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O Exército iraniano prometeu atacar a infraestrutura energética do Golfo após o ataque israelense a um de seus principais campos de gás, South Pars-North Dome, informou a televisão estatal nesta quarta-feira. O comando operacional Khatam al-Anbiya afirmou em comunicado que “atacará seriamente a origem da agressão e considerará atingir a infraestrutura de combustível, energia e gás” dos países de onde os ataques foram lançados. Segundo analistas, o país ainda pode intensificar drasticamente sua campanha contra a infraestrutura energética na região.
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O Irã acusa as monarquias árabes do Golfo de permitir que as forças americanas usem seu território e/ou espaço aéreo. A televisão estatal iraniana publicou uma lista de “alvos legítimos”, incluindo instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, afirmando que “serão atingidas nas próximas horas”.
O Iraque relatou uma interrupção na geração de energia após o Irã suspender o fornecimento de gás, o exemplo mais recente de outros países do Oriente Médio envolvidos no conflito que já dura 19 dias.
Israel realizou o ataque a South Pars, afirmou um alto funcionário do país, que pediu para não ser identificado por se tratar de um assunto delicado. Segundo a mídia estatal iraniana, também foram atingidas instalações petrolíferas e petroquímicas na cidade de Asaluyeh, no sul do país. Os Estados Unidos não se pronunciaram imediatamente sobre o assunto.
A maior parte da energia que o Irã obtém de South Pars é usada internamente, portanto, qualquer interrupção significativa intensificaria a pressão que a campanha de bombardeio dos EUA e de Israel exerce sobre a economia iraniana e a vida cotidiana no país.
A instalação é compartilhada com o Catar, que reagiu ao ataque. O ataque de Israel ao campo “é uma medida perigosa e irresponsável”, disse Majed al-Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, em uma publicação no X.
Os Emirados Árabes Unidos também condenaram o ataque de quarta-feira, afirmando que “atacar instalações de energia ligadas ao campo de gás de South Pars, na República Islâmica do Irã (…) constitui uma escalada perigosa”, disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado. “Atacar infraestruturas energéticas representa uma ameaça direta à segurança energética global… Também acarreta sérias repercussões ambientais e expõe civis, a segurança marítima e instalações civis e industriais vitais a riscos diretos”.
O alerta do Irã aos países do Golfo ocorreu dois dias depois de o país ter incendiado um enorme campo de gás natural nos Emirados Árabes Unidos, intensificando os ataques a importantes instalações de energia.
Anwar Gargash, um dos principais assessores do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed, afirmou que o Irã calculou mal ao atacar países árabes. Os ataques os aproximarão ainda mais de Israel e dos Estados Unidos, demonstrando, ao mesmo tempo, por que a região não pode aceitar os programas nucleares e de mísseis iranianos, disse ele.
O Irã realizou seu primeiro ataque confirmado a instalações de petróleo e gás ao atingir o campo de Shah, em Abu Dhabi, na segunda-feira, sinalizando capacidade de prolongar a instabilidade nos mercados globais e manter o petróleo acima de US$ 100 (R$ 520) o barril. O país também também atacou os campos de Shaybah e Berri, na Arábia Saudita, nos últimos dias.
Desde o início da guerra, segundo o jornal americano Financial Times, o país atingiu ao menos 20 embarcações no Golfo e conseguiu dificultar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota-chave para exportações de energia.
— Ainda há um longo caminho a percorrer em termos da capacidade deles de ameaçar os estados do Golfo — disse Danny Citrinowicz, especialista em Irã e pesquisador sênior do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, ao FT.
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Saul Kavonic, analista da MST Financial, afirmou ao FT que o Irã também pode ampliar os danos ao setor energético ao atingir grandes campos ou instalações de gás natural liquefeito. Segundo Kavonic, “retirar milhões de barris da produção teria impacto mais duradouro”, pois impediria a recomposição de estoques mesmo após a guerra. O pior cenário, destacou, seria um ataque a uma planta de gás natural, já que a reposição de equipamentos poderia levar anos.
