…) e está condenada ao fracasso”, disse Pezeshkian em comunicado.
Ele acrescentou que tais medidas “não apenas fracassarão em reforçar a segurança regional, como são, na verdade, uma fonte de tensão e perturbação para uma estabilidade duradoura no Golfo Pérsico”.
Os Estados Unidos impõem um bloqueio naval aos portos iranianos desde 13 de abril, dias depois do cessar-fogo que interrompeu os bombardeios contra a república islâmica, iniciados ao lado de Israel em 28 de fevereiro.
O cenário é agravado pelo fechamento quase total do estreito de Ormuz pelas Forças Armadas iranianas, passagem estratégica por onde transitam petróleo e gás extraídos do Golfo. Teerã também ameaça “responder” caso o bloqueio naval americano continue.
Pressão sobre petróleo aumenta
O ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos “não obterão resultado” com o bloqueio e negou que haja problema de abastecimento de petróleo bruto.
— Os funcionários da indústria petrolífera trabalham dia e noite para garantir que não haja problemas na prestação de serviços — disse o ministro à televisão estatal.
Do lado americano, o Comando Central dos Estados Unidos na região (Centcom) afirmou na quarta-feira, no X, ter alcançado um “marco significativo” ao impedir a passagem do 42º navio que tentou romper o bloqueio.
Segundo o Centcom, há “41 petroleiros com 69 milhões de barris de petróleo que o regime iraniano não pode vender” — carga avaliada em 6 bilhões de dólares.
De acordo com um alto funcionário da Casa Branca, Donald Trump afirmou em reunião com empresários do setor petrolífero que o bloqueio naval aos portos iranianos pode se prolongar “por meses, se necessário”.
A perspectiva de uma crise prolongada ampliou a preocupação dos mercados com o abastecimento global de petróleo. Nesta quinta-feira, o barril de Brent do Mar do Norte superou os 126 dólares, com alta de 7%, enquanto o WTI, referência do mercado americano, rondava os 110 dólares por barril.
Uma descoberta incomum chamou a atenção de pescadores e cientistas marinhos nos Estados Unidos: uma lagosta com coloração perfeitamente dividida entre marrom e laranja foi encontrada na costa de Cape Cod, em Massachusetts. Considerado um fenômeno “extraordinariamente raro”, o animal foi capturado por uma equipe a bordo do barco Timothy Michael, operado pela Wellfleet Shellfish Company, na última quinta-feira.
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Lagosta ‘meio a meio’ tem ocorrência de 1 em 50 milhões
Reprodução: Wellfleet Shellfish Company
As imagens divulgadas pela empresa nas redes sociais mostram o crustáceo com uma divisão nítida de cores, o que levou a comparações com um “rosto duplo”. “Extraordinariamente raro”, afirmou a companhia na publicação, acrescentando: “Lagostas divididas como esta são extraordinariamente raras”.
Em entrevista à revista Popular Science, o diretor de operações da empresa, Dan Brandt, destacou a decisão de preservar o animal. “Quando algo tão raro chega aos nossos cais, vemos como parte do nosso papel compartilhá-lo com a comunidade em geral — o Woods Hole Science Aquarium foi o destino perfeito para esta lagosta sortuda”, disse.
Fenômeno genético raro
Especialistas apontam que a coloração incomum pode estar ligada a condições biológicas complexas, como mosaicismo genético ou ginandromorfismo — quando um organismo apresenta características tanto masculinas quanto femininas. Irregularidades na produção de pigmentos durante o desenvolvimento também podem gerar esse tipo de aparência, segundo relatos locais.
A equipe responsável pela pesca de uma lagosta de coloração dupla em Cape Cod, nos EUA
Reprodução: Wellfleet Shellfish Company
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Em vez de ir parar em um prato, a lagosta foi doada ao Woods Hole Science Aquarium, onde será estudada e, futuramente, exibida ao público após a conclusão de reformas previstas para 2027. Por enquanto, o animal está sob cuidados de uma equipe do Marine Biological Laboratory, ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), também em Massachusetts.
