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O governo afegão acusou, nesta segunda-feira (16), o Paquistão de matar “muitos civis” em um ataque a Cabul que atingiu “um centro de tratamento de drogas”. Os dois países estão em conflito há meses. O Paquistão alega que seu vizinho abriga combatentes do movimento Talibã paquistanês (TTP), que reivindicaram a responsabilidade por ataques mortais em seu território. As autoridades afegãs negam essa acusação.
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Após uma escalada em outubro que deixou dezenas de mortos, os combates haviam diminuído, mas recomeçaram com intensidade em 26 de fevereiro, após uma onda de ataques paquistaneses. Islamabad declarou “guerra aberta” em 27 de fevereiro e atacou Cabul no mesmo dia.
Nesta segunda-feira, jornalistas da AFP ouviram várias explosões fortes no centro da capital afegã, logo após aeronaves militares sobrevoarem a área, por volta das 21h (16h30 GMT). Colunas de fumaça subiram ao céu.
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“O regime paquistanês violou mais uma vez o espaço aéreo do Paquistão, atacando um centro de tratamento para dependentes químicos em Cabul, matando e ferindo muitos civis, em sua maioria dependentes químicos em tratamento”, declarou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, na agência de notícias X. “Condenamos este crime e o classificamos como um ato desumano que viola todos os princípios”, acrescentou.
O Paquistão não reagiu a essas acusações.
As explosões, ocorridas poucos dias antes do festival que marca o fim do Ramadã, provocaram pânico na capital afegã. Famílias que passeavam após quebrar o jejum buscaram refúgio em suas casas, observou um fotógrafo da AFP.
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Uma mãe aterrorizada saiu correndo de um prédio para implorar ao filho que entrasse imediatamente, testemunhou um jornalista da AFP. Outros moradores fugiram para os porões em busca de abrigo.
Por volta das 22h, o fogo da defesa antiaérea cessou e sirenes de ambulâncias puderam ser ouvidas. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou na sexta-feira que 75 civis foram mortos no Afeganistão desde a escalada dos combates em 26 de fevereiro.
Os bombardeios estão afetando Cabul e as províncias fronteiriças no leste e no sul do país.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU começou a distribuir ajuda emergencial para 20.000 famílias afegãs deslocadas pelo conflito com o Paquistão e alertou que “a instabilidade persistente levará milhões de pessoas a uma fome ainda maior”.
Uma entrevista cedida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há 39 anos, mostrou que o mesmo fazia alerta sobre uma “ameaça” representada pelo líder supremo — na época, Ruhollah Khomeini, antecessor de Ali Khamenei — do Irã aos objetivos dos americanos.
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A entrevista de Trump foi conduzida pela jornalista Barbara Walters, falecida em 2022, em dezembro de 1987, quando ele tinha 41 anos de idade. Durante a conversa com Walters, Donald Trump diz quais seriam seus planos, caso fosse presidente, para uma possível guerra contra o Irã, ação que se tornou real quase quatro décadas depois com os recentes confrontos entre os EUA e Israel contra a nação persa.
— Da próxima vez que o Irã atacar este país, entrem lá e tomem uma de suas grandes instalações petrolíferas, e eu digo tomem mesmo, fiquem com ela e recuperem suas perdas, porque este país já perdeu muito por causa do Irã — disse Trump, que à época ainda não tinha vivido nenhum mandato presidencial.
Trump também descartou a possibilidade da Rússia, antiga União Soviética, enviar tropas para defender seus aliados no Irã. Acrescentou também que estava mais preocupado com o aiatolá Khomeini, chamando-o de ” algo que ninguém jamais viu “.
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A entrevista de Walters no programa 20/20 da ABC também revelou como o futuro presidente de dois mandatos gastava milhares em anúncios de jornal com críticas aos EUA por protegerem petroleiros estrangeiros sem compensação quando o Irã atacava navios no Estreito de Ormuz.
Os comentários quase que proféticos do futuro presidente americano surgiram mais de 30 anos antes de os EUA e Israel lançarem uma campanha militar a Teerã. A ofensiva, entre tantas mortes, culminou no óbito do atual líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
— Vai haver uma guerra, e ela vai começar no Oriente Médio — previu Trump a Walters durante a entrevista.
