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Um tribunal de apelação do Vaticano determinou nesta terça-feira que seja realizado um novo julgamento contra o cardeal Angelo Becciu, ex-assessor do papa Francisco, que foi condenado por desvio de recursos, alegando “erros de procedimento” no primeiro processo.
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A corte afirmou que a sentença, proferida em 2023, continuará válida até a realização do novo julgamento, segundo uma cópia da decisão obtida pela AFP.
Becciu foi, em determinado momento, uma das figuras mais poderosas do Vaticano, assessor de Francisco e até considerado um possível papa, até que uma controversa operação imobiliária em Londres o levou à Justiça e ao ostracismo clerical.
O cardeal italiano foi condenado em 2023 a cinco anos e meio de prisão por fraude em operações financeiras da Santa Sé, além de multa de 8 mil euros (pouco mais de 9 mil dólares). No entanto, ele não está preso e não se espera que cumpra pena até que todos os recursos judiciais sejam esgotados.
A queda de Becciu ocorreu em meio a uma série de reformas promovidas por Francisco para limpar as finanças do Vaticano, historicamente marcadas por irregularidades. Ele é o mais alto integrante da Igreja Católica a comparecer perante o Tribunal Penal do Vaticano, a instância civil do Estado.
O caso teve como foco a compra de um edifício de luxo em Londres, que prejudicou a imagem da Igreja e evidenciou o uso imprudente do Óbolo de São Pedro, a tradicional coleta anual destinada às obras de caridade do papa. A operação também gerou perdas significativas para as finanças do Vaticano.
Na época, Becciu era prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Em 2020, o papa Francisco o forçou a renunciar e retirou seus privilégios de cardeal. Antes disso, ele foi o número dois da Secretaria de Estado entre 2011 e 2018.
Celebrado em 17 de março, o St. Patrick’s Day tem origem na Irlanda como uma data religiosa em homenagem a São Patrício, considerado o responsável por difundir o cristianismo no país. Com o passar do tempo, no entanto, a celebração ultrapassou fronteiras e se transformou em um evento cultural de alcance global, marcado por festas, símbolos típicos e forte apelo popular.
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Segundo relatos históricos, São Patrício não nasceu na Irlanda, mas foi levado ao país ainda jovem como escravo. Após escapar, retornou anos depois como missionário e passou a evangelizar a população local. Uma das tradições mais conhecidas associadas a ele é o uso do trevo de três folhas para explicar a Santíssima Trindade, símbolo que se tornou um dos principais ícones da data.
Festival de Cheltenham, no Hipódromo de Cheltenham, em Cheltenham, no oeste da Inglaterra
Adrian Dennis / AFP
Embora tenha raízes religiosas, o St. Patrick’s Day ganhou características festivas ao longo dos séculos, especialmente fora da Irlanda. A expansão da comemoração está diretamente ligada à imigração irlandesa, que levou costumes e tradições para outros países, onde a data passou a ser celebrada com desfiles, música e encontros em bares.
A cor verde, hoje predominante, nem sempre foi associada à data, mas acabou se consolidando como referência à identidade irlandesa. Outro elemento popular são os leprechauns, ou duendes, figuras do folclore celta frequentemente ligadas à festa, além do uso de roupas e acessórios temáticos.
Pessoas comemoram o dia de São Patrício vestidas de duendes
Divulgação
Atualmente, as celebrações variam de acordo com o local. Em cidades como Dublin há grandes festivais e desfiles. Já em outros países, a data é adaptada a diferentes contextos, com eventos em bares, decoração temática e até comemorações domésticas, que buscam recriar o clima irlandês sem sair de casa.
No Brasil, o St. Patrick’s Day não é feriado, mas vem ganhando espaço nos últimos anos, principalmente em grandes centros urbanos. A celebração costuma reunir música, gastronomia e elementos simbólicos da cultura irlandesa, mostrando como a tradição se reinventou ao redor do mundo.
O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, pediu demissão nesta terça-feira e criticou a guerra conduzida pelo governo de Donald Trump contra o Irã. Segundo ele, não é possível “em sã consciência” apoiar a ofensiva.
