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O ataque coordenado entre EUA e Israel ao Irã, e a resposta do regime iraniano escolhendo como alvos países aliados da Casa Branca no Golfo Pérsico, entre eles Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, tiveram como consequência o enfraquecimento presente e futuro do Brics, avaliam fontes diplomáticas e analistas dentro e fora do Brasil. Se o grupo, originalmente formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, já vinha perdendo fôlego pelas divergências entre seus membros em relação a diferentes conflitos globais, a nova guerra no Oriente Médio tornou ainda mais desafiadora sua sobrevivência, resultando, no curto prazo, numa vitória para o presidente americano, Donald Trump. Desde seu retorno ao poder, ele atua explicitamente para debilitar o grupo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um ano antes de um míssil matar 170 pessoas em uma escola no sul do Irã, um ataque creditado aos EUA, o Departamento de Defesa cortou programas destinados a reduzir ou evitar mortes entre civis em conflitos armados, como o lançado no fim de fevereiro contra o Irã. Uma decisão que reflete o ideário do secretário de Defesa, Pete Hegseth, para quem a “letalidade máxima” vem em primeiro lugar, e que põe em xeque o discurso do Pentágono sobre a proteção de não combatentes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Nos primeiros dias de março, antes do encontro organizado pelo presidente americano, Donald Trump, no dia 7, em Miami, para lançar a iniciativa “Escudo das Américas” — uma aliança com 17 países latino-americanos para atuar no combate ao crime organizado e ao narcotráfico — o presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou uma operação militar inédita com os Estados Unidos. Num país em que a taxa de homicídios disparou entre 2020 e 2024, passando de 7,8 para 38,8 por 100 mil habitantes, os EUA aprofundaram o que promete ser uma nova era de cooperação militar com os países da região. Uma fase que, segundo analistas ouvidos pelo GLOBO, desperta incertezas sobre a abrangência e impacto de uma cooperação considerada necessária para enfrentar um flagelo que os governos latino-americanos não têm capacidade de combater sozinhos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A maioria dos brasileiros acredita que o Brasil deve manter neutralidade diante do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo, 77% dos entrevistados defendem que o país não apoie nenhum dos lados. Outros 14% dizem que o Brasil deveria apoiar EUA e Israel, enquanto 2% avaliam que o país deveria se alinhar ao Irã. Outros 7% não souberam ou não responderam. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Coreia do Norte realizou um teste de seu sistema de lançamento múltiplo de foguetes (MRLS) de “última geração”, informou a mídia estatal neste domingo (15, sábado 14 no Brasil), um dia após Seul ter identificado o lançamento de aproximadamente 10 mísseis balísticos.
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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisionou o teste no sábado, que “envolveu doze lança-foguetes múltiplos de ultraprecisão de calibre 600 mm e duas companhias de artilharia”, segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).
Kim afirmou que o exercício causaria aos inimigos de Pyongyang “em um alcance de 420 quilômetros” uma sensação de “inquietação”, assim como “uma compreensão profunda do poder destrutivo da arma nuclear tática”, acrescentou.
A KCNA informou neste domingo que os “foguetes lançados devastaram seu alvo em uma ilha no Mar do Leste da Coreia, a cerca de 364,4 km de distância, com 100% de precisão, demonstrando mais uma vez o poder destrutivo de seu ataque concentrado e o valor militar do sistema”. Kim elogiou o MLRS como uma “arma muito letal, porém atrativa”.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) afirmou ter detectado múltiplos lançamentos neste sábado, vindos do Norte em direção ao Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.
O palácio presidencial em Seul condenou os lançamentos como uma “provocação que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU” e instou Pyongyang a interromper imediatamente tais ações.
Os lançamentos ocorreram horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, ter afirmado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que uma reunião com Kim Jong-un seria algo “bom”.
A embaixada dos Estados Unidos no Iraque pediu que cidadãos americanos deixem o país “imediatamente”, após um ataque contra o complexo diplomático em Bagdá neste sábado. Em um alerta de segurança atualizado, a missão diplomática afirmou nas redes sociais que cidadãos americanos devem reconsiderar a permanência no país “à luz da ameaça significativa representada por milícias terroristas alinhadas ao Irã”.
