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As Forças Armadas de Israel afirmaram, nesta terça-feira, que eliminaram integralmente a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã após uma série de ações militares.
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De acordo com a declaração, a ofensiva teve como alvo estruturas ligadas à fabricação, montagem e armazenamento de componentes desse tipo de armamento, sem menção ao uso ou a estoques já existentes.
A operação, denominada “Rugido do Leão”, resultou na destruição de mais de 100 centros de produção em território iraniano.
Entre os alvos atingidos estão instalações subterrâneas, linhas de montagem e depósitos de componentes.
As estruturas estavam distribuídas por todo o território do Irã. Segundo as Forças de Israel, a ofensiva comprometeu completamente a capacidade do país de produzir mísseis balísticos.
Ali Larijani teria sido eliminado, segundo Israel
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira que Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, foi morto em um ataque durante a madrugada. Em paralelo, as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) também anunciou a morte do general Gholam Reza Soleimani, líder da milícia Basij, grupo paramilitar voluntário da Guarda Revolucionária iraniana.
Os assassinatos despojam novamente os principais líderes da teocracia iraniana, após os primeiros ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, que matou o Aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, então líder supremo do país.
“Larijani e o comandante da Basij foram eliminados e se juntaram a Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, junto com todos aqueles eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno”, disse Katz, em comunicado.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, em comunicado. “As forças Basij fazem parte do aparato armado do regime terrorista iraniano. Durante os protestos internos no Irã, à medida que as manifestações se intensificaram, as forças Basij, sob o comando de Soleimani, lideraram as principais operações de repressão, empregando violência extrema, prisões em massa e o uso da força contra manifestantes civis”.
Já o chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, afirmou que os ataques tiveram “resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”.
Os assassinatos ocorrem na véspera do “Chaharshanbe Souri”, conhecido como Festival do Fogo no Irã. Para celebrar, as pessoas acendem fogueiras, soltam fogos de artifício e lançam lanternas com pedidos ao céu. As autoridades iranianas já enviaram mensagens de texto ameaçadoras ao público, instando-os a não participar do festival, temendo que isso possa levar a novos protestos contra a teocracia.
Uma mulher de 50 anos morreu após um acidente com um carro alegórico durante o desfile de St. Patrick’s Day realizado no sábado (14) em Louisville. A vítima foi identificada como Joan Pannuti Pottinger, moradora da região e mãe de duas filhas.
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Segundo informações do Gabinete do Médico Legista do Condado de Jefferson, divulgadas nesta segunda-feira (16), Pottinger teve o pé preso na estrutura de um dos veículos enquanto caminhava ao lado do desfile. Ela caiu e acabou sendo arrastada para debaixo do carro alegórico. A causa oficial da morte ainda não foi informada.
Acidente durante o desfile
De acordo com o Departamento de Polícia Metropolitana de Louisville, o caso ocorreu pouco antes das 16h. A investigação preliminar aponta que, por razões ainda desconhecidas, o pé da vítima ficou preso na plataforma do veículo, provocando a queda. O carro alegórico só foi interrompido após a intervenção de socorristas e de pessoas que assistiam ao evento.
Testemunhas relataram momentos de desespero. Espectadores tentaram levantar o veículo para resgatar Pottinger, mas não conseguiram. Ela foi socorrida por equipes de emergência e levada ao Hospital da Universidade de Louisville, onde morreu posteriormente.
Uma testemunha que trabalhava em um food truck afirmou à emissora WAVE 3 que viu a vítima sendo retirada em uma maca, sem perceber inicialmente a gravidade da situação. “Parte meu coração saber que alguém pereu a vida”, disse.
Milhares de pessoas presentes ao desfile não perceberam imediatamente o que havia ocorrido, notando apenas a interrupção repentina da passagem dos carros alegóricos.
Comoção e homenagens
Em declaração à emissora WLKY, o marido da vítima, Tony Pottinger, classificou o episódio como “um acidente verdadeiramente bizarro” e agradeceu os esforços de quem tentou ajudá-la. Ele também destacou o perfil solidário da esposa, descrevendo-a como “leal e dedicada” à família e à comunidade.
Pottinger atuava desde 2024 na Best Buddies International, organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de pessoas com deficiência, promovendo inclusão social, oportunidades de trabalho e moradia. Antes disso, teve uma carreira de mais de uma década na Kraft Foods.