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Em publicação nas redes sociais, Kent afirmou que o Irã “não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos”.
A postagem incluía uma carta de renúncia endereçada a Trump, na qual o agora ex-diretor argumenta que autoridades israelenses teriam levado os EUA a se envolver no conflito.
No documento, Kent afirma que houve uma “campanha de desinformação” conduzida por altos funcionários de Israel e pela imprensa, que, segundo ele, teria enfraquecido a plataforma “America First” de Trump e alimentado um sentimento pró-guerra para incentivar o conflito com Teerã.
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Veterano da guerra do Iraque, Kent disse que os argumentos a favor de um ataque ao Irã, e as promessas de uma vitória rápida, lembram o debate que antecedeu a invasão do país em 2003.
Kent também mencionou sua esposa, Shannon, criptógrafa militar morta na Síria.
“Como veterano que foi enviado ao combate 11 vezes e como viúvo de uma ‘Gold Star’, que perdeu sua amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em um conflito que não traz benefícios ao povo americano nem justifica o custo de vidas americanas”, escreveu.
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Kent havia sido confirmado no cargo em julho do ano passado, por 52 votos a 44 no Senado. Ex-candidato político com ligações a grupos de extrema direita, ele comandava o órgão responsável por analisar e detectar ameaças terroristas.
Antes de integrar a administração Trump, disputou sem sucesso duas eleições para o Congresso pelo estado de Washington. Ele também serviu nas Forças Especiais do Exército americano, com 11 missões como integrante dos “boinas verdes”, e trabalhou posteriormente na CIA.
(Com New York Times)
Dois turistas britânicos ficaram feridos após um balão de ar quente colidir com fios de alta tensão e cair em um campo de futebol no Vale de Teotihuacan, próximo à Cidade do México, na manhã desta segunda-feira (16). Clare Wolstenholme, de 43 anos, está em estado crítico, enquanto seu parceiro, Nicholas Wright, de 49, sofreu ferimentos menos graves.
Segundo informações da Agência Federal de Aviação Civil do México (AFAC), o incidente ocorreu por volta das 8h40, quando a aeronave, registrada como XA-OZY e operada pela empresa Happy Puerto, entrou em contato com cabos de energia. O choque elétrico provocou queimaduras nos ocupantes e teria levado o piloto a perder o controle do balão.
Clare e Nicholas, ambos de Londres, receberam os primeiros atendimentos no local e, em seguida, foram transferidos para um hospital particular na capital mexicana. Imagens que circularam mostram o balão caído e a mobilização de moradores e equipes de emergência na área.
Investigação em andamento
A polícia local abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente. O piloto, identificado como Santiago Torres, foi detido e interrogado. Em nota, a AFAC informou que também iniciou um procedimento administrativo para esclarecer as causas da ocorrência.
O caso reacende preocupações sobre a segurança em passeios de balão. Em 2024, um acidente semelhante no Brasil deixou oito mortos em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, destino conhecido pela prática. Na ocasião, o balão pegou fogo antes de cair, com 21 pessoas a bordo. Treze sobreviveram, enquanto vítimas como a médica Leise Herrmann Parizotto e o oftalmologista Andrei Gabriel de Melo estavam entre os mortos, segundo autoridades locais.
Um corpo encontrado há mais de cinco décadas em uma estrada rural do estado de Nova York, nos Estados Unidos, foi finalmente identificado após avanços em exames de DNA. A vítima é Clyde A. Coppage, de 35 anos, natural da Pensilvânia, segundo informações da Fox News.
Corpo de Clyde A. Coppage, de 35 anos, foi encontrado em uma estrada de Nova York
Polícia do Estado de Nova York
Os restos mortais foram descobertos em março de 1970, na cidade de Andover, no condado de Allegany. Na época, o caso chamou atenção pelas condições em que o corpo foi encontrado, sem cabeça e sem mãos, o que dificultou a identificação por décadas.