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A embaixada também orientou que americanos não tentem ir ao prédio da missão em Bagdá nem ao consulado-geral em Erbil, citando “o risco contínuo de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano”: “Milícias terroristas alinhadas ao Irã têm atacado repetidamente a Zona Internacional”, escreveu a embaixada no X, referindo-se ao setor fortemente protegido no centro de Bagdá que abriga edifícios governamentais e representações diplomáticas.
O alerta foi emitido depois que o complexo da embaixada em Bagdá foi atingido por um ataque na manhã de sábado. Um jornalista da AFP relatou ter ouvido explosões e visto uma nuvem de fumaça preta se elevar sobre o prédio da missão diplomática. Duas autoridades de segurança disseram à agência que o complexo foi atingido por um drone. A embaixada ainda não comentou publicamente o incidente.
Outros relatos indicaram que o ataque pode ter envolvido um míssil que atingiu um heliponto dentro do complexo e destruiu o sistema de defesa aérea da embaixada, segundo uma fonte de segurança iraquiana citada pela al-Jazeera. Não houve registro de feridos.
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É a segunda vez que a embaixada americana em Bagdá é alvo de um ataque desde o início da guerra regional. Fontes de segurança também afirmaram que um ataque com drone teve como alvo o complexo do aeroporto de Bagdá — que abriga uma base militar e uma instalação diplomática americana —, mas foi interceptado. Um drone que caiu provocou um grande incêndio do lado de fora da área, segundo uma fonte.
A escalada ocorre em um momento em que o Iraque volta a ser palco de confrontos indiretos entre Estados Unidos e Irã. O país há anos é considerado um campo de disputa entre as duas potências, por meio de milícias armadas e aliados regionais.
Vários grupos armados apoiados por Teerã, classificados por Washington como “organizações terroristas”, atuam sob uma coalizão conhecida como Resistência Islâmica no Iraque. Desde o início do atual conflito, em fevereiro, esses grupos reivindicaram ataques diários com drones e foguetes contra bases americanas no Iraque e em outras partes da região.
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Pouco antes do ataque à embaixada, dois bombardeios atingiram integrantes do poderoso grupo Kataeb Hezbollah em Bagdá e mataram três de seus membros, incluindo um comandante. O primeiro ataque atingiu uma casa no bairro de Arasat, onde vários grupos alinhados ao Irã mantêm presença. Duas horas depois, um segundo bombardeio atingiu um veículo no distrito de Nahrawan.
Inicialmente, fontes de segurança disseram que dois integrantes do grupo haviam sido mortos, incluindo “uma figura-chave” que estava na casa, e outro no ataque ao veículo. Posteriormente, o número de mortos foi revisado para três, todos vítimas do bombardeio contra a residência, segundo uma fonte pró-Irã. O Kataeb Hezbollah realizou uma procissão fúnebre em Bagdá para os combatentes mortos, entre eles Abou Ali al-Amiri.
Relatos da imprensa local sugeriram que o principal líder do grupo, Ahmad al-Hamidawi, pode ter ficado ferido no ataque à casa, informação que não foi confirmada de forma independente. Uma fonte pró-Irã afirmou que o bombardeio foi uma tentativa de “assassinato direcionado”, enquanto um morador do bairro de Arasat disse à AFP que “ninguém no bairro sabia que a casa, que é muito modesta, estava ocupada pelo Kataeb Hezbollah”.
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Nenhuma das fontes ouvidas indicou quem estaria por trás dos ataques contra o grupo armado, e o Kataeb Hezbollah não comentou o caso.
A situação ocorre em meio à guerra regional iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã. Desde então, Teerã respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases americanas e parceiros dos EUA no Golfo. O conflito já levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo, provocando forte alta nos preços.
Diante da escalada, o Departamento de Estado dos EUA também orientou cidadãos americanos a deixarem diversos países da região, incluindo Bahrein, Egito, Irã, Israel, Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen, citando “sérios riscos de segurança”. Autoridades americanas também têm recomendado que cidadãos dos EUA no Oriente Médio se desloquem por terra até locais de onde ainda estejam partindo voos comerciais. (Com AFP)
Ataques israelenses mataram ao menos 31 profissionais de saúde no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde libanês, que também afirma que outros 51 trabalhadores da área foram feridos no período. As mortes ocorreram em meio à escalada do conflito entre Israel e o grupo armado Hezbollah, que levou a bombardeios e combates no sul do país.