— Os iranianos estão agora atingindo uma lista crescente de alvos nos estados do Golfo e essa estratégia pode ter novos desdobramentos. O planejamento, os cenários e os preparativos tendem a se concentrar nos primeiros dias e semanas. À medida que avançamos para além desse período, pode ficar cada vez mais difícil prever como será o comportamento do Irã — disse Richard Bronze, chefe de geopolítica da consultoria Energy Aspects, ao FT.
Alta nos preços
O petróleo Brent disparou após o alerta do Irã, subindo até 6%, para mais de US$ 109 (R$ 567) o barril. O preço do gás natural na Europa subiu até 9,1%, segundo dados da ICE Futures Europe.
Os preços do petróleo subiram cerca de 50% desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, provocando uma resposta iraniana com o lançamento de mísseis e drones contra países do Oriente Médio. As gigantescas empresas de energia da região foram forçadas a reduzir a produção em resposta, principalmente devido ao fechamento efetivo do crucial Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump — que tem reclamado repetidamente da falta de interesse de aliados em se juntarem à guerra ou em ajudarem a garantir a segurança de Ormuz — disse nas redes sociais nesta quarta-feira que outros países, além dos EUA, deveriam assumir a responsabilidade pela hidrovia. “Os aliados dos EUA precisam tomar as rédeas da situação, intensificar os esforços e ajudar a abrir o Estreito de Ormuz”, disse ele.
Trump suspendeu temporariamente uma lei de transporte marítimo centenária para reduzir o custo do transporte de petróleo, gás e outras commodities nos EUA, em sua mais recente tentativa de combater o aumento dos preços da energia.
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Enquanto isso, o Irã tem transportado seu próprio petróleo pelo estreito em níveis próximos aos anteriores à guerra. O carregamento de petróleo bruto na Ilha de Kharg também parece continuar sem interrupções, apesar dos ataques dos EUA ao centro de exportação.
— Precisamos elaborar novas regras para o Estreito de Ormuz e para a forma como os navios o atravessarão no futuro — disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à rede catari al-Jazeera. — [As regras devem] garantir que a passagem segura pelo estreito ocorra sob condições específicas.
Retaliação
O Irã lançou novas ondas de mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Kuwait na manhã desta quarta-feira, após confirmar o assassinato de seu chefe de segurança, Ali Larijani. O país também atingiu Tel Aviv, matando duas pessoas. Israel e os Estados Unidos mantiveram seus bombardeios contra o Irã.
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As Forças Armadas de Teerã juraram vingar a morte de Larijani, assim como a de Gholamreza Soleimani, chefe da unidade paramilitar Basij, responsável pela segurança interna do Irã. O ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, também foi assassinado.
Com Bloomberg e AFP.
O chanceler Mauro Vieira negou nesta quarta-feira, ao prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, qualquer presença militar da China em território brasileiro. Ele chamou de imprecisas as referências feitas ao Brasil em relatório de uma comissão do Congresso americano.
A suspeita ganhou força após um relatório do Congresso dos Estados Unidos citar uma suposta estação terrestre ligada à China em Salvador e mencionar a chamada Tucano Ground Station, vinculada a memorandos assinados pela startup brasileira Alia Space com empresas chinesas para rastreamento e transmissão de dados de satélites.
— A estação Tucano não existe. Não há construção, não há contrato, não há infraestrutura, não há operação — afirmou.
Segundo o ministro, o debate foi alimentado por informações distorcidas sobre cooperação espacial e precisa ser recolocado “no campo da realidade e não da especulação”.
— As ilações apresentadas no referido relatório não passam de desinformação — disse.
Vieira afirmou que, na prática, o projeto jamais saiu do papel. Segundo ele, a empresa brasileira planejou seis estações de solo — em Tucano (BA), Salvador, Paço do Lumiar (MA), Cuiabá, Sorocaba (SP) e em um município do Acre —, mas nenhuma foi construída.
— Nenhuma das seis saiu do papel, jamais saiu do papel — afirmou.