De acordo com as investigações, há indícios de que o homem tenha sido morto em outro local antes de ter o corpo deixado na estrada. Sem documentos ou características que permitissem o reconhecimento, o caso permaneceu sem solução por mais de 50 anos.
A identificação só foi possível após a exumação dos restos mortais, em 2022, e a análise de material genético com o apoio de autoridades federais. A partir do perfil de DNA, os investigadores conseguiram confirmar a identidade da vítima.
Apesar do avanço, o crime segue sem solução. Até o momento, não há informações sobre suspeitos, e o responsável pelo homicídio continua desconhecido. As autoridades afirmam que as investigações permanecem em andamento.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que uma mulher cai de um táxi em movimento e é atingida pelo próprio veículo em uma avenida movimentada de Xian, cidade da China. O caso ocorreu na quinta-feira (12) e ganhou repercussão após a divulgação do vídeo.
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As gravações, feitas por câmera veicular, mostram a porta traseira sendo aberta à força enquanto o carro trafega por uma via de quatro faixas. Em seguida, é possível ver as pernas da passageira se debatendo antes de ela cair no asfalto. O motorista aciona o pisca-alerta e leva o veículo ao acostamento, enquanto a mulher permanece caída na pista, com um dos braços passando sob a roda do táxi por um instante.
Assista:
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Discussão antecedeu queda
De acordo com a polícia local, a mulher, identificada pelo sobrenome Cheng, estava no veículo com uma amiga após ambas consumirem bebida alcoólica. Durante o trajeto, as duas iniciaram uma discussão, o que teria levado à abertura da porta e à queda.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (13), as autoridades informaram que a vítima sofreu apenas escoriações leves. Após o incidente, as duas passageiras seguiram viagem no mesmo táxi.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução
A polícia afirmou ainda que o caso não foi tratado como crime, mas Cheng foi multada por sair de um veículo em movimento, conforme as regras de trânsito locais.
O episódio ocorre em meio à repercussão recente de outro vídeo viral envolvendo um acidente semelhante, desta vez nos Estados Unidos, onde uma criança foi arremessada de um carro em movimento na Califórnia. Nas imagens, o bebê de 19 meses cai na via após a porta se abrir repentinamente e quase é atingido por outro veículo, sendo resgatado pela mãe em seguida.
Um casal de idosos perdeu a casa onde planejava viver a aposentadoria após enchentes provocadas por uma forte tempestade atingirem a ilha de Maui, no Havaí, nos Estados Unidos. A residência foi destruída pela força da água, deixando os dois desabrigados.
Tom e Carrie Bashaw, ambos com cerca de 80 anos, assistiram à destruição do imóvel após o transbordamento do rio ʻĪao, que avançou sobre o terreno e comprometeu a estrutura da casa. O fenômeno foi causado por uma tempestade que atingiu o arquipélago com chuvas intensas ao longo de vários dias.
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De acordo com relatos do casal, a água começou a avançar rapidamente, derrubando árvores e levando partes do terreno. Em poucas horas, a erosão atingiu a base da residência.
— A parte de trás da casa inteira desapareceu. Quartos, sala — afirmou Tom Bashaw ao site de notícias local Hawaii News Now.
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Sem conseguir conter os danos, eles deixaram o local às pressas e passaram a noite em um celeiro próximo. Na manhã seguinte, grande parte da casa já havia sido levada pela correnteza. O restante da estrutura, incluindo a garagem, desabou horas depois.
O imóvel havia sido construído recentemente, com obras iniciadas em 2020, e não possuía seguro contra enchentes. Segundo o casal, a área não era considerada zona de risco, o que contribuiu para a decisão de não contratar a cobertura.
Atualmente, os dois estão vivendo em um contêiner no próprio terreno, dormindo em colchões infláveis ao lado de seus gatos, enquanto avaliam como recomeçar.
Casa de Tom e Carrie foi destruída por chuvas no Havaí
Reprodução | Facebook Laycie Khadija
A tragédia ocorre em meio a um evento climático considerado extremo. Em algumas regiões de Maui, o volume de chuva ultrapassou 500 mm em poucos dias, provocando enchentes, deslizamentos e danos generalizados.
