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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em entrevista à CBS News que a guerra contra o Irã poderia estar quase no fim. Além de fazer um balanço do conflito, o republicano comentou sobre a nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei, que substituiu o pai, Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA e de Israel, como líder supremo iraniano e ainda prometeu retaliar fortemente o regime teocrático caso bloqueiem o Estreito de Ormuz, o qual ele afirma já estar aberto à navegação para os navios americanos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A ONU está negociando com o governo dos Estados Unidos para permitir o envio de combustível a Cuba para “fins humanitários”, em meio ao embargo de petróleo imposto por Washington à ilha, disse o representante da ONU em Havana, Francisco Pichón, à AFP com exclusividade nesta segunda-feira. Os Estados Unidos, que não escondem seu desejo de ver uma mudança de regime em Cuba, estão aplicando uma política de pressão máxima sobre Havana. Nenhum navio carregado de combustível entrou oficialmente em Cuba nos últimos dois meses.
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“Há discussões em andamento entre nossos colegas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários e o governo dos EUA para garantir o acesso a combustível para fins humanitários”, afirmou Pichón. “Quando digo para fins humanitários, quero dizer combustível para nossas operações de resposta a emergências” e “para garantir serviços vitais nesses centros que cuidam de pessoas e grupos vulneráveis”, declarou Pichón, enfatizando que o acesso das agências da ONU a esse recurso é “altamente racionado” devido à crise.
“A viabilidade operacional da nossa resposta como Sistema das Nações Unidas depende do acesso à energia e ao combustível”, e, “neste momento, está sendo comprometida”, afirmou Pichón.
A crise energética, já crônica na ilha de 9,6 milhões de habitantes, agravou-se desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas em janeiro e a interrupção abrupta dos embarques de petróleo de Caracas, principal fornecedora de combustível da ilha nos últimos 25 anos. Diante da situação atual, o governo cubano implementou um pacote de medidas emergenciais, incluindo uma drástica restrição à venda de combustível.
O precedente de Gaza
Como resultado, Pichón citou especificamente que “as visitas in loco são muito poucas” e há “menos disponibilidade de frete em Cuba”, cujos serviços estão sofrendo “aumentos de preços” devido à escassez.
“Temos enfrentado dificuldades na disponibilidade de combustível para os processos de extração em portos e aeroportos. O transporte de Havana para as províncias está muito restrito”, insistiu Pichón.
Washington invoca a “ameaça excepcional” que a ilha comunista, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional dos EUA. No entanto, o governo americano autorizou recentemente a venda de combustível para empresas privadas na ilha, sob a condição de que as transações não beneficiem o regime cubano.
O representante da ONU em Cuba enfatizou que conversou com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre “a necessidade de apoiar nossos esforços” para “garantir o acesso ao combustível sob as condições e protocolos de rastreabilidade” que podem ser necessários para assegurar o destino final do combustível.
“É essencial que isso funcione, porque, se não funcionar e a situação atual persistir indefinidamente, nossa própria resposta como sistema ficará seriamente comprometida”, continuou. “É por isso que esses esforços são de fundamental importância”, insistiu, explicando que se baseia particularmente na experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que “tem modelos práticos aplicados em Gaza e em outros lugares”.
“É por isso que esses esforços são de fundamental importância”, insistiu, explicando que se baseia particularmente na experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que “tem modelos práticos aplicados em Gaza e em outros lugares”.
O representante da ONU enfatizou que outros países, como o México, um dos fornecedores regulares de petróleo da ilha e cuja presidente de esquerda, Claudia Sheinbaum, afirmou querer encontrar uma maneira diplomática de retomar esses envios, poderiam aderir a esse mecanismo.
“Este é precisamente o espaço que nós [ONU], como sistema, estamos tentando criar para que outros países possam ter espaço para apoiar Cuba”, inclusive no setor energético, “sem estarem expostos a sanções ou outros tipos de medidas”, afirmou.