O chanceler explicou que o memorando citado com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology era apenas preliminar e perdeu validade em 2024 sem gerar contrato, parceria ou atividade concreta. Também disse que memorandos semelhantes foram assinados com empresas de outros países, como Austrália, Índia, França, Suíça, Reino Unido e os próprios Estados Unidos.
— Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos — afirmou.
Segundo ele, a startup brasileira permanece em estágio embrionário, funciona em escritório comercial em Salvador e depende de financiamento e estudos de viabilidade para avançar.
Vieira também rebateu suspeitas levantadas sobre o radiotelescópio BINGO Telescope, instalado na Paraíba com participação de instituições brasileiras, chinesas, britânicas, suíças e sul-africanas.
— Não há absolutamente nenhum elemento operacional, tecnológico ou material que permita associar o telescópio Bingo a atividades de inteligência, espionagem, vigilância ou qualquer objetivo militar — afirmou.
Segundo ele, o equipamento é fixo, voltado ao espaço profundo e destinado a pesquisas sobre energia escura, matéria e radiação.
— Trata-se, repito, de ciência. O relatório trata a cooperação científica brasileira com suspeição e desconhecimento técnico, avalizando viés geopolítico ultrapassado, segundo o qual A
O porta-aviões mais avançado da Marinha dos Estados Unidos está se retirando do Mar Vermelho após um incêndio ter começado em sua lavanderia, frustrando os planos de usar a embarcação nuclear de 100 mil toneladas para projetar poder na guerra contra o Irã. Após o incidente, que deixou ao menos dois dos 4 mil tripulantes com ferimentos sem risco de vida, o USS Gerald R. Ford seguirá para a ilha grega de Creta, segundo uma autoridade americana familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg. O navio havia feito uma parada no local no fim de fevereiro, a caminho da região.
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O episódio ressalta como até mesmo os ativos mais avançados da Marinha estão sob pressão à medida que os EUA ampliam seus esforços militares. O Ford, navio de guerra mais caro já construído, passou meses além do período padrão de mobilização no mar. Os militares dos EUA se recusaram a comentar os detalhes do incêndio, mas o New York Times informou que os marinheiros levaram mais de 30 horas para controlá-lo. Mais de 600 tripulantes perderam seus alojamentos.
Procurada para comentar, a Marinha não respondeu sobre as condições do porta-aviões nem se seus navios de escolta permanecerão no Mar Vermelho. Um funcionário da Defesa, que pediu anonimato, afirmou que o grupo de ataque do Ford continuará operando na região. A saída do Ford deixa apenas um porta-aviões americano, o USS Abraham Lincoln, para apoiar a campanha contra o Irã.
Porta-aviões estão entre os ativos mais requisitados das Forças Armadas dos EUA. Eles funcionam como bases aéreas móveis, permitindo lançar ataques e projetar poder aéreo longe do território americano, mas apenas um número limitado está disponível a qualquer momento devido a compromissos globais e ciclos de manutenção.
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Eles também contam com significativo apoio militar: o Ford é acompanhado por destróieres com mísseis guiados, e sua ala aérea inclui caças F/A-18E e F/A-18F Super Hornet, aeronaves de alerta antecipado E-2D, além de helicópteros MH-60S e MH-60R Seahawk e aviões C-2A Greyhound.
O navio de guerra participava de operações dos EUA contra a Venezuela quando o presidente Donald Trump ordenou seu deslocamento para o Oriente Médio antes da campanha contra o Irã. Enquanto uma missão normal dura apenas seis meses, o Ford está no mar desde junho do ano passado.
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Missões prolongadas podem desgastar os marinheiros e pressionar suas famílias — algo reconhecido pela Marinha em um comunicado no mês passado que exaltava a resiliência e a prontidão da tripulação do Ford durante sua “implantação estendida”: “Líderes da Marinha reconhecem que longos períodos longe das famílias trazem sacrifícios reais e mensuráveis”, dizia o texto.