A bióloga do aquário Julia Studley ressaltou o valor educativo da descoberta: “Este animal não é apenas fascinante de se observar, mas também serve como um grande lembrete de quão intrincados são os mecanismos genéticos e de quanto devemos a eles pela diversidade que vemos no mundo ao nosso redor”.
Uma captura em 50 milhões
Em publicação nas redes sociais, os pescadores celebraram o achado: “Uma captura em 50 milhões”.
Eles explicaram que, em vez de seguir para o mercado, a lagosta teve um destino especial. “A Wellfleet Shellfish Company tem orgulho de doar esta rara beleza ao Woods Hole Science Aquarium, onde ela será exibida ao público de perto assim que o local reabrir”.
O texto também detalha que o animal está sendo cuidado enquanto o aquário passa por reformas e reforça a raridade do fenômeno: “Por enquanto, ela está sendo cuidada pela equipe do Marine Biological Laboratory da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), em Woods Hole, Massachusetts, enquanto o aquário passa por reformas”.
A publicação ainda explica a origem do fenômeno: “Lagostas divididas como esta são extraordinariamente raras — causadas por variações genéticas únicas que criam sua impressionante coloração meio a meio”.
A captura, segundo os pescadores, reforça a importância do trabalho no mar: “Momentos como este são o motivo pelo qual fazemos o que fazemos: apoiar nossa comunidade pesqueira, proteger o oceano e compartilhar suas maravilhas com todos”.
Transformada de potencial refeição em objeto de estudo, a lagosta agora simboliza não apenas uma curiosidade da natureza, mas também um lembrete da diversidade e imprevisibilidade dos oceanos.
A Nasa lançou, neste mês de abril, uma ferramenta interativa que permite a qualquer pessoa escrever o próprio nome usando imagens reais captadas do espaço. A plataforma, chamada “Your Name in Landsat” (“Seu Nome no Landsat”), transforma cada letra em fotografias de satélite de paisagens terrestres, como rios, desertos, crateras, fluxos de lava e cadeias de montanhas.
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A proposta faz parte das ações de divulgação científica ligadas ao programa Landsat, uma das missões de observação da Terra mais importantes da história. Além de apresentar o potencial visual das imagens orbitais, a iniciativa busca aproximar do público um acervo de mais de 50 anos de registros científicos sobre as transformações do planeta.
Veja como usar a ferramenta da Nasa
O funcionamento é simples e pode ser feito em poucos passos.
1. Acesse a plataforma “Your Name in Landsat”
O primeiro passo é entrar na ferramenta disponibilizada pela Nasa, chamada “Your Name in Landsat”. A página foi criada para permitir que qualquer pessoa monte palavras a partir de imagens reais feitas pelos satélites Landsat. [Acesse aqui]
2. Digite seu nome ou qualquer palavra
Ao abrir a plataforma, basta escrever seu nome, ou qualquer outra palavra desejada, no campo indicado. Não há necessidade de cadastro ou instalação de aplicativo.
Depois disso, é só pressionar Enter para que o sistema gere automaticamente a composição visual.
3. Veja as letras formadas por paisagens reais
Cada letra exibida não foi desenhada digitalmente, mas corresponde a uma imagem verdadeira da superfície terrestre registrada do espaço.
Um rio sinuoso pode formar a letra “S”, por exemplo, enquanto crateras circulares, dunas, montanhas ou rastros vulcânicos ajudam a compor outras letras do alfabeto.
O resultado final mistura geografia, fotografia de satélite e observação espacial em uma experiência visual bastante curiosa.
Explore cada imagem individualmente
Além de visualizar a palavra completa, o usuário também pode passar o cursor sobre cada letra para descobrir mais detalhes sobre aquela fotografia.