A polícia e os militares do Equador prenderam mais de 250 pessoas, a maioria por violar um toque de recolher noturno de duas semanas imposto em meio a uma ofensiva antidrogas apoiada pelos Estados Unidos, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira. As prisões ocorrem no contexto de uma mobilização de 75 mil militares e policiais em seu plano denominado “Ofensiva Total”, que está alinhado a acordos com Washington para compartilhar informações e fortalecer as capacidades das forças de segurança equatorianas.
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O primeiro dia de operações resultou em 253 prisões, “principalmente por violações do toque de recolher e porte de armas”, informou o Ministério do Interior a jornalistas em seu canal do WhatsApp.
As operações, iniciadas na noite de domingo, estão sendo realizadas nas províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, as mais afetadas pela violência de organizações armadas dedicadas ao narcotráfico, extorsão e assassinatos por encomenda.
Imagens divulgadas pela polícia mostram agentes uniformizados arrombando portas, um homem de cueca deitado de bruços com as mãos na cabeça e policiais uniformizados patrulhando ruas e inspecionando residências.
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O secretário do Interior, John Reimberg, publicou vídeos no Instagram mostrando detidos enfileirados com policiais, incluindo jovens, uma mesa com drogas e policiais uniformizados realizando buscas na rua.
O Equador faz parte da aliança de 17 países criada por Donald Trump para combater o narcotráfico na região, após um acordo selado no início deste mês em Miami sob o nome de “Escudo das Américas”.
Durante o toque de recolher, que vigora das 23h, horário local (1h em Brasília), às 5h (7h em Brasília), somente viajantes com passagens aéreas em mãos, profissionais de saúde e equipes de emergência têm permissão para sair.
“Não serão emitidos salvo-condutos”, declarou a polícia em suas redes sociais.
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O país está localizado entre a Colômbia e o Peru, maiores produtores mundiais de cocaína. Até uma década atrás, o Equador era um país tranquilo, mas se tornou o mais violento da região, com 52 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2025, ou um por hora, segundo o Observatório Equatoriano de Crime Organizado.
Em novembro, um novo relatório da consultoria International Crisis Group (ICG) revelou que o Equador vive sua pior crise de segurança em décadas, consolidando-se como um dos principais centros do narcotráfico para a Europa.
Segundo o ICG, o país tornou-se o mais violento da América do Sul em menos de uma década. O relatório associa a explosão da criminalidade à reconfiguração das rotas do tráfico após o acordo de paz na Colômbia em 2016, que “favoreceram a transformação do Equador em uma plataforma de exportação de drogas” — especialmente dos portos do Pacífico, como Guayaquil, hoje um dos principais pontos de saída dos traficantes rumo à Europa e aos Estados Unidos.
A relação do presidente equatoriano, Daniel Noboa, com Trump isenta-o da pressão militar de Washington, como a exercida sobre a vizinha Venezuela, ou ainda de sanções, como as aplicadas sobre o chefe de Estado colombiano, Gustavo Petro.
Cuba sofreu nesta segunda-feira um apagão generalizado, informou a companhia elétrica nacional, em meio a uma grave crise na ilha causada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
Os cortes de eletricidade têm se intensificado em Cuba, cuja economia está praticamente paralisada desde que a administração de Donald Trump interrompeu os envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora do país, e ameaçou impor sanções a outros países que vendam combustível à ilha.
A interrupção no fornecimento ocorreu devido a “uma desconexão total do Sistema Eletroenergético Nacional”, informou a União Elétrica de Cuba (UNE) na rede social X. “Começam a ser implementados os protocolos para o restabelecimento”, acrescentou a empresa.
No início de março, a ilha já havia sofrido um apagão que atingiu dois terços do território, incluindo a capital, Havana.
A geração de eletricidade do país depende de uma rede de usinas termoelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos de operação.
A ilha, com 9,6 milhões de habitantes, tem registrado vários apagões generalizados desde o fim de 2024.
Os cubanos também enfrentam longos cortes programados de energia todos os dias. Nos últimos tempos, a capital tem registrado interrupções superiores a 15 horas, enquanto nas províncias os cortes podem durar mais de um dia.
Desde 9 de janeiro, nenhum navio petroleiro chegou a Cuba, o que obrigou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, como a suspensão da venda de diesel, o racionamento de gasolina e a redução de alguns serviços hospitalares.