A Associação Cultural e Beneficente Hiberniana, responsável pelo desfile, afirmou estar “profundamente triste” com o ocorrido e prestou condolências à família.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos destacaram o impacto de Pottinger na comunidade, descrevendo-a como uma pessoa generosa e engajada em ações sociais. Uma campanha de arrecadação criada para apoiar a família superou rapidamente a meta inicial e já ultrapassava US$ 55 mil até a noite de segunda-feira.
Uma escola em Calgary, no Canadá, provocou repercussão após implementar restrições ao consumo de alimentos no refeitório durante o Ramadã. A decisão, adotada pela Escola Fairview, passou a circular nas redes sociais e gerou críticas de pais e usuários.
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De acordo com um e-mail enviado pela administração em 18 de fevereiro, o espaço de refeições foi parcialmente convertido em “área sem alimentos” para apoiar alunos muçulmanos em jejum. Estudantes do 4º ao 6º ano deveriam permanecer no refeitório sem comer durante a primeira metade do almoço, enquanto alunos do 7º ao 9º ano não poderiam consumir alimentos no local durante todo o intervalo.
Não foi informado, no comunicado, onde os demais estudantes poderiam se alimentar.
Confira:
Imagens do email circulam nas redes sociais
Reprodução
Repercussão nas redes
As imagens do e-mail e relatos sobre a medida se espalharam rapidamente nas redes sociais, acompanhadas de críticas à iniciativa. Usuários questionaram a lógica da decisão e sugeriram alternativas, como a criação de espaços separados para alunos em jejum.
“Literalmente nenhum muçulmano se importa se você comer na frente deles enquanto estamos jejuando”, escreveu um usuário. Outros apontaram que o jejum religioso envolve justamente lidar com a presença de comida, classificando a medida como inadequada.
O Conselho de Educação de Calgary respondeu às críticas afirmando, em comunicado, que não houve alteração nas áreas de almoço, embora tenha reconhecido o envio do e-mail com as orientações. A entidade também destacou que adaptações podem ser feitas durante celebrações religiosas, dependendo das necessidades dos estudantes.
Segundo o conselho, escolas podem designar espaços sem alimentos como forma de acomodação, desde que consideradas as condições locais. A instituição acrescentou que ambientes alternativos já estariam disponíveis para alunos em jejum e que a escola não oferece serviço de alimentação no refeitório.
O órgão afirmou ainda que atua com base no Regulamento Administrativo 3067, que orienta práticas relacionadas à religião na educação, e que tem o dever de atender solicitações sempre que possível.
O Ramadã, iniciado em 17 de fevereiro e com término previsto para 18 de março, é um período em que muçulmanos praticantes jejuam durante o dia. No Islã, o jejum costuma ser obrigatório a partir da puberdade, embora crianças mais novas também possam aderir à prática.
O Exército israelense anunciou nesta terça-feira que matou, em um ataque em Teerã, o general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia islâmica de voluntários Basij, responsável pela manutenção da ordem no Irã.
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“Ontem (segunda-feira), a Força Aérea israelense, com base em informações (militares), localizou e eliminou Gholamreza Soleimani”, afirma um comunicado militar israelense.
A nota acrescenta que ele morreu em “um ataque seletivo em Teerã”.
O que sabe sobre a Basij?
Criado logo após a Revolução Islâmica de 1979, o Basij — termo que significa “mobilização”, em farsi (ou persa) — foi idealizado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini como uma força popular capaz de defender o regime que se iniciava. À época, o líder religioso chegou a afirmar que o Irã jamais poderia ser derrotado se contasse com uma milícia de 20 milhões de homens.
O Basij, formalmente, é um grupo paramilitar voluntário subordinado à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), a força de elite das tropas iranianas, que responde diretamente ao líder supremo do país. Ao longo dos anos, a milícia consolidou-se como um instrumento central da segurança interna e da imposição da ideologia do Estado.
A organização recruta membros tanto em áreas rurais quanto urbanas e se estrutura principalmente a partir de mesquitas em Teerã e em outras grandes cidades. Seus integrantes, em geral, vêm de camadas mais pobres e conservadoras da população, segundo especialistas ouvidos pela CNN.