A ferramenta mostra as coordenadas exatas do local registrado e uma breve descrição geográfica da região observada. Isso permite identificar onde aquela formação natural está localizada no planeta e entender melhor sua origem.
A proposta une entretenimento e divulgação científica ao transformar imagens técnicas em uma experiência acessível ao público geral.
O que é o programa Landsat
A ferramenta utiliza o vasto arquivo de imagens produzido pelos satélites Landsat, um programa desenvolvido em parceria entre a Nasa e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Desde o lançamento do primeiro satélite, em 1972, a missão registra continuamente a superfície terrestre, formando um dos maiores e mais completos bancos de imagens ambientais do mundo.
Segundo a NASA, o principal objetivo sempre foi fornecer dados científicos confiáveis para acompanhar fenômenos ambientais, mudanças climáticas, uso de recursos naturais e transformações geográficas ao longo do tempo.
Mais de 50 anos observando a Terra
Graças à continuidade da missão, pesquisadores de diversos países utilizam os dados do Landsat para estudar o crescimento das cidades, a erosão costeira, os ciclos agrícolas, incêndios florestais, desmatamento e alterações climáticas.
A manutenção desse registro contínuo é considerada essencial porque garante consistência científica entre as imagens. Assim, as mudanças observadas refletem alterações reais na Terra, e não diferenças técnicas entre satélites diferentes.
Outro diferencial importante do programa é que todas as informações coletadas são públicas e gratuitas.
Isso significa que cientistas, estudantes, governos e qualquer cidadão podem acessar e baixar imagens de satélite sem custo. Essa política de dados abertos ajudou a impulsionar milhares de pesquisas científicas e projetos ambientais em todo o mundo.
Com iniciativas como “Seu Nome no Landsat”, a Nasa mostra como uma tecnologia criada originalmente para fins científicos também pode se transformar em uma experiência interativa e educativa.
Mais do que uma curiosidade visual, a ferramenta ajuda a mostrar como cinco décadas de observação espacial podem ser usadas para aproximar a ciência do cotidiano das pessoas.
Uma nova espécie de serpente pré-histórica identificada por cientistas pode figurar entre as maiores já existentes. Batizada de Vasuki indicus, a cobra viveu há cerca de 47 milhões de anos na região que hoje corresponde ao estado de Gujarat, na Índia, segundo pesquisa publicada na revista científica Scientific Reports. Estimativas indicam que o animal atingia impressionantes 11 a 15 metros de comprimento.
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Entenda por que cientistas deram cocaína a salmões — e os riscos da poluição para a vida aquática
O réptil pertencia à extinta família madtsoiidae, mas, de acordo com os pesquisadores, representa uma linhagem única que se originou no subcontinente indiano. A descoberta foi feita a partir de fósseis analisados por Debajit Datta e Sunil Bajpai, que estudaram restos encontrados na mina de lignito de Panandhro, na região de Kutch, em Gujarat.
Os fósseis datam do Eoceno Médio, período ocorrido há aproximadamente 47 milhões de anos. O nome Vasuki indicus faz referência à serpente mitológica associada ao deus hindu Shiva, além de homenagear o país onde o animal foi encontrado.
Ossos de serpente gigante pré-histórica encontrados na Índia
Reprodução: Nature
O material analisado inclui 27 vértebras, em sua maioria bem preservadas e algumas ainda conectadas, o que indica que pertenciam a um exemplar adulto. Esses ossos forneceram pistas importantes sobre o tamanho e a estrutura do animal.
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Dimensões colossais
Cada vértebra mede entre 37,5 e 62,7 milímetros de comprimento e entre 62,4 e 111,4 milímetros de largura — proporções que apontam para um corpo espesso e cilíndrico. Com base nessas medidas, os cientistas estimam que a serpente tinha entre 10,9 e 15,2 metros de comprimento.
Esse tamanho coloca a Vasuki indicus na mesma faixa da Titanoboa, considerada a maior cobra já descoberta, embora os pesquisadores ressaltem que ainda há incertezas nessas estimativas. Devido à sua estrutura robusta, é provável que o animal se movesse lentamente e utilizasse táticas de emboscada, semelhantes às das anacondas atuais.