Para justificar sua política, Washington afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, devido às suas relações com países como China, Rússia e Irã.
Já o governo cubano acusa Trump de tentar “asfixiar” a economia da ilha comunista, que está sob embargo dos Estados Unidos desde 1962 e que, nos últimos anos, enfrentou um endurecimento das sanções americanas.
A polícia israelense informou que encontrou fragmentos de mísseis e de interceptadores em locais sagrados na Cidade Velha de Jerusalém nesta segunda-feira, incluindo áreas próximas à mesquita de Al-Aqsa e à Igreja do Santo Sepulcro.
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— Durante a recente salva de mísseis disparada do Irã em direção a Jerusalém, várias interceptações ocorreram sobre a cidade — informou a polícia.
Segundo autoridades religiosas citadas por agências internacionais, os fragmentos vieram de um míssil interceptado pelos sistemas de defesa israelenses.
As forças de segurança disseram ter localizado — fragmentos de mísseis e destroços de interceptadores, alguns de tamanho significativo, em vários pontos da Cidade Velha, incluindo o complexo do Monte do Templo, o complexo da Igreja do Santo Sepulcro e o Bairro Judeu.
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Jornalistas da AFP também viram destroços de mísseis que atingiram o telhado de um prédio residencial em Jerusalém Oriental, território anexado por Israel.
A Igreja do Santo Sepulcro é um dos principais locais de peregrinação do cristianismo e, segundo a tradição religiosa, marca o ponto onde Jesus teria sido crucificado, sepultado e ressuscitado.
A queda de fragmentos na Cidade Velha foi considerada incomum, já que a região — que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos — costuma ser menos atingida diretamente por ataques durante o conflito. Ainda assim, desde o início das hostilidades, estilhaços e detritos de interceptações já atingiram áreas residenciais e estruturas próximas ao centro histórico da cidade.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira os aliados de Washington pela resposta morna ao seu apelo para ajudar a proteger a navegação no Estreito de Ormuz durante a guerra dos EUA contra o Irã, mas acrescentou que “alguns países” já estão a caminho, sem citar quais. O mandatário americano também afirmou que as Forças Armadas já atacaram mais de 7 mil alvos em todo o Irã, “principalmente alvos comerciais e militares”.
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— Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim — disse Trump durante uma reunião do Conselho do Centro Kennedy nesta segunda-feira, na Casa Branca, observando que a Europa, o Japão e outros países dependem do petróleo do Golfo Pérsico muito mais do que os Estados Unidos.
Trump acrescentou que, “durante 40 anos, estivemos protegendo vocês, e vocês não querem se envolver”, e que “encorajamos veementemente as outras nações a se envolverem conosco, e a se envolverem rapidamente e com grande entusiasmo”. Segundo ele, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, divulgará a lista dos países que estão a caminho do estreito “em breve”.
No sábado, Trump manifestou interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança no estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Mais tarde, ele aumentou a pressão sobre os aliados da Otan, declarando ao jornal Financial Times que a aliança enfrentaria um futuro “muito ruim” se seus membros não fizessem sua parte.
A recusa mais contundente ao seu esforço veio, mais cedo nesta segunda-feira, da Alemanha, cujo ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que “esta não é a nossa guerra; nós não a começamos”. Mais tarde, o chanceler Friedrich Merz reiterou que a guerra “não é assunto da Otan” e que a Alemanha não participará dela.
— Sempre ficou claro que esta guerra não é assunto da Otan — disse Merz, acrescentando que os EUA e Israel “não nos consultaram antes desta guerra”. — Nunca houve uma decisão conjunta sobre se deveríamos intervir. É por isso que a questão de como a Alemanha poderia contribuir militarmente não se sustenta. Não o faremos.
Altos funcionários do Japão, Itália e Austrália disseram, também nesta segunda-feira, que seus países não participariam dos esforços. Outros se mostraram evasivos, incluindo França, Coreia do Sul e Reino Unido, cujo primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que seu país não seria “arrastado para uma guerra mais ampla”.
Trump criticou Starmer na entrevista coletiva, dizendo estar “muito surpreso” com a atitude do Reino Unido em relação à guerra.