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De acordo com as autoridades libanesas, Israel realizou ao menos 37 ataques contra trabalhadores e instalações médicas desde o início das hostilidades. Entre os alvos estariam equipes de emergência, ambulâncias e centros de saúde, incluindo estruturas da Cruz Vermelha e da Defesa Civil estatal.
Na noite de sexta-feira, um ataque israelense atingiu uma unidade de atenção primária à saúde na cidade de Borj Qalaouiyeh, no sul do Líbano. Segundo o Ministério da Saúde, o bombardeio provocou um incêndio e fez a estrutura do prédio desabar sobre os funcionários que estavam no local.
A pasta afirmou que quase toda a equipe médica que trabalhava no centro — incluindo médicos, paramédicos e enfermeiros — morreu no ataque. Ao todo, 12 pessoas foram mortas e apenas um trabalhador, gravemente ferido, sobreviveu. As autoridades informaram ainda que outras quatro pessoas permaneciam desaparecidas.
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Em nota, o Ministério da Saúde classificou o bombardeio como “conduta criminosa” e afirmou que o ataque “violou todas as leis humanitárias internacionais”. O órgão acusou Israel de realizar ataques mais amplos contra profissionais e instalações médicas, incluindo equipes de ambulância que participavam de operações de resgate na linha de frente.
Nesta semana, a Cruz Vermelha também informou que um de seus voluntários, Youssef Assaf, morreu em decorrência de ferimentos sofridos enquanto ajudava vítimas de um bombardeio no sul do país.
Escalada da guerra
Os ataques ocorrem em meio à intensificação da guerra no Líbano, iniciada em 2 de março após o Hezbollah lançar uma salva de foguetes contra Israel. A ação desencadeou uma campanha de bombardeios israelenses no território libanês. Desde então, o grupo armado continuou a disparar foguetes, enquanto tropas israelenses avançaram para o sul do Líbano.
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Segundo o Ministério da Saúde libanês, ao menos 826 pessoas morreram no país em decorrência de ataques israelenses desde o início do conflito, e cerca de 1 milhão foram deslocadas.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou os ataques contra trabalhadores da saúde e afirmou que eles representam “um desenvolvimento trágico na escalada da crise no Oriente Médio”. As mortes, segundo autoridades de saúde do Líbano, refletem a pressão sobre o sistema médico do país, que atende mais de 2 mil civis feridos desde o início da violência.
Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram que estão cientes dos relatos sobre o ataque ao centro de saúde em Borj Qalaouiyeh e disseram que o incidente está sob revisão. Israel afirma que seus ataques têm como alvo posições do Hezbollah, incluindo infraestrutura e instalações usadas para lançar ataques contra o território israelense. O grupo, apoiado pelo Irã, disparou foguetes contra o Estado judeu pouco depois de os Estados Unidos e Israel iniciarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Neste sábado, o porta-voz militar israelense Avichay Adraee acusou o Hezbollah de fazer “uso militar extensivo de ambulâncias” e instalações médicas. Ele não especificou locais nem indicou se o centro de saúde atingido em Borj Qalaouiyeh estaria sendo utilizado pelo grupo. O Ministério da Saúde do Líbano negou a acusação e afirmou que a alegação é “nada mais do que uma justificativa para os crimes que está cometendo contra a humanidade”.
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Um alto dirigente do Hezbollah, que falou ao The New York Times sob condição de anonimato por não estar autorizado a comentar publicamente, também rejeitou a acusação, classificando-a como falsa e afirmando que a declaração busca minar a população afetada pela guerra. O Exército israelense também afirmou, sem apresentar provas, que o Hezbollah estaria transportando foguetes e outras armas ao longo da costa do Líbano em caminhões civis.
Histórico de ataques
Profissionais e instalações médicas no país já haviam sido atingidos anteriormente. Durante o conflito de 13 meses entre Israel e o Hezbollah em 2024, dezenas de trabalhadores de saúde e de resgate foram mortos, e centenas de ambulâncias e instalações médicas sofreram danos.
Israel também foi acusado de crimes de guerra por ataques contra instalações de saúde em Gaza durante a guerra de dois anos no território, segundo uma comissão de inquérito da ONU. Um procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou em 2024 que alegações sobre a presença de membros do Hamas em hospitais de Gaza cercados pelo Exército israelense foram “grosseiramente exageradas”. O sistema de saúde do território foi amplamente destruído por ataques israelenses contínuos.