Uma família antiga e disseminada
A espécie foi classificada dentro da família madtsoiidae, grupo de serpentes que existiu por quase 100 milhões de anos, do fim do período Cretáceo até o final do Pleistoceno. Esses animais habitaram diversas regiões do planeta, incluindo África, Europa e Índia.
O estudo sugere que a Vasuki indicus pode fazer parte de um grupo de grandes serpentes madtsoiídeas que evoluíram inicialmente na Índia. A partir dali, esses répteis teriam se espalhado pelo sul da Europa e pela África durante o Eoceno, período que se estende de cerca de 56 a 34 milhões de anos atrás.
Um som de rasgo surpreendeu os pilotos Robert Schornstheimer e Madeline “Mimi” Tompkins, do voo 243 da Aloha Airlines, em 28 de abril de 1988, enquanto seguiam em um Boeing 737-200 para Honolulu. A porta da cabine de comando desapareceu sem aviso prévio, assim como parte do teto na área dos passageiros. Só era possível ver o céu azul e ouvir o ruído ensurdecedor do vento batendo nos pedaços soltos. A cena era evidente: o teto não estava mais lá.
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A adrenalina ativou o instinto de sobrevivência dos oficiais e, após uma manobra kamikaze, conseguiram descer e realizar um pouso de emergência. Desde então, o caso passou a ser considerado um dos acidentes mais importantes e aterrorizantes da história da aviação.
Passaram-se 38 anos do acidente do voo 243 da Aloha Airlines, que deixou uma comissária desaparecida e 95 pessoas a bordo que sobreviveram milagrosamente, das quais 65 ficaram feridas.
Segundo a Aviation Safety Network, naquele dia o comandante acionou os freios aerodinâmicos e iniciou a descida com velocidade indicada entre 280 e 290 nós, a uma razão de 1,2 mil metros por minuto.
Apesar de se tratar de um momento crítico, nenhum dos responsáveis pelo voo entrou em pânico, conforme foi informado posteriormente. Simplesmente fizeram o que precisavam fazer com o objetivo de salvar o maior número possível de vidas.
Felizmente, quando o alarme soou, todos os passageiros estavam sentados e o aviso para afivelar os cintos estava aceso. De acordo com os relatórios, a comissária principal estava no corredor, ao lado da fileira cinco, quando o teto se desprendeu e ela foi sugada para o vazio. A segunda comissária conseguiu se segurar nos assentos e sofreu ferimentos leves, enquanto a terceira foi atingida por destroços e teve contusões graves.
Enquanto o avião descia, mensagens de socorro foram emitidas e o aeroporto de Maui foi informado de que seria usado para um pouso de emergência. Às 13h50min58s, o controlador local solicitou ao voo que mudasse de frequência para o controle de aproximação, porque a aeronave estava fora da cobertura de radar local. Embora o pedido tenha sido confirmado, o voo 243 continuou transmitindo na frequência do controlador local. Às 13h53min44s, a copiloto informou ao controlador local:
— Precisaremos de assistência. Não conseguimos nos comunicar com os comissários de bordo. Precisaremos de assistência para os passageiros quando aterrissarmos.
Nunca receberam resposta.
Somente quando estavam a 3.000 metros acima do nível do mar o comandante conseguiu estabelecer comunicação com Maui e solicitar apoio para o momento do pouso. Já sem as máscaras de oxigênio, o contato com os passageiros foi restabelecido.
Às 13h55min05s, o primeiro-oficial informou à torre:
— Não teremos trem de pouso dianteiro.
Às 13h56min14s, a tripulação acrescentou:
— Precisaremos de todo o equipamento que vocês tiverem.
Finalmente, com um motor a menos e sem parte do teto, o voo 243 pousou na pista 02 do aeroporto Kahului, em Maui, às 13h58min45s.