— Há duas semanas eu disse “por que vocês não enviam alguns navios?” e ele [Starmer] realmente não quis fazer isso. (…) Nós solicitamos dois porta-aviões, que eles têm, e ele realmente não quis fazer isso — disse Trump. — Não fiquei satisfeito com o Reino Unido. Acho que eles talvez se envolverão, mas deveriam se envolver com entusiasmo.
Em relação à França, quanto perguntado sobre as conversas com o presidente Emmanuel Macron, Trump disse que o país está numa “escala 8”, de zero a 10, no nível de disposição.
— Não é perfeito — disse Trump, dando de ombros. — Mas é a França.
Após reunião com ministros das Relações Exteriores dos 27 países do bloco europeu, a principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “esta não é uma guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo”. Por ora, afirmou, a UE não expandirá a operação marítima no Oriente Médio para ajudar a proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.
Os preços globais da energia dispararam com o tráfego de petroleiros praticamente paralisado no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent, referência global para o petróleo, chegou a atingir brevemente US$ 106 (R$ 507) nesta segunda-feira.
‘Obliterados’
Durante a entrevista coletiva, Trump também afirmou que os EUA já “conseguiram uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones” do Irã, acrescentando que “os mísseis estão chegando aos poucos agora porque eles não têm muitos mísseis restantes”. Ainda segundo o republicano, as Forças Armadas dos EUA já afundaram ou destruíram mais de 100 navios da marinha iraniana na última semana e meia.
— Eles foram literalmente obliterados disse — Trump, num discurso que se assemelhou ao realizado no ano passado após os ataques às instalações nucleares iranianas.
Ao falar sobre Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, Trump disse ter recebido relatos de seus assessores de que ele teria ficado desfigurado em decorrência de ataques, ou que teria perdido uma perna, enquanto outros dizem que ele estaria morto. Ele acrescentou que Washington não tem certeza com quem poderá negociar em Teerã.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, citando uma fonte iraniana não identificada, o filho do aiatolá Ali Khamenei, morto pelos bombardeios americano-israelenses no início da guerra, sofreu ferimentos leves, mas não foram divulgados detalhes. Ele também não fez nenhuma declaração até então.
Em atualização.
O rei da Espanha, Felipe VI, reconheceu nesta segunda-feira que houve “muitos abusos” durante a conquista espanhola da América. A fala acontece após anos de tensões com o México, que exige um pedido de desculpas sobre o tema há alguns anos.
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— Os Reis Católicos, a rainha Isabel com suas diretrizes, as Leis das Índias fizeram um afã de proteção que, diante da realidade, faz com que não se cumpra como se pretendia e houvesse muito abuso — indicou o chefe de Estado espanhol.
A declaração de Felipe VI ocorreu durante uma visita à exposição intitulada “A mulher no México indígena”, no Museu Arqueológico Nacional de Madri, segundo um vídeo editado e publicado pela Casa Real na rede social X.
México e Espanha experimentam tensões desde 2019, quando o então presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, enviou uma carta para Madri, exigindo da Coroa um pedido de desculpas pelos abusos durante a conquista no período colonial. O apelo de López Obrador, correligionário da atual presidente Claudia Sheinbaum, esfriou as relações entre os países.
Em sua conversa com outras autoridades, entre elas o embaixador do México na Espanha, Felipe VI enfatizou a necessidade de conhecer a história e admitiu que havia situações que “não poderiam nos fazer sentir orgulhosos”.
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— Há coisas que, quando as estudamos e as conhecemos, você diz: ‘Bom, em nosso critério de hoje em dia, com nossos valores, obviamente não podem ficar orgulhosos. Mas é preciso conhecê-las em seu contexto justo, não com um pressentimento moral excessivo, mas com uma análise objetiva e rigorosa para extrair lições — assinalou o monarca.
Esta foi a primeira vez que Felipe VI abordou o tema desde o início da polêmica com o México. No último mês de outubro, após inaugurar a exposição que recebeu a visita de Felipe VI nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, reconheceu a “dor e a injustiça” causadas aos “povos originários” na América.
A presidente mexicana saudou as palavras e disse que este foi o “primeiro passo” do governo da Espanha para reconhecer os abusos. Poucos dias depois, o presidente espanhol, Pedro Sánchez, garantiu que a normalização das relações com o México era uma “prioridade” após anos de tensões pelo passado colonial do país.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, foi diagnosticada com câncer de mama em estágio inicial, informou nesta segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a principal assessora do governo começará o tratamento imediatamente e continuará exercendo suas funções no cargo.