A missão do Basij vai além do policiamento convencional. A força atua para sustentar a teocracia iraniana, fazer cumprir códigos de moral islâmica e conter manifestações consideradas ameaças ao regime. Há décadas, o grupo é apontado como protagonista na repressão violenta a protestos e movimentos de contestação.
O papel da milícia ganhou notoriedade internacional durante a guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, quando seus integrantes participaram de ataques em “ondas humanas”, usados, segundo relatos, para limpar campos minados antes do avanço das tropas regulares. A partir de 2003, o Basij passou por um reforço significativo, ao ser concebido como primeira linha de defesa interna diante do temor de uma possível invasão liderada pelos Estados Unidos. Desde então, tornou-se presença recorrente nos estágios iniciais de revoltas e distúrbios.
Os Estados Unidos impuseram sanções ao Basij e a comandantes da força em diversas ocasiões, citando violações de direitos humanos, repressão a protestos estudantis e denúncias de uso de crianças-soldados.
Ataque contra Ali Larijani
O Exército israelense tentou eliminar o atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, em um bombardeio realizado na madrugada desta terça-feira, segundo a mídia israelense. Os resultados de um suposto ataque contra a figura-chave do poder iraniano, “ainda estão sendo avaliados”, segundo o canal N12.
“Ali Larijani foi alvo de uma tentativa de eliminação”, afirmou a emissora pública israelense Kan.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, citando em comunicado seu chefe do Estado-Maior. “Nesta noite houve resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir.
Marinheiros e oficiais militares disseram que foram necessárias mais de 30 horas para apagar um incêndio a bordo do porta-aviões Gerald R. Ford, na última quinta-feira (14), enquanto o navio, já bastante avariado, continuava sua árdua jornada de meses em meio às operações militares do presidente Trump.
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O incêndio começou na lavanderia principal do navio na última quinta-feira. Quando foi controlado, mais de 600 marinheiros e tripulantes perderam suas camas e desde então estão dormindo no chão e em mesas, disseram as autoridades.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que dois marinheiros receberam tratamento para “ferimentos que não representam risco de vida”. Pessoas a bordo do navio relataram que dezenas de militares sofreram inalação de fumaça.
E na categoria de situações que não representam risco de vida, mas ainda assim não são ideais, muitos marinheiros não conseguiram lavar roupa desde o incêndio.
O navio, juntamente com seus 4.500 marinheiros e pilotos de caça, estava no Mediterrâneo em 24 de outubro, quando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou que ele navegasse para o Caribe para reforçar a campanha de pressão do presidente Trump sobre Nicolás Maduro, líder da Venezuela antes de sua deposição.
Do Caribe, o porta-aviões seguiu rapidamente para o Oriente Médio para acompanhar a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já dura três semanas.
Conversar com marinheiros a bordo de porta-aviões é difícil mesmo nas melhores circunstâncias. Durante uma guerra, os navios e as bases militares envolvidas nas operações ficam “às escuras”, limitando a capacidade dos militares de se comunicarem com o mundo exterior. Os oficiais e marinheiros entrevistados para este artigo falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a falar publicamente.
O porta-aviões Ford está agora entrando em seu décimo mês de missão. Ele quebrará o recorde de missão mais longa de um porta-aviões desde a Guerra do Vietnã se ainda estiver no mar em meados de abril. Esse recorde, de 294 dias, foi estabelecido pelo USS Abraham Lincoln em 2020.
Os tripulantes do Ford foram informados de que sua missão provavelmente será estendida até maio, o que os deixaria um ano inteiro no mar, o dobro da duração normal de uma missão em um porta-aviões.
Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, a Marinha manteve porta-aviões em missão por nove meses consecutivos, às vezes um pouco mais. Mas, normalmente, as missões não se estendem por mais de seis meses. Segundo especialistas da Marinha, períodos mais longos são muito prejudiciais tanto para o navio quanto para a tripulação.
— Os navios também se cansam e sofrem danos ao longo de longos períodos de serviço — disse o contra-almirante John F. Kirby, oficial naval aposentado que foi secretário de imprensa do Pentágono e porta-voz de segurança nacional no governo Biden.
— Não se pode operar um navio por tanto tempo e com tanta intensidade e esperar que ele e sua tripulação tenham o melhor desempenho possível.