— Tremia um pouco, balançava levemente e parecia elástico — descreveu mais tarde o comandante.
O que causou o acidente
Após uma investigação detalhada, concluiu-se que “a falha no programa de manutenção da Aloha Airlines para detectar a presença de desprendimento significativo e danos por fadiga foi o que finalmente provocou a falha da junta sobreposta em S-10L e a separação da parte superior da fuselagem. Contribuíram para o acidente a falta de supervisão adequada por parte da gerência da Aloha Airlines sobre sua equipe de manutenção, assim como a falta de avaliação adequada por parte da FAA do programa de manutenção da Aloha Airlines e das deficiências na inspeção e no controle de qualidade da companhia aérea”.
Em decorrência desse episódio quase ficcional, em 1990 foi lançado o filme Pouso Milagroso, que narra como o avião conseguiu descer com quase toda a tripulação e os passageiros depois de perder o teto em pleno voo.
A liberdade de imprensa no mundo atingiu neste ano seu nível mais baixo em mais de duas décadas, segundo o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, produzido e divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) nesta quinta-feira. Pela primeira vez desde a criação do levantamento, há 25 anos, mais da metade dos países (52,2%) se encontra em situação classificada como “difícil” ou “muito grave” — em 2002, eram apenas 13,7%. Sinais crescentes de criminalização do jornalismo, incluindo a instrumentalização de leis contra a imprensa, compõem um novo cenário de táticas predatórias, diz o estudo, com consequências visíveis em todas as partes do globo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente interino do Peru, José María Balcázar, afirmou que a Alemanha iniciou a Segunda Guerra Mundial “em parte por causa dos judeus”, uma declaração condenada como “absurda” e “antissemita” nesta quarta-feira pelas embaixadas alemã e israelense em Lima. As declarações foram feitas na noite de terça-feira durante um discurso para líderes empresariais em comemoração ao 138º aniversário da Câmara de Comércio de Lima. Balcázar fez alusão ao livro “Os Inimigos do Comércio”, do filósofo espanhol Antonio Escohotado.
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“Como é possível que a Alemanha tenha sido levada à guerra também em parte por causa dos judeus, porque eles controlavam todos os bancos, todo o comércio e praticavam a usura?”, questionou o presidente peruano.
As embaixadas israelense e alemã, em uma declaração conjunta, afirmaram que a fala do presidente “é absurda, historicamente insustentável e viola a memória de milhões de cidadãos judeus alemães assassinados pelos nazistas”.
“O Holocausto não pode ser banalizado […]. Devemos rejeitar todas as formas de antissemitismo” e, portanto, “esperamos que o presidente Balcázar se retrate”, acrescentaram.
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A presidência peruana lamentou nas redes sociais que as declarações “tenham gerado uma percepção distorcida do povo judeu”, mas evitou retratá-las e enfatizou que as observações “refletem a opinião do escritor espanhol”, falecido em 2021.
“O Estado peruano sempre sustentou que o fanatismo nazista foi a causa daquela guerra e o responsável pelo genocídio imperdoável do povo judeu”, afirmou a presidência.
A comunidade judaica do Peru também repudiou as declarações de Balcázar e as denunciou como “argumentos de tempos medievais sombrios” que culpam as vítimas pelo próprio Holocausto.
Uma nova geração de suspeitos de ataques políticos violentos nos Estados Unidos tem chamado a atenção de especialistas por fugir do perfil historicamente associado a esse tipo de crime, segundo o Wall Street Journal. Em vez de indivíduos com histórico de fracasso escolar ou isolamento social extremo, casos recentes envolvem jovens com trajetórias acadêmicas de destaque — alguns formados em instituições de elite e com desempenho excepcional. De Luigi Mangione, acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare, a Cole Allen, investigado por tentar assassinar o presidente americano, Donald Trump, durante um evento em Washington, os episódios apontam uma mudança no padrão dos agressores. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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