Diante da perda, familiares organizaram uma campanha de arrecadação online para ajudar o casal a reconstruir a vida. A iniciativa já mobilizou a comunidade local e arrecadou dezenas de milhares de dólares.
Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.
— A natureza vence. Ela não levou a gente, só levou a casa — disse Tom ao Hawaii News Now.
A divulgação do inquérito, nesta semana, sobre a morte da cantora Soriah Barry trouxe novos detalhes sobre o acidente que matou a artista de 27 anos no leste de Londres, dias antes de uma reunião com a Apple Music para lançamento de suas músicas. A plataforma informou à família que pretende disponibilizar as faixas em homenagem à jovem.
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Soriah morreu após colidir com um ônibus de dois andares na manhã de 8 de fevereiro de 2024, depois de deixar a casa de uma amiga. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
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De acordo com o inquérito, imagens de câmeras de segurança mostram o carro desviando em direção a um ônibus parado em Hackney, seguido por um forte impacto e fumaça. A investigação indicou que a cantora trafegava a cerca de 56 km/h, após acelerar momentos antes da batida.
O legista afirmou que, por aproximadamente três segundos, não houve qualquer tentativa de manobra evasiva. “Não posso dizer o que causou a falta de atenção”, declarou.
Testemunhas relataram que correram para socorrer a jovem. Uma delas contou que Soriah, coberta pelos airbags, respondeu “não estou bem” ao ser questionada. Ela sofreu uma parada cardíaca ainda no local e foi levada ao hospital após cerca de duas horas, em meio ao trânsito intenso, mas morreu em decorrência de hemorragia interna e graves danos no fígado.
O inquérito concluiu que a cantora não usava cinto de segurança no momento do acidente. Exames indicaram que seu nível de álcool no sangue estava abaixo do limite permitido. A causa exata da colisão, no entanto, não foi determinada.
Familiares acreditam que ela possa ter se distraído ou enfrentado problemas no veículo, que, segundo eles, costumava puxar para o lado. O caso também gerou indignação após vídeos da vítima ferida circularem nas redes sociais, incluindo o TikTok.
Descrita como uma artista em ascensão, Soriah planejava ampliar sua presença também no Spotify e se preparava para um possível avanço na carreira. Em nota, a família afirmou que a jovem era “leal, inspiradora e muito amada”.
Uma campanha criada na plataforma GoFundMe busca arrecadar recursos para o funeral e prestar homenagens à cantora.
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, já condenada a seis anos de prisão por corrupção, comparece nesta terça-feira à Justiça em um novo processo no qual é acusada de integrar uma suposta rede de subornos entre políticos e empresários nos anos 2000.
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A ex-mandatária, que governou o país entre 2007 e 2015, cumpre pena em prisão domiciliar desde junho do ano passado e utiliza tornozeleira eletrônica. Esta será a primeira vez que Kirchner presta depoimento presencialmente neste megajulgamento, iniciado em novembro, que vinha sendo conduzido por videoconferência até então.
Pela manhã, centenas de apoiadores se reuniram em frente à residência da ex-presidente, em Buenos Aires, com bandeiras argentinas e faixas com a mensagem “Cristina livre”. Antes de seguir para o tribunal, ela acenou e sorriu para os simpatizantes.
Kirchner é acusada, junto a outros 85 ex-funcionários e empresários, de formar uma “associação ilícita” entre 2003 e 2015 para receber propinas em contratos de obras públicas. Segundo a acusação, ela seria a principal beneficiária do esquema, que teria começado durante o governo de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morto em 2010.
A principal prova do caso são anotações feitas por um motorista ligado ao então Ministério do Planejamento, nas quais estariam registrados pagamentos de dinheiro. A defesa da ex-presidente sustenta que o material é falso e já apresentou diversos recursos para anular o processo, todos rejeitados.
Em publicação nas redes sociais, Kirchner classificou o julgamento como uma “farsa processual” e ironizou a convocação para depoimento presencial.
— Como não há pão, há circo — escreveu, ao sugerir que a medida busca gerar impacto midiático.