O porta-aviões Ford está realizando operações de voo ininterruptamente, disseram oficiais da Marinha.
Segundo dois oficiais, o incêndio começou na saída de ar de uma secadora nas instalações de lavanderia do navio e se alastrou rapidamente. Marinheiros combateram as chamas por mais de 30 horas, disseram oficiais e marinheiros.
A Marinha não respondeu ao pedido de comentários. O Comando Central afirmou em comunicado que o incêndio “não causou danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional”.
O incêndio foi apenas o mais recente de uma série de problemas de manutenção no Ford, o porta-aviões mais novo da Marinha. Ele tem apresentado problemas de encanamento nos 650 banheiros a bordo. A NPR relatou que o sistema de banheiros, subdimensionado e mal projetado, quebra com frequência .
Um importante período de manutenção e reequipamento que o porta-aviões Ford deveria passar no início deste ano no estaleiro naval de Newport News, na Virgínia, foi adiado, disseram autoridades militares.
Um oficial militar afirmou que o Pentágono estava ciente de que o porta-aviões estava atingindo o limite de sua capacidade operacional. Ele disse que o USS George H.W. Bush está se preparando para ser enviado ao Oriente Médio e provavelmente substituirá o Ford.
Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que parte do Castelo de Escalona, fortificação do século XV, desaba na manhã de sábado (14) em Toledo, na Espanha. As imagens mostram turistas e visitantes em choque enquanto uma nuvem de poeira e destroços se espalha rapidamente pelo entorno.
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No registro, blocos de pedra se desprendem de uma das torres e atingem a área externa, onde havia carros estacionados, alguns danificados pelos escombros. É possível ouvir gritos e correria enquanto adultos se afastam do local levando crianças. Apesar do impacto da cena, não há relatos de feridos.
Assista:
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Área isolada e suspeita de causas climáticas
Segundo o El Diario, agentes da Guarda Civil e funcionários da prefeitura foram acionados e isolaram a área para avaliação dos danos. A atividade turística no local foi suspensa temporariamente. Autoridades apontam que as chuvas recentes podem ter agravado fragilidades estruturais da construção histórica.
O Castelo de Escalona, erguido sobre uma antiga fortaleza medieval, é um palácio fortificado com igreja em seu interior e teve papel estratégico em conflitos castelhanos. Hoje, é um dos pontos turísticos mais conhecidos da região, embora avaliações recentes de visitantes já mencionassem o estado de deterioração da estrutura, descrita por alguns como uma “ruína bela”.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/X
O episódio ocorre meses após um caso semelhante na Itália. Em novembro do ano passado, parte da Torre dei Conti, construção medieval próxima ao Coliseu, em Roma, desabou durante obras de restauração. Vídeos também compartilhados nas redes sociais mostraram o colapso diante de turistas. Um operário ficou gravemente ferido, enquanto outros dois sofreram lesões leves, segundo autoridades locais.
Os resultados de um suposto ataque contra Ali Larijani, figura-chave do poder iraniano, “ainda estão sendo avaliados”, segundo o canal N12. O Exército israelense tentou eliminar o atual chefe do Conselho Supremo de Segurança em um bombardeio realizado na madrugada desta terça-feira, segundo a mídia israelense.
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Capacidade de defesa: Guerra no Oriente Médio expõe limites militares da Europa em meio a mobilização inédita
“Ali Larijani foi alvo de uma tentativa de eliminação”, afirmou a emissora pública israelense Kan.
“Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime”, declarou o Exército, citando em comunicado seu chefe do Estado-Maior. “Nesta noite houve resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir.
Quem é Ali Larijani?
Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Larijani exerce uma das funções mais estratégicas do país, especialmente em um momento de forte instabilidade política e militar. Ele reassumiu o cargo em agosto do ano passado e, desde então, ampliou sua influência no núcleo duro do poder em Teerã.
O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, em uma cerimônia do movimento xiita libanês Hezbollah, em 27 de setembro de 2025
Anwar AMRO / AFP
Com uma trajetória marcada por posições-chave, Larijani já foi ministro, presidente do Parlamento e candidato à presidência em diversas ocasiões. Oriundo de uma tradicional família iraniana, construiu uma carreira que o colocou entre os principais articuladores políticos do regime.