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O anúncio foi feito pelo presidente em uma publicação na rede Truth Social. Trump afirmou que o prognóstico médico de Wiles é “excelente” e elogiou a disposição da assessora em seguir trabalhando enquanto passa pelo tratamento.
— A força dela e seu compromisso de continuar fazendo o trabalho que ama, e faz tão bem, enquanto passa pelo tratamento, dizem tudo sobre quem ela é — escreveu o presidente.
Susie Wiles afirmou que em breve iniciará um tratamento que deverá durar algumas semanas na região de Washington.
— Quase uma em cada oito mulheres nos Estados Unidos enfrentará esse diagnóstico — disse em comunicado ao The New York Times, nesta segunda-feira. — Todos os dias, essas mulheres continuam criando suas famílias, indo ao trabalho e servindo suas comunidades com força e determinação. Agora eu me junto a elas.
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Jim WATSON / AFP
Ela revelou que contou ao presidente sobre o diagnóstico depois de receber a notícia na semana passada.
— Sou grata por contar com uma excelente equipe de médicos que detectou o câncer precocemente e está conduzindo meu tratamento, e estou encorajada por um prognóstico positivo — afirmou. — Também sou profundamente grata pelo apoio e incentivo do presidente Trump enquanto passo pelo tratamento e continuo exercendo minha função atual.
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Ao descrever seu prognóstico como “forte”, Wiles disse que o presidente construiu “uma equipe eficaz ao seu redor”, que garantirá que não haja interrupções no funcionamento da Ala Oeste da Casa Branca durante seu tratamento.
De acordo com Trump, Wiles deve trabalhar “virtualmente em tempo integral” na Casa Branca durante o período de tratamento. A equipe médica já foi acionada para acompanhar o caso, e a decisão foi iniciar os cuidados imediatamente após o diagnóstico.
Wiles, de 68 anos, ocupa o cargo de chefe de gabinete desde janeiro de 2025 e é considerada uma das conselheiras políticas mais próximas de Trump. Ela teve papel central nas campanhas presidenciais do republicano e foi a primeira mulher a assumir a chefia de gabinete da Casa Branca.
No posto, Wiles coordena a equipe presidencial e funciona como principal articuladora entre o presidente, o gabinete e o Congresso — uma das posições mais influentes dentro do governo americano.
Cuba permitirá que cidadãos que vivem no exterior invistam no setor privado e sejam proprietários de empresas na ilha, informou o vice-primeiro-ministro e responsável pela política econômica do país, Oscar Pérez-Oliva Fraga, em entrevista exclusiva à NBC News publicada nesta segunda-feira. Segundo Fraga, a medida permitirá que cubanos que residem em outros países, inclusive nos Estados Unidos, participem diretamente de negócios em seu país de origem, em um esforço para impulsionar a economia nacional.
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— Cuba está aberta a ter uma relação comercial fluida com empresas americanas e também com cubanos que vivem nos EUA e seus descendentes — disse ele, que também ocupa o cargo de ministro do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro.
A declaração foi feita durante uma entrevista concedida em Havana, antes de o governo anunciar oficialmente a iniciativa à população nesta segunda-feira. A conversa com a NBC News é a primeira entrevista de Fraga e ocorre em meio a uma tentativa do governo cubano de revitalizar a economia da ilha, considerada debilitada após anos de crise. Nela, Fraga afirmou que o governo prepara uma série de reformas destinadas a criar o que descreveu como um “ambiente empresarial dinâmico”, capaz de reativar setores como turismo, mineração e infraestrutura energética.
— Isso vai além da esfera comercial. Também se aplica a investimentos. Não apenas pequenos investimentos, mas grandes investimentos, particularmente em infraestrutura — afirmou, acrescentando que o avanço dessas mudanças enfrenta obstáculos relacionados às sanções impostas pelos EUA. — A hostilidade contra Cuba é sem dúvida um elemento que afeta o desenvolvimento dessas transformações.