Conversar com marinheiros a bordo de porta-aviões é difícil mesmo nas melhores circunstâncias. Durante uma guerra, os navios e as bases militares envolvidas nas operações ficam “às escuras”, limitando a capacidade dos militares de se comunicar com o mundo exterior. Os oficiais e marinheiros entrevistados para este artigo falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a falar publicamente.
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Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, a Marinha manteve porta-aviões em missão por nove meses consecutivos, às vezes um pouco mais. Mas, normalmente, as missões não se estendem por mais de seis meses. Segundo especialistas da Marinha, períodos mais longos são muito prejudiciais tanto para o navio quanto para a tripulação.
— Os navios também se cansam e sofrem danos ao longo de longos períodos de serviço — disse o contra-almirante John F. Kirby, oficial naval aposentado que foi secretário de imprensa do Pentágono e porta-voz de segurança nacional no governo Biden. — Não se pode operar um navio por tanto tempo e com tanta intensidade e esperar que ele e sua tripulação tenham o melhor desempenho possível.
Segundo dois oficiais, o incêndio começou na saída de ar de uma secadora nas instalações de lavanderia do navio e se alastrou rapidamente. O Comando Central afirmou em comunicado que o incêndio “não causou danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional”. No entanto, o incêndio foi apenas o mais recente de uma série de problemas de manutenção no Ford, que também o porta-aviões mais novo da Marinha.
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Em janeiro, a rádio pública NPR informou que o navio lidava com um sistema de encanamento defeituoso, que falhou repetidamente enquanto estava no mar. A Marinha reconheceu o problema, mas afirmou que a embarcação já havia registrado “mais de 6 milhões de descargas de vasos sanitários”, acrescentando que, em geral, a culpa era dos próprios marinheiros.
“Na maioria dos casos, os entupimentos são resultado de itens descartados que não deveriam ser introduzidos no sistema”, disse a Marinha em comunicado, citando o comandante do Ford. “Quando os marinheiros seguem os procedimentos adequados, o sistema funciona de forma confiável”.
Um importante período de manutenção e reequipamento que o porta-aviões Ford deveria passar no início deste ano no estaleiro naval de Newport News, na Virgínia, foi adiado, disseram autoridades militares. Um oficial militar afirmou que o Pentágono estava ciente de que o porta-aviões estava atingindo o limite de sua capacidade operacional. Ele disse que o USS George H.W. Bush está se preparando para ser enviado ao Oriente Médio e provavelmente substituirá o Ford.
(Com Bloomberg e New York Times)
O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que passará a exigir que cidadãos de 50 países paguem uma caução de US$ 15 mil (R$ 78 mil) para solicitar entrada nos Estados Unidos. Segundo um funcionário do Departamento de Estado americano que falou à agência Reuters sob anonimato, 12 países serão adicionados a uma lista que já inclui outros 38, majoritariamente africanos. O Brasil não está incluído.
Declínio no número de viajantes: Endurecimento da política de vistos e imigração no governo Trump atinge em cheio o turismo nos EUA
Novas diretrizes: EUA exigem que estudantes deixem as redes sociais públicas para a concessão de visto
O programa ampliado de caução entrará em vigor em 2 de abril e exigirá o pagamento para vistos de turismo e negócios (B1 e B2), com o objetivo de evitar permanência além do prazo. Segundo o funcionário do departamento, o valor cobrado será devolvido quando o portador do visto deixar os EUA em conformidade com os termos e aos que não viajarem.
Os novos países incluídos no programa são Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua Nova Guiné, Seychelles e Tunísia. Já estavam na lista: Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Butão, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Quirguistão, Malawi, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tajiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Turquemenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
Desde que assumiu o poder para um segundo mandato em janeiro do ano passado, Trump adotou uma política migratória extremamente rígida, com deportações, revogação de vistos e restrições a manifestações de imigrantes.
Os visitantes também estão enfrentando uma fiscalização mais rigorosa na fronteira, com aumento nas buscas em dispositivos eletrônicos, algumas resultando em detenções e recusas de entrada. Além disso, tirar o visto americano também ficou mais caro com regras recém implementadas, e pedidos de visto para alguns estudantes também estão mais restritos.