A ex-presidente também atribuiu o andamento do processo a uma tentativa do governo de Javier Milei de desviar a atenção de problemas internos, incluindo denúncias envolvendo criptomoedas.
Outro nome central no caso, o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido, também deve depor nesta terça-feira. Caso seja considerada culpada, Kirchner pode ser condenada a até dez anos de prisão. Nesse cenário, ela ainda poderia solicitar o cumprimento da pena em regime domiciliar, como já ocorre atualmente.
O julgamento deve se estender até depois de 2026, diante do grande número de testemunhas previstas.
A força de uma tempestade histórica no Havaí destruiu, em poucas horas, o que levou anos para ser construído. O casal Tom e Carrie Bashaw, ambos na casa dos 80 anos, perdeu a casa onde vivia, em Maui, após o imóvel ser arrastado pela enchente provocada pelo transbordamento de um riacho durante a passagem de um ciclone Kona.
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O caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Segundo a emissora Hawaii News Now, os Bashaw haviam investido todas as economias na propriedade, construída em Wailuku ao longo dos últimos anos. A casa principal começou a ser erguida em 2020, em um terreno elevado com vista para o riacho Iao, que normalmente apresenta baixo volume de água.
De acordo com o casal, a localização parecia segura. O imóvel ficava a cerca de 23 metros de distância do curso d’água e a aproximadamente 14 metros acima do nível do riacho. Ainda assim, na manhã de sábado (14), a situação mudou drasticamente. Com o volume recorde de chuvas, que chegou a 112 centímetros em algumas áreas, o riacho se transformou em um fluxo violento, capaz de arrancar árvores, erodir o solo e comprometer a estrutura da casa.
Tom contou à Hawaii News Now que começou a acompanhar a elevação da água na sexta-feira, quando percebeu que o riacho já derrubava árvores próximas à propriedade. Com o avanço da erosão, a terra entre a casa e a margem cedeu rapidamente. Após a queda de árvores, incluindo um eucalipto e uma mangueira, o casal decidiu agir às pressas. “Começamos a colocar as coisas em sacos e a arrumar tudo”, disse.
Em menos de uma hora, o cenário se agravou. “O rio chegou até a beira do deck dos fundos”, relatou. Diante do risco iminente, os dois deixaram a casa por volta das 21h, levando apenas o essencial e os gatos de estimação, Civa e Ty. Eles passaram a noite em um celeiro na propriedade.
Ao retornarem no dia seguinte, encontraram um cenário de destruição. Parte da casa já havia desaparecido. “A parte de trás inteira estava no rio”, afirmou Tom. Ao longo do sábado, outras estruturas também foram levadas pela correnteza, incluindo a garagem, que desabou minutos após ele retirar os últimos itens do local.
Sem seguro contra inundações, já que a área não era considerada de risco, o casal agora tenta recomeçar. Desde então, eles têm dormido em colchões infláveis dentro de um contêiner na própria propriedade, segundo informações de uma campanha criada na plataforma GoFundMe por Stephanie Ichinose, filha de Carrie. Até a noite de segunda-feira, a arrecadação havia alcançado cerca de US$ 48,5 mil, destinados a despesas emergenciais, moradia temporária e reconstrução.
Na página, Ichinose descreveu a perda como devastadora. “O que antes era um lar seguro e confortável, construído com carinho pelo próprio Tom, agora é apenas uma lembrança”, escreveu.
A tempestade que atingiu o Havaí também deixou um rastro de destruição em outras ilhas. O fenômeno começou na quinta-feira por Kauai e Oahu e avançou pelo estado ao longo da semana, provocando apagões que afetaram cerca de 100 mil pessoas. Na segunda-feira, milhares de clientes da Hawaiian Electric ainda permaneciam sem energia em regiões como Oahu, Maui e a Ilha do Havaí.
Apesar das perdas, o casal tem demonstrado resiliência em meio à tragédia. “A Mãe Natureza vence. Ela não nos levou, só levou a casa. Somos gratos por isso. Temos um ao outro”, disse Tom à emissora local.

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