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Segundo o vice-primeiro-ministro, o bloqueio tem privado Cuba de “acesso a financiamento, tecnologia, mercados e, nos últimos anos, tem sido direcionado especificamente a privar o país de acesso a combustível”. De acordo com autoridades cubanas, nenhum carregamento de petróleo chegou ao país nos últimos três meses, agravando a crise energética que afeta a ilha.
Na sexta-feira, o governo cubano confirmou pela primeira vez que mantém conversas com o governo do president americano, Donald Trump. O republicano advertiu recentemente que Cuba poderia enfrentar um destino semelhante ao do venezuelano Nicolás Maduro, capturado em janeiro durante uma operação americana em Caracas. O chavista e sua esposa, Cilia Flores, foram levados aos EUA e acusados de conspiração para importar cocaína, além de posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. Maduro também responde a uma acusação federal adicional de conspiração de narcoterrorismo.
Trump já declarou que Cuba “vai cair muito em breve” se não chegar a um acordo com Washington e chegou a sugerir a possibilidade de uma “tomada amigável” da ilha. No domingo, ele afirmou que, se não “fecharem um acordo”, deverão “fazer o que tivermos que fazer”, sem dar mais detalhes. O presidente também indicou que pretende voltar sua atenção com mais intensidade para Cuba após o fim da guerra no Irã.
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A operação que resultou na captura de Maduro interrompeu remessas de petróleo entre Venezuela e Cuba. O governo cubano acusa Washington de bloquear o envio de combustível ao impedir que petroleiros cheguem à ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na sexta-feira que nenhuma carga de petróleo chegou ao país nos últimos três meses, provocando uma crise energética em toda a ilha.
Segundo autoridades, os apagões generalizados têm afetado serviços essenciais e forçado hospitais a adiar cirurgias. O cenário também provocou protestos violentos, considerados raros no país de partido único, de acordo com o jornal estatal Invasor. Na cidade de Morón, uma manifestação inicialmente pacífica tornou-se violenta no sábado, quando manifestantes atiraram pedras contra o prédio da Comissão Municipal do Partido e iniciaram um incêndio na rua, informou o jornal.
Após o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, começaram a circular nas redes sociais mensagens afirmando que o FBI teria alertado para um possível ataque iraniano com drones contra a Califórnia. A informação é #FATO, embora autoridades ressaltem que o alerta se baseia em dados não verificados e que não há ameaça iminente.
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De acordo com um documento interno do Federal Bureau of Investigation (FBI), obtido pela ABC News e pela Reuters, o Irã teria considerado, desde fevereiro, a possibilidade de realizar um ataque surpresa com veículos aéreos não tripulados lançados de uma embarcação não identificada ao largo da costa dos Estados Unidos.
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“Recentemente, obtivemos informações não verificadas de que, no início de fevereiro de 2026, o Irão supostamente planeava realizar um ataque surpresa utilizando veículos aéreos não tripulados a partir de uma embarcação não identificada ao largo da costa dos Estados Unidos, especificamente contra alvos não especificados na Califórnia, caso os EUA realizassem ataques contra o Irão. Não temos informações adicionais sobre o momento, o método, o alvo ou os autores desse suposto ataque”, afirma o alerta divulgado no final de fevereiro.
O aviso foi enviado a departamentos de polícia da Califórnia justamente no período em que a administração do presidente Donald Trump iniciou uma ofensiva militar contra Teerã, em 28 de fevereiro.
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Apesar do teor do documento, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou que não existe ameaça imediata ao estado. Segundo ele, as autoridades locais estavam cientes das informações, mas tratam o caso apenas como medida preventiva.
“Estamos cientes dessas informações. … Trata-se de manter uma postura de preparação para cenários de pior caso”, declarou o governador.
O alerta também foi comentado pela Casa Branca. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a comunicação enviada às forças de segurança se baseava apenas em dados preliminares de inteligência.
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“Não existe qualquer ameaça desse tipo do Irã contra o nosso território, e nunca existiu”, escreveu.
Questionado sobre o tema, o presidente Trump disse que a situação está sob análise. “Está a ser investigado, mas há muitas coisas a acontecer. Tudo o que podemos fazer é lidar com elas à medida que surgem”, afirmou.
Embora o FBI tenha alertado autoridades locais sobre a possibilidade de um ataque com drones, o próprio documento classifica as informações como não verificadas e não apresenta detalhes sobre alvo, método ou data de um eventual ataque.

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