Em junho passado, o republicano também decidiu proibir ou restringir a entrada de cidadãos de 19 países localizados na África, com população de maioria muçulmana ou governados pela esquerda, como Cuba e Venezuela.
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Queda no turismo
No ano passado, enquanto o turismo cresceu mundialmente, os Estados Unidos foram o único grande destino a registrar queda no número de visitantes estrangeiros, com uma redução de 6%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, uma entidade do setor. Em janeiro, o declínio de visitantes internacionais continuou, com recuo de 4,8% em relação a janeiro de 2025.
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Visitantes do Canadá, normalmente a segunda maior fonte de turismo para os Estados Unidos depois do México, despencaram 28% em janeiro em comparação com janeiro de 2024.
Outros mercados importantes, como Alemanha e França, também registraram quedas significativas, enquanto o Reino Unido, o maior mercado emissor de longa distância para o turismo dos EUA, apresentou crescimento marginal de 0,5% em comparação com o ano anterior.
Com agências internacionais.
Um navio-tanque carregado com petróleo bruto russo parece estar a caminho de Cuba, enquanto a ilha caribenha, assolada pela escassez de combustível, busca um alívio três meses depois de o governo Trump ter efetivamente interrompido o fluxo de petróleo para o país. Dados de empresa de inteligência marítima Kpler mostram uma potencial chegada de um navio-tanque transportando mais de 700 mil barris de petróleo bruto russo, que deve chegar em Cuba até o final do mês.
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O petróleo russo seria um teste ao embargo dos EUA à ilha e não está claro se algum navio conseguirá entregar o óleo. Desde dezembro, um bloqueio naval dos EUA no Caribe impediu com sucesso que navios se aproximassem de Cuba, enquanto a ameaça de tarifas sobre os países fornecedores de petróleo ao país levou o México a interromper os embarques no início de fevereiro.
O México havia emergido como principal fornecedor de petróleo de Havana após as forças americanas capturarem o líder venezuelano Nicolás Maduro no início deste ano e interromperem o fluxo de combustível daquele que era o aliado mais fiel da ilha governada pelos comunistas.
Na terça-feira, o navio Anatoly Kolodkin parecia estar a caminho do porto russo de Primorsk para o porto comercial de Matanzas, em Cuba, transportando 730 mil barris de petróleo russo dos Urais, segundo dados da Kpler. Outro petroleiro que estava, segundo a empresa, transportando petróleo russo para Cuba no mês passado, o Sea Horse, voltou a se mover em direção a Cuba depois de ter o curso desviado no mês passado.
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A chegada de um deles poderá representar o primeiro grande carregamento de combustível após uma longa paralisação. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse na semana passada que seu país não recebia um carregamento de combustível há três meses. Esse seria o período mais longo que Cuba ficou sem receber combustível em pelo menos 12 anos, afirmou Matt Smith, analista da Kpler.
O envio de petróleo bruto não traria alívio imediato a Cuba. Ele precisa ser refinado antes de ser utilizado, um processo que pode levar de 20 a 30 dias, afirmou Jorge Piñon, pesquisador do Instituto de Energia da Universidade do Texas em Austin, que monitora os carregamentos de combustível para o país. “Por isso, nosso argumento é: não enviem petróleo bruto para Cuba”, disse Piñon. “É preciso enviar produto refinado.”
Ainda assim, 700 mil barris de petróleo bruto russo seriam uma ajuda crucial. Cuba precisa de aproximadamente 100 mil barris de petróleo por dia para funcionar, mas produz apenas dois quintos disso, segundo Piñon. A cada dia sem carregamentos de combustível, o país se aproxima do que Piñon chama de “data crítica” — o dia em que ficará sem combustível.
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Desde que os EUA impuseram o bloqueio naval, Cuba tem funcionado com o petróleo recebido nos meses anteriores e com sua pequena produção interna de petróleo bruto pesado, usado como matéria-prima para geração de energia em casos de emergência.