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Organizações humanitárias alertaram que a acusação do Exército israelense de que o Hezbollah estaria utilizando centros de saúde para fins militares pode ser usada como justificativa para novos ataques contra esse tipo de instalação no Líbano.
— Os ataques a ambulâncias, centros de atenção primária, organizações de defesa civil e profissionais de saúde que respondem a locais atingidos por bombardeios são extremamente alarmantes — afirmou Ramzi Kaiss, pesquisador da Human Rights Watch para o Líbano. — Pelas leis da guerra, médicos, enfermeiros e paramédicos são protegidos em todas as circunstâncias e jamais devem ser atacados. (Com New York Times)
O exército jordaniano anunciou, neste sábado (14), que interceptou 79 mísseis e drones lançados pelo Irã contra este país na segunda semana da guerra contra os Estados Unidos e Israel.
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Em um comunicado, o exército informou que “85 mísseis e drones foram lançados diretamente a partir do Irã” em direção ao território jordaniano durante a semana contra “sítios vitais”.
Segundo o exército, 79 destes projéteis foram interceptados, enquanto cinco drones e um míssil impactaram o território jordaniano.
Um porta-voz da Direção da Segurança Pública informou que a queda de 93 destroços de mísseis e drones provocou nove feridos durante a semana.
No sábado passado, um dirigente militar jordaniano acusou o Irã de ter atacado instalações estratégicas do país, e afirmou que 119 mísseis e drones foram lançados contra a Jordânia durante a primeira semana da guerra.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em uma operação de envergadura que provocou a morte do guia supremo iraniano, Ali Khamenei.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado (14) que, se suas instalações de energia forem atacadas na guerra entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, o país atacará as instalações de empresas americanas na região. A declaração, divulgada pela televisão estatal, foi feita após ataques dos EUA à infraestrutura militar na ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo bruto do Irã.
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— Se instalações iranianas forem alvejadas, nossas forças alvejarão instalações de empresas americanas na região, ou empresas nas quais os EUA detêm ações”, alertou ele, prometendo que Teerã “agirá com cautela para garantir que áreas densamente povoadas não sejam alvejadas — afirmou Araghchi.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na noite de sexta-feira que Washington realizou ataques contra “todos os alvos militares” na ilha de Kharg. Em um post nas redes sociais, o republicano disse que a infraestrutura petrolífera teria sido preservada, mas ameaçou que algo que poderia mudar “caso os iranianos optem pelo bloqueio do Estreito de Ormuz”, principal rota marítima para o transporte de navios petroleiros.
Mais cedo, Teerã já havia alertados que portos, docas e instalações militares ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos tornaram-se “alvos legítimos”. A declaração foi foi acompanhada por novos episódios de agressões pontuais a diversos países do Golfo, além de relatos sobre um incêndio no importante porto de Fujairah, localizado a 120km de Dubai, uma das maiores instalações de armazenamento de petróleo do Oriente Médio.
Alvo histórico
Construída na década de 1960 pela petroleira americana Amoco, Kharg tornou-se o principal terminal de escoamento da produção do país graças ao desenho geográfico da costa iraniana: grande parte do litoral é rasa demais para receber superpetroleiros, o que transformou a ilha em um dos poucos pontos capazes de acomodar navios de grande porte. Essa centralização, porém, também transforma Kharg em um ponto de extrema vulnerabilidade em caso de conflito.
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Isso ficou evidente durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, quando a ilha foi repetidamente bombardeada por forças de Saddam Hussein em uma tentativa de sufocar as exportações de petróleo persa. Apesar dos danos, Teerã conseguiu manter parte das operações ao longo do conflito, improvisando sistemas de carregamento no mar e reparando rapidamente a infraestrutura.
Há muito tempo, Washington trata Kharg como um alvo sensível, que também foi cuidadosamente evitado durante uma guerra que durou 12 dias entre Israel e Irã no ano passado. Embora um ataque ao terminal possa atingir diretamente as receitas do regime iraniano, o cálculo estratégico de uma ofensiva envolve riscos amplos, para além da possibilidade de disparada do preço do petróleo e de uma escalada militar sem precedentes. Destruir ou incapacitar a principal rota de exportação do país poderia também enfraquecer qualquer futuro governo.