Nos bastidores, seu nome também é associado a possíveis negociações delicadas, incluindo cenários de transição política e interlocução com potências estrangeiras, como os Estados Unidos — hipótese que ganha peso após a morte do aiatolá Ali Khamenei e de outras autoridades de alto escalão em fevereiro.
Apesar da posição de destaque, especialistas apontam limites no alcance de seu poder. Segundo a socióloga Azadeh Kian, professora da Universidade Paris-Cité, não há garantia de que suas decisões sejam plenamente executadas, sobretudo diante da influência da Guarda Revolucionária, frequentemente descrita como um “Estado dentro do Estado”.
Uma mulher que ganhou notoriedade ao publicar um livro infantil sobre o luto após a morte do marido foi considerada culpada pelo próprio assassinato do companheiro, em um caso que chocou os Estados Unidos. Kouri Richins, de 35 anos, foi condenada por um júri em Utah por envenenar o marido com fentanil, em março de 2022.
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De acordo com a rede BBC, a decisão foi tomada após cerca de três horas de deliberação, na segunda-feira. Richins também foi considerada culpada de tentativa de homicídio por um episódio anterior, em que teria tentado matar o marido ao adulterar sua comida.
Segundo a promotoria, o crime foi motivado por interesses financeiros. Durante o julgamento, os investigadores apontaram que Richins acumulava milhões de dólares em dívidas, havia contratado seguros de vida em nome do marido e mantinha um relacionamento extraconjugal.
— Ela queria se separar de Eric Richins, mas não queria abrir mão do dinheiro dele — afirmou o promotor do condado de Summit, Brad Bloodworth.
Os promotores apresentaram mais de 40 testemunhas, incluindo uma mulher que disse ter fornecido as drogas usadas no crime. Já a defesa optou por não convocar testemunhas, e a própria acusada não prestou depoimento.
De acordo com os autos, Richins chegou a tentar envenenar o marido semanas antes da morte, aumentando posteriormente a dose da substância até provocar a overdose fatal. O laudo do médico legista concluiu que Eric Richins morreu com cerca de cinco vezes a dose letal de fentanil no organismo.
Mensagens de texto apresentadas no tribunal indicam que, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, a acusada buscou adquirir analgésicos e, posteriormente, solicitou drogas mais potentes, incluindo fentanil, descrito por ela como “algo como o que matou Michael Jackson”.
Na noite do crime, em 4 de março de 2022, Richins ligou para a polícia afirmando ter encontrado o marido inconsciente na cama. Ela relatou ter servido uma bebida alcoólica antes de se deitar com um dos filhos, que passava mal, e disse ter encontrado o companheiro “frio ao toque” ao retornar ao quarto.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelo fato de que, dois meses antes de ser presa, em março de 2023, Richins lançou o livro ilustrado “Are You With Me?”, voltado para crianças que enfrentam a perda de um ente querido. A obra foi dedicada ao marido, descrito por ela como “um pai maravilhoso”.
Em entrevistas à época, a autora afirmou que o livro tinha como objetivo ajudar famílias — incluindo seus três filhos — a lidar com o luto. A acusação, no entanto, sustentou que ela acreditava que herdaria um patrimônio superior a US$ 4 milhões com a morte do marido.
Richins se declarou inocente durante todo o processo. A principal acusação, de homicídio qualificado, pode levar a uma pena que varia de 25 anos de prisão à prisão perpétua.
Cerca de 400 pessoas morreram no bombardeio atribuído ao Paquistão contra um centro de reabilitação de dependentes químicos em Cabul nesta segunda-feira, informou na terça-feira o porta-voz do Ministério da Saúde do Afeganistão.
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“O número não é definitivo; as operações de busca continuam, mas temos cerca de 400 mortos e mais de 200 feridos”, declarou o porta-voz Sharafat Zaman.
Nesta segunda-feira, o governo afegão acusou o Paquistão de matar “muitos civis” neste ataque. Os dois países estão em conflito há meses. O Paquistão alega que seu vizinho abriga combatentes do movimento Talibã paquistanês (TTP), que reivindicaram a responsabilidade por ataques mortais em seu território. As autoridades afegãs negam essa acusação.
Após uma escalada em outubro que deixou dezenas de mortos, os combates haviam diminuído, mas recomeçaram com intensidade em 26 de fevereiro, após uma onda de ataques paquistaneses. Islamabad declarou “guerra aberta” em 27 de fevereiro e atacou Cabul no mesmo dia.