A ilha tem sido assolada por cortes de energia e escassez de combustível devido ao embargo americano. A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso total na segunda-feira, deixando os 10 milhões de habitantes da ilha no escuro. A falta de energia para tudo, desde hospitais e caminhões de lixo até geladeiras, desencadeou uma crise humanitária cada vez mais profunda em todo o país.
Enquanto a rede elétrica do país estava fora do ar, Trump fez um novo alerta a Cuba, dizendo a repórteres na segunda-feira que acredita que em breve terá “a honra de tomar Cuba”, afirmando que poderia “libertá-la, tomá-la — posso fazer o que quiser”. Havana, por sua vez, anunciou que abrirá sua economia para a diáspora cubana, uma antiga reivindicação da comunidade de exilados em Miami.
O governo brasileiro manifestou “grave preocupação” com relatos de mortes ainda sem esclarecimento na região de fronteira entre Colômbia e Equador, após a descoberta de dezenas de vítimas em meio a uma escalada de tensão entre os dois países. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil lamentou a perda de vidas humanas e pediu moderação às partes envolvidas.
“Ao lamentar a perda de vidas humanas, o Governo brasileiro insta as partes envolvidas à moderação, com vistas a buscar solução pacífica para a controvérsia”, afirma o comunicado.
Na mesma nota, o Itamaraty sinalizou disposição para atuar diplomaticamente e afirmou que está disponível para apoiar iniciativas de diálogo. “O Brasil coloca-se à disposição para apoiar esforços de diálogo, com vistas à preservação da paz e da segurança na região”, diz um trecho da nota.
A reação brasileira ocorre depois que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que 27 corpos carbonizados foram encontrados na zona de fronteira e sugeriu que o episódio possa estar ligado a bombardeios que teriam partido do lado equatoriano. O governo colombiano sustenta que grupos armados ilegais não possuem aeronaves capazes de realizar esse tipo de ataque, o que levantou suspeitas sobre uma possível operação militar vinda do país vizinho.
O governo do Equador, comandado por Daniel Noboa, rejeitou as acusações e afirmou que suas operações militares têm como alvo grupos ligados ao narcotráfico e são conduzidas exclusivamente dentro do território equatoriano. O episódio agravou uma crise diplomática que já vinha se intensificando entre os dois países, marcada por divergências sobre segurança na fronteira e pelo avanço de organizações criminosas na região amazônica.
A situação preocupa o governo brasileiro. Segundo interlocutores, é evitar novo foco de instabilidade na América do Sul.
Um homem argentino que encontrou cheques no valor de 37 milhões de pesos (cerca de R$ 137 mil, na cotação atual) e decidiu devolvê-los ao proprietário passou a contestar judicialmente a recompensa de 30 mil pesos (aproximadamente R$ 111) recebida, considerada desproporcional. O episódio, ocorrido em janeiro, ganhou repercussão pública e abriu uma ampla discussão sobre o reconhecimento de atitudes éticas e os limites entre a obrigação moral e a compensação financeira.
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Mauricio Abdelnur localizou um envelope parcialmente rasgado ao sair do trabalho e, ao verificar o conteúdo, constatou o valor elevado. Ele permaneceu no local por algum tempo na tentativa de identificar o dono, mas ninguém apareceu.
— Encontrei um envelope grande, meio rasgado; abri e dentro havia 37 milhões de pesos em cheques. Fiquei ali esperando para ver se alguém aparecia, porque, se você vê alguém preocupado voltando correndo, é o dono. Esperei, esperei, esperei. Quando cheguei em casa, comentei com meu filho, e ele disse: “Tem que devolver” — conta.
A decisão de devolver os cheques foi reforçada pelo filho, cuja orientação teve peso na escolha. Abdelnur levou o envelope para casa e iniciou a busca pelo proprietário.
Para identificar o emissor, ele fotografou os cheques e recorreu à inteligência artificial, que forneceu um número de telefone vinculado ao responsável. O contato levou diretamente ao homem que havia emitido os documentos, ligado a uma empresa com sede em San Luis.