Mas alertou para a urgência de se chegar a um acordo rapidamente.
“O espaço para a diplomacia preventiva está se fechando muito rapidamente porque não sabemos — há incerteza, pelo menos — sobre quais recursos, quais reservas existem no país”, observou. “Este espaço para a diplomacia preventiva e para encontrar uma solução para o acesso à energia é fundamental para ser aproveitado neste momento, quando não estamos enfrentando uma situação de perda massiva de vidas”, insistiu.
Em meio à guerra no Irã que se alastra para além de suas fronteiras a cada dia, a Ucrânia enviou drones interceptadores e uma equipe de especialistas para proteger as bases militares americanas na Jordânia, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky ao New York Times, que publicou a entrevista nesta segunda-feira. Os Estados Unidos fizeram o pedido de ajuda na última quinta-feira, e a equipe ucraniana partiu no dia seguinte, segundo o presidente ucraniano. Nas redes sociais, Zelensky afirmou que, além de Washington, 11 países solicitaram apoio de segurança à Kiev para combater os drones iranianos.
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— Reagimos imediatamente — disse Zelensky na última sexta-feira, quando concedeu entrevista ao NYT dentro de um trem que viajou do leste da Ucrânia até a capital, Kiev. — Eu disse: “sim, claro, enviaremos nossos especialistas.
O conflito entre EUA, Israel e Irã corre o risco de desviar a atenção mundial da guerra na Ucrânia. Mas também deu a Kiev a oportunidade de usar sua experiência — arduamente conquistada desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022 — e sua tecnologia avançada em um novo front. O país se ofereceu prontamente para ajudar as forças americanas e seus aliados do Oriente Médio a se defenderem contra drones iranianos, que a Rússia vem usando na Ucrânia há anos.
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Kiev, por sua vez, espera ganhar pontos com Washington nas negociações de paz mediadas pelos americanos. A relação, porém, permanece tensa. Também na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou novamente que considera Zelensky um obstáculo maior para um acordo de paz do que o líder russo, Vladimir Putin. Trump, de fato, tem se mostrado muito mais solícito com Moscou do que seu antecessor, Joe Biden.
Soldados ucranianos instalando redes antidrone na região de Donetsk
Brendan Hoffman / The New York Times
Na semana passada, o jornal americano Washington Post revelou que a Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre alvos americanos no Oriente Médio para Teerã realizar seus ataques retaliatórios. Ao NYT, Zelensky afirmou ainda ter tido acesso a relatórios de inteligência que indicam que os drones lançados em grande escala pelo Irã contêm componentes de origem russa.
O líder ucraniano afirmou que desejava ajudar as nações do Oriente Médio, mas também precisava equilibrar esses pedidos com as necessidades internas da Ucrânia, visto que a guerra na região já dura cinco anos. Nas redes sociais, ele disse que, além dos EUA, países vizinhos do Irã e nações europeias solicitaram cooperação para defesa e alguns “já receberam decisões concretas e apoio específico”.
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“Há um claro interesse na experiência da Ucrânia em proteção de vidas, em interceptadores relevantes, em sistemas de guerra eletrônica e em treinamento”, escreveu Zelensky. Ele acrescentou que seu país está pronto para “responder positivamente aos pedidos daqueles que nos ajudam a proteger a vida dos ucranianos e a independência da Ucrânia”.
Presidentes Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e Donald Trump, dos EUA, em dezembro do ano passado
Tierney L. Cross/The New York Times
A guerra no Irã pode interromper o fluxo de armamentos defensivos de que a Ucrânia tanto precisa. Kiev ofereceu-se para trocar seus drones interceptadores com países do Oriente Médio por sistemas mais potentes, necessários para que a Ucrânia possa se defender dos mísseis balísticos russos. Também afirmou que auxiliará os países do Oriente Médio em troca de ajuda diplomática para pressionar a Rússia a um cessar-fogo.