Nesta segunda-feira, jornalistas da AFP ouviram várias explosões fortes no centro da capital afegã, logo após aeronaves militares sobrevoarem a área, por volta das 21h (16h30 GMT). Colunas de fumaça subiram ao céu.
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“O regime paquistanês violou mais uma vez o espaço aéreo do Paquistão, atacando um centro de tratamento para dependentes químicos em Cabul, matando e ferindo muitos civis, em sua maioria dependentes químicos em tratamento”, declarou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, na agência de notícias X. “Condenamos este crime e o classificamos como um ato desumano que viola todos os princípios”, acrescentou.
O Paquistão não reagiu a essas acusações.
As explosões, ocorridas poucos dias antes do festival que marca o fim do Ramadã, provocaram pânico na capital afegã. Famílias que passeavam após quebrar o jejum buscaram refúgio em suas casas, observou um fotógrafo da AFP.
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Uma mãe aterrorizada saiu correndo de um prédio para implorar ao filho que entrasse imediatamente, testemunhou um jornalista da AFP. Outros moradores fugiram para os porões em busca de abrigo.
Por volta das 22h, o fogo da defesa antiaérea cessou e sirenes de ambulâncias puderam ser ouvidas. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou na sexta-feira que 75 civis foram mortos no Afeganistão desde a escalada dos combates em 26 de fevereiro.
Os bombardeios estão afetando Cabul e as províncias fronteiriças no leste e no sul do país.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU começou a distribuir ajuda emergencial para 20.000 famílias afegãs deslocadas pelo conflito com o Paquistão e alertou que “a instabilidade persistente levará milhões de pessoas a uma fome ainda maior”.
A Justiça francesa julga novamente, a partir desta terça-feira, o chileno Nicolás Zepeda pela morte de sua ex-namorada japonesa Narumi Kurosaki, após a anulação de sua condenação a 28 anos de prisão neste caso sem corpo.
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O tribunal de apelação de Vesoul confirmou, em 2023, a pena imposta em 2022 a Zepeda por assassinato premeditado, mas a Corte de Cassação francesa determinou no ano passado um novo julgamento por irregularidades.
A partir das 9h30 (8h30 GMT), um tribunal de Lyon, no leste da França, deverá determinar novamente se o chileno é responsável pelo desaparecimento, em dezembro de 2016, da jovem japonesa de 21 anos em Besançon, onde estudava francês.
“Eu não matei Narumi”, reiterou Zepeda durante o julgamento de apelação em Vesoul. Desde sua extradição do Chile, em meados de 2020, ele está em prisão preventiva na França.
Seu advogado, Sylvain Cormier, já afirmou que seu cliente continuará defendendo sua inocência no novo julgamento com júri popular, que deve se estender por vários dias.
Acusação aponta crime premeditado
Para a acusação, Zepeda teria atravessado o Atlântico no fim de 2016, dois meses após terminar o relacionamento com a jovem, sem avisá-la, com o objetivo de reconquistá-la ou, caso contrário, matá-la.
Após espioná-la durante vários dias na residência universitária Rousseau, em Besançon, em 4 de dezembro de 2016 ele se encontrou com ela e foram jantar juntos. Em seguida, ele a teria matado durante a madrugada em seu quarto.
Os “gritos de mulher” que estudantes ouviram são a “prova central” de que ela morreu, sustentou em 2023 o então promotor, Étienne Manteaux. Um dia depois, ele teria se desfeito do corpo em uma área florestal próxima ou no rio Doubs.
Posteriormente, ele teria invadido suas contas em redes sociais para fazer parecer que a jovem, que conheceu no Japão em 2014, ainda estava viva, enquanto ganhava tempo para retornar ao Chile.
Apesar de o corpo nunca ter sido encontrado, a acusação se baseia na quantidade de indícios que corroborariam tratar-se de um crime premeditado: depoimentos, dados de telefonia, geolocalização do carro que alugou, entre outros.
A Corte de Cassação anulou o julgamento anterior porque um dos investigadores utilizou uma apresentação em PowerPoint durante seu depoimento, que não havia sido previamente comunicada à defesa, e realizou novos atos de investigação.

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