Autoridades americanas indicam que o petróleo iraniano continua no centro do cálculo estratégico dos EUA. Funcionários do governo Trump disseram ao Financial Times que a estratégia de longo prazo poderia envolver garantir que as vastas reservas do país estejam sob controle de um governo mais alinhado ao Ocidente — um cenário que também ajuda a explicar a cautela em relação a ataques que possam destruir permanentemente a infraestrutura de exportação.
Há também um outro ponto: manter as operações do terminal à salvo da guerra passa ainda por uma leitura diplomática de evitar rusgas diretas com a China, principal compradora do petróleo iraniano. Interromper abruptamente esse fluxo poderia pressionar ainda mais os preços globais do produto e, ao mesmo tempo, tensionar as relações de Washington e seus aliados com Pequim
Até agora, a campanha militar contra o Irã tem sido dividida geograficamente entre os aliados. Os ataques israelenses têm se concentrado no oeste e no centro do país, mirando instalações militares e energéticas, enquanto forças dos EUA ficaram responsáveis pelo flanco sul da república islâmica e pelas águas territoriais do Golfo Pérsico, que inclui a Ilha de Kharg.
No último domingo, Israel atingiu os principais depósitos de combustível em Teerã, provocando grandes incêndios em tanques de gasolina e cobrindo a capital com uma densa cortina de fumaça. Kharg, no entanto, não foi alvo dos bombardeios, apesar de políticos israelenses defenderem ataques diretos à infraestrutura energética do Irã.
A Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de disparar, neste sábado (14), cerca de dez mísseis balísticos não identificados em direção ao Mar do Japão. A ofensiva teria ocorrido dias depois de Pyongyang ter advertido sobre “terríveis consequências” diante dos exercícios militares anuais da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
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O Ministério da Defesa do Japão também confirmou um dos disparos, ao afirmar na rede social X que “o que possivelmente seja um míssil balístico foi lançado da Coreia do Norte”.
Segundo comunicado, as forças armadas sul-coreanas detectaram “cerca de 10 mísseis balísticos não identificados lançados da região de Sunan, na Coreia do Norte, em direção ao Mar do Leste” por volta das 1h20 (horário de Brasília), indicou o Estado-Maior Conjunto (JCS, na siga em inglês), usando o nome local dessas águas.
Os mísseis percorreram cerca de 350 quilômetros, detalhou o Exército, acrescentando que as autoridades sul-coreanas e americanas realizam uma análise detalhada de suas características técnicas. Disse ainda estar preparado para “responder com uma força esmagadora a qualquer provocação”.
Entenda
A Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram na segunda-feira exercícios militares conjuntos, nos quais participarão até 19 de março cerca de 18 mil soldados de ambos os países.
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A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, advertiu na terça-feira sobre “terríveis e inimagináveis consequências” que esses exercícios militares anuais poderiam acarretar.
A Coreia do Norte frustrou recentemente as esperanças de um degelo diplomático com Seul, um aliado próximo de Washington em questões de segurança, ao descrever suas tentativas de aproximação como uma “farsa tosca e enganosa”.
Trump e Kim
O lançamento de mísseis ocorreu horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, afirmar que o presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong-un seria “bom”.
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Washington lidera há décadas os esforços para desmantelar o programa nuclear da Coreia do Norte, mas as cúpulas, as sanções e a pressão diplomática tiveram pouco impacto.
Nos últimos meses, o governo Trump tem pressionado para reativar as conversas de alto nível com Pyongyang, com vistas a uma possível cúpula com Kim Jong-un ainda este ano, possivelmente durante a visita que o líder republicano planeja fazer à China em abril.
O primeiro-ministro sul-coreano, que se reuniu com o magnata republicano em Washington, disse que o mandatário lhe comentou: “Reunir-se [com Kim Jong-un] seria bom. Seria realmente bom. Mas isso poderia acontecer quando formos à China desta vez, ou talvez não, ou ainda poderia ser mais adiante
‘Chamar a atenção’
Segundo analistas, o número de mísseis lançados neste sábado é incomum, e o momento escolhido não é casual.
— A atenção mundial está centrada na guerra no Oriente Médio, e a Coreia do Norte sempre teve o hábito de realizar provocações militares quando deseja chamar a atenção para sua presença — afirmou à AFP Hong Sung-pyo, pesquisador do Instituto Coreano de Assuntos Militares.
Pyongyang criticou recentemente os ataques “ilegais” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aos quais classifica como Estados “criminosos”.

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