— Alguns países do Oriente Médio tinham relações muito fortes com a Rússia. Por isso, eu disse: “olha, talvez eles possam conversar com os russos e os russos façam uma pausa” — explicou o presidente ucraniano, acrescentando que, “claro, podemos ajudar o Oriente Médio a se defender”.
Os drones iranianos
Ninguém entende mais de combate aos drones de ataque unidirecional de longo alcance, que agora são lançados pelo Irã, do que a Ucrânia. Durante a campanha de retaliação iraniana contra bases americanas e israelenses no Golfo, um desses drones matou seis militares dos EUA em um centro de comando no Kuwait. Embora o ataque retaliatório inicial de mísseis do Irã tenha diminuído a ofensiva coordenada dos EUA e de Israel contra as Forças Armadas iranianas, o volume de drones não diminuiu.
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A Rússia foi uma das primeiras a adotar os drones iranianos, conhecidos como “Shaheds”, e modelou sua própria versão com base no produto original iraniano. Logo após a invasão russa, a Ucrânia por vezes utilizou mísseis caros ou interceptadores Patriot — ainda mais caros — para abater os Shaheds. Essa estratégia, no entanto, rapidamente se mostrou insustentável.
Um drone russo do tipo ‘Shahed’ foi interceptado pelas forças ucranianas na região de Kharkiv no ano passado
David Guttenfelder/The New York Times
Um míssil Shahed custa até US$ 50 mil (cerca de R$ 260 mil, na cotação atual) para ser produzido. Um míssil interceptador Patriot, fabricado nos Estados Unidos, custa mais de US$ 3 milhões (quase R$ 16 milhões). Por isso, a Ucrânia adaptou-se, utilizando metralhadoras pesadas, foguetes mais baratos disparados por caças F-16, bloqueadores eletrônicos e novos drones interceptadores nacionais.
Segundo dados diários divulgados pela Força Aérea Ucraniana, o país agora consegue destruir a maioria dos drones de ataque unidirecionais russos. Em fevereiro, a Rússia enviou cerca de 5 mil drones de ataque unidirecionais e iscas para cidades ucranianas, de acordo com a análise do New York Times. A Ucrânia abateu cerca de 87% deles.
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Nos dias que se seguiram ao início da guerra no Irã, Zelensky disse que ele e sua equipe receberam ligações de líderes do Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Catar e Arábia Saudita em busca de ajuda. Na entrevista ao NYT, o presidente ucraniano disse que outra equipe de especialistas viajaria ao Oriente Médio para ajudar as nações a avaliar como poderiam se proteger de drones iranianos, além de simplesmente disparar os caros interceptadores Patriot — que estão em falta, com apenas 620 dos equipamentos mais avançados nas mãos das Forças Armadas desde 2025.
Nos primeiros dias da guerra com o Irã, os países do Oriente Médio utilizaram mais de 800 mísseis Patriot, segundo Zelensky e Andrius Kubilius, comissário europeu para a Defesa e o Espaço. Essa saraivada de mísseis foi usada para neutralizar mais de 2 mil drones iranianos e mais de 500 mísseis balísticos.
Um parto difícil que era realizado por uma fêmea de baleia-piloto-de-aleta-longa pode ter ocasionado um encalhe em massa de 55 indivíduos da espécie na Baía de Tolsta, na Escócia. O incidente aconteceu em 16 de julho de 2023, mas detalhes foram revelados somente agora com a conclusão de um relatório que investigou o caso.
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Inicialmente, entre as hipóteses estavam trauma, doença ou perturbação acústica, que poderia seu causada por ruídos como os produzidos pela indústria. O Scottish Marine Animal Stranding Scheme (SMASS, na sigla em inglês) afirmou que os animais estavam em bom estado geral de saúde.
A entidade, em seu relatório, afirma ter constatado que uma fêmea adulta teve um parto difícil. Para os cientistas, a “forte coesão social pode ter levado todo o grupo a seguir o indivíduo em perigo até águas rasas”, local onde ocorreu o encalhe em massa, destacou a BBC, que teve acesso ao documento.