— Tirei foto de cada cheque, a inteligência artificial me deu um telefone, e atendeu justamente o homem que havia emitido todos os cheques. Ele queria que eu enviasse por Uber. E eu disse: ‘Acho melhor não, porque são 37 milhões’. Vai que depois dizem: ‘Faltam 20 milhões aqui’. Em que confusão eu me meteria por querer ajudar? — relata.
Abdelnur recusou enviar os cheques por aplicativo e optou por uma entrega presencial, acompanhado de um amigo.
Frustração
Após a devolução, ele recebeu 30 mil pesos. O valor gerou frustração.
— Fui com um amigo e lá nos sentimos meio… enfim. Depois meu filho disse: ‘Pai, acho que te enganaram’. Porque me deram 30 mil pesos. Não fizemos isso pelo dinheiro, mas ele deve ter pensado que nos daria um trocado por devolver 37 milhões — conta.
Embora afirme que não agiu com expectativa de lucro, Abdelnur considerou a compensação inadequada diante do montante recuperado.
Possível disputa judicial
Posteriormente, ele consultou especialistas jurídicos e foi informado de que o procedimento adequado seria entregar os cheques à polícia ou a um banco, o que garantiria uma recompensa entre 2% e 10% do valor.
Com base nessa orientação, Abdelnur entrou em contato com o empresário para questionar a quantia recebida.
— Mandei mensagem dizendo: ‘Olha, pela lei, caberia um pouco mais. Você não considerou nem 2% do que encontrei. Não é que você tem que me dar, mas eu protegi seu patrimônio’ — relata.
Sem resposta considerada satisfatória, ele iniciou medidas formais por meio de notificação legal.
O caso passou a extrapolar a dimensão individual e provocou reflexões sobre valores sociais.
— Que tipo de sociedade queremos ter se alguém tenta fazer o certo? Falamos tanto disso e não sei se é tão justo. Da próxima vez que eu encontrar cheques, talvez jogue fora — diz.
Abdelnur também criticou o simbolismo da recompensa recebida.
— Achei engraçado quando me deram 30 mil pesos, como se dissessem: ‘Toma, serve para o Uber?’. E eu respondi: ‘Vocês disseram que pagariam o Uber, não vou ter que pagar ainda?’. É sobre isso, sobre a sociedade que queremos construir.
Uma disputa entre proprietária e inquilina terminou em prisão nos Estados Unidos após uma candidata a um cargo público ser acusada de arremessar uma tarântula viva durante um desentendimento. O caso ocorreu em Edina, subúrbio de Minneapolis, no estado de Minnesota, na quinta-feira (12), e ganhou ampla repercussão após imagens da espécie da aranha circularem nas redes sociais.
Marisa Simonetti, que disputou uma vaga no Conselho do Condado de Hennepin, foi detida sob acusação de agressão de quinto grau e agressão doméstica, ambos delitos leves. Em entrevista à NBC News, ela afirmou que a situação começou após a recusa da advogada Jackie Vasquez em deixar o imóvel alugado por meio de uma plataforma de hospedagem de curta duração.
Versões conflitantes sobre o confronto
As duas envolvidas apresentam relatos distintos. Simonetti afirma que cancelou a estadia após conflitos e acusa a inquilina de comportamento hostil, incluindo mensagens consideradas ameaçadoras e discussões em horários noturnos. Já Vasquez nega as acusações e sustenta que foi submetida a um ambiente hostil, com corte de internet e dificuldades para deixar o local em segurança.
Segundo a NBC News, a tensão teria atingido o ápice no dia em que a mudança deveria ocorrer. Simonetti alegou que teve o braço atingido por uma porta fechada pela inquilina, enquanto Vasquez afirmou que apenas tentou impedir a entrada da proprietária no espaço onde estava hospedada. A polícia foi acionada três vezes no mesmo dia, segundo relatos de ambas, mas não comentou oficialmente o caso.