As baleias-piloto-de-aleta-longa são golfinhos de grande porte. A área da baía para onde foram levados estava, na ocasião, com “ondas geradas pelos ventos que vinham do mar e do substrato de areia fofa na praia”.
“O evento em Tolsta serve como um lembrete de que encalhes em massa raramente são resultado de uma única causa. Em vez disso, surgem da interseção da fisiologia individual, do comportamento social do grupo e das condições ambientais marinhas externas”, disse o cientista-chefe da investigação conduzida pelo Smass, Dr. Andrew Brownlow, ao jornal inglês The Guardian.
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O especialista explicou que os indivíduos desta espécie tendem a se unirem em momentos de dificuldade, como quando um membro está doente ou ferido, uma estratégia de sobrevivência comum. Em alguns casos, esse comportamento auxilia em repelir possíveis predadores.
“Se um membro do grupo estivesse em perigo, a coesão social bem documentada dessa espécie teria levado os outros a se agruparem em uma resposta protetora”, disse o cientista à reportagem.
Na época, os golfinhos foram submetidos à eutanásia na costa para evitar que sofressem mais.
Na Escola Primária Imam Reza para meninos em Abyek, uma pequena cidade na província de Qazvin, à oeste de Teerã, imagens de câmeras de segurança do dia 28 de fevereiro registram uma manhã aparentemente comum. Cerca de 40 meninos brincam no pátio: alguns caminham pelo local, outros permanecem perto da trave de futebol, enquanto um grupo maior se reúne em círculo. A cena ocorre apenas algumas horas após os primeiros ataques conjuntos de Israel e dos EUA contra o Irã, segundo a mídia estatal do país. As escolas ainda estavam abertas. De repente, as imagens mostram uma grande explosão no topo do quadro, onde uma torre de comunicações fica em uma colina.
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O impacto atinge a área, danificando a escola. As imagens mostram janelas estilhaçando. Crianças correm, algumas com as mãos nos ouvidos. Uma criança cai no chão perto de uma trave de futebol, aparentemente atingida por um destroço. A Tasnim, uma agência de notícias semioficial iraniana, identificou a criança como Mahyar Zanganeh e afirmou que ele não sobreviveu.
O vídeo permaneceu praticamente invisível até ser postado online na sexta-feira. Desde então, foi verificado pelo The New York Times.
Vídeo de câmeras de segurança mostra suposto ataque próximo a escola masculina no Irã
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As imagens capturam uma das duas explosões conhecidas perto de uma escola em funcionamento no dia 28 de fevereiro, o primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel. A outra atingiu uma escola feminina em Minab, onde foi relatada a morte de 175 pessoas, muitas delas crianças.
Nenhum dos lados assumiu a responsabilidade por esse ataque até o momento. Vídeos verificados pelo The New York Times mostram um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo uma base naval operada pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ao lado da escola em Minab. As Forças Militares dos EUA são as únicas envolvidas no conflito que utilizam mísseis deste tipo.
Missil do modelo tomahawk sendo lançado
Reprodução: Raytheon
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As imagens da escola em Abyek foram compartilhadas pelo canal oficial do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores Iranianos, um dos principais sindicatos do país; alguns membros do grupo já foram presos pelo governo iraniano no passado por seu ativismo.
Utilizando imagens de satélite de antes e depois, o The New York Times, assim como um especialista em geolocalização, determinaram que a torre de comunicações onde a explosão foi observada nas imagens das câmeras de segurança parecia ser o alvo pretendido. A estrutura, a menos de 120 metros do pátio, foi reduzida a escombros após a explosão.
— Temos membros ativos na província de Qazvin e no movimento de professores de lá. Mas, infelizmente, o contato ainda não foi possível devido às interrupções generalizadas de internet em todo o país. — disse Shiva Amelirad, representante internacional em Toronto do Conselho de Coordenação dos Sindicatos de Professores Iranianos.
Em um comunicado público, o sindicato enfatizou que o ataque a escolas e hospitais é “rejeitado sob quaisquer circunstâncias”, ressaltando que ataques a tais espaços “não são apenas uma violação dos princípios humanitários fundamentais, mas também uma violação clara do direito internacional e das convenções de direitos humanos.”
Os militares dos EUA e de Israel não responderam aos pedidos de comentário.
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos passaram a alertar passageiros para a proibição de tirar fotos ou gravar vídeos dentro do aeroporto internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo. Quem descumprir a regra pode enfrentar penalidades severas, incluindo multas elevadas, prisão e até deportação.
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O aviso foi reforçado após um incidente de segurança nas proximidades do terminal que levou o governo a endurecer as orientações sobre registros de imagens em áreas sensíveis. Publicar fotos ou vídeos do aeroporto, de operações de segurança ou de eventuais danos pode representar violação das leis locais e resultar em processo criminal.
A recomendação vale tanto para turistas quanto para residentes e inclui a proibição de filmar áreas de embarque e desembarque, além de registrar locais considerados restritos ou ligados a incidentes. O objetivo, segundo o governo, é evitar a disseminação de imagens que possam gerar pânico ou expor informações sensíveis.
O alerta ganhou força após um episódio recente envolvendo a interceptação de um drone nas proximidades do aeroporto, que levou à suspensão temporária de operações e reforçou as preocupações com segurança na região.
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, autoridades também pediram que moradores e visitantes não compartilhem nas redes sociais imagens de locais atingidos por projéteis ou destroços de ataques, nem vídeos de sistemas de defesa aérea em funcionamento.
De acordo com comunicados oficiais, qualquer pessoa que registrar ou divulgar esse tipo de conteúdo sem autorização pode ser investigada e punida com base nas leis de segurança e de crimes digitais do país. As medidas fazem parte de um esforço do governo para controlar a circulação de informações e evitar desinformação durante o período de tensão regional.
Uma modelo sobrevivente de câncer afirmou ter sido humilhada ao ser obrigada a retirar a peruca durante um controle de imigração no Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul. O episódio, que teria ocorrido em dezembro, ganhou repercussão após ela relatar a situação em um vídeo publicado nas redes sociais.
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A jovem, identificada como Jieun Yoo, de 24 anos, contou que foi solicitada por um agente a retirar a peruca enquanto passava pela verificação de identidade no aeroporto. Segundo ela, mesmo após apresentar seu cartão de residência — documento exigido para estrangeiros que vivem no país por mais de 90 dias — o funcionário pediu que removesse o acessório para confirmar sua identidade.
Yoo disse ter explicado que havia perdido o cabelo após passar por tratamento contra um câncer agressivo diagnosticado em 2025. Ainda assim, afirma que precisou remover a peruca diante do agente.
— Depois que eu disse que fiz quimioterapia, ele riu discretamente. Foi aí que saí de lá me sentindo humilhada — relatou a modelo à revista People.
De acordo com ela, o episódio ocorreu rapidamente e só mais tarde percebeu o impacto emocional da situação. Em um vídeo publicado no TikTok, no qual aparece sem a peruca, a jovem descreveu o constrangimento e contou que chorou após chegar em casa. O conteúdo ultrapassou 1 milhão de visualizações.
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A modelo, que vive na Coreia do Sul há cerca de seis anos, foi diagnosticada com um câncer em 2025. O tratamento incluiu vários meses de quimioterapia, que provocaram queda de cabelo e outros efeitos colaterais. Segundo ela, o uso de perucas passou a fazer parte de sua rotina após o tratamento, ajudando-a a recuperar a autoestima durante o processo de recuperação.
A doença entrou em remissão em outubro de 2025, após o término das sessões de quimioterapia. Apesar de inicialmente demonstrar revolta com o ocorrido, Yoo afirmou depois que tentou compreender a situação.