Foi nesse contexto que Simonetti decidiu comprar a tarântula em uma loja de animais. Segundo Vasquez, o animal foi arremessado contra ela, junto com outros objetos, em um episódio que descreveu como assustador. Simonetti, por sua vez, minimizou a ação, afirmando que “empurrou delicadamente” a aranha escada abaixo.
Em sua defesa, a candidata disse ter agido por medo e afirmou que a ideia surgiu após se lembrar do filme Esqueceram de Mim, ao qual assistiu na infância. “Se estou com medo, tento fazer piadas”, declarou à NBC News.
A icônica cena da aranha em Esqueceram de Mim (1990) ocorre quando o bandido Marv (Daniel Stern) tenta entrar na casa pela porta dos fundos. Kevin coloca a tarântula de estimação de seu irmão, Buzz, no rosto de Marv, causando pânico, gritos e Marv derrubando seu rádio.
Após a prisão, Simonetti foi liberada mediante fiança, nesta segunda-feira (16). Quando retornou à residência, a inquilina já havia deixado o local. O episódio provocou reações políticas: lideranças republicanas locais se distanciaram da candidata, afirmando que ela não representa os valores do partido, conforme noticiado pelo Star Tribune.
Segundo a emissora KARE, afiliada da NBC em Minneapolis, Simonetti já enfrentou controvérsias legais anteriores, incluindo acusações de fraude com cartão de crédito, posteriormente arquivadas após acordo judicial. O caso atual segue em apuração.
Israel afirmou que o Exército do país matou o ministrode Inteligência iraniano, Esmail Khatib, em um ataque na capital, Teerã, um dia depois da morte do chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, Ali Larijani. O irã, até o momento, não confirmou oficialmente a morte.
Na terça-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu país continuará a alvejar e matar membros da liderança do Irã. “O primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) e eu instruímos as Forças de Defesa de Israel a continuarem a caçar a liderança do regime de terror e repressão no Irã”, disse Katz em um comunicado.
Em atualização
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem sem camisa dançando sobre um carro em movimento segundos antes de o veículo se envolver em um acidente na rodovia estadual 361, na cidade de Port Aransas, no Texas, nos Estados Unidos. O caso ocorreu no sábado (14) e é investigado pelas autoridades locais.
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De acordo com o Departamento de Segurança Pública do Texas, o acidente envolveu um Jeep. Um passageiro de 22 anos foi arremessado para a pista com o impacto. Imagens feitas após a colisão mostram o veículo destruído e jovens em trajes de banho próximos ao local, enquanto equipes de resgate prestavam socorro.
Assista:
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Segundo documentos judiciais obtidos pela emissora KIII 3 News, o motorista, identificado como Riley Rhoades, de 24 anos, apresentava níveis de álcool no sangue de 0,14 e 0,12 no teste do bafômetro, acima do limite legal de 0,08 no Texas. Ele foi preso e responde por agressão por embriaguez, permanecendo detido sob fiança de US$ 10 mil.
Outra pessoa envolvida no acidente foi hospitalizada com traumatismo craniano grave. O estado de saúde atualizado não foi divulgado pelas autoridades.
Fiscalização reforçada no “spring break”
A prefeita de Port Aransas, Wendy Moore, afirmou à imprensa local que o período de férias de primavera é um dos principais motores econômicos da cidade, mas também exige atenção redobrada das autoridades. Segundo ela, equipes de emergência são reforçadas e recebem apoio de profissionais de todo o estado para lidar com o aumento do fluxo de visitantes.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/X
O tenente Mike Hannon, da polícia local, disse que operações de fiscalização foram intensificadas com apoio do Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas e de policiais rodoviários. Até o momento, ao menos 15 prisões por embriaguez ao volante foram registradas durante a temporada.
Ainda no sábado, outro episódio violento foi registrado na cidade: cinco pessoas foram baleadas após uma briga entre dois grupos em uma praia local. Um adolescente de 17 anos, identificado como Ernesto Castillo, foi apreendido sob suspeita de efetuar os disparos. As vítimas estão em condição estável, segundo a polícia.

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