— Talvez ele tenha rido porque ficou surpreso ao ver alguém tirando a peruca de repente — disse ela, acrescentando que muitas pessoas ainda não entendem os efeitos físicos e emocionais do câncer.
Segundo a modelo, seu objetivo ao compartilhar a história foi chamar atenção para a necessidade de mais sensibilidade e informação sobre pacientes e sobreviventes da doença.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante visita do líder sul-africano Cyril Ramaphosa ao Brasil, que Brasil e África do Sul deveriam cooperar na área da defesa e que países que não investem em armamentos estão sujeitos a serem invadidos.
A declaração foi dada no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente sul-africano, que realiza visita oficial ao Brasil. Os dois líderes assinaram um acordo de cooperação na área do turismo e ressaltaram o potencial de elevar o fluxo comercial entre as duas nações, que há cerca de 20 anos gira em torno dos US$ 2,3 bilhões.
Lula voltou a dizer que a América do Sul é uma região de paz, mas afirmou ser importante o investimento em defesa.
— Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. Essa é uma coisa de que o Brasil tem necessidade, similar à necessidade da África do Sul, e que vamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode construir juntos. Não precisamos comprar as armas do exterior; podemos produzir. Precisamos nos convencer de que ninguém vai ajudar a gente a não ser nós mesmos — afirmou Lula.
O presidente brasileiro ressaltou que “a defesa armada é uma coisa extremamente importante” para os dois países. A África do Sul já opera aviões de defesa da Embraer e, segundo Lula, o país tem potencial para ser um mercado para a indústria de defesa brasileira.
Apesar da fala de Lula, o Brasil é um dos países com o menor investimento do PIB em defesa: em torno de 1%, menos do que países vizinhos como a Colômbia (3,4%). A média global é de 2,4% e está em alta nos últimos anos em meio a grandes investimentos de potências como os Estados Unidos e a China.
Em seu discurso, Lula também falou de potenciais avanços na cooperação com a África do Sul em agricultura, energia, turismo e meio ambiente.
Ao citar o conflito no Oriente Médio, Lula diz esperar uma subida nos preços do petróleo, o que deve afetar também a área de alimentos. O presidente brasileiro defendeu um fortalecimento do comércio entre países emergentes.
— Não existe explicação política para que a gente não tenha um comércio bilateral acima de US$ 10 bilhões. Você (Ramaphosa) é um dos poucos presidentes que eu posso tratar de companheiro. A sua visita vai permitir que a gente repense a nossa atuação com a África do Sul. Temos muito que aprender e a ensinar — disse Lula em seu discurso.
Lula também defendeu que “a gente deixe de olhar para a Europa, olhar para os Estados Unidos, e olhe para quem está perto de nós, para quem se parece conosco, para quem tem os mesmos problemas”.
Em seu discurso, Ramaphosa afirmou que o fluxo comercial de seu país com o Brasil está muito aquém do desejado e que a delegação sul-africana, composta também por 20 empresários locais, tem o objetivo de aumentar os investimentos e a cooperação em pesquisas entre os países.
Sem mencionar Donald Trump e os Estados Unidos diretamente, o presidente sul-africano disse que as “tarifas injustas” praticadas pelo país podem incentivar novas rotas comerciais.
A divulgação de novos vídeos sobre o ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã — onde mais de 170 pessoas morreram, muitas delas crianças — vem pressionando o governo dos Estados Unidos, que nega oficialmente a autoria do bombardeio. Nesta segunda-feira, um dia após a agência semioficial iraniana Mehr publicar uma gravação que reforça as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local, congressistas democratas pediram uma investigação “imparcial” do Pentágono sobre o episódio. O local foi severamente danificado por um ataque de precisão ocorrido ao mesmo tempo que bombardeios dos EUA atingiam uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Iraniana, ao lado da escola.
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Na semana passada, o jornal já havia divulgado um conjunto de evidências — incluindo imagens de satélite, postagens em redes sociais e outros vídeos verificados — que sugeria que os EUA foram responsáveis pelo ataque ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh.
TV estatal exibe imagens de escola atingida por ataque mortal no sul do Irã
“Uma análise independente sugere de maneira plausível que o ataque pode ter sido lançado por forças americanas, o que, se for verdade, o tornaria um dos piores casos de baixas civis em décadas de intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio”, escreveram vários senadores democratas em um comunicado publicado nesta segunda-feira. “O assassinato de estudantes é ultrajante e inaceitável em qualquer circunstância”.
No documento, os congressistas americanos exigem que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apresente uma “investigação completa e imparcial” sobre o incidente. No sábado, ao ser perguntado por um repórter do jornal americano se os Estados Unidos haviam bombardeado a escola, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou.
— Não. Na minha opinião e com base no que vi, isso foi feito pelo Irã. Eles são muito imprecisos, como vocês sabem, com suas munições — afirmou no sábado.
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Ao lado de Trump, Hegseth disse que o Pentágono havia aberto uma investigação, mas afirmou que “o único lado que visa civis é o Irã”.
O vídeo do ataque divulgado pela agência iraniana Mehr, publicado pela primeira vez pelo coletivo de investigação Bellingcat, também foi verificado de forma independente pelo New York Times. O jornal americano comparou características visíveis nas filmagens com novas imagens de satélite capturadas dias após os ataques em Minab.
Secretário de Defesa (ou da Guerra) dos EUA, Pete Hegseth
Anna Moneymaker/Getty Images/AFP
As imagens foram filmadas de um canteiro de obras em frente à base e mostram um caminho de terra batida em uma área gramada e pilhas de detritos também evidentes em imagens de satélite recentes, reforçando sua credibilidade. O vídeo também condiz com outros verificados gravados logo após os ataques.
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Uma das análises realizada pelo jornal americano mostra o míssil atingindo um edifício descrito como uma clínica médica na base da Guarda Revolucionária. Colunas de fumaça e detritos saem do prédio após o impacto, enquanto gritos distantes de moradores são ouvidos.
À medida que a câmera se move para a direita, grandes colunas de poeira e fumaça já estão subindo da área ao redor da escola primária, sugerindo que ela havia sido atingida pouco antes do ataque à base naval. Isso é corroborado por um cronograma dos ataques montado pelo Times, que mostra que a escola foi atingida por volta do mesmo horário que a base.
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Vários outros edifícios na base naval também foram atingidos por ataques de precisão na ofensiva, segundo mostra uma análise de imagens de satélite. Determinar precisamente o que aconteceu tem sido dificultado pela falta de fragmentos de armas visíveis e pela incapacidade de repórteres estrangeiros chegarem ao local.
Mas o jornal americano identificou o míssil do vídeo como um modelo Tomahawk, que nem os militares israelenses nem os iranianos possuem. Dezenas deles já foram lançados por navios de guerra da Marinha dos EUA contra o Irã desde 28 de fevereiro. O Comando Central dos EUA afirmou que um vídeo divulgado por eles, mostrando vários Tomahawks sendo lançados de navios da Marinha, foi filmado naquele dia, quando a base iraniana e a escola foram atingidas.
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O Departamento de Defesa descreve os Tomahawks como mísseis guiados de “longo alcance e alta precisão” que podem voar cerca de 1.600 km. Eles são programados com um plano de voo específico antes do lançamento, e os mísseis se autoguiam até seus alvos. Cada míssil tem cerca de 6 metros de comprimento e 2,6 metros de envergadura, de acordo com a Marinha. Os Tomahawks mais comumente usados possuem ogivas que contêm o poder explosivo de cerca de 450 kg de TNT.
Trevor Ball, um ex-técnico de descarte de artefatos do Exército dos EUA, também identificou o míssil no vídeo como um Tomahawk, assim como outro especialista em armas, Chris Cobb-Smith, diretor da Chiron Resources, uma agência de logística e segurança.
Imagens compartilhadas pelo Comando Central dos EUA mostram um navio da Marinha dos EUA lançando mísseis Tomahawk em direção ao Irã
Comando Central dos EUA
O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, disse em uma conferência de imprensa na quarta-feira que as forças dos EUA estavam realizando ataques no sul do Irã no momento em que a base naval e a escola foram atingidas. Um mapa apresentado por ele mostrou que uma área incluindo Minab, perto do Estreito de Ormuz, foi alvo de ataques nas primeiras 100 horas da operação, embora não tenha identificado explicitamente a cidade.
— Ao longo do eixo sul, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln continuou a exercer pressão a partir do mar ao longo do lado sudeste da costa e tem desgastado a capacidade naval em todo o estreito — disse o general. — Os primeiros atiradores no mar foram Tomahawks lançados pela Marinha dos Estados Unidos.
Em junho, um submarino da Marinha lançou mais de duas dúzias de Tomahawks em uma instalação nuclear em Isfahan, no Irã, como parte de uma guerra que durou 12 dias.
A Nintendo of America, braço da empresa japonesa em operação nos Estados Unidos, está processando o governo dos EUA devido às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump no ano passado. A ação judicial, que teve início na última sexta-feira (6), contesta a legalidade das tarifas sobre produtos estrangeiros importados para o país. No documento, a empresa exige a devolução integral dos valores cobrados, corrigidos com juros. A informação foi revelada pelo site Aftermath, que teve acesso à documentação.
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Uma das principais marcas no ramo de videogame, a Nintendo se junta a mais de outras mil empresas que decidiram processar a administração americana. Segundo as requerentes, as tarifas “resultaram na arrecadação de mais de US$ 200 bilhões em tarifas sobre importações de praticamente todos os países”.
No documento obtido primeiro pelo site Aftermath e agora já com trechos divulgados nas redes sociais, mostra que a Nintendo inclui como réus o Departamento do Tesouro dos EUA e o Secretário do Tesouro, Scott Bessent; o Departamento de Segurança Interna dos EUA e a ex-Secretária de Segurança Interna Kristi Noem; o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos e o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer; a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e o Comissário de Proteção de Fronteiras, Rodney Scott; e o Departamento de Comércio dos EUA e o Secretário de Comércio, Howard Lutnick.
A empresa destaca que a Suprema Corte decidiu que Trump não poderia invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 para impor as tarifas cobradas no ano anterior. Por isso, busca o reembolso do que foi pago, além de ser com a correção de juros.
Ao Aftermath, a Nintendo confirmou que apresentou a queixa, mas que “não tinha mais nada a acrescentar sobre o assunto”.
De L’Oreal a FedEx, empresas iniciam batalha jurídica para obter reembolso de tarifas de Trump
No ano passado, diante da imposição das tarifas globais, a empresa adiou as pré-vendas do novo Switch 2. A decisão ocorreu “a fim de avaliar o impacto potencial das tarifas e as condições de mercado em evolução”, destacou, à época, um porta-voz. A Nintendo fabrica seus consoles e acessórios fora dos Estados Unidos, em países como Vietnã e China, principalmente, sendo este último um dos principais alvos de Trump, com taxações que chegaram a 125%. Em seu lançamento, o console permaneceu com o valor de US$ 449,99, mas os acessórios tiveram um aumento no preço, efeito da implementação das tarifas, lembrou o Aftermath.
Na decisão mais recente nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump não poderia invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 para impor as tarifas. Todos os processos estão sendo julgados Tribunal de Comércio Internacional do país, que tem jurisdição. O Aftermath lembra que na última quarta-feira (4), o juiz Richard Eaton decidiu que as empresas têm direito a reembolsos. Dois dias depois, no entanto, a Alfândega e Proteção de Fronteiras afirmou em um documento que não pode cumprir a ordem de reembolso das tarifas no momento. Um sistema poderia estar “operacional” em 45 dias, de acordo com o Wall Street